Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Os Filhos Do Universo, Parte 3

Laitman_013_03Hoje nós estamos levantando um pouco o véu sobre a matéria escura e outros fenômenos, mas não os sentimos; o resultado é calculado a partir dos dados que coletamos, postulando o que falta neles.

Mas nós não sabemos a fonte das forças que operam na natureza, a essência da sua ação, e as relações entre elas. O simples fato de sua existência nós percebemos como uma consequência, e não como uma certeza.

O ponto principal é que tudo o que podemos aprender, estudar e alcançar é descrito em nossos cinco sentidos, porque no final de uma cadeia de experiências e pesquisas há um ser humano com seus cinco sentidos, com a sua mente e seus sentimentos, com a sua imaginação e sua capacidade de construir modelos específicos e transformá-los num modelo geral do universo. Até agora, é claro, todos esses modelos e resultados de suas pesquisas são muito limitados.

Basicamente, nós não sabemos nada, como uma pequena tartaruga que sai de seu esconderijo e se arrasta por alguns passos num intervalo que ultrapassa gerações. Na verdade, ela não está muito longe do arbusto debaixo do qual se sentava com a cabeça sob seu casco. E ela não sabe de nada.

Além disso, avançando gradualmente, ela não vai descobrir nada. Não importa o quanto nos desenvolvamos em nosso estado atual, não vamos descobrir nada qualitativo. Nós podemos coletar uma enorme quantidade de fatos e dados, mas não conseguiremos processar e estudá-los para que possam retratar o quadro geral para nós.

Isto porque, a fim de realizar uma verdadeira pesquisa sobre nós mesmos, nós temos que passar para um nível superior, para uma mente e coração superior, em outras palavras, não depender dos três eixos do tempo e do espaço e da mente e coração que temos hoje, mas ascender sobre eles e ver tudo sob uma luz diferente, como se nós não fôssemos mais seres humanos deste planeta. Então, vamos alcançar as pessoas e saber compreender quem elas são.

Para isso, nós precisamos de uma nova ciência. Não é por acaso que os cientistas hoje já reconhecem o fato de que a ciência tradicional está em crise. Por quê? Afinal de contas, nós temos ferramentas suficientes, sabemos como construir enormes estruturas complexas, enviamos telescópios em órbita da Terra e os nossos microscópios e aceleradores penetram partículas.

Bilhões são investidos em pesquisas científicas, mas, no final, os benefícios de tais estudos acabam sendo uma ilusão, de tal forma que nós inclusive zombamos os cientistas que parecem estar satisfazendo sua curiosidade natural à custa do contribuinte.

Não levamos a ciência a sério como costumávamos, especialmente quando a nossa essência, nosso ego, arruína todos os seus frutos. Afinal de contas, nós usamos a ciência para dominar um ao outro e para lucrar em detrimento do outro. Por isso é realmente quase impossível encontrar qualquer fruto bom nesta árvore.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/02/14

Filhos Do Universo, Parte 1

laitman_739Pergunta: Vamos sair para o espaço aberto, para o universo que realmente nos deu a vida. O universo é o sistema da criação que é feito de matéria e energia. Ele engloba o mundo que conhecemos, incluindo o espaço e o tempo.

O universo é dinâmico, e de acordo com a teoria do Big Bang, ele está se desenvolvendo de um ponto de partida e está se expandindo gradualmente. Processos universais têm bilhões de anos de idade e estão sujeitos às leis que a ciência moderna estuda. No conjunto, o que podemos extrair do que sabemos sobre o universo?

Resposta: Em primeiro lugar, ao estudar algo, nós temos que determinar a essência dos pesquisadores. O pesquisador é uma pessoa que também é parte da natureza, do universo, do sistema global.

Nós devemos entender as ferramentas de pesquisa que temos; isso manifesta o nosso primeiro erro: vamos supor que nós podemos estudar a natureza objetiva.

Mas, por enquanto, como já dissemos, nós somos parte dela, e uma parte bastante defeituosa e subjetiva. Nós valorizamos e elogiamos o que é bom para nós, e, por outro lado, subestimamos e menosprezamos o que é ruim para nós. Tudo isso acontece em nosso inconsciente.

Além disso, nós somos muito limitados em nossas sensações, sentimentos e sentidos; não sabemos onde eles falham e quando nos enganam. Nós não podemos perceber os erros que cometemos em nossos atributos analíticos e nossas habilidades de esclarecer e comparar as coisas. Isso não está em nosso poder, porque não temos os critérios para examinar as coisas e simplesmente não temos nada com que comparar a nossa mente e sentimentos.

Se estivermos prontos para ao menos reconhecer nossas limitações, é uma coisa boa. A partir daí, nós entendemos que não há nada de absoluto na nossa percepção e que nunca saberemos e obteremos o absoluto. Mesmo que possamos investigar alguma coisa, é só os níveis abaixo de nós: inanimado, vegetal e animal. Eles não são tão desenvolvidos como nós e, portanto, nós podemos estudá-los de alguma forma.

Por outro lado, não podemos estudar a nós mesmos. É porque tudo é alcançado apenas a partir de um nível mais elevado. Esta é a única maneira de podermos atingir a raiz, e, consequentemente, não conhecemos a nós mesmos, porque a nossa raiz, a fonte, o plano, está num nível mais elevado do que nós. As razões subjacentes à nossa essência permanecem inatingíveis.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Contos: O Pai Espiritual Da Humanidade

Laitman_115_04O nome de Abraão (AB-am) significa “pai da nação”. Abraão é realmente o pai espiritual de toda a humanidade, pois não foi apenas o fundador de muitas nações, mas o criador de um método espiritual da correção do mundo. A ideia principal do seu método era a indicação de que o Criador é a força singular e unida da natureza, que gerencia toda a criação, que “não há outro além Dele”.

Os atributos do Criador foram determinados por ele como o “bom que faz o bem”. De acordo com seus ensinamentos, o papel da humanidade era obter a adesão com o Criador de acordo com a regra “ama teu amigo como a ti mesmo”.

Ele passou este método para seus alunos da Babilônia que se juntaram a ele e chamaram sua comunidade de “a casa de Abraão” (Beit Abraão), que se refere aos seus alunos e à sua família. Mais tarde, Abraão levou seu grupo de alunos para fora da Babilônia, o que significa que se desprendeu de todos os outros estudos e alcançou o Criador e estabeleceu um método independente que ele expressou no Livro da Criação (Sefer Yetzirah), o qual, em grande parte, complementou a obra de Adão, O Anjo Raziel (Sefer Raziel HaMalach).

Abraão colocou os fundamentos do método para a obtenção correta do Criador, para a obtenção de Seu nível e adesão a Ele. Todos os outros Cabalistas só desenvolveram a sua teoria adicionando o seu trabalho prático. Como o ego continuou crescendo em todas as gerações, isso permitiu o desenvolvimento do método de Abraão nos próximos níveis de acordo com as condições num determinado período de tempo.

Portanto, não podemos dizer que temos algo novo hoje. Tudo o que é revelado é revelado pelos Cabalistas, começando com Adão até os nossos tempos, mas o caminho certo começa com Abraão, embora exista o nascimento espiritual único em todos os níveis ao longo deste caminho chamado de “filhos de Abraão”.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Contos: Politeísmo Ou Uma Única Providência

laitman_276_02Abraão, que era um sacerdote na antiga Babilônia e um dos seguidores e discípulos dos ensinamentos de Noé, foi o primeiro a perceber que tudo o que acontece com a nação é intencional.

É difícil aceitar que os resultados negativos, que podem destruir uma sociedade ideal, podem originar-se da boa força superior.

Se as pessoas que vivem juntas em paz e em relações amigáveis de repente sentem que não se entendem e que se ressentem, que estão crescendo separadas e inclusive sentem ódio pelas outras, nós podemos perguntar se a força que gerencia o mundo é realmente boa e benevolente.

Estas perguntas geralmente dizem respeito aos Cabalistas, mas não às pessoas comuns.

A separação que foi subitamente sentida na antiga Babilônia levou os sacerdotes e os sábios a pensar sobre a existência de dois deuses: um bom e um mau, que estão num conflito que se reflete em nossa vida neste mundo. “Provavelmente a força do mal prevaleça sobre a força positiva. E talvez não exista nada, exceto uma série de divindades de todos os tipos”.

No final, as pessoas começaram a acreditar no politeísmo, negando assim a providência de uma força no mundo. Abraão considerava isso paganismo. Ele discordava totalmente disso, porque descobriu que há apenas uma força e uma providência neste mundo e não muitas forças como os Babilônicos acreditavam, quando eles viam o bem e o mal em todas as suas manifestações em nosso mundo, contradizendo-se e destruindo tudo.

Abraão alegou que tudo resultava de uma única força, mas à humanidade é mostrado o desequilíbrio de todo o sistema, como num experimento, para que ela comece a investigar e compreendê-lo. Nós deveríamos entender, sentir e aproximar a força de nós ou nos aproximarmos dela. Nós temos que nos conectar com seus atributos bons e maus que são revelados em nós, e é por isso que o mundo parece um lugar tão terrível.

Há apenas um gerenciador da criação que opera por duas forças opostas: boa e má. Nós temos que controlar estas duas forças e conectá-las para que tenhamos uma força positiva que supera a força negativa, e a força negativa deve aumentar a força positiva.

Assim, a revelação contínua da força do mal numa pessoa obriga a força positiva a crescer ao nível chamado de Criador. Isto é realmente o que Abraão descobriu e começou a explicar e disseminar sua atitude para com a natureza, a missão do homem e o propósito de vida.

No entanto, muito poucos concordaram com ele; na verdade, vários milhares de pessoas na antiga Babilônia concordaram. Ele distinguiu-os de todos os outros que tinham suas próprias intenções e inclinações e começou a ensiná-los. Assim, cada um dos grupos seguiu seu próprio caminho.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Histórias Abreviadas: Iluminação De Adão

laitman_742_03A Cabalá é a ciência que busca não estudar o nosso mundo, mas apenas as forças que o governam.

A primeira pessoa que descobriu este sistema 5775 anos atrás foi chamada de Adão. O dia em que isso aconteceu é descrito na Torá como o dia em que o mundo nasceu.

Antes disso, as pessoas viviam como animais, empenhadas em satisfazer suas necessidades biológicas. Claro, elas acreditavam em algumas forças que as ajudavam, protegiam, ou, pelo contrário, prejudicavam. Mas esta sensação inconsciente também está presente em animais.

De repente, enquanto a humanidade não tinha conhecimento de onde tudo vem e para que existe, uma pessoa normal do nosso mundo (Adão) começou a revelar que ela existe na natureza numa rede de forças que a governam.

Adão chamou essa rede de forças de Criador, pois descobriu que ela criou nossa matéria e a opera.

Esse tempo marca o início da sabedoria da Cabalá. É por isso que Adão é considerado o patriarca do nosso mundo, e tudo o que a Torá narra vem de sua realização pessoal e é contada a partir de sua perspectiva: “No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia…”, etc.

Tendo feito sua descoberta, Adão percebeu que o sentido de sua vida não é simplesmente sobreviver na Terra por certo número de anos, para atingir essa rede de forças, subir ao seu nível, dirigir e governá-la. Esta é a forma como se pode ascender a um grau acima do nosso mundo e começar a operar neste mundo, bem como aquele mundo, aquele sistema de forças, que é revelado para nós.

Adão alcançou o mundo superior porque tinha o desejo de subir ao nível do Criador. É desse lugar que vem o seu nome “Adão”: ele significa “semelhante ao Criador”.

Ele imediatamente sentiu a necessidade de passar seus conhecimentos para alguém. Com seus alunos Sem, Cam e Jafé, que foram chamados de seus filhos, ele começou a cadeia daqueles que alcançam o mundo superior através do método revelado por Adão.

Ele chamou esse método de “A sabedoria da Cabalá”, a ciência da recepção, compreensão e revelação do mundo superior, o sistema superior de governo.

Externamente, Adão era um homem comum, e é improvável que os pais e as pessoas ao seu redor estivessem cientes de suas descobertas e revelações. Afinal, o que ele veio a conhecer, ele revelou dentro de si e apenas para si mesmo. Nenhum dos outros tinha a menor ideia sobre o assunto. É por isso que a Cabalá é chamada de “sabedoria oculta”, porque cada pessoa que a alcança, a revela só por si mesma, e não pode transmiti-la aos outros.

Enquanto a física, a química, e todas as outras ciências naturais e exatas podem ser transmitidas a todos e ensinadas aos outros para que eles sejam capazes de usá-las, é impossível de se comunicar a Cabalá. Nós só podemos ensinar a outra pessoa como mudar a si mesma, a fim de ser capaz de sentir a próxima dimensão: o sistema superior, o mais alto grau, o mundo superior. Quando uma pessoa começa a sentir isso, ela é chamada de um Cabalista.

A realização da próxima dimensão dá à pessoa a capacidade de aprender para que ela está vivendo, porque a natureza que ela revela emerge como aquela que governa, determina, permeia tudo com si mesma, e indica a todos onde está levando-a e qual o grau de desenvolvimento que ela precisa para chegar. Torna-se claro para ela que todo o caminho que ela é obrigada a passar (porque aqui não há livre-arbítrio), ela pode acelerar ao dirigir a si mesma.

Imagine que você está sentado num vagão, o qual está sendo impulsionado por cavalos incontroláveis. Eles lhe levam por solavancos e buracos numa direção desconhecida, e a qualquer momento você pode cair num abismo. Esta é a nossa vida.

No entanto, você pode fazer isso sentando na frente e tomando as rédeas, sabendo exatamente aonde precisa ir. Já haverá um GPS moderno em suas mãos e você poderá tranquilamente passar para uma rápida realização do objetivo final, evitando todos os solavancos e buracos.

O significado da iluminação de Adão, e depois dele, de todos os outros Cabalistas, reside no fato de que uma pessoa recebe a oportunidade de atingir de forma rápida, independente e confortável o objetivo final da criação, e também ensinar o resto do mundo como fazê-lo. Isto é o que Adão começou a fazer.

De KabTV “Histórias Abreviadas” Parte 1, 15/10/14

A Ciência Do Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência ou não?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência divina, uma ciência do mundo superior, e não uma ciência regular. Ela funciona com outras ferramentas, não como biologia, física ou anatomia. Esta é uma ciência que é diferente de todas as ciências do mundo pois usa diferentes ferramentas e métodos.

Embora, basicamente, a sua meta não seja muito diferente. Isso ocorre porque na ciência regular a pessoa também está inconscientemente procurando o Criador, a origem da vida. A partir deste desejo ela recebe um impulso pela investigação científica. Ela sente satisfação em alcançar algum tipo de verdade.

Talvez esta verdade seja o oposto da verdade, mas isso não importa. A ciência tem uma centelha divina nela, e isso é o que atrai o cientista. O problema é que essa centelha cativa a pessoa e se veste em seu ego de modo que é difícil extraí-lo.

No entanto, em virtude dessa centelha, os cientistas são grandes fanáticos de sua ciência. Eles estão prontos a se sacrificar por sua causa, a conduzir ensaios clínicos em si mesmos, e a praticá-los dia e noite. Basicamente, eles estão correndo atrás da centelha que está submersa no ego, na “Klipa“.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Placebo No Lugar Do Verdadeiro Remédio

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você pode dizer sobre fitas vermelhas e outros amuletos populares?

Resposta: Estes são todos símbolos egoístas que permitem lucro a quem os vende.

Quem os compra acredita em seu “poder sagrado” e, até certo ponto, isso os ajuda psicologicamente.

Eu não tenho nada contra isso, mas apenas não devemos conectá-lo com a sabedoria da Cabalá. Isso engana as pessoas, especialmente em nossos tempos, quando a humanidade precisa se reeducar.

O homem é uma criatura complexa. A fita vermelha não muda uma pessoa. Ela lhe dá certa energia interior, uma sensação de segurança e apoio psicológico. É como um placebo dado a um paciente, em vez do verdadeiro remédio, e isso ajuda.

De qualquer forma, é uma mentira, uma vez que tais amuletos não curam uma pessoa, mas apenas a desviam da verdadeira solução do problema que está amadurecendo e que deve ser tratado.

Da Conversa com V. Kanevsky em Toronto, 05/08/14

Reguladores Da Luz

Dr. Michael LaitmanVenham, imaginemos um componente técnico, um gatilho, como num computador, um “0” ou “1”, ou uma pequena torneira que abre e fecha algo.

É a mesma coisa com a gente. Quando nos conectamos, nós abrimos uma válvula e algo se move dentro. E, quando nos separamos, a válvula é fechada. É assim que funcionamos e é assim que todo o sistema funciona. A Luz de uma parte entra em outra parte ou não. Tudo funciona apenas com base nesta atividade única de conexão ou separação, e nada mais.

Isto significa que quando nos conectamos, podemos influenciar todo o sistema da criação, todos os mundos, o nosso mundo, a natureza do inanimado, vegetal e animal, nossa saúde, todo o possível. Nós nos movemos ou acionamos a Luz. Não há mais nada no mundo, só essa energia. Ou ela se move e anima tudo, ou não tem acesso por causa de algumas dobras no sistema.

Como podemos criar de alguma forma um sistema como este entre nós, onde a Luz fluirá em circuitos dentro de nós, aumentará e crescerá o tempo todo para que possamos trabalhar constantemente na descoberta de válvulas cada vez mais novas?

Na verdade, estas são chamadas de Sefirot. Como sabemos, há um Masach (tela), Ohr Hozer Luz de Retorno), e um Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) na Luz e sua extensão de um segundo Partzuf a um terceiro e assim por diante.

Desta forma, nós regulamos a direção para a qual a Luz será estendida e para que sistemas. Da mesma forma, nós regulamos a sua intensidade. Nós podemos ativar correntes paralelas, todos os tipos de Partzufim e assim por diante. Podemos estudar a sua essência, sua intensidade, suas características, bem como a qualidade, de acordo com a qual nós ligamos e bloqueamos.

Este é um trabalho criativo, na medida em que você está envolvido no estudo do Criador, nesse sistema, que Ele fez e deu a você para que você começasse a estudá-lo a partir de seus encontros: Seus pensamentos e ideias, e, claro, o propósito.

De eu para nós, do mal para o bem, da separação para o desenvolvimento do bem e da Luz. É assim que nós evoluímos.

E nós sempre precisamos avaliar nossas ações e influências de Cima apenas de acordo com as abordagens qualitativas e as conexões. Este é o único caminho. Caso contrário, estamos enganados e não entendemos o Criador. Mas se olharmos especificamente a partir deste ponto de vista, geralmente nós começamos a ver os seus pensamentos e ideias, suas ações, e começamos a trabalhar em conjunto com isso. Ele evoca todos os tipos de estados, e nós reagimos a eles corretamente e vamos em conjunto com Ele.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Workshop 4

Adoração Ou Realização?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se todas as religiões surgiram após a destruição do Templo, o que as pessoas adoravam antes de sua destruição?

Resposta: Qualquer coisa! Na antiga Babilônia, as pessoas adoravam vários fenômenos naturais: árvores, o deus do sol, etc. Isso não é considerado religião.

Comentário: No entanto, o próprio Templo foi estabelecido por uma religião em particular…

Resposta: Não, o Templo encarna o zelo não-religioso das pessoas que estavam no nível da realização da força superior, a força geral da criação, a natureza em geral.

Não é o que entendemos por religião hoje. Nosso judaísmo moderno é uma religião do exílio do mundo espiritual, o exílio do Templo, o exílio da terra de Israel. É uma religião de exílios.

Os Cabalistas têm uma visão completamente diferente daquela que as pessoas religiosas do mundo têm sobre os desafios do povo de Israel, os desafios da humanidade, e que precisamos levar ao mundo.

Pergunta: Você pode compartilhar os segredos da Cabalá com os outros?

Resposta: Na Cabalá, não há segredos.

De uma Entrevista em Toronto com V. Kanevsky, 05/08/14

Caminhos Sinuosos Para O Mistério Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu realmente não entendo como o progresso científico pode prejudicar a humanidade?

Resposta: A ciência é uma busca pelo Criador através de nossas mentes materiais. Os cientistas conduzem vários estudos e experimentos com a ajuda dos nossos cinco sentidos corporais, a fim de encontrar a força superior. Todos os tipos de pesquisa científica destinam-se a descobrir o Criador e resolver o mistério da vida.

Nós temos a intenção de atingir a força superior, compreender a estrutura da criação, descobrir seu objetivo e desvendar o segredo de nossa existência usando nosso cérebro e os sentidos físicos corporais. Isso é impossível. Esta estrada leva a um beco sem saída. Depois de milhares de anos de desenvolvimento científico, nós acabamos numa crise que nenhuma ciência é capaz de resolver. A ciência não é capaz de garantir nem mesmo o nosso bem-estar material.

A ciência é um método de revelação das fraquezas humanas e um meio de descobrir erros em nossa busca para resolver o mistério da vida e descobrir a meta e essência de nossa existência através de nossos sentidos e inteligência terrestres. A ciência escolhe caminhos sinuosos; no entanto, ainda nos leva a conclusões certas. Nossa tarefa é perceber a incongruência dos nossos esforços e aprender a confiar totalmente na Luz que Reforma.

O objetivo do desenvolvimento do mundo é nos deixar desapontados com nós mesmos. Diz-se: “Não há momento mais feliz na vida de alguém do que quando a pessoa se torna completamente desiludida com suas habilidades”. Na verdade, é realmente uma grande descoberta! Imagine que toda a humanidade passa por esse processo.

Quando isso acontecer, nós vamos perceber que só uma oração pode nos ajudar; em outras palavras, nada exceto elevar MAN e adquirir a ajuda da força superior nos deixam agir corretamente e alcançar o nosso objetivo. Não há nada que possamos fazer além de perceber que fora da escuridão é a Luz que determina tudo. Luz é fé.

Hoje, nós podemos falar sobre estas questões abertamente. Cerca de 50 anos atrás, ninguém concordaria com essas ideias, inclusive eu. Eu era o defensor mais zeloso do progresso científico. Eu pensava que a ciência era tudo!

Os anos se passaram. A humanidade se decepcionou com a ciência. Ninguém espera que os cientistas façam descobertas que a humanidade possa realmente se beneficiar. Todas as descobertas estão condenadas a nos trazer prejuízos porque contradizem o objetivo da criação e os meios de sua realização, uma vez que nos impelem a confiar na nossa capacidade intelectual.

Isso explica por que não podemos esperar que a ciência nos ajude a alcançar resultados positivos. A menos que paremos de confiar no progresso científico e interrompamos nosso “encantamento” com a magnitude do nosso intelecto, nada pode realmente nos mover para frente. Vamos simplesmente continuar ao longo da estrada do progresso científico.

Por outro lado, não podemos negligenciar a ciência, uma vez que é um caminho que, de qualquer forma, nos leva ao objetivo, ainda que o faça de forma indireta. Qualquer caminho para o Criador é sagrado. No final do nosso caminho, o anjo da morte vai se transformar em anjo santo. “O anjo da morte” vai absorver todos os nossos erros, incluindo a evolução científica.

O problema não está na ciência em si, mas no fato de que confiamos em nós mesmos e contamos com o nosso orgulho, a nossa crença de que podemos chegar a uma boa vida sem se conectar com o Criador. Esse erro é comum para aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá, mas a transformam numa teoria. É o erro mais grave que se chama Klipa (casca, a força do mal).

Nossa tarefa é seguir com precisão todas as instruções e estudar a Torá em vez de fazer truques com as nossas mentes. Há uma linha muito fina entre os dois processos. Estudar a sabedoria (Hochma) da Torá significa revelar a Luz de Hochma com a ajuda da Luz da correção que se materializa na Torá. A sabedoria da Torá é a Luz de Hochma vestida com a Luz de Hassadim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam