Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Frases Imortais De Einstein, Parte 2

583.01Todos mentem, mas não é assustador, ninguém escuta o outro.

Minha Resposta: O assustador é que eles não escutam. É verdade.

Ouvir significa perceber, compreender. Não necessariamente concordar, mas entender o que o outro quer dizer, por que ele tem tal visão de mundo.

Comentário: Para deixá-lo entrar um pouco em você?

Minha Resposta: Não, nem mesmo para deixá-lo entrar. Entre nele e entenda como ele age, como ele pensa. Pode muito bem ser que sua maneira de pensar, sua abordagem à vida, esteja correta. Tente argumentar com ele, alinhar-se a ele de alguma forma, e assim por diante.

É isso que significa ouvir o outro. Ouvir significa, antes de tudo, compreender.

Pergunta: Você acha que as pessoas escutam umas às outras ou não?

Resposta: Não. Os egoístas não conseguem ouvir uns aos outros. Eles são inicialmente sintonizados para satisfazer claramente seu egoísmo.

Pergunta: Ou seja, apenas para impor sua própria opinião?

Resposta: Não apenas a opinião deles, mas alcançar tudo o que desejo. Essa é a base de todo o meu comportamento, e ninguém pode me afastar dela. Somente sob o impacto de enorme sofrimento posso mudar um pouco minha opinião; ainda egoisticamente, inclinando-me para um lado ou para o outro, e novamente continuar a agir egoisticamente.

Comentário: Esta, em princípio, é a causa de absolutamente todos os problemas: as pessoa não ouvem os outros.

Minha Resposta: Foi assim que fomos criados. Afinal, viemos da quebra da alma comum, do desejo comum. Portanto, em cada um de nós existe um desejo egoísta que atua apenas dentro de si mesmo. Cada um de nós vive dentro de si mesmo.

Comentário: Se uma pessoa ouvisse que isso é resultado de sua natureza egoísta, isso seria o começo de uma pequena mudança?

Minha Resposta: Não, não vai ajudar. Ouvir não basta; esse é o ponto.

Aqui, forças superiores da natureza são necessárias, forças ocultas dentro da natureza que podem nos ajudar a nos tornarmos diferentes, o oposto do nosso estado atual. E isso requer um método completo.

Pergunta: Você acha que Einstein entendeu que existem forças ocultas da natureza?

Resposta: Ele não entendia a possibilidade de mudar o homem.

Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples.

Minha Resposta: Correto. Porque não conseguimos imaginar quão simples, próximo e oposto a nós é o mundo superior, o mundo da doação, do amor, quando percebemos tudo em conexão e não em separação, em isolamento um do outro.

Comentário: Nós dizemos: “Amor, é tão simples! Vamos nos unir, vamos nos amar”. E vocês dizem: “Não é tão simples!”

Minha Resposta: Não. Eu digo: “Não é tão simples”, porque não somos capazes de fazê-lo.

Não devemos cair na mesma armadilha novamente. Além disso, amor não é o que definimos em nosso mundo como amor: alguma satisfação hormonal, psicológica ou sexual. Não.

O que se quer dizer é a conexão das pessoas entre si em unidade interior, quando sentimos que não são os nossos corpos (corpos que parecem desaparecer), mas nós mesmos, que estamos internamente interconectados, que algum tipo de união, fusão interna ocorre, e isso cria uma nova comunidade, uma comunidade interior, espiritual. Nessa comunidade interior, espiritual, começamos a nos sentir vivendo como se estivéssemos em outra bolha, em um novo mundo.

Pergunta: Isso é amor?

Resposta: Isso é alcançado pelo amor. Tal conexão se chama amor.

Se uma mesa desorganizada é sinal de uma mente desorganizada, do que uma mesa vazia é sinal?

Pergunta: Você fala frequentemente sobre a percepção da realidade. Uma mesa vazia, o que isso realmente significa?

Resposta: É uma alegoria. Em geral, uma pessoa sem pensamentos internos, sem luta, sem confusão constante, sem busca constante, não avança, não se desenvolve. Ela deve sempre duvidar de si mesma e investigar constantemente.

Pergunta: É isso que você chama de vida?

Resposta: Sim. Mas quando olhamos para uma pessoa assim, pensamos: “Ela provavelmente não sabe de nada. Provavelmente está insegura”. Na realidade, é o oposto.

A paz animalesca mata tudo. Isso, claro, é terrível! Esperamos que o Criador cuide de nós e não nos deixe ter paz.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/09/24

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual — 262

281.02Pergunta: Como estudar corretamente o TES?

Resposta: Estudamos O Estudo das Dez Sefirot (TES) da primeira à última página. Talvez pulemos algumas partes, mas, em princípio, é assim que funciona. É um livro-texto sobre todo o mundo espiritual.

Pergunta: Qual é a diferença entre Kav e Yosher?

Resposta: Não há diferença entre eles. Kav é Yosher.

Pergunta: A tela tem alguma forma espiritual ou é um ponto de análise?

Resposta: É claro que a tela tem uma forma espiritual, porque ela veste o desejo, e de acordo com isso o desejo adquire direção.

Pergunta: E qual é a intenção interna para que haja uma tela?

Resposta: A intenção deve ser realizar todos os desejos do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 29/09/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Rabash Abre O Caminho Para Nós

 961.1Portanto, venham e vejam como devemos ser gratos aos nossos mestres, que nos transmitem suas luzes sagradas e dedicam suas almas para fazer o bem às nossas almas. Eles estão no meio termo entre o caminho dos tormentos cruéis e o caminho do arrependimento. Eles nos salvam do mundo inferior, que é mais duro que a morte  (Baal HaSulam, Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot).

No dia em memória do grande Cabalista, nosso mestre RABASH, não nos entregamos às memórias e não lamentamos sua morte, como é costume no mundo corpóreo, o que está longe da verdade.

Percebemos este dia como uma oportunidade de nos conectarmos ainda mais fortemente, de nos unirmos, de nos aproximarmos ainda mais da nossa raiz. Porque RABASH é a revelação do Criador em relação a nós, de uma certa forma e com uma certa força.

Gostaríamos de agradecer ao Criador por nos ter enviado tal mensageiro, por meio do qual Ele nos abriu a possibilidade de nos aproximarmos da força superior, de nos corrigirmos, aproximando-nos do Criador. Através do RABASH, nos ligamos ao Criador, pois ele é um nível intermediário entre nós e o Criador, graças ao qual existimos e recebemos tudo o que é necessário para a ascenção espiritual através dele.

O RABASH nos é revelado como um sistema que nos conecta com o Criador, por meio do qual podemos nos realizar e nos aproximar da verdade. Portanto, não nos lembramos da imagem externa do homem e de seus hábitos terrenos, mas, antes de tudo, o consideramos como uma revelação especial do Criador para nós, manifestando-Se dessa forma.

Quanto mais reverenciamos o RABASH, mais nos aproximamos do Criador, valorizando aquela revelação especial que o Criador fez por meio dele. Assim, a força superior chamada “RABASH” torna-se importante para nós, liga-nos ao Criador e nos aproxima Dele.

Até certo ponto, essa revelação do Criador se manifestou de forma externa e depois desapareceu. No entanto, apesar desse desaparecimento externo, desse obscurecimento, devemos igualmente nos iluminar e alcançar a conexão com o RABASH, com essa raiz espiritual, assim como com nosso grau superior, para, por meio dela, nos conectarmos com o Criador.

Existem almas especiais por meio das quais o Criador influencia um certo número de almas inferiores. Como se o cérebro desse um comando a um órgão importante para que este enviasse sinais às diversas células do corpo sob sua tutela e direcionasse seu comportamento. RABASH, que foi a continuação do Baal HaSulam em nossa geração, tornou-se um ponto de virada para nós, a fonte do método moderno e prático de ascenção espiritual.

Portanto, precisamos entender que presente nos foi dado por termos tido a oportunidade de nos conectar a ele, de absorver dele o método adequado aos nossos dias e de realizá-lo.

Quão gratos devemos ser ao nosso mestre, RABASH, cuja alma, esta parte da realidade, foi tão grandiosa que pôde formar e transmitir-nos todo o método de correção. Sem ele, teria sido extraordinariamente difícil, talvez até mesmo completamente impossível, alcançarmos o mundo espiritual.

A força superior se espalha dentro do sistema de Adam HaRishon, revelando-se de cima para baixo, vivificando cada vez mais partes da alma. E quando a luz precisa se espalhar para as camadas inferiores do sistema, para vivificar os próximos órgãos na cadeia do corpo de Adam HaRishon, surge a necessidade de que as partes superiores e especiais do sistema entrem neste trabalho.

O desenvolvimento procede de cima para baixo e, portanto, quando algum grau inferior se desenvolve, induz mudanças em todos os graus superiores. Toda correção visa apenas despertar almas cada vez mais inferiores, chamadas de “Última Geração”, para também trazê-las à semelhança com o Criador.

O RABASH simboliza uma grande força global atuando sobre toda a nossa geração. Resta-nos apenas compreender o método do Baal HaSulam, que nos foi transmitido e explicado pelo RABASH. Portanto, estudamos os artigos do RABASH para perceber o mundo como um sistema único e atualizá-lo corretamente, para o qual o RABASH nos conduz da forma mais prática.

Baal HaSulam nos é revelado não como um guia, mas como um cientista que conhece toda a criação, de ponta a ponta, e até além de seus limites. E o RABASH nos toma pela mão, como um adulto guiando uma criança, e nos conduz por esse caminho até o fim da correção. Ele nos abre o caminho e caminha ao nosso lado.

As almas pesadas e grosseiras reveladas em nossa geração não seriam capazes de alcançar a adesão ao Criador sem o método revelado a nós pelo RABASH. Porque ele explica como atingir os estados sobre os quais Baal HaSulam escreve.

Baal HaSulam escreve sobre os graus e estados superiores como um pesquisador científico. E RABASH fala mais, não sobre os graus em si, mas sobre o trabalho interior que uma pessoa deve realizar para alcançá-los; isto é, sobre os meios: o ambiente, a unidade, a autoanulação.

Baal HaSulam descreve todo o sistema superior nesses livros, mas estes não são livros didáticos pelos quais se pode ascender. Ele é como um compositor que escreveu uma sinfonia. Mas primeiro precisamos aprender a notação musical e a técnica das escalas antes de podermos ler a partitura e tocá-la. Para isso, precisamos de outra pessoa, um professor, e esse professor para nós se tornou RABASH, que nos guia por todo o caminho.

Sem suas explicações, poderíamos ter nos confundido com os ensinamentos do Baal HaSulam e começado a interpretá-los incorretamente, de acordo com nossa própria imaginação. Mas se compreendermos as instruções do RABASH, que nos permitem alcançar tal realização, começaremos a entender o que o Baal HaSulam escreve.

Da Lição Diária de Cabalá de 03/10/19, “Dia em Memória do Rabash (Yahrzeit)”

Estudando O TES

256Pergunta: Quando estudamos “O Prefácio” (Pticha) ou o TES (O Estudo das Dez Sefirot), tenho a sensação de que alguém está explicando algo de outra galáxia. Não entendo onde isso está dentro de mim. Ouço amigos fazendo perguntas, como se estivessem revelando tudo isso dentro de si. O que posso fazer para começar a perceber isso, pelo menos um pouco, dessa forma?

Resposta: Aqui, só posso dar um conselho. Estamos falando sobre a difusão da luz no Kli, no desejo.

Imagine que a luz está agindo sobre você: um desejo de preencher, de deleitar, de doar tudo. Você revela isso com a intenção de receber, e gradualmente a luz penetra em você e constrói dentro de você os graus correspondentes.

Em princípio, esta é toda a ciência da Cabalá.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 21/09/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Não Crie “Ídolos” Para Si Mesmo

567Ao lermos artigos Cabalísticos, devemos ter muito cuidado para não anexá-los a conceitos de tempo e espaço e criar “ídolos” para nós mesmos. Tudo o que é escrito por Cabalistas se relaciona apenas com o nosso desejo, não com quaisquer eventos históricos ocorridos no passado.

A história também se relaciona com a nossa percepção interior da realidade. Não há localização geográfica onde tudo isso ocorra; “lugar” é o nosso desejo. E não há tempo; “tempo” significa uma mudança de estados.

E quando lemos um artigo tão especial como o de hoje: “E Construíram as Cidades da Aflição”, sobre o trabalho escravo do Faraó, devemos relacionar tudo o que é descrito apenas a nós mesmos, ao que nos acontece em nosso caminho espiritual.

Ele fala do que devo vivenciar em meu desejo, em meu relacionamento comigo mesmo, com o grupo, com o Criador; fala de todos os meios que me são dados para alcançar a união com o poder superior. Não há nada além de mim e Ele. E o resto é apenas um meio para alcançar a fusão entre nós.

Tudo o que está escrito no artigo deve ocorrer somente dentro de mim, dentro da minha alma; é assim que devo compreendê-lo. Então estudarei verdadeiramente o significado interior do material.

Da Lição Diária de Cabalá de 11/04/11, Escritos do Baal HaSulam, “E Eles Construíram Arei Miskenot

Incluam-se Nos Outros

231.01Pergunta: Podemos sentir os processos descritos no TES (O Estudo das Dez Sefirot) por meio das perguntas que fazemos a você e que você responde?

Resposta: Vocês podem.

Há pessoas que estão tão imersas em suas próprias questões que não ouvem as perguntas dos outros.

Eu aconselharia essas pessoas a revisarem a lição novamente depois e a se concentrarem especificamente nas perguntas feitas por outros, a fim de se incluírem nelas.

Da Lição Diária de Cabalá de 20/09/25, O Estudo das Dez Sefirot

Acima Do Ego Ou Abaixo Do Ego?

963.2Pergunta: Muitas vezes acontece de uma pessoa recorrer à psicologia e pensar que está realizando um trabalho interior. Como distinguir trabalho interior de psicologia?

Resposta: Psicologia é quando você trabalha com seu egoísmo, e trabalho espiritual é quando você trabalha seu egoísmo.

No trabalho espiritual, você considera os desejos dos outros e tenta transcender a si mesmo e existir dentro deles. Você aceita os valores do ambiente cabalístico, que define o que é importante para você, e se esforça para realizar as diretrizes que recebe dele. O trabalho espiritual está acima do ego porque você trabalha com os desejos do ambiente.

Na psicologia, você trabalha dentro do seu ego, separando dentro de si o que é importante e o que não é, como você pensa e como você influencia.

O crescimento espiritual se baseia em duvidar constantemente de si mesmo, em pular para frente e para trás e, assim, estudar a si mesmo. Desenvolvimento espiritual é autoconhecimento, onde você se aprofunda constantemente e se compreende cada vez mais. Afinal, toda percepção está dentro de você, os mundos estão dentro de você, o mundo do infinito está dentro de você, o universo inteiro está dentro de você, em você.

Pergunta: Mas como posso alcançar um planeta dentro de mim?

Resposta: Ah! Você verá que simplesmente lhe parece que um certo ponto na tela é a Lua e outro ponto é o Sol. Eles são atraídos para dentro de você por suas forças interiores, assim como você vê uma imagem na tela do computador.

Existem 613 forças na sua tela interna, cuja combinação vetorial pinta o quadro geral para você. Isso é tudo, não há mais nada. Exatamente neste momento em que estamos conversando, você me vê na tela do seu computador, e eu vejo você na minha. É exatamente a mesma coisa.

Estou sentado no meu escritório agora mesmo, e tenho um dispositivo aqui com o qual posso ver uma dúzia de outros lugares lá fora. Estes são os meus olhos. Acostumei-me tanto a este dispositivo que o sinto como parte do meu corpo, como se estivesse do lado de fora do prédio, num corredor, em algum lugar de outro departamento, numa sala de aula. Eu vivo nesses lugares. Como este dispositivo é diferente dos meus olhos? De jeito nenhum.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Você Está Acima ou Abaixo do Ego?”, 05/10/10

O Mundo – Consequência Das Nossas Intenções

632.3Pergunta: O que é uma intenção digna de ação?

Resposta: Nosso mundo é um mundo de ação. Todos os nossos atos terrenos são baseados na própria ação. É somente pela ação, e não pela intenção, que nossos atos são contabilizados. Em nosso mundo, não podemos ter certeza se reconhecemos, reproduzimos, avaliamos e ponderamos a intenção corretamente, enquanto as ações podem ser vistas, medidas e comparadas porque deixam para trás um resultado material claro.

Intenções são nossas motivações internas, incompreensíveis tanto para os outros quanto para nós mesmos, e que são esquecidas em um minuto. Não há nada que se possa fazer com isso.

A ciência da Cabalá afirma que somos seres especiais, compostos tanto de ações quanto de intenções. Quanto mais desenvolvida uma pessoa, quanto mais distante da mera existência animal, mais forte é sua intenção, e é a intenção que determina a ação. Ou seja, a ação em si pode ser insignificante, mas a intenção por trás dela é grandiosa. Nesses casos, a pessoa que realiza a ação presta atenção precisamente à intenção.

Por exemplo, se eu dou a alguém um pequeno presente ou realizo alguma ação que foi muito difícil para mim, mas na qual coloquei toda a minha alma, a pessoa que recebe o resultado da minha ação não o mede pela ação em si, mas pelo esforço e pela boa intenção.

Como podemos medir a intenção? Isso é um problema porque o mundo está se tornando cada vez mais global. Precisamos construir um sistema único de relacionamentos entre nós. Mas não podemos avaliar isso apenas por meio de ações.

Afinal, não estou trabalhando como um maquinista em uma fábrica cuja contribuição é medida por mil unidades de produção que determinam seu salário e como os outros o tratam. Em nossa época, surgem cada vez mais profissões onde as intenções são medidas. Tentamos mensurar as relações entre as pessoas: como as influencio, como elas despertam por minha causa, como trocamos serviços e assim por diante. Ou seja, a intenção está adquirindo cada vez mais importância.

E assim, nosso mundo enfrenta um grande problema. Quanto mais nos desenvolvemos, quanto mais nos afastamos de um estado animado, maior se torna a necessidade de mensurar intenções. No entanto, não podemos medi-las.

Assim, a atitude de uma pessoa define o mundo. O próprio mundo se torna consequência das nossas intenções.

E aqui surge um problema: o mundo entra em crise não por causa da superprodução nem porque não conseguimos nos entender, mas porque nossas intenções são incorretas. Mas como corrigi-las, como avaliá-las e ponderá-las, não sabemos.

De repente, de forma bem inesperada para nós, nos encontramos em um mundo imaterial, pois inúmeras conexões emocionais, espirituais e comovedoras surgem entre nós, as quais não podemos mensurar ou explicar. As intenções acabam sendo mais importantes que as ações, e o mundo se torna estranho e inadequado para a vida humana. Ele começa a “nos empurrar para fora de si mesmo”, pois foi criado apenas para o estado animado dos humanos.

No momento, somos como animais. Os animais não se envergonham uns dos outros: eu quero comer você; se você conseguir escapar, você escapa; se não, eu lhe como. Tudo se baseia não em intenções, mas em ações claras. E as intenções são óbvias porque ação e intenção coincidem.

Mas quando nos elevamos acima do estado animado para o nível humano, somos obrigados a começar a levar em conta nossas intenções. E elas só podem ser avaliadas com a ajuda da ciência da Cabalá.

Pergunta: Você pode nos dar um exemplo de intenção em sua forma pura? O que é?

Resposta: Suponha que eu tenha uma certa intenção em relação a você. Você não a vê nem a conhece. Devo determiná-la dentro de mim, reconhecê-la e testá-la. Se eu quiser prejudicá-lo com a minha intenção, com isso, eu me prejudicarei.

Por outro lado, o mundo das intenções é muito mais simples. Quando entramos nele, apagamos todas as ações, “apagamos” todo o nosso mundo, e apenas os pontos permanecem, juntamente com as intenções desses pontos em relação uns aos outros. Este é o mundo espiritual.

Tente imaginar de 7 a 8 bilhões de pontos, cada um dos quais, pelo menos em algum raio ao seu redor, se relaciona com outros com uma determinada intenção: boa ou má, positiva ou negativa. A intenção é direcionada para fazer o outro se sentir bem, de acordo com a forma como ele entende, não você, ou para fazer o outro se sentir mal, de acordo com a forma como você entende, não ele.

Pergunta: Pode realmente haver apenas duas intenções?

Resposta: Apenas duas, nada mais. E cada uma delas pode ser classificada em magnitude. Nossas atitudes em relação aos outros determinam nosso mundo e nossa passagem para o mundo superior.

Classificamos todas as intenções possíveis que as pessoas possam ter e levamos em consideração apenas aquelas que existem entre elas. Se forem positivas em relação aos outros, são chamadas de espirituais; se negativas, são chamadas de terrenas.

Todas as intenções do nosso nível terreno são apenas para nós mesmos e em detrimento dos outros.

Da Lição de Cabalá em Russo, 25/03/18

Sinta O Criador Tanto Dentro Quanto Fora

276.02Pergunta: Falamos muito sobre descidas e subidas. Uma descida significa que sou eu e o mundo exterior, enquanto uma subida significa que estou no Criador e o Criador está em mim? Esses estados devem ser uniformes ou devem ser como são? É possível suavizar esse caminho? Isso depende de nós?

Resposta: Temos que aspirar a existir constantemente em um estado em que sentimos o Criador tanto dentro quanto fora de nós.

A sensação do Criador que preenche o mundo inteiro, inclusive a mim, é o estado mais perfeito. Os demais estados são dados pelo Criador para que tenhamos uma aspiração maior de senti-Lo tanto dentro quanto fora de nós.

“Não há outro além Dele” significa precisamente tal sensação do Criador, onde além Dele, de fato, não há ninguém. Então, quem sou eu? Sou eu quem afirma o fato: “Sim, de fato, sinto que não há outro além Dele!”

Este é o único ponto que permanece. É o centro da nossa alma. O resto é o Criador.

Pergunta: Depende de nós existir na ascensão o máximo possível, o tempo todo com o Criador, e o Criador dentro de nós, e Ele em nós?

Resposta: Sem problemas. Organize seu grupo de forma que ele esteja sempre engajado nisso. Assim, ele o estará sustentando.

Da Lição de Cabalá em Russo, 24/11/19

O Criador Estragou, Mas Nós Corrigiremos

629.3Pergunta: Deus estragou tudo; Ele criou o mal, o egoísmo, e nós corrigiremos tudo e chegaremos à consciência altruísta?

Resposta: Isso é absolutamente correto. Como se diz: “Eu criei o mal e dei a instrução para sua correção”. A força superior não criou nada além do mal. E nós devemos corrigi-lo.

Mas isso não significa que devamos transformar a pobreza em riqueza ou a doença em saúde. A correção consiste em levar as pessoas à conquista do sentido da vida, isto é, à conexão com o Criador. De lá, elas receberão o que as preencherá, as curará e as elevará ao nível mais elevado.

Da Lição de Cabalá em Russo, 28/01/18