Textos na Categoria 'Egoísmo'

Feudalismo Corporativo

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (OpEdNews.com): “Neste momento, a Assembleia Legislativa de Wisconsin está considerando uma lei que tornaria Wisconsin o 25º estado com direito de trabalhar por menos. Trabalhadores em estados com direito a trabalhar por menos ganham menos dinheiro, obtém escassos benefícios para a saúde e são mais propensos a morrer no trabalho do que os trabalhadores em estados sem o direito de trabalhar por menos.

“A linha de ação dos republicanos de Wisconsin, é claro, é que a proposta lei do direito de trabalhar por menos vai melhorar a economia do seu estado e ajudar a construir a classe média. Mas, na realidade, ocorre exatamente o oposto.

“Isso é porque as leis do direito de trabalhar por menos aproximam muito o do seu estado natural não regulamentado, e o capitalismo em seu estado natural não regulamentado tende a níveis maciços de desigualdade que nós normalmente associamos com o feudalismo.

“Ele se parece muito com isso:

“No topo, há uma pequena classe de oligarcas e financistas super-ricos. Eles são os monarcas da sociedade capitalista.

“Abaixo deles, há uma classe um pouco maior, mas ainda muito, muito pequena, de profissionais e mercantilistas -doutores, advogados, proprietários de lojas – que ajudam a manter as coisas funcionando para os super-ricos e que provém aos trabalhadores pobres suas necessidades. Eles são nobres ou cavaleiros da sociedade capitalista.

“E na parte inferior, há a grande massa de pessoas que compõem os trabalhadores pobres. Eles não têm riqueza – na verdade, eles estão tipicamente em dívida na maior parte de suas vidas e mal conseguem sobreviver com o pouco dinheiro que ganham. Eles são os camponeses da sociedade capitalista.

“Portanto, para a média dos trabalhadores, não existe tal coisa como uma classe média no capitalismo natural. A riqueza acumula no topo entre as elites, não entre trabalhadores comuns do dia a dia. A desigualdade é a opção padrão, assim como foi na Europa medieval sob o feudalismo.

“As únicas maneiras de uma verdadeira classe média podem surgir numa sociedade capitalista são por uma enorme convulsão social (a classe média surgiu após a Peste Negra na Europa no século XIV) ou por intervenção do governo.

“Historicamente, o governo é a única coisa que pode colocar um controle no crescimento do feudalismo, e é o que nós usamos aqui nos Estados Unidos, desde a fundação da república até a revolução de Reagan, para lutar contra a elite e construir uma classe média a partir do zero.

“As tarifas, a legislação sobre os direitos dos trabalhadores, a Lei Glass-Steagall, impostos mais altos aos ricos, pode nomear – o nosso governo usou todas essas coisas para conter a tendência natural do capitalismo à desigualdade e para criar uma classe média.

“Mas desde que Reagan surgiu e fez uma lavagem cerebral em todos acreditando-se que ‘o governo é o problema, não a solução’, nós temos regulações estripadas, sindicatos quebrados e, como resultado, o capitalismo voltou para algo parecido com seu estado natural, brutal.

“A desigualdade está agora num nível recorde, e os três por cento mais ricos da população agora controlam mais da metade de toda a riqueza.

“E como se isso não fosse suficiente, a taxa de pobreza infantil aqui nos EUA agora está entre as piores do mundo desenvolvido.

“As coisas têm, sem dúvida, ficado ainda piores desde a recessão, na medida em que o topo um por cento absorveu quase todos os ganhos da nossa chamada ‘recuperação’.

“Os reis e nobres podem ter desaparecido há muito tempo, mas aqui nos EUA, a elite financeira e dos negócios reina soberana, e o feudalismo corporativo é o nome do jogo”.

Meu Comentário: O egoísmo, se não for restringido, é em si ilimitado, e, portanto, constantemente se esforça por uma expansão e satisfação ilimitadas. Quanto mais ele obtém, mais se sente vazio. “Tendo recebido 100, ele deseja a 200, e tendo recebido 200, ele deseja 400”, de acordo com a lei de expansão do desejo pela Luz

E, assim, até à sua morte; quando morre, não há nem a metade do desejado em suas mãos. É impossível restringir o egoísmo, porque ele é a base da natureza, e a única força da natureza, com exceção da Luz, a qualidade de doação e amor. O impulso para equilibrar o egoísmo (a linha do meio) é apenas pelo conhecimento da sabedoria da Cabalá, que é a ciência de usar o egoísmo corretamente.

A Situação Na Europa É Uma Reminiscência Dos Dias De Hitler

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (riafan.ru): “ O Ombudsman para Direitos Humanos no Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a tolerância mostrada pelo Ocidente em relação ao aparecimento do antissemitismo, do nazismo e da xenofobia tornou-se o motivo da renovada partida dos judeus das nações europeias hoje.

“A situação está se desenvolvendo em larga escala e já está perto de uma situação crítica. Ativistas de direitos humanos alertam especificamente que o antissemitismo se tornou a razão para a fuga dos judeus dos países da União Europeia para Israel. O Ocidente, juntamente com neo-nazismo, é uma reminiscência dos anos 1930 na Alemanha durante o último século.

“Durante o tempo de Hitler e do regime nazista, os judeus não tinham para onde fugir, enquanto que a tolerância ao aparecimento da xenofobia e o nazismo dos governos e de muitas potências ocidentais levou à morte de milhões de pessoas. Os políticos da União Europeia e dos Estados Unidos devem se lembrar das lições da história e não ajudar cientistas mentirosos e o resto dos extremistas, falsificando a história”.

Meu Comentário: Eu acho que tudo está acontecendo de acordo com o plano do desenvolvimento geral egoísta da humanidade, que deve trazer uma onda de antissemitismo e ódio mútuo geral. O povo de Israel será o foco desse ódio universal. Essa aparição do egoísmo como o mal total é necessária para ativar a pressão sobre os judeus, obrigando-os a implementar o método de unir a humanidade, e nessa unidade, a descoberta do Criador.

A Sabedoria Da Ascensão

Dr. Michael LaitmanComentário: A moderna sociedade israelense sofre de divisão. As pessoas sentem que são estranhas umas as outras, realmente a ponto de ter aversão e ódio. Às vezes, você simplesmente quer que alguém desapareça, subir num avião com sua família e partir para sempre.

Resposta: Isso é o que nós sentimos na época do exílio egípcio. Esta é a escravidão, quando o ego nos domina, “joga” conosco de forma mais rigorosa, e cria relacionamentos como estes entre nós.

Como resultado, nós nos encontramos numa posição onde simplesmente não temos para onde ir. Hoje, alguns ainda pensam que podem fugir para algum lugar em outro país, mas nada vai ajudar.

Pergunta: Portanto, Israel se tornará uma panela de pressão onde as pessoas estão trancadas, totalmente incapazes de se tolerar?

Resposta: Certo, assim era no passado e é o que também vai acontecer no futuro. Não haverá outra escolha para nós além de alcançar a unidade. Além disso, sem achar uma saída, vamos concordar que a unidade só é possível acima do ódio.

Uma Ponte Sobre O Abismo

Pergunta: Os abismos que separam as pessoas têm tomado forma e cristalizado por anos. Hoje, a impressão é de que é impossível construir pontes sobre eles. É possível esquecer todas as diferenças e insultos? É possível ter controle sobre o potencial negativo?

Resposta: É possível. Eu não lhe pergunto quem e o que você é, a que comunidade ou partido você pertence. Não é nada disso. Eu só sei de uma coisa: eu estou com você, nós estamos com todo mundo, precisamos estar juntos, e isso é o que eu estou passando. Certamente, nós somos diferentes, opostos. Nós até nos odiamos. Tudo isso é completamente sem importância. Em vez disso, o que importa é apenas uma coisa: nós temos que começar a nos conectar e unir entre nós.

Nós demonstramos essa conexão e unidade através dos workshops, onde nos sentamos com pessoas muito diferentes, estranhas, refletindo todo o espectro social. Vamos tomar um representante de cada partido, senta-los juntos e organizar um workshop, e você vai ver que, mesmo numa composição mista como essa, eles vão descobrir maneiras de se conectar. Eles descobririam isso com a condição: de que ninguém pisoteie os outros e fomente o ódio neste chão. Pelo contrário, cada um está pronto para se unir e se conectar com os outros acima de todos os pensamentos e desejos anteriores.

Então, nós realmente realizamos isso, e no centro do círculo algum tipo de nova força é revelada, calor, compreensão mútua, capacidade de suportar e manter uma conexão mútua. Esta é a segunda força fundamental latente na própria natureza, o poder do amor. Não é o amor que irrompe entre um homem e uma mulher, mas a mesma força que penetra através das relações interpessoais.

Passos Em Frente

Hoje, nós estamos na dimensão do ódio e do egoísmo. Eu não tolero os outros; eu sempre procuro ser superior a eles e quero vê-los abaixo de mim, sob o meu controle.

Mas, é impossível continuar desta forma. Nós chegamos a um ponto em nosso desenvolvimento onde o egoísmo está nos devorando de dentro. Ele não vai nos deixar viver como antes, nem o povo de Israel, nem a humanidade como um todo. Portanto, pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá foi revelado ao mundo. Sua função é nos ensinar como, sob novas condições e apesar da oposição, podemos segurar e manter uma boa conexão mútua.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 22/03/15

Pessach E A Noite Do Êxodo

Dr. Michael LaitmanO início deste post está em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

A maturação do atributo de Moisés numa pessoa e na nação nos leva a um confronto direto com o Faraó. A Torá descreve esses estados como as dez pragas do Egito, as dez pragas do ego, com a demanda: “Deixa meu povo ir”. Eles se desenvolvem no contexto da impotência e, ao mesmo tempo, da necessidade desesperada de se libertar .

A Hagadá nos diz sobre esta noite interna: “Como essa noite difere de todas as outras noites?” No Egito, nós tivemos que sair do atoleiro do amor-próprio e nos voltar e mover rapidamente para cima, ainda sem qualquer poder de se unir, mas com o poder de escapar.

Todo mundo tenta escapar das perseguições, das disputas e conflitos internos. Assim, nós nos encontramos mais longe do Egito até chegar ao Monte Sinai, onde podemos concluir o que começamos.

É assim que o Faraó, o ego, nos leva a um novo nível de amor. No final, toda a humanidade terá que subir a este nível, mas nós somos os primeiros a fazer isso. É o laboratório da nação judaica, uma fase essencial na sua formação.

Pessach É Uma Festa Especial

Pergunta: Como podemos adquirir a força chamada Moisés? Afinal de contas, você diz que isto não existe na natureza.

Resposta: Moisés (da palavra hebraica “Moshech” – puxar) é o atributo que desperta em nós e nos eleva do fundo do Monte Sinai até o cume, ao cume do ódio geral. Quando uma pessoa sobe acima dele, ela atinge o Criador que está no cume da montanha.

É impossível transpor esta montanha; temos de escalá-la. É assim para todo o mundo. Hoje, toda a humanidade está no sopé do Monte Sinai, cercada pelo enorme ódio que nos separa. Mas, ao mesmo tempo, o método chamado a Tora é revelado. A Torá é a Luz que Reforma no cume da montanha.

Não temos de fazer nenhum esforço especial, e não há nada a temer. Quando adquirimos o enorme ódio, estamos na base da montanha, onde recebemos o método pelo qual gradualmente podemos subir, ao complementar e ajudar mutuamente um ao outro. [Leia mais →]

Pessach Mostra-nos Que Não Há Espaço Para A Separação

O início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

O Grupo de Abraão mudou-se para Canaã. O ego então cresceu de uma geração para a seguinte, mas o principal era manter a conexão geral, a irmandade espiritual.

Mais tarde, as disputas e conflitos cresceram a tal ponto que os filhos de Jacó, mesmo os irmãos, não poderiam superá-los. Este processo é descrito na Torá como o início da fome. Os irmãos vendem José como escravo no Egito, (Mitzrayim), que simboliza a própria natureza do mal (Yetzer-Ra). Quando eles caíram do nível do amor fraterno, eles encontraram-se sob o domínio do ego, o Faraó.

A princípio esta dominação era boa: O Faraó elevou José e a vida estava cheia de prazeres diferentes, mas depois as coisas mudaram e as pessoas começaram a sentir que benefícios e prazeres corporais não eram tudo na vida.

Eles sentiram uma deficiência para uma conexão espiritual, a que o Faraó, é claro, opôs-se e resistiu. Agora, todos os esforços do ego não eram para permitir-lhes manter mesmo um pouco de unidade interna.

Parecia que não havia nenhuma maneira de sair, mas na verdade é o desespero que gerou a força que os puxou para a Unidade – Moisés. Ele foi criado na casa do Faraó, o ego, e, portanto, pronto para enfrentar o rei do Egito. Esta centelha que manteve a essência da alma judaica vive em cada um de nós. É o ponto de vista geral, inclusive de um mundo unido em que não há espaço para a separação.

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Uma Paz Inquieta Que Vai Dilacerar A Economia Global

Dr. Michael LaitmanOpinião (Mark Leonard, diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores): “Em 1914, a ordem econômica do mundo entrou em colapso porque as suas mais poderosas nações entraram em guerra. Um século mais tarde, as grandes potências são avessas ao derramamento de sangue – e perversamente, esse poderia ser o gatilho para outro desmoronamento da economia mundial.

“Os governantes enviaram uma vez a cavalaria quando queriam redesenhar o mapa. Agora, o campo de batalha principal é econômico. Em muitos teatros, as sanções têm tomado o lugar de ataques militares. Competir nos regimes comerciais está se tornando tão importante quanto alianças militares. O historiador americano Edward Luttwak chama isso de uma competição de geoeconomia, definida pela ‘gramática do comércio, mas a lógica da guerra’.

“As negociações comerciais também se tornaram uma arma econômica. Com o desaparecendo das esperanças de um acordo global, um labirinto de negociações comerciais bilaterais e regionais está ocorrendo. Mas ao invés de ligar o mundo num único sistema, fortes jogadores regionais estão tentando criar mercados fechados com acesso preferencial para suas próprias empresas, em detrimento dos Estados mais fracos.

“Uma teoria otimista, uma vez declarou que empresas multinacionais tornariam nações outrora hostis mais dependentes umas das outras, e que isso as tornaria uma força para a paz. Governos, observou-se, tinham um interesse esclarecido em garantir regras previsíveis e abertas que permitiriam às empresas prosperar, sem ser impedidas pelas fronteiras políticas.

“Mas o aumento das tensões entre as grandes potências está transformando esses momentâneos cavaleiros do mundo corporativo em peões. As instituições multilaterais, que deveriam ser as vigilantes benignas de uma nova era de cooperação em que todos ganham, estão se tornando um campo de batalha para a competição geopolítica”.

Meu Comentário: Não pode ser de outra forma, já que o mundo está se desenvolvendo através do desenvolvimento do egoísmo, de modo que o mal está empurrando o mundo para frente. Assim, ser otimista significa não conhecer a base para o desenvolvimento do mundo. Está escrito: “Eu criei o egoísmo e criei a Torá para a sua correção”, e sem o conhecimento da correção do egoísmo pela sua força oposta, nós temos apenas uma força negativa no mundo, que o controla e empurra para a destruição.

Pessach: Um Passo Sobre O Abismo

Dr. Michael LaitmanO início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

Pessach simboliza o nascimento da nação israelense, que nasceu da unidade, apesar da repulsa. Enquanto estamos divididos e separados, não somos uma nação, mas estamos em exílio. Apenas a boa conexão e unidade entre nós nos torna uma comunidade, que é justamente chamada de “Israel”.

Quando nos preparamos para essa ascensão, limpamos as nossas casas e nós afastamos de disputas e de estar divididos. O Seder simboliza o fim da renovação de nossas corruptas conexões mútuas.

Quando nos livramos dessa massa fermentada egoísta, comemos Matzo (pão sem fermento) durante sete dias como símbolo de nossa subida para o nível de doação mútua, que no Egito era percebido como sem gosto. Nós começamos por esse caminho como escravos da separação, como escravos de nossa natureza, e terminamos a viagem como um povo livre, nascido livre, e como uma nação.

Não é de todo surpreendente que nós temos que abrir mão de nossa adoração dos valores que nos separam, não importa onde vivamos. Cada desejo se torna uma fase do êxodo do Egito, visto que Pessach simboliza o nosso “passar sobre” (Páscoa Judaica) a disputa e a separação em direção ao nível do amor.

Babilônia Moderna

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação Judaica tem passado por uma transformação especial, a transição da escravidão à liberdade, à qual dedica-se a festa de Pessach (Páscoa Judaica). Qual é o significado desta transformação?

Resposta: O significado da libertação da escravidão é adquirir o poder do amor devido à saída do egoíismo pessoal. Nós estamos sob o controle do sistema que nos avança, especialmente dado sob o poder do nosso egoísmo, que é chamado de Faraó.

Primeiro, nós nos sentimos bem nesta escravidão, mas depois percebemos que estamos no exílio e que somos escravos do egoísmo que nos governa de forma absoluta. Nós não concordamos com essa autoridade e desejamos escapar dela, das más atitudes em relação ao outro, porque vemos que desta forma é impossível seguir em frente e existir.

Depois que muitas tentativas fracassadas, nós nos convencemos de que nada pode ser feito e que só um milagre pode nos salvar. Com efeito, o egoísmo está nos matando na medida em que não vemos sucesso em nada em nossas vidas de forma alguma. Deste modo, a lei do Faraó se manifesta entre nós.

Essa é a situação que vemos hoje em Israel. Existem 23 partidos políticos em um pequeno país, enormes lacunas entre diferentes camadas da população, a crise no sistema de ensino, uma crescente taxa de divórcio e de uso de drogas. Metade dos cidadãos estaria disposta a mudar para outro país se tivesse a chance.

Nossa atitude indelicada para com o outro pode ser vista no comportamento nas estradas e em outros lugares. Nós estamos divididos pela indiferença para com os outros e o orgulho. O egoísmo reina dentro de nós e nos faz agir desta forma. Não é nossa culpa, mas é nossa natureza que joga com a gente.

A pessoa deve perceber que nossa natureza é a inclinação ao mal, que nos escraviza. Se não sairmos dessa situação, nossas vidas vão acabar e não deixaremos para trás nada de bom para nossos filhos. A vida vai se tornar pior e eles não terão nem aquelas migalhas de felicidade que tivemos uma vez.

Isso é escravidão, e a Hagadá de Pessach nos diz como escapar para alcançar a liberdade. Mas, acima de tudo, precisamos entender que estamos na escravidão. Afinal, enquanto você se vê na escuridão do egoísmo que nos separa através do ódio mútuo, é impossível entender a realidade da liberdade deste anjo da morte.

Nós temos que querer nos tornar um povo livre em nosso país, independente da nossa vontade. Nós precisamos querer alcançar o amor, a conexão, a garantia mútua e a unidade entre todos acima da nossa natureza egoísta.

O povo de Israel uma vez escapou de seu egoísmo e subiu a uma altura de unidade e amor, que se chama a construção do Templo. Mas depois não fomos capazes de permanecer naquela altura e caímos dela.

Rabi Akiva ensinou que você não pode deixar o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”; caso contrário, cairemos novamente no ódio infundado. O Egito é o estado de ódio sem causa entre nós. Após a destruição do Segundo Templo há 2000 anos, nós voltamos a esse estado de ódio, que é chamado de Egito.

Após milhares de anos vivendo na unidade e na conexão, o povo Judeu foi novamente ao Egito, ao ódio infundado. Mas hoje o mundo inteiro deve perceber que estamos no Egito.

Uma vez, um pequeno grupo liderado por Abraão deixou a babilônia e se tornou unido no povo de Israel. Mas depois, ele voltou para Babilônia e se misturou com todos os babilônios. Hoje, nós nos encontramos novamente diante da mesma torre de Babel e somos confrontados com o ódio contra os outros e a falta de vontade de conhecer e compreender os outros. Isto é chamado de confusão das línguas.

Mais uma vez, nós temos que realizar a mesma ação como a que foi realizada na antiga Babilônia. É dito que os atos dos pais são um exemplo para seus filhos. Hoje, nós precisamos mais uma vez sair do Egito, mas este será o último exílio antes da libertação final.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 22/03/15

Faraó: A Quintessência Do Mal

laitman_277Pergunta: Eu acho que o egoísmo é uma qualidade positiva, sem a qual não se pode desenvolver. Se uma criança não tem egoísmo, ela não se esforça em aprender e crescer.

Resposta: A busca por conhecimento, educação, cultura, para ver o mundo, voar ao espaço, isso não é chamado de mal egoísmo. A inclinação ao mal é um relacionamento ruim entre nós, o desejo de usar outros, de suprimi-los.

Apenas o desejo de crescer e de se tornar um grande homem não é o egoísmo, porque com isso eu posse querer trazer benefício à humanidade. O egoísmo é o desejo de se submeter aos outros, escravizá-los.

O Faraó, o rei do Egito, é a quintessência de todos os males. Este poder especial, inerente a todo ser humano por natureza, é chamado de inclinação ao mal, que estraga as nossas relações com os outros. Nós estamos falando só disso, não do desejo humano pelo desenvolvimento.

O Faraó é chamado o rei do Egito, porque reina sobre nós de forma absoluta, sem consultar o nosso desejo. Ele só nos ordena o que fazer: nos sobrecarrega com trabalho duro.

Faraó nos manda construir, isto é, se unir. Mas assim que queremos nos unir, ele está entre nós e nos faz brigar uns com os outros, e desfruta isso.

O ser humano de hoje é escravo de uma força especial chamada Faraó. Na natureza, há uma força que faz avançar o mundo todo no processo de evolução. Ela leva ao desenvolvimento global da tecnologia, ciência, cultura e educação.

Mas dentro deste desenvolvimento, há uma força que nos faz tratar uns aos outros de uma forma ruim, egoísta, aproveitando o fato de que somos superiores aos outros, somos bem sucedidos e podemos atormentá-los.

Todo mundo quer ser o Faraó e controlar os outros. Se ele tem a capacidade de derrubar os outros para que eles não tenham para onde escapar, ele recebe prazer disso. Isso significa que o Faraó vive dentro de cada um de nós.

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/15