Textos na Categoria 'Egoísmo'

Eu E Minhas Nove Primeiras Sefirot

Dr. Michael LaitmanExistem diferentes níveis dentro do nosso desejo de desfrutar, que são os desejos que ainda não se formaram completamente para a recepção egoísta no quarto e último grau. Eles estão nos graus 0, 1, 2 e 3. Dentro deles nós sentimos várias oportunidades de desfrutar alguma coisa. Estas são as nossas “nove primeiras Sefirot” egoístas. Depois disso, a última etapa sou eu, Malchut, querendo desfrutar através delas.

No entanto, no desejo de doar, outras oportunidades surgem diante de mim – desfrutar em prol da doação em vez da recepção. Se eu fizer uma restrição no meu desejo de desfrutar e começar a pensar em como posso doar ao próximo, diante de mim eu vejo todos os tipos de possibilidades de doar em relação ao desejo egoísta que eu restringi.

Portanto, eu sinto que sou construído como resultado das “nove primeiras Sefirot” e Malchut, e eu começo a trabalhar com o objetivo de perceber-me através das oportunidades de doação que me são reveladas. Isso significa que Malchut trabalha com as nove primeiras Sefirot.

Se nós examinarmos a conexão entre nós, cada um de nós é Malchut, enquanto as “nove primeiras Sefirot” é o que me conecta com os outros. A distância entre eu e o amigo se revela a mim como as “nove primeiras Sefirot” se eu quiser doar a ele. Na medida em que eu consigo realizá-las dentro de mim, a fim de dar a estas nove Sefirot a força de doação, eu prendo minha Malchut a elas. Dessa forma, eu transformo a distância entre elas da “cabeça” (a Rosh do Partzuf, a partir do cálculo) em sua parte interna (Toch, onde a Luz é revelada).

Isso é determinado pelo quanto eu era capaz de elevar o meu desejo e anexá-lo à conexão entre nós, a fim de realizar estas nove primeiras Sefirot. Agora, o “corpo interno” do meu Partzuf espiritual se forma entre nós. E seu “final” é o meu desejo, que havia permanecido sob restrição, o qual não posso usar ainda.

Depois disso as condições mudam e eu novamente tabalho da mesma maneira. É assim que eu passo pelos 125 níveis, até que eu use todo o meu desejo em toda a sua profundidade. O principal aqui é que apenas o meu desejo trabalha, enquanto as “nove primeiras Sefirot” mudam de acordo com ele.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

Um Guarda-Chuva Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma“, Item 759: Uma vez que Nukva foi adornada – ou seja, construída por (Partzuf) AVI (Aba ve Ima) -, e ZA e Nukva voltaram a ser PBP (Panim ve Panim), essa forma do homem (ZA) veio pelo desejo por Nukva. Lá, na Nukva , o segundo homem de Beriafoi gravado e exibido, como sua forma. Está escrito sobre ele, “E gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem”.

O Livro do Zohar fala apenas do que está acontecendo na rede que conecta as almas. A soma total de todas essas conexões entre nós é chamada “mundo superior”, cujas imagens são descritas pelo Zohar, incluindo as forças, Luzes, formas e imagens. Não há mais nada para nós imaginar, porque é isso que estamos vivendo!

Cada um de nós é um desejo de desfrutar, e fora de cada um de nós, nas conexões entre nós, há o mundo superior, cheio de Luz. Portanto, eu tenho que “embrulhar” o desejo de desfrutar, cobri-lo como que numa sombra, realizar uma restrição sobre ele e criar uma tela e a Luz refletida, e depois existir fora dele, nas minhas relações com os outros.

É exatamente disso que O Zohar fala: que forma ou imagem eu assumo em relação aos outros. Se eu fizer isso, eu revelo tudo que lemos no Zohar. Caso contrário, eu estou dentro de mim, no meu desejo de desfrutar, e sinto apenas este mundo.

Nós podemos perceber tanto dentro de nós quanto acima de nós, fora de nós. “Fora de nós” significa na atitude para com o próximo, onde “próximo” são as pessoas com quem eu quero construir uma rede de conexão. Isso é chamado de “grupo”. Se eu me relaciono com o mundo inteiro desta forma, o grupo é o mundo inteiro.

Enquanto eu corrijo minhas qualidades, se eu desejo revelar a força que fundou tudo, eu a revelo de acordo com a lei de equivalência de forma. Assim que minha rede de conexão com as outras pessoas adquire uma forma espiritual, uma essência espiritual, a verdadeira doação mútua, o primeiro nível da garantia mútua, em seguida, dentro dela, eu imediatamente sinto o Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar

Um Meio Especial

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut“: Está escrito, “Você será o Meu tesouro dentre todos os povos”. Isso significa que você será meu tesouro (uma qualidade especial, Segula), e as centelhas de purificação devem passar através você a todos os povos e nações do mundo.

Segula é uma ação especial através da qual nós corrigimos nossa intenção egoísta para uma altruísta. Eu não sei exatamente como essa ação é realizada, mas ela me permite mudar, adquirir uma segunda natureza, para entrar na próxima dimensão, uma realidade que está acima da minha atual. Eu não sei exatamente como isso ocorre.

É por isso que o êxodo do Egito é chamado de “milagre” e a força de correção, a Luz que corrige que está contida na Torá, é chamada de “qualidade especial” – Segula. Eu não tenho nenhuma idéia sobre como ela funciona. Eu só vejo os resultados, como se certa “iluminação” se derramasse sobre mim ou certa força agisse em mim, e me tornasse diferente.

Assim, mesmo que eu não entenda como a Segula funciona, eu a ativo ao realizar as condições que foram ditas. “Faça isso”, escrevem os Cabalistas, “E você receberá isso”. Eu não posso traçar esta conexão. Não está ao meu alcance. Eu simplesmente sei que ações específicas de minha parte trarão uma reação específica, embora a cadeia de causa e efeito ainda não esteja clara para mim. Isso porque ela se origina da Luz, do Doador, enquanto que eu ainda estou no desejo egoísta e não O vejo ou sinto. O contato com Ele ainda não está claro para mim, assim como eu não entendo o mecanismo da conexão de retorno pelo qual o Doador me influencia e muda alguma coisa dentro de mim.

É por isso que esse tipo de ação é chamado de “especial”. A criança tem esse mesmo “meio especial” ao brincar e crescer em nosso mundo. O que realmente causa seu crescimento? Nós estamos tão acostumados a ver como as crianças se desenvolvem brincando que não percebemos como isso acontece. Que força é ativada pelo contato da criança com um brinquedo, com imagens em um livro, com os animais que vê, ou com os carros que passam por ela na rua? Como as imagens do grande mundo, das quais ela quer se aproximar, formam algo novo dentro dela? Para nós esta é a rotina normal, mas na sua essência, este é o mesmo “meio especial” no trabalho.

A criança quer crescer e é atraída a todos os tipos de formas do mundo adulto, e é assim que ela realmente cresce. Da mesma forma, se quisermos avançar, devemos realizar diversas ações a fim de ativar a força superior que nos eleva. Na criança o desejo de crescer é incutido naturalmente, enquanto nós temos a liberdade de escolha: Devemos organizar um ambiente, o estudo, e nós mesmos, e anexar a intenção. É assim que nós nos desenvolvemos.

Assim, a “Segula” é o resultado de certas ações que a pessoa faz, mesmo que ela não saiba exatamente o que ela ativa e como ela é ativada em resposta. Conosco isso é expresso em nosso relacionamento com a Luz superior, enquanto que nas crianças e expresso em suas relações com o mundo circundante. O mesmo princípio age nas interações entre as “nações do mundo”, ou seja, todos aqueles que não aspiram ao Criador, e “Israel”, ou seja, aqueles que aspiram a Ele. Nosso relacionamento com o Criador é semelhante ao relacionamento delas conosco. Afinal, elas não têm uma centelha, uma conexão com Ele, uma aspiração para Ele, ou um desejo de revelá-Lo. Somente os problemas as forçam a procurar algo melhor. É por isso que nós lhes trazemos a ciência da Cabalá numa forma adaptada, acessível.

O convite para revelar o Criador não diz nada a elas. Elas precisam de uma boa vida aqui e agora, e nada mais. Assim, nós revelamos gradualmente a nossa mensagem a elas, na forma apropriada, e elas nos usam como um “meio especial”, como um “tesouro dentre todos os povos”.

Ao estar conectado a nós, elas “de repente” começam a adquirir forças, compreensão e desejos que não tinham antes. Estas “centelhas” vêm do Infinito, do Criador – através de nós para elas. Como resultado, a “qualidade especial” age em todos os níveis.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, “Arvut“

Uma Discrepância Sistemática

Nunca estivemos na situação que estamos hoje. Nós nunca enfrentamos uma discrepância entre os dois sistemas. Hoje todos nós, juntos, constituímos um sistema comum e integral (“Nós”), mas é egoísta. E, ao mesmo tempo, estamos dentro do sistema natural, que é permeado por doação e amor. A diferença ou falha entre estes dois sistemas é o que cria a sensação de uma crise.

Essa diferença continua a crescer porque estamos desenvolvendo-a no nosso egoísmo, enquanto o sistema superior está chegando perto de nós. Em particular, a crise está sendo expressa, precisamente devido à revelação da natureza.

No passado, ampliamos o nosso sistema ao longo da história, até chegar hoje. Integralidade e interligação. No entanto, cada pessoa continua a operar dentro dos seus interesses estreitos, mesmo que ela não possa mais esconder a fusão mundial e é totalmente dependente das outras. [Leia mais →]

A Fruta Amadureceu

Por que precisamos da ciência da Cabalá? Qual a necessidade disso?

Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. Nós vemos a “imagem” deste mundo, vivemos nele, e organizamos nossas vidas nele. Nós desenvolvemos as ciências, a fim de atingi-lo. Temos mente suficiente e sensação para isso. Nós estudamos o mundo e nos acomodamos a ele tempos alegres e difíceis. Então, por que precisamos da ciência da Cabalá, mesmo se não for fantasias ou mentiras? É para saber quantos anjos existem no céu? Ou se familiarizar com a força superior, o mundo superior? …. Talvez seja hora de ir visitar um médico?

 

Não entendemos por que precisamos disso. Mesmo as pessoas que admitem que a Cabalá fala sobre o mundo espiritual ainda não sentem uma necessidade para ela. Algumas pessoas tem um pouco de medo dela, alguns sentem repulsa por ela e estão negativamente dispostas a isso. Há uma abundância de obstáculos. E ninguém os coloca lá deliberadamente. É que é assim que somos construídos, esta é a nossa natureza. Erguemos os obstáculos no caminho nós mesmos: nós negligenciamos, não desejamos, e rejeitamos. Afinal de contas, somos movidos pelo desejo egoísta, que está longe do mundo espiritual e oposto a ele.

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Não Se Apresse Em Ser Um Anjo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu acho que eu já me livrei do meu ego. O que eu faço agora?

Resposta: Você não pode se livrar do ego. É um trabalho grande e demorado que continua através de todos os níveis de sua ascensão espiritual. Isso ocorre porque quanto mais alto você subir ao longo dos níveis dos mundos espirituais, mais o seu ego cresce.

Você está em um estado onde, de fato, você quase não sente o ego em seu nível atual. O que você pode fazer em relação a isso? Eu acho que você não estuda o suficiente. Se você estudar mais, junto com a gente e mais intensamente, o seu ego não terá escolha a não ser crescer rapidamente.

O crescimento do ego depende se você tem ou não as ferramentas para trabalhar com ele. Se você estiver conectado ao grupo, à disseminação, às nossas aulas, e ao meu blog, então o seu ego crescerá a cada segundo, e você não será capaz de escapar dele. Você vai descobrir que ele lhe atormenta, e você será capaz de trabalhar com ele. No entanto, se você é fraco, você não receberá este tipo de ego, e você se sentará lá de forma pacífica e pensará que já é um anjo.

Na realidade, isso não pode ocorrer. Se você não sentir os golpes do ego a cada segundo que surgem em nós para que pudéssemos corrigi-los, tudo isto significa que você não está ainda suficientemente conectado ao grupo e o estudo.

Da Série Lição Virtual Dominical 17/07/11

Para Quem Eu Estou Trabalhando?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut”:  O grau no qual um indivíduo produziu por suas ações, seja grande ou pequeno, em última análise une o futuro ao mover o mundo para uma balança de mérito, uma vez que sua parte foi adicionada e se uniu à mudança.

Cada pessoa tem que cumprir seu próprio trabalho, e fazendo isso a pessoa trabalha não para si mesma, mas para os outros. Essa é a nossa interconexão. A pessoa não tem seu desejo próprio. Seu desejo está em todas as outras pessoas. Ela não tem seu trabalho pessoal, que possa cumprir sozinha. Ela trabalha até que corrija sua inclusão em todos os demais.

Como resultado, nós revelamos certo “quadro holográfico”. Eu estou incluído em tudo e tudo está incluído em mim. Agora mesmo isso está oculto de nós porque de outra forma nós não seríamos capazes de nos mover de onde estamos. Realmente, o que eu tenho para dar aos outros?  Eu não quero estar ocupado com seus problemas, e não quero fazer nada para eles. Eu sou incapaz de realizar o trabalho a menos que todos os seus frutos sejam consumidos pelos outros.

Assim, é como se nós tivéssemos um véu sobre nossos olhos e vivêssemos uma mentira: é como se cada pessoa atuasse para seus interesses próprios e tomasse conta de si mesma. Graças a isso, nesse estágio nós podemos pelo menos nos mover em intenção egoísta de Lo Lishma. Mas, mais tarde, na intenção altruísta de Lishma nós descobriremos que não há nada particular aqui e que tudo pertence a um todo comum. Cada pessoa está incluída em todos e o trabalho de cada pessoa se transfere para todos, para sua conta comum.

Assim, não importa que cálculos possam ser feitos, positivos ou negativos, nós o fazemos somente em relação ao todo comum e avaliamos as ações da pessoa somente em relação aos outros. É impossível dizer que ela atuou bem ou mau a menos que avaliemos os resultados pela influência nos outros: se ela os trouxe para mais perto da meta da criação, ou, ao contrário, os separou dela.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 21/07/11, “A Arvut”

A ONU Na Crise Global

Dr. Michael LaitmanDas Nações Unidas “Pesquisa Mundial Económica e Social 2011“:
Embora a humanidade tenha feito enormes progressos na melhoria do bem-estar material ao longo dos últimos dois séculos, este progresso veio com o custo da degradação constante do nosso ambiente natural. Cerca de metade das florestas que cobriam a terra se foram, recursos hídricos subterrâneos estão sendo esgotados e contaminados, enormes reduções na biodiversidade já ocorreram e, através da maior queima de combustíveis fósseis, a estabilidade do clima do planeta está sendo ameaçada pelo aquecimento global… A incidência de desastres naturais aumentou cinco vezes desde 1970… Para que as populações dos países em desenvolvimento alcancem um padrão de vida decente, especialmente os bilhões que ainda hoje vivem em condições de extrema pobreza, e o adicional de 2 bilhões de pessoas que terá sido adicionado à população mundial até meados do século, será necessário um progresso econômico muito maior.

A continuação ao longo de caminhos anteriormente trilhados de crescimento económico agravará as pressões exercidas sobre os recursos e o ambiente natural do mundo, que se aproximariam de limites cujo sustento não seria mais sustentável…  A utilização de energia está se expandindo rapidamente, impulsionada principalmente pelos combustíveis fósseis, o que explica a razão da humanidade estar à beira de romper fronteiras planetárias de sustentabilidade através do aquecimento global, perda de biodiversidade e perturbação do equilíbrio do ciclo de nitrogênio e outras medidas de sustentabilidade do ecossistema da Terra. Uma ampla transição energética global é urgentemente necessária a fim de evitar uma grande catástrofe planetária. …

A redução do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, associada ao crescimento e aumento das populações urbanas, exigirão mudanças drásticas nos padrões de consumo, sistemas de transporte, infra-estrutura de casas e edifícios, e sistemas de água e saneamento.

Meu comentário: É impossível fazer a transição para qualquer economia prudente de consumo sensato sem corrigir a natureza do homem. Mas a correção da natureza do homem, de egoísta para altruísta, é contrariada por parte das autoridades e do sistema porque, assim, eles perderão o seu poder sobre o mundo.

Portanto, enquanto for possível, a principal tarefa das autoridades e dos bancos é evitar que as pessoas pensem na crise – mesmo à custa do aumento da dívida nacional, como os EUA está fazendo. E todos os governos concordam com isso.

A Revolução Interior

Dr. Michael LaitmanA revelação do método Cabalista ao mundo pressupõe que quatro condições sejam cumpridas:

Condição #1: Que o método de correcção não seja dado a uma pessoa, mas a uma nação inteira.

Hoje, mais e mais pessoas percebem que é necessário mudarem-se a si mesmas e entrar em harmonia com a natureza. No passado pensávamos estar acima da natureza e o nosso egoísmo tinha como objectivo controlá-la, mas agora percebemos quão destrutivo isto é para nós.

Esta sensação está a emergir nas massas em virtude do facto de satisfazermos a primeira condição da revelação da Cabala, onde 600.000 pessoas, “600.000 almas” estudam o método da correcção espiritual. Esta é um conceito condicional que simboliza uma reunião de pessoas que são capazes de atingir uma conexão especial entre elas, chamada “garantia mútua”.

Condição #2: A nação tem de sair da escravatura Egípcia, ou seja, perceber o mal do seu próprio egoísmo.

Condição #3: Cada um dos 600.000 deve concordar em trabalhar em prol da doação.

Condição #4: Todos têm de ter vontade de continuar qualquer acção que lhes leve à conexão com os outros.

A garantia mútua é a preocupação por satisfazer os desejos dos outros. Todos os planos humanos têm de aspirar a isto. Devemos perpetuar uma revolução dentro de nós. O mundo tem tudo para assegurar uma existência favorável pelos habitantes deste planeta, mas há uma coisa em falta – um pensamento comum dirigido a isto. Se aspirarmos a isto internamente, então a abundância tornar-se-á acessível a todos.

Tudo depende da nossa interconexão. Quanto mais forte é a interconexão entre nós, mais intensa é a acção da Luz superior, que irá ordenar o estado dos níveis inferiores do universo. Assim que o grupo de 600.000 pessoas concordar com a condição da garantia mútua, da interconexão, e do amor, receberá imediatamente um suporte enorme de cima.

A única coisa pedida a nós é desejar restaurar a interconexão e a intenção de trabalhar para doar. Precisamente a intenção, e não o progresso tecnológico, causará uma revolução no mundo. Atingiremos gradualmente um estado onde as novas tecnologias serão criadas e controladas pelo pensamento, ou seja, com a intenção e um desejo que é corrigido pela intenção.

A obrigação das pessoas é de cuidar de toda a humanidade. O mundo inteiro está incluído no sistema de garantia mútua, mas primeiro que tudo, isto tem de ser feito por aqueles que têm o entendimento e o desejo de subir ao nível mais alto e revelar o Criador entre eles. O desejo do grupo irá fluir suavemente sobre o desejo do mundo.

A pessoa mudará gradualmente a sua atitude para consigo mesma, para com a sociedade e a natureza, e irá receber satisfação por estar no sistema da interconexão mútua. Ela será “alimentada” pela Luz superior, que a preenche e a satisfaz.

É assim como mudaremos as economias de consumo inteligente, porque ficaremos satisfeitos apenas com as necessidades vitais. Ao começar a trabalhar pelo princípio do “tudo é para todos”, atingiremos o estado da garantia mútua. E as mudanças interiores no homem implicarão na reconstrução do mundo inteiro.

Da Lição Virtual 17/7/11

A Educação Funciona Em Todas As Idades

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos tentando ensinar ao mundo sobre a união, mas para um mundo egoísta por enquanto. Como podemos elevar mais tarde as pessoas ao nível do amor pelo Criador?

Resposta: Elas farão essa transição sob a nossa orientação. Afinal, nós estamos direcionando-as para o âmbito da nova educação, ao invés de ficar apenas despejando diante do público.

As pessoas terão que entrar na rede de educação, que envolve todas as faixas etárias, de 0 até 120 anos, e que será válida  a partir de agora até o fim da correção, ao longo de todos os tempos. Todos terão que se submeter a um processo incessante de educação. Digamos, um terço do dia será gasto no trabalho, e dois terços na educação, que também é trabalho em si.

Então, através de uma apresentação usual e gentil ], explicaremos às pessoas os princípios do Baal HaSulam, adaptado ao mundo inteiro. Afinal, a ciência da Cabalá fala do desejo de desfrutar e do desejo de doar, sobre seus relacionamentos e interações, sobre como corrigir nossa natureza. Não há nada de “virtual”, imaginário, “espiritual”, ou místico nela. Ela está falando de forças que atuam dentro de você.

Ao revelar-lhes mais e mais, você verá que ninguém está forçando ninguém a “flutuar nas nuvens”. A “espiritualidade” é a intenção de doar. Se eu atinjo a doação a outra pessoa, isso significa que eu sou espiritual. Mas se eu cuido de mim, então sou material. Nossos relacionamentos, que são baseados na doação, são o mundo espiritual, ao passo que nossos relacionamentos atuais são o mundo material.

Mas nós não estamos sequer falando de qualquer tipo de “mundos”. Afinal, é difícil para a pessoa desistir de suas antigas noções; portanto, ela ficará confusa. Por isso, estamos dando-lhe explicações simples, apresentando toda a ciência da Cabalá sem qualquer terminologia específica, com palavras científicas.

Nós temos que construir esse sistema de educação para que possamos gradualmente dar às pessoas o conhecimento sobre a natureza humana. Nada mais é necessário. Nós estamos falando da natureza do homem, que é a única coisa que foi criada.

Graças a isso, a pessoa se desenvolverá constantemente até descobrir o que está do lado de fora – o sistema de sua interconexão com os outros. E nele, ela revelará o Criador.

Na prática, nós podemos dar explicações em termos da percepção da realidade: Uma pessoa nem está revelando uma conexão com os outros, mas a si mesma. Os desejos que parecem externos e estranhos a ela se revelam como seus próprios. Acontece que isso é ela. Ao trazer as partes externas mais perto de si mesma, é como se ela espalhasse, agrupasse, e reunisse os órgãos separados de seu corpo. De acordo com isso, ela sente e revela a realidade perfeita.

Agora, eu percebo apenas o que está presente em uma pequena parte do corpo quebrado. Mas, quanto mais partes eu reuno a ele, mais eu o revelo.

Da 5ª parte da Lição Diária da Cabalá 19/07/11, “Arvut“