Textos na Categoria 'Egoísmo'

O Mundo Inteiro Está De Pé Embaixo Do Monte Sinai

Dr. Michael LaitmanPara que o estudo se torne um “elixir da vida” ao invés de um “elixir da morte”, ele tem que começar com a intenção de atrair a Luz que corrige. Nós temos que estudar e abrir o livro somente para a nossa correção.

A Cabalá e todos os outros livros sagrados, não importa em que linguagem eles foram escritos (por exemplo, o Talmude e a Mishna usam a linguagem dos conselhos e alegorias), são descrições de nossa conexão com a Luz, nossos estados espirituais. Todos esses livros, escritos pelos sábios (Cabalistas) no curso de toda nossa história, falam do mundo espiritual, nossos estados mais elevados.

Se a pessoa estuda com o objetivo de alcançar os estados e graus espirituais dos quais os Cabalistas nos falam, como uma criança que deseja crescer, então primeiro ela alcança a revelação de seu próprio mal. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e, além disso, a Torá, o meio para sua correção”.

Enquanto nós estivemos “no exílio”, tudo isso estava oculto, mas agora nós começamos a sair do exílio final. E tal qual durante o êxodo do Egito, hoje nós estamos de novo em pé diante da recepção da Torá se desejarmos nos tornar “como um homem com um coração”, alcançar a garantia mútua tal qual no Monte Sinai.  

Um monte de ódio está sendo revelado na nossa frente (Monte Sinai vem da palavra Sinnah – ódio). Mas, mesmo a despeito disso, nós nos unimos com a ajuda de nossos pontos no coração, a qualidade superior, o Moisés em nós que nos empurra para cima e nos guia através do deserto, através do “período de preparação” para entrar na “terra de Israel”, isto é, o desejo para a doação.

É assim que toda a humanidade, hoje, está em pé diante da montanha de ódio. Isso se revelou a nós como um por todos e é chamada de crise global. Nós estamos todos no mesmo estado, mas nem todos entendem completamente isso ainda, tal como aquela multidão de pessoas que também incluía diferentes pessoas – homens, mulheres, idosos e crianças, que pouco entendiam o que estava acontecendo.

Mesmo assim, todos já começaram a sentir esse estado. Só que alguns já entendem que a causa de tudo isso é o nosso ego e o ódio que nos divide, enquanto que outros ainda experimentam isso como uma situação financeira ruim. Cada pessoa sente algum tipo de carência dependendo de suas qualidades, do seu ambiente e necessidades: uma pessoa tem necessidade de um apartamento, outra tem necessidade de queijo tipo cottage, uma terceira de algo mais, e assim por diante em toda a humanidade, em cada pessoa..

Da 1aparte da Lição Diária de Cabalá 11/08/11, Escritos do Rabash

O Mundo Inteiro Sob Um Guarda-Chuva

Dr. Michael LaitmanSendo uma pessoa neste mundo, estou construído para pensar automática e constantemente sobre mim mesmo: O que é mais proveitoso para eu fazer, e como? É assim que o Criador me criou, como está escrito, “Eu criei a origem do mal”. Eu só revelo esse mal mais e mais e já percebo que penso apenas em mim mesmo, e decido que isto é malvado. Esse já é um estado especial.

Agora quero voltar-me para a bondade porque detesto o egoísmo. A bondade significa pensar em tudo e sentir tudo como se me pertencesse. Significa relacionar-me com todos como uma parte inseparável de mim.

Mas se apagarmos este “como”, então apenas “eu” permanecerá uma vez mais – apenas um eu mais egoísta! Suponha que eu revelasse de repente que todas as pessoas à minha volta são meus filhos e que os amo infinitamente, com todo o meu coração.

O que é que atingi com isso? Agora eu realmente trato a todos como eu mesmo, mas de forma egoísta! Afinal de contas, eu considero-os meus. Eles são o mesmo que eu, como meu bebé.

Portanto, eu digo, “Não! O ódio e a separação permanecem!”, e o “Amor cobrirá todos os pecados”. Caso contrário, você não teria a oposição, a tela, a força de superar. O que é que você vai superar? Eu não supero nada em relação ao meu bebé – estou pronto para dar-lhe tudo, porque o meu amor natural me obriga a agir dessa forma.

Quando dizemos que queremos apreender o mundo inteiro como nós mesmos, nós não percebemos que tipo de opostos estão justapostos aqui e que tipo de abordagem é construída. Eu não elimino a repulsa, mas construo amor sobre ela.

É por isso que um estado muito especial é revelado no mundo agora. Há lutas, argumentos, colisões e diferenças sendo expressas por todo o lado. O mundo inteiro está em confusão e ninguém é capaz de viver junto com alguém em paz. E eles não serão capazes. As discussões continuarão a incendiar mais e mais até percebermos que todos os pecados devem ser revelado e nós temos de nos unir acima deles.

Não devemos ter medo quando eles se revelarem; pelo contrário, quando eles se revelarem e lhe mostrarem a sua fraqueza, é exactamente então que você perceberá que precisa de ajuda. Verá que não consegue fazer nada por si próprio e que você precisa da Luz que corrige.

É por isso que temos visto tantas diferenças, forças, e objectivos colidirem, e ninguém se entende. Acima de tudo isto, temos de construir um grande guarda-chuva – a garantia mútua.

Entretanto, todas estas diferenças e desacordos permanecerão dentro. Isto é um milagre que não entendemos! Mas o milagre é que eles permanecem juntos com o guarda-chuva que é criado como resultado do amor e da garantia mútua acima deles.

Nós amamo-nos uns aos outros apesar de todas as nossas diferenças contraditórias. Nós somos tão diferentes porque é assim que Malchut foi revelada de cima. Eu não quero mudar outra pessoa. Eu apenas quero explicar-lhe que vale a pena para nós ter uma atitude bondosa um com o outro, e eu sugiro-lhe, “Com ambos mantendo nossa própria posição, unamo-nos um com o outro acima disso”.

Se recebemos tais qualidades opostas de cima, do Criador, e se somos tão diferentes por natureza, então, aparentemente, é precisamente pela virtude da diferença entre nós que podemos expressar a harmonia da criação. É impossível tocar música clássica num único instrumento musical. Tem de haver diferentes sons: menor, maior, todo o tipo de instrumentos, e todos têm de tocar juntos. É isto que produz harmonia e criatividade.

Da 4a parte da Lição DIária de Cabalá 10/08/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

Não Se Culpe Como Um Ladrão Preso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos aprender a odiar nosso mal ainda mais do que fazemos agora?

Resposta: Nós nunca seremos capazes de chegar a odiar o nosso próprio mal ou amar a bondade. Esta atitude só pode ser criada dentro de nós pela Luz que corrige. Esta é exatamente a ação que ela realiza.

Nós não precisamos de nada exceto odiar o mal. Nós construiremos tudo sobre isso. E se chegamos a sentir um ódio verdadeiro pelo mal, que nós adquirimos da Luz, então nos relacionamos com esse ódio corretamente e o utilizamos imediatamente para construir a nossa atitude para com a Luz, a bondade.

Eu não vou sentar lá e me culpar, me perguntando porque estou tão mal. Isso não é necessário, porque, nesse caso, eu estou simplesmente dentro do meu ego. Esta é a abordagem errada do uso da revelação do mal – como um ladrão que se culpa por ter roubado uma vez que ele foi pego, porque agora ele tem que sofrer por isso.

Uma indicação do desenvolvimento correto (com a ajuda do estudo, do grupo, e da disseminação) é quando eu aceito a revelação do mal com alegria, porque isso me permite avançar. Há uma história sobre o rabino Akiva que riu quando viu como o Templo estava sendo destruído, porque ele percebeu isso como um sinal de que a correção final estava se aproximando.

Afinal, nada é exigido além da revelação do mal. Se o mal se revela com a ajuda da preparação correta, e ele se for usado corretamente, então nós imediatamente atingimos a bondade.

Toda a bondade é construída sobre a revelação do mal. Portanto, se uma pessoa não revela o mal como um ladrão preso que não conseguiu roubar por causa do seu egoísmo, mas revela o mal em sua atitude para com os amigos e o Criador, nessa revelação do mal ela imediatamente sente oposição – Aquela que revelou o mal, a Luz que corrige. Ela imediatamente se adere à Luz e, com base na revelação desse mal, ela constrói o mandamento, ou seja, vai da conseqüência à causa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/08/11, Shamati

Nós Exigimos Nossa Própria Correção!

Dr. Michael LaitmanAs pessoas saem para manifestar porque elas não têm nada. Mas todas as correções só podem vir da Luz. Hoje, nós já estamos em um processo global, mundial, onde a correção é impossível com a ajuda de qualquer governo. Eles simplesmente não têm nenhum instrumento para conseguir isso.

Os instrumentos do novo mundo globalizado vêm apenas com a Luz que corrige. É no nosso mundo que devemos perceber todas as mudanças que a Cabalá fala, e o mundo vai sentir e entender na prática como a Luz superior o influencia através de nós.

Sem a Luz, não encontraremos uma única solução para nossos problemas. Só seremos atraídos para guerras, de modo que, finalmente, este caminho nos faça revelar a necessidade da Luz. A primeira coisa que as pessoas que fazem greves nas ruas deveriam estar gritando é, “Exigimos as forças para a nossa própria correção!”. Isso porque unir-nos uns com os outros é a única maneira de recebermos tudo o que desejamos – seja você uma mãe com crianças pequenas, um idoso ou um médico.

O mundo entrou numa crise de tais proporções, que ele não tem nada para lhe dar! Por exemplo, os manifestantes na Grécia começaram com ameaças. Mas o governo não tinha nada para dar a eles, e ele não estava escondendo nada. A verdade é que o processo de desenvolvimento está se desenrolando para convencer as pessoas da necessidade de se iniciar a correção. É por isso que ele está revelando o mal de nossa existência neste mundo para nós. Esta é a essência do que está acontecendo hoje.

Agora, o mundo inteiro deve entender vários princípios novos. Em primeiro lugar, nós estamos todos conectados e a crise que estamos experimentando hoje é global. O próprio mundo tornou-se global, e nós só podemos sair da crise a partir da união.

E não há nada que possamos exigir do governo. Nós receberemos tudo somente sob a condição de que nos unamos uns com os outros. Como num grupo, eu só posso receber a força dele se eu levá-lo à união.

A crise tem uma causa maior: é a Luz influenciando-nos e revelando a quebra entre nós. Portanto, nenhuma pessoa em nosso mundo tem uma solução para esta crise.

Nós resolvemos todas as crises anteriores, encontrando um meio cada vez maior de mimar nosso crescente desejo egoísta. Mas hoje começou uma era completamente diferente. Hoje, a Luz está revelando a falta de conexão entre nós. E somente dando alguns passos rumo ao estabelecimento desse tipo de conexão é que seremos capazes de melhorar o nosso estado. Então, cada pessoa receberá o que desejava – mas isso só acontecerá através da conquista da conexão, da união, da integração e da reciprocidade.

Portanto, todas as forças que aspiram ao protecionismo, à divisão e o isolamento, estão voltadas contra a correção, e não há nada pior do que isso, porque através delas a humanidade se aproxima da guerra.

A única coisa que nós precisamos é da Luz que corrige. Uma pessoa que estuda a Cabalá atrai a Luz com seus estudos e trabalho no grupo, enquanto que uma pessoa que não estuda tem que atingir algum tipo de compreensão e consciência da situação, da necessidade da união, da garantia mútua e da fraternidade. É assim que chegaremos à bondade.

Todos devem conseguir pelo menos algum tipo de entendimento disso. Mas o trabalho principal é da competência daqueles que ativamente atraem a Luz, porque o mundo a recebe através deles. Portanto, todos os nossos alunos devem se tornar ainda mais fortes e corrigir-se mais ainda, para que a Luz que atraímos influencie a todos.

Esta é a predestinação de uma pessoa chamada “Israel” – tanto aqueles que vivem no estado de Israel, quanto todos os nossos alunos em todo o mundo. Cada pessoa cujo ponto no coração despertou e que se uniu ao nosso grupo é obrigada a pensar nisso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/08/11, Escritos do Rabash

Egoísmo: Um Verdadeiro Guia Para Um Futuro Melhor

Dr. Michael LaitmanAs origens do nosso caminho espiritual encontram-se na quebra. Nós devemos considerar o nosso egoísmo, a alienação e o ódio entre nós, como a correta base preliminar para a correção.

Quando o Rabi Akiva viu terra estéril no lugar do Templo, ele riu e se alegrou. Ele foi o homem mais sábio de sua geração, um grande Cabalista. Ele foi questionado sobre como ele poderia regozijar-se com o colapso da santidade à medida que a aspiração à doação tinha sido vencida, e o princípio do “amar ao próximo como a si mesmo” tinha sido profanado. Poderia o colapso de todas as esperanças realmente ser um motivo de alegria?

Ele respondeu: “Eu nunca acreditei, nunca conheci e nunca senti que nós seríamos capazes de atingir a correção geral. Mas agora, uma vez que a nossa estrutura espiritual foi destruída, uma vez que o amor que reinava entre nós foi quebrado e as pessoas caíram no ódio infundado, eu estou convencido de que esta quebra final conduzirá à nossa correção geral, à redenção completa”.

É por isso que tudo o que está sendo revelado para nós a cada momento de nossas vidas é a quebra que nós teremos que corrigir. Não importa o que acontece comigo, desde as questões centrais da vida às coisas insignificantes na família ou no trabalho, tudo o que acontece dentro de mim, com meu bem-estar, as relações com parentes, amigos, pessoas e o mundo, em toda a realidade, tudo só se torna revelado com o propósito de correção.

Cada vez, uma nova imagem é esboçada diante de mim que se aprofunda no meu egoísmo. Nesta imagem, eu preciso ver o resultado da influência constante da Luz que, basicamente, ativa camadas cada vez mais profundas dentro de mim.

Nós percebemos o mundo em nosso ego, e é por isso que nós precisamos corrigi-lo. Então, que correção é essa? Ela leva a união às pessoas. Especialmente agora, quando o mundo inteiro está começando a perceber o mal do estado atual, nós ajudamos as pessoas a sentir e compreender que o “mal” é a nossa inclinação ao mal.

O nosso egoísmo é a causa de tudo de ruim. Nós vemos isso nas coisas que estão acontecendo. Incapazes de levar o mundo à ordem, as pessoas estão destruindo-o, arruinando-se, quebrando relacionamentos e destruindo a natureza. Nós somos incapazes de nos mover em direção ao bem e ter uma boa vida com o mal que está oculto em nós.

A crise está se tornando mais aguda a cada dia. Em outras palavras, nós estamos descobrindo que o nosso egoísmo está destruindo tudo e não nos deixar normalizar, equilibrar e melhorar as nossas vidas. Por outro lado, nós devemos entender que ele está nos guiando para frente no caminho certo, e nos ajuda a orientar em direção à correção e à bondade. Isto é como uma doença que se manifesta e nos mostra como tratá-la.

À medida que percebemos isto, nós devemos ser gratos ao nosso egoísmo e amá-lo por nos mostrar o lugar que precisa de correção. Está escrito que o Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador. Ele começou a pressioná-los, e no final, eles tiveram que fugir do Egito. Caso contrário, eles teriam ficado lá.

É por isso que está escrito: “Vinde ao Faraó porque Eu endureci o seu coração”. Existem dois opostos aqui, e nós não devemos esquecer isso. Não importa o mal que você encontre, em vez de destruí-lo, você precisa corrigi-lo.

Da Lição 3 na Convenção da Alemanha 06/08/11

Não É Bom Ignorar A Sua Doença

Dr. Michael LaitmanO sofrimento, a tristeza, o nível da quebra deve ser revelado. No entanto, ele pode ser revelado diretamente como agora, sem qualquer alívio por parte da Luz, ou pode vir junto com a realização de sua necessidade, quando você espera por ele como uma pessoa doente que vai a uma consulta médica. Mesmo que ela possa ter medo de que será diagnosticada com uma doença, ela ainda assim deseja revelá-la a fim de receber o remédio.

No entanto, há pessoas que não querem saber sobre sua doença, embora isso não as liberte de seus problemas mais tarde.

Portanto, nós devemos sempre aspirar na direção certa – no sentido da união e do amor, da compreensão da meta e do plano da criação. Ao fazer isso, nós permitimos que o mal se revele mais rápido! Isto significa que “Israel acelera os tempos”, ou seja, que eu corro na frente, antes que a vara me alcançe para me bater.

No entanto, isso só é possível ao se receber continuamente a importância da meta e revelar o mal. Eu o chamo intencionalmente de mal, e não porque eu sinto sofrimento nele. Eu não me importo com o que sinto. A coisa mais importante é que o mal se revela em relação à bondade que me espera lá na frente e é chamada de amor, doação.

Se eu revelo camadas de egoísmo, sofrendo dessa forma, então eu vou passar por todas as suas fases (0,1,2,3) até a última – 4, onde entenderei que tudo é construído sobre a revelação do lado esquerdo. Afinal, só revelando nossos desejos vazios podemos revelar a verdadeira realidade, na qual já existimos.

Da Lição de 09/08/11, Escritos do Rabash

Que Proporção O Faraó Deve Alcançar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso me conter e evitar cometer erros, quando sei que estou sendo guiado por meus sentimentos e não estou agindo bem? E, por outro lado, que nós temos que cair para crescer…

Resposta: Na verdade, ” Um homem justo cai e levanta-se mil vezes”. Só passando pela experiência de muitas descidas e decepções, muita dor e erros pelos quais temos que pagar, nós finalmente chegamos à conclusão final e à compreensão de que temos que nos elevar acima da nossa natureza egoísta. No final, nós entendemos que nunca seremos capazes de unir a mente e os sentimentos juntos, enquanto estamos dentro do egoísmo.

Esta é a imagem que estamos vendo no mundo de hoje em todos os países. Mentalmente, todos entendem que estamos entrando em uma crise horrível, mas não conseguimos parar a nós mesmos. O egoísmo faz a pessoa avançar, acabando por ser mais forte do que a mente, e, portanto, o homem continua a agir de acordo com ele.

Ele não pode fazer nada consigo mesmo. Não importa o quanto nos dirijamos ao mundo e avisemo-lo, ninguém vai nos ouvir. Mas nós estamos fazendo isso apenas para mostrar a todos que existe um método de correção, a Cabalá. Mais tarde, quando enfrentar os fatos, o homem vai, na prática, se convencer de que ele está se deparando com problemas em cada esquina, seja na economia, educação, ou qualquer outra coisa. Com isso, ele vai entender que a Cabalá fala da correção. Caso contrário, você pode repetir a mesma coisa mil vezes e ninguém vai ouvir você.

O mundo não vai aceitar esta solução até atingir o desespero total e entender que a sua mente e sentimentos são como dois pólos que nunca vão se unir. As pessoas vão continuar fazendo novos erros. Enquanto isso acontecer, nada será capaz de ajudá-las. A única solução é elevar-se acima da nossa mente e sentimentos materiais em prol da meta espiritual. Lá você será capaz de unir sua mente e coração na linha média, e você será bem sucedido. Isso porque eles vão começar a trabalhar juntos num todo único. O coração vai entender!

Mas em nosso mundo isso nunca acontece e nós somos sempre obrigados a escolher: ou o coração ou a mente. Um ou outro!

Nós somos cada vez mais atraídos para a crise a cada dia que passa. Hoje uma nova crise está começando, e logo ela se tornará aparente. Um golpe, outro e outro – e, finalmente, o homem vai entender. É assim que o Faraó, o nosso desejo de desfrutar, o nosso ego, nos aproxima do Criador, forçando-nos a compreender que temos que nos esconder dele.

É como se Faraó soubesse que os filhos de Israel acabarão por fugir dele. Então, por que ele deveria colocar-se sob os golpes? Mas é assim que ele foi construído – ele traz a si mesmo aos golpes. A pessoa sofre, e ela não tem escolha, exceto fugir desta força do mal.

O Faraó é o reflexo oposto do Criador dentro de nós. A única pergunta é: Que proporção ele terá que alcançar, de modo que nós decidamos fugir dele? Isso depende da disseminação da Cabalá, da compreensão das pessoas, e da nossa união no grupo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/08/11, Shamati

Depressão Na Vida Moderna

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Jerry Kennard, healthcentral.com): “Nós estamos mais ansiosos e deprimidos do que nunca e a situação está piorando ao invés de melhorar. O argumento de que a tecnologia moderna nos protegeria um dia das doenças e do sofrimento, e abriria um mundo de lazer e, por conseqüência, maior felicidade, parece definitivamente antiquado….

“O autor principal, Dr. Catriona Morrison, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriu que o uso elevado da Internet está associado à depressão. O uso elevado da Internet está freqüentemente associado com jogar, interagir em comunidades sociais ou visualizar conteúdo sexual. De acordo com Morrison, ‘o estudo reforça a especulação pública de que o excesso de engajar-se demais em sites que servem para substituir a função social normal pode estar ligado a distúrbios psicológicos como depressão e dependência’”.

Meu comentário: Nós erradamente pensamos que a Internet pode substituir a comunicação. Este é o meio que nos atrai para a solidão e, imperceptivelmente, isola cada um de nós dos outros, a tal ponto que já não podemos nos comunicar diretamente.

Esta condição ficará pior até a plena realização do seu mal, e então, a sociedade entenderá a necessidade de uma boa e aberta comunicação direta. Só ela pode eliminar a depressão!

Chegou A Hora De Completar A Nossa História

Dr. Michael LaitmanAté agora, a humanidade ainda não escreveu sua própria história; pelo contrário, encaixa-se nela. Hoje, no entanto, no nosso novo estágio de desenvolvimento, nós seremos os únicos a completar a nossa história. Esta oportunidade está sendo dada a nós pela primeira vez depois de milhares de anos de infância.

Durante todo o curso da história, o homem desenvolveu-se sob o domínio do egoísmo, do crescimento constante que automaticamente nos obrigou a procurar os meios e maneiras de satisfazer os nossos desejos. Desta forma, a natureza dirigiu o nosso movimento, basicamente despindo-nos do livre arbítrio. O homem não mudou a si mesmo conscientemente; pelo contrário, a natureza mudou-o segundo seu programa.

Do nosso ponto de vista, parecia que mudávamos o ambiente de acordo com os nossos pedidos sempre que necessário, mas agora chegou a hora do homem mudar e corresponder à natureza. Os cientistas estão começando a concordar com isso.

Em geral, o que é “natureza”, que tentamos conquistar por tanto tempo e em vão?

Quando uma mãe deixa a creche, deixando seu filho brincando com seus brinquedos, será que o bebê sente-se livre? Sim. Ele realmente gosta do seu tempo sozinho e não entende que ela está olhando para ele com olhos atentos e amorosos. Ele sente que está livre.

É assim que a “natureza”, o sistema de governo onde existimos, também se oculta de nós. Ela gera a nossa sensação de liberdade, embora na realidade a liberdade simplesmente não exista. Esta ilusão foi especificamente planejada pela evolução, para que pudéssemos nos desenvolver livremente em nosso egoísmo, usar e seguir os nossos desejos, tanto quanto a nossa natureza, qualidades e possibilidades permitissem.

E nós achávamos que isso era bom, que podíamos e devíamos nos desenvolver desta forma. As relações sociais e as tecnologias mudaram, nós estamos constantemente mudando as coisas, correndo para algum lugar seguindo o comando de nossa essência, de nossos crescentes desejos egoístas. Ao mesmo tempo, desejávamos um poder ainda maior sobre a natureza. O homem não pensava no que estava fazendo; ele simplesmente agia em seus desejos.

Quando a natureza nos dá certos desejos, só podemos trabalhar dentro de seus limites. Não podemos ir mais longe. Comida, sexo, família, conhecimento, fama, dinheiro e poder, cada pessoa tem sua própria combinação desses desejos e percebe-os em conformidade. A natureza nos move gradualmente desde dentro, “por trás”. Os impulsos que despertam em nós, em combinação com o ambiente, determinam tudo.

Basicamente, eu represento um mecanismo administrativo. Os desejos despertam dentro de mim, certas circunstâncias acontecem, mas eu estou limitado pela minha moral, minha capacidade física e mental, bem como pelas normas do meu ambiente, e as leis comuns de caráter global. No final, eu apenas tento perceber os meus desejos, tanto quanto possível, sob condições que não foram criadas por mim. Assim, verifica-se que eu não sou mais do que um mecanismo administrativo. Os desejos e as condições são pré-determinados, e tudo isso me empurra para a auto-realização.

Este foi o nosso caminho: os erros do homem, suas ações boas e más, tudo isso era necessário e inevitável ​​nas fases anteriores do desenvolvimento até a época atual. Contra a sua vontade, o homem recebeu qualidades inatas e encontrou-se em um ambiente particular, sem uma escolha.

Ainda assim, ele não pensa que tudo isso foi pré-determinado. Como uma criança, ele estava simplesmente brincando e se sentindo livre, devido à ausência de sua mãe, embora ela simplesmente tenha fugido de seu campo de visão.

Da Discussão sobre um Novo Livro 18/07/11

Na Zona De Escolha

Dr. Michael LaitmanNo passado, o egoísmo estimulou-nos por trás e pelos lados, sempre deixando livre o caminho à frente. No entanto, hoje as barreiras não estão surgindo pelos lados, mas na frente de nós. É como se uma parede se erguesse diante de nós, deixando-nos sem lugar para correr, não podemos fazer nada.

Este estado está se tornando cada vez mais evidente: eu realmente não quero nada, eu não sinto que possa continuar a crescer no meu egoísmo. Ele é incapaz de me dar respostas para as perguntas que surgem em mim hoje. Eu superei as fases anteriores e entrei no nível seguinte das perguntas, o nível da vida adulta e das novas necessidades.

Comida, sexo, família – tudo isso está se decompondo, tomando formas estranhas e “mutantes”. Riqueza, fama e conhecimento também não parecem me prometer muito.

A ciência está em crise e não responde às minhas perguntas, mesmo que há 50 – 60 anos parecia que ela nos daria respostas para tudo.

O poder tornou-se insignificante aos nossos olhos: nós vemos que seu único objetivo é o dinheiro. E o dinheiro… Será que realmente vale a pena desperdiçar sua vida inteira nisso? Minhas perguntas já superaram qualquer quantidade de zeros que a conta bancária possa mostrar.

Quando uma pessoa perde o “combustível” necessário, surge o vazio dentro dela e ela se vê perguntando: “Para que vale a pena viver? Para mim? Mas me falta a satisfação. Para os meus filhos? Mas, quando eles ficarem mais velhos, eles sairão do ninho. Além disso, por que criá-los? Que futuro brilhante eles têm pela frente? A desintegração das famílias e uma sociedade em decomposição?”. A pessoa não se sente ligada a nada e não tem esperança de nada. Esse é o tipo de impasse para onde nossas perguntas nos levaram.

Mas há também uma razão completamente diferente para o estado de falta de perspectiva: nós estamos esgotando os recursos naturais. Hoje, já está claro que o progresso humano não será infinito, tanto do ponto de vista de nossas exigências quanto do ponto de vista da nossa existência como um todo. Se continuarmos desperdiçando os recursos naturais no ritmo atual, muito em breve não teremos quaisquer matérias-primas, até mesmo para os produtos essencialmente necessários.

Noventa por cento do que produzimos hoje é composto de petróleo, seja energia, materiais plásticos, e assim por diante. Quando as reservas de petróleo acabarem, nós ficaremos sem nada. Ainda assim, nós continuamos esbanjando.

Assim, por um lado a natureza coloca uma barreira diante de nós sob a forma de ecologia, clima e recursos, e por outro lado o egoísmo não nos empurra mais para a frente. Ele faz perguntas que não podemos encontrar respostas aqui, no nosso mundo, nessa pequena sala para crianças, onde até agora nos divertimos muito brincando.

Hoje, a situação já se assemelha a um suicídio: nós estamos usando irracionalmente até os últimos recursos restantes.

Nós temos que entender que por causa disso, nos encontramos na zona de escolha. Este é o lugar onde emerge o livre arbítrio, a liberdade para começarmos a entender o programa do nosso desenvolvimento: “Para que nós servimos? Por que estamos aqui? Para quê?”. E junto conosco, o resto do mundo. Agora é exatamente a hora de resolvermos este desafio. Caso contrário, a humanidade vai se deparar com um impasse realmente desesperador.

Na realidade, a essência do problema não é a crise financeira, a crise de tecnologia, ou a crise familiar. Nós estamos numa crise com nós mesmos. Nós devemos entender quem somos e para que estamos aqui, tanto do ponto de vista da natureza, que nos obriga a isso, quanto do nosso próprio ponto de vista. Só então seremos capazes de arrumar as coisas dentro de nós e no mundo.

De uma conversa sobre um novo livro 18/07/1