Textos na Categoria 'Egoísmo'

Suposto Desejo, Suposta Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que eu, sendo quebrado e tendo apenas pedidos egoístas, serei capaz de doar?

Resposta: Você não é capaz de doar, e ninguém espera isso de você. Espera-se que você faça o que você é capaz de fazer: exigir a correção.

Naturalmente, isso será falso e você está mentindo quando diz que deseja a verdadeira correção. Mas quanto mais você desejar esta falsa correção, insista como se você realmente a quisesse! Isso é chamado de jogo, através do qual nós crescemos, aprendemos, nos tornamos sábios e avançamos.

É claro que eu não quero isso, mas eu atuo como se quisesse. Não há escolha – de que outra eu vou querer estar nesse estado sem estar nele? É por isso que você recebe essa transição através do “como se” – uma oportunidade.

Mais tarde, nós entenderemos porque este mundo foi criado dessa maneira específica, sem estar no espaço espiritual, com a gente tendo que subir a partir dele. Alcançar a percepção do mundo superior é um jogo. É claro que tudo é uma mentira se estivéssemos observando isso de uma forma sã.

Porém, de que forma uma criança brincando com um carrinho de plástico não é uma farsa? Mas é assim que ela cresce. Nosso mundo foi criado dessa forma por uma razão, e isso reflete exatamente o fato de que a criatura foi intencionalmente criada oposta ao Criador e deve distanciar-se Dele para se sentir como uma criatura. Por outro lado, ela deve se tornar semelhante ao Criador.

Essa transição de alguém que está separado, mas ao mesmo tempo torna-se semelhante, só pode ser feita desta forma: atue como se você estivesse num estado de semelhança, embora você comece separado.

Isso ajuda você a descobrir o quanto você “supostamente” quer isso! E este “suposto” desejo atrai a Luz circundante para você. Esta Luz não é ainda a Luz verdadeira, é a “suposta” Luz! Desta forma, nós estabelecemos uma conexão com ela.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “Estudo das Dez Sefirot“

Por Trás Dos Caprichos Da Natureza

Dr. Michael LaitmanNo final das contas, o que cada pessoa quer? Ela quer saber exatamente o que a influencia. É uma força, ou talvez sejam duas? Talvez existam milhares delas de cada lado? “Não importa. A principal coisa é se manter conectado a essas forças e torná-las boas para nós. Então, nós vamos ficar bem”.

Isto é o que exige o nosso egoísmo. Como o nosso ego evoluiu, nossa atitude para com o destino também mudou. As pessoas começaram a acreditar que suas vidas dependem de vários fatores externos. É nesta base que muitos credos e religiões foram criados.

A separação em “bom e mau” é subjetiva. Nós “entramos” numa imagem exterior dentro de nós mesmos e marcamos as coisas com “positivo” e “negativo”. Se não fizéssemos isso, não consideraríamos que tudo nos acontece “para o melhor”. Porém, percebemos qualquer fenômeno natural somente através do prisma de nós mesmos, e é por isso que somos incapazes de distinguir entre eles.

Milhares de detalhes de naturezas positivas e negativas surgem em nossa imaginação. Na medida em que nossos desejos egoístas crescem, nós sentimos a necessidade de detectar os fatores que influenciam cada um dos seus novos aspectos. Nós atribuimos algum significado superior a eles, uma vez que dependemos deles, para o melhor ou para o pior.

É assim que a nossa atitude é desenvolvida, através da mudança da nossa mentalidade para com o destino e para quem ou o quê nos dá nascimento, e depois nos envia para a morte nos levando sabe-se lá para onde. Finalmente, aos nossos olhos toda a natureza se divide em vários elementos e forças separados.

Se pararmos de associar desejos, sentimentos e poderes a essas forças, veremos que estamos simplesmente falando da natureza. Nesse caso, vários fatores não estão vestidos em trajes humanos e não têm desejos. Eles são apenas a “natureza cega”, nada mais do que isso. A natureza deixa de ser caprichosa, manifestando-se como “positiva ou negativa”, mas age de acordo com leis rígidas.

Como nós não aprendemos as leis da natureza e não temos controle do quadro geral que está sendo delineado por elas, estamos constantemente lidando com situações inesperadas. A questão é que nós simplesmente não temos conhecimento das leis objetivas da natureza, que não dependem de nada, exceto delas mesmas. 

O problema é que não vemos as causas dos eventos. Digamos que tudo desce até nós desde o nível mais elevado que desconhecemos, enquanto coisas óbvias se originam das leis da natureza cega. No entanto, a pessoa é incapaz de exercer tal abordagem porque esta depende de múltiplos fatores, que aos seus olhos são independentes. Então, ela começa a associá-los com os caprichos da natureza.

A pessoa não rastreia suas raízes e não vê a origem de suas ações, julgamentos e sensações; ela nem sequer suspeita que age de acordo com um programa especial instalado nela. Ela só vê a parte observável; é por isso que ela considera que ela mesma e os outros são independentes e arbitrários. Como resultado, ela atribui o mesmo conceito à natureza e começa a acreditar erroneamente que a natureza tem certa força de vontade própria que pode ser alterada dependendo das circunstâncias.

A pessoa confia que deve tratar a natureza positivamente, bajulando-a, satisfazendo-a, e pagando àqueles que possivelmente estão perto da natureza e podem proteger a pessoa. Nesta fase, a pessoa para de despersonalizar a natureza, mas atribui seus próprios desejos, pensamentos, e propriedades a ela. Esta é a raiz das crenças e das religiões.

Hoje em dia, vemos que os nossos desejos egoístas, que vêm crescendo ao longo dos séculos, nos levaram através dessas teorias e várias atitudes para com a divindade. No final, todas elas entraram em colapso. Algumas se inclinam a se segurar fanaticamente a certa teoria separando-se artificialmente do resto do mundo por causa de uma alegada estabilidade, mesmo que isso as impeça de crescer mais. Essa atitude pode ser rastreada no fanatismo religioso e no fascismo, isto é, nos tipos egoístas tacanhos de união que a princípio trazem estabilidade para a sociedade, mas no final se rompem, uma vez que tornam o avanço impossível.

Na medida em que o egoísmo das pessoas cresce, os seres humanos permanecem “nus”, uma vez que perdem a oportunidade de se conectar com a natureza. Eles sentem que estão sendo cativados pelo poder absoluto que abarca todas as esferas da vida, que eles dependem do acaso e do destino, e que simplesmente não podem formar qualquer tipo de atitude subjetiva em relação a esses conceitos. Isso se torna um ponto de virada que, no final, irá remeter a humanidade à sabedoria da Cabalá. 

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/11, “A Paz”

Do Naturalismo Ao Politeísmo

Dr. Michael LaitmanA pessoa não conhece o mundo onde vive. Na verdade, ela pertence à natureza, que a joga de um estado a outro. Durante as várias décadas de sua curta vida ela não tem tempo para perceber o que está acontecendo. Curiosamente, cerca de 150 anos atrás, a expectativa de vida do homem não era 70 anos, mas 40 anos.

Independentemente da quase duplicação da nossa expectativa de vida, nós ainda não compreendemos a essência da vida. A humanidade ainda não sabe o que procurar e onde encontrar. O sentido da vida permanece ambíguo. Quando a vida começa, e aonde ela nos leva? Existe um propósito para ela? O que está acontecendo conosco? As respostas são vagas.

As pessoas estão sujeitas ao poder da natureza. Ninguém recebe um livro com as revelações de Cima. Todos nós revelamos tudo que está dentro do nosso mundo. As revelações que fazemos constroem nossa compreensão e consciência da realidade.

Exceto pela substância da qual somos feitos e nossos cinco sentidos, o ser humano possui uma capacidade inerente de descobrir algo maior. No entanto, tudo está em potencial, e, na realidade, nós construímos nossa atitude perante a vida e a natureza com base no que vemos. É assim que as teorias simples da criação foram feitas. Elas são condicionadas pela nossa vida nesse mundo.

Primeiro, o homem percebeu o mundo como natureza. Ele observou a natureza como um todo, como uma imagem completa, onde todas as peças estão interligadas. Depois, ele se sentiu próximo à natureza. É uma abordagem antiga que era totalmente clara, já que tudo era aparente e revelado.

Mais tarde, as pessoas começaram a classificar os fenômenos naturais em “bom” e “mau”. O homem se tornou egoísta e parou de se sentir como parte integrante da natureza. Ele descobriu que a natureza tinha várias limitações que pareciam positivas ou negativas. Ele separou os elementos que o influenciavam em “benéficos” e “prejudiciais” e, assim, criou a noção de forças do bem e do mal.

No início, era uma oposição geral do bem e do mal, que mais tarde começou a se dividir em várias forças independentes, até que comunidades e panteões de deidades foram criados. Assim, o nosso ego nos distanciou ainda mais da natureza unificada.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/11, “A Paz”

O Retorno Ao Passado Está Cancelado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma vez você disse que é proibido lembrar os estados anteriores, quaisquer que sejam, e olhar para trás ….

Resposta: E nós não olhamos para trás. Nós queremos voltar ao ponto de união em nosso novo estado egoísta. Isto já não é o retorno ao passado. Nós não queremos estar no passado!

Hoje nós queremos voltar a esse estado, que deixamos, em nosso egoísmo crescente. E quando nós voltamos a ele com o nosso egoísmo real, é um novo estado, mais forte e claro.

Caso contrário, não há nada. Toda a diferença entre os degraus espirituais reside apenas no egoísmo adicionado.

Da Lição Fundamentos da Cabalá 11/12/11

Não Consideramos Amor Aqui

Hoje chegamos à questão “Qual é o significado da minha vida?” E de repente descobrimos a sabedoria da Cabalá. Achamos isso não porque queremos dar ou alcançar o amor, conexão, e uma preocupação comum.

Não. Chegamos a ela exatamente com a pergunta: “Qual é o sentido da minha vida? Por que eu me sinto mal? Eu quero ter poder sobre minha vida! Eu quero me elevar sobre ela, ter a eternidade e a perfeição da natureza. “Eu quero, quero, quero … Viemos para a sabedoria da Cabalá precisamente através de perguntas egoístas, e não por meio de uma alma delicada, sensível. Ao contrário, somos levados pelo desejo de receber, para assumir o controle sobre as nossas vidas

Assim, quando chegamos à sabedoria da Cabala e começamos a ouvir o que ela fala, muitos não entendem: “Por que nós falamos sobre o amor e a união? Onde estamos? É este um jardim de infância, onde somos ensinados a ser bons? Esta é uma sociedade de idealistas? O que eles querem? O que eles estão falando? [Leia mais →]

Perguntas Sobre Aprender Hebraico E Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sou católico apóstólico romano, e atualmente estou aprendendo a ler em hebraico para que eu possa ler a Torá no seu idioma original. Eu sinto que isso será muito benéfico para meus estudos de Cabalá. Minha pergunta é: será que isso vai impedir ou retardar meus estudos de Cabalá? Preciso estudar Hebraico? Eu sou apenas um aluno iniciante.

Resposta: Isso irá ajudá-lo na medida em que usamos as definições em hebraico, o que é necessário. Todo o resto é de acordo com seu desejo.

Pergunta: O que está impedindo o Kli Mundial de se conectar? Como vamos superar isso?

Resposta: É o egoísmo, e ainda mais no caso de pessoas comuns!

Pergunta: Parece que nosso trabalho é apenas revelar a inclinação ao mal e pedir por correção. Como alguém pode lutar com o sentimento de culpa e inutilidade, que é um obstáculo para pedir por correção? Começa a ficar insuportável ver cada vez o mal em si mesmo.

Resposta: Todos os pensamentos, à exceção do pedido por correção, são vazios e confusos, e quando eles surgem, a pessoa deve imediatamente rejeitá-los.

O Poder Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanO amor que a ciência da Cabalá nos revela é um princípio da natureza. Temos de vê-lo como a força fundamental, sem a qual nenhuma forma de vida teria alguma vez emergido.

Dois objectos podem existir apenas em virtude da doação mútua, da compaixão mútua, do equilíbrio entre eles conforme a equivalência de forma, a atracção mútua. Mesmo no nível inanimado da natureza, partes opostas – prótons e elétrons – existem juntas num sistema denominado átomo, molécula e por aí fora.

Quando se juntam mais, elas começam a trabalhar juntas no nível vegetal, com a fotossíntese e outros mecanismos inerentes a ela. Existe uma troca de substâncias e sistemas acompanhando-a, e entre elas – consideração mútua dos interesses de cada um. Afinal de contas, elas tampouco podem existir sem duas forças: atracção e repulsão, recepção e doação.

A seguir, no nível animal, estes sistemas de recepção e doação não existem mais dentro de um objecto, mas entre corpos diferentes, que têm de unir-se para produzir descendência. Eles dependem um do outro, ajudam-se e, em virtude disso, a vida continua.

Mesmo que isso ocorra instintivamente, através de ordens da natureza por ora, nós já vemos como duas forças opostas interagem em equilíbrio uma com a outra. Como um todo, o complexo inteiro dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza está inteiramente equilibrado, e todas as suas partes dependem umas das outras.

Contudo, o homem difere enormemente destes sistemas: a força de atracção, de recepção destaca-se nele drasticamente, sendo uma força má que ele não equilibra com a força boa. Isto separa o homem do mundo animal. Nós ficamos fora dele precisamente através da força má inculcada em nós, que deseja consumir mais e mais, para adquirir e governar. Como resultado, tornamo-nos mais fortes que a natureza, muito embora na realidade isto seja uma pequena vantagem.

Afinal de contas, a natureza é sábia e duas forças opostas estão equilibradas nela. Para causar progresso geral, ela activa estas forças uma após a outra para desenvolvê-las enquanto preserva o equilíbrio geral. Por outro lado, o homem, com o seu egoísmo único e excessivo, eleva-se acima do seu nível animal, acima do equilíbrio, como uma torre, elevando-se exponencialmente mais e mais alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/11, Escritos do Rabash

Desculpe, Mas A Festa Acabou

Dr. Michael LaitmanEra costume que somente aqueles que desejavam conhecer o significado da vida e seu propósito chegavam à Cabalá. Eles se perguntavam a razão de nascermos, porque morremos, e porque passamos por tais dificuldades na vida.

A pessoa quer saber, e mesmo que ela seja rica no sentido material, ela vai continuar tendo essas perguntas, porque estas vêm do nível falante, não do nível animal. O homem não é um cão; coloquem-no num hotel cinco estrelas e ele ainda vai se sentir mal e desejar algo mais para a alma.

Isso é claramente visto na Europa. Antes de estourar a crise, os países mais desenvolvidos e ricos tinham a maior taxa de suicídio. Agora que esses países estão passando por uma crise, a taxa de suicídio vai cair. As pessoas vão começar a apreciar a vida e novos desejos irão despertar. Mesmo um leve desejo de melhoria vai dar às pessoas um sentido da vida.

Não importa o grau de riqueza da pessoa, o gosto é sempre sentido através do contraste. As pessoas gostam de lembrar o sofrimento de fome do passado e o gosto que encontravam num pedaço de pão velho. Isso porque o gosto depende da deficiência.

Hoje, a Cabalá é para todos, não só para aqueles que desejam alcançar a sabedoria sublime, mas para todos aqueles que procuram apenas uma vida melhor. A crise se espalhou pelo mundo. O mal se tornou global, não local ou nacional como nas gerações anteriores. Por causa disso, as pessoas procuram descobrir a causa deste mal.

Gerações passadas também sofreram muito, mas estavam sofrendo nos níveis (corporais) inanimado, vegetal e animal. No entanto, os problemas atuais são mundiais e afetam a todos, pois obrigam as pessoas a procurarem respostas. É por isso que as pessoas vêm para Cabalá para melhorar sua situação. Mas aqui elas se deparam com uma explicação resumida numa frase: você só pode desfrutar a doação como resultado do amor ao próximo!

A pessoa gostaria de desfrutar milhares de coisas diferentes neste mundo, mas lhe dizem: Desculpe, a festa acabou, e você não será capaz de apreciá-la. Na verdade, antes disso, o prazer só estava sendo usado como isca, para despertá-la, a fim de aumentar o seu desejo. Para fazer isso, você recebeu entretenimento, carros, viagens, e várias outras tentações para que você desejasse desfrutar cada vez mais.

Mas agora está tudo acabado. Você não terá a oportunidade de desfrutar. A crise vai privá-la de todas as aquisições materiais, e não restará nada. No entanto, por outro lado, você já deixa de sentir qualquer prazer. Mesmo que você pudesse pagar e desfrutar tudo o que fosse possível, você não sentiria o gosto em nada.

Este é o estágio de desenvolvimento do qual estamos nos aproximando, mesmo sem conhecê-lo. No final, nós descobrimos que somos incapazes de desfrutar. Este é o verdadeiro problema do mundo! Tudo está em plena abundância, e somos capazes de alcançar tal prosperidade material onde todos têm tudo que precisam: casas, férias, boa comida, e assim por diante. Mas as pessoas não vão achar gosto nesse tipo de vida.

Nós estamos nos aproximando de um estado onde a satisfação só pode ser coletiva, global. A conexão mútua entre nós, que está sendo revelada agora não está no dinheiro, mas no prazer! Eu não serei capaz de receber prazer antes de satisfazer você.

Mas eu lhe odeio e estou pronto para destruí-lo! Como eu poderei satisfazê-lo antes de me satisfazer? Isso significa que eu tenho que amar você primeiro? É simplesmente horrível! No entanto, sem isso eu não posso aproveitar a vida ou sentir, pelo menos um pouquinho, que tenho algo mais do que uma vida de cão. Vida de cão é uma vida em que eu só satisfaço meu desejo, mas não sinto o gosto. Eu tenho tudo durante todo o dia, mas sinto como se não tivesse nada.

Estes estados estão sendo revelados a nós porque o nível humano do desejo está sendo revelado dentro de nós, o qual é maior do que os níveis inanimado, vegetal e animal. Assim, nós podemos ter tudo no mundo material e sentir que a morte é melhor do que este tipo de vida.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/11, Escritos do Rabash

Confiança Inabalável Significa Um Por Todos

Dr. Michael LaitmanShamati# 72: Confiança é a vestimenta para a Luz, chamada “vida”. Isto porque há uma regra que diz que não há Luz sem um Kli (vaso). Segue-se que a Luz, chamada de “Luz da vida”, não pode vestir, mas deve vestir algum Kli (desejo). O Kli onde a Luz da vida é vestida normalmente é chamado de “confiança”. Isso significa que ele vê que pode fazer todas as coisas difíceis.

Isto significa que se não atingirmos o estado chamado de confiança, não seremos capazes de revelar a Luz superior. Isso porque a Luz é alcançada e percebida neste vaso de confiança, ou seja, temos que ter certeza que está em nosso poder fazer isso e só depende de nós. Se essa sensação interior surgir em nós, seremos certamente bem sucedidos e revelaremos a Luz.

O grau de vida é definido pelo grau de confiança da pessoa, e quanto mais forte é a sensação de confiança, mais a Luz se revela dentro dela. Mesmo agora, nós estamos num oceano de Luz infinita, mas devido à falta de confiança (o vaso para a revelação da Luz), sentimo-nos neste estado minúsculo – num ponto negro central, dando-nos a sensação mais fraca possível de vida, chamada “este mundo”.

Se quisermos adquirir uma maior sensação de vida, em esferas cada vez elevadas, até a última esfera (infinita e ilimitada), isso depende apenas de quão certos estaremos de que podemos alcançá-la apenas dentro da nossa união.

Não pode haver dúvidas e falta de confiança, como pensamentos de que este não é o momento certo para fazê-lo, que talvez possamos fazer isso amanhã ou no dia seguinte. No momento em que atingirmos essa confiança, todos juntos, nós romperemos imediatamente a Machsom.

Até mesmo a sensação de nossa vida aqui, neste mundo, depende do sentimento de confiança. Quanto maior a confiança, maior será a sensação da vida material.

A Luz e o nosso ego estão jogando um com o outro, e nós estamos no meio, entre eles. Tudo depende apenas do nível de nossa confiança: se seremos capazes de superar o egoísmo a cada momento e nos unir à Luz, aspirando a ser como ela.

Esta guerra não pára por um momento, porque logo que nos elevamos acima de determinado estado, um desejo mais egoísta é imediatamente revelado para nos dar a oportunidade de elevá-lo a um nível superior. É por isso que nós precisamos realizar um trabalho interno constante: descidas e subidas, alternando sem parar.

Nós temos que compreender que todas as descidas nos são dadas para superá-las e, desta forma, atingirmos uma confiança ilimitada. E a única solução aqui é nos separar de nós mesmos e nos unir ao grupo. Nele eu devo encontrar a grande força que pode me engolir e me levar ao próximo nível, como o útero de uma mãe, o AHP do superior.

Na medida em que eu sou capaz de me unir a este elevador, ele vai continuamente me elevar a níveis mais altos. Eu só preciso me unir a ele o tempo todo acima do meu egoísmo, que ficará cada vez menos no meu caminho.

Minha tarefa é apenas subir acima da recepção em doação, a fé acima da razão, e essa ação só é possível no grupo. Eu tentarei continuamente fazer isso, enquanto o meu ego me jogará para todos os lados, me distraindo com assuntos triviais, e depois com assuntos que são mais importantes e sérios, até que eu finalmente me separe dele e deixe de sentir o quanto eu obti.

Todo o nosso trabalho se resume a isto. E se a cada momento eu não me sinto mais profundamente dentro do grupo, da sociedade e da confiança comum que adquirimos juntos, eu saio do meu vaso, do nosso desejo comum em revelar o mundo espiritual, e não alcanço nada. É assim que eu perco a confiança.

Toda a nossa confiança se baseia na pessoa se apegar ao grupo e lá encontrar a força que lhe permitirá alcançar continuamente níveis espirituais mais elevados.

Da  Lição preparatória para a Convenção Arvut, 04/12/11

Nossa Singularidade

Baal HaSulam, “A Essência da Religião e seu Propósito”: Acontece que o nosso objectivo final é ser qualificado para a adesão com Ele, porque Ele reside dentro de nós. Esse objetivo é uma certeza e não há maneira de desviar do mesmo, já que a Sua orientação nos supervisiona em ambos os caminhos, que são o caminho do sofrimento e o caminho da Torá.

Há uma força superior que criou o desejo de receber e o elevou. Deu todo o desejo de que necessita para crescer, mas quando cresceu, de repente descobriu que ele se sente mal, e que ele realmente não consegue o que deseja. Na sua juventude, enquanto ele estava crescendo estava tudo bem: ele tinha tudo o que desejava. Em seguida, ele desejava mais e recebeu. Mas agora, quando é cultivado, tudo é diferente, mas ele não recebe o preenchimento automaticamente. Pelo contrário, quanto mais ele quer, menos ele recebe. Assim, o desejo pensa consigo mesmo: “Quem ou o que é a causa deste sentimento ruim?”

A humanidade está dividida em várias categorias, quando se trata desta pergunta. Há aqueles 99 por cento que simplesmente seguem em frente, atraídos pelo mau e o bom da vida, desfrutando o tanto quanto puderem. Há aqueles que saem em busca da verdade, ou seja, procurando o motivo pelo o qual tudo está acontecendo. [Leia mais →]