Textos na Categoria 'Egoísmo'

Reclamações Contra o Criador

Baal HaSulam, “A Essência da Religião e sua finalidade”: Ele criou as criaturas unicamente para doar a elas. Assim aprendemos que Ele tem apenas o desejo de doar bondade, e é absolutamente impossível que qualquer nocividade possa estar no seu domínio, que poderia emitir Dele. Assim definimos Ele como “O Bem Absoluto.”

É difícil aceitar isso. Afinal de contas estamos vivendo no nosso desejo egoísta que tem sérias queixas sobre a fonte, o Criador, a natureza, ou outras coisas. O mundo em que me sinto convoca muitas queixas. Internamente eu não posso aceitar o fato de que todos os outros não me obedecem. Eu não posso aceitar o fato de que o prazer infinito não me preenche constantemente. Eu só encontro problemas o tempo todo, então como eu posso aceitar o fato de que Aquele que manda no mundo é bom e benevolente.

Se eu pudesse criar o mundo por mim, eu faria isso de uma maneira totalmente difrente: Tudo o que existe nele seria apenas para me servir. Mas o mundo é o oposto, todo mundo vê o direito de reclamar sobre a criação. Então, por que razão podemos falar sobre o Criador como o Bem Absoluto? Na base de que Ele é o primeiro e primordial. [Leia mais →]

Eu Tinha Uma Carteira E Agora Ela Se Foi

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu estou tentando imaginar as 72 horas da Convenção. Como é que este processo me leva ao Um, Único e Unificado?

Resposta: Eu entro no salão da Convenção como numa piscina santa (Mikveh), um lugar que irá purificar e corrigir-me. Este é um lugar cheio de água santa, a qualidade de Bina, o útero da mãe, no qual eu me torno incluído e cresço. Eu não preciso fazer nada além de permanecer lá dentro como uma gota de sêmen dentro do útero. Eu só devo me apegar a ele, e tudo o mais será feito pelos outros. Eu devo simplesmente me tornar parte do que está acontecendo.

Porque está escrito: “O Criador habita dentro de sua nação”, onde “dentro da nação” significa o lugar onde todos se reúnem e cada um anula o seu egoísmo, tanto quanto pode, em prol da união. Então, nós revelamos que lá, dentro desta união, o superior está presente: Malchut, a Shechiná. E dentro dela, o Shochen, o Criador.

Nós não precisamos de mais nada! Basta chegar lá e não querer ser esperto. Perca o seu “eu”: você entra e se dissolve. Alguém lhe pede para fazer algo, então faça. Basta conectar-se a ele, sem quaisquer esclarecimentos. A coisa mais importante é seguir o fluxo comum.

É por isso que a convenção é apropriada para todos, para cada pessoa. Se as pessoas puderem simplesmente ir até lá, uma força poderosa surgirá, nos dominará e girará a todos num redemoinho, como um todo. E nós não precisamos de masi nada. Nós não precisamos de uma mente especial ou de longos estudos, mas apenas dessa força. Com ela, você já receberá uma impressão do superior, do nível superior. Então venha!

Você chegou lá e está cantando, dançando, comendo e preparando a comida, e você se anula diante do que está acontecendo, tanto quanto você pode. Isso o levará ao nível superior, porque ele está lá dentro, na conexão entre as pessoas.

A tradição de realizar refeições conjuntas, cantar e dançar foi criada pelos Cabalistas. Tudo isso leva à união, e sem união, é impossível. Uma vez, Abraão convidou pessoas para a sua tenda e, antes de tudo, sentou-as numa refeição comum, enquanto explicava que era necessário unir-se e amar o próximo.

Nós não conseguiremos nada sem união. Eu entendo que o nosso egoísmo, nossa natureza é contra isso. Eu também era contrário à união antes, e ainda mais que você. Mas isso não me assusta: para qualquer egoísmo, há uma força capaz de derrotá-lo. Mais importante, tente ser o mais determinado possível e ajuste a sua mente para chegar lá e perder-se.

Vose deve se perder em algum lugar desconhecido, como uma carteira que você tinha e agora está desaparecida. Não há nada que você possa fazer em relação a isso: ela estava lá e agora ela se foi! Experimente!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalà 28/11/11, Talmud Eser Sefirot

Sobre O Valor Do Amor Pelos Amigos

Dr. Michael LaitmanNossa atitude para com o próximo, o ambiente no mundo onde nascemos, que sentimos dentro de nosso egoísmo, é chamada de período de preparação. Quando vamos do amor pelo ambiente, ou do amor pelos amigos, ao amor pelo Criador, este já é o tempo do verdadeiro trabalho, quando adquirimos as qualidades de doação.

Como resultado da aquisição dessas qualidades altruístas e passando pelo grau de doar em prol de doar, nós finalmente alcançamos o amor. Mas visto que este caminho leva à realização do amor pelo Criador, assim que é chamado todo o caminho.

E mesmo que hoje nós estejamos trabalhando em nosso reino, em nosso mundo, com qualidades egoístas, isso ainda é considerado trabalhar no amor pelo amigos, pelo próximo, embora tudo isso esteja muito longe do verdadeiro amor.

O amor pelo Criador, o amor pelas criaturas e o amor pelos amigos são a mesma coisa, porque é diretamente oposto ao amor por si mesmo. É por isso que se exige tantas mudanças qualitativas no interior da pessoa. Mas o valor do amor pelos amigos é muito elevado porque nos permite adquirir desejos e sensações adicionais, para revelar a verdadeira realidade em que estamos, ou seja, o Criador.

Na medida em que a pessoa valoriza o Criador e o objetivo final, é o quão importante ela considera os meios que conduzem a isso, tais como os exercícios no grupo, com os amigos, e os estudos, porque sem esses meios ela jamais poderia atingir o objetivo.

Por um lado, todo este mundo é imaginário e não há ninguém à minha volta: nem os níveis inanimado ou vegetal, nem animais ou pessoas. Todos estes são meus próprios desejos, que se dividiram nessas partes e, portanto, apresentam a Luz Superior para mim desta maneira.

Esta é também a forma como devo tratar o grupo: como se nada existisse além de mim. E todos que eu sinto ao meu redor: o ambiente, o grupo, o professor, e até mesmo o Criador, estão dentro de mim, na minha sensação. Eu recebi esta ilusão de que tudo está fora para que eu pudesse aprender o que significa a sensação do próximo: para que eu pudesse senti-lo, ter relações com ele, e alcançasse a doação e o amor.

Se a pessoa percebe toda a realidade desta forma, ela não erra. Sem dúvida, ela ainda deve discernir novos detalhes todo o tempo e complementar a imagem comum com eles, mas ela já está no caminho certo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/11, Escritos do Rabash

Trabalho No Deserto Árido

Dr. Michael LaitmanO trabalho começa com a pergunta: “Qual é o significado de nossa vida?”. Este ponto já contém o desejo de alcançar o objetivo da criação, cujo significado é a adesão com o Criador. Este é o ponto final.

Nós não temos idéia do que significa esta adesão, que tipo de entendimento e sensação ela traz. Mas está escrito que temos que aderir às Suas qualidades. Existem qualidades do Criador, que Ele gradualmente nos revela, e nós temos que alcançar a equivalência com elas.

Todas as qualidades do Criador são, basicamente, apenas a qualidade única de doação, o “bem absoluto”. Esta é a qualidade que a pessoa tem que adotar, “o bom que faz o bem”. Na medida em que o Criador revela Sua bondade a ela, é assim que a pessoa deve se tornar.

Essa bondade se expressa em relação ao próximo, a fim de nos permitir alcançar a doação verdadeira e não doar para o nosso próprio benefício, egoisticamente. Portanto, nós temos que ir por um caminho preliminar bastante longo, avançando gradualmente, passo a passo, ao longo da cadeia de causa e efeito.

Nós começamos a partir do estado que é diametralmente oposto ao Criador e nos movemos com a ajuda da força superior, com a ajuda da Luz, que atua imperceptivelmente dentro de nós. Isso é chamado de Luz Circundante, a iluminação oculta que nos leva de volta à sua fonte.

Ao atrair essa iluminação até nós, nós nos corrigimos e avançamos. Ela só pode ser atraída por equivalência de forma. Assim como o Criador se oculta de nós agora, permitindo-nos realizar a correção e atingir a verdadeira qualidade de doação, do mesmo modo nós temos que concordar em trabalhar em ocultação. Nesse caso, nós podemos aspirar a sua qualidade de doação, em vez da satisfação agradável que ela nos dá.

No entanto, a correção final, o objetivo da criação, é deleitar as criaturas, onde deleitar está acima de nossa qualidade egoísta de recepção.

Portanto, este trabalho ocorre no “deserto”, na terra árida, ou seja, nós não sentimos qualquer resultado agradável de nossos esforços. Isso foi feito deliberadamente, de modo que a pessoa pudesse procurar por possibilidades de trabalhar sem uma recompensa, acima da recompensa. A pessoa deve concordar com isso e desejar apenas isso, porque ela aspira à verdade, à qualidade de doação, ao invés de tentar alcançar uma sensação agradável.

Toda essa preparação é chamada de correção preliminar, antes da entrada na Terra de Israel. Primeiro, nós recebemos a força de correção, a qualidade de fé e doação, que é chamada de “40 anos de peregrinação no deserto”. Depois disso, nós começamos a trabalhar com o desejo de desfrutar, e até mesmo esse desejo age na direção da doação. Isso é chamado de “trabalho na Terra de Israel”.

Trabalhar na correção do nosso desejo e elevar a qualidade de doação acima do desejo de desfrutar é chamado de “trabalho no deserto”, a fase de preparação. Ele é descrito pelo mandamento, “Não faça aos outros aquilo que você mesmo odeia”. Isso significa trabalhar com os desejos de doação (Galgalta Eynaim), o estado de pequenez (Katnut).

Mas trabalhar na Terra de Israel já significa trabalhar com os verdadeiros desejos: não acima deles, mas diretamente dentro deles. Isso é chamado de “trabalho nas três linhas”. Este trabalho é feito com o verdadeiro desejo de receber, que é chamado de AHP, no estado de grandeza ou adulto da alma (Gadlut).

Ao trabalhar com o desejo de receber em prol da doação, em seus quatro níveis, nós revelamos os nomes do Criador. Ou seja, nós já somos capazes de expressar qualidades dentro de nós que são iguais a Sua qualidade e imprimir Seu nome dentro de nós. O desejo começa a se comportar como a Luz, e é assim que a pessoa alcança a similaridade, a unificação e a adesão com a Luz superior, até que ela atravessa todos os níveis de maturação da alma e alcança a equivalência total e a adesão absoluta, que é o objetivo da criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/11, Escritos do Rabash

A Evolução Continua

Em cada fase do desenvolvimento recebo uma “injeção” e procuro pela salvação devido ao desamparo. Dificuldades me purificam, diminuem o meu desejo egoísta, e me leva a bondade, o que significa em direção à decisão e à ação correta. Mas tudo isso acontece sob a chuva de golpes dolorosos, pelo caminho do sofrimento.

Por outro lado, eu posso usar remédios alternativos (forças e situações) que me permitem passar pelo processo de correção, sem esperar pelo problema. A diferença está na minha consciência, atenção e determinação em direção ao Criador. [Leia mais →]

Pensar Num Mundo Recém Nascido

Dr. Michael LaitmanA fim de se ter uma pequena idéia da diferença entre corporalidade e espiritualidade, imagine que o mundo é uma loja que você entrou para comprar algo para si mesmo. E ao seu lado há uma loja para recém-nascidos onde você entra para comprar algo para seu bebê .

É claro que você se sentirá completamente diferente nessa loja e terá uma atitude completamente diferente em relação às compras. Você fará isso com um pensamento de doação. Você pensará apenas em fazer o outro (o bebê) se sentir bem, porque, naturalmente, você o ama mais do que a si mesmo. Você sempre escolherá o que este outro precisa com essa intenção, quer se trate de fraldas ou leite em pó. Tudo será dirigido apenas para o bebê e como dar-lhe a melhor coisa possível.

Talvez você seja capaz de pensar dessa forma em relação a alguém que não seja o seu bebé, como seus amigos, toda a sociedade, ou mesmo toda a humanidade, ou talvez até mesmo o Criador. Isso depende do nível de sua atitude para com os outros.

Esta é a diferença de trabalhar para o seu próprio benefício e trabalhar para os outros. É simplesmente difícil para nós entender o que significa a força da fé, que nos permite sentir a importância e a necessidade de pensar não em nós mesmos, mas nos outros, algo que não fazíamos antes. Em nosso mundo, há exemplos disso, mas eles são egoístas e nós nos preocupamos com o próximo somente quando sentimos que precisamos dele.

Portanto, como nós podemos fazer a mesma coisa, mas contra o nosso egoísmo, acima dele, e construir nossa atitude para com o próximo na anulação constante de nós mesmos? Nós podemos entender isso quando se trata de pessoas próximas a nós. Se nós as amamos, nós ainda sentimos prazer nos limitando por causa delas. É assim que medimos a força do nosso amor e doação: o quanto nós damos a elas e cuidamos delas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, Escritos do Rabash

O Egoísmo E O Prazer São Incompatíveis

Dr. Michael LaitmanÉ impossível desfrutar egoisticamente. No momento em que o prazer quer entrar no desejo, nós só sentimos o seu contato por um momento curto, e, em seguida, o desejo diminui imediatamente.

Com pequenos prazeres nós não experimentamos uma sensação muito intensa, de tal forma que durante o contato entre o desejo e o prazer, ambos se anulam mutuamente. Ambos desaparecem e são anulados. Mas, em grandes prazeres, quando uma pessoa aspira muito forte e sonha com eles por um longo tempo, ou em prazeres especiais, tais como sexo ou arte sofisticada, a pessoa imediatamente sente que o prazer vem por uma fração de segundo e depois desaparece.

E nós nos perguntamos: Por quê? Porque o desejo egoísta e o prazer não são inicialmente previstos para existir um dentro do outro. O desejo de desfrutar não consegue manter o prazer dentro de si. Os dois são opostos por natureza e, portanto, não espere que eles consigam ficar juntos!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/11/11, Escritos do Rabash

Um Cálculo Transparente

Dr. Michael LaitmanNo artigo “Paz no Mundo”, o Baal HaSulam examina a essência da próxima transição que elevará a humanidade a um novo nível:

À primeira vista, o plano parece imaginário …Mas quando nos aventurarmos a fundo, descobriremos que a contradição da recepção para si mesmo em relação à doação aos outros não é senão uma questão psicológica … embora a auto-recepção se manifeste em nós de várias maneiras … todas essas são definidas por um nome: “prazer”.

Isso já está claro hoje. Nossa essência, a mente, o sentimento e cada célula do nosso corpo aspiram à realização. Isso pode ser sentido simplesmente como uma onda de energia, ou pode assumir outras formas até atingir o nível psicológico, onde nós o definimos como prazer. Se minha mão repousa sobre a mesa, não é a minha mão que gosta do que faz, mas eu. De uma forma ou outra, a realização para nós é sempre um prazer. É o que todos nós desejamos.

Suge uma questão: se a minha matéria só quer se satisfazer a fim de experimentar prazer, será que eu sou capaz de manter uma conexão com os outros? Será que eu sou capaz de participar da vida do sistema comum como a natureza exige e desfrutá-lo ao mesmo tempo? Se isso for possível, se o Baal HaSulam diz que isso é um aspecto psicológico, talvez eu seja capaz de me confundir ou me enganar ao fazê-lo? Afinal, a psicologia é um assunto de todos os dias, por assim dizer. Como resultado, através da realização da exigência da natureza, eu vou desfrutar e fazer os outros felizes num novo nível global de ser.

… O que a pessoa recebe durante a vida? Se assumirmos que ela obtém vinte por cento de prazer durante sua vida e oitenta por cento de dor, se nós colocarmos um diante do outro, ainda haveria sessenta por cento de sofrimento não recompensado.

Se a pessoa fizesse o cálculo certo, ela não seria capaz de suportar esta vida. Da maneira mais natural, ela imediatamente decidiria acabar com sua vida. A matemática é simples: “prazer menos sofrimento é igual a ….”. O qual é seguido de uma decisão e sua realização imediata. No entanto, nós não fazemos um cálculo preciso e, portanto, continuamos vivendo.

Mas tudo isso é um cálculo particular, como quando alguém trabalha para si mesmo. Mas num cálculo global, o indivíduo produz mais do que toma para seu próprio prazer e sustento. Assim, se a direção fosse para mudar de auto-recepção para doação, o indivíduo desfrutaria toda a produção daquilo que ele produz sem muita dor.

Se fizermos um cálculo do quanto podemos receber do mundo inteiro em troca do que damos a ele, então realmente vale a pena viver.

Assim, tudo depende de um cálculo claro, preciso e transparente: o que eu recebo da recepção e da doação? O Baal HaSulam fala apenas do cálculo material aqui, deixando o cálculo espiritual nas entrelinhas. Em nosso mundo, de uma forma ou de outra, todo mundo sofre e aceita. No entanto, se nós mostrarmos claramente a uma pessoa toda a sua “renda” e “despesas”, ela entenderá que está sendo roubada até o osso. Por outro lado, no sentido espiritual, ela pode registrar a vida eterna em sua conta, que é incomparável à mesquinha existência animal.

Assim, nós estamos diante de um problema psicológico, e temos que ver a correção do mundo nesse sentido. Todos esses cálculos, bem como as oportunidades que se revelaram em virtude do método Cabalístico, caracterizam-se pela educação. Isso significa que nós temos que criar um sistema de educação e formação, onde o mundo, que está numa situação desesperadora, entenderá que está realmente no ponto de partida, no limiar de um novo começo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/10/11, “Paz no Mundo”

Ganhando Somente Da Doação

Nosso Estado não será corrigido por nós ao fazer algo novo por nossa conta. Tudo o que temos a fazer é trazer-nos à maior similaridade com o sistema de de garantia mútua que já existe e está agora a ser revelado em nós. Nossa correção – a única ação que podemos fazer – é unir. Quando fizermos isso, vamos revelar que somos parte de um único sistema superior e tudo vai acabar dando certo.

Até hoje, os economistas construiram sistemas altamente sofisticados de conexões e contratos, mas a partir de agora, nada disso será mais necessário. Tudo já está presente dentro deste novo sistema. Nós só devemos ajustar os nossos relacionamentos humanos a ele – e isso é tudo. Nós não precisamos de qualquer outra coisa. Todos os corretores da bolsa podem ir pescar.

Teremos que, de repente, descobrir que não há mais necessidade de quaisquer profissões, além daquelas que nos fornecem as necessidades básicas da vida. Neste novo sistema de ligações entre nós, outras profissões não existirão, porque o sistema já vai ser revelado como conectado, perfeito, coordenado, e pronto. [Leia mais →]

A Economia da Garantia Mútua Global

O sistema econômico do mundo atual é a demonstração mais evidente da nossa conexão com o outro. Isso porque estamos ligados principalmente através da economia, produção, comércio. E vemos que há várias milhares de grandes corporações no mundo que estão interligadas, que envolvem o mundo inteiro, não nos dando a chance de nos movermos.

Mas também não podemos nos mover! E agora com choque, elas estão descobrindo isso e não sabem o que fazer. Elas não têm nenhuma liberdade de movimento em relação umas às outras.

É assim que o sistema comum e global de garantia mútua está sendo revelado para nós. Mas não desejo isso, nós não aspiramos a isso da nossa parte. No entanto, a natureza, o Criador está nos mostrando a garantia mútua, a nossa conexão com o outro. Sob essas condições, como possivelmente pode a minha mente pode me ajudar?

A mente só pode me ajudar em um especto. Deixar minha mente animal e começar a aprender, familiarizar-se com este sistema.

No entanto, este sistema não é construído de acordo com minha mente terrestre, porque minha mente é pessoal, individual. Isso me ajuda a existir neste mundo egoísta, mostrando-me como ganhar mais e fazer mais para meu próprio benefício, pensando que os outros foram criados para me servir.

Mas agora, quando estou revelando um sistema com o qual estou firmemente conectado e em que Eu sou totalmente dependente, minha mente anterior pára de funcionar. Eu tenho que me adaptar a esse novo sistema! É como se eu chegasse a algum lugar desconhecido e antes de tudo eu tentasse dar uma olhada no que está ao meu redor, para aprender os costumes deste lugar, a fim de se adaptar a ele. E uma vez que eu o conheço bem, eu posso começar a agir nele e melhorar o meu estado.

Mas como podemos ficar conhecendo este sistema global em que nos encontramos, se não podemos descobrir isso com a nossa mente terrena? Mesmo todas essas grandes corporações que parecem controlar o mundo, na realidade, não estão no controle de nada. E isso agora está sendo revelado a elas. A mente de cada pessoa em particular, individualmente, não funciona assim como a mente corporativa.

Acontece que agora tenho de descartar minha mente animal e adquirir uma nova mente Forma integral de pensar. Esta será a mente criativa, a mente do sistema comum, ou seja, a mente do Criador.

Não será fácil para nós adquiri-la. Teremos de nos desenvolver, transformar-nos em um, todos ligados, tentar sentir-se como uma pessoa, um único sistema. Então, vamos atingir esse sistema único conectado e será, assim, “um embrulho” nosso próprio desejo egoísta conectando-se com o outro. É assim que vamos construir gradualmente o nosso vaso comum reunindo as peças do Lego quebrado.

Dentro da conexão entre nós, vamos revelar a mente superior, o programa, a sua essência, e então vamos entender o que está acontecendo! Só que neste caso o nosso estado será corrigido.

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Da parte 1 da Lição Diária de Cabala de 21/10/2011, “A Mente Que Age”

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