Textos na Categoria 'Egoísmo'

Um Salto Para A Liberdade

Dr. Michael LaitmanO atributo de doação é atingido no grupo, na sociedade, sob condições especiais que são descritas pelos Cabalistas a partir do estado que foi preparado para nós pela quebra do primeiro homem (Adão HaRishon), a alma geral. Se nós usarmos corretamente o pequeno ambiente que nos foi dado, e nele tentarmos chegar à doação mútua, vamos descobrir que estamos no exílio do Egito.

Nós descobrimos que não há como alcançar a espiritualidade, o Criador, o atributo de doação, se não alcançarmos o amor dos amigos em primeiro lugar. Mas todas as nossas tentativas para chegar à conexão e ao amor dos amigos terminam em fracasso completo, como está escrito, “os filhos de Israel clamaram pela obra”, porque nós descobrimos que nós construímos cidades medíocres, Pitom e Ramsés para o Faraó, o que significa que nós só aumentamos o nosso desejo de receber.

Apesar de nos desesperarmos com este trabalho, nós não o deixamos e gritamos: “Salve-nos!”. Afinal, o nosso ego, o Faraó, não nos deixa conectar, e se isso continuar desta forma, nunca deixaremos o exílio nem alcançaremos a conexão com a força superior.

Este é realmente um grito de desespero do fundo do coração. Em seguida, uma força especial e geral, chamada “Moisés”, é revelada. Ela é revelada no grupo e passa por muitas mudanças. Uma vez revelada é novamente ocultada, até a estabilizarmos e colocarmos contra o nosso ego.

Quando estamos prontos para lutar contra nosso ego coletivo que nos impede de nos conectar, colocando a força coletiva da conexão chamada “Moisés” contra ele, começa a luta de vida ou morte. Nós apoiamos essa força tanto quanto podemos e até mesmo acima de nossas forças! Aqui nós descobrimos em nosso ponto geral coletivo a ajuda do Alto. Neste ponto, o Criador diz: “Venha ao Faraó, vamos enfrentá-lo juntos!”. Isto significa que Ele concorda em se conectar com o nosso ponto coletivo, e este nos tira do Egito.

Durante esse processo, diferentes fenômenos ocorrem, descritos pela Hagadá, e nós temos que passar por tudo isso. Isso se refere apenas às nossas tentativas de chegar à conexão e, de alguma forma, realizá-la. Finalmente, nós saímos deste estado, da nossa incapacidade de nos conectar, e alcançamos o que queríamos. O método de conexão chamado Torá nos é revelado contra o ego e o ódio.

Agora, surge o sistema que podemos usar. Ele é chamado de Torá, a Luz que Reforma, que gradualmente começa a nos influenciar para nos corrigir. Há o Monte Sinai que nos separa, o ego coletivo que fica no caminho da conexão entre nós. Quando a Luz corrige o ódio em conexão, esse monte se torna se a “montanha da Santidade”.

É disso que trata o feriado de Pessach ou Páscoa judaica (da palavra hebraica que significa “escapar”), que simboliza as transições do exílio à liberdade. Exílio é a minha incapacidade de me conectar. Eu não sei como fazer isso, mas anseio por ela e a exijo.

Redenção simboliza o fato de que me foi dada uma chance, um sistema, um método que me permite corrigir o mal em mim, e transformá-lo em bem. Bem significa a garantia mútua, amor dos amigos, onde eu descubro a força que me permite realizar esta atitude e aderir ao Criador. Afinal de contas, Ele é o objetivo pelo qual eu ansiava desde o início.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/04/12, Shamati # 41

Sinais De Um Período De Transição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que uma pessoa é como uma célula cancerosa no corpo da natureza. Há quanto tempo isso ocorre?

Resposta: O nosso egoísmo se desenvolve gradualmente e nós já atravessamos algumas etapas de seu desenvolvimento. Do século V A.C. até o século V D.C., a humanidade se desenvolveu em sua aspiração pela riqueza. Do século V ao XV a humanidade se desenvolveu em sua aspiração pelo poder. Do século XV ao final do século XX o desenvolvimento foi na aspiração pelo conhecimento. Estas são as tendências prevalecentes.

No início do século XX, um acadêmico chamado Vernadsky definiu o nosso desenvolvimento como final, dirigindo-se a uma noosfera ou equilíbrio com a natureza. Mais tarde, essa idéia foi abraçada por muitos outros cientistas. Esta pesquisa foi continuada pelo famoso Clube de Roma e mais tarde outros ramos apareceram.

Basicamente, o egoísmo terminou o seu desenvolvimento na década de 1960 durante o nascimento de uma nova cultura entre os jovens: o desapego da vida, a geração “Beatles”, os hippies ou “paz e amor”, e assim por diante. Este foi o início de um ceticismo interior, o que significava que a nova geração não queria nem achava necessário esforçar-se constantemente para frente devido ao fato de que se sentia vazia.

Nós estamos constantemente nos desenvolvendo sob a influência de nossos desejos. Afinal, a pessoa é um desejo. Nós não sabemos o que fazer quando nossos desejos por riqueza, fama, ou conhecimento se esgotam e, de repente, sentimos que já não recebemos a satisfação necessária para eles.

É quando surge a depressão. Isto é o que nós vemos agora em nossa sociedade: taxas crescentes de suicídios, as famílias se desintegram, uma atitude desinteressada das crianças e assim por diante. Este é um período de transição, que deve ser relativamente rápido. Nós estamos no meio de uma séria aceleração do desenvolvimento.

Da Palestra na Universidade Šiauliai, Lituânia, 22/03/12

O Bastão Vai Nos Ajudar A Não Tropeçar Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanExistem os termos “vara” e “serpente”. Se eu sempre tento manter o Criador acima e eu abaixo, então isso é uma vara; se ela estiver abaixo em sua importância (mesma raiz em hebraico) então ela me apóia no caminho. Mas se eu não trabalho dessa forma e meu desejo egoísta toma todas as decisões, isso significa que eu jogo a vara no chão e ela se transforma numa serpente. Então, eu estou sob o controle do meu ego.

A pessoa deve verificar constantemente para ter certeza que não é uma divisória no mar da Luz; assim ela se anula, se rende e é incluída na Luz. Ela deve verificar constantemente a si mesma dessa forma e ver a si mesma em relação aos amigos e o grupo. Eles garantem que você não vai começar a imaginar que está completamente corrigido, completamente justo. É por isso que nós recebemos um método específico de medição, para que possamos sempre avaliar e verificar corretamente onde estamos em relação ao grupo.

Eu devo verificar constantemente se sou “transparente” em relação ao grupo, de modo a não perturbá-lo, mas participar dele. Assim, eu construo relações equilibradas e iguais. Neste caso, eu sempre encontro algo no trabalho que vai me manter em equilíbrio com a Luz superior. Isso vai continuar até que todo este trabalho se torne um hábito para mim, e eu comece a sentir a Luz superior permanentemente.

Este trabalho é feito no “exílio”, quando não sentimos a grandeza do Criador, mas apenas queremos imaginar sua grandeza, a grandeza do atributo de doação, acima de todos os obstáculos que nos impedem de sentir a sua importância. Eu constantemente verifico a mim mesmo em relação ao grupo, porque agora eu não sinto a espiritualidade, e eu me vejo como uma pessoa justa, que é totalmente transparente e não fica no caminho da Luz.

Eu posso achar que eu já estou no nível da harmonia com a Luz que Retorna, repetindo seus movimentos, doando a todos como ela faz. De que outra forma eu posso saber se isso é verdade ou não? Não há outra maneira de eu verificar a mim mesmo, exceto em minha atitude para com os amigos.

Se eu conseguir ser a parte da conexão e equilíbrio que equaliza todos e os atrai para um centro coletivo onde existe a nossa conexão, então não há dúvida de que, desta forma, eu me igualo e não fico no caminho da Luz, o Criador, que preenche toda a realidade.

Isto só é possível no grupo, e não há nenhuma outra maneira de verificar isso. Esta é a razão para a quebra e toda a preparação do trabalho: criar um sistema de medição para nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati # 59

Dificuldades Do Período De Transição

Dr. Michael LaitmanAs transições para novos níveis de desenvolvimento sempre foram induzidas por pequenas crises: os sistemas educacional, social, financeiro e outros, gradualmente começaram a quebrar. Casamentos começaram a desmoronar-se, de forma lenta mas progressiva a propagação do uso de drogas ilícitas aumentou e superou o  alcoolismo. De repente o terrorismo veio à tona.

O nervosismo da humanidade se revela. Ele é o resultado da fraqueza e dificuldades em todas as esferas da vida, que foram construídas de acordo com as regras egoístas que fizeram com que todos se concentrassem somente em si: isto é seu, aquilo é meu, não cruze a linha!Todo mundo defende a sua liberdade e espaço pessoal. Agora, a natureza destrói fronteiras entre nós, quebra paredes, e arrasta-nos para algum tipo de vida em comunidade que nós tentamos evitar porque não estamos ainda prontos para isso.

Quando os nossos egos ainda eram muito pequenos, nós estávamos abertos a tudo. Naquela época, nós não nos importávamos se vivíamos como uma família em uma aldeia. As pessoas não trancavam as portas e eram muito simpáticas umas com as outras. Uma grande família (pais, filhos e netos) compartilhava um quarto e não ficávamos envergonhados uns com os outros.

Hoje em dia, a coisa é diferente. Nós estamos separados por nosso enorme egoísmo: Todo mundo quer uma sala separada, se esforça para se esconder atrás do computador ou telefone, e tende a contactar outros o mínimo possível. As pessoas não se unem mais em famílias, mas se reúnem para fazer sexo e depois ir embora.

Mas, de repente, a Natureza começa a destruir as divisórias e, ao fazê-lo, anula a nossa separação. A crise atual é a maior já experimentada por nós até agora. Fazemos de tudo para atrasar, deturpá-la, mas ela se manifesta em níveis mais baixos, onde todos ainda estão interligados.

Atualmente, não há tal coisa como uma crise familiar, já que as famílias estão simplesmente quebradas. Mais da metade das famílias não pode ser considerado uma família por si só e não tem vontade de reviver e reconstruir-se. O número de pessoas que não desejam se casar chegou a 70%! Hoje, isso é normal; uma boa família onde os seus membros tratam uns aos outros com amor e respeito tornou-se um anacronismo.

O segundo grande problema são as drogas. Estamos em conformidade com este fenômeno feio; nossa luta com ele é leve e suave. Sabemos que é uma coisa terrível que não podemos evitar, porque a sociedade em que vivemos e a própria vida nos obrigam a procurar maneiras de escapar.

O próximo problema é como criar a nossa juventude. Atualmente, dados demográficos são pobres, a população não cresce muito, e as pessoas não sabem como cuidar de seus filhos. Os pais concordam em deixar as crianças, tanto durante a noite quanto durante o dia. As crianças não estão mais ligadas aos seus pais, o fosso entre as gerações cresce. Estamos prestes a perder a próxima geração, mas ninguém se preocupa muito com isso. Nós dizemos: “Que diferença faz se a educação de nossos filhos é boa ou má, o que isso muda?”. Esta é a forma como pensamos. Nem mesmo remotamente percebemos a essência do problema.

Parece que todas as crises anteriores não foram golpes muito grandes para nós, nem acionaram o nosso entendimento que falimos em todos os aspectos de nossas vidas. O processo de desenvolvimento sempre flui a partir do pequeno e fraco até influenciar os grandes. Isto é semelhante à punição de crianças, ou seja, em primeiro lugar começamos convencendo-os e depois progredimos ameaçando com maiores problemas. Neste ponto, todos nós estamos passando por um processo muito sério; é uma questão de vida ou morte.

Estamos passando por dois ciclos graves de discrepâncias entre nós e a natureza. A integralidade nos permite perceber que somos opostos à Natureza e contrários a todos os seus sistemas, o que significa que originalmente tínhamos de estar completamente interligado, mas fazemos tudo o que pudermos para evitar ficar unidos.

Entendemos que ficar junto seria bom para nós, mas não sabemos como alcançar este estado. Todo mundo percebe que, se as pessoas se unirem para fins educacionais, técnicos, pedagógicos e culturais, isso facilitará toda a situação. Mas como podemos agir contra o nosso ego? Nós não somos capazes de fazê-lo!

Aqui está o problema: se não formos capazes de nos unir, vamos ficar com fome. Muito simples! Nós não seremos capazes de fornecer as necessidades básicas: alimentação, segurança, calor, habitação e saúde física. Estas são cinco necessidades básicas que têm de ser cumpridos a fim de sobreviver.

Neste momento, a Natureza está pressionando-nos tanto que se não correspondermos a suas exigências, não seremos capazes de fornecer nossas cinco grandes necessidades. Uma noção de como a ecologia faz parte de nossa necessidade de segurança. Vamos deixar de fornecer alimentos e manter uma boa ecologia; ambos estão interligados, visto que um influencia o outro.

Preocupação, medo, dificuldade, acabarão por forçar a humanidade a tomar medidas drásticas. Se não fizermos nada, a nossa resistência e oposição á Natureza nos levará à aflição, guerras, devastação e obliteração. Em algum momento, vamos reavaliar nossas chances de sobrevivência e chegar à conclusão de que temos que nos unir e alcançar o quarto nível de desenvolvimento: o  nível Humano.

Da “Discussão sobre Educação Integral” #12, 16/12/11

A Aterissagem Final do Ego

Dr. Michael LaitmanDe certa forma, nós sempre soubemos o que fazer e para onde ir. A Natureza sempre nos empurrou por trás: nós queríamos evoluir, fazer mais e expandir, desenvolver a ciência e a tecnologia – tudo que podíamos.

Hoje, nós não queremos nada. Nós estamos paralisados, calados. O nosso ego, que ao longo da história era a força motriz da humanidade, deixou de funcionar. Ele não evoca nenhum desejo ou impulso em nós, não nos empurra para frente. Nós já passamos por muitas mudanças na sociedade, nos desenvolvemos, construímos, criamos e fizemos revoluções. A humanidade sempre tentou fazer algo, avançar. Nós estávamos buscando.

Atualmente não há busca. Não existe um paradigma de pensamento, nenhum plano claro e preciso do que queremos e em que direção nos desenvolver. Isto é o que caracteriza o nosso tempo.

O principal problema é que isso se aplica a todos. Nunca houve algo assim na história. Todos os países e continentes: Oceania, Ásia, América do Norte e América do Sul, Europa, Extremo Oriente, Japão, China e África, todos se desenvolveram a sua própria maneira, em seu próprio ritmo e não eram dependentes um do outro.

De repente, nos tornamos tão dependentes que este problema tornou-se global. Nós nos encontramos num mundo onde tudo está conectado. Nós não queremos isso, mas a conexão mútua é tão forte que se manifesta diariamente e afeta virtualmente cada um de nós. Se alguma coisa acontece em algum lugar do mundo, é sem dúvida imediatamente refletida em nós. Vemos o que está acontecendo nos mercados de ações em Nova York, Tóquio, Alemanha, ou Frankfurt, o que está acontecendo com o óleo ou metais… Se há um terremoto, um furacão ou um vulcão que explode em algum lugar, isso é refletido em todos. Nós estamos num mundo em transformação que sequer podemos imaginar o que fazer a seguir.

Se traçarmos um gráfico simples do desenvolvimento do ego num eixo de tempo, veremos que estávamos acostumados a nos desenvolver mais ou menos uniformemente. Somente no século XX é que o nosso ego cresceu muito rapidamente. Fizemos um grande avanço em todos os aspectos da vida: na tecnologia, educação e formação, desenvolvendo terras e conquistando o espaço. De repente nos encontramos numa “aterrissagem”. Nós atingimos o máximo do nosso ego, e isso não nos empurra a lugar algum. Chegamos a este estado no final do século passado.

Este é um problema muito sério, que grandes homens e grandes mentes estão lidando. Mas hoje nós estamos começando a pesquisar e entender, começando a perceber o que aconteceu.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

Altruísmo Egoísta: O Caminho Para o Super Organismo e Fascismo

A maioria das religiões consideram o comportamento altruísta o valor principal da humanidade. Acredita-se que o altruísmo é a base da virtude. De acordo com Boris Krieger, o altruísmo é o egoísmo, a nível da comunidade, família, parentes, e da humanidade. Nosso comportamento altruísta é ditado pela consciência, crenças religiosas, hábitos e medo de punição pelo destino, ou Deus. Um ato verdadeiramente altruísta que não tem nenhuma razão moral, religiosa ou instintiva é impossível.

Altruísmo desempenha um papel especial em um grupo de pessoas. Elas tem a sensação de um “super organismo” (A Hipnóse da Felicidade por Jonathan Haidt, O Super Organismo por Bert Hölldobler e Edward O. Wilson), quando todas estão prontas a sacrificar-se pelo resto do grupo. As pessoas estão dispostas a se sacrificar para o bem de todo o grupo para evitar uma ameaça do outro grupo. Altruísmo em equipe é a base para o treinamento militar, onde as pessoas são ensinadas a ver a vida do país como mais importante do que suas próprias vidas.

Podemos encontrar evidência para esta teoria, no princípio de Darwin da seleção natural, sob o pressuposto de que “a seleção natural poderia agir em grupos, assim como indivíduos, uma idéia conhecida como seleção de grupo “(James Schwartz,”Morte de um altruísta“), onde o altruísmo é considerado o egoísmo de um grupo. Formando uma unidade funcional em que todos estão prontos a sacrificar-se para o benefício de todo o grupo, a fim de superar as dificuldades ou ameaças, geralmente proveniente de um outro super organismo, é a habilidade mais nobre e terrível do ser humano. [Leia mais →]

A Vida Sem Frescuras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de “desfrutar por estar conectado com os outros”? Como podemos explicar isso?

Resposta: É impossível explicar, uma vez que não sentimos isso em nosso mundo. Desfrutar por estar conectado com os outros significa revelar a força que existe entre nós.

Atualmente, isso existe na forma egoísta, em seu oposto; agora, eu posso desfrutar estar acima dos outros, ser melhor do que os outros, parecer positivo aos seus olhos, ter o seu respeito, etc. É para isso que eu trabalho toda a minha vida. Além das coisas necessárias para a satisfação da existência animal, tudo que eu faço é apenas para o propósito de parecer grande aos olhos de outras pessoas e ter o seu respeito e honra.

Se não fosse por essa necessidade premente do meu egoísmo, eu gostaria de comprar um par de pijamas e usá-lo toda a minha vida, já que é mais confortável. Eu usaria chinelos toda a minha vida e viveria minha vida da maneira que fosse mais confortável para mim, sem preocupação com os meus vizinhos. Eu não me importaria com nada mais, já que não aceitaria quaisquer atitudes e valores do mundo exterior, como jóias, penteados, carros, etc. Eu não teria qualquer necessidade, exceto as necessidades corporais.

Se fossemos capazes de desenvolver apenas as necessidades espirituais, deixando apenas os requisitos mínimos para as nossas necessidades físicas e animais, alcançaríamos muito rapidamente a revelação do próximo degrau do nosso desenvolvimento, ou seja, o nosso próximo nível.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 05/02/12

Não Seja Um Dos 999 Que Caem

Dr. Michael LaitmanDe uma lição do Rabash: Num lugar onde a espiritualidade não é importante o suficiente, as cascas têm um porão. Por exemplo, se a pessoa pretende se levantar para a aula matinal, mas pensamentos e cálculos vêm à sua mente: “Por que eu deveria me levantar? O que vou aprender? Qual é a questão de tudo isso?”.

No momento em que a espiritualidade não parece importante, tais pensamentos imediatamente emergem e amarraram a pessoa na cama com cordas grossas para que ela não seja capaz de se levantar… por isso, nós precisamos da força que acompanha que não nos deixará cair”.

O que falta a todos os grupos, e na verdade a cada pessoa de uma maneira ou de outra, é a força que acompanha. Caso contrário, nós caímos um por um, como se diz: “Mil entram na sala de aula e um sai professor”. Isso significa que 999 caem.

É muito provável que eles realmente não caiam fisicamente, mas estão enfraquecidos internamente e prontos para “continuar” desta forma, sem atingir a meta da criação, o objetivo da vida. Eles não afirmam que é necessário encontrar uma resposta para a pergunta “qual é o sentido da minha vida”, mas amadureceram e não sentem que têm a força para fazê-lo. Isso tudo ocorre porque eles não construíram para si apoiadores, um “trilho” que irá apoiá-los e ajudá-los a levantar-se e não deixá-los cair. Isto é muito importante.

É como fazer um tratado de ajuda mútua, um compromisso para com as relações entre os amigos, entre os grupos. Por isso, é tão importante saber o que está acontecendo em cada grupo e ajudar uns aos outros.

É como se diz: “Não há profeta em sua própria cidade”, e os amigos de outros grupos às vezes podem ajudar a pessoa e influenciá-la mais do que aqueles que estão ao seu lado. Ela pode suspeitar que seus amigos tenham algum interesse próprio e pode encontrar culpa em suas intenções egoístas. Mas ela não se sente assim em relação aos outros grupos. Ela vê que pessoas de outros lugares começam a falar dela e lhe mostram quanto ela é importante para elas; por outro lado, ela entende que é preciso corrigir alguma coisa dentro de si, como se diz: “Você deve colocar juízes e policiais em todas as suas portas”.

Isso é muito importante. Normalmente, após cada subida coletiva, várias pessoas caem, porque após uma subida há sempre o endurecimento do coração. Nós devemos estar de guarda!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/03/12, Shamati # 8

Pessoas: Quem Somos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que todo o nosso desenvolvimento se destina a elevar a nossa consciência sobre quem somos. Então, quem somos nós?

Resposta: Em primeiro lugar, nós não somos animais existindo dentro de nossos corpos que só se preocupam em como satisfazê-los. Em segundo lugar, não somos criaturas egoístas simplesmente obrigadas a agradar o nosso ego, que se diverte conosco e nos impulsiona em direção a várias metas falsas, apenas nos dando sofrimento ao longo de nossas vidas. Está escrito: “A pessoa morre sem ter conseguido nem a metade do desejado”, ou seja, ninguém fica satisfeito com sua vida e quando morre não leva nada consigo. Agora, nós chegamos a um estado tal em que ficamos com nada, mesmo antes da morte.

No entanto, nós somos criaturas que têm um potencial absolutamente único, e estamos localizados no topo da natureza que criou todo o universo e, como resultado deste processo maravilhoso, desenvolveu a vida na Terra junto conosco. Nisso que consiste a meta do desenvolvimento humano.

Esse desenvolvimento, pelo caminho bom ou enérgico, deve terminar com todos atingindo toda a natureza abrangente, identificando-se e atingindo o equilíbrio e a perfeita conexão com ela, que na Cabalá é chamada de “adesão”. Todas as qualidades da pessoa devem ser usadas para a doação, servindo à força de doação, como toda a natureza.

Assim, nós veremos para onde o nosso desenvolvimento tem nos levado, desde a forma que existia antes do planeta Terra ser formado, passando pelos períodos da formação da natureza inanimada, vegetal e animal, até o desenvolvimento do homem. Tudo isso até hoje, quando começamos a entrar no novo mundo (o mundo de doação), todo o desenvolvimento anterior do nosso egoísmo no mundo do consumo, onde buscávamos apenas saber como receber mais, tudo isso foi apenas uma preparação para o nível humano que agora temos que desenvolver dentro de nós mesmos.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

Um Grama De Prazer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma pessoa é realmente capaz de matar alguém só por um grama de prazer?

Resposta: Isso pode parecer um exagero, mas é verdade. Se tivéssemos que colocar uma pessoa em circunstâncias especiais, onde ela não seria punida por isso e estaria certa de que receberia um pingo de prazer sem quaisquer consequências indesejáveis, ela faria certamente isto.

O homem atinge tal nível de egoísmo em que é incapaz de considerar alguém – é assim que o homem é feito. Isso não diz nada sobre se ele é uma boa ou uma má pessoa, isso é apenas uma conseqüência natural do nosso desenvolvimento egoísta.

Isto é verdadeiro em relação a cada pessoa, mas nós não devemos esperar chegar a este ponto. Se nós já vemos a tendência da evolução e o processo como uma “pessoa sábia” ou como “um sábio que vê o novo estado que só agora se revela”, isso significa que podemos conjecturar como este processo vai acabar.

Por que devemos levar a humanidade a um ponto em que começaremos a consumir e destruir impiedosamente um ao outro? Mesmo agora, depois de um pequeno golpe, já podemos compreender que não devemos agir dessa forma, e que devemos mudar o nosso comportamento como uma criança inteligente.

Da “Conversa sobre Educação Integral” # 12, 16/11/12