Textos na Categoria 'Egoísmo'

Vamos Ao Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que eu não consigo me lembrar do Criador sempre?

Resposta: Você não se lembra do Criador porque você não precisa Dele. Quando você precisa de alguém, você fica pensando nele. Nosso ego faz isso facilmente.

Pergunta: Até que ponto ele deve me quebrar para me fazer realmente lembrar do Criador? Não importa o que eu faça, nada ajuda.

Resposta: Isso não é verdade. Há sempre uma chance de somar esforços para unir ou para cuidar dos amigos no grupo. Eu estou falando de esforços internos aqui, que não dependem do quanto a pessoa está ocupada, ou quanta energia física ela tem. Aqui está uma sensibilidade: nós precisamos constantemente tentar não nos distanciar dos amigos, mantendo-os em mente e revelando o nosso próprio futuro através deles.

Pergunta: No Congresso nós tivemos um ambiente propício para o nosso trabalho interno. Nós recebemos uma prova de Cima e agora tudo o que nos resta é imprimi-la em nossas mentes.

Resposta: Não basta despertá-lo?

Pergunta: Não, uma vez que sucumbimos aos nossos desejos.

Resposta: É mesmo? Agora, você ainda se lembra do estado em que se encontrava e fica um pouco triste que ele se foi. Portanto, você pode realizar certas medidas? Você não pode obrigar os outros a entrar numa união e começar a garantia mútua?

O que vai acontecer se você não fizer isso? Você deve tentar. Então, você vai ver que é impotente e vai perceber que você precisa que o Criador seja seu parceiro.

Exija! Foi só depois que Moisés chegou ao fundo que o Criador lhe disse: “Vamos ao Faraó”.

Moisés cresceu na casa do Faraó, foi criado lá, ele era um príncipe amado; ele foi muito bem sucedido através de seu forte egoísmo.

Agora, ele quer algo oposto ao egoísmo. Ele age como se nem conhecesse o seu avô e se aproxima dele como se fossem completos estranhos, “Nós não temos nada em comum. Você é o Faraó, e eu respeito você como Faraó, não como meu avô”.

Pergunta: Mas o desejo rejeita tal abordagem. Mesmo que nós percebamos que precisamos de um terceiro fator, o desejo não vai nos deixar recorrer a ele.

Resposta: Faça mais alguns esforços e você vai descobrir que realmente precisa do Criador. Neste ponto, você não sente necessidade Dele; você não acredita que Ele seja capaz de ajudá-lo, que Ele exista e governe tudo que existe, que Ele organiza tudo em sua vida, que Ele endureceu o coração de Faraó. Você não conectar um com o outro.

Pergunta: Como podemos preencher esta lacuna quando a nossa mente entende, mas o nosso desejo ainda se esforça por algo completamente diferente?

Resposta: Somente a sua experiência com este trabalho, com persistência e consistência, vai te ajudar. Se você está desesperado, está pronto para começar; se você pode se dar ao luxo de sentar e não fazer nada, principalmente em sua mente e coração por sua vez, peça ajuda aos seus amigos. Encontre alguém que ainda esteja vivo e quente, aqueles que estão prontos para vir para o resgate. Procure o seu ponto de orientação, Moisés, que está conectado ao Criador.

Nada pode ser feito; é impossível ir contra os desejos. No entanto, nós temos que mobilizar tal força e meios que pareçam apoiar o desejo, mas na maneira de se transformar em seu oposto.

Pergunta: Como nós podemos fazer isso? Teoricamente, é muito claro, mas e na realidade?

Resposta: Não há clareza suficiente. Nós temos que continuar trabalhando para destruir o nosso desejo, para quebrar o desejo. Por que desejaríamos querer quebrar uma parede? Quando você bater contra a parede, de repente você vai se tornar mais inteligente, e vai entender como se aproximar do Criador e pedir-Lhe para ajudá-lo.

Tenha certeza de que Ele irá destruir a resistência, embora, neste momento, você não esteja se referindo a Ele, nem entende o quanto isso é importante, mesmo que você aplique certos esforços para se unir com seus amigos. Até agora, as perdas não são grandes o suficiente para fazer você gritar para Ele.

Em vez disso, você se afasta, como se você tivesse investido mal cem dólares, e embora não esteja feliz com sua perda, você ainda está pronto para perder esse dinheiro. Como você se sentiria se tivesse investido tudo o que tem, todos os seus bens? Então, você não seria capaz de voltar atrás e faria tudo em seu poder para recuperar o sucesso.

Não se trata de quantidade, mas de qualidade. De repente, depois de ter batido nos corações de seus amigos e fazer todo o esforço possível para se conectar a eles, você descobre que não pode continuar seus esforços por mais tempo. Ainda assim, você avança cada vez mais, e quando isso fica realmente irritante, neste ponto você revela o Criador: “Agora eu exijo que Ele nos conecte. Eu já sinto todo o sistema e a inclinação ao mal, o ódio mútuo. Eu quero revelar o Criador lá. Eu posso vê-Lo; ele organiza tudo, é Ele que, deliberadamente, endureceu o coração do Faraó. Agora eu vou obrigá-Lo a agir”.

Mesmo que você tenha entendido o que eu disse, você ainda não será capaz de obrigá-Lo imediatamente. É essencial que você alinhe seus desejos e intenções numa ordem mais ou menos correta. O Criador lhe deseja o bem, não é? No entanto, Ele precisa de um vaso completo cheio de desejos corrigidos.

Pergunta: Será que isso significa que eu tenho que continuar batendo no mesmo ponto uma e outra vez?

Resposta: Não é assim tão simples. O ponto que você está perseguindo varia constantemente. Cada vez ele é um pouco diferente, mais profundo, mais interconectado com todos os outros pontos. Afinal, você está constantemente avançando.

Pergunta: O que eu faço com o dano que causo aos meus amigos, enquanto eu busco o meu caminho?

Resposta: Você só causa o bem a eles, uma vez que tenta adicionar algo que está acima de seus desejos à unidade. Portanto, por que você chama isso de mal?

Pergunta: É porque, em meus pensamentos, eu não cuido dos meus amigos de forma contínua ao longo do dia.

Resposta: Isso acontece dessa forma porque o Criador intencionalmente coloca todos os tipos de obstáculos em seu caminho. É Ele quem endurece o seu coração, o coração do Faraó, embora você ainda se esforce acima dele, como Moisés, que não concorda com o Faraó. É o seu esforço, enquanto que o endurecimento do coração do grupo vem do Criador. Então, por que você está triste? Está tudo bem!

Pergunta: Eu sei que tenho que dar aos meus amigos muito mais, mas não consigo.

Resposta: Tudo – incluindo o Faraó (a má inclinação), o ódio entre amigos, e o grupo com o potencial de amar no futuro – é o Criador. Ele se apresenta em diversas formas para atrair e fazer você se conectar a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 25/09/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Anulando-Se Diante Do Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume II, Carta 40: E quando a pessoa começa a sentir o amor de seu amigo, a alegria e o prazer imediatamente começam a despertar nela, pois a regra é que a novidade entretém. O amor de seu amigo por ela é uma coisa nova, porque ela sempre soube que era a única que cuidava de seu próprio bem-estar. Mas no momento em que ela descobre que seu amigo se preocupa com ela, isso evoca dentro dela uma alegria imensurável, e ela não pode mais cuidar de si mesma, pois o homem só pode se esforçar quando sente prazer. E já que ela está começando a sentir prazer em cuidar de seu amigo, ela naturalmente não consegue pensar em si mesma.

Nós vemos isso na natureza: há amor até que o anseio se torna insuportável …

Existem Reshimot (reminiscências) em nós, lembranças do vaso geral da alma. Toda a realidade que nós sentimos e até mesmo as partes que não sentimos estão em nós e fazem parte do vaso, assim como era antes da quebra dos vasos. Assim, no momento que a pessoa sente o amor que alguém sente por ela, não o amor egoísta que conhecemos em nosso mundo, mas um amor que vem da altura da alma geral corrigida, da fonte corrigida, a Reshimo do vaso geral, que é percebida como externa, é imediatamente evocada nela.

Assim, a pessoa imediatamente sente que esta força vem de outro mundo, de um estado superior, e seu amor próprio é anulado. Ela não consegue permanecer no estado de amor próprio e está pronta para dar a sua alma à nova inclinação, à conexão que lhe é externa. Isso ocorre desta forma porque o vaso externo é que é o vaso real, geral e superior, em comparação com o amor próprio individual e egoísta que a domina agora.

A pessoa se anula diante deste poder. Se ela sente que é amada e que a inclinação a amar espiritualmente alguém que lhe é externo é subitamente evocada, então, o amor próprio animal do corpo desaparece. É porque a pessoa sente que o grande vaso geral é muito maior do que o pequeno vaso individual, e por isso ela se anula diante deste amor.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/10/12

Uma Centelha Que Penetrou Do Andar Superior

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso caminho destina-se a sairmos do nosso ego, o único atributo coletivo em que vivemos e que nos tranca dentro desta pequena bola onde sentimos a realidade deste mundo. Para começarmos a gerir a nós mesmos, nós precisamos de outra força além do nosso desejo de desfrutar: o desejo de doar. Com estas duas forças, nós já podemos começar a agir.

Isso significa que não temos a força de doação que vem da força geral, do Criador, do atributo de doação, que é a natureza real. É por isso que a palavra “Criador” em Gematria é “natureza” (em hebraico). E o nosso desejo de desfrutar não existe na natureza, mas é externo a ela.

Todo o nosso trabalho e nosso objetivo é atingir o desejo de doar. Graças a isso, nós somos incorporados ao Criador, adquirimos o livre arbítrio entre essas duas forças, e podemos nos assemelhar a Ele, o que é chamado de nível humano: o nível de Adão.

Nós só podemos alcançar o poder de doação através da conexão no grupo, que é um modelo de como devemos realizá-la. No grupo nós sentimos o quanto precisamos da doação, ou o contrário, como ela é desnecessária para nós e como ela é odiosa, uma vez que é oposta à nossa natureza.

Assim, nós começamos a trabalhar artificialmente e gritamos como crianças que demandam coisas que não merecem. Mas as crianças usam nosso amor paternal e nós ainda cedemos e fazemos o que elas querem, embora saibamos que isso é apenas um choramingar infantil.

A mesma coisa acontece conosco. Se também pedirmos egoisticamente pela doação, embora ninguém precise dela, e “incomodarmos” o superior com nosso clamor: “Dê-nos, dê-nos”, como crianças irritantes, acabaremos recebendo-a pouco a pouco e, gradualmente, seremos impressionados por ela. Além disso, nós somos impressionados por nossas ações e ao agir querendo doar. Assim, no final, nós realmente começamos a desejá-la.

Assim, nós somos impressionados um pelo pela grandeza da doação e espiritualidade, embora realmente não vejamos nada de bom, grande e valioso no desejo de doar, mas sim o contrário. Isto significa que estamos agimos como num teatro, e por esta ação nós nos desenvolvemos; nós estamos numa mentira intencional e é claro para nós que todas as nossas orações são falsas e nossa atitude não é real.

Nós estamos conscientes disso, nós sabemos e declarar isso abertamente, porque essa é a única oportunidade que temos de nos livrarmos do estado em que estamos agora. Por esta atuação, nós construímos a nós mesmos sob as condições do estado atual, a fim de chegarmos à doação a partir do desejo de desfrutar.

A alavanca através da qual podemos fazer isso é baseada numa centelha espiritual, o ponto no coração, com o qual podemos começar a agir. Ele é um ponto minúsculo no coração, que nós percebemos e começamos a desenvolver. Se nós o percebemos como uma extremidade de uma corda, que foi lançada para nós, podemos nos elevar acima do nosso desejo egoísta até o desejo de doar, como se subíssemos pelo teto e penetrássemos no segundo andar através de um pequeno buraco no teto. Depois, com a ajuda desta corda, nós puxamos todo o nosso desejo de desfrutar, que preenche todo o andar inferior e, gradualmente, o transferimos para andar superior: subindo de Malchut à Bina.

A centelha que foi inserida em nós é a centelha de Bina que caiu sobre nós do segundo andar através do buraco no teto. Por aquele buraco nós podemos passar para o segundo andar e depois puxar toda a nossa Malchut de lá.

Deve ficar claro para nós que estamos trabalhando com atributos egoístas. Nós estamos apenas jogando com a doação e não imaginamos que já somos justos. Se nós ainda não sabemos quem realmente somos, nós, sem dúvida, sabemos que a principal coisa é não temer a verdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/09/12

A Fonte De Recursos Infinitos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sempre falamos da natureza usando termos como “natureza, relações equilibradas, harmonia com a natureza”, e assim por diante.

Mas se olharmos para o progresso humano, considera-se que ele resultou da oposição do homem à natureza, das tentativas do homem em resistir às forças da natureza, de tentar sair natureza e, assim, desenvolver-se. Diante disso, de que harmonia com a natureza nós estamos falando?

Resposta: Nós não estamos falando do desenvolvimento egoísta, mas do desenvolvimento altruísta, em concordância com a força dominante da natureza. Aqui não temos oposição.

Primeiro, nós temos que começar a trabalhar não contra a natureza, mas “para” ela. Assim, mecanismos totalmente novos podem surgir que operam numa energia totalmente diferente. Eles não necessitam das fontes antigas de energia, mas sim funcionam no que eles próprios geram. Isto é, nós podemos descobrir essas propriedades e oportunidades na natureza, onde tudo ocorre sem uma perda, porque não temos que estar em constante oposição com alguma coisa.

Afinal, o nosso desenvolvimento egoísta ocorreu contra a natureza e, portanto, nós estamos constantemente avançando em oposição. Nós conquistamos a natureza, nós a mudamos à força, e nos consideramos grandes e poderosos.

E aqui, ao contrário, nós começamos a usar a integralidade da natureza, e de acordo com ela, em harmonia com ela, em equivalência com ela, nos alimentamos desta integralidade. Como resultado, nós recebemos a fonte natural de recursos infinitos da natureza e nossa vida muda completamente. Nós não vamos produzir tudo com o suor do nosso rosto como nos processos atuais, pois eles serão totalmente diferentes.

As pessoas vão começar a revelar a força da vida, preenchida com energia, não através do que se consome (farinha, carne, etc.), mas através de um campo completamente diferente. A pessoa começará a revelar dentro de si a oportunidade de ser satisfeita pela vida. De repente, nós vamos encontrar satisfação no próximo nível, não no nível do corpo animal, mas no nível “Humano”.

Porque na natureza existe o próximo nível, que é chamado de “pessoa sábia.” E onde está essa pessoa sábia? Nós, por natureza, fisiologia e comportamento, somos uma extensão do mundo animal. Há a natureza inata, vegetal e animal, mas nós ainda não atingimos o nível “Humano”.

O Humano é aquele que vai estar totalmente adaptado à imagem integral da natureza, que existirá num estado de união e de harmonia com a natureza, porque ele vai ter um entendimento, sentimento, conhecimento, realização e controle desta conexão.

De KabTV, “Mundo Integral: Fórmula de uma Sociedade Integral” 01/07/12

Encontrando A Força Que Equilibra O Ego

Dr. Michael LaitmanExiste uma necessidade cada vez maior de conexão no mundo de hoje. Por um lado, a conexão integral do mundo é revelada, e, por outro lado, a falta da nossa adaptabilidade é expressa sob a forma de uma crise.

A fim de ajudar as pessoas que têm desejo pelo desenvolvimento espiritual, o que significa pela conexão e unidade, nesta unidade, assemelhando-se à natureza, nós seremos capazes de revelar a força superior que a gerencia, para sentir, ver e aprender a dominar o sistema que nos controla, o chamado mundo superior: por isso nós nos reunimos e queremos nos adaptar gradualmente ao estado de equilíbrio com este sistema, com a natureza. Tal abordagem gradual, passo a passo, é chamada de níveis de ascensão espiritual, uma equivalência espiritual.

Estes são níveis sérios e complexos devemos superá-los e resistir ao nosso ego. É por resistir a ela que conhecemos e atingimos este sistema.

Tal como todos os sistemas no mundo operam por meio de duas forças que se contrariam (positivo e negativo, a contração e expansão, e assim por diante), entre eles existe um mecanismo mecânico, pneumático, elétrico ou outro mecanismo, e estas duas forças são as forças do desenvolvimento e movimento deste mecanismo, e em nossos corpos existem duas forças constantemente opostas. De um modo geral, elas podem ser reduzidas às forças de absorção e secreção. Nós existimos com base nestas duas forças. Elas mais ou menos se contrabalançam ou agem alternadamente nos níveis da natureza, exceto num único objeto em particular: o homem.

O ser humano está sob a influência de uma única força: a força egoísta que controla, administra e governa, e faz o que quer com ele. Não há outra força que seja oposta ao nosso ego, e este é o nosso problema. Portanto, nós não podemos ser equilibrados, sábios e fazer o que queremos, mas constantemente fazemos o que a força egoísta nos obriga a fazer, mesmo que isso possa nos prejudicar.

Olhe para o que está acontecendo no mundo agora! Nós estamos serrando o galho em que estamos sentados. Estamos poluindo o ar que respiramos, cortando florestas, transformando grandes áreas em desertos áridos, fazendo com que icebergs derretam, e causando mudanças desastrosas no clima, de modo que em breve será impossível existir neste planeta. O ritmo desta crise está acelerando de forma ameaçadora, e não podemos fazer nada sobre isso.

Por que a natureza está fazendo isso? Para nos mostrar até que ponto somos manejados por esta força egoísta e quanto carecemos de outra força que se oponha a ela para pelo menos alcançar um equilíbrio. Mesmo que fôssemos totalmente opostos à força egoísta, mesmo que fôssemos altruístas absolutos, não poderíamos existir. Afinal, deve haver uma força de equilíbrio entre essas duas forças, a lei de equilíbrio, a lei da troca correta.

Portanto, nós precisamos da outra força, e nós não a temos. No entanto, ela é encontrada nos inanimado, vegetal e animal da natureza. É o instinto!

O instinto faz com que animais realizem determinadas ações e outros não. Ele os restringe e não os força a executar ações equivocadas. Se um leão vê um leão mais forte, ele recua. Há uma clara cadeia de comando, que verifica a força e a retirada imediata. Isto é, há forças de restrição em relação à natureza e a diferentes fenômenos, não importa o quê. Os animais agem de acordo com o princípio simples do ego animal comum que é equilibrado pelo instinto de proteção.

Nós não temos isso. Nós somos privados dele, mas precisamos adquiri-lo, pois, caso contrário, vamos nos encontrar numa condição que ameaça a nossa existência!

A sabedoria da Cabalá é revelada em nossos tempos, para que, de alguma forma, sejamos capazes de adquirir esta segunda força que restringe e equilibra o nosso ego. Ela é oposta ao ego. Ela é chamada de altruísmo, a força de doação, a força do amor.

Se pudermos descobrir esta força na natureza e, de alguma forma, perceber ela dentro de nós e começar a mutuamente equilibrar as duas forças, poderemos ter certeza que de que nossa existência será segura, confortável, boa e desejável. Caso contrário, o nosso desenvolvimento futuro será simplesmente desastroso. Dia após dia, nós vemos como estamos perdidos no ego e que ele vai começar a nos consumir, enquanto estivermos vivos e, no final, nos deixar sem esperança de sobrevivência.

É por isso que realizamos Convenções. Nós fazemos isso para adquirir a força que se opõe ao ego, para tentar equilibrar as duas forças opostas dentro de nós, e para atingir o ponto médio onde podemos ser livres – com livre arbítrio, liberdade de escolha – para que possamos gerir a nós mesmos e avançar. Isto é o que queremos alcançar.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

O Maravilhoso Atributo Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanCada Congresso é certo marco, certo nível em nossa subida para a espiritualidade; nós gradualmente começamos a sentir o que se entende por unidade, conexão, adesão e o que o nosso desenvolvimento exige de nós.

Durante os workshops, as aulas, e especialmente durante os Congressos, cada vez, nós avançamos para outro nível que nos faz avançar em direção a uma grande força, a força altruísta da natureza.

De dentro dela, por sua vez, nós começamos a perceber o nosso ego. Nós começamos a compreender o significado de nossa natureza através do nosso controle da nova força de altruísmo e a começar a alcançá-la e revelar o seu sentido contraditório, a profundidade interior da força altruísta. Nós vemos como essas duas forças são grandes e maravilhosas, se usadas corretamente. Ao estudar ambas as forças ao mesmo tempo, com a sua ajuda, nós começamos a ver a profundidade da natureza: seus componentes inanimado, vegetal e animal, e também os próximos níveis da natureza.

Como podemos crescer ainda mais, continuando a desenvolver estas duas forças em equilíbrio? As forças do egoísmo e altruísmo vão continuar a crescer em nós. Mas o que há além do horizonte, isto é, além do nível de “Adão (homem/humano)”?

Vamos supor que nós equilibramos tudo isso dentro de nós e em nosso nível animal chegamos a um estado em que controlamos completamente a nós mesmos, que todas as nossas ações são totalmente equilibradas, racionais, e encontram-se no que chamamos de linha do meio. Existe uma continuação do crescimento?

Aqui nós realmente revelamos o atributo maravilhoso, o equilíbrio dessas duas linhas. Se você atingiu o equilíbrio, então ambas as linhas começam a levá-lo, como as pernas, alternadamente: desta vez a força negativa (egoísmo) cresce, e da próxima vez a força positiva (altruísmo) cresce, e assim alternadamente, como duas pernas, você avança um passo após o outro. Junto com isso, o seu crescimento não é limitado. Tudo depende apenas de você.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

O Colete Salva Vidas Para Aqueles Se Afogando No Mar Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente, eu tenho perdido todo o interesse e desejo pela espiritualidade. Eu me afastei do grupo, mas o grupo não se esqueceu de mim e continuou a cuidar de mim com amor constante. É por isso que, apesar de tudo, eu decidi vir para a Convenção em Roma, e fiz um enorme esforço para fazê-lo. E agora aqui, eu sinto vergonha diante dos meus amigos, que mais uma vez me levaram em seus braços, e eu tenho experimentado o amor de meus amigos com uma nova força ao longo destes dois dias. Mas o que eu preciso fazer para me certificar de que não me distanciei novamente após o Congresso? Eu tenho muito medo disso.

Resposta: Eu sinto muito por tudo o que você experimentou. Mas não há outro caminho, exceto aceitar que tudo vem de uma fonte, e nós precisamos ser gratos pelas coisas boas e ruins. Eu sou muito grato por seus amigos que trabalharam tão duro e foram capazes de trazê-lo de volta. Eu espero que, de hoje em diante, todos vocês vejam somente bondade e misericórdia, amor e carinho, que esperam por você.

Mas, ainda assim, não importa o que aconteça, você precisa se agarrar ao grupo com toda a sua força, porque ele é o colete salva-vidas atirado ao mar para aqueles que estão se afogando. Não temos mais nada para agarrar.

E, acredite, vocês ainda vão ver todo o país se agarrando ao seu grupo como se fosse um colete salva-vidas. Assim, tornem-se mais fortes, ajudem uns aos outros, e continuem. Desejo-lhes sucesso!

Da 5ª refeição na Convenção Italiana 30/09/12

Você Não Pode Enganar Um Burro Com Palha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu sou corrigido, eu vejo um mundo melhor ao meu redor. Mas se eu vejo o sofrimento ao redor, como eu deveria tratá-lo?

Resposta: A nossa vida é uma dualidade. Por um lado, o corpo pertence ao mundo animal, mas, por outro lado, o desejo que estamos desenvolvendo pertence a um nível mais elevado, o nível humano.

Diz-se sobre o mundo que vemos ao nosso redor: “Todos são como animais”. Um ser humano em nosso mundo não é apenas semelhante a um animal, ele é ainda pior. Por natureza, os animais, instintivamente, cuidam de sua própria existência. Eles não têm nenhum desejo por compulsão alimentar, inventando guloseimas, doces e iguarias para si mesmos; grãos ou grama são suficientes para um burro. Dê-lhe pão e ele não vai querer. Da mesma forma, os animais não têm desejo de abusar do sexo; eles agem por instinto, acasalando nas estações designadas pela natureza. Eles não têm palácios; tocas são suficientes para eles. Esta é a existência animal.

Ao contrário deles, os seres humanos têm desejos exorbitantes, de modo que, como resultado do desenvolvimento, eles descobrem que isso os levou a um beco sem saída. Isso é o que revelamos hoje.

Portanto, vendo o sofrimento das pessoas, nós temos que dividir mentalmente a sua existência em duas partes. O que uma pessoa precisa no nível animal para viver uma vida normal e saudável? Ela precisa de um abrigo, alimento, vestuário, família, e outras condições necessárias, mas apenas racionais. Claro, não podemos viver como fazíamos mil gerações atrás. Eu preciso desejar que todos no mundo tenham condições aceitáveis, mas não mais. A lei geral da natureza declara: no nível animal, você deve garantir a sua existência, e todos os seus outros desejos, pensamentos e habilidades, tudo o que você tem além disso, você deve dedicar à ascensão espiritual.

Portanto, se nós estamos falando do mundo no futuro, sobre a vida até o fim da correção, quando este mundo desaparece de nossos sentimentos, o conjunto razoável de coisas necessárias para a existência material deve ser fornecido e tudo mais dado ao desenvolvimento espiritual.

Se hoje, nós tivéssemos organizado nossa vida desta forma, teríamos encontrado que há tudo neste mundo necessário a prover cada um dos sete bilhões de pessoas com condições físicas normais. A maior parte do dia ficaria livre do trabalho material, para estudarmos e realizarmos o nosso trabalho espiritual interno de mudar a nós mesmos. Nisso é que devemos nos esforçar.

Eu ainda não sei como isso pode ser realizado na prática, mas espero muito que sejamos capazes de explicar às pessoas que este é o estilo de vida correto no mundo. Através da crise e explicações, vamos chegar à linha média, a um estado onde o mundo a aceita.

Da Convenção na Itália 30/09/12, Lição 2

Uma Válvula No Coração

Se nós nos preparamos para a descida, podemos dizer agora que temos feito muito, que estamos preparados para isso. Mas já descobrimos que ela é mais forte do que nós. Nós a detemos tanto quanto podemos com o poder que construímos com antecedência, e mesmo assim, por um momento não conseguimos mais segurar e ela acontece. Mas também agora já poderemos clarificar os nossos pontos fracos e entender por que isso aconteceu.

O Criador “faz-nos viajar” a algum lugar, mas porquê? Ele pode querer nos mostrar deficiências em um nível diferente, mais avançado, mais profundamente na criação. Mas não aprendemos nada e simplesmente sentimo-nos mortos.

Na verdade não há ascensão sem uma descida, por isso temos de permanecer leais a uma e a outra, como as células de um organismo no qual cada célula é responsável por todas as outras e se todas estas células também não foram responsáveis, esta irá morrer.

Pode ser como um tubo de oxigênio entre nós. O tubo atinge-me depois de ter passado por mil amigos antes, e ninguém sabe quem eles são exatamente. Qualquer um pode desligar a torneira sem que alguém perceba e o oxigênio não vai chegar a mim e por isso vou morrer.

A torneira é a nossa falta de atenção, falta de desejo. Esta pode abrir a válvula de forma mais ampla ou fechá-la, mas tudo depende do desejo do amigo em relação a mim: Será que ele pensa sobre mim e sobre todo o sistema? Se ele acrescenta tal deficiência, a válvula abre, e se ele diminui a deficiência e esta desaparece, a válvula fecha-se, entope a tubulação, e todos nós morremos.

Entendes que todos morrem por causa de ti? É tudo por causa da válvula do teu coração estar fechada. Pede ao Criador para te ajudar, para se tornar teu parceiro se os amigos estão mortos e não te podem ajudar. Vira-te para o Criador para te ajudar como a um outro ser humano. Pelo menos Ele pode ser como um ser humano.

Pergunta: Será que nos podemos voltar para o Criador como a um ser humano?

Resposta: Não estás com medo de amaldiçoá-Lo, estás? Então, por que não podes voltar-te para Ele como se fosse um outro ser humano para que Ele vai intervir e ajudar-te? Tu achas que isso é proibido.

Vira-te para Ele e diz: “Eu estou-te pedindo para Tu me ajudares! Vamos para o grupo juntos e reaviva os mortos para que eles serem ressuscitados! “Diz isto várias vezes ao teu coração e vais ver como é útil.

O Criador está pronto para trabalhar e para colaborar contigo em tudo. Não há nada que impeça isso. Tu podes voltar-te para Ele, a qualquer momento, com qualquer demanada.

Sabemos que o pedido a Ele deve ir através do grupo pois, caso contrário ele não será ouvido, mas é quando o grupo está pronto para responder-te e trabalhar mutuamente contigo. Se não tiveres escolha, vira-te diretamente para o Criador, a fim de ires com ele para o Faraó. Não esperes por aqueles que estão ocupados com as panelas cheias de carne e que estão cheios de cebola e alho.

A partir da 3 ª parte da Lição Diária da Cabala 24/09/12, O Estudo das Dez Sefirot

O Pulsar Da Vida

Subidas e descidas são um sinal de vida. A mudança de estações do ano, a periodicidade das mudanças na natureza humana, as reencarnações, a crise global, os surtos económicos e declínios são partes inseparáveis da vida.

É impossível avançar numa corrente constante, uma vez que nós temos de desenvolver constantemente. A vida é desenvolvimento, e esse desenvolvimento é possível apenas graças às contracções e expansões. A isto chama-se o segredo da vida.

Isto é na realidade o que nos está a acontecer agora. O Criador pega no nosso ego e não nos deixa mais nada. Como resultado há uma contracção, uma exalação. Por isso Ele dá-nos agora a possibilidade de nós próprios nos expandirmos. Então Ele contrai-nos de novo e nós temos que nos expandir mais uma vez.

Através dessas acções de contracção e expansão o processo de “respiração” ocorre – isto é o pulsar da vida.

Retirado da 3ª parte da Lição diária da Cabala, 24/09/12, O estudo das Dez Sefirot