Textos na Categoria 'Egoísmo'

O Último Jogo Antes de Entrar no Mundo Espiritual

Pergunta: Durante a nossa oficina atual, ainda tenho a sensação de que istonão é algo sério. É claro que para o meu ego tudo é um jogo.Como eu posso realmente ser incorporado neste jogo?

Resposta: Procure a resposta em si mesmo e tente examinar e compreender-se melhor. Não espere alguma dica de mim, a resposta só virá com resultado de seus esforços. Assim, você vai gradualmente começar a saber o que precisa ser esclarecido por suas ações. Com cada ação que você toma, você vai se tornar mais sábio, como é dito: “. Ninguém é mais sábio do que o experiente”.

Eventualmente, a tontura vai se transformar em uma atitude séria. Mais tarde você vai perceber que não é um jogo, mas a formação atual.

Vamos dizer que eu estou treinando para uma maratona importante, com a intenção de participar nos Jogos Olímpicos. Enquanto isso temos competições pré-olímpicas em nosso país. Estes não são os jogos reais, mas apenas pré-Jogos Olímpicos. No entanto, se eu não passar por esses jogos, não vou a lugar nenhum! Se eu não conseguir bons resultados nestes jogos, eu não vou ser capaz de participar nos Jogos Olímpicos.

Isso não é exato, mas ainda é um exemplo do que estamos fazendo agora. Para nós, no entanto, o jogo e o desempenho são a mesma coisa! Quando chegamos mais perto do cumprimento real, vamos de repente ver que o que pensamos ser um jogo simples era tudo real.

Com este jogo, chamamos a Luz que Reforma. Isso é chamado de Lo Lishma (não em Seu nome) chegamos a Lishma (em seu nome). O significado de Lo Lishma é que eu não mereço a Luz, mas ainda se trata de mim, graças à minha participação no jogo. Esta participação não é apenas minhas ações reais, mas o fato de que eu sinto que é um meio sério.

Minhas ações atraem a Luz, e eu faço tudo em meu poder, a sério, para que a Luz venha me impressionar. Caso contrário não vai funcionar.

Pergunta: Então, eu tenho que lutar contra o que me impede de ser seriamente incorporado neste jogo?

Resposta: Esta é a sua verdadeira inclinação do mal, que o confunde: “Não se preocupe, não tente, é só um jogo.” Este é o lugar onde a cobra de verdade esconde-se, como astutamente opera. Eu sinceramente desejo-lhe a vitória neste jogo!

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Da 3 ª parte da Lição Diária da Cabalá 11/10/12 , O Estudo das Dez Sefirot

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Não em palavras, mas em atos …

Pergunta: Se eu sinceramente responder a pergunta “O que é que eu quero”, a resposta que surge em meu coração está ” Sentir-se bem”.  Eu tento mudar esse desejo através da mente e dizer que eu quero trazer contentamento ao Criador, mas na próxima lição meu desejo real é mais uma vez para se sentir bem. Como posso sair deste sentimento? Como posso chegar ao verdadeiro desejo espiritual?

Resposta: Se uma pessoa se lembra que ele está dizendo: “Eu quero trazer contentamento ao Criador”, já que de outra forma eae não vai conseguir, não vai ajudar. O Criador não aprecia isso, se eu só estou dizendo que eu quero trazê-lo contentamento.

Eu só posso trazer contentamento ao Criador por ações e não por palavras vazias, pelo ato de conexão. Assim eu trago contentamento ao Criador, revelando-Lo. Eu só posso revelá-Lo somente no nosso vaso coletivo em que estamos todos unidos. Mas, a fim de me conectar com os outros, eu tenho que sair e tentar me conectar com eles. Por isso, quero trazer o contentamento ao Criador, porque então Ele pode ser revelado.

Todo esse sistema de doação mútua pode ser revelado e isso é chamado de revelação do Criador para a criatura. Isso é chamado de trazer contentamento ao Criador. Eu não faço por palavras, mas por ações, dando-lhe um lugar para Ele ser revelado.

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Da 2 ª parte da Lição Diária da Cabala 11/10/12 , O Livro do Zohar

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Ascender À Intenção

Baal HaSulam, Shamati, artigo 42, “O que é a Sigla Elul no Trabalho”: Por esta razão, a um é dada uma forma de escuridão do Alto, e depois vê-se que o trabalho de alguém é na pureza.

Em outras palavras, se uma pessoa pode estar em alegria num estado de escuridão, também, é um sinal de que o trabalho é em pureza, porque é preciso ser feliz e acreditar que de cima lhe foi dada a oportunidade de ser capaz de trabalhar em doação.

Se uma pessoa se sente feliz, acima de todos os seus humores, é um sinal de que ela já está separada do seu desejo de receber e que pode avançar.

Este é sempre o teste: Será que estamos imersos em nosso desejo de receber ou podemos superá-lo de alguma forma? Uma pessoa não pede para estar de bom humor, a fim de continuar seu trabalho. Pelo contrário, ela está feliz com a escuridão, o mau humor e a confusão. Acima de tudo isso, ela está pronta para fazer um esforço leve.

Não importa o humor com que estamos, não vemos isso como importante, mas superamos isso. Se as coisas parecem ruins no vaso de receber, eu posso trabalhar acima na doação, na unidade e no amor de amigos. É um sinal de que estou no caminho certo. Todo o nosso trabalho é em sentir a escuridão no vaso de receber e fazer até mesmo o menor esforço acima dele, ansiando por uma conexão, por doação.

É por isso que nós temos que executar os exercícios certos, jogar jogos com os quais aprendemos. É claro que não é fácil para um aluno novo durante os primeiros anos, mas depois ele começa a sentir a diferença entre o seu sentimento e sua intenção, o que significa entre dois sistemas diferentes.

Ele pode se sentir bem e, em seguida, ele pode se sentir mal, e ele entende que isso não importa, que ele deve funcionar apenas acima desses sentimentos e que vez após vez eles irão fornecer-lhe detalhes diferentes da perceção da realidade, que são necessários na maneira de aprender sobre as diferentes formas de Providência do Criador. Uma pessoa aceita todos os sentimentos, os bons e os maus, como um benefício, a fim de elevar-se acima deles e sempre manter a direção certa para a meta.

Nós temos que fazer constantemente esses esforços como nós tentamos preservar a energia da subida que nos permite usar o tempo e os meios que temos racionalmente, de modo que nós também possamos usá-los durante uma descida. É verdade que é muito difícil, mas pelo menos temos que tentar. Assim, gradualmente, nos desligamos do vaso de receber e passamos para outro tipo de trabalho, que já vive na intenção e não no sentimento.

Da Preparação para a Lição Diária da Cabalá 11/10/12

 

O Ponto Onde Os Corações Se Conectam

É preciso um tempo muito longo até que contra todos os desejos e as rejeições o indivíduo possa se convencer a si próprio de que é essencial estabelecer uma relação com os amigos. É preciso muito tempo até que este clarifique tudo isto e se convença a si próprio, depois de muitas subidas e descidas.

Aos poucos, aprendendo com todos os estados e ações que ele tem passado, verificando-se, este começa a entender o que é bom e o que é mau para ele. Primeiro, ele pensava que era bom quando tinha sentimentos novos, entendia e sentia mais, pensando que era respeitado e poderoso. Agora ele começa gradualmente a entender que todas essas sensações agradáveis não indicam de fato o seu progresso espiritual. Pelo contrário, eles indicam que uma pessoa está se afogando mais e mais profundamente em seu ego, no seu desejo de receber, na questão da criação.

Primeiro, o indivíduo pensa que o seu avanço depende de estudar a teoria, em conhecer o material. Ele atravessa os livros desejando compreendê-los, acreditando que através deles ele será capaz de se aproximar do objetivo. Então ele corre para disseminar esse conhecimento, com a esperança de receber uma recompensa pelos seus esforços. Ele tenta romper através de diferentes direções, girando em torno de um ponto central: o amor pelo outro.

Ele alcança-o somente quando ele não tem outra escolha, e está em total desespero de nada alcançar por si mesmo. Como resultado de todas essas ações a Luz ilumina-o, e ele começa a entender e a sentir que a entrada para o mundo espiritual abre-se apenas quando o seu coração se conecta com o coração do amigo.

Através deste ponto de conexão, onde os corações entram em contato, eu saio do meu coração e penetro no coração do amigo, de modo que no coração do amigo eu vou descobrir o meu mundo espiritual. Isto é o que cada um de nós faz em relação aos amigos.

É preciso um longo período de tempo para fazer isso, uma vez que tem de ser no coração e não na mente. A mente se torna apenas uma ferramenta externa. Assim, uma pessoa avança na direção certa e descobre o estado mais distante e odioso de todos os estados neste mundo.

Anteriormente, ele não podia sequer imaginar que este é o objetivo da vida. Mas isso é ao que ele tem de chegar, que o objetivo de sua vida será a conexão dos corações de todas as pessoas no mundo em um só coração.

Temos que ter paciência com nós mesmos e com os amigos que passam por diferentes estados externos. Todos precisam do seu próprio tempo e forma de desenvolvimento até que ele finalmente descobre que não há outro trabalho senão o amor de amigos.

Quanto mais tempo tu levares neste processo, mais sucesso terás. As pessoas que pensam que eles podem iniciar este trabalho imediatamente normalmente esgotam-se rapidamente. Esse reconhecimento requer um período de adaptação, um tempo para que todos os outros tipos de trabalho “secarem”, para que a partir de toda a sua experiência e todos os seus esforços uma pessoa se sinta desesperada. Então, com a ajuda da Luz que Reforma ele vai entender e sentir que nada irá ajudá-lo salvo a conexão. Isto é quando o seu trabalho começa no lugar certo.

Uma vez que estamos conectados em uma rede geral com todas as pessoas do mundo, passamos esse sentimento e essa compreensão para todos. Assim, o mundo começa a falar sobre a necessidade de conexões mais fortes entre as pessoas, que poderão salvar a humanidade. Quanto mais trabalharmos em nós mesmos e maiores esforços fizermos, mais Luz atrairemos sobre nós próprios, de acordo com a lei de equivalência de forma que também se derrama nos vasos externos, em toda a humanidade e por isso esta ideia atinge todos.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 11/10/12, Escritos do Rabash

Doar Deverá Tornar-se Moda

É claro que nós fomos criados para só sermos capazes de nos preocuparmos com o nosso próprio bem e não temos nenhuma motivação para agir de forma altruísta. Em todos os próximos 125 níveis cada vez mais descobrimos esta verdade que está à espreita no nosso ego, que totalmente nos controla.

A única maneira de romper com isso é com a ajuda da Luz que Reforma, que nos eleva da intenção egoísta para a intenção de doação. Continuamos com o mesmo desejo de desfrutar, mas muda a sua intenção

Isto só é possível sob a influência da Luz. Quando a Luz brilha sobre o desejo, agarra-se à intenção de doar. No momento em que a Luz pára de influenciar o desejo de desfrutar, ele retorna imediatamente para a intenção de agir para seu próprio bem. Tudo depende apenas da intensidade da Luz, que influencia o desejo.

Acontece que toda a nossa vida depende de quanto a Luz que Reforma nos influencia. É por isso que nós temos que chamar a sua maior influência sobre nós. A fim de fazer isso, precisamos de uma deficiência, um desejo. Onde podemos encontrá-lo?

Para isso há uma inclusão mútua. Afinal, nenhum de nós tem um grande desejo de alcançar a doação: nós não entendemos e não vemos qualquer benefício na mesma. Então eu tenho que incorporar no grupo, no ambiente certo, o que me impressiona e me diz sobre a grandeza da doação.

Não importa se os outros não sabem o que estão falando, eu estou impressionado com eles, uma vez que é assim que eu sou construído. Se eu me colocar sob a influência do ambiente que pede doação, mesmo artificialmente, como um jogo, que me impressiona, eu começo a querer doar! Afinal, é o ambiente que inseriu a ideia de que é um atributo grande e valioso para mim.

É como a moda que é anunciada em todos os canais com muita publicidade, colorida com atores famosos que participam da campanha, que me dizem o quão importante é ter esses produtos. Eventualmente eu quero comprar o que eles querem vender, apesar de nenhum dos atores sequer pensarem em comprar esses produtos para si, e os que contrataram os seus serviços simplesmente querem fazer lucro. Todos trabalham apenas para me confundir e, eventualmente, têm sucesso: eu vou sair e comprar o que eles anunciam.

Nós precisamos da mesma coisa, mas devemos organizar este jogo por nós mesmos. Temos de aumentar a importância da doação e nos convencer de que é bom doar! Todos devem vender esta mercadoria a outros.

Estamos primeiramente incluídos nos desejos dos outros e todos adquirem um desejo de alcançar a doação. Segundo, nós trabalhamos juntos para construir o nosso meio ambiente para que ele forneça a cada um a grandeza da doação.

No final, eu recebo um desejo interno de doar tal como o meio ambiente, o grupo que insere a importância desse atributo em mim. É por isso que eu quero! Todo mundo age como se ascendesse e estivesse em doação e é atraído para isso. Estou impressionado com isso e quero atingir a mesma coisa.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 10/10/12, Escritos do Rabash

A Trava Que Mostra Que Há Uma Porta Atrás Dela

Dr. Michael Laitman“Prefácio ao Livro do Zohar“: Na verdade, antes de sermos premiados em transformar o desejo de receber em nós em ‘receber a fim de doar’, pela Torá e Mitzvot (mandamentos), há fortes travas (fechaduras) nos portões para o Criador, já que elas têm um papel oposto, de nos manter longe do Criador. Assim, as forças de separação são chamadas de travas, uma vez que bloqueiam os portões da aproximação e nos afastam do Criador. Mas se conseguirmos superá-las, para que elas não nos influenciem e esfriem o amor em nossos corações, as travas se tornam aberturas, a escuridão se torna luz, e a amargura se torna doce, já que para todas as travas nós recebemos um nível especial sob a Sua Providência e elas se tornam aberturas, níveis de realização do Criador.

Isso acontece mesmo antes de passarmos a Machsom (barreira) para o mundo espiritual e, antes de adquirirmos o atributo de doação com que a pessoa começa a trabalhar. Antes disso, as travas gradualmente se tornam um convite para os sentimentos e a percepção da pessoa.

Primeiro, ela começa a entender que as travas foram colocadas lá para seu próprio bem. Então, ela realmente sente que, ao ver benefício que cada descida e queda lhe trazem, todos os problemas da vida e toda a confusão, tanto os mais próximos quanto os mais distantes, ela começa a esperar um resultado positivo em tudo o que acontece, e isso a concentra corretamente e fortalece seu caminho em direção à meta.

No final, a pessoa começa a justificar tudo e agradecer, mesmo durante um período de descida e confusão, quando os inimigos e adversários a atacam. Ela sabe que eles são as forças que foram trazidas de Cima para corrigir o seu caminho.

Ela vê o anjo bom, em vez das águas tempestuosas do dilúvio. Ela vê a mão de Deus em tudo o que acontece. Ela consegue esse sentimento graças à sua experiência e à aquisição gradual da força de doação, até que, finalmente, é realmente recompensada com a revelação da força de doação e começa a usá-la beneficamente para o seu avanço.

Da Preparação para Lição Diária de Cabalá 10/10/12

Passar A Prova De Resistência

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Carta 19”: Mas não é num único instante que a pessoa vai estar pronta para o casamento elevado e sublime, chamado de acoplamento completo. Mas “apenas a bondade e a graça vão me seguir”. Portanto, Ele intervém, que é o início do acoplamento, o que significa, “um justo sofre”…

O Criador desperta a pessoa, o que significa que Ele não a empurra para frente, mas a organiza por muitos truques, como se flertasse com ela. Nós vemos que mesmo na natureza, no mundo animal, há jogos de acasalamento antes do acoplamento. É todo um processo em que cada lado tem para mostrar ao outro que está pronto para a conexão e é responsável por isso, capaz de cuidar da próxima geração.

É a mesma coisa com uma pessoa que é rejeitada do acoplamento pelo Criador, porque não tem um desejo forte o suficiente. A pessoa pensa que o Criador não quer se conectar com ela e por isso sofre porque quer se conectar tanto, e está pronta para isso, tendo feito tudo o que podia para conseguir isso. Então, por que não o Criador se revela a ela?

Para a pessoa, parece que ela está pronta para doar, mas nós sabemos que ela só pensa em como pode usar a revelação do Criador para seu próprio prazer. Estes ainda não são vasos de doação. Se ela tivesse um desejo de doar, sua tristeza seria diferente. Os sofrimentos imediatamente se tornariam bondade, prazer.

Mas “o tempo vai fazer o que a mente não faz”… Se a pessoa segue este caminho persistentemente: trabalha no grupo, estuda, faz tudo o que pode, os seus sucessos e fracassos já estão nas mãos da Providência superior e seu único objetivo é continuar. Ela deve tentar extrair o melhor de cada estado que experimenta.

Não basta se arrastar de uma fase para outra. Graças a todos os despertares, todas os golpes do Criador, e uma vez que ela se sente mal como resultado, ela deve desejar correr na frente, para quebrar todas as barreiras ao longo do caminho, e isso é certamente impossível sem a garantia mútua.

A pessoa pensa que fez esses grandes esforços e ainda não recebeu nenhuma recompensa! Sua grande paixão não tem resposta, o que significa que o Criador não responde. Como resultado, ela se desespera: Quanto tempo ela pode perseguir o Criador sem resultados? Existe um limite para isso ou não?

Ele começa a perguntar: Para onde foram todos os seus esforços, todo o esforço e todo o seu anseio? Ela fica com uma sensação de grande anseio. Na verdade, nós temos que conectar todos os nossos sucessos, fracassos e decepções. Por um lado, devemos sentir uma grande decepção, mas, por outro lado, devemos superá-la na “fé acima da razão”.

A época em que o poder do ego me empurrava para frente acabou. Agora eu tenho que romper todas as barreiras hostis ao longo do caminho; agora eu tenho que sentir quantas dessas barreiras existe dentro de mim e como superá-los na “fé acima da razão”.

Eu tenho que sentir a profundidade do meu ego, para me sentir totalmente decepcionado com minhas forças. Então, de repente, eu entendo que não posso lidar com esses inimigos e avançar, só porque estou tentando fazê-lo com minhas forças comuns egoístas (a mente e sentimento corpóreos), pela força bruta. De repente, a partir desta decepção eu vejo a solução e entendo que este não é o caminho para avançar: eu tenho que subir acima da razão e, de repente, tudo vai funcionar. Isto significa que deve haver um sentimento de decepção e tristeza no qual a solução, a nova abordagem, nasce. Mas para chegar a isso, nós temos que chegar à medida de desapontamento.

E aquele que conhece os mistérios sabe o quanto uma pessoa deseja estar perto do Criador, um desejo que pode cessar. Assim o Criador aumenta suas intervenções, o que significa o início dos acoplamentos. Isto é, na medida em que a pessoa pode suportá-los.

Isso depende do ambiente. Se o ambiente é forte e sustenta a pessoa internamente e constantemente a evoca, ela pode passar por este processo muito rapidamente e terminar todas as etapas de preparação para o acoplamento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/12, Escritos do Baal HaSulam

Viver Para O Corpo Ou Para A Alma?

Dr. Michael LaitmanApós a quebra, sob a influência dos genes informativos (Reshimot), os desejos quebrados passam por diferentes estados, separados da espiritualidade nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Assim, eles entendem gradualmente seu estado até finalmente atingirem o nível humano.

Depois, eles começam a entender que algo os trouxe para o nosso mundo, num estado onde eles se sentem num desejo especial chamado “corpo”. É como se uma partícula do mundo superior fosse lançada para baixo e imergisse em algum líquido no qual ela permaneceu.

Agora a pessoa se depara com um dilema: será que ela deve trabalhar para este mundo, para acrescentar, para benefício do corpo, ou ela deve trabalhar para a alma? Ela tem que escolher uma das opções.

Evidentemente, a escolha não depende da pessoa, mas sim deriva das reencarnações pelas quais ela passou nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, onde ela examinou seu estado. A alma que se aproximou de sua realização é chamada de “alma grande”, e com ela a pessoa já pode decidir agir em benefício da alma e não do corpo.

A fim de agir em benefício da alma, a pessoa precisa que todo este mundo a ajude a alcançar o temor do Criador. O temor é um vaso espiritual, um desejo de doar. A iluminação de Cima, chamada de “Luz da alma”, é vestida nesse desejo, ou mais precisamente, na intenção que é construída acima dele.

Esta intenção é construída a partir da profundidade do desejo (espessura, Aviut), da Masach (tela) e da Luz de Retorno: que compõem o vaso espiritual de uma pessoa. Claro que isso só é possível de desenvolver a partir deste mundo, quando nós subimos dele até a altura de 125 degraus.

As pessoas que alcançaram esta realização, de acordo com suas Reshimot, se juntam. A Luz superior age em todos igualmente, mas se os genes informativos são revelados, as Reshimot que estão prontas para essa correção se aproximam umas das outras aspirando a se conectar. Como resultado, a pessoa chega a um grupo em nosso mundo.

Mas depois que ela chega a um grupo outra lei começa a agir nela, que lhe permite o livre-arbítrio. Afinal, todas as Reshimot foram realizadas no desejo da pessoa.

Mesmo que se diga, “Eu sou o primeiro e Eu sou o último”, e, “não há outro além Dele”, a preparação para esta revelação, para o reconhecimento da grandeza do objetivo espiritual a partir da escuridão do exílio, isso está totalmente nas mãos da pessoa.

Aqui nada pode ser feito. Se esta carga parece pesada ou leve para a pessoa, depende da altura da meta e quanto a pessoa valoriza a quem ela serve.

Se ela desrespeita o professor, o grupo e o Criador, nada pode ajudá-la. Afinal, estes três componentes são inseparáveis e supremos para a pessoa. Se ela não os valorizar, ela acabará por se desviar do caminho e deixará o desenvolvimento espiritual.

Se ela trabalha nisso, à medida que se esforça o máximo possível para que isso a salve, isso a ajudará a depreciar o seu ego, sua mente corpórea e sua experiência de vida que parece ter algum valor. Isso é revelado como totalmente inútil diante dos novos estados pelos quais ela tem que passar, mas também a capacitará e lhe dará combustível para avançar nesse caminho.

Isso só é possível se a grandeza da meta, o grupo, o professor e o Criador são mais importantes para a pessoa do que seu egoísmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/2012, Escritos do Rabash

Depressão: A Doença Do Século

Dr. Michael LaitmanPesquisa (da The European Depression Association): “Um em cada 10 trabalhadores pesquisados ​​na Europa tem tirado uns dias de folga por causa de depressão, com uma média de 36 dias perdidos por episódio de depressão, de acordo com uma nova pesquisa da Associação Europeia de Depressão. Isso equivale a mais de 21.000 dias de tempo perdido neste grupo de pessoas. No entanto, apesar do tamanho do problema, quase um em cada três gerentes informou que não tinha apoio formal ou recursos para lidar com funcionários que têm depressão, e 43% pediram melhores políticas e legislação para proteger os trabalhadores”.

“A depressão é o predominante desafio da saúde mental entre pessoas em idade ativa, e mais de 30 milhões de cidadãos europeus sofrem de depressão em algum momento de sua vida. A pesquisa IDEA (Auditoria do Impacto da Depressão no Local de Trabalho na Europa) consultou mais de 7.000 pessoas na Europa e descobriu que 20% dos entrevistados tinham recebido um diagnóstico de depressão em algum momento. A maior taxa foi na GB (26%) e a menor na Itália (12%). Entre trabalhadores com depressão, os da Alemanha (61%), Dinamarca (60%) e GB (58%) tinham maior probabilidade de se afastar do trabalho, enquanto aqueles na Turquia foram os menos propensos a ter tempo livre (25%)”.

“Os custos da depressão foram estimados em € 92 bilhões em 2010 na UE, com perda de produtividade devido ao absenteísmo (tirar alguns dias de fora) e presenteísmo (estar presente no trabalho enquanto doente), representando mais de 50% de todos os custos relacionados com a depressão. Na pesquisa IDEA o número médio de dias de folga durante o último episódio de depressão foi de 36 dias, com a Alemanha e GB tendo o maior (41 dias) e a Itália (23 dias) o menor”.

Meu comentário: Em geral, a depressão é a doença mais comum do nosso tempo. Só porque ela não é fatal e está escondida, ela pode ser facilmente ocultada, e isso não incomoda a sociedade. De onde fazem parte os atuais e futuros desempregados? Sem dúvida, com o crescimento do egoísmo individual e sua transformação em egoísmo integral, que é mostrado na interdependência de tudo e de todos, a depressão vai crescer e se transformar em epidemia.

Crescendo No Grupo

Nossa principal força é o ego. Com exceção do ego existe apenas um pequeno ponto no coração de todos e temos que conectar estes pontos. Se nós os conectarmos em um grande ponto, vamos sentir interiormente o mundo espiritual. Então, tudo vai estar junto: eu, o grupo, e a força superior.

Por outro lado, o ego quer empurrar todos os nossos pontos para longe uns dos outros. É realmente esperado que este nos empurre na direção oposta da conexão, e é por isso que é chamada de “ajuda contra”.

Como devemos construir um ambiente que nos ajude a complementar os pontos no coração e as nossas forças egoístas, para que juntos nós possamos nos conectar em um grande ponto maravilhoso? Apesar das interrupções do ego, pela sua utilização, nós queremos conectar os nossos pontos no coração em um ponto. Como podemos usar o poder do ego para atingir este objetivo?

A questão é que eu não sei o caminho para o mundo espiritual. Para mim, é um ponto de interrogação escondido de mim. Como posso revelá-lo? Como posso me concentrar corretamente? Com a ajuda do grupo, eu uso o meu ego no sentido oposto; este torna-se um “companheiro” (Ezer Ke Negdo) e ajuda-me a concentrar-me com precisão na espiritualidade, no Criador. Isto só é possível no grupo quando trabalho com o ponto no coração, a fim de transformar o ego na direcção oposta, (a linha tracejada verde no desenho). Então, em vez de me puxar para baixo, o ego vai me dirigir corretamente, para que eu possa entrar no mundo espiritual.

Assim, existe apenas um ego e um ponto no coração de uma pessoa, e com a ajuda do grupo, nós alteramos o ego e encontramos o caminho para, a cada tempo, avançar no sentido oposto.

Na verdade, não é apenas sobre o desejo egoísta de receber coisas diferentes em nosso mundo. É um ego especial destinado somente contra a conexão, contra o ponto coletivo no qual eu descubro o mundo espiritual. É por isso que eu ignoro todos os desejos e os pensamentos que não estão relacionados com a conexão. Em vez disso eu trabalho no grupo tentando me conectar com outros e eu descubro como eu sou oposto: eu não quero nada do tipo, eu odeio os amigos e não posso sequer pensar em me conectar com eles. É esta repulsa que é o verdadeiro ego oposto à conexão. Tudo o resto não importa.

O grupo tem aqui um papel fundamental: aumenta a importância da unidade aos meus olhos e constantemente estimula e obriga-me a mantê-la. Apenas o ambiente (Sviva) leva-me para o desconhecido, servindo como um modelo que me ajuda a subjugar-me e e a manter-me conectado internamente. O ambiente realmente me leva à conexão.

Assim, nós realmente ascendemos ao primeiro nível (passo 1) acima da Machsom (barreira) quando viramos o nosso ego inteiro, toda a rejeição, resistência à conexão e unidade, para a direção oposta – para a força da conexão e unidade. Este é o significado de “ajuda contra”.

Em seguida, passamos para o segundo nível. Aqui, o ego é revelado novamente, mas desta vez maior do que antes, uma vez que já pertence ao próximo nível (passo 2). Aqui eu tenho a opção da unidade com a ajuda do grupo, onde o ego começa a mostrar-se novamente. Se não me sinto atraído para a unidade, eu não o descubro.

É por isso que estranhos não entendem de que ego nós estamos a falar. O ponto é que não é apenas sobre as relações humanas, não se trata de boas ações e intrigas. As pessoas acreditam que tratar os outros mal é o egoísmo e outros que tratam bem é o altruísmo. Nós julgamos apenas pelo ponto de unidade. Portanto, depois de eu descobrir o primeiro nível, eu quero continuar e me conectar ao grupo. Eu descobri o ego no segundo nível (Ego2), e trabalho contra este e subo para o segundo nível. No conjunto existem 125 destes níveis no caminho.

No final, eu chego à unidade perfeita, com toda a humanidade, estamos todos juntos em um ponto chamado de “gota da unidade”.

Que tipo de ambiente deveria ser de modo a permitir-me descobrir o ego correto, para separá-lo do ego animal deste mundo, e transformá-lo em uma força motriz? Como deve o ambiente influenciar-me para que eu possa atingir a meta?

Além disso, como devemos usar nossas convenções, quando nos influenciamos mutuamente, de modo que esta conexão poderosa permita que cada um de nós descubra o ponto de unidade: “Onde ele está? O que devo fazer para alcançá-lo? Como faço para entrar no mundo superior? Como posso descobrir isso? ”

Como devemos nos preocupar com todos os outros, a fim de lhes permitir chegar a este ponto interno (o centro do grupo), o nosso “útero” (Rechem)? Afinal, entramos no grupo como se entra no ventre de uma mãe, e desenvolvemo-nos como um embrião. Como podemos preparar esse “envoltório” para cada um de nós, no qual cada um vai desenvolver-se como se a partir de uma gota de sêmen?

Da Convenção na Itália Primeiro dia, 28/09/12, Workshop 1