Textos na Categoria 'Egoísmo'

Um Dilúvio De Água No Trabalho

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “O que é um Dilúvio de Água no Trabalho”: No Zohar, Noé comenta as palavras “e eu estou trazendo um dilúvio de água na terra”… nós sabemos que quando uma pessoa começa a trabalhar a fim de doar, o corpo reivindica, “O que você quer com esse trabalho?”. Qual é o sentido em não querer trabalhar para seu próprio bem; afinal, você deve se preocupar em curtir a vida e doar significa que você não trabalha para seu próprio bem. Por isso, é contra a nossa natureza e isso é chamado de “uma reivindicação de que”. 

Mas há outra exigência, quando o corpo objeta o trabalho do Criador, quando a pessoa diz ao corpo que temos que acreditar no Criador, que Ele cuida e conduz o mundo como o bom e o benevolente. Então, o corpo chega até a pessoa com a reivindicação do Faraó que diz: “Quem é o Senhor que devo escutá-Lo?”, o que significa que é difícil para ele acreditar no Criador. Isso significa que ele diz que pode trabalhar em benefício do Criador, mas somente se sentir a grandeza do Criador é que ele entende que vale a pena trabalhar para Ele.

Esta duas perguntas: “Quem?” e “O quê?” têm que aparecer diante de cada pessoa no seu caminho espiritual e ser revelada em sua plenitude. A pessoa deve saber como lidar com elas e entendê-las profundamente. Estas são questões fundamentais que resultam do grande esforço investido no grupo, no estudo e nos grandes esforços para avançar à meta. 

Como resultado, as perguntas “Quem?” e “O quê?” são reveladas à pessoa e são estas perguntas que a equilibram e estabilizam, e a ajudam a esclarecer os poderes que ela precisa para construir seu vaso espiritual. 

Este vaso foi construído em duas linhas opostas em cada uma de suas partes, acima do qual a pessoa constrói a linha média; acima de todos os atributos e discernimentos ela tem que determinar um discernimento comum chamado linha média. 

Portanto, primeiro ela tem que esclarecer as duas perguntas – “quem (Mi)?” e “O quê (Ma)?” – o que significa com a água (ma-im) do dilúvio. Rabash escreve: “E se a pessoa está feliz com estas duas perguntas, que agora ela tem um lugar para trabalhar acima da razão, verifica-se que ela é salva do dilúvio de água”. 

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/12, Escritos do Rabash

Forçado Pela Vara Ou Pela Escolha?

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o Criador criou a inclinação ao mal, mas, na verdade, a questão é que eu mesmo tenho que descobrir a minha inclinação, descobrir que meu desejo inicial é mau e oposto ao Criador.

Isso não é tão fácil. Mesmo que o Criador dê e eu receba, o que há de tão ruim nisso? A questão não é o desejo; ele permanece o mesmo, nem bom nem mau. Eu mesmo determino o mal ao alcançá-lo. 

A pessoa alcança a entrega da Torá quando precisa de correção, quando descobre dentro de seu desejo uma intenção má: para si mesma e contra os outros, o que significa contra outras pessoas e contra o Criador. Isso é o que ela chama de mal. Isso requer uma preparação séria para sentir tal vergonha quando você sente “Eu prefiro morrer a viver”. 

Nós imaginamos a entrega da Torá como uma necessidade tão convincente como a montanha de ódio pairando sobre nós e que nos deixa sem escolha. Mas a pessoa tem que sentir a necessidade, já que não há nenhuma coerção na espiritualidade. Então, como esse problema pode ser resolvido? Por um lado, o Criador “me empurra contra a parede”, e por outro lado, eu preciso sentir a deficiência. 

Na verdade, o que o Criador dita é apenas uma condição e se eu a cumprir, recebo a Torá, o que significa o método de correção, mas eu mesmo tenho que estabilizar esta condição e concordar com ela: “Se eu não aceitá-la, eu prefiro morrer a viver”. Esta é a preparação necessária para uma pessoa. 

Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

Sem Sentir Vergonha Você Não Vai A Lugar Algum

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, Item 8: Isso é porque existe uma lei natural de que o receptor sente vergonha e impaciência ao receber presentes do doador como resultado de compaixão e piedade.

Disso se estende uma segunda lei, que nunca ninguém vai ser capaz de satisfazer as necessidades de seu amigo ao máximo, porque em última análise, ele não será capaz de dar-lhe a natureza e a forma de autopossessão, pois só com ela a perfeição desejada é alcançada.

Na verdade, o Criador não pode cobrir e compensar o sentimento de vergonha por Si mesmo, sem a nossa participação. Nós temos que passar por diferentes fases de forma independente, revelando assim nossas falhas e corrigindo-as; claro, nós usamos Sua força para realizar a correção, mas o ciclo deve ser o seguinte:

– Eu descubro como sou corrupto;

– O problema que é revelado não está em mim, mas na minha atitude em relação à atitude do Doador;

– Eu determino o que é falho no que diz respeito a isso;

– Eu procuro uma forma de corrigir a falha e como completá-la.

– Eu peço ao Criador a força para corrigir a falha.

Isto significa que esta ação é muito complicada e é feita de muitos componentes; é impossível ter êxito sem isso. A pessoa tem que realmente sentir isso; não há outra escolha. Ela tem que sentir e passar por diversos estados no caminho, obviamente com a ajuda do Criador, o que significa com a ajuda da força superior, a Luz. Mas ela tem que participar de todas as fases e de cada decisão.

É impossível receber um presente de alguém, desfrutá-lo, e sentir que é seu. Há sempre o sentimento de vergonha diante do doador. Em nosso mundo o problema é resolvido pela ocultação do Criador, que nos permite revela-Lo apenas na medida em que podemos ter o sentimento de vergonha.

O Criador está oculto e a vergonha é revelada apenas na medida em que estou pronto para me assemelhar a Ele, para esclarecer o assunto da minha recepção. Quanto mais eu avanço, mais fina e sensível se torna a minha percepção, e daí eu estou pronto para a revelação da vergonha. Em alguns aspectos, isso é semelhante ao que acontece em nosso mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, “Matan Torá” (A Entrega da Torá)”

De Que Maneira O Ego É Bom?

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma o ego é bom e como é possível usá-lo beneficamente?

Resposta: O ego é bom, porque é a única energia que existe em nós. É o que nos empurra para frente, nos eleva. Ao longo da evolução ele tem nos elevado constantemente do nível animal para o nível atual.

E hoje nós estamos no ponto onde realmente mudamos. Começamos a compreender que a forma anterior de ego que usávamos se esgotou. Nós não somos capazes de trabalhar mais com ele; deste modo ele nos mostra a crise atual.

Esta é a crise do ego anterior, quando nos o usávamos e parecia que estava tudo bem, tudo estava normal, e era possível continuar desta forma até o final. Mas, de repente, foi revelado que ele tinha se fechado, tinha nos englobado num único sistema, na interdependência completa.

E se nós estamos completamente dependentes uns dos outros, como podemos usar nosso ego? Aos poucos nos tornamos como uma família, onde todos são dependentes um do outro, e eu preciso usar o meu ego, calculando minha dependência dos outros. Isto significa que, desta forma, eu preciso usá-lo de forma diferente, ou seja, já de forma integral, de acordo com o ego dos outros.

Acontece que temos que começar a usar o ego geral que é compartilhado por nós: conectá-lo em conjunto e superá-lo, de modo que a nossa unidade, conexão e apoio serão maior do que o nosso ego pessoal, isto é, para que o nosso ego se torne mútuo, social e coletivo.

Isto significa que o nosso grupo precisa ter um objetivo comum, e nós precisamos alcançar este objetivo mútuo, cada um empurrando nessa direção com seu ego pessoal. Então, todo mundo vai estar pronto para um objetivo comum, uma conexão mútua, e no final nós vamos começar a medir o nosso sucesso conforme a nossa conexão. Isso é muito importante. Assim, o nosso ego não é anulado, mas é simplesmente utilizado conforme o modo que é revelado hoje para a humanidade, ou seja, de uma forma integral.

Da Lição Virtual 21/10/12

O Boomerangue Sempre Volta Para Você

Dr. Michael LaitmanEm todos os grupos às vezes há problemas, e há pessoas que não concordam com o que está acontecendo e acreditam que têm que avançar de forma diferente. Há aquelas que agem dessa forma simplesmente porque é sua natureza serem altruístas ou filósofas. Não tem nada a ver com o caminho da correção e elas não têm nenhum ponto no coração. Elas chegam e começam a decidir como as coisas devem ser executadas e acham que tudo deve ser feito de forma oposta, porque, naturalmente, é contra a sua natureza egoísta.

Há diversos casos em que a pessoa às vezes age desta forma porque gosta de ser dominadora e não consegue se conter, até que ela adquire algum conhecimento e entende o método. Isso leva anos, às vezes 15-20 anos, e até lá a pessoa não é capaz de dar o “meio Shekel” que deveria, a sua metade do trabalho, de modo que o Criador vai completar a outra metade, mas acha que pode mudar sua vida sozinha.

É o orgulho tolo, mas nós geralmente não o percebemos com nossos sentidos corporais, já que uma pessoa neste mundo faz tudo de acordo com seus sentimentos e mente corporal. Mas se ela começa a se aproximar do trabalho espiritual com esses sentimentos e mente, é uma abordagem totalmente ingênua e infantil. Ela tenta trabalhar com sistemas que são opostos ao seu, dos quais ela está totalmente desligada e nem sequer sabe de que forma é oposta a eles.

Se ao mesmo tempo ela também começa a se sentir orgulhosa, ela infelizmente provoca prejuízos não só para si, mas também para os outros. No final, isso volta até ela como um bumerangue e a atinge seja nesta vida, se ela ainda estiver viva, ou na próxima vida.

A pessoa deve levar em conta que todo o mal que ela causa ao ambiente será muitas vezes maior e vai voltar a ela! Assim, o grupo tem que se precaver de tais pessoas quando os desvios aparecem. Isso geralmente acontece se o grupo não tem uma liderança forte ou se, por razões diferentes, não quer compartilhar informações com outros grupos. Então, os outros grupos não sabem o que está acontecendo naquele determinado grupo e não podem ajudá-lo e apoiá-lo.

Essas pessoas têm um ego forte e sendo tolas assumem que sabem e entendem o que deve ser feito e fazem um buraco no barco geral, pondo assim em risco todo o grupo. Isso pode levar a grandes problemas no avanço do grupo.

Assim, todos os grupos devem compartilhar abertamente entre si o que acontece em cada grupo. Tudo deve ser conhecido, como numa família, num só corpo. Nós devemos nos organizar e estabelecer um comitê que vai executar a liderança ideológica de todos os grupos como um único grupo. O comitê deve estar acima de todos os grupos locais e deve sempre saber o que está acontecendo em cada grupo e ser capaz de decidir o que e como as coisas devem ser feitas em cada grupo de acordo com nossos critérios e princípios.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, “Conversa Sobre o Grupo”

A Coisa Mais Difícil É Pedir Ajuda

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: …nós temos que entender que o resto das 612 Mitzvot (mandamentos) da Torá, com todas as suas interpretações, não são mais nem menos do que a soma dos detalhes inseridos e contidos nessa única Mitzva (singular de Mitzvot ), “ama ao próximo (amigo) como a ti mesmo”.

Há 613 “mandamentos”, ou seja, 613 ações que levam à correção. Nós devemos alterar as intenções que estão associadas ao desejo de receber, de egoístas (em prol da recepção) para altruístas (em prol da doação). Ao fazê-lo, isso significa que “cumprimos um mandamento”.

O número de mandamentos é definido pela quantidade de desejos de receber individuais que o vaso da alma engloba. Ele está dividido em duas partes:

Superior: Galgalta Eynaim (G’E), 248 desejos

Inferior: AHP, 365 desejos

A intenção de receber é chamada de “inclinação ao mal”, e a intenção de doar é chamada de “inclinação ao bem”. A ação em si continua a mesma. Nós só conseguimos fazer a distinção entre ações boas ou más pelas intenções que estão por trás delas. Assim, o processo de correção é, de fato, uma mudança de intenção. Se for autodirigida, é considerada inclinação ao mal, se estiver focada no próximo, então é inclinação ao bem.

No final, nós temos que corrigir 248 e 365 desejos; todos juntos, eles compreendem 613. No entanto, nós corrigimos apenas 612 desejos, já que o último mandamento (aquele do amor) continua “problemático”. Como dizem os Cabalistas, ao aperfeiçoar 612 desejos, vamos alcançar o amor. Em outras palavras, do amor ao próximo chegamos a amar o Criador.

Em todo o sistema, há uma parte especial dos desejos naturalmente interligada ao resto dos desejos do grupo que deve se corrigir. Eu não estou lá no início. Mas assim que eu começo a trabalhar com o grupo, com os amigos, querendo me conectar com eles, ao fazê-lo eu descubro que na minha natureza tudo é contra isso: “Eu não posso, não sou capaz, não quero, não vou fazer isso”. Isto é o que significa a inclinação ao mal, a qual não quero me unir, e isso me impede.

Então, eu chamo isso de meu “inimigo” e exijo a correção dos amigos que estão perto, longe, em qualquer lugar. Eu descubro onde está a correção, como realizá-la, como superar a minha inclinação. E faço isso até sentir a necessidade de voltar ao Criador.

Isso não vai acontecer imediatamente. Eu posso gritar agora, mas depois o desejo egoísta cresce, e o pensamento do Criador se torna insuportável. Eu O odeio, estou pronto para destruí-Lo, qualquer coisa exceto me voltar a Ele. Eu acho que sou obrigado a fazer o impossível, como se em vez de destruir o inimigo, eu tenho que amá-lo e ajudá-lo. Isso é muito difícil. Então, sentindo-me desesperado, desejando alcançar a doação apesar de tudo, eu me volto ao Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Apegar-se Ao Criador Sem Se Dissolver Nele

Dr. Michael LaitmanO Criador é a lei universal e mais geral da natureza. Ele é chamado de “O Bom que faz o bem”.

A lei da natureza é composta de várias partes: os níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Em geral, trata-se de desejos de receber que o Criador se esforça em satisfazer. Ele quer que eles sintam seu melhor absoluto.

O que pode satisfazê-los? Nada menos do que o estado em que o próprio Criador está. Qualquer coisa menos do que isso não pode ser considerado “o Bem que faz o bem”, já que isso significa que algo está faltando.

Portanto, o objetivo da criação não é “derreter-se” ou dissolver-se no Criador. Pelo contrário: a criação tem que preservar a sua identidade e ao mesmo tempo se tornar semelhante ao Criador.

A benevolência final que a criação pode obter: “Ótimo! Você me deu o melhor que podia; agora, eu não cedo nada a Você, nem na forma, na maneira como me expresso, no modo de operação, nem nos estados que atravesso”. Este é o estado que devemos alcançar.

É possível para a criação perceber a perfeição apenas se ela permanece sendo a criação, ou seja, algo que é oposto ao criador. Ao mesmo tempo, a criação deve se tornar semelhante a Ele sem perder sua “autonomia”.

Para isso, a criação tem que experimentar um estado que é oposto ao Criador; ela tem que se agarrar a este estado, ou seja, manter internamente a inclinação ao mal, mantendo desejos contrários, e construir uma atitude benevolente acima deles. Só se a criação consegue “manter” os dois polos é que ela permanece como criação; mas, ao mesmo tempo, torna-se semelhante ao Criador.

Este processo tem que ser aplicado no grupo, isto é, numa pequena parte dos desejos que pertencem ao nível falante, que é chamado de “Israel”. É o grupo que tem que iniciar o processo, passar pelas falhas e fazer as correções. Após o término deste trabalho, o grupo tem que transferir os resultados do seu trabalho a toda a humanidade; por sua vez, através da autocorreção, o nível humano finalmente modificará os níveis animal, vegetal e inanimado. Esta é a sequência de eventos a ser seguida.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

E Agora?

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da BBC News): “O debate veio depois que a Grécia… anunciou que o desemprego atingiu um recorde de 25,1% em julho, com o nível entre os jovens atingindo mais de 50%”.

“E a nação previu que sua economia vai encolher 6,5% este ano, muito mais do que o estimado anteriormente, pior do que a estimativa anterior de 4,8%, em março, sugerida aos seus credores”.

“A Grécia também disse que a sua economia vai encolher pelo sexto ano em 2013”.

Meu comentário: Como podem surgir novos postos de trabalho se eles não são necessários na economia? Isto sugere apenas uma solução: produzir tanto quanto necessário, em vez de produzir bens desnecessários que prejudicam o meio ambiente.

O cálculo da produção vai ter que começar “debaixo”: quais os bens e serviços e qual a quantidade necessária PARA TODOS. Então, a produção e os serviços precisam ser construídos de acordo com este cálculo. A busca da satisfação do ego será transformada no lazer correto: a conexão integral, que dá a sensação de maior satisfação.

A Vergonha Como Motor Para O Avanço Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, Item 7: Aquele que come e desfruta o trabalho do próprio amigo tem medo de olhar para o seu rosto, porque ao fazer isso ele se torna cada vez mais humilhado, até que perde sua forma humana. E porque o que se estende de Sua totalidade não pode ser deficiente, Ele nos deu espaço para obtermos a nossa exaltação por nós mesmos, através do nosso trabalho em Torá e Mitzvot.

A criação é o oposto do Criador em seu atributo interno, no desejo egoísta de “Eu vou governar”. A única coisa que pode ficar oposta é a vergonha que decorre do defeito no seu próprio “eu”.

Na verdade, esses dois discernimentos se fundem em um, e este é perfeitamente suficiente para levar o ser criado à correção. Isto é porque uma pessoa está pronta para fazer qualquer coisa para que não tenha que sentir o defeito da vergonha em seu desejo de receber. Nós só podemos ter vergonha se for possível cobrir o desejo de receber de modo que ele não será realmente ferido. Mesmo que o desejo de receber possa ser ferido nos primeiros níveis, não podemos aceitar isso no quarto nível, já que ele imediatamente forçará a pessoa a colocar um fim no estado atual e parar o sentimento de vergonha em da forma que ela puder.

Geralmente, nós compensamos os defeitos aprendendo com o nosso ambiente. Todo o sistema é construído dessa forma, de modo que nas três linhas opostas nós possamos de alguma forma lidar com a vergonha. Mas, na verdade, este é um grande sentimento que foi preparado para as almas elevadas.

Pergunta: Como a vergonha está relacionada à adesão que nós temos que alcançar?

Resposta: Vergonha e adesão, medos e ansiedades, o que você quiser, são todos componentes das adesões. Na adesão cada um participa plenamente da forma mais elevada e aberta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

“A Europa Pode Mergulhar Numa Guerra Se O Euro Quebrar”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Vince Cable, Secretário de Estado para Negócios do Reino Unido): “A Europa pode mergulhar numa guerra se o euro quebrar, advertiu Vince Cable”…

“‘Nós tendemos a esquecer, até sermos lembrados na última semana pelo prêmio Nobel, que o projeto europeu foi construído a fim de resgatar a Europa do nacionalismo extremo e do conflito. Não há nenhuma garantia automática de que isso não vai voltar’. O secretário de Negócios descreveu o euro como ‘muito importante’ e disse que o Reino Unido ‘seria ouvido bem alto se ele começasse a falhar’”.

“Ele acrescentou: ‘Minha sensação é de que os alemães, em particular, percebem o quanto está em jogo. Uma série de medidas sensatas foi tomada nos últimos meses’”.

“‘Eu acho que no fundo há bastante senso comum e um senso de sobrevivência para evitar que isso saia do controle. Se isso acontecer, eu temo que as consequências vão ser horríveis para nós’”.

Meu comentário: O problema não está no euro e nem na Europa, mas no programa geral do desenvolvimento evolutivo humano. A humanidade deve passar para o próximo estado, a equivalência com a natureza, o que significa unidade e consumo razoável. Unidade, porque aqui nós nivelamos o nosso egoísmo e nos tornamos como todas as partes da natureza, interligados com ela. Consumo razoável, porque neste estamos em equilíbrio com a natureza inanimada, vegetal e animal.

Com esta mudança em nós mesmos, nós saímos do nosso egoísmo e começamos a sentir o próximo nível da natureza, a esfera de doação, além da esfera de recepção em que existimos por enquanto. Assim, o euro desempenha apenas um pequeno papel, nos empurrando para a mudança.