Textos na Categoria 'Egoísmo'

Um triângulo Espiritual

Pergunta: Como é que vamos conseguir livre arbítrio do nosso egoísmo através da conexão com o próximo? Como posso ser livre e conscientemente me desenvolver livremente, e não forçado por uma vara para a felicidade ou ser atraído por um doce para a mesma felicidade?

Quero me tornar consciente, entender e perceber a mim mesmo e minha vontade livre, independente desses motivos. Como é possível implementarisso  no grupo e em quais condições? Afinal, este problema existe, mesmo após a Machsom quando eu já sei e entendo tudo..

Resposta:. Uma pessoa alcança a independência do Criador, quando ela pede o Criador para o bem do grupo e pede ao grupo para o bem do Criador. Se ela está um-em-um com o grupo ou com o Criador, isso não pode ser alcançado. Este é um triângulo.

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A partir da Convenção Geórgia 5/11/12,Oficina 1

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Brigas Ou Conexão?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos avaliar o estado em que o grupo se encontra, e vale a pena fazê-lo?

Resposta: Quando uma pessoa está triste, com raiva ou experimenta algumas emoções fortes, dizemos-lhe: “Relaxe, suba acima de si mesma”, e assim por diante, ou seja, nós sempre a invocamos para subir acima de suas emoções.

Nosso trabalho no grupo deve ser o tempo todo baseado em sempre ascendermos acima do nosso ego. Nós entendemos e apreciamos isso, porque é exatamente ele que nos empurra para frente e faz tudo o que é possível para nós, para que nos elevamos acima dele. Portanto, o ego é chamado de “ajuda contrária”. Isto é, todos os pensamentos, desejos e intenções que surgem dentro de nós a cada instante, tudo o que temos internamente, tudo que flui dentro de nós numa corrente incessante é necessário apenas para que superemos e “nademos” acima dela.

Quando uma pessoa entende e começa a trabalhar com isso, ela alcança a meta muito rapidamente. Isso está no grupo e também pessoalmente em cada um de nós. Assim, é no grupo que temos de tratar um ao outro dessa forma, também em relação ao estado geral do grupo, que inclui todos os tipos de discernimentos e tudo o que é possível.

Que discernimentos pode haver no grupo, se não subirmos acima de nós mesmos? Será que somos como vizinhos escandalosos num prédio que começam a investigar as relações, ou motoristas negligentes que discutem entre si?!

Nós precisamos subir acima, nos conectar, e depois esclarecer qual é o problema. E pode ser que isso nem seja um problema, mas, na verdade, uma ajuda especial que nos ajudou a conectar. Mas, sem conexão, não é um grupo, o discernimento Cabalístico, mas apenas uma discussão, uma condição mundana regular.

Portanto, nós devemos primeiro nos conectar. Para isso, uma terceira pessoa pode ser necessária, ou algum tipo de condição adicional, mas sem conexão nunca vamos esclarecer nada. Sempre haverá alguém correto e alguém culpado.

Eu falo de nossas relações no grupo, e não do trabalho de disseminação, como em todas as empresas há aqueles que entendem mais, os gerentes, e funcionários que são subordinados a eles. Num grupo, nós podemos resolver todos os problemas apenas a partir do ponto de vista da conexão e unidade.

Quando nos conectamos no ponto de unidade e o mantemos (já que esta é a principal coisa para nós, e o Criador intencionalmente organizou tudo para nós para que possamos atingir essa conexão e a mantenhamos), então vamos ver o que é mau, qual é o problema, e não passar por cima dele, mas tentar compreender sua essência.

Isso é necessário apenas para percebermos que a conexão resolve todos os problemas. “O amor cobre todos os pecados”. Ou seja, em princípio, nada tem que ser corrigido, porque todas as brigas e oposições são necessárias apenas para nos elevarmos acima delas e nos conectarmos. Não há mais nada nelas. Não há necessidade de recorrer a elas; de qualquer forma, você não vai encontrar nelas a verdade.

A propósito, é a mesma coisa numa família. Elevem-se acima de todos os problemas e se conectem! E o que acontece com o que era antes? Não havia nada; de qualquer forma, vocês não serão conseguirão ajudar. Cada um de nós é oposto ao outro e, mais importante, sempre diferente.

Qual a razão de você começar a questionar algo? O Criador deliberadamente organizou para você essas novas características conflitantes que não podem sequer ser imaginadas. Todas as nossas vidas são compostas por elas. Tudo o que vemos agora em torno de nós é como um filme onde apenas todas as nossos incompatibilidades nos são mostradas, das quais esta imagem do mundo é composta. Quando você começa a subir, você “nada” num plano completamente diferente: na unidade.

Da Convenção na Geórgia 06/11/12, Lição 2

Aprender A Sabedoria Do Amor

Dr. Michael LaitmanDiz-se que não há ninguém mais sábio do que o experiente. A pessoa acha que passou por muita coisa e que entende muito. No entanto, a expressão “não há ninguém mais sábio do que o experiente” não se refere à mera compreensão, mas sim ter realmente passado e sentido todos esses estados. Quem sabe quais outros estados ainda estão por vir.

Portanto, muita paciência e perseverança são exigidas de nós, não importa o que aconteça. O principal é se aderir ao ambiente que vai ajudar a pessoa a se segurar em qualquer situação e não deixar o caminho, apressar o tempo, e, assim, transformar todos os problemas que são revelados em ajuda, para o bem.

O mal que se revela é a separação da adesão, do sentimento de que “não há outro além Dele”. Isso é o que a pessoa vê como mal, e não os sentimentos corporais desagradáveis, até que todos os seus órgãos começam a sentir a mesma coisa. Isto significa que a Luz que Reforma lhe traz um sentimento real de prazer do fato de que o “não há outro além Dele” a domina.

Até lá a pessoa tem que passar por vários estados onde se sente perdida e quer desaparecer totalmente desta realidade. Mas, no final, ela atinge estados opostos quando todo o vazio que é revelado se transforma num lugar onde ela consegue valorizar e louvar o controle do Criador, da força de doação.

Então, ela é capaz de se relacionar de forma diferente com todos os estados, relacionamentos, pessoas e valores que antes eram odiosos e causavam-lhe dor. Ela entende que “não há outro além Dele”, e que tudo que acontece é para seu próprio bem. Então ela começa a amá-los, até atingir o amor absoluto.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/11/12

Não Temos Medo De Nenhuma Data

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente toda a Internet está cheia de prognósticos de que alguns eventos desagradáveis ocorrerão em dezembro de 2012. O que a Cabalá diz sobre isso? Por favor, tranquilize o mundo!

Resposta: Como posso te tranquilizar?

Eu acho que tudo depende de nós, inclusive você. Eu não vou te acalmar, mas completamente o oposto, porque nós realmente existimos numa liberdade de escolha muito acentuada e dezembro e todo o ano seguinte depende de nós. Além disso, esses estados, que teremos que passar, são totalmente determinados apenas pelo nosso grupo mundial e por mais ninguém.

Assim, eu não tranquilizarei nenhum de vocês. Pelo contrário, vocês têm que sentir muito claramente que o mundo inteiro depende de vocês. Vocês tem que perceber isso conscientemente, o que significa que precisam ter uma atitude séria para a nossa tarefa, uma constante aspiração mútua em seus corações.

Vocês sentem como os nossos corações estão se unindo mais e mais numa bola? Só isso vai salvar a nossa situação e torná-la maravilhosa. Será maravilhosa no sentido de que vamos lembrar que temos que estar mais próximos e mais unidos até reunirmos todo o nosso coração. Então, não vamos ter medo de qualquer calendário.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 3

Reconhecimento Crescente Do Momento Atual

Dr. Michael LaitmanHoje nós estamos apenas começando a suspeitar e descobrir que estamos conectados de forma mútua e íntima, e estamos conduzindo uma pesquisa sobre o tema, escrevendo vários artigos sobre ele na Internet. Mas antes não era assim.

Dez anos atrás eu não podia falar sobre isso. Em 2005, eu apresentei um documento em Arossa, Suíça, no Conselho Mundial da Sabedoria, e eles se recusaram a concordar comigo. Quatro anos atrás eu falei com um vencedor do Prêmio Nobel de Economia e disse-lhe que o mundo estava em crise e que tudo vai se desintegrar rapidamente, assim como no momento do Big Bang, quando o Universo foi criado! Ele não concordou comigo.

Havia muitas pessoas assim. Eu dei palestras nos EUA em diferentes universidades, faculdades, em todos os lugares.

Cinco semanas atrás, eu conheci um representante da UE na Itália. Eu lhe disse o que estava acontecendo e ele me entendeu, algo que não acontecia antes. Ele escreveu tudo, como um estudante, e me perguntava frequentemente, mas sua conclusão foi: “Eu concordo com tudo o que você diz, mas não podemos colocar isso em prática, não podemos resolver isso, não temos a quem nos dirigir no momento, ninguém vai entender, mas você está certo”.

Isto significa que, gradualmente, o mundo está avançando em direção ao reconhecimento de que estamos num espaço fechado, sob a influência das forças da natureza, e não acima delas, e que não podemos fazer o que gostamos, visto que a sociedade humana também tem certos atributos que nos foram dados pela natureza.

Nós temos que estudar essas leis e cumpri-las, pois, caso contrário, vamos nos sentir mal. E o mais importante, quando a natureza está fechada e torna-se global, há interações mútuas dos componentes dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, e nossas interações negativas podem afetar o mundo inanimado, vegetal e animal, assim como acontece agora com o furacão Sandy ou tsunamis.

Isto significa que todos esses níveis de interação são interdependentes e verifica-se que o homem, por sua atitude errada para com as outras pessoas e a natureza, afeta tudo, já que é o nível mais elevado.

Aqui nós precisamos da sabedoria da Cabalá, uma vez que ela nos diz como devemos nos organizar. Se não nos tornamos redondos como o nosso ego, o que significa mutuamente interdependentes, nós veremos que somos opostos à natureza.

Da Convenção na Geórgia, 05/11/12, Lição 1

Inanimado, Vegetal, Animal E Falante

Dr. Michael LaitmanNa espiritualidade, há quatro níveis de desenvolvimento do desejo de receber: inanimado, vegetal, animal e falante.

O desejo age de acordo com a força que está nele.

Se a força é do nível da natureza inanimada, o desejo mantém a sua estrutura e resiste às forças externas o máximo possível, de modo que elas não o penetrem nem o quebrem. Existem materiais que são mais ou menos fortes, mais ou menos estáveis, dependendo da intensidade do desejo da forma inanimada específica. Alguns materiais são muito difíceis de quebrar, enquanto outros são maleáveis. Outra questão é quais materiais afinal são mais ou menos resistentes às influências externas: uma roda de borracha, por exemplo, absorve os golpes apesar da agitação e penetrações externas, enquanto que uma roda de pedra ou ferro se decompõe muito mais rápido.

É assim que verificamos os nossos desejos de acordo com a sua dureza interna e não a sua dureza física: como é que eles resistem às mudanças externas. Mesmo em nosso mundo, nós vemos a diferença entre a borracha e o ferro, que pode resistir às mudanças externas, mas se quebra quando algo o penetra.

Depois do nível da natureza inanimada existe o nível vegetal. Seu desejo é maior e mais forte, e pode resistir às influências externas, classificá-las e usar os elementos benéficos. Ele verifica e classifica os fatores externos, absorve o que é benéfico e expele o que é prejudicial.

Assim, ocorre um ato muito complexo de esclarecimento, no qual o desejo do vegetal tem que saber a sua própria estrutura, o que e para que ele existe, o que é benéfico e o que é prejudicial para ele. O vegetal faz este esclarecimento instintivamente, e com isso podemos entender como a pessoa deve agir no nível espiritual do vegetal.

O desejo do nível animal pode escolher o seu ambiente, e por isso consegue se mover de um lugar para outro. Ele precisa de um companheiro para se reproduzir. Aqui, o nascimento é uma criação real, como se o Criador criasse uma nova criação. Na espiritualidade é realmente assim, e a menos que a pessoa adquira a força de Bina, não pode dar à luz.

O desejo no nível animal pode assumir muitas formas. Além de conhecer a si mesmo, ele também conhece diferentes fenômenos que revelam desejos menores e maiores. Assim, o nível animal vê a sua vida de uma ponta a outra. Os animais têm filhos e os criam. Em geral, neste nível há um programa interno instintivo do conhecimento da vida de uma pessoa, embora ele seja limitado e inevitável.

Os animais se movimentam e sentem onde é bom para eles e onde é ruim. Eles podem escolher o ambiente. O vegetal dificilmente influencia o ambiente, mas apenas se protege contra pragas e, em certa medida, se abre para as condições externas benéficas, tais como a luz solar, o ar, a umidade, etc. Por outro lado, os animais escolhem e mudam o ambiente; eles se movem de um lugar para outro, criam para si um lugar para viver e se reproduzir. Até certo ponto eles sentem o outro, incluindo a sua presa, que eles também têm que entender e sentir. Eles sentem o outro especialmente quando se reunem em bandos, que têm uma clara ordem e hierarquia

Estas são coisas profundas, mas que ainda são preenchidas instintivamente.

Quanto a nós no nível falante, tudo tem que estar acima do desejo de receber, acima da restrição. Nós só devemos entender que uma pessoa tem que conhecer o novo mundo.

No mundo espiritual, há 620 desejos que agem em todos os níveis:

• O nível inanimado está pronto para resistir a qualquer alteração de seu ego, mantendo-se sob a Masach (tela), sob a proteção da restrição, isto é, acima de todos os desejos egoístas.

• O nível vegetal usa seu desejo de receber proveniente da casca egoísta das Klipot com a ajuda da Luz que Reforma, e começa a esvaziá-la e esclarecer o que é bom para ele e o que é prejudicial. Ele absorve o que é benéfico e expele o que é prejudicial, abrindo e fechando-se, à medida que todas as suas ações são destinadas à doação, mas ainda agindo no geral, sem nenhum esclarecimento pessoal, sem dar dando nascimento a nada de forma independente. As criaturas do nível vegetal permanecem no âmbito do desejo geral e mudam juntas. Em outras palavras, a pessoa pode estar acima de seu desejo pessoal egoísta, mas não consegue ainda “dobrar” ou mudar a sociedade, não consegue abrangê-la e corrigi-la internamente.

• O nível animal com seu desejo de receber pode existir no mundo do Criador quase ilimitadamente.

• O ser humano inclui todo o ambiente dentro dele, o mundo inteiro, e se torna um “justo, que é a fundação do mundo”.

Baal HaSulam fala sobre isso no artigo 115 do Shamati, que também é chamado de “Inanimado, vegetal, animal e falante”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/11/12, Shamati # 115

O Que Nos Falta?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que uma pessoa se senta e assiste a si mesma: “Eu quero um pouco de água, depois eu quero outra coisa, e eu não sei mais o que quero”. Será que um simples experimento a ajuda a entender que a essência de seu desejo é desfrutar?

Resposta: A pessoa vai ver que cada vez surgem novos desejos nela. Ela não sabe de onde eles vêm; primeiro ela quer uma coisa e, de repente, outra coisa e depois outra.

Por outro lado, ela pode se programar, o que significa concentrar-se em certos desejos e se lembrar de algo que lhe trouxe prazer. Neste caso, um desejo tão grande por esse prazer se desenvolve nela que ela começa a ansiar por ele mais uma vez: “O que eu quero? Ah, esqueci, há um pouco de sorvete na geladeira”, e ele pega o sorvete, ou pode se lembrar de que queria ir a algum lugar interessante ou conhecer alguém interessante, ou ler um livro interessante ou ver um filme que preparou para ver e assim por diante.

Isto significa que nós evocamos a nós mesmos quando não sentimos prazer. Nós não sentimos o prazer quando nos preenchemos. Eu estou cheio, o que aparentemente significa que está tudo bem, mas a minha vida não tem sentido. Mesmo quando aparentemente temos tudo, falta-nos o acréscimo de excitação. Nós inventamos novas fontes de prazer e incentivos, mas na verdade é o mesmo ego.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 03/11/12

O Que É Um “Grupo”?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em que condições nós podemos ver que um grupo existe e que se dirige à meta?

Resposta: Um grupo que está na direção da meta é um conjunto de pessoas para as quais existe apenas uma meta. Elas sabem o que ela é, percebem-na entre elas, e a sentem. Elas estudam juntas a partir de fontes Cabalísticas; elas se analisam de acordo com estas fontes, e trabalham na conexão de seus pontos no coração, o que significa que a principal coisa para elas é a conexão, à medida que ignoram todos os outros atributos. Se a pessoa anseia pela unidade, a fim de revelar o Criador, é o suficiente para ela ser minha amiga, mesmo que ela possa ser uma pessoa desagradável em todos os outros aspectos; isso não faz diferença. Aos poucos, todos nós entendemos como nos ajustar uns aos outros e nos aproximar.

Um grupo é um conjunto de pessoas que entendem que, a fim de alcançar o Criador, devem trabalhar em si mesmas, estudar e levar certo estilo de vida. Elas têm que se encontrar regularmente e estar tão fortemente conectadas que isso constantemente levará à conexão e unidade.

Se elas apenas alugam um local e se reúnem lá, isso não significa que elas já são um grupo. Elas se encontram fisicamente, leem juntas, e depois seguem seu próprio caminho. Isso faz delas um grupo? De acordo com a sabedoria da Cabalá tudo é determinado pelo despertar interno e não pelos corpos físicos.

Um grupo refere-se ao anseio dos pontos no coração em se tornar um todo. Só então ele é chamado de “grupo”. Então, nós ainda precisamos trabalhar muito nisso.

Mas quando todas as pessoas anseiam juntas por uma meta, entendendo que somente assim vão se conectar acima de todas as diferenças, elas exibem o atributo do Criador e, com isso, superam a quebra: daí elas se tornam um grupo.

Assim, verifica-se que todos os nossos atributos contrastantes estão num único desejo egoísta. É como se todos os desejos egoístas que são opostos aos nossos, que estão em contraste um com o outro, estão agora num saco. Nós restringimos nossos desejos, colocamos uma Masach (tela) acima destes atributos e concentramos nossos pontos no Criador, em equivalência e doação.

Acontece que nossos desejos egoístas conectados ficam embaixo, enquanto as nossas intenções de nos conectar e desejar o Criador, de nos assemelhar a Ele, e nos tornar igual a Ele, estão acima deles. É assim que a alma, que significa o Partzuf coletiv0, é criada.

A alma é única. Não há muitas almas. Há apenas um vaso para todos. Se nós o criamos, de repente descobrimos que ele já foi criado! Nós só tentamos descobri-lo e por nossas tentativas de repente descobrimos que já existimos nele. Isto é porque toda essa criação já existe, enquanto a quebra ocorreu apenas em relação à nossa consciência. Quando nós desejamos avançar, nós subimos acima do nosso sentimento atual.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

Pessoas Das Cidades Vivem Sozinhas

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Spiegel Online): “A solidão é uma característica comum da civilização ocidental. O número de pessoas que vivem sozinhas está crescendo, e há um segmento crescente de aparelhos domésticos projetados para pessoas solteiras. Além disso, o isolamento é uma característica tanto dos idosos quanto dos jovens. Os laços familiares tornam-se mais frágeis. Num contexto de casamentos em declínio, o número de famílias cujos membros têm que viver separadamente é crescente”.

Meu comentário: Parece um paradoxo: a cidade não reúne, mas divide as pessoas. Assim, a comunicação direta é substituída por outros meios de comunicação. O egoísmo crescente não tolera a comunicação direta. Isso vai levar a todos os tipos de problemas psicológicos e sociais. Mas eu acho que a crise está se desenvolvendo mais rápido e vai forçar a aceitação da necessidade de implantar a educação integral em todos os lugares. E ela vai mudar a conexão entre as pessoas. A qualidade dessas conexões determina nosso futuro.

O que nos impede de conetar?

Pergunta: Se nós estamos prontos para encontros várias vezes por semana para ler e discutir coisas, o que nos impede de conetar com os amigos?

Resposta: O vosso egoísmo. Ele vai crescer a cada dia, e vai encontrar falhas cada vez maiores nos seus amigos para que diariamente os veja com maior aversão.

Pergunta: Será que eu não sei qual é a razão para isto?

Resposta: Podem haver imensas razões. Você não acredita em mim? Daqui a um ano nós perguntar-vos-emos e vocês nos dirão como estão a fazer.

Há alturas em que as pessoas são simplesmente indiferentes. Você vem, estuda, parece ser necessário, útil, e depois de se habituar a isso você simplesmente para de perceber os demónios por um tempo.

Então, conforme você trabalha com eles, você sente criticismos em relação a eles; você encontra pontos maus em toda a gente, até que atinge a verdadeira repulsa e alienação.

Mas o verdadeiro ódio aparece quando as pessoas estão a trabalhar seriamente na conexão. Então o verdadeiro ego aparece e é fortemente revelado. É aqui que o trabalho real começa a sério.

Da Convenção da Geórgia 06.11.2012, 2ª Lição