Textos na Categoria 'Egoísmo'

Tensão Social

Dr. Michael LaitmanOpinião (Steen Jakobsen, economista-chefe e CEO, Saxo Bank): “Nos surpreendeu o pequeno o impacto das greves nas ruas da Grécia, Portugal e Espanha sobre os políticos. Mas isso está finalmente mudando: o Eurogrupo considera transferências diretas para a Grécia.

Os políticos estão finalmente percebendo que a tensão social pode ultrapassar as reformas tão necessárias e as necessidades de financiamento, em virtude da mobilização dos eleitores. Observe que os grupos de pessoas que se manifestaram em toda a Europa já não são apenas de sindicatos ou empregados públicos. Esta é agora uma questão nacional para muitos países. Uma geração de jovens já se perdeu, com todas as consequências negativas esperadas para a inovação, produtividade e a pura perspectiva de vida. …

“O que vem a seguir é uma de duas coisas: Radicalização – Fascismo e Comunismo?

“Se os políticos ignorarem este pedido de “mudança”, os eleitores vão radicalizar, movendo-se politicamente para a extrema esquerda ou direita. Nós estamos considerando ter uma Previsão Horrenda para 2013, o que inclui um sério movimento de volta ao comunismo na Europa Oriental, e aos estados mais autocráticos no Sul da Europa…

“Em tempos de crise as pessoas chegam a extremos – e esta é agora uma crise consolidada, visto que temos uma crise bancária, econômica, política e social em andamento. Não pode ficar muito pior, realmente, o que provavelmente é uma coisa boa”.

Meu comentário: Porém, é possível desenvolver a indispensável necessidade de mudança por outro meio que não pelo sofrimento, pela crise, mas aumentando a consciência da necessidade de mudança muito antes dela se manifestar, de acordo com a regra “O sábio vê de antemão”. A sabedoria da Cabalá encoraja isso disponibilizando o método de como mudar o homem e a sociedade muito antes da natureza nos forçar a fazê-lo pelo sofrimento.

Um Homem Com Uma Arma

Dr. Michael LaitmanSe nós permanecêssemos nos níveis inanimado, vegetal ou animal da natureza, seguiríamos todas as leis da natureza instintivamente. Mas existem desejos num nível superior dentro de nós e neles não sentimos a obrigação de agir de certa maneira. As coisas se tornam confusas.

Isto é sentido especialmente em nossa época. Ao longo da história, os seres humanos aumentavam na sociedade de acordo com os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza; nós nos desenvolvíamos gradualmente, em etapas, sem pensar em quem ou o que éramos, ou para onde íamos. Fomos empurrados para frente por diferentes impulsos e todos eles nos trouxeram a um esclarecimento simples: Como extraímos o máximo do estado atual? Em outras palavras, a pessoa mantém as leis da natureza numa forma mais ou menos organizada relativa aos animais por causa das condições que são muito mais complicadas. Assim, há sábios que sabem como aproveitar essas condições para o benefício de seu ego e outros têm que “se contentar com menos”.

Mas hoje nós estamos perdendo a capacidade de avançar desta maneira. Eu gostaria de avançar como costumava fazer, para escolher o que é melhor para mim, mas estas tentativas nunca são bem sucedidas. É como se um outro elemento aparecesse na minha perspectiva que por enquanto está oculto, como se alguém invisível constantemente colocasse pedras em meu caminho. Eu quero consertar o sistema financeiro, a economia, a educação, a família, mas nada funciona. Eu sou muito lógico, tenho dados científicos, tenho especialistas e assessores, mas não consigo chegar a nada. Então, o que está acontecendo?

Um novo domínio é revelado aqui, uma nova lei que era desconhecida até agora. Nós temos que aprendê-la, mas ela é obscura e incompreensível. Além do mais, o que está sendo gradualmente revelado nesta lei é algo que não queremos aceitar. Queremos continuar como antes e ter sucesso em tudo o que fazemos. Em vez disso, temos que concordar com uma condição que vai transformar nossa natureza egoísta. A condição é que estamos conectados e que se decidirmos algo tem que ser a favor de todos. Aqui nos paramos, sem saber o que fazer, levando as mãos ao alto em desespero.

Este é o estado em que nos encontramos hoje. Como escravos no Egito que “têm um novo rei”, nós sentimos que há um novo domínio. Anteriormente, o ego nos ajudava a avançar apesar dos obstáculos; nós conquistamos a natureza e o espaço, cuidávamos de nós mesmos de diferentes maneiras e, de repente, nos desesperamos em tudo. Já faz anos que não achamos mais as velhas metas atraentes. Por quê? Porque nossos instintos nos dizem: não haverá nenhuma compensação para o nosso desejo egoísta aqui.

É como se eu ganhasse um milhão de dólares agora, mas há um homem com uma arma na minha frente. “Você vai ganhar um milhão”, ele me diz. “Mas você vai receber apenas mil e deixar o resto do dinheiro para mim”.

Eu tenho que fazer um esforço que vale um milhão de dólares e só recebo uma pequena parte “para cobrir as despesas”. Mas o meu desejo não me fornece combustível suficiente para este trabalho. Então o que podemos fazer?

Ou o medo vai me obrigar a fazer isso ou eu preciso ver que o homem com a arma é meu melhor amigo, o mais querido e mais próximo. Então eu vou estar pronto para receber apenas mil dólares para cobrir as minhas necessidades básicas e terei prazer em deixá-lo todo o resto. Além do mais, eu vou agradecer a ele, pois sem a sua arma eu teria continuado a tomar para mim. Assim eu alcanço algo novo e estou feliz em dar-lhe o que obtive, já que assim chego mais perto de você e das novas metas que me são reveladas.

Quanto é que uma pessoa tem que passar até alcançar o reconhecimento deste estado?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/11/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

A Solução Está Em Nós, Não Na Guerra Com Os Inimigos

Dr. Michael LaitmanEdição Especial: Eventos no Sul de Israel

As pessoas estão começando a se perguntar as razões do que está acontecendo. “Por que eu deveria viver debaixo de fogo?”.

As pessoas se sentem infelizes e isso deve incentivá-las a encontrar uma solução. Caso contrário, a pressão só vai aumentar, e os inimigos vão ganhar força, o que eles não tinham antes.

A saída é se voltar para a rede de forças que nos conecta e alcançar a harmonia e o amor mútuo. A solução está em nós, e não na guerra com os inimigos. Até que nos unamos, dificuldades e problemas nos pressionarão mais, como nozes num saco.

Um Bolo Esfarelado

Dr. Michael LaitmanPergunta: De acordo com a sabedoria da Cabalá, tudo é revelado na pessoa. Então, onde estão os mundos espirituais que estudamos nas aulas?

Resposta: Estão na nossa atitude para com os amigos. Antes, nós éramos um todo e não fatias de um “bolo”. Então, havia um desejo, e a Luz residia nele. Mais tarde, o desejo de receber surgiu entre nós, a intenção “a fim de receber”, e nós nos esfarelamos.

Hoje, cada migalha de bolo quer apenas desfrutar, se comparar com os outros em detrimento destes. Isso é o que sentimos, e determina tudo. Assim, se nos livrarmos disso, se mudarmos a intenção “a fim de receber” pela intenção “a fim de doar”, que visa à doação, iremos recolher os pedaços do bolo esfarelado por nós mesmos. A Luz superior servirá de cola ao preencher todos os vazios entre nós.

Agora, nós somos tão opostos uns aos outros que há um vazio de sentimentos em todos, um vácuo entre uma pessoa e os outros. Além disso, todo mundo quer expandir esse vazio de forma a não ter qualquer conexão com aqueles que o rodeiam.

Portanto, quando eu saio de mim mesmo e chamo os outros, querendo senti-los, apesar da distância entre nós, eu não consigo anular esse vazio. Portanto, eu quero subir, a fim de construir a rede necessária acima, a rede dos mundos de ABYA.

Então, este vazio é preenchido pela Luz superior. Primeiro, ela era muito pequena e só nos mantinha como migalhas de bolo, mas, agora, quando temos que preencher os vazios entre nós com a força do amor e doação acima da repulsa que permanece, descobrimos entre nós uma conexão que é 620 vezes mais forte. É como se o nosso bolo fosse recheado com creme de chocolate, e há espaço suficiente para preenchê-lo com tudo o que é bom.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá “

Uma “Pílula” Contra Ataques Terroristas E Guerras

Dr. Michael LaitmanEdição Especial: Eventos no Sul de Israel

Amigos, irmãos, temos que encontrar uma solução para os nossos problemas. Para isso precisamos entender sua verdadeira causa. Eles decorrem da lei da natureza que nos desenvolve em certa direção: no sentido da unidade.

Na verdade, isso não é complexo; porém, esta decisão é contrária ao nosso egoísmo, e, portanto, não conseguimos vê-la. Eu não aceito a ideia de que preciso mudar, não entendo o que significa “Ama ao próximo como a si mesmo”. Mas o tempo está passando, e nós teremos que nos voltar para a união, na pior das hipóteses, sob a ameaça real de destruição. Por definição, o povo de Israel tem que ser “como um homem com um coração”. E quando ele começar a compreender o seu destino, todos os problemas vão diminuir, todas as tempestades irão se acalmar.

O mais importante é começar. Afinal, a pessoa obtém a força do ambiente. Portanto, se agirmos juntos, todo mundo vai começar a mudar, ao ser incluído no processo. Nós ensinamos as crianças a ser gentis e simpáticas; reprovamos seus antagonismos e conflitos. É hora dos adultos trabalhar em si mesmos. Esta é uma solução simples: uma “pílula” que é fácil de tomar. Vamos tentar, e os resultados serão imediatos. Por que precisamos de guerras e ataques terroristas? Em vez de guerra, a opinião pública e o trabalho em conjunto devem ser usados, e o Hamas vai se afastar.

Vamos refletir sobre a garantia mútua — não vencer o inimigo externo, mas o interno. E o resto virá. É o povo de Israel que deve iniciar este processo que vai se espalhar para todo o mundo.

O Que Falta Ao Povo De Israel?

Dr. Michael LaitmanEdição Especial: Eventos no Sul de Israel 

Hoje o povo judeu carece de unidade no estágio humano do desenvolvimento. Este é o “exílio do Egito”, quando uma pessoa sofre com seu próprio egoísmo.

No início, ele parece um bom “rei”, mas ao longo do tempo, fica claro que ele suga toda a força do planeta e de nós mesmos.

Por vontade do “Faraó”, nós poluímos quase tudo o que é possível na natureza, bem como nas relações entre nós. Há uma crise, chamada de “sete anos de seca”, quando percebemos que o nosso ego está literalmente nos matando. Nós queremos usar os outros, em vez de sermos fiadores um do outro.

Vamos Abrir A Porta Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode O Livro do Zohar me ajudar a reconhecer o mal?

Resposta: O Zohar, mais do que qualquer outra fonte, pode ajudar a pessoa a sentir o mal. Nós avançamos no caminho para a Luz, para o Criador, para a força de doação, que é a única que governa e que age na realidade, uma vez que o desejo de receber não se move se a força de doação (da Luz) não o impressiona.

Assim, verifica-se que sem os livros de Cabalá e, especialmente, sem O Livro do Zohar, nós não descobrimos a fonte do nosso movimento, mas apenas passeamos neste mundo. É a Luz que nos impressiona na forma de círculos se a evocamos a se aproximar de nós igualmente de todos os lados, e então tudo é imerso em diferentes dificuldades e problemas.

Mas o que são dificuldades e problemas? É o sentimento de nossa oposição à Luz. Nós não sabemos o que é a Luz, mas nos sentimos mal, não sabendo o que é.

Se uma criança pequena sente frio, por exemplo, ela treme e chora sem saber o que fazer. Próximo a ela há uma porta para um quarto aquecido, mas ela não sabe que deve ir para lá. Então, ela continua a chorar e gritar, mas não é capaz de ligar seu sentimento ruim ao frio. Ela não entende que se sente mal por causa do frio e não sabe que, se passar pela porta seguinte, vai se sentir bem e quente. Ela só alcança isso de acordo com o fenômeno real, mas não sabe de onde decorre. Ela simplesmente reage ao seu estado interior, sem uma causa e sem resultados. É assim que o simples desejo de receber responde.

Mas se esse desejo começa a construir uma cabeça para si mesmo, ele já entende de onde as coisas vêm e por que, como pode ser salvo, e que ações deve tomar para escapar da situação ruim: esta já é uma cabeça. Mas como ela é criada? Pela Luz que, por diferentes ações, constrói nele este mecanismo, que não existe no desejo de receber.

Assim, nós avançamos gradualmente ao bem. Existem pessoas em tal nível de desenvolvimento que simplesmente gritam quando se sentem mal. Há outras que tentam fugir em diferentes direções, mas não sabem a direção certa. Há também aquelas que conseguem escapar. Há aquelas que entendem que não há necessidade de escapar, e que se percebermos a Luz, que vem até nós e nos faz sentir mal, aqui em nosso lugar, vamos transformá-la em bem, e não há para onde fugir. Portanto, elas superam seu estado, o transcendem e descobrem a Luz no mesmo lugar. Tudo depende do nosso desenvolvimento.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/12, O Zohar

O Futuro Está Na Super-Humanidade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Ken MacLeod, premiado escritor de ficção científica): “Teoricamente, o marxismo veio com uma conta secular e materialista daquilo que tornou a humanidade distinta: uma interação complexa, evolutiva, e indefinidamente extensível de trabalho, consciência e relações sociais, todas radicadas no co-desenvolvimento mutuamente reforçado de mão, cérebro e língua. …

“Mas o objetivo da maioria dos milhões de pessoas comuns que acreditaram no socialismo era modesto: pleno emprego, segurança social, educação gratuita e assistência à saúde”.

Meu comentário: Pela primeira vez na história humana nós podemos selecionar antecipadamente uma das duas formas do nosso desenvolvimento para o estado de completo equilíbrio que foi estabelecido pela natureza. Nós precisamos ver o nosso estado futuro, porque ele é contrário à nossa natureza egoísta. Se ele fosse compatível com a natureza, avançaríamos automaticamente, como em toda a nossa história, empurrados por nosso egoísmo crescente.

É a oposição de nossa natureza egoísta em relação ao próximo estado altruísta da humanidade que nos impede mudar para este estado. A pressão da natureza altruísta integral sobre nós, egoístas e individualistas, vai aumentar constantemente, produzindo crises e catástrofes que vão nos fazer compreender as causas do nosso sofrimento e aceitar o equilíbrio com a natureza, para alcançar a unidade entre nós e com ela, como o pico do nosso desenvolvimento.

Interconexão Como Remédio Para A Crise

Dr. Michael LaitmanOpinião (Soraya Sáenz de Santamaría, Vice Primeira-ministra da Espanha): “Soraya Sáenz de Santamaría disse que a Espanha deve estar unida no combate à crise e apelou para a difícil situação que deve ser tratada com determinação compartilhada, tanto a nível nacional quanto internacional, para ‘evitar rachaduras que nos tornariam vulneráveis’ e para ‘nos fortalecer e proteger da incerteza’.

“Quanto à reforma dos serviços de administração pública, ela destacou a necessidade de promover uma “profunda” reforma que evite a duplicação, economize dinheiro e melhore o serviço; em suma, aquilo que forneça “coerência” e melhores canais de recursos. Ela insistiu que esta reforma é a reforma estrutural mais importante a ser implementada pelo Governo e anunciou que ‘um importante processo de fusão’ ocorrerá no final do ano, porque ‘os governos do século 21 não podem funcionar com estruturas do século 19, disse ela”.

Meu comentário: É assim que a natureza irá gradualmente nos forçar a aceitar suas leis gerais superiores – todas as suas partes tendem a uma forma única, à conexão mútua e equilíbrio. De todas as partes inanimada, vegetal e animal da natureza, o ser humano é que é um criminoso do equilíbrio. O nosso egoísmo quer pegar e usar o mundo inteiro para si. Sofrimento ou razão, ou sua combinação, irão nos forçar a ser domados. O exemplo da Espanha mostra que eles estão próximos da compreensão do problema.

Uma Oração Pela Correção

Dr. Michael LaitmanO egoísmo nos pressiona, mantendo-nos em sua escravidão e não nos deixando descansar. A cada instante nós fazemos intermináveis cálculos egoístas a seu favor. Como podemos escapar dessa escravidão? Por todos os meios nos tornando mais fortes nesta demanda, que estamos no grupo, estudamos e participamos de eventos, disseminação, workshops, encontro de amigos e refeições festivas apenas para obter a força de doação. Isso é chamado de fé.

A pessoa experimenta o sofrimento de Jó, que é o símbolo do insuportável sofrimento humano, revelando toda a sua natureza egoísta no nível mais profundo e descobrindo que não pode fazer nada com ele. Não importa o quanto ela verifica a si mesma, ela não vai encontrar um único grão que lhe traga algo de bom. Isso é chamado de sofrimento de Jó, que não pode ser superado e de alguma forma curado porque, na verdade, é impossível encontrar qualquer pista em nossa natureza da qual a correção pudesse começar. Ou seja, não temos o poder por meio do qual seria possível executar as ações de doação.

Mas é dito que o Criador criou a inclinação ao mal e a Torá como meio para corrigi-la. Ou seja, há um remédio: a força superior, a Luz que Reforma que vem para a pessoa na condição de que ela exija a correção. Tudo o que precisamos é descobrir nosso fundamento, e então a Luz vai nos afetar.

Um pedido é um desejo, a necessidade de ser corrigido. Não é apenas um desejo egoísta de desfrutar, mas um lamento de que a pessoa nasceu egoísta. Isto requer um trabalho preparatório realizado de geração em geração, a influência do ambiente, da Luz Circundante que atinge a pessoa mesmo inconscientemente e sem o seu conhecimento.

Mesmo sem estudar Cabalá, a pessoa começa a conhecer o seu mal. Como em nosso estado atual de crise, a humanidade está prestes a fazer isso, a fim de descobrir que somos todos egoístas, e não há como sair. Tudo está caminhando para isso, e nós vamos nos devorar uns aos outros; será o fim da civilização sobre a terra? O que devemos fazer?

Há um período de preparação geral e pessoal onde a natureza má de uma pessoa é revelada um pouco. Ela sente que não há como escapar, e precisa ser corrigida. E se o ponto no coração desperta nela, ela começa a sua correção. Mas aqueles em que o ponto no coração não é despertado, eles sentem o verdadeiro sofrimento de Jó, sem nenhuma esperança de mudar. Qualquer ação que nos pareça altruísta, qualquer caridade e impulso nobre, vai se tornar egoísta no final. Ao se tornar mais consciente, a pessoa começa a entender que, ao longo de tudo, o egoísmo se manifesta, atuando apenas em seu benefício. Não importa como as organizações e ações de caridade pareçam boas, elas não trazem qualquer correção.

O mundo é construído de tal forma que, se agirmos de acordo com a lei da correção da natureza com a ajuda da Luz que Reforma, vamos corrigi-lo. E se não seguirmos esta lei, todas as nossas melhores ações são transformadas em entes nocivos. E com estas boas intenções, nós causamos o maior dano, não trazendo nada de bom. É por isso que o Rabash escreve que quando ele olha para todo o sofrimento que o mundo experimenta, ele não tem nada para ajudar além de orar por sua correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”