Textos na Categoria 'Egoísmo'

Seguir O Sábio Conselho De Jetro

Dr. Michael LaitmanA preparação para o trabalho espiritual geral consiste em várias etapas que são descritas como fábulas. O trabalho espiritual em Grupos de Dez é descrito na Torá na seção sobre Jetro. Jetro era o sumo sacerdote em Midiã, e também sogro de Moisés, pai de sua esposa Zípora (Séfora). Moisés viveu na casa de Jetro quando fugiu da presença do Faraó e, realmente, é de acordo com as suas instruções que a estrutura da nação de Israel foi formada.

É de se preguntar porque um sacerdote de Midiã, um dos sábios das nações do mundo, trouxe esse conhecimento para a nação de Israel e sabia como formar cada um dos seus campos para que eles pudessem entender melhor as leis e se comportar corretamente de acordo com a sentença do Senhor. O que esses conceitos sutis, que têm a ver com as correções internas da nação, têm a ver com um sacerdote de Midiã que lhes diz como organizar a nação?

Jetro aconselha Moisés depois que ele já recebeu a Toá! Isto pode parecer muito estranho, mas o método de organizar a nação provém da sabedoria das nações do mundo, como está escrito: “Se uma pessoa lhe diz que há sabedoria entre as nações do mundo, acredite nela”. Além disso, Jetro não é um estranho. Na verdade, ele conecta o desejo de receber à Torá, ao desejo de doar.

Nós avançamos de acordo com os passos que a Torá dita, e ela determina como devemos nos dividir em Grupos de Dez, e depois em grupos de cem, mil, e assim, avançar em nosso trabalho espiritual. É uma divisão natural de acordo com a nação que deve existir num grupo. Uma multidão simples saiu da Babilônia, e Abraão, Isaque e Jacó começaram a organizá-la numa nação.

Eles não vagaram de um lugar para outro em suas viagens. O grupo saiu do ego geral, da Babilônia. Eles se separaram dos babilônios e se estabeleceram num lugar cercado pela Babilônia por todos os lados. Neste local, eles passaram por todas as etapas chamadas de Abraão, Isaque e Jacó. Em seguida, eles atingiram o estágio em que começaram a sentir que o ego os separava – o exílio, a distância – apesar do seu forte desejo de se conectar, como eles aprenderam com seus antepassados. Depois que este grupo recebeu o método de conexão dos seus antepassados, eles já conheciam os estágios de avanço para a revelação do Criador. Eles entenderam que tudo é revelado somente na conexão entre eles, “Ama teu amigo como a ti mesmo”, do qual se chega ao amor do Criador.

No entanto, quando eles realmente começaram a trabalhar na conexão entre eles, seguindo os conselhos dos três níveis superiores de Abraão, Isaque e Jacó, eles começaram a sentir o quão difícil é realizar isso. Eles entenderam como este trabalho é desgastante e quão impotente os deixa. Eles passam por 400 anos de exílio e perdem totalmente a esperança.

Nós tentamos nos preencher através de diferentes ações externas apenas para encontrar novos poderes. No entanto, todas essas inovações são sempre externas, mesmo que aprendamos outra coisa nova e organizemos uma nova Convenção. Está tudo muito bem e certo, mas não leva ao avanço significativo. Nós ainda estamos construindo “Píton e Ramsés”, o que significa que nos esforçamos para descobrir que não há esperança!

Então, um tipo mais intensivo, eficiente e focado de trabalho começa nos Grupos de Dez, e nós vemos que, se quisermos ser incorporados no trabalho espiritual, temos primeiro que nos dividir em Grupos de Dez.

Há uma fase em que nós temos que nos dividir. O trabalho nos Grupos de Dez já avança de acordo com as normas que decorrem do conselho dos Cabalistas e especialmente do Rabash, que formulou todos os princípios do trabalho em grupo com base no método do Baal HaSulam. Nós temos tudo o que precisamos para este trabalho, mas temos que aprender a estrutura especial do Grupo de Dez, como construí-la e como cumprir o método de conexão que é o método para a revelação do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas

Israel São As Centelhas Que Iluminam O Mundo

Dr. Michael LaitmanA “Nação Israelense” é um conjunto de pessoas que possuem centelhas espirituais ardentes. Quem tem essa centelha sente um desejo incontrolável de subir. A centelha que está acesa numa pessoa a atrai para a revelação da essência, e ela é chamada de “Israel”, que significa Yashar El (direto ao Criador).

As centelhas ou os pontos no coração (•) conectam a pessoa com a Luz que Reforma. Tais pessoas podem atrair, evocar a Luz, e, portanto, ser corrigidas, enquanto que sem a centelha, essa correção é impossível. Além disso, pela conexão entre os pontos no coração, elas podem despertar aqueles nos quais os pontos no coração não foram ainda acesos.

Em geral, a centelha, que significa a força de doação, é acesa em nosso ego, no desejo quebrado que é a força de recepção. Se eu corrijo esse desejo, tudo se torna um grande ponto no coração, que significa Israel, um vaso de doação, no que diz respeito às nações do mundo, que são vasos de recepção.

Assim, Israel é a parte corrigida do vaso geral e somente através dele é que a Luz Circundante pode ser passada às nações do mundo. A Luz chega de uma maneira diferente nos desejos que não têm a centelha, por “vasos transmissores” que os preparam e organizam, e introduz educação integral a eles, que em geral funciona para melhorar a sua vida terrena. Somente Israel pode cumprir esta missão e só através de Israel a Luz passa. Israel é o elo entre o Criador e as nações do mundo.

É por isso que nós estamos neste mundo, já que é aqui que encontramos tal conexão entre os diferentes vasos. Quanto ao impulso negativo e o incentivo, é o Criador que os fornece na forma da atual crise global.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Graças Ao Pacto E À Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “a ascensão do inferior para o superior”?

Resposta: A subida para o superior depende de quanto o inferior consegue se anular perante o superior. Ele faz isso, é claro, graças à Luz que Reforma e não por causa de manipulações internas. Ele tem apenas um indício de que o Criador lhe traz para o ambiente certo, para a boa sorte e lhe diz “pegue!”. Se você conseguir se agarrar a esse ponto e começar a trabalhar com ele, você vai ter sucesso.

A subida depende do que você considera uma subida. Se você pensa positivamente sobre um dos amigos pelo menos uma vez por dia, ao contrário do que pensava sobre ele antes, já é uma grande alegria, uma vez que indica uma mudança interna qualitativa em você. Você deve se preocupar que cada um dos dez amigos no grupo de dez constantemente aspire a tal subida, e este é o apoio mútuo e a garantia mútua. Se você se preocupa que todos os amigos devam se sentir da mesma forma e se preocupem um com o outro, então a sua preocupação é transmitida a eles.

Isso é fácil para alguns dos amigos e mais difícil para outros, e assim nós nos complementamos quando nos reunimos e nos conectamos. Aqueles que acham que isso é difícil, por causa do endurecimento do ego, adicionam poder de Aviut (espessura) ao grupo de dez. Aqueles que sentem a subida, o que significa a influência da Luz, passam esta Luz ao grupo.

A “quebra” do vaso nos permite fazer isso. Eu não posso atrair a Luz no meu atual estado quebrado, pois não há conexão entre nós. Mas eu me conecto com os amigos numa unidade onde um acrescenta o poder do espesso desejo egoísta e outro acrescenta a ascensão espiritual.

Um puxa para cima e outro para baixo, mas nós estamos conectados. Aqueles que puxam para cima são influenciados pela Luz que Reforma e graças ao fato de que estamos conectados num sistema, eles também me influenciam. Como isso é possível? A questão é que nós quebramos a Machsom (barreira) entre nós; na nossa relação nós trabalhamos e nos esforçamos em superar a lacuna entre nós. É como se tivéssemos colocado uma Masach (tela) sobre a recepção egoísta da Luz e agora ela pode nos influenciar.

A Luz influencia aqueles que a merecem, uma vez que agora eles estão num estado de ascensão, e através deles ela me afeta. Mesmo que não estejamos tão perto como antes e nem conectados tão fortemente como estávamos, nós fizemos um pacto e concordamos que vamos manter a conexão entre nós tão fortemente quanto pudermos e vamos quebrar a parede entre nós.

Acontece que a quebra é simplesmente um presente do Alto; é uma vara que constantemente temos que beijar. Ela nos permite estar constantemente conectados aos outros e estar em contato com a Luz, mesmo no pior estado. Se eu perco o contato com os outros, há o pacto pelo qual eu fico em contato graças àqueles que estão num estado de ascensão e podem atrair a Luz.

Assim, todos agem em relação aos outros. Essa conexão especial dos desejos quebrados é chamada de “este mundo”. Não é o que nós vemos e sentimos, não é o nosso ego corporal, mas um sistema, condições especiais que nos permitem conectar ao superior. Embora nós não mereçamos nada a julgar pelo nosso estado, ainda assim aceitamos esta conexão: quer de acordo com as condições do pacto entre os amigos, graças a nossa conexão, ou graças ao apoio mútuo.

Os amigos podem não ter a força de vontade e eu a adiciono neles pela minha descida, e eles me ajudam a transmitir a minha deficiência e a continuar, assim como pessoas saudáveis ​​tratam aquelas que estão doentes. A ajuda mútua que nós fornecemos um para o outro, este estado quebrado, todas essas condições são chamadas de “este mundo”, graças ao qual nós entramos em contato com a Luz que Reforma. Assim, o aconselhamento e a orientação dos Cabalistas estão focados num ponto: como se conectar a Luz num estado de desapego.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/13, Introdução ao Zohar, “A Mãe Empresta Suas Vestes à Filha”

Diferentes Caminhos Para O Círculo Geral

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut ” (Garantia Mútua): O propósito da criação recai sobre os ombros de toda a raça humana, sejam pretos, brancos ou amarelos, sem qualquer diferença essencial.

Mas por causa da descida da natureza humana ao nível mais baixo, que é o amor-próprio que governa irrestritamente toda a humanidade, não havia como negociar com eles e convencê-los a concordar em assumir, mesmo como uma promessa vazia, sair do seu mundo limitado para os amplos espaços do amor ao próximo. A exceção foi a nação de Israel, porque eles foram escravizados no reino selvagem do Egito por 400 anos em horríveis tormentos.

Toda a humanidade deve certamente chegar ao fim da correção, e ninguém pode fugir disso. Mas o processo é gradual. Nós começamos com discernimentos fáceis, e depois, ao usá-los, passamos à correção dos discernimentos mais difíceis.

A parte mais fácil é chamada de “Israel” e ela parece “acelerar o tempo”. Só agora, no ponto de transição entre o século XX e o século XXI, a humanidade chegou à erupção do ego que está se tornando redondo. Por outro lado, Israel precedeu este processo e atingiu o nível do grande “ego” durante o exílio no Egito. Depois, eles caíram do nível que tinha atingido e, por fim, desceram ao último exílio que durou até os nossos tempos.

O ego atual é muito maior do que o ego no Egito. Além disso, ele se tornou redondo, global, e é semelhante à forma que teremos que recorrer no caminho para a correção.

De volta ao Egito, o desejo de receber que se opõe à conexão no círculo geral foi revelado entre os filhos de Israel e não permite que eles sejam um todo. Esta é a única coisa que é chamada de “inclinação ao mal”. Não se trata do tamanho do desejo, mas da sua objeção à conexão.

Mas o resto da humanidade se desenvolveu na base do desejo de receber comum que pertence a este mundo e pretende existir nele.

Agora, Israel, com sua inclinação ao mal, está finalmente pronto para estar num círculo. Nós já entendemos o que está acontecendo e como corrigir a situação. Mas a humanidade não entende isso, já que chegou a este círculo com a ajuda do seu ego “linear” normal e não com a ajuda da inclinação ao mal.

Como resultado, é muito difícil para a nação de Israel se conectar. Nenhuma outra nação é tão dividida como esta nação. É assim que a inclinação ao mal, que nenhuma outra nação tem, se revela dentro dela. É muito difícil para a nação de Israel realizar a correção, embora eles já tenham passado por este caminho. Hoje eles só têm as Reshimot (reminiscências) quebradas.

Por outro lado, as nações do mundo estão prontas para aprender sobre a conexão que vai melhorar a sua vida. Como elas não têm Reshimot quebradas, elas não se opõe à conexão, e se veem que a conexão “linear” irá proporcionar-lhes um futuro melhor, elas aceitam.

Acontece que, se Israel ajuda a conexão do mundo, a sua conexão se torna mais próxima. Eu não posso nem imaginar como eles podem começar a se conectar sem isso.

Isso também explica por que uma pressão externa sobre a nação de Israel é necessária. Esta pressão já está crescendo e vai aumentar, e vai se tornar uma ameaça real de aniquilação. Caso contrário, Israel simplesmente não vai entender o que e quanto lhe é exigido, e o que lhe é exigido para se livrar da pressão externa. Trata-se de um fator externo essencial que lhes permite pensar na correção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Você Não Pode Viver Sem Um Supervisor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Deve um supervisor integral estar acima de qualquer comunidade integral, por exemplo, uma fábrica ou escritório?

Resposta: O maior nível hierárquico deve estar acima de qualquer comunidade integral. Afinal, se nós lidamos com a lei, de onde ela vem? A própria lei da integralidade, que se manifesta no grupo, é a correspondência de seus membros no nível da natureza que eles ocupam. Mas, assim como o grupo foi criado pelo seu supervisor que já atingiu a integralidade, o mesmo ocorre agora quando eles estão nesse grau; eles não serão capazes de alcançar o próximo nível por si mesmos.

Eles precisam de um educador que lhes dê atribuições, verifique tudo, guie e corrija tudo. Sem um líder, eles provavelmente não serão capazes de se manter no nível alcançado, porque seu egoísmo cresce o tempo todo. Eles estão constantemente experimentando microexplosões de egoísmo internamente. É por isso que constantemente precisam de alguém que os supervisione. Afinal de contas, eles não sentem: de repente, eles se afastam da integralidade comum pensando que ainda estão dentro dela.

Um líder corrige a integralidade deles, porque eles não sentem quando “flutuam”, já que o seu egoísmo está trabalhando constantemente, puxando-os em diferentes direções o tempo todo. É por isso que tais desacordos, desentendimentos e diferenças de opinião surgem no grupo e as pessoas não sabem para onde ir.

De KabTV “Sabedoria das Massas”, 06/05/13

A Inteligência Coletiva: Níveis de Revelação

Dr. Michael LaitmanPergunta: No nível animal, a “sabedoria das massas” ou a inteligência coletiva se revela muito bem: um cardume de peixes, bandos de pássaros, e assim por diante. Por que ela não é revelada assim no nível humano?

Resposta: No nível animal, a inteligência coletiva funciona instintivamente, de acordo com a lei geral do comportamento integral de toda a natureza. Nós vemos o quanto esta lei é percebida instintiva e egoisticamente porque, basicamente, é realizada para a preservação dos bandos de pássaros, os cardumes de peixes, e assim por diante. Ela provém de alguma grande inteligência integral, embora atue num nível instintivo, primitivo e egoísta.

Outro tipo de comportamento é necessário entre os seres humanos; um que não seja egoísta. Todo mundo precisa superar o seu ego pessoal em prol dos interesses da sociedade, enquanto se preocupa com a preservação de todas as condições da existência integral no ambiente, incluindo a natureza inanimada, vegetal e animal e da sociedade humana. Neste caso, o ego cria um problema, algo que não existe no mundo animal.

De KabTV “Sabedoria das Massas”, 14/05/13

Candidatar-se A Trabalhar Para O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa ser trabalhador do Criador, sem quaisquer condições prévias?

Resposta: Suponha que você diga: “Eu não me importo com o que faço, eu estou pronto para fazer qualquer coisa, desde ser seu representante ou capataz, até ser o último, o mais baixo e desprezado homem da limpeza. Eu estou pronto para trabalhar por qualquer salário, desde metade do reino até nada. Eu não me importo o quão agradável seja o trabalho, se recebo prazer com isso, ou se apanho. Eu estou pronto para apanhar todos os dias, desde que você permita que eu trabalhe para você. Eu lhe imploro, leve-me sem quaisquer condições prévias”!

Aqui, tudo depende da sua tolerância, da sua paciência, e se você está pronto para suportar o desconforto e o prazer, a recompensa e a punição envolvidos. Assim, você avança acima do seu “burro”, acima do seu ego que se sente bem ou mal, e recebe a metade do reino ou golpes em troca de um dia de trabalho. Mas o ser humano em você está totalmente aderido ao Proprietário. Você concorda em trabalhar dessa forma?

Você quer receber tais condições, uma vez que isso ajuda a alcançar a intenção pura em relação ao Proprietário. Mas se você não tivesse tais condições, você não iria entender onde você está e se é o seu ego que motiva você, reside em você; você é como o ladrão que corre na frente de todo mundo gritando “Pega ladrão”.

Você quer saber exatamente o que está gerenciando você, e isso só é possível de acordo com a mudança de estados. Você não vai alcançar nada por se sentir mal sozinho; não há Luz sem escuridão, e não há escuridão sem Luz. Você precisa sentir as duas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/13, Escritos do Rabash

Necessidade E Competitividade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A revelação do ego em nossa vida diária, especialmente na economia, é expressa pela agressividade cada vez maior das pessoas em relação a outras pessoas, e de países em relação a outros países, com cada lado tentando engolir o máximo possível, construindo pirâmides em todas as áreas, com as quais eles minimizam o número de jogadores. Esta tendência continuará?

Resposta: Em geral, é por uma boa intenção, porque as pessoas vão entender o que está acontecendo.

Nós alcançaremos o estado onde tudo depende apenas de mim em tudo o que faço, e eu jogo o papel de liderança que elimina o jogo redundante na competição. De qualquer forma é sem valor, e na verdade, isso me coloca numa posição onde eu posso entender claramente o que fazer e se é necessário ou não.

O problema é que, mesmo que eu possa ditar para o mercado o que quer que eu tenha vontade, os desejos das pessoas mudam. De repente a necessidade que eu ofereço a elas desaparece, o que por sua vez, obriga-me a agir de forma diferente.

De KabTV “Crise Global” 19/03/13

Você Está Convidado Para Subir No Palco

Dr. Michael LaitmanMuitas pessoas no mundo estão conectadas a todos os tipos de grupos, associações, alianças e comunidades, e estão bastante satisfeitas com os “clubes de passatempo” (“hobby clubs”). Além disso, elas também cooperam com as empresas, a fim de lucrar em conjunto.

Existem os grandes e pequenos, supervisores e subordinados, mas, em última análise, existe um objetivo claro para todos, e eles entendem que precisam ter o seu próprio lugar e contribuir para o benefício dos demais. A imagem é clara quando o resultado é sentido no bolso ou quando o nosso desejo por prazer desfruta de alguma outra forma.

Todos os caminhos e formas de conexão diferem, incluindo as religiões. No entanto, em geral, as pessoas gostam da interação compartilhada que fornece a todos algum benefício.

Parece ser diferente quando a pessoa faz a pergunta sobre o sentido da vida: “Por que e para quê estou aqui?”. Depois de toda a busca, esta questão só cresce, deixando uma sensação de vazio interior. Então, finalmente, a pessoa chega à sabedoria da Cabalá.

No entanto, ela abre os livros e não encontra uma resposta. Basicamente, a sabedoria da Cabalá não revela nada. Pelo contrário, ela é chamada de “sabedoria oculta”, pois retira a cobertura e só mostra à pessoa que algo está escondido dela. O que é isso exatamente?

O que está oculto de nós é o Criador. Ele é o que está faltando. Se nós descobríssemos o poder superior da natureza, que ativa todas as suas formas – inanimada, vegetal, animal, e falante -, tudo se tornaria claro para nós.

Na verdade, em nosso mundo, na nossa vida, não há outra questão senão a descoberta do Criador. Desta forma, você vê que vamos resolver todos os problemas. Vamos entender o que está acontecendo conosco, como devemos agir, quais são as consequências de nossas ações, como elas voltam para nós, e assim por diante. Em breve, tudo será revelado. Quando nós ultrapassamos os limites deste mundo, sentimos não só a brevidade da vida material, mas também todo o caminho que se estende até o infinito. Tudo isso é proporcionado para que descubramos o Criador, compreendamos e sintamos a realidade da mesma maneira que Ele.

Fora isso, nós não entendemos e sentimos. Aqui, surge a pergunta: “O que eu faço para sair dessa compreensão e sentimento?”. A sabedoria da Cabalá responde assim: “Você pode entender e sentir na medida em que consegue se tornar como o Criador”. Em outras palavras, a sabedoria da Cabalá não possibilita que possamos reconhecer esse fenômeno particular chamado “Criador”, mas apresenta uma condição que não é característica do nosso mundo.

Aqui, nós olhamos para as coisas de lado. Por exemplo, eu vou a um espetáculo de balé e vejo as pessoas dançando no palco. Eu gosto de vê-las, mas não consigo fazer o que elas fazem. No entanto, de acordo com a sabedoria da Cabalá, isso não seria chamado de realização. A verdadeira realização requer que eu realize sozinho esta atividade. A partir daí, eu vou entender e sentir o que está sendo dito; eu devo subir “no palco”.

Neste caso, como podemos ser como o Criador? Inicialmente, isso é impossível, como a sabedoria da Cabalá explica. Você vê, o “Criador” é o poder de doação e amor, enquanto eu sou o poder de recepção e ódio. É assim que sou construído, um egoísta que só quer o seu próprio bem, e o Criador é o meu oposto, Ele me criou especificamente desta forma.

Para quê? Para me dar a possibilidade de escolher por mim mesmo o que eu quero da vida e decidir se estou interessado – a partir do meu atual estado, oposto ao Criador – em alcançar a doação. Se sim, então eu tenho a oportunidade disso.

Como posso usá-la? Eu posso fazer isso com a ajuda de diversos meios que me conectam ao Criador. Já que eu sou totalmente um desejo egoísta de receber e o Criador é um desejo absoluto de doar, nós somos opostos, estamos longe um do outro, e não temos nenhuma conexão. Para que eu possa de alguma forma estar aberto para ver, para percebê-Lo e ser como Ele, eu preciso de algum tipo de conexão, um fio, e eu tenho isso.

O Criador colocou um desejo de descobri-Lo dentro de mim que é chamado de “ponto no coração” (•). Este desejo é egoísta, mas pode ser transformado no seu oposto. Em sua essência, esse ponto é o lado de trás da alma, oposto à forma de doação, uma centelha da quebra dos vasos que cai no desejo de receber. Ele é 100% oposto à doação, e, especificamente, este fato faz com que seja possível que ele “inverta as polaridades”.

Portanto, eu descubro dentro de mim dois fatores: o egoísmo (Ego), querendo apenas receber, e o ponto no coração, que também quer receber, mas que já se relaciona com o Criador, tem uma conexão mútua com Ele.

No entanto, isso também não é suficiente. Eu preciso de algo entre nós, um poder com a ajuda do qual eu realmente me conectarei com o Criador. É verdade que ele desperta em mim este ponto do impulso inicial, mas com que meio eu vou ser capaz de dar um passo adiante em direção a Ele?

É claro que existe um “adaptador” especial, chamado “grupo”, através do qual eu posso me adaptar ao Criador. Em geral, isso se refere aos dez homens com quem devo trabalhar para atingir a meta.

Eu elevo artificialmente a importância dos amigos aos meus olhos. Eu lhes dou presentes (♡!), finjo que os amo, invisto num sistema de relacionamentos entre nós, e participo egoisticamente de atividades, como um comando. Então, eu recebo uma resposta deles. Você vê que eles falam sobre o amor dos amigos, sobre a doação, e este impulso influencia o meu ponto no coração e faz com que ele deseje aquilo que o ambiente está falando. Suponha que não exista amor verdadeiro e doação nos amigos, que isso não seja importante para eles, mas eu ouço suas palavras e aceito a mensagem simplesmente da maneira que parece. Da mesma forma, nós somos inconscientemente influenciados pela mídia.

Os amigos podem colocar todos os dados necessários dentro de mim. Quando eu estou com os amigos, eu adquiro deles a consciência da importância do Criador, que Ele é bom e faz o bem, e, através do grupo, eu começo a me relacionar com Ele nesse sentido. Lá, no “centro do grupo”, eu O encontro. Portanto, o meu grupo e eu nos transformamos num vaso (Kli) para uma alma, e nela, eu descubro a realização, a Luz.

Este é o processo através do qual devemos passar.

Graças ao grupo, nós podemos sair de nós mesmos, do nosso ego, para subirmos acima dele, para sermos incluídos nos amigos, e para encontrar lá a força interior chamada de “Criador”. Este é todo o nosso trabalho; esta é a patente do método Cabalístico, os meios de sair para o mundo vindouro. Você vê, quando estou no grupo, eu encontro a Luz que me preenche; o meu sentimento é chamado de “mundo vindouro”, a “dimensão superior”, o oposto do estado atual.

Portanto, não há nada mais importante neste mundo do que o grupo e o amor dos amigos. Este é o único meio que torna possível atingir a dimensão superior, para descobrir o Criador entre os amigos, na unidade entre nós. Se nós somos pelo menos dez pessoas, de acordo com a lei da raiz e do ramo, temos energia suficiente; através da influência mútua nós podemos descobrir o Criador entre nós.

Todo o resto depende de nós na medida em que há influência mútua entre os nossos dez. Neste trabalho, nós não apenas unimos os nossos esforços. Mesmo em nosso mundo, existe o fenômeno único da ressonância. No mundo espiritual, isso se expressa de uma forma muito mais forte. Quando nós estamos unidos, chegamos a um resultado muito além da soma nominal dos participantes.

Aqui, uma forma holística opera; um sistema completo de leis. Nós não apenas unimos as partes individuais. Em vez disso, fazemos um trabalho completo entre nós, a fim de descobrir o poder superior. Os jogadores de um bom time de futebol também estão prontos para cooperar de uma forma maravilhosa, mas nós adicionamos uma dimensão superior a isso. Como partes de um motor, nós estamos conectados de forma correta, e o nosso motor compartilhado recebe o combustível para funcionar.

Assim, é claro que o grupo é tão importante quanto o Criador. Você vê, ele se torna o vaso através do qual nós O revelamos. Através da nossa inclusão nele, cada um de nós perde o seu “eu” adquirindo todo o vaso. Se eu estou conectado com os dez, tudo é meu. Eu invisto numa conexão e me uno com os amigos na minha forma especial, no meu “estilo”. Portanto, tudo se encontra em minhas mãos e esta é a minha alma.

Desta forma, todos estão conectados ao grupo a partir do seu ponto no coração e adquirem a alma. Mesmo que o vaso seja compartilhado, ele se expressa com diferentes propriedades em todos, de acordo com suas qualidades e, no final do caminho, quando todos corrigem sua integração com os outros, nós nos unimos num todo e nos tornamos verdadeiramente uma só alma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/13, Escritos do Rabash

Força Integral E Suas Expressões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há quatro interações fundamentais conhecidas na física: forte, fraca, eletromagnética e gravitacional. É possível dizer que estas quatro interações são as expressões individuais da força (interação) integral?

Resposta: Sim, ao nível da matéria inanimada estas são expressões da força integral, o que lhes resume no nível inanimado. É Keter em relação ao resto das Sefirot.

Pergunta: Você está falando dos quatro níveis: matéria, energia, informação e interação (na forma espiritual, ou seja, na forma de doação mútua, amor). Em que nível a força integral age?

Resposta: A força integral, o Criador, é vestida em seu desejo integral único (resumido). Você o construiu a partir de seus desejos egoístas individuais, anulando seus desejos egoístas individuais por meio da aspiração à garantia mútua, a fim de alcançar a revelação do Criador nele.