Textos na Categoria 'Economia'

Uma Tentativa É Como Uma Tortura

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Paul Krugman, Professor de Economia, Laureado com o Prêmio Nobel em Economia): “A turbulência do mercado faz você sentir medo? Bem, ela deve. Claramente, a crise econômica que começou em 2008 não acabou de forma alguma.

“Mas, há outra emoção que você deve sentir: raiva. Porque o que estamos vendo agora é o que acontece quanto pessoas influentes exploram uma crise em vez de tentar resolvê-la.

“Pois o fato é que agora a economia precisa desesperadamente de uma correção de curto prazo. …Quando milhões de trabalhadores dispostos e capazes estão desempregados e o potencial econômico está indo para o lixo ao custo de quase um trilhão por ano, você quer mentores políticos que trabalhem numa recuperação rápida, e não pessoas que dêem a você lição sobre a necessidade de uma sustentabilidade de longo prazo.

“Infelizmente, dar palestras sobre sustentabilidade fiscal de longo prazo é o passatempo da moda em Washington…

“No que implicaria uma resposta real aos nossos problemas? Primeiro de tudo, ela implicaria mais, e não menos, gastos do governo nesse momento – com o desemprego em massa e os custos dos empréstimos incrivelmente baixos, devemos reconstruir nossas escolas, nossas estradas, nossos sistemas de água e muito mais. Isso envolveria medidas agressivas para reduzir a dívida das famílias através do perdão e refinanciamento de hipotecas. E isso implicaria num esforço total por parte do Banco Central Americano para conseguir manter a economia em movimento, com o objetivo deliberado de gerar uma inflação mais alta para ajudar a aliviar os problemas de endividamento”.

Meu comentário: É claro que algo deve ser feito, mas nenhuma ação será bem sucedida a menos que seja destinada a nos unir em uma sociedade integral. Pelo contrário, isso vai expor ainda mais a nossa situação desesperada, para nos mostrar de forma mais clara e dolorosa para onde a sociedade deve ser conduzida, até que entendamos que essa direção deve ser somente em direção à equivalência com a natureza global unificada.

A Sensação Final

Dr. Michael LaitmanPergunta: A onda de protestos em Israel se deve ao papel da nação de Israel, ou será que todas as nações chegarão a isso, no final?

Resposta: Os mesmos problemas deverão ser resolvidos no mundo inteiro. No nível corporal, as pessoas serão obrigadas a fornecer a garantia mútua, que garantirá a justiça social. Então, as nações serão capazes de introduzir uma distribuição justa como elas a percebem.

E não importa quanto você dá a cada um. O importante é a sensação final: nós estamos todos juntos e estamos bem. Eu estou satisfeito com o que os outros receberam e estou no meio deles.

Independentemente de qual sociedade ou país nós estejamos falando, a chave é que todos se sintam satisfeitos. E isso não é uma questão de dinheiro, mas precisamente de sensação final.

Na fase de transição, nós devemos prover àqueles que não têm comida e necessidades básicas. Nós temos que elevar os necessitados acima da linha da pobreza: não há nem necessidade de discutir isso. Eles recebem o complemento necessário e, juntos, nós passamos a discutir os nossos problemas atuais. Quando uma pessoa não tem nada para comer, não há nada o que conversar com ela, enquanto o resto depende da sensação.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/08/11 , Discussão sobre a  Arvut e a Justiça Social

Economia Global: Alguém Está No Controle?

Dr. Michael LaitmanOpinião: (David Dapice, Economista Chefe da Escola de Governo John F. Kennedy da Universidade de Harvard, e Professor Associado de Economia da Universidade de Tuffs): “Quando os líderes europeus interromperem suas férias de agosto, eles retornarão aos seus gabinetes e aprenderão como estão destuitídos de idéias para lidar com a crise econômica que ameaça o mundo. De Washington à Bruxelas, passando por Tóquio, os líderes têm discutido e remexido, aparentemente alheios à ameaça global. A farsa no Capitólio conduzindo ao rebaixamento da dívida dos Estados Unidos pela Standard & Poors, a fraca resposta da União Europeia à crise vertiginosa da dívida soberana e o saldo comercial do Japão levando à desvalorização do Iene apontam para uma falência perigosa na liderança.

“Nos Estados Unidos, a briga dos políticos levou o país à beira do default (não pagamento), e o seu acordo de última hora falhou em evitar o rebaixamento da dívida dos Estados Unidos.

“Uma resposta relutante e irresponsável dos dirigentes europeus à crise, até agora reduziu a confiança ao invés de restaurá-la.

“No Japão, a razão dívida-PIB é de surpreendentes 200%, ou seja, a quantidade da dívida é o equivalente a dois anos de riquezas criadas pelo país.

“A China conseguiu aumentar os empréstimos para investimentos questionáveis​…. Indonésia, Rússia e Brasil dependem da exportação de commodities num nível desconfortável, e muitos desses preços já começaram a cair: o petróleo caiu 15% em relação às altas recentes.

“Talvez o elemento mais desconcertante nisso seja que poucos líderes ou mesmo intelectuais têm ideias para soluções aptas a serem consideradas.

“Apesar de falar frequentemente de um mundo interconectado, a liderança míope dos países líderes do mundo parece alheia ao fato de que todos estão no mesmo barco”.

Meu comentário: Os líderes só podem fingir que estão no controle, porque não é mais possível governar com os velhos métodos. A razão é que o mundo superior está se aproximando de nós, como que descendo sobre nós, mas as suas qualidades de completa interconexão, doação e amor são opostas às do nosso mundo. É por isso que sentimos a crise, sentimos nossa oposição ao mundo superior.

A situação não vai melhorar até que percebamos que temos que mudar em equivalência com o mundo superior, seu governo, tornando-nos semelhantes a ele em completa interconexão, doação e amor. Você diz que é inviável? Ao infligir sofrimento sobre nós, a Natureza vai nos obrigar a isso. Ou, desejaremos mudar a nós mesmos, e então precisaremos da sabedoria da Cabalá. Em algum ponto no futuro, nós iremos nos encontrar…

A Economia Não Pode Ser Corrigida Com Contos De Fadas

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Dan Ariely, Professor de Economia Comportamental da Universidade de Duke): “Pressentimentos estão muitas vezes errados… Porque se você pensar nisso, as condições com as quais você pode desenvolver bons pressentimentos são condições em que você faz as mesmas coisas várias vezes com mínimas alterações , e você vê um efeito imediato. …Muito do que está acontecendo no mercado não tem conexão com o que você fez, e há tanto barulho nisso que é realmente difícil para o ser humano observar o mercado e entender a relação entre o que você fez, o que as empresas estão fazendo, e o que acontece.

“Você conhece todos esses programas em que as pessoas chegam um dia depois que algo aconteceu… e dizem: ‘Oh! Eu sabia disso o tempo todo; aqui está a história e aqui está o porquê’. Você tem todos esses especialistas que lhe dão uma explicação do que aconteceu ontem. É claro, a questão é se eles podem prever o que acontecerá amanhã, e que eles não vão lá porque sabem que não podem.

Nós fizemos um experimento no qual pegamos alguns eventos no mercado de ações: ações da IBM subiram, ações da IBM cairam, etc, e criamos esses “especialistas computadorizados” (computerized pundits)… que (às vezes) davam a explicação padrão, mas às vezes davam a explicação oposta. Então, nós perguntamos às pessoas o quanto elas confiaram nestes especialistas… e se elas investiriam no próximo período de acordo com os seus conselhos.

“Acontece que não importa que explicação eles davam, desde que dessem uma explicação, as pessoas os seguiram. Acho que isso vem do nosso grande desejo, como indivíduos, de contar a nós mesmos uma história que explica o que está acontecendo”.

Meu comentário: Em outras palavras, não importa quais as causas dos eventos; nós precisamos apenas de uma história, seja ela válida ou não. Isso nos dá consolo, como uma criança nos braços de sua mãe que quer um conto de fadas só porque ouve o mesmo da mãe. Nós estamos à procura de consolo, não de explicação! Mas isso não conserta a economia!

Nenhum País Pode Lidar Com A Crise Sozinho

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Kim Sung-Hwan, Ministro Do Exterior da Coréia do Sul): “A comunidade internacional tem experiência em superar as dificuldades econômicas, como a crise financeira global de 2008. Mas nenhum país pode lidar com tais choques globais sozinho. Isto requer uma estreita cooperação entre todos os membros da comunidade internacional. Hoje, é extremamente importante unir esforços”.

Meu comentário: A cooperação deveria existir não porque ninguém tem força para superar a crise sozinho, mas porque a crise foi causada para que nós descobríssemos a necessidade de nos unir em um todo.

Mais Ricos da França Dizem: “Por Favor Nos Taxem!

Nas notícias (Da BBC News): “Algumas das pessoas mais ricas da França pediram ao governo para combater o déficit aumentando os impostos – dos ricos.

Dezesseis executivos, incluindo a mulher mais rica da Europa, a herdeira da L’Oreal Liliane Bettencourt, ofereceram em uma carta aberta pagar uma “contribuição especial” em um espírito de “solidariedade”.

Mais tarde, o governo deve anunciar medidas fiscais mais apertadas procurando tranquilizar mercados e contenção do déficet. Elas são esperadas para incluir um imposto especial sobre os super-ricos.

Antes do anúncio, esperado na noite de quarta-feira, uma carta apareceu no site da revista francesa Le Nouvel Observateur.

Foi assinado por um dos mais altos perfís de executivos da França, incluindo Christophe de Margerie da empresa Total de petróleo, Oudea Frederic do banco Société Générale, e Jean-Cyril Spinetta da Air France.

Eles disseram: ‘Nós, os presidentes e líderes da indústria, empresários, banqueiros e cidadãos ricos gostaríamos que os mais ricos pagassem uma “contribuição especial”. [Leia mais →]

Negócios Na Polônia

Dr. Michael LaitmanNa Mídia (De Investors.com): “O primeiro-ministro (Polonês) Donald Tusk apresentou a avaliação do governo sobre o agravamento da turbulência financeira internacional na Câmara dos Deputados na sexta-feira (19 de Agosto). Ele disse que seu governo continuaria as políticas responsáveis ​​para garantir que os gastos públicos estivessem sob controle, e que a Polónia é percebida como um país estável e confiável.

É tarefa de todo governo responsável e de partidos políticos ‘proteger o país contra a ameaça do caos, reações nervosas e onda de emoções’, porque tais coisas prejudicaram as economias locais e internacionais, argumentou Tusk. Ele disse que o principal problema dos países tragados pela atual crise foi a reação nervosa de investidores e empresários, bem como a diminuição da confiança dos cidadãos nas instituições financeiras, incluindo bancos…

“A Polônia está bem preparada para evitar uma nova onda da crise internacional, repetiu ele”. Nós temos reservas em moeda, grande o suficiente para o futuro próximo, e a Linha de Crédito Flexível (com o FMI) torna possível proteger de forma eficaz o zloty (moeda polonesa), se for necessário”, assegurou Tusk…

“‘Nós não temos medo de… uma gestão mais eficaz da zona do euro, porque acreditamos que a zona euro está precisando muito de uma gestão forte’, declarou Tusk”.

Meu comentário: Se a crise é global, como ela não poderia afetar um país no meio da Europa, como pode um país não depender da exportação e importação e dos ganhos dos trabalhadores poloneses em outros países? Até mesmo os líderes ainda não entendem o que implica a globalização do mundo.

Tumultos Alimentares: Aproximando-se Do Limite

Dr. Michael LaitmanNa Mídia: “O que causa os tumultos? Isso não é uma questão que você esperaria ter uma resposta simples. Mas hoje, Marco Lagi e colaboradores do Instituto de Sistemas Complexos New England, em Cambridge, dizem que encontraram um único fator que parece desencadear tumultos em todo o mundo.  Este fator é o preço dos alimentos. Lagi diz que quando ele se eleva acima de certo limiar, a agitação social varre o planeta…

“Mas o que é interessante nesta análise é que Lagi e cols. dizem que os preços elevados dos alimentos não necessariamente desencadeiam tumultos; eles simplesmente criam as condições nas quais distúrbios sociais podem florescer. “Estas observações são consistentes com a hipótese de que os altos preços globais de alimentos são uma condição desencadeante de instabilidade social”, dizem Lagi e cols. ….

“Isso leva a um pensamento óbvio. Se os preços elevados dos alimentos condicionam o mundo à instabilidade social, diminuir os preços deve estabilizar o planeta.

“Hoje, o índice de preço dos alimentos permanece acima do limite, mas a tendência a longo prazo ainda está abaixo. Mas ela é crescente. Lagi e cols. dizem que se a tendência continuar, o índice tende a cruzar o limiar em agosto de 2013.

“Se o modelo deles tem o poder preditivo que eles sugerem, quando isso acontecer o mundo se tornará um barril de pólvora à espera de um fósforo”.

Comentário: De acordo com a Cabalá, todos os eventos no mundo são causados ​​apenas pela necessidade de levar a humanidade à correção, à equivalência com a natureza, ao equilíbrio entre todos. Isso se reflete na transição para uma sociedade de consumo razoável onde cada um consome até onde precisa para existir, e não mais. Neste caso, haverá recursos suficientes para todos.

Mas chegar a este estado só é possível sob a condição da “garantia mútua”, onde “um é por todos e todos são por um”. A Cabalá explica como conseguir tal conexão entre todos no mundo. Caso contrário, a distribuição incorreta de alimentos levará a uma guerra mundial.

A Nova Base Econômica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você se propõe a resolver os problemas sociais em Israel, em termos práticos?

Resposta : Em primeiro lugar, nós temos que nos sentar em uma mesa redonda e começar a discussão, em estrita observância aos princípios da garantia mútua. Esta é a única maneira de encontrarmos a resposta à demanda do país por justiça social.

Na mesa-redonda, os representantes de vários setores falariam sobre os problemas sociais existentes. Então, depois de considerar o quadro como um todo, começaríamos a avaliar nossas possibilidades, fazendo uso dos serviços de peritos e especialistas em seus vários campos.

No entanto, eles devem aderir ao princípio da garantia mútua. Soluções práticas em qualquer campo profissional devem sempre ser propostas pelos peritos, que também estão conectados entre si pela garantia. Isso porque eles diferem em suas opiniões e avaliações.

A economia é moldada a partir do nosso egoísmo, o qual nós realmente não entendemos. Além disso, a necessidade de superá-lo intensifica nossa ignorância. No final, até mesmo os profissionais estão confusos; nós vemos para onde eles nos levaram e o que eles têm feito.

De qualquer forma, é claro que se, até hoje, tudo costumava se basear no desejo egoísta da pessoa, a partir deste ponto, nós temos que construir uma economia diferente com base no nosso desejo comum de doação, que é chamado de “garantia mútua”. É por isso que tomar decisões e implementá-las certamente deve ser realizado sobre o princípio da garantia. Esta é a principal diferença da nova abordagem.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/08/11, “Arvut

Usando A Burocracia Para Lidar Com A Crise

Dr. Michael LaitmanOpinião (Philipp Roesler, Ministro da Economia Alemão): “O Ministro da Economia Alemão Philipp Roesler exigiu um ‘conselho de estabilidade’ da zona do euro com o poder de sancionar países que administrem mal suas finanças.

 ‘Tal conselho seria independente dos governos e teria o poder de ajudar os países a implementar reformas econômicas, se necessário, determinando onde o auxílio financeiro de outros membros seria melhor gasto’, disse aos repórteres o Sr. Roesler, que também é vice-chanceler no governo de Angela Merkel.

‘Um conselho de estabilidade não significa – ‘você não está recebendo nenhum dinheiro’, mas sim ‘nós vamos distribuir isso para você ‘, acrescentou.

O Sr. Roesler, chefe do pequeno pequeno partido pró-negócios Democratas Livres (FDP), também exigiu ‘testes de competitividade’ para determinar como os países estavam administrando suas finanças”.

Meu comentário: É desnecessário dizer que esta decisão é muito alemã. Mas logo veremos que sem o lastro dos países em desenvolvimento industrializados, a própria Alemanha cairá numa crise mais profunda do que qualquer outro. E nenhuma instituição ajudará até que eles mudem a sociedade egoísta para uma “família”.