Textos na Categoria 'Disseminação'

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

Uma Incubadora Para Jovens Casais

Dr. Michael LaitmanÉ impossível ignorar os fundamentos ocultos para as tendências modernas, o componente ideológico do grande mal humano que se recusa a voltar para o caminho certo da natureza. Os líderes mundiais não precisam de famílias ou procriação. Eles não estão interessados ​​no crescimento da população e não precisam de bilhões de pessoas “extras”.

Assim, a política de restrição da população mundial na próxima geração está sendo implementada. As elites de todo o mundo não veem o declínio da população mundial como um problema, mesmo se ela for cortada em 50 por cento ou mesmo em 80 a 90 por cento. Os dez por cento que restam serão suficientes para fornecer tudo o que precisam para viver.

O ego humano está pronto para desintegrar a instituição do casamento, e eles estão nos levando a isso pelos meios de comunicação, educação, cultura, e assim por diante. Estes métodos são bem sucedidos em disseminar amplamente uma nova ordem mundial.

Portanto, não é de estranhar que vamos encontrar forte oposição se começarmos a falar sobre a correção do homem, que começa com a reconstrução da família, incluindo o seu papel na procriação. Muitos vão tentar nos impedir.

Ainda assim, eu espero que a abordagem hostil que tem levado a uma atitude desrespeitosa para com a família e tudo o que ela envolve seja um fenômeno passageiro. Afinal, a crise crescente também fere as elites que realmente gerem esta tendência nos bastidores. Então, elas vão sentir que devem mudar sua abordagem.

Hoje, elas acham que é benéfico apoiar esta tendência de modo que haverá tão poucas famílias e tão poucas crianças quanto possíveis, de modo que a população mundial será reduzida o mais rapidamente possível. No entanto, com o tempo, quando a crise chegar até elas, isso vai fazê-las ver as coisas de forma diferente.

Se nós falamos sobre o estado de Israel, no entanto, nada se interpõe no nosso caminho aqui. Não há obstáculos, nem atitudes negativas abertas. É claro, nós devemos agir onde nos é dada a chance.

É em relação a este problema que não vamos enfrentar nenhuma resistência. Parte da nação acredita em valores familiares que resultam de hábitos ou de uma abordagem tradicional. Nós nos lembramos e apreciamos a casa de nosso pai, onde todos os parentes se reuniam sob o mesmo teto. Nós nos lembramos do bairro, de nossos amigos de infância, e tudo isso é uma boa base para este assunto.

Nós temos que reabilitar essa tradição, que ainda não foi esquecida, e torná-la novamente parte da nossa cultura. Usem essa tradição na arte e tragam o conceito de família de volta à vida. Eu suponho que deva ser uma espécie de missão nacional que leva a uma variedade de maneiras para apoiá-la, seja na arte, filmes, livros ou histórias que enfatizam o valor da união, amor e bons pais. Nós temos que mostrar às pessoas a beleza nas relações familiares que fornecem a todos um forte apoio.

Nós temos que apresentar esta questão de forma assertiva ao governo que não oferece apoio suficiente para casais jovens no que diz respeito à habitação, licença maternidade, creche, benefícios financeiros, e assim por diante. Esta questão tem que se tornar uma questão de interesse nacional e deve ser considerada como um problema nacional geral. Nós devemos incentivar cada homem e mulher a assumir esta missão.

Nós devemos trazer exemplos de casais bem-sucedidos e produzir programas de TV que levantem o assunto e forneçam informações sobre esta questão. Nós devemos abrir clubes onde pais e filhos possam passar o tempo juntos e incentivá-los a passar o fim de semana na natureza. É especialmente importante ajudar as mães, sobre as quais recai a maioria da carga de cuidar de crianças pequenas nos primeiros anos.

A sociedade, o Estado e o governo devem ver a questão do apoio geral como um projeto nacional, levando em conta todas as implicações que isso possa ter. Assim, nós vamos definir um bom exemplo para o mundo inteiro, onde a tendência oposta é agora evidente.

Eu não só vejo a correção da família nisso, mas a correção de todo o mundo. Afinal de contas, nós podemos implementar boas relações familiares através das quais vamos ensinar os jovens em todos os aspectos da vida. O embrião é cercado por sua mãe. O bebê encontra-se num berço. A criança encontra-se rodeada por parentes. A criança também tem o ambiente de apoio do jardim de infância e da escola. Assim, um jovem casal deve ser cercado por uma atmosfera de apoio que os capacita e auxilia com cuidado dedicado, ainda mais do que durante a infância. Afinal de contas, esta é uma situação difícil, e cada família tem seus próprios problemas particulares.

Em primeiro lugar, é preciso estabelecer um ambiente especial, educando e cuidando dos jovens e dos casais jovens. Se não seguirmos nesta direção, a situação continuará a se deteriorar até que restarão tão poucas pessoas que não vamos ser capazes de sustentar a nação e manter a conexão entre elas.

Em outras palavras, a questão da família é uma questão de grande preocupação no que diz respeito à segurança do Estado. Por isso não devemos adotar as novas tendências mundiais sobre o tema. Nós temos que entender que estamos numa situação especial, de modo que a indiferença, o desrespeito e atos intencionais de destruição por parte do governo são simplesmente inaceitáveis e uma situação muito perigosa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/07/14

Remédio Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos nos relacionar mais corretamente com as expressões de antissemitismo? Nós devemos continuar a ignorar seu crescimento nos EUA e esperar que vai desaparecer por si só, ou vai crescer a tal ponto que depois será tarde demais?

Resposta: Nada vai desaparecer por si só, porque os antissemitas estão certos. Ouça o que eles dizem: os judeus são responsáveis ​​por todos os problemas do mundo. Eles sentem que dependem de nós. Como você se relaciona com as pessoas que lhe causam danos e de quem você depende?

Elas têm reivindicado isso por séculos. Nós temos que ouvir o que elas dizem e entender de onde isso se origina. Nós temos que levar a ideia de unidade e conexão com o mundo: a teoria, a experiência prática e o exemplo para isso; como está escrito, “tornar-se uma Luz para as nações”.

Nós, por outro lado, não fazemos isso, mas mostramos ao mundo o contrário, como é possível se dar bem melhor na vida egoisticamente. A menos que nos conectamos e nos tornemos um bom exemplo para as nações do mundo, a atitude do mundo não vai mudar em relação a nós para melhor. Ela vai constantemente piorar à medida que o mundo se torna cada vez mais abrangente e mutuamente ligado por um lado, e despedaçados internamente pelo ego, por outro.

Assim, a tensão está em constante crescimento, na medida em que a natureza se aproxima de nós, conectando-nos de fora, enquanto dentro nós somos despedaçados, repelidos um pelo outro. Neste estado, a sabedoria da Cabalá, que significa não só a ideia, mas também a experiência prática da nossa conexão correta e unidade, é o remédio para o mundo inteiro, sem o qual o mundo não vai sobreviver.

Se não começarmos a nos conectar e unir corretamente, vamos chegar a uma terceira guerra mundial e grandes sofrimentos, que são mencionados nos escritos dos Cabalistas. Eles também nos dizem como podemos nos unir de forma rápida e adequada. Isso é muito fácil praticar e será refletido imediatamente nas nações do mundo. Se quisermos que as nações do mundo mudem a sua atitude em relação a nós, e como se diz em Isaías, “nos admirem”, isso só é possível se nós lhes dermos o exemplo certo de cooperação mútua entre toda a humanidade, um exemplo da ordem no mundo, então vai haver essa total dependência mútua.

De uma Palestra nos EUA, 06/08/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 1

Dr. Michael LaitmanVamos entrar em mais detalhes sobre o período da destruição do Primeiro Templo. Em essência, foi uma descida do nível de amor, a obliteração do “Templo do Amor” entre as pessoas.

Anteriormente, todas as doze tribos de Israel observavam o princípio “amem ao próximo como a si mesmos”. Depois, essa noção entrou em colapso. Como resultado, dez das doze tribos desapareceram. Em outras palavras, elas foram espalhadas por todo o mundo.

Anteriormente, elas existiam no nível do “amem ao próximo”. Após a sua descida para um nível mais baixo, elas não tinham nada a fazer na terra de Israel, uma vez que não estavam mais conectadas com os desejos gerais que tiveram que ser corrigidos, a fim de atingir outros níveis. As duas tribos bastavam para atingir o nível mais baixo e permanecer neste nível.

Vamos colocar assim: todas as doze tribos caíram do nível do amor para o menor nível. Na verdade, a diferença entre esses dois níveis compreende as dez tribos. É por isso que elas desapareceram.

Depois, elas levaram a humanidade ao período contemporâneo: o beco sem saída final, a crise que hoje engloba o mundo inteiro.

Pergunta: O que você quer dizer com “elas levaram”?

Resposta: Muitos personagens históricos importantes vieram das dez tribos. Depois de verificar esse fato, as pessoas vão culpar os judeus por “estragar” tudo. Elas vão acusá-los de levar intencionalmente a humanidade inocente para a crise mundial ao longo da história.

Pergunta: É verdade que todos os líderes que dirigiram os maiores e mais significativos processos históricos e os influenciaram vêm das dez tribos?

Resposta: Sim, é verdade. A maioria deles é simplesmente parte das dez tribos.

Pergunta: Será que eles ainda dirigem a humanidade à crise, ao impasse em que nos encontramos?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que aconteceu com as outras duas tribos?

Resposta: Elas caíram do nível do Primeiro Templo. Razão pela qual elas perderam a guerra com os babilônios, os seus “vizinhos” (próximos), que eram governados por Nabucodonosor. Depois que ele conquistou os judeus, ele levou alguns deles para o cativeiro e deixou alguns na terra de Israel.

Apenas um número muito pequeno do povo judeu voltou e se reconectou com seus irmãos mais tarde. Assim, as duas tribos começaram a construir o próximo templo.

Pergunta: Será que eles ainda têm uma centelha vivendo neles?

Resposta: Não apenas uma centelha! Eles nunca chegaram até o fundo. Eles caíram do nível do “ame ao próximo” até o nível de uma boa conexão entre eles, o chamado “nível de Hassadim“, que em essência é sobre “não prejudicar o outro”, o estabelecimento de boas relações e ser cortês com seu próximo: “Eu não sou contra você; você não está me enfrentando”. Este também é um nível espiritual, uma vez que é construído acima do ego.

É por isso que depois que os judeus retornaram da Babilônia, eles construíram o segundo templo, que foi construído sob a orientação e supervisão direta do tsar babilônico Cyrus, filho de Esther. É uma história “distorcida” de relacionamentos “familiares”…

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

A Conexão Entre Nós Protege Nossos Soldados

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que se os judeus em Israel se aproximassem mesmo um milímetro um do outro isso iria trazer grandes mudanças no mundo todo. Por que este lugar é tão importante e por que a conexão tem que ser de Israel?

Resposta: De acordo com as raízes espirituais e os ramos corporais que lhes correspondem, os judeus têm que estar e se conectar na terra de Israel. Esta conexão não vai funcionar em nenhum outro lugar do mundo. Nós não vamos sequer ser capazes de pensar na conexão e, muito menos, de cumpri-la. Esta é a razão pela qual foi dito a Abraão “Deixa a tua terra…”

Pergunta: O que os judeus que vivem no exterior podem fazer nesse caso?

Resposta: Os judeus no exterior têm que apoiar a conexão em Israel. Eles também devem se conectar, mas só se nos conectarmos na terra de Israel e eles vão nos apoiar. É aqui na terra de Israel que a conexão deve ocorrer.

Pergunta: É suficiente simplesmente estabelecer a conexão ou devemos entender sua raiz e de onde ela se origina?

Resposta: Nós vamos gradualmente entender que, como se diz: “Os corações são atraídos pelas ações”. Primeiro nós temos que tentar nos conectar, mesmo sem entender exatamente como isso acontece, mas simplesmente cumprindo o conselho dos Cabalistas e tomando o exemplo dos outros. Afinal, nós não aprendemos sobre o que é ruim ou perigoso, mas apenas sobre a conexão e o entendimento mútuo que se atinge através de oficinas e diversas atividades em conjunto.

Isso é agradável e necessário, pois sem isso nós estamos diante de um desastre, e é certamente verdade que quando os judeus em Israel se aproximam mesmo um milímetro grandes mudanças ocorrem em outras nações de acordo com seu tamanho. Tudo o que acontece em Israel é multiplicado por um milhão nas nações do mundo. A nação judaica é muito pequena, por isso uma pequena mudança em Israel traz grandes mudanças em todo o mundo. É como se abríssemos a torneira apenas um milímetro, mas todas as nações recebessem um grande enchimento por ela.

Pergunta: Por que a conexão é sentida entre a nação de Israel só em tempos difíceis, em tempos de guerra? Quando nós sentimos essa pressão, ela é sentida como as dores de parto e, em tempos normais, tudo se acalma.

Resposta: O estado de guerra é um momento em que nós temos que começar a explicar as coisas. Afinal, as pessoas estão aterrorizadas, sofrendo e lamentando os soldados que foram mortos, e por isso são mais sensíveis. Neste momento é possível explicar a uma pessoa que existe uma maneira de viver sem dor, que existe um método que nos eleva deste mundo ruim e baixo para um cume belo e elevado.

Se as pessoas só ouvirem, isso vai levar a um grande resultado. Pela conexão entre nós, nós protegemos nossos soldados. Mas, por enquanto, isso permanece como palavras agradáveis ​​para a maioria das pessoas.

Pergunta: Como nós podemos aprender a conectar?

Resposta: Nós aprendemos a conectar em workshops, mesas redondas e círculos em casa. Este não é um processo de aprendizagem, mas um processo de correção. Nós aprendemos com as ações.

Os meios foram desenvolvidos por este motivo, de modo que seja possível atingir a todos. Nós podemos ter mesas redondas na TV que irão mexer com uma pessoa mais do que um filme dramático e ela pode participar da discussão emocionalmente. Tudo depende de quão tensa é a situação e a tensão não vai embora. No entanto, nós temos a chance de se conectar, e o sucesso é garantido. Junte-se a nós e juntos vamos conseguir!

De KabTV “Antissemitismo” 21/07/14

Uma Etapa Fundamental Na Disseminação

Dr. Michael LaitmanNós somos obrigados a abordar todo este assunto a partir do pensamento e da finalidade da criação, da perspectiva da imagem completa e geral. Nós não podemos entender e saber nem mesmo uma única peça, se não estivermos familiarizados com o seu lugar dentro do todo. Uma vez que toda a realidade é um sistema, não há nenhuma parte que não seja determinada pelo conjunto.

Em geral, toda a criação, todo o desejo de receber, definido como Malchut do mundo do Infinito, deve chegar à correção, equivalência de forma com a Luz do Infinito, o que significa que ele deve aumentar 620 vezes através de 125 níveis. Assim, se considerarmos o nosso mundo, será claro para nós que todas as criaturas que vemos devem chegar ao fim da correção. Nós estamos falando de toda a humanidade, mesmo que alguns bilhões de pessoas a mais sejam adicionados à população da Terra.

Por outro lado, as naturezas inanimada, vegetal e animal estão em adesão com o Criador, pois a força instintiva da natureza que as administra está latente nelas, sem pedir-lhes.

Em princípio, a liberdade de escolha e a possibilidade de agir de acordo com seu desejo, sem estar conectado diretamente com o Criador, são dadas apenas aos seres humanos. Isto significa que a oportunidade é dada às pessoas para elas mudarem um pouco.

Nós ainda precisamos examinar exatamente como essa capacidade é expressa em alguém que anseia em ser como o Criador. Pessoas como estas são chamadas de “Israel”, que significa direto ao Criador, “Yashar El“. E alguém que não anseia por isso se diz que pertence às “nações do mundo”. Mas, afinal, tanto eles como os outros devem alcançar plena equivalência de forma com o Criador através da cooperação entre si.

No curso do desenvolvimento em nosso mundo, há pessoas, mais precisamente, desejos, com tal anseio que foi preparado desde o nascimento. Pessoas como estas (Israel) recebem um empurrão (um chamado) para descobrir o Criador, para se aproximar Dele, e chegar à adesão com Ele. Elas devem fazer isso em primeiro lugar e as outras virão depois delas; em última análise, todo mundo vai chegar a sua própria correção final com respeito ao Criador.

A diferença entre os meios para a realização do Criador também é derivada disso. Em geral, o meio é chamado de sabedoria da Cabalá. Mas Israel e as nações do mundo a utilizam e realizam de forma diferente. O tempo previsto para todo o processo é de 6000 anos, durante os quais, sem dúvida, todas as criaturas devem chegar à adesão com o Criador.

Toda a natureza inanimada, vegetal e animal sobem e descem na escada da adesão, juntamente com o nível falante, sem qualquer esforço de sua parte. E as pessoas devem avançar individual e coletivamente a partir de sua livre escolha.

Portanto, há uma diferença na disseminação da sabedoria da Cabalá para Israel e as nações do mundo. Uma pessoa que pertence a Israel sente uma atração e um elo com ele; ela sente que a oportunidade de realização está escondida aqui, então fica muito feliz de encontrar a sabedoria da Cabalá. Isto porque desde o início ela sentiu uma deficiência que se expressa na pergunta: “Qual é a razão de viver”. No momento, ela não tem nenhuma razão para viver; não sente qualquer “sabor” verdadeiro e realização na vida; em vez disso, ela sempre sente que algo está faltando. Nesse caso, depois que ela se familiariza com a sabedoria da Cabalá, ela descobre que encontrou um meio de realização.

E as pessoas que não sentem que algo assim está faltando e simplesmente se sentem mal nos níveis inanimado, vegetal e animal de desenvolvimento, podem, no entanto, sentir uma deficiência por meio do qual podem se conectar com a sabedoria da Cabalá. Certamente, elas não precisam dela, mas as deficiências habituais que o Criador desperta nelas, com a ajuda da crise geral, as empurram a procurar uma vida melhor. Então, gradualmente, elas encontram uma deficiência por coisas mais elevadas.

Há uma série de razões para isso. Uma delas é que as suas deficiências diárias ainda estão em desenvolvimento e o “ponto no coração”, que antigamente estava oculto, agora se revela. Além disso, o desejo de ascender também pode ser descoberto como resultado da integração com o povo de Israel, ou seja, com as pessoas que anseiam pelo Criador, e, juntamente com estas, elas se tornam um só corpo, um vaso (Kli). Esta é a maneira como é projetado para a maioria das nações do mundo.

De qualquer forma, cabe a nós olhar para as coisas corretamente e também compreender as razões para a atitude negativa das nações do mundo para com o povo de Israel e as acusações contra o povo de Israel, que em vez de trazer-lhes prazer, trazem-lhes sofrimento, dificuldades e problemas. Eles culpam Israel por todo o mal que existe no mundo, e isso aponta para uma ligação entre as nações do mundo e Israel, e sua interdependência também. Mesmo que as nações do mundo descubram a conexão de uma forma mais negativa, isso ainda se refere ao quanto elas sentem sua dependência em relação aos filhos de Israel.

Portanto, cabe a nós pensar cuidadosamente em como podemos corrigir esta situação e por que o Criador despertou a nós e as nações do mundo especificamente desta forma para que acabássemos por alcançar a adesão absoluta com Ele.

No estágio atual, a nossa disseminação incide sobre o povo de Israel. Como o Baal HaSulam explica no final da “Introdução ao Livro do Zohar“, no início do processo, as partes internas que anseiam em descobrir o Criador estão unidas. Depois disso, aqueles que têm Reshimot (genes espirituais) remanescente de suas antigas subidas à doação e adesão com o Criador, desde os dias do Beit HaMikdash (templo) vão se juntar a elas, ou seja, ao vaso (Kli) coletivo com uma intenção em prol da doação com base na união com Israel. Portanto, nós temos que despertar aqueles que são chamados de judeu pelo “passaporte” e não de acordo com suas aspirações.

E junto com isso, nós temos que despertar todas as nações do mundo para que possam conhecer o processo geral, porque nós estamos nos dias do Messias, como Baal HaSulam e outros Cabalistas escrevem. Hoje nós já estamos falando de toda a correção geral para que todos reconheçam o processo de correção e o compartilhem.

Portanto, cabe a nós disseminar a sabedoria da Cabalá ao mundo todo. Afinal, se diz que a redenção virá especialmente graças à disseminação da sabedoria da Cabalá e da disseminação do Livro do Zohar em todo o mundo. Há uma necessidade tanto nas pessoas que anseiam pelo Criador e são chamadas de Israel na espiritualidade, e também nas pessoas que pertencem a Israel no nosso mundo (os judeus) que não sentem o anseio. A partir de hoje, todos devem entender o objetivo da criação.

Assim, o Criador está despertando problemas em todos os lugares, incluindo a ameaça de uma terceira guerra mundial e a crise geral na natureza e na sociedade humana. Com isso, Ele desperta todas as pessoas, todas as nações do mundo, a trabalhar para alcançar a meta. Portanto, nossas explicações devem chegar a todos sem exceção.

Da Conversa sobre a Importância da Disseminação 12/08//14

As Nações Do Mundo Vão Ajudar Os Judeus A Se Unir

Dr. Michael LaitmanPergunta: É típico que os chefes de muitas organizações que são contra Israel sejam, eles próprios, judeus. Como devemos nos relacionar com isso?

Resposta: Se quisermos mudar a situação, temos que trabalhar somente entre os judeus e isso com certeza vai ser suficiente. Mas seria muito útil se fôssemos ajudados externamente.

Portanto, nós devemos nos voltar a várias organizações e sair a todas as nações do mundo, e explicar todo o processo a elas para que elas gradualmente entendam por que o ódio contra os judeus é criado nelas e o que é que elas esperam de Israel. Então, o mundo inteiro vai ajudar o povo de Israel, mas apenas na condição de que eles entendam a sua obrigação de se unir como um homem com um coração.

Afinal de contas, através de Israel, o poder de unificação estará aberto ao mundo. Unificação é a única coisa que está faltando no mundo. Imaginem o quão maravilhoso o mundo se tornaria se todas as pessoas estivessem conectadas com boas relações. Há abundância plena no mundo; basta distribuir corretamente entre todos, então todos serão felizes.

Comentário: Um dos exemplos mais tangíveis é um perito independente na ONU para a proteção dos direitos humanos nos territórios palestinos, Richard Falk, mais conhecido por simpatizar com os palestinos e sua atitude negativa em relação a Israel. Os jornais o chamavam de “antissemita”.

Ele é membro de uma organização “Stop the War”, que se refere apenas à guerra contra os palestinos e culpa Israel com toda a sua força. Ele é uma pessoa altamente educada, um ex-professor da Universidade de Princeton, e, ao mesmo tempo, parece ser contra Israel, mesmo que ele próprio seja um judeu.

Resposta: Esse não é um fenômeno único. Valeria a pena explicar a ele, enviar-lhe a nossa informação, os nossos panfletos. A correção virá de ambos os lados. O principal é a unificação entre os judeus, que deve ser descoberta e se expandir, e, assim, a partir deles, ela vai sair às nações do mundo.

Porém, para que os judeus sejam capazes de consolidar e criar esse poder de unificação, eles precisam de ajuda externa. Esta ajuda pode ser negativa, assim como uma ameaça de lobos forçam ovelhas a se unir. E pode ser uma ajuda positiva, de uma boa força, quando as nações do mundo ajudam esta unificação e também querem participar. Assim, os judeus se unirão, vão querer agradar as nações do mundo e implantar suas demandas.

Isso significa que é possível atingir essa unificação pelo bem ou pelo mal. Certamente será muito melhor se as nações do mundo entenderem o que está acontecendo e exigirem que os judeus se unam. Elas declarariam que isso é imperativo para elas e até mesmo exerceriam pressão e ajudariam a atingir essa unificação.

Tal nível de consciência pode ser alcançado através da nossa disseminação, movendo o mundo em direção a uma boa forma de evolução. Assim, a disseminação deve ser dirigida tanto para os judeus e as nações do mundo, mas, no entanto, o principal trabalho é feito entre o povo de Israel.

De KabTV “Antissemitismo” 21/07/14

Revelação Obrigatória da Sabedoria

De “Quem é Você, Povo de Israel”

À medida que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes da dispersão. Infelizmente, hoje não podemos nos separar e sedar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendente dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, denominada a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e assim tornar-se uma “Luz para as nações”.

A Chave para a Felicidade

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos alcançar um estado de unidade. No entanto, existem duas maneiras de chegarmos a esse final feliz: 1) o caminho do sofrimento mundial: guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) o caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. O último é o que sugerimos.

O texto completo do folheto está aqui.

O Destino Nos Uniu E É Irreversível


Pergunta: A operação militar, “Protective Edge”, e todos os eventos relacionados a ela evocaram um sentimento especial de conexão na nação israelense. A nação de Israel se une cada vez que nos encontramos numa situação de emergência, mas desta vez a conexão que foi sentida foi extraordinária e especialmente forte e sem precedentes.

Isso afetou a todos, incluindo crianças pequenas e idosos. Há uma foto de um tanque coberto com desenhos de crianças que foram enviados aos soldados. Estranhos visitaram os soldados feridos, ajudaram suas famílias, e enviaram pacotes ao front. Nunca houve uma expressão de ajuda mútua em tal escala. Qual é o sentimento especial despertado na nação israelense durante a guerra?

Resposta: Há uma força especial escondida na nação de Israel, e eu tenho visto até mesmo referências a ela em livros e filmes de diretores que não são israelenses. Há certa preparação para o sacrifício pessoal no povo judeu. Isso pode ser expresso em sua atitude em relação à ciência, a uma profissão específica ou a um determinado assunto. A pessoa sente que deve se dedicar totalmente a uma determinada ideia. Embora este fenômeno exista em cada nação, ela se expressa ainda mais exclusivamente entre os judeus. Eles expressam sua lealdade, a sua conexão, na medida do sacrifício pessoal, sempre que têm a oportunidade de fazê-lo.

A pessoa não procura nenhuma recompensa e não se importa se os outros sabem sobre suas ações, fala sobre ela, ou se lembra dela como um herói. A prontidão para o sacrifício que decorre da história do povo judeu, de repente desperta numa pessoa.

No passado, nos dias do Primeiro e Segundo Templos (que simbolizam um vaso inteiro, uma alma), nós estávamos conectados. Esta conexão criou uma ligação muito profunda e eterna que nos nutre e preenche até hoje. Ela invoca em nós o sentimento especial entre o indivíduo e a nação de Israel, mesmo que ele fizesse tudo em seu poder para se separar de toda a nação e fugisse para um lugar remoto nos confins da Terra, de modo que ninguém soubesse que ele é um judeu, de modo que ele se esqueceria dela e fosse como todos os outros. No entanto, ele não pode fazer isso, já que as conexões entre os nós estão acima deste mundo e estão no nível do mundo superior. Assim, o indivíduo não pode deixar de ser judeu, mesmo que queira.

Esta conexão é expressa mesmo depois de várias gerações, quando o próprio indivíduo não sabe que é judeu. Eu conheci muitos assim. Especialmente na Espanha e em Portugal, muitas vezes eu encontro indivíduos que dizem que não são judeus de nascimento, mas que sentem que pertencem à nação judaica. Eles são os descendentes dos convertidos que foram forçados a abandonar a religião judaica sob a ameaça da expulsão da Espanha, mas a conexão com o povo judeu ainda vive dentro deles.

É um fenômeno natural que decorre do sistema da realidade. A conexão foi gradualmente criada num nível espiritual muito alto quando todo mundo estava conectado no estado de um homem em um só coração, em uma só alma. A conexão imprime dentro de nós um gene espiritual especial num nível superior ao que estamos hoje, no nível humano.

Portanto, não podemos quebrar essa conexão porque ela é imutável, e só pode ser reconstruída. Assim, nós despertamos hoje como resultado de diferentes problemas e dificuldades e voltamos ao estado da conexão interna.

Não há escolha. Nós estamos conectados, e o destino, o Criador, nos desperta. Nós tivemos pressões suficientes no nível corpóreo – onde vivemos no nível animal – e o sentimento da presença do nível humano imediatamente desperta em nós num nível diferente, superior. Este é o nível em que estávamos durante a conexão e ao qual podemos voltar agora.

Essa conexão interna existe entre todos os judeus, e até mesmo em todas as tribos perdidas do tempo do Primeiro Templo. Há muitas pessoas no mundo que pertencem a essas tribos perdidas. Os corpos não são reencarnados, mas a alma continua a mesma alma. Há a mesma conexão entre nós que está escondida, mais interna, eterna, espiritual, e mais sublime.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/08/14

No The New York Times: “Quem É Você, Povo De Israel?”

Meu artigo, “Quem É Você, People of Israel?“, publicado no The New York Times, sábado, 20 de setembro de 2014.

Quem É Você, Povo De Israel?

Por Michael Laitman

Por vezes, os judeus são perseguidos e aterrorizados. Sendo judeu, eu muitas vezes reflito sobre o propósito desta agonia implacável. Alguns acreditam que as atrocidades da Segunda Guerra Mundial são inimagináveis ​​hoje. No entanto, nós vemos quão fácil e abruptamente o estado de espírito anterior ao Holocausto é emerge novamente, e gritos de “Hitler estava certo” são ouvidos com muita frequência e muito abertamente.

Mas há esperança. Nós podemos inverter esta tendência, e tudo o que se exige é que tomemos consciência do quadro maior.

Onde Estamos e De Onde Viemos

A humanidade está numa encruzilhada. A globalização nos tornou interdependentes, enquanto as pessoas ficam cada vez mais odiosas e alienadas. Esta situação insustentável, altamente inflamável, requer a tomada de uma decisão sobre a futura direção da humanidade. No entanto, para entender como nós, o povo judeu, estamos envolvidos neste cenário, é preciso voltar para onde tudo começou.

O povo de Israel surgiu cerca de 4000 anos atrás na antiga Babilônia. A Babilônia era uma civilização próspera cujo povo se sentia conectado e unido. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiam conectados, também ficavam mais alienados um do outro. Preso entre uma rocha e um lugar duro, o povo da Babilônia começou a procurar uma solução para a sua situação.

Duas Soluções para a Crise

A busca por uma solução levou à formação de dois pontos de vista conflitantes. A primeira, sugerida por Nimrod, rei de Babilônia, era natural e instintiva: a dispersão. O rei argumentava que quando as pessoas estão longe umas das outras, elas não brigam.

A segunda solução foi sugerida por Abraão, um renomado sábio babilônico. Ele argumentava que, de acordo com a lei da Natureza, a sociedade humana está destinada a se tornar unida, e, portanto, ele se esforçou em unir os babilônios acima dos seus crescentes egos.

Sucintamente, o método de Abraão era uma maneira de conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre seus camponeses, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e… Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishneh Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber quem estava certo.

A Base do Povo de Israel

Nimrod forçou Abraão e seus discípulos a sair de Babilônia, e eles se mudaram para o que mais tarde ficou conhecido como “a terra de Israel”. Eles trabalharam na unidade e coesão de acordo com o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”, conectados acima de seus egos e, assim, descobriram “a força da unidade”, o poder oculto da Natureza.

Cada substância é composta por duas forças opostas, conexão e separação, que se equilibram. Mas a sociedade humana está evoluindo usando apenas a força negativa: o ego. De acordo com o plano da Natureza, nós somos obrigados a equilibrar conscientemente a força negativa com a força positiva: a unidade. Abraão descobriu a sabedoria que permite o equilíbrio, e hoje nós nos referimos a sua sabedoria como “a sabedoria da Cabalá”.

Israel Significa Direto ao Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Ysrael (Israel) após o seu desejo de ir Yashar El (direto a Deus, o Criador). Isto é, eles queriam descobrir a força da unidade da Natureza, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles se encontraram imersos na força de união, a força superior, a raiz da realidade.

Além de sua descoberta, Israel também aprendeu que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo e tornaram-se hoje a humanidade – também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

Exílio

Os discípulos de Abraão, o povo de Israel, experimentaram muitas lutas internas. Porém, sua unidade prevaleceu por 2000 anos e era o elemento-chave que os unia. Na verdade, os seus conflitos serviam apenas para intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não puderam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade. A alienação dentro da nação de Israel levou-os a se dispersar entre as nações.

De volta ao presente, hoje a humanidade está se aproximando de um estado muito semelhante ao da antiga Babilônia, um estado de dependência mútua, por um lado, e de ódio mútuo e alienação, por outro lado. Como nós somos completamente interdependentes na “aldeia global”, o método de separação de Nimrod não é mais viável. Para alcançar o equilíbrio, nós somos agora obrigados a utilizar o método de Abraão; é por isso que a nação de Israel deve liderar a cura das dores da sociedade humana. A menos que nós, o povo judeu, o façamos por nossa própria vontade, as nações do mundo nos coagirão a fazê-lo, pela força.

Dessa forma, é interessante ler as palavras de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, um antissemita notório, em seu livro, O Judeu Internacional – O Maior Problema do Mundo: “A sociedade tem uma grande reclamação contra ele [judeu], de que ele… comece a cumprir… a antiga profecia de que por meio deles todas as nações da Terra seriam abençoadas”.

As Raízes do Antissemitismo

Depois de milhares de anos se esforçando para construir uma sociedade humana bem sucedida usando o método de Nimrod, as nações do mundo estão começando a entender que a solução para os seus problemas não é nem tecnológica, nem econômica ou militarista. Inconscientemente, elas sentem que a solução está na unidade, que o método de conexão existe no povo de Israel, e, portanto, reconhecem que são dependentes dos judeus. Isso faz com que elas culpem os judeus por todos os problemas do mundo, acreditando que os judeus possuem a chave para a felicidade do mundo.

De fato, quando a nação de Israel caiu de seu ápice moral de amor ao próximo, o ódio a Israel entre as nações começou. Assim, por meio do antissemitismo, as nações do mundo nos incitam a revelar o método da conexão. O Rav Kook, o primeiro rabino-chefe de Israel, apontou para esse fato com suas palavras, “Amalek, Hitler, e assim por diante, nos despertam para a redenção” (Ensaios do Raiah, vol. 1).

Mas o povo de Israel não sabe que está segurando a chave para a felicidade do mundo, e que a própria fonte de antissemitismo é que os judeus estão carregando dentro de si o método de conexão, a chave para a felicidade, a sabedoria da Cabalá, mas não estão revelando isso a todos.

Revelação Obrigatória da Sabedoria

Na medida em que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes de seu colapso. Mas hoje, nós não podemos nos afastar uns da outra forma, a fim de acalmar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa conexão, em nossa unidade. Nós somos obrigados a acrescentar ao nosso mundo a força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendentes dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, ou seja, a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e, assim, tornar-se uma “luz para as nações”.

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos atingir um estado de unidade. Mas há duas maneiras de chegar lá: 1) pelo caminho do sofrimento mundial, guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) pelo caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. Este último é o que sugerimos.

A Unidade é a Solução

Está escrito no Livro do Zohar, “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan). “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é o grande princípio da Torá, e também a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. É obrigação do povo judeu se unir a fim de compartilhar o método de Abraão com toda a raça humana.

De acordo com o Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar, “Cabe à nação de Israel qualificar a si mesma e todas as pessoas do mundo… desenvolver-se até que tomem para si o sublime trabalho do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação”. Se conseguir isso, vamos encontrar soluções para todos os problemas do mundo, incluindo a erradicação do antissemitismo.