Textos na Categoria 'Disseminação'

Eu Preciso Do Mundo Inteiro

Dr. Michael Laitman

Questão: Será que a aceleração do fim da correção (Gmar Tikkun) depende da nossa conexão ou da de todo o mundo?

Resposta: Tudo depende apenas da conexão entre nós, esta é suficiente. E a partir desta conexão nós sentimos a necessidade para o resto das etapas.

A principal coisa é a conexão entre nós, e se chegarmos a um certo estado, de repente descobrimos que precisamos ainda conectar mais uma parte, pois de outra forma não podemos ir em frente. Exigimos forças adicionais, densidades e problemas a fim de avançar.

Então você entende que precisa de mais e mais até compreender que necessita de todo o mundo, que este é inteiramente para si. Como é dito: “O mundo inteiro é destinado para meu uso “, isto é, para transmitir-me todos os seus problemas, dificuldades e desejos para que eu possa corrigi-los. ” E eu estou destinado para o uso de quem me possui” porque eu tomo todos os seus desejos e elevo-os ao Criador. É só isto que Ele precisa.
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Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabala de 3/10/14

 

Cada Vela Fortalece A Luz Da Chama

Dr. Michael LaitmanDegel Machane Efraim, “Beshalach” (escrito há mais de dois séculos pelo rabino Moshe Haim Efraim de Sudilkov, aluno e neto do Baal Shem Tov)

O servo de Deus deve estar incorporado em todos os seres criados, e então ele tem que se conectar com todas as almas e ser incorporado nelas e elas devem ser incorporadas nele. Portanto, você deve deixar para si apenas o que é necessário para a conexão da Shechiná (Divindade).

Para fazê-lo, deve haver um grande número de pessoas que estão conectadas, como está escrito: “A conexão dos justos é boa para eles e bom para o mundo”. Visto que a Luz da Shechiná (Divindade) será revelada mais se houver uma multidão de pessoas que servem ao Criador.

De acordo com os sábios, “os justos são iguais diante da Shechiná (Divindade), como uma vela diante de uma chama”; assim, de acordo com a multidão de velas, a Luz da chama irá crescer, pois é a Shechiná (Divindade). Portanto, a pessoa deve ser incorporada em todas as pessoas e em todos os seres criados, e todos devem ascender a sua raiz, a fim de corrigir a Shechiná (Divindade).

A correção reside, na verdade, em ter cada vez mais pessoas que aprenderam apenas um pouco e que se juntam à mesma grande conexão, chamada de Sagrada Divindade, na qual o Criador pode Se revelar aos seres criados. Por isso se diz: “A glória do Rei está na multidão”, e uma força que é forte em quantidade deve aparecer, assim como nas gerações anteriores uma força que era forte em qualidade apareceu e foi operada por grandes Cabalistas.

Eles estavam num nível espiritual muito elevado, mas eram poucos, na medida em que tiveram que atrair e transmitir a Luz que Reforma de Cima para baixo para a nossa geração. Nós a recebemos através deles, mas a forma de correção em nossos tempos é totalmente diferente. Se quisermos atingir pelo menos o início da correção, temos que conectar todas as velas, e, assim, alcançar a Luz que pode iluminar em nossos vasos.

Da Lição Diária de Cabalá 19/03/14, Conversa sobre a Importância da Disseminação

Ter Orgulho Da Nossa Missão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se cada um de nós tivesse uma ferramenta de medição, nós poderíamos medir onde estamos. Como eu posso saber se estou fazendo tudo da maneira certa?

Resposta: Se você tivesse uma ferramenta de medição, você não teria necessidade de corrigir nada. Eu tenho que pensar constantemente em como fazer a coisa certa a cada momento ao longo do caminho espiritual, o que as Reshimot (reminiscências) Yahsar El (direto ao Criador) que eu recebi exigem de mim. Eu tenho que me aperfeiçoar e aguçar minha sensibilidade, a minha precisão, a fim de descobrir o que o Criador quer de mim e como posso fazer isso no grupo, na disseminação, comigo mesmo, no estudo, na conexão com os amigos, o professor, etc.

Eu esclareço constantemente as coisas. Este é o trabalho que temos que fazer. Se eu recebesse tudo pronto eu seria um justo completo, um anjo. Na verdade, é pelo esclarecimento difícil, no qual tenho que pedir a ajuda do Criador em cada passo do caminho para me corrigir, que chego à conexão com Ele. Caso contrário, eu não chegaria a isso. Eu tenho que me esforçar até certo ponto, uma vez que o esforço é o meu vaso. Só pelo esforço que eu começo a diferenciar as coisas que estão ocultas de mim agora.

Nós nascemos neste mundo com um instinto e um desejo de se desenvolver, e assim, pequenas crianças correm o tempo todo fazendo alguma coisa e se desenvolvem. Se nós nos comportássemos como crianças em relação à meta espiritual iríamos avançar muito rapidamente.

Tudo o que temos a fazer é nos esforçar. Este esforço tem que ser certo e não para onde o nosso ego está nos arrastando. Nós precisamos de um grupo onde o orgulho pela meta, o orgulho de pertencer a ele e o orgulho na missão que recebi do Alto devem ser maiores do que o meu amor-próprio. Isto é o que uma pessoa deve desenvolver. Esta é a fórmula fundamental realizada apenas no grupo, como o espírito de equipe, o orgulho na unidade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/03/14

O Sofrimento Da Sociedade Pelos Olhos De Um Justo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 128: Tudo isso se refere a alguém que não se compadece com o público, e não lhe é permitido ver o conforto do público, pois ele não será capaz de sentenciá-los a uma escala de mérito e ver o seu consolo. Por isso, ele nunca vai alcançar o atributo do justo.

É impossível avançar sem simpatizar-se com o sofrimento da sociedade, pois cada passo deve ser perfeito. Portanto, não há escolha, exceto sentir o sofrimento da sociedade. Isso acontece em cada fase para alcançar o estado de um justo ou de um justo completo.

Nestes estados há muitos níveis. O vaso inteiro é dividido em várias partes, e cada uma delas deve atingir o nível de um justo e depois o grau de um justo completo. Portanto, as pessoas devem se preparar para esse desejo, a necessidade de preenchimento, que é o sofrimento. As pessoas aspiram à doação e unidade, mas são incapazes de alcançá-las e buscam maneiras de atrair a Luz que Reforma. Nós temos que sentir esses desejos desde o início.

Nós temos que observar a regra do amor ao próximo não só enquanto estamos construindo o  Templo, embora ele incorpore precisamente este vaso, a casa de santidade, mas também temos que considerar a entrega da Torá. A questão é: “Você está pronto para isso?” Não se trata se você é ou não “capaz de” fazê-lo neste momento, mas se está “pronto para ir atrás disso?” Se a resposta for “sim”, basta fazê-lo!

Isso significa que nós temos que sentir o sofrimento da sociedade porque temos que sentir os desejos de nossos próximos como o nosso. Mas há uma sutileza, já que não pegamos os desejos dos nossos próximos por comida, família, dinheiro, poder ou conhecimento diretamente. Ao contrário, nós devemos ter compaixão e sentir a dor dos outros como a nossa própria, pois é algo que lhes interessa em seu nível. Mas temos que decifrar seus estados a partir do nosso nível e entender que o motivo de sua aflição é uma deficiência da Luz que Reforma, a falta da presença da Luz Superior em seus desejos.

Seus desejos exigem correção e, portanto, eles experimentam vários problemas: doenças, problemas com filhos e família, e todos os tipos de problemas. A razão para todas essas tristezas é uma deficiência da Luz em geral. No nosso nível, nós somos capazes de entender esta situação e transferir as suas orações para o nosso apelo (MAN). Isso é o que significa ser imbuído do sofrimento do público.

A questão que surge é sobre como podemos penetrar seus desejos espirituais, se eles ainda não aspiram à espiritualidade, mas apenas anseiam satisfação material? Digamos que eu estou no 50º nível, mas o público em geral não representa o meu Partzuf inferior imediato, uma vez que ainda não alcançou o 49º nível. É possível que eu veja seus desejos no 49o nível?

O fato é que nós vemos os desejos do público em geral apenas a partir do nível que nos encontramos, visto que todos os níveis já existem. Tudo o que a pessoa pode fazer é sentir os desejos da sociedade que estão num mesmo nível. Isto significa que ela eleva os desejos da sociedade ao seu próprio nível. É por isso que até mesmo um justo completo pode ser impressionado pelo sofrimento do público num estado material, mesmo antes do período de preparação, antes de Lo Lishma. Afinal, o estado já existe no mundo espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 05/03/14

Questão Proibida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67: Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a sua interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é , quando ela dedica a maior parte de seus esforços para melhorar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar sua alma, e realizar os menores esforços, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo em si, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito: (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, fazendo assim, a pessoa também faz os filhos de Israel se elevar na interioridade e exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a externalidade, reconhecer e admitir o valor dos filhos de Israel.

Pergunta: Existe a interioridade e existe a exterioridade. É claro para mim. No entanto, eu não entendo o que significa preferir um em detrimento de outro.

Resposta: Existe uma alma e existe um corpo. Aqui “corpo” não é usado no sentido físico da palavra. No nível falante, o corpo é o desejo de receber. O que é um ser humano em primeiro lugar?

Não é um corpo físico. Mesmo um macaco tem mãos e um galo tem pernas. Os seres humanos ficam acima do nível animal porque têm a capacidade de alcançar o Criador. Mesmo que os seres humanos pertençam ao nível animal, eles ainda têm um potencial adicional: o desejo de procurar o Criador.

Nós somos “macacos estranhos” que têm horizontes ilimitados de desenvolvimento.

“O que você está procurando em nossa floresta”, questionam os macacos; “Você perdeu alguma coisa?”.

“Eu estou procurando meus irmãos. Eu quero encontrar o pai”.

“Aqui está o seu pai, você não vê?”.

“Não. Eu estou procurando a fonte da vida. Há algo faltando em minha vida. Eu quero saber por que eu vivo. Há algo além de bananas lá fora? É difícil para mim permanecer sem procurar”.

“Sem o que …?”

“Eu mesmo não sei ainda, mas tenho que encontrar um sentido na vida. Minha existência não tem gosto sem sabor”.

“Tente estas bananas maravilhosas!”

“Isso não vai funcionar! Eu ainda tenho um desejo que está além de ter apenas o sustento”.

Este desejo adicional é chamado de “o Homem” (Adão). Nossa busca interna aborda a aspiração de se tornar semelhante (Domeh) ao Criador, às Suas propriedades e natureza.

Um macaco começa a procurar sem ter qualquer pista sobre algo. Até agora, a procura está envolta em desenvolvimento egoísta.

O desenvolvimento é rigidamente orientado para ganhar mais dinheiro, ter mais sucesso e construir mais. Este processo já se arrasta por centenas de milhares de anos: houve a agricultura, depois emergiu a indústria, interações sociais complexas, inúmeras realizações humanas, e ainda assim o macaco nunca está completamente feliz ou satisfeito.

No emaranhado de desejos dos macacos, dentro se esconde uma corrida para sentir o Criador. Mas essa aspiração é desarticulada, implícita, como se escondida sob várias camadas de roupas, outros desejos. Novas terras inexploradas e continentes parecem tão atraentes para os macacos! Macacos se esforçam para explorar o mundo e suas leis: “O que há nos céus? O que há na profundidade da terra? O que está na mente dos nossos amigos e em seus corações?” Os macacos desenvolvem as ciências e tecnologias que representam marcos evolutivos na linguagem que eles entendem.

Em essência, no mais profundo de suas mentes, por trás de todos os esforços possíveis na ciência, na filosofia, e nas mais recentes tecnologias, os macacos aspiram à revelação da fonte da realidade.

Com o tempo, os macacos se tornam muito estranhos e começam a se chamar “seres humanos”. Essa situação continua até que um desejo, antes escondido, começa a se manifestar de forma mais vívida. Então, os macacos começam a procurar certos poderes naturais; eles se envolvem em misticismo e astrologia, começam a olhar para os sacramentos, percebendo “sinais” que estão ao redor e dentro deles. Eles atribuem propriedades misteriosas para várias coisas e fenômenos e criam inúmeras teorias. Como resultado, eles ainda não encontram nada.

No entanto, o desejo mais profundo dos macacos gradualmente emerge cada vez mais. De repente, no meio de milhares de macacos altamente desenvolvidos surge um com o nome de “Adão”. Não é por acaso que seus pais lhe deram este nome em particular. Este enorme desejo recém-criado finalmente revela a força superior que iniciou toda a realidade com tudo o que já existiu.

Este homem é chamado de “o primeiro homem” (Adam Ha-Rishon), uma vez que é o único que adquiriu uma aparência humana: semelhança com a força superior. Assim, ele revelou o Criador.

Ele foi seguido por muitos outros ao longo de vinte gerações antes de Abraão. Alguns deles conseguiram atingir o nível humano.

Consequentemente, uma sede de revelar a força superior é construída neste tipo de macaco. Até agora, o seu egoísmo só o acompanhava em direção a essa força. Eles estão tentando construir uma vida melhor e tentam vários remédios, visto que o seu apelo interno ainda está escondido.

Da mesma forma, eles “enganam” as nossas crianças para envolvê-las em atividades benéficas ao colocar coisas que são boas para elas em invólucros atrativos, para que elas gradualmente se movam na direção desejada. O mesmo se aplica aos macacos: eles se aproximam lentamente da questão sobre o propósito da vida impulsionados por inúmeros desafios, desapontamentos e provocações. É assim que acontece qualquer avanço.

Na antiga Babilônia, havia grandes discussões entre as pessoas. Elas não tinham ideia de como resolvê-las. A situação tornou-se tão aguda que elas começaram a gritar: “Queremos conhecer o nosso Rei!” Estes eram macacos racionais muito avançados, progressistas. Eles levaram centenas de milhares de anos antes de proclamar seu desejo de se “familiarizar” com a força superior. Eles não eram meros idólatras primitivos, eles construíram zigurates (antigos templos da Mesopotâmia). Com a sua torre alcançando o céu, em essência, eles estavam engajados em ações espirituais que trabalham com as forças da natureza, embora egoisticamente.

Em suma, este é o momento em que começou o desejo dos macacos de revelar a força superior. No entanto, eles não sabiam como alcançá-la. Eles tinham uma longa tendência milenar de progresso técnico e social atrás deles, de modo que decidiram continuar neste caminho, mas encontraram uma crise, uma vez que é impossível alcançar o Criador desta forma.

Nós temos que entender que eles viviam muito modestamente, tinham o suficiente para comer, e todos os seus esforços eram direcionados para a realização da força superior.

Na época da Babilônia, os macacos se aproximaram do estado humano a um certo grau. Algo mudou neles. Eles começaram a aspirar à fonte, à força superior.

Desde então, o desenvolvimento de uma nova metodologia de realização foi lançado. Esta metodologia revela a verdade para nós. Não importa se a verdade é agradável ou confortável. Eu não estou à procura de conforto, mas sim quero saber.

Nós só podemos continuar este caminho de realização adquirindo um grau ainda maior de egoísmo. Isso significa que temos que passar para a próxima etapa.

O egoísmo Babilônico “adicional” permitiu que uma pequena parte (cerca de cinco mil pessoas de três milhões) triunfasse, subisse acima do seu egoísmo, se tornasse Galgalta ve Eynaim e se juntasse aos grupo de Abraão. A maioria não foi capaz de lidar com o seu egoísmo e se esqueceu do propósito de sua vida, a “torre para o céu”, isto é, a busca da força superior. Eles caíram sob o peso do amor-próprio e se espalharam por todo o mundo e continuaram estabelecendo a sua existência material.

O egoísmo amplificado dividiu-se em duas partes: interno e externo. Esse processo continua até agora: uma pequena parte, a casa de Abraão, de Israel, se desenvolve e corrige, enquanto que a parte maior (AHP) só deve ganhar a vontade de se corrigir, mas é incapaz de fazê-lo por conta própria e é corrigida unicamente através de Galgalta ve Eynaim. Isso explica por que o mundo inteiro também tem que passar por uma grande crise e muitas decepções para que, no final, eles se conectem a Galgalta ve Eynaim e a apoiem.

Como o profeta Yeshayahu (Isaías) disse, as “nações do mundo” vão levar os “filhos de Israel” sobre os seus ombros para o Templo. Elas são capazes de fazê-lo, embora não sejam capazes de se corrigir por conta própria. Galgalta ve Eynaim é um ponto de transição entre AHP (as “nações do mundo”) e a força superior.

Assim, em conjunto, ambas as partes vão atingir a correção completa.

Por que os macacos preferem a interioridade à exterioridade? Eles se questionam sobre o sentido da vida: “Por que eu faço alguma coisa? Pra que eu vivo? Por que eu desenvolvo a indústria, ciências, cultura, educação e sistemas políticos? Por que eu descubro novas terras? Por que eu conquisto o cosmos?”.

Hoje em dia, pelo menos metade do mundo passa por vários estágios de disparidade. Um grande número de pessoas está tomando antidepressivos, drogas leves ou álcool. Estes são sinais de fraqueza e desamparo. Ninguém tem uma resposta para a questão mais profunda de sempre: “Por que eu estou aqui?”.

As pessoas não percebem isso, mas sentem o vazio e a devastação. Se elas forem privadas da televisão ou de outros tipos de meios de comunicação que as confundem ainda mais, se elas se libertarem de tudo o que são forçadamente “alimentadas” de manhã até a noite, o que lhes restará?

As pessoas são obrigadas a trabalhar duro, mas é desnecessário. Trabalhando duro, elas são propositadamente distraídas da grande questão evocada pela natureza. Hoje, esta questão torna-se muito perigosa. É como um jogo que pode acender um fogo em todo o mundo.

Ninguém quer ouvir esta questão. As pessoas têm medo da dor que carregam dentro. Quando uma pessoa se pergunta a cerca desta questão, toda a vida se transforma num grande espasmo doloroso. Quem quer isso? As pessoas estão tentando encontrar um pouco de alegria; elas não querem ficar submersas num desespero total.

As pessoas estão prontas para matar quando questões sobre o sentido da sua vida causam uma dor que não pode ser curada por qualquer medicação conhecida.

A humanidade faz tudo o que pode para evitar dores: turismo, moda, cinema, televisão, entretenimento; não há fim para as “alternativas”. Faça o que quiser, mas não desperte a angústia que não tem solução.

No entanto, a questão sobre o sentido da vida desperta independentemente de políticos ou outros profissionais que sabem como inverter esta questão de cabeça para baixo. Seus esforços não são bem sucedidos, uma vez que contradiz o propósito da criação.

No entanto, as pessoas precisam “cozinhar” e “amadurecer” internamente. Por todos os meios este processo depende da oportunidade de ter um amplo acesso à metodologia da correção que carrega um remédio pronto, uma bela vida saturada com uma sensação de eternidade e perfeição, bem como uma subida interminável para todos em vez de doenças ou o absurdo de nossa existência atual.

Por um lado, a metodologia da correção apresenta uma explicação clara da situação em que estamos neste momento. Ela explica por que essa situação aconteceu conosco e como corrigi-la. Por outro lado, ela fornece uma técnica forte e prática de correção que mostra resultados positivos imediatos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Abundância Material À Custa De Completo Vazio Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o governo superior opera tudo, por que se diz que a sabedoria da Cabalá foi revelada antes do seu tempo?

Resposta: Os Cabalistas do passado deixaram as nações do mundo aprender a sabedoria da Cabalá e obter todo o conhecimento que elas queriam de lá para que pudessem desenvolver a ciência e a sabedoria deste mundo.

Com isso, o mundo poderia se desenvolver de uma forma egoísta e alcançar o reconhecimento do mal. Mas a sabedoria da Cabalá estava escondida do povo de Israel; caso contrário, ele não teria sentido que estava no exílio. Um pouco de envolvimento com a sabedoria da Cabalá já lhe deu alguma iluminação.

Assim, por um lado, os Cabalistas revelaram sabedoria externa a todas as nações do mundo, e por outro lado, esconderam a sabedoria interna. Portanto, segue-se que a sabedoria externa foi revelada cada vez mais, e a sabedoria interna foi escondida cada vez mais.

Esses processos se aproximam um do outro: a espiritualidade desceu e se rebaixou, e a materialidade cresceu o tempo todo. No final, nós chegamos a um estado tal que hoje temos uma abundância de materialidade, você pode fazer o que quiser! Mas não há nenhuma satisfação desta vida.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Aviso De Nossos Sábios

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”, Item 3: sabe-se que a força benéfica e a força prejudicial andam de mãos dadas. Em outras palavras, tanto quanto algo pode beneficiar, do mesmo modo, pode prejudicar. Assim, uma vez que a força de uma pessoa é maior do que todas as bestas e animais de todos os tempos, sua força prejudicial também suplanta todos eles.

Assim, ao tempo em que a pessoa é digna de merecer o seu grau, em uma forma que use a sua força só para fazer o bem, ela necessita de um olhar atento, assim ela não irá adquirir grandes quantidades de nível humano, que é sabedoria e ciência. [Leia mais →]

Nosso Estado É Excelente!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz que Corrige influencia uma pessoa e a leva ao amor ao próximo?

Resposta: A Luz nos influencia constantemente: ou nos influencia de acordo com o ritmo natural da evolução que é chamado Beito (em seu tempo), ou de acordo com um programa chamado Achishena (vou apressá-lo), que está acelerando o tempo. Mas a Luz nos influencia constantemente.

Por um lado, se diz que “a Luz está num estado de repouso absoluto”. Por outro lado, nós a chamamos de Luz que Reforma, o que significa que ela pode nos influenciar de várias maneiras, mais ou menos. Claro, a Luz está num estado de repouso absoluto, mas eu me estimulo pelo ambiente: os livros, o grupo e o professor, aumentando assim a minha sensibilidade à Luz.

Digamos que nós estamos saindo para disseminar. Antes de sair nós realmente pensamos que queremos alcançar o amor ao próximo para alcançar o amor ao Criador, e assim agradá-Lo. Nós gostaríamos de realizar esta ação de amor real, mas, infelizmente, não a sentimos ainda.

Assim, nós agimos até mesmo como resultado do interesse pessoal (Lo Lishma): queremos alcançar a espiritualidade, conhece-la, senti-la; esperamos revelar os céus. Quando agimos desta forma, mesmo com a intenção “não por sua causa” – como se diz: Mitzvot (mandamentos) não exigem a intenção –  isso ainda funciona. A Luz me ilumina à distância (é por isso que é chamada de Luz Circundante), e assim me ajuda a avançar.

Portanto, todo o meu trabalho é verificar quais das minhas ações são as mais benéficas, a fim de estimular e atrair a Luz Circundante. A ação mais benéfica, de acordo com a lei da equivalência de forma, está mais próxima das propriedades da Luz, com uma conexão cada vez mais próxima, a saber: doação, amor, identificação, proximidade, abraço, beijo, acoplamento.

Nós devemos ansiar por isso, e eu estou pronto para ansiar por isso, mas só com a condição de que eu receba algo, ou seja, vou ser recompensado com novos sentimentos, compreensão e com a abertura dos meus olhos para revelar os segredos da Torá, para que os céus se abram para mim. Eu quero isso e não posso fazer nada com o meu desejo de receber!

Não importa, eu preciso trabalhar com o desejo que tenho. Isso não cabe a mim, mas é organizado dessa maneira do Alto pelo Criador. Eu trabalho com o que tenho, mesmo que seja claro para mim que eu faço tudo para o meu próprio bem, e a Luz Circundante gradualmente corrija as minhas intenções e as torne corretas. É assim que avançamos.

Se nós alcançamos o amor do Criador a partir do amor dos seres criados, então a coisa mais benéfica que podemos fazer é cuidado dos seres criados! Assim, a disseminação – ou como se diz, o papel da nação de Israel, nos obriga a levar toda a humanidade ao Criador – é a ação mais benéfica para quem participa dela. Nós só precisamos entender isso, interpretá-la corretamente, e dizer uns aos outros sobre isso. Então vamos entender que estamos em excelente estado. Nós recebemos oportunidades únicas.

Da preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/03/14

Um Dueto: O Criador E A Criatura Num Só Violino

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje, muitos de nossos amigos estão indo ao encontro do público que vai ouvir falar sobre a sabedoria da Cabalá pela primeira vez. Como podemos adquirir a fé através do público?

Resposta: A fé vem do Criador e a deficiência por ela vem do público. Nós, por outro lado, temos que estar no meio como os coordenadores, como um elo. Nós atingimos o público com as nossas intenções para agradar o Criador, uma vez que eles são o vaso geral da alma que está diante de nós, e nós queremos torná-lo um, de modo que o Criador será revelado nele para que possamos agradá-Lo.

Ao sair ao público, nós devemos sentir que somos representantes do Criador que receberam uma oportunidade maravilhosa para agradá-Lo. Nós mostramos ao público que temos tal boa vontade e um coração aberto, sem qualquer benefício próprio ou quaisquer demandas, mas apenas a inclinação para fazer-lhes o bem.

Se atingirmos o público com esta intenção, vamos ter sucesso. Nós estamos num estado de Hafetz Hesed no que diz respeito ao público e no que diz respeito ao Criador, ou seja, que recebemos as dez Sefirot de Hassadim, o nível dos sacerdotes (Cohanim). A principal coisa é se preparar adequadamente, como músicos que afinam seus instrumentos. Este é realmente o caminho que devemos calibrar a nós mesmos, como se nos curvássemos sobre as cordas de um violino para frente e para trás, verificando assim as inclinações interiores com as quais saímos ao público e a inclinação interior com a qual nos voltamos ao Criador. Desta forma, a abundância, a Luz, fluirá através de nós para o público sem qualquer interrupção de nossa parte. As deficiências do público sobem de baixo e a Luz desce do Alto, os desejos de baixo e a Luz do Alto.

Tentem se ajustar desta maneira, e de repente, vocês vão sentir que são totalmente geridos por um lado pelo público e, por outro lado, pelo Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Com Relação Às Encruzilhas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 69:  Quando a pessoa aumenta o seu trabalho na interioridade da Torá e seus segredos, nessa medida ela faz com que uma virtude da interioridade do mundo – que é Israel – suba muito acima da exterioridade do mundo, que são as nações do mundo. E todas as nações reconhecerão o mérito de Israel sobre elas.

No fim das contas, se explicarmos a nossa mensagem ao mundo juntamente com o processo de desenvolvimento, tudo vai avançar de forma suave, boa e sem problemas.

Mas se não nos tornarmos um “canal” para a influência da Luz que Reforma, esta Luz irá influenciar e despertar os desejos de receber da maneira usual. Assim, as nações do mundo não vão sentir o poder do bem, da doação e do entendimento; elas não vão sentir o objetivo de nós. Em vez disso, na medida em que o desejo de receber aumentar nelas, tumultos e confrontos começarão entre elas; depois, isso vai ser dirigido ao povo de Israel em particular.

Desta forma, nós estamos numa encruzilhada: ou conseguimos transmitir ao mundo a linha de conexão com a Luz, ou como de costume, a Luz vai agir sobre o ego de cada um, e todo mundo vai realmente começar a enlouquecer, vai querer matar, “comer” o outro, até que isso aconteça ativamente…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/14, Escritos do Baal HaSulam