Textos na Categoria 'Disseminação Cabalística'

Não Há Como Escapar De Nossa Missão

Nós lembramos que este último verão foi quente em todos os sentidos. A maior parte do ano que passou deu à nossa nação a operação militar mais longa em muitos anos. Sua singularidade está no fato de que, em última instância, ela marcou e enfatizou o beco sem saída que nós alcançamos. A batalha acabou, mas ainda há uma ameaça e não há para onde fugir.

No momento em que uma nova rodada termina, a sombra da próxima rodada paira sobre nossas cabeças. Cada vez nós paramos por motivos diferentes e adiamos qualquer tomada de decisão, na esperança de que as coisas vão de alguma forma funcionar por conta própria.

Mas as coisas não mudaram durante décadas. Pelo contrário, a conexão entre as contradições ao redor e dentro do nosso país está ficando crescendo cada vez mais estreita. É um sinal claro de que nós temos que fazer algum auto esclarecimento, antes de podermos esclarecer e enfrentar os nossos problemas.

O profeta Jonas se viu numa situação semelhante há milhares de anos e é o herói do livro que estamos acostumados a ler em Yom Kippur. Estranhamente, essa história continua a se repetir regularmente, e embora a atmosfera ou o ambiente possam mudar, é sempre relevante. Nossos tempos não são exceção.

O enredo parece um romance de aventura, na medida em Jonas recebe uma missão de Deus para ajudar o povo de Nínive a superar o ódio mútuo que sentem e para cumprir o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Foi Abraão que primeiro cumpriu esta ideia e fundou a nação judaica nesta base. Não faz diferença hoje como ele a alcançou, mas o importante é que a nação judaica conseguiu fazer o que é basicamente impossível.

“O que teria acontecido com a humanidade, se Abraão não tivesse sido um homem de percepção afiada e se ele tivesse ficado em Ur e mantivesse suas ideias para si mesmo e não fundasse nenhuma nação judaica original? O mundo sem judeus seria sem dúvida muito diferente do que é hoje”, (Paul Johnson, cientista e historiador britânico).

Hoje, mais do que nunca, o mundo inteiro – não apenas os judeus, árabes, russos e ucranianos – necessita de amor, ou pelo menos de uma compreensão mútua elementar.

Ao mesmo tempo, tal como no passado, ideias semelhantes são percebidas como totalmente irrealistas. Não é de se admirar que Jonas decidisse fugir para o exterior, pensando que poderia escapar da missão que havia recebido.

Assim como Jonas, nós também estamos tentando nos esconder dos grandes problemas “inexpugnáveis​​” em nossa rotina diária, e deixamos que os outros lidem com eles, enquanto nós lidamos com nossos problemas pessoais. Embora nossos problemas pessoais não estejam numa escala global, pelo menos eles podem ser resolvidos. Toda a nossa vida é um ciclo de problemas diários que às vezes conseguimos flutuar acima.

Não é por acaso que a história de Jonas é lida no Yom Kippur. Dos tempos antigos vem à lembrança que é impossível escapar da missão que nos foi dada.

Do folheto russo: “O Principal Segredo do Ano Novo Judaico”

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 2

Laitman_115_04Pergunta: O que significa “partida” da Babilônia e a construção do Segundo Templo?

Resposta: Essas noções representam a construção de pontes positivas entre as duas tribos remanescentes de acordo com o princípio “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. É um nível espiritual que existia há centenas de anos até que entrou em colapso.

Pergunta: Em outras palavras, a mensagem de Abraão nos guia para cima, mas o caminho que buscamos é cheio de “solavancos”, que muitas vezes nos levam para baixo. Isso é verdade?

Resposta: O caminho não é fácil. Depois da ascensão espiritual inicial, eles caíram para o Egito. De lá, eles subiram para o nível do Primeiro Templo, e depois caíram para a Babilônia. Depois, eles subiram ligeiramente ao nível do Segundo Templo, e depois desceram até a destruição interna. Em outras palavras, eles inclusive perderam o nível de “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. Eles simplesmente não foram capazes de continuar a implementar este princípio por mais tempo, já que seu egoísmo crescente quebrou os restos de seu amor anterior.

Assim, no início do primeiro século de nossa era, o amor desapareceu completamente.

Comentário: Eles até começaram a brigar e se matar.

Resposta: Essas coisas começaram na época do Primeiro Templo. Depois que ele entrou em colapso, diversos segmentos, tais como capitães, comerciantes, autoridades, administradores, etc., surgiram entre o povo. Eles exibiram enorme egoísmo, apesar de estarem em níveis elevados.

É muito diferente de construir relacionamentos em níveis mais baixos, como em pequenas aldeias ou entre aqueles que possuem uma vaca ou uma ovelha ou um cavalo. Para sobreviver, eles tiveram que emprestar o seu gado um para o outro.

No entanto, quando você e eu temos bilhões, e os outros também têm tanto quanto nós, guerras e batalhas são inevitáveis. Cada um possui seu próprio exército e se agarra firme a seus interesses. É por isso que os problemas surgem.

Pergunta: Portanto, cair do nível espiritual nos leva profundamente à manifestação do mal. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é verdade. Por outro lado, é um fenómeno natural. Esses problemas acontecem em todos os países que estão passando pela fase de declínio. O mundo moderno enfrenta a mesma ameaça: russos, europeus e americanos ricos em breve criarão seus próprios exércitos e lutarão uns contra os outros.

Para os judeus, esses períodos geralmente acabam muito mal, já que na época do colapso espiritual, os conquistadores aparecem e destroem os templos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14

O Jogo Comum Contra O Ego Privado De Cada Um

Pergunta: As crianças na diáspora geralmente vão para escolas judaicas, chamadas escolas hebraicas. Estas são escolas especiais que estão abertas aos domingos, onde as crianças aprendem hebraico, história judaica e costumes judaicos. Vamos tentar imaginar uma escola onde a unidade é ensinada. Com o quê isto poderia assemelhar-se? O que vai acontecer lá?

Resposta: As pessoas aprendem lá por união, através de jogos de conexão e por terem discussões em círculos. Naturalmente, as crianças também se envolvem em atividades físicas como jogos com bolas, etc., mas eles não jogam uns contra os outros, apenas em conjunto.

Devemos desenvolver jogos que não são baseados na competição entre os indivíduos e entre as equipes. Em vez disso, a pessoa tem que competir contra si mesma, a fim de ser devidamente incorporada dentro da atividade comum e ver a si mesma como seu próprio concorrente. [Leia mais →]

O Grupo Que Vai Salvar O Mundo

A Group that will Save the WorldPergunta: Diga-me uma coisa, Laitman, como você vê o povo judeu como um grupo destinado a salvar o mundo? De onde você leu esse conceito ou viu uma citação assim. Sim, você pode citar a Bíblia e outros tratados religiosos ou escritos de outras pessoas religiosas que também acreditam como você, mas, além disso, como você chegou a essa ideia?

Eu também sou judeu, mas não tenho uma visão arrogante deste grupo de pessoas. Eles são um povo bom e talentoso, mas, certamente, não um povo melhor, com um maior grau de moralidade do que qualquer outro grupo que acredita no que faz.

Eu não digo que o povo judeu não seja melhor do que os jihadistas! Claro que são. Eu não digo que o povo judeu não seja melhor do que os neonazistas. Claro que são. Mas eu também não digo que o povo judeu seja melhor do que outros grupos de pessoas que também acreditam que jihadistas e neonazistas não são seres humanos, nem agem como seres humanos.

Todas as coisas são iguais. Por que você possui uma visão arrogante e falsa do povo judeu? É exatamente essa visão que tem causado problemas muitas vezes e que eu não posso tolerar.

Resposta: Infelizmente, é bem possível [que você esteja certo]. No entanto, é simplesmente isso, nós somos um grupo especial entre todas as nações. Eu enfatizo – um grupo, e não uma nação. Uma nação é um grupo de pessoas que se formou de maneira natural (terrestre). Nós, no entanto, nos tornamos uma nação por ter assumido a ideia de unidade acima do egoísmo que nos separa. Até nos reunirmos na “tenda de Abraão” de diferentes moradores da Babilônia, éramos egoístas, como todos os outros babilônios.

A humanidade deve alcançar a unidade e atingir equivalência (equilíbrio, homeostase) com a natureza. Caso contrário, somos um tumor canceroso que destrói seu ambiente, e, como resultado, se mata.

O antissemitismo é o reconhecimento da dependência das nações com relação aos judeus, a suposição de que algum tipo de segredo existe dentro de nós. É exatamente isso que eu gostaria de revelar, tanto para o povo judeu e as nações do mundo. Afinal de contas, os judeus também não sabem por que estão sendo odiados. A propósito, o artigo no The New York Times tornou-se tão popular que eu espero iluminar gradualmente toda a humanidade dessa maneira!

Mais de dois milhões de estudantes não judeus estão estudando na universidade de Cabalá, e eles percebem esse fato como o programa da natureza. É aconselhável que você simplesmente leia um pouco mais sobre este tema. Boa sorte!

Novos Horizontes Para Além Da Linha De Chegada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a unificação das pessoas influencia a sua segurança?

Resposta: O poder de unificação que despertamos é uma força coletiva que age e influencia todo o mundo. Toda a natureza inanimada, vegetal e animal e os seres humanos estão no campo deste poder superior que os une e vitaliza todas as partes da realidade.

Portanto, se o povo de Israel começar a se unir, esse poder de unificação será despertado em todas as nações do mundo. É preciso lembrar que o povo judeu deixou a antiga Babilônia onde Abraão queria unir todos os babilônios, que era toda a humanidade naqueles dias. E agora nós temos de terminar este trabalho, pois isso é o que se fala nos livros de Cabalá. Hoje nós estamos na linha de chegada de toda a história.

Pergunta: Muitos acreditam na existência de um poder superior, mas outros não. O que deve ser feito com eles?

Resposta: Não é necessário acreditar num poder superior. É preciso descobri-lo! A sabedoria da Cabalá é uma ciência para revelar o poder superior, o Criador, às criaturas deste mundo. O que nós estamos chamando de descoberta do poder superior significa sentir como ele é estendido entre nós, preenchendo e conectando tudo. Nós podemos sentir como este poder superior conecta todas as partes da criação: a matéria do inanimado, vegetal e animal. Ele gerencia todo o mundo.

Nós não sabemos o que vai acontecer conosco no momento seguinte ou as razões para tudo o que aconteceu no passado ou está acontecendo no presente. Nós não entendemos o que está acontecendo, e só sentimos uma parte muito limitada da realidade. Será que existe algo além do nosso mundo?

Realização, compreensão, sentir o poder superior e sua descoberta abrem novos horizontes diante de nós.

Pergunta: Onde nós vamos descobrir este poder superior?

Resposta: Nós revelamos o poder superior no centro do nosso círculo, dentro da conexão entre todos os que estão sentados em círculo.

Pergunta: Se esse poder e bondade superior existe, por que ele não acalma todos os terroristas?

Resposta: O objetivo deste poder superior é levar todos nós à semelhança e equivalência com ele e nos transformar em doadores, assim como ele é. Nós temos que estar ligados, unidos, e amar um ao outro. É assim que subimos para o nível do Criador, o doador, o amante. Então nós sentimos a realidade assim como o Criador a sente. Este é o melhor e mais perfeito estado.

Os Cabalistas que descobrem este estado aperfeiçoado dizem que o objetivo da criação é dar prazer às criaturas. E dar prazer só é possível quando elevamos a criação ao nível do próprio Criador.

Portanto, a única coisa que vai nos ajudar agora é disseminar a sabedoria da Cabalá. O povo de Israel deve compreender que condições eles se encontram e o que devem fazer. Este é um povo único que tem a obrigação de se unir, e, através desta unidade, eles vão curar todo o antissemitismo no mundo e se proteger de todos os inimigos.

No momento em que o povo de Israel se unir, esta unidade será estendida ao mundo inteiro e obrigará todos os povos a se unir. O mundo inteiro vai sentir isso inconscientemente e eles vão parar de culpar a nós e, inclusive, começar a nos ajudar. Todos os nossos inimigos anteriores vão se tornar nossos aliados e auxiliares mais próximos.

Tudo isso é necessário para que todos possam participar do nosso círculo, para se conectar ao Canal 66 (canal do BB em Israel). Isso é suficiente. Se uma pessoa quer saber mais e ser integrada de forma mais ativa no processo de correção, para fortalecer a si mesma e acelerar o seu desenvolvimento, existem todos os tipos de possibilidades para isso. Todo o nosso material é aberto a todos e é totalmente gratuito.

Pergunta: Você é otimista? Você acha que vai conseguir tomar essa nova direção?

Resposta: Eu sou muito otimista. Isso exige um trabalho difícil e persistente, mas eu acho que estamos prontos para avançar e melhorar a situação geral.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

O Crescimento Secundário Do Terror, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma nova ameaça paira sobre o mundo. A ameaça nos unifica com uma sensação de perigo comum. Seu nome é o Estado Islâmico (ISIS) que está rapidamente ganhando terreno.

A crueldade excepcional desta organização inclui execuções terríveis de jornalistas ocidentais e prova a grande eficiência da organização.

Esta organização tem recursos financeiros, bons conhecimentos tecnológicos, e uma excelente capacidade de organização que permitem estabelecer rapidamente seu controle. Tem-se a sensação de que estamos assistindo à evolução de uma epidemia que vai dominar o mundo, se não pararmos com isso.

Esta preocupação preenche os corações dos líderes e cidadãos que estão à procura de uma solução. Nas últimas duas semanas, o mundo vem tentando se unir na luta contra a organização. A ONU publicou um comunicado denunciando ações da organização e tanto o mundo ocidental como o mundo árabe estão procurando unir forças. A última convenção da OTAN também levantou esta questão. Como resultado, eles concordaram em estabelecer uma coalizão de dez países, incluindo a Turquia, com apoio maciço. A declaração sobre cooperação militar, diplomática, de inteligência e política contra o ISIS tem sido feita, na esperança de que os países árabes sejam os próximos a se juntar.

O secretário da ONU, o presidente dos Estados Unidos, o primeiro-ministro britânico, o rei da Arábia Saudita, e outros aderiram a esta iniciativa, na medida em que a ameaça comum aproxima todos para lutar contra o inimigo comum.

Muitas sugestões foram feitas, incluindo mudar a lei que impediria o retorno de guerreiros ISIS que têm uma cidadania ocidental para suas casas, um controle mais rígido das organizações muçulmanas que estão se espalhando na Europa e EUA, limitar a atividade na fronteira com a Turquia, e a proibição de pagamento de resgate por reféns, já que esse dinheiro financia atividades terroristas e, portanto, retorna a nós como um bumerangue.

Vamos supor que a OTAN esteja convocando para discutir a ameaça apresentada pelo ISIS e outras organizações extremistas que estão surgindo. Se você fosse um consultor, o que você iria aconselhá-los a fazer a fim de erradicar o problema e neutralizar o ódio cruel em escala internacional?

Resposta: Nós podemos colocar a solução em uma palavra: unidade. Se não avançarmos em direção à conexão, no sentido de uma coalizão de Estados que seja tão forte que acabará por se tornar uma família, novas organizações de resistência vão surgir e vão nos surpreender novamente de forma muito desagradável.

Nós devemos parar de perguntar onde o ISIS estava seis meses ou um ano atrás, onde fica todo o dinheiro para tais operações generalizadas, onde eles mantêm seu arsenal, onde recebem seus cuidados médicos, etc., porque, afinal de contas, é impossível lutar num deserto sem tudo isso, e eles precisam de milhares de pessoas para suprir todas as suas necessidades. Assim como há um imenso mecanismo por trás de um exército que lhes fornece comida, munição, logística, assistência médica, etc. Os grupos armados no Oriente Médio também precisam de muitas pessoas que servem os guerreiros.

Assim, nós falamos de uma grande organização com grandes recursos e possibilidades ilimitadas. Ela já se espalhou por todo o mundo, e com a ajuda da propaganda sistemática, está atraindo muitas pessoas, não só do Oriente Médio, mas também nos países ocidentais desenvolvidos. Esta rede internacional opera com muita sabedoria. Eles estão em contato uns com os outros e têm um líder sério.

Por que só recentemente nós descobrimos isso? Se não tivéssemos falado sobre isso agora, não teríamos sido capazes de descobrir e conhecê-los. Não havia ninguém em estado de alerta? Os serviços de inteligência ocidentais, que estão em todos os lugares com todos os meios que têm, incluindo bases, agentes, etc., não sabiam o que estava acontecendo?

Será que somos tão ingênuos que podemos contar contos de fadas sobre o surgimento de um novo líder cujo reino se espalha por todo o mundo e que entre os seus cidadãos estão pessoas de diferentes países? Não é por acaso que o homem que cortou a cabeça do jornalista norte-americano era um cidadão britânico.

Isso significa que nós não entendemos o plano de fundo para esses eventos. Eu acho que os líderes ocidentais quiseram silenciar sobre esse problema por um tempo. Eu duvido que eles não soubessem e não tivessem discutido isso, porque tais problemas são sempre um problema para a discussão.

Nós vemos que, no final, a humanidade depende de líderes que só pensam em si mesmos e como se manter em sua posição por tanto tempo quanto possível, a fim de aproveitar os benefícios de sua posição.

Eles estavam prontos para continuar nesse caminho, e se o ISIS não tivesse começado com conquistas ativas, eles teriam permitido que o ISIS continuasse a reforçar a sua rede. Ninguém se importava. O mundo é destruído pela atitude egoísta das pessoas dentro de cada país. A brecha na conexão entre nós é tão grande que ninguém se importa. Não podemos pensar sobre o que nos conecta. Uma pessoa só pensa em si mesma e se preocupa apenas como o hoje ou amanhã, no máximo, e é isso. Nosso ego tornou-se duro e intolerante.

Portanto, eu não espero que os líderes mundiais tomem qualquer ação especial. O bombardeio não vai ajudar, pois todos nós sabemos que é impossível derrotar as organizações terroristas. Seu poder está na sua ideologia e lutar contra ele com armas é fútil. Apenas outra ideologia funciona contra certa ideologia. Por enquanto, nós precisamos realizar uma ação militar, mas não devemos pensar que isso vai trazer a vitória e o fim do ISIS. Ele não vai desaparecer. Tais organizações terroristas não desaparecem, mas sim mudam de forma, se mesclam e se separaram, mas ninguém jamais conseguiu extirpá-las.

Nós vemos isso em Israel, em nossa guerra contra o Hamas, o que prova que é impossível derrotá-lo e chegar a qualquer acordo, uma vez que tudo o que é assinado hoje, é irrelevante amanhã. Todos nós sabemos que, portanto, quaisquer negociações com eles não são nada, senão engano.

Isso se refere a todas as organizações terroristas e não há nenhuma chance de paz, a menos que uma liderança palestina, como a Jordânia ou a Síria, por exemplo, possa, pelo menos, manter um acordo. Só então poderemos falar de alguma estabilidade e de um governo que seja responsável pelo que diz. Enquanto isso, novos terroristas surgem no lugar dos que foram mortos, e nada muda. Portanto, eu tenho a minha própria solução para a comunidade internacional, onde apenas uma ideologia pode ser uma arma eficiente, e essa ideologia é muito simples.

O que o ISIS realmente quer? Ele quer conexão. Eles querem trazer todos juntos sob sua bandeira negra. Portanto, a arma que podemos usar contra ele só pode ser uma ideia de conexão entre todos sob a nossa bandeira. A cor não faz diferença. A principal coisa é que isso vai realmente unir todo mundo de acordo com o mesmo princípio que o ISIS acredita, que “todo mundo pode se juntar a nós”. Isso é o que a humanidade deve fazer e nós devemos começar agora a trabalhar na conexão geral.

Quando fizermos isso, vamos ensinar as pessoas a conectar, dizer-lhes o que é um mundo integral e como é importante estabelecê-lo em equivalência com a natureza, já que a natureza nos força a fazer exatamente isso. Nós temos que transmitir essa mensagem às pessoas de diferentes maneiras, através do estudo, programas de entretenimento, clipes de vídeo, etc., para que a mensagem chegue a todos os setores.

Então seremos capazes de dizer que começamos a luta contra todas as organizações terroristas, e, em geral, contra todo o mal no mundo. O único meio de fazer isso é através da introdução de um sistema de formação e educação, que explica as leis de um mundo único e integrado.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/09/14

A Preparação Acabou: É Hora De Agir!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos entender, conhecer e sentir o esforço que temos que fazer para nos conectar?

Resposta: Nós vemos o que está acontecendo no mundo, e até certo ponto, começamos a sentir que tudo nos leva para frente e que há uma força que nos leva a um objetivo único.

Como podemos fazer um esforço a fim de ascender acima de todos os pensamentos estranhos que nos confundem? Nós temos que entender que tudo vem até nós do Criador de propósito. Por um lado, Ele nos atrai a Ele, e, por outro lado, Ele nos confunde e nos mantém longe Dele para que possamos ser confiáveis para desenvolver a atitude correta em relação a Ele e em relação à nossa natureza para que possamos nos conectar a Ele.

Na verdade, é por nossa natureza oposta ao Criador e pela confusão e baixeza de nosso nível que podemos esclarecer, descobrir e alcançar a adesão com Ele.

Não é fácil, mas nós precisamos esclarecer este processo, porque é assim que crescemos. Ao mesmo tempo, devemos estar preparados para problemas externos ainda maiores que o Criador apresentará para nós à medida que avançarmos, de modo que vai ser cada vez mais tão difícil esclarecer os nossos problemas internos. Como está escrito: “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é maior”.

O Criador criou tais condições internas para nós nas quais nós caímos em nosso ego por causa das coisas mais triviais, nas quais um novato não cai, mas uma grande pessoa cai nelas, já que, para ela, é um grande problema.

Por exemplo, não faz grande diferença se um trabalhador braçal que trabalha com um martelo pesado desvia um milímetro na direção errada, mas, para um neurocirurgião, qualquer pequeno desvio pode custar a vida do paciente. Portanto, se nós mesmos não passarmos pelas descidas, não saberemos todas as sutilezas, pois é apenas por nosso progresso que nos tornamos conscientes delas.

O Criador quer que nos aproximamos Dele, por isso precisamos de apoio. Nós não devemos esquecer que o nosso progresso não está no estudo mais profundo dos materiais, mas na conexão interna entre nós. Se a conexão entre nós for correta, vamos sentir o preenchimento da força interna chamada Luz, ou Criador, o Bore dentro de nós, que significa “venha e veja”. Como fazemos isso?

Eu vejo que isso é diferente em cada continente. Israel é caracterizado por problemas particulares, e, aqui, o Criador nos carrega de uma forma cruel e séria, mas, ainda assim, o grupo do Bnei Baruch não tem o poder de se conectar. Se falarmos dos israelenses em geral, eles ainda acham que é normal os mísseis caírem sobre suas cabeças e que tudo vai desaparecer.

Junto com as aflições, as pessoas se tornam insensíveis e não entendem o que está acontecendo. É como uma criança que apanha e, como resultado, fica cada vez teimosa. Quanto mais eu apanho, mais eu fico teimoso, e nada pode ser feito.

Assim, o trabalho com os israelenses não é nada fácil. Milhares de pessoas saem todas as noites para disseminar, organizar círculos de discussão, dar folhetos, e fazer o possível para influenciar o público. Estas são as condições que o Criador tem disposto para nós.

Na América do Sul, os grupos são muito bem-sucedidos, sensíveis e experientes. Há grupos que têm dificuldade para sair para disseminar, mas eles se dão muito bem um com o outro. Há grupos, ao contrário, que saem e disseminam nossos materiais. Eu estive na Columbia, Chile e México, e cada grupo é único. Eu acredito que o objetivo deve ser que toda a América do Sul se conecte porque os países têm uma língua comum. O Criador lhes deu uma condição muito séria, e eles devem subir acima das diferentes regiões e não jogar mais o jogo da separação, “Nós estamos aqui e vocês ali”, mas sim estabelecer um departamento latinoamericano sério, ou seja, dirigir todos os seus esforços para o estabelecimento de um todo.

O grupo do México teve uma Convenção muito poderosa de conexão e compreensão. As pessoas já cresceram e são bem treinadas e organizadas. O problema é que a espiritualidade está acima do ego, e só se nos conectarmos acima do ego, restringi-lo e construirmos um Masach (tela), seremos capazes de sentir o mundo superior, a sensação da alma.

Este é um trabalho muito sério. Durante a minha viagem, eu estava convencido de que o período de preparação acabou totalmente. Não há pessoas em Israel, Canadá e América do Sul que sabem mais ou menos do que outras, ou pessoas que não conhecem os materiais como outras conhecem. Nós realmente chegamos a certa base comum, e agora temos que trabalhar em nossa conexão única, que é a coisa mais importante. O período de preparação é longo. Agora, nós temos que trabalhar.

Em Israel, o trabalho na nossa conexão está num estado pior, uma vez que ele deve passar por todos os 125 níveis até alcançarmos a conexão completa.

A questão é como podemos realmente fazer isso. Eu acredito que não seremos capazes de controlar isso de dentro do Bnei Baruch, uma vez que, apesar da mentalidade que tem muito pouco efeito sobre a realização na espiritualidade e de todas as recomendações práticas que são idênticas para todos, as condições são importantes, e nós devemos trabalhar juntos de qualquer forma. E a mesma regra serve para todos, e o jeito que você a cumpre é com você.

Da Refeição na Convenção em Toronto 04/08/14

Um Novo Faraó Com O Nome “Hamas” É Desnecessário

Dr. Michael LaitmanComentário: Há uma sensação da existência de uma profunda conexão interna dentro do povo de Israel que é despertada cada vez que há uma ameaça externa.

Resposta: Quando nos pressionamos desde um nível físico, começamos a sentir uma conexão interna num nível superior. Pode-se dizer que essa conexão é despertada, ou mais precisamente, nos tornamos mais sensíveis a ela.

Eu vivo minha vida: casa, família, trabalho, e, de repente, uma tensão é criada nesta vida: problemas ou guerra. Como resultado disso, eu quero estar menos conectado a este estrato da vida, menos envolvidos com a fisicalidade. Eu quero subir acima dele e me afastar mais dos problemas.

Isso me ajuda a sentir menos o nível físico regular e me tornar mais sensíveis a um nível mais elevado de vida em que já estamos conectados juntos como uma só alma. No passado, nós já usávamos esse princípio, ser como um homem com um coração, vivíamos como um povo, como uma alma, com um desejo, uma intenção e meta, Arvut mútuo.

Cada um entendia para que estava vivendo, de acordo com o princípio, “não faça ao seu amigo o que é odioso a você”, e “amarás o teu amigo como a ti mesmo”, “todos de Israel são amigos”. Unidade e Arvut permeavam as pessoas. Este estado existiu e foi registrado em nossos genes, embora não continuasse por um longo tempo. Assim, em nossa raiz, nós pertencemos a este nível. No momento em que as coisas são ruins para nós num nível físico, nós nos tornamos mais sensíveis ao nível espiritual.

O nível espiritual é sempre encontrado em nós, e nos momentos difíceis a sua sensação é despertada imediatamente. Portanto, nós estamos prontos para ajudar os soldados e também um ao outro. Nós fazemos isso não só porque nos sentimos como irmãos em momentos de dificuldade e nos conectamos num nível físico como animais que são salvos de um incêndio florestal, mas também por razões superiores.

Nossa cooperação mútua é derivada de raízes espirituais, o que significa que nós pertencemos a uma única raiz. Uma conexão como essa não existe neste mundo. Ela possibilita sentir um ao outro de tal modo que não é dado encontrar diferenças neste respeito mútuo, no coração coletivo. Isto é o que é chamado ser “como um homem com um coração”.

Nós temos que voltar a este estado “como um homem com um coração”. E não permitam que esse processo avance por meio das pragas do Egito, como no passado. Estas pragas aproximaram os filhos de Israel da unificação; como se diz, o Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador. No entanto, agora cabe a nós avançar em direção à unidade com nossas próprias forçar – não há necessidade da guerra, de um novo Faraó com o nome de “Hamas” e inimigos adicionais que nos atacam de todas as direções.

Em vez disso, cabe a nós desenvolver em nós uma sensação da importância desse estado quando estávamos juntos, e queremos alcançá-la da melhor forma e não através de golpes. Venham, vamos começar a falar sobre ela, alimentá-la, divulgá-la, de modo que a unificação vai se tornar algo desejável para nós; então não vamos precisar de qualquer influência externa negativa e vamos avançar da melhor maneira.

A conexão espiritual sempre se encontra no meio de nós, só que é ocultada atrás de preocupações diárias. No entanto, nós podemos despertar essa conexão não só em tempos de guerra, mas também na vida cotidiana. Então nossa vida diária se tornará mais espiritual e dirigida a um objetivo mais nobre. É possível usar a vida diária para renovar e reviver constantemente a conexão interior cada vez mais.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/08/14

Cabalá Para Todos

Somente através do amor nós podemos ter sucesso, ou como O Livro do Zohar diz: “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan), uma vez que “ama o próximo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, como o rabino Akiva afirma. Esta é a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. O resultado de conexões apropriadas e unidade entre nós próprios será a revelação da força positiva, e o desaparecimento completo de todos os problemas.

Em seu ensaio, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, o Cabalista, Rav Yehuda Ashlag escreve: “Está escrito no Zohar: ‘Com esta composição [O Livro do Zohar], os filhos de Israel serão redimidos do exílio’. Além disso, em muitos outros lugares, [está escrito que] só através da expansão da sabedoria da Cabalá nas massas obteremos completa redenção”.

A nossa organização estabeleceu para si própria a meta de seguir os passos dos grandes Cabalistas e divulgar o método de conexão com o mundo inteiro. Nós temos filiais em 64 países, e mais de dois milhões de estudantes em todo o mundo. Estes estudantes têm apenas uma esperança: alcançar a unidade da maneira certa.

O texto completo do folheto está aqui.

Declínio Da Babilônia, Parte 5

Dr. Michael LaitmanHoje, o processo linear de reassentamento egoísta acabou, e nós somos novamente colocados em um tipo contemporâneo de Babilônia, por causa da rede mundial envolve toda a terra. A Babilônia se expandiu para todo o mundo.

O egoísmo geral que rege todo mundo é, de fato, o atual Nimrod. Neste momento, tudo o que precisamos é que Abraão venha e anuncie a nós: “Há uma saída!” Hoje, todo mundo experimenta um tremendo medo porque podemos nos destruir só para comer. O principal problema humano é a falta de esperança: as pessoas odeiam o simples fato de sua existência.

Comentário: Mas antes, na época de Abraão, havia apenas cinco mil pessoas que o ouviram e seguiram.

Resposta: Aquelas eram as que se sentiam sem esperança e, ao mesmo tempo, se esforçavam para encontrar um propósito na vida. Hoje, essa aspiração veio à tona em nossa consciência e muitos de nós já podem sentir e reconhecer isso. Não é por acaso que a depressão é uma das doenças mais comuns no mundo.

No entanto, Abraão não aparece hoje porque todo o povo de Israel tem que agir como Abraão. Originalmente, o grupo de Abraão estabeleceu um exemplo para toda a humanidade: “Aqui está o que podemos alcançar”. Hoje, o grupo de Abraão demonstra um exemplo muito negativo na incapacidade dos judeus de trabalhar como um bom modelo para o mundo e isso desencadeia o ódio da humanidade em relação a eles. Esta é a raiz do antissemitismo.

As pessoas odeiam inconscientemente os judeus, porque sentem que eles têm que lhes trazer alegria, felicidade, libertação, e mostrar-lhes o caminho. “Nós temos que receber algo de bom deles, mas, em vez disso, eles nos trazem aflição, desastres e miséria”.

Para muitos, a destruição de Israel num nível puramente egoísta e primitivo parece ser uma solução: “Nenhum judeu, nenhum mal”.

Na verdade, o mal desce às nações do mundo através dos judeus. Eles não são maus, mas “transmitem” a maldade, mesmo que não saibam disso.

Ao culpar os judeus, as nações do mundo reconhecem que dependem deles e que suas vidas são influenciadas pelo grupo de Abraão. Portanto, isso prova que esta pequena nação é mais forte do que o resto da população de sete bilhões de pessoas. Se os judeus conseguirem fazer a transição de um sinal de menos (negativo) para um de mais (positivo), a humanidade receberá a poção de vida através deles.

Pergunta: Você poderia explicar a razão de ninguém gostar dos judeus?

Resposta: As pessoas têm que saber como usar essa força. Sua atitude em relação aos judeus é instintiva e naturalmente as desperta. É por isso que mesmo as nações que não têm nada a ver com os judeus ainda os odeiam.

Nós temos que explicar estas questões ao povo de Israel e às nações do mundo, a fim de iniciar um sistema unificado que acabará por nos levar a um estado de ordem.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14