Textos na Categoria 'Disseminação Cabalística'

Humanidade: Conheça A Natureza!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que um ser humano, como o elo superior da natureza, afeta fortemente seus processos. Se for esse o caso, seria possível prever um desastre como a avalanche no Nepal?

Resposta: Isso depende do nível do nosso desenvolvimento. Se tomarmos parte na natureza e descobrirmos suas forças interiores, seu processo geral, seu sistema e finalidade, então sem dúvida podemos ver como os eventos estão conectados, não só no nosso mundo, mas também nos mundos mais elevados. Pois a natureza engloba toda a realidade, incluindo o que agora está oculto de nós.

Pergunta: Sempre houve pessoas que foram capazes de sentir o que não era acessível à percepção dos outros. Por exemplo, até hoje o exército usa rastreadores beduínos em certas áreas porque eles são capazes de identificar as coisas de acordo com sinais “imperceptíveis”, mais do que uma pessoa normal. Mas o desastre no Nepal inesperadamente pegou até mesmo os habitantes locais que tinham gerações de experiência por trás deles. Eles não sentiram a aproximação dos problemas. Por que?

Resposta: Nós estamos nos aproximando do estágio onde a pessoa deve chamar para si a responsabilidade da gerência da natureza. Mas hoje, nós ainda não aspiramos a isso, e como resultado, os beduínos, os guias do Himalaia e outros especialistas em natureza estão perdendo sua capacidade de ler a natureza.

Portanto, nesta etapa presente, nós temos que penetrar numa nova profundidade, descobrir seu programa e propósito, e obter uma compreensão de sua evolução. Visto que estamos atrasados nisto, nós ainda não alcançamos os poderes numa escala maior e assim permanecemos tão indefesos.

Pergunta: O que é esta nova profundidade da natureza?

Resposta: É o mesmo nível com o qual devemos nos familiarizar, e precisamos da sabedoria da Cabalá para atingi-lo. Portanto, ele foi revelado em nossos dias.

A sabedoria da Cabalá desenvolve a sensibilidade dentro de nós para com o poder geral e abrangente da natureza. Apesar dos especialistas na natureza puderem descobrir forças específicas e separadas da natureza, hoje essas habilidades quase não existem porque uma força global geral está sendo descoberta cada vez mais.

É sua influência através dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, mas principalmente através dos seres humanos num nível que não é acessível para os filhos dos desertos quentes, das montanhas nevadas ou das florestas virgens. Por trás da natureza que é familiar para eles se esconde o contorno natural de toda a criação.

Pergunta: Como é possível obter uma boa resposta da natureza?

Resposta: Nós não receberemos uma resposta boa da natureza enquanto não alcançarmos e entendermos todo o sistema. Nós temos que avançar nesse sentido, e para isso necessitamos especificamente da sabedoria da Cabalá. Isto é porque ela abre nossos olhos para o sistema. Assim, nós seremos capazes de ver como seremos incluídos nele corretamente. Se a cada momento, estivermos preocupados em manter nosso equilíbrio com a natureza, tudo vai se acalmar, dar certo, e nós adquiriremos segurança numa vida boa e pacífica.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/14

Cuidar Dos Negócios

Taking Care Of BusinessPergunta: Quando o povo de Israel caiu do grau do Templo, eles se moveram como ovelhas que ficam juntas em face do perigo. Este perigo foi despertado pelo antissemitismo, que nos seguiu por toda parte. Por que foi assim?

Resposta: Isso começou quando caímos do grau do Primeiro Templo. O antissemitismo surgiu quando, tendo construído o primeiro templo, deste ponto mais alto, os filhos de Israel despencaram.

Mas isso se manifestou muito lentamente – na medida em que desciam. No começo não havia nenhuma oposição óbvia, e ainda assim, o antissemitismo já estava se manifestando durante os tempos do exílio babilônico entre o Primeiro e o Segundo Templos, na época de Nabucodonosor, a rainha Ester e Hamã.

Naquele tempo, eu diria que ele se manifestava no plano ideológico, no nível dos sacerdotes, a nível governamental, mas não no nível das pessoas comuns que ainda não entendiam essa oposição, não a viam, como podemos ver no livro de Ester.

Porém, na medida em que descemos e ficamos mais distante do princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, o antissemitismo continuou a aumentar e se espalhar através das nações do mundo.

Parece que o antissemitismo é irracional em sua natureza. O povo judeu sobreviveu apesar das provações, humilhação e destruição. A tendência de assimilar não funcionou: mesmo que muitos quisessem ser como todo mundo, ainda assim não foram capazes de se tornar como os outros. Também os intelectuais nos países da diáspora eram frequentemente mais antissemitas do que as pessoas normais.

Aqui nós devemos entender que as pessoas educadas lideram o movimento antissemita, porque entendem e percebem a diferença entre as ideologias, a diferença na abordagem da vida na profundidade da realização e percepção. Eu iria inclusive mais longe falando sobre a diferença na filosofia interna do povo judeu e as outras nações.

Uma pessoa normal não pode dizer a diferença. Ela pode dizer: “Ed aí que eles são mais espertos, mas eles são mais fracos. Eles não são como nós”. Afinal de contas, há diferenças entre todas as nações e, em geral, as pessoas comuns não têm uma compreensão especial sobre estes assuntos. Mas é possível assustá-las através de insinuações contra os judeus, o que tem acontecido até mesmo em nosso tempo.

Tudo isso é muito irracional. Uma vez eu disse a uma mulher idosa na Sibéria que eu era judeu, e ela não acreditou em mim: “Os judeus têm chifres”, disse ela. E o interessante é que eu não tinha nada a dizer. Ela disse isso de uma forma tão ingênua e honesta que eu só ficava quieto. Então, se eu não tenho chifres, eu não sou um judeu.

Mas não é disso que se trata. O antissemitismo é uma consequência da descida do povo judeu do nível de sua maior conquista, o grau do “ama a teu próximo como a ti mesmo”. Se tivéssemos ficado lá em cima, ninguém teria problema conosco, não haveria nada, exceto a inveja, o bom tipo de inveja. Eles desejariam aprender conosco.

Mas assim que começamos a cair a partir deste nível, negligenciando esta altura, descendo, o antissemitismo apareceu de imediato.

Portanto, a solução é a seguinte: se nós desconsideramos a condição do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, que devemos levar ao mundo, as pessoas começam a nos odiar conforme a nossa negligência dessa condição. Elas querem nos ver realizar este mandamento e ensiná-las.

Se nós mostrar a eles que nós observamos essa condição e que estamos preparados para ser seu professor, veremos que qualquer nação do mundo está preparado para ser nosso aluno. Esta é uma parte da natureza, não há nada que pode ser feito sobre isso. Esta preparação está enraizada neles, ea única coisa que está faltando é a nossa confiança e altura espiritual. Temos de subir para o nível de amor teu próximo como a ti mesmo e ensiná-la às outras nações. Ensine-os a amar em vez de ensiná-los a viver.

O mundo não precisa de mais nada – só deste conhecimento, desta capacidade de estar juntos devidamente interligados entre todos.

Mas, em vez disso, nós ensinamos aos outros como viver, entramos em seus negócios: ciências, arte, cultura, apesar de nenhum deles, essencialmente, ser o nosso negócio. É por isso que eles não gostam de nós, não nos querem, nos pressionam, perseguem. Esta é a forma como todo este sistema de forças funciona; na verdade, eles nos afastam inconscientemente: “Vá cuidar de seu negócio”.

Se desde o momento da nossa chegada a Israel, nós cuidássemos do nosso negócio, trabalhássemos para atingir o grau de “amar ao próximo” e iluminássemos a humanidade, todas as nações se tornariam nossos alunos leais. E não é tarde demais para começar.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14

Como Ovelhas Diante De Lobos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois que o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, será que o povo judeu sentia e lembrava a sua fundação criada por Abraão? Será que os filhos de Israel se lembravam em torno do que eles foram criados e consolidados? Será que esta fundação vivia entre eles?

Resposta: Sim e não.

Após a destruição do Segundo Templo, o povo caiu de ver a imagem interna da realidade, as forças governantes, tudo o que acontece no mundo, e, novamente se encontrou em ódio mútuo, rejeição mútua e distância mútua entre si, com uma indiferença que nos caracteriza até hoje.

Exilados da terra de Israel, nós passamos por muitas terras e nos voltamos para o oeste, para a Europa, para o leste, para as nações árabes, e começamos a afundar em apatia. Desde então, o que nos manteve juntos não é o poder do amor, nem pertencer a uma ideia, nem reciprocidade, conexão e ajuda mútua, nem qualquer cálculo, mas apenas o desejo de sobreviver. Nós ficamos presos um ao outro como ovelhas num rebanho diante de lobos, mas não nos mantivemos juntos.

Basicamente a nossa situação tem sido assim durante todo o exílio até o dia de hoje, que é todo os dois mil anos.

Pergunta: Que papel a religião cumpriu nisso?

Resposta: A religião ajudou as pessoas neste estado de absoluto desprendimento das fontes espirituais, da compreensão, de tudo. Ela simplesmente reforçou e os apoiou neste estado baixo e abjeto para que as pessoas pudessem estar envolvidas na realização de algum tipo de atividades mundanas, também chamado de Mitzvot, e, assim, manter-se desta maneira. A religião é o que resta e o que foi dado ao povo depois da destruição do Templo, em vez da sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá abre os céus, revela o Criador, e revela o poder da unidade ao povo. Ao realizá-la entre eles, eles descobrem o Criador, que é encontrado entre eles e que torna possível para eles viverem dentro de uma sensação de uma realidade completamente diferente.

E quando tudo isso se perdeu, nós adquirimos nossa forma atual. Isto diz respeito a todos, com exceção de alguns Cabalistas em cada geração que escreveram livros e desenvolveram esse método, e que continuaram a trabalhar para alcançar o Criador e a unidade entre nós.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14, Parte 7

Os Judeus Foram, São E Serão Culpados Por Tudo

Dr. Michael LaitmanDe M. Brushtein:

Durante esses últimos dias de calor, os mísseis do Hamas, acompanhadas por alarmes, visitaram regularmente todo o território da nação de Israel. Enquanto isso, o sistema antimíssil, a cúpula de ferro, foi bem sucedido em interceptar os hóspedes não convidados. Em seguida, o IDF (Força de Defesa Israelense) iniciou uma operação terrestre.

Junto com isso, no fundo de nossos corações, todos entenderam que não havia solução militar, política ou outra solução racional para este problema. Foi possível tentar diminuir o problema na agenda, confundir todo mundo ou fingir que ela não existia, mas não havia nenhuma solução verdadeira, e não haverá.

Por que é impossível convencer, relaxar, ou, em última instância, aniquilar aqueles que odeiam Israel? É porque todo mundo sente, ou pelo menos assume, que Israel e os Judeus são sempre os culpados por tudo.

Os judeus foram, são e serão culpados por tudo. Todos eles são os culpados, mesmo aqueles que estão apenas prestes a nascer. Os judeus são os culpados pelo estabelecimento da polícia soviética, e também são culpados por destruir esta polícia. Os judeus que saem são os culpados por sair, e os judeus que ficam são os culpados por ficar. (V. Boinovich, autor russo, poeta e dramaturgo)

Há aqueles que pensam que o povo aprendeu uma lição no Holocausto. Certamente agora, todo mundo odeia os sionistas e não os judeus. Eles odeiam Israel e tudo relacionado a ele.

Pouco tempo atrás, a Liga Anti-Difamação (ADL) publicou um relatório estatístico sobre o nível de antissemitismo. De acordo com os dados, mais de um quarto da população do globo sente grande hostilidade para com os judeus. Em palavras simples, eles são antissemitas. As estatísticas estão erradas, porque há muito mais antissemitas. Simplesmente, alguns admitem isso e alguns ainda não.

Todas as pessoas entre as quais vivemos, todas juntas e cada uma separadamente são antissemitas, expressos ou implícitos. (Chaim Weitzmann, primeiro presidente da nação de Israel).

Tanto os judeus como os que não são judeus devem, em última análise, reconhecer que a fonte desta atitude para com os judeus está além de toda compreensão racional.

Quem, por exemplo, no final dos anos quarenta, pregaria de forma séria e aberta que o ódio dos judeus seria semelhante ao que está acontecendo hoje na Alemanha? (Coleção Literária Histórica).

Adivinhe quando estas linhas foram publicadas. Foi no ano de 2014? Talvez tenha sido em 1980, mas não, foi no ano de 1880. Além disso, há cem anos, e mil anos atrás, a atitude em relação aos judeus não mudou. Na melhor das hipóteses, as pessoas toleravam eles, e, na pior das hipóteses, os aniquilariam. Por trás de todas as nossas tentativas de encontrar uma razão lógica para o ódio para com os judeus se oculta a esperança de encontrar uma solução racional para o problema.

Vale a pena parar de procurar por soluções lógicas e, pelo contrário, tentar procurar algo ilógico.

O antissemitismo é irracional e não está sujeito aos ditames da razão “(George Orwell, autor inglês e jornalista).

No ano de 1940, a primeiro (e, evidentemente, a última) edição do jornal, A Nação, foi publicado. Um trecho do artigo:

“Este jornal A Nação é uma nova criação. É um tipo de criatura que nasce nas angústias, nas difíceis e terríveis dores de parto: do veneno do ódio que se autorizaram as nações do mundo para nos aniquilar da face da terra, a ameaça de extinção de milhões de nossos irmãos, e ainda as suas mãos estão estendidas – esta criação sádica neles não conhece satisfação. E mais, o desastre duplica; não podemos nos iludir de que tudo isso é apenas um fenômeno passageiro temporário”. (Baal HaSulam).

E isso é o que o autor escreve sobre a solução para o problema:

“Portanto, eu disse que nós precisamos organizar uma única instrução para nós mesmos através de uma ampla campanha, para inserir em cada um de nós sentimentos de um toque de amor nacional de um indivíduo para com outro e destes indivíduos para com o todo, para restaurar e revelar o amor nacional que foi implantado entre nós quando estávamos em nossa terra como uma nação entre as nações. E este trabalho vem antes de qualquer outra coisa, pois além de ser fundamental, ele também dá estatura e sucesso a todos os tipos de atividades que queremos fazer neste campo”. (Baal HaSulam).

Uma solução como esta irá confundir qualquer pessoa normal. Qual é a conexão entre o que aconteceu com os judeus da Europa e a educação para o amor nacional entre os judeus que vivem na terra de Israel? É verdade que nós não vemos uma conexão direta, e, por outro lado, dizemos que não há nenhuma conexão direta e racional com o problema judaico.

A pessoa que sugeriu essa solução ilógica, Baal HaSualm (Rabino Yehuda Ashlag, 1884-1954), foi o maior Cabalista do século XX. Ele escreveu o comentário sobre O Livro de Zohar. É interessante que uma solução semelhante para o problema tenha sido sugerida não só pelos Cabalistas, mas por antissemitas.

“Uma obrigação é imposta ao povo judeu para cumprir as profecias antigas que estabelecem que todas as nações do mundo serão abençoadas por eles, e para isso eles são obrigados a começar a realizar este novo serviço”. (Henry Ford, fabricante de automóveis americano, imprimiu e distribuiu o “Protocolos dos Sábios de Sião”)

E assim nós somos obrigados a esclarecer que profecias ele está falando.

“Porque Eu vos tomarei dentre as nações, e vos reunirei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. E Eu espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Um novo coração também Eu vos darei, e um espírito novo porei dentro de vós; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e Eu vos darei um coração de carne”. (Ezequiel 36: 24-26)

Seja o que for, a nossa experiência histórica mostra que o problema do antissemitismo existiu e ainda existe. Não só os nossos vizinhos, mas todas as nações do mundo não vão nos deixar em paz. A solução racional é a paz para o território em troca de outra coisa que não vamos aceitar, que todo mundo sabe. Talvez valha a pena tentar resolver este problema de forma irracional, como Baal HaSulam escreve? Se outros acreditam nisso, por que não devemos acreditar?

“Eu acredito que um futuro maravilhoso será revelado aos judeus, e não como uma nação gerida por alguém, mas como a realização de grandes ideais da nossa civilização”. (Harry Truman, 33 º Presidente dos Estados Unidos).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 6

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o povo alcançou o nível do Templo, como pode a memória de uma conexão tão elevada desaparecer de repente?

Resposta: O amor passa e o ódio vem. A força da Luz que sustenta esse estado altruísta, esta conexão, desaparece.

Ela foi atingida com a ajuda da Luz, e no momento em que esta deixa de iluminar, a descida e a queda são imediatas e não nos lembramos de nada, como se isso nunca tivesse existido.

Esta é a descida e a queda depois da destruição do Primeiro Templo. Primeiro começa o exílio babilônico e depois Nabucodonosor vem e leva as dez tribos, de modo que apenas duas tribos são deixadas.

Pergunta: Por que ele as leva? Por que essas dez tribos desapareceram?

Resposta: Isso, em princípio, será descoberto no futuro, mas, de qualquer forma, é essencial que elas se dissolvam totalmente na humanidade. Elas carregam sem saber o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, e elas vão voltar. Nestas centelhas foram semeadas as sementes do amor que foram plantadas na humanidade e vão se espalhar por toda a terra, bem como nos babilônios.

Pergunta: Portanto, novamente há um encontro entre Abraão e Nimrod com a Babilônia.

Resposta: Sim, mas não é o mesmo Abraão. Ele caiu ao nível da Babilônia e, portanto, eles podem se conectar a ele. É aí que reside o potencial espiritual nele que gradualmente leva ao desenvolvimento das pessoas e ao desenvolvimento das nações no nível corpóreo normal.

Não é apenas um processo técnico, mas também científico, artístico, pedagógico e literário. Em suma, isso afeta todos os processos da sociedade. As dez tribos colocam em movimento este processo, uma vez que após a queda do nível espiritual, elas ainda têm o desejo de avançar e se desenvolver. Assim, elas desenvolvem toda a humanidade.

Mas elas a desenvolvem de uma forma muito interessante. Nós podemos encontrá-las entre os grandes inquisidores, os grandes líderes religiosos, e entre os grandes cientistas que aparentemente não têm conexão alguma com os judeus. Nós apenas precisamos cavar um pouco mais fundo.

Os babilônios ainda existem de acordo com o princípio simples de “deixem-me viver em paz”. Permitam-me ligar meu aparelho de TV no meu apartamento e me deem algo de comer e pronto, eu não preciso de mais nada.

Esta é a Babilônia. No entanto, os estímulos de invocação que não vão deixar a pessoa chafurdar-se é o resultado das dez tribos que se espalham por todo o mundo.

Não pode ser de outra maneira. De onde surgirá o progresso se não de uma vontade que é visa ascender? A inclinação à ciência, à literatura, à arte e à autoexpressão também decorre do desejo de alcançar o Criador, mas através de um desejo egoísta não focado no amor e na doação além do ego, mas que se expressa pelo amor próprio.

Após a destruição do Primeiro Templo, as dez tribos começaram a fazer o seu trabalho no nível geral aceito e as duas tribos que restaram, que simbolizam a nação de Israel, continuaram a avançar em sua ascensão acima do ego.

De KabTV ” Babilônia Ontem e Hoje”, 03/09/14, Parte 5

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 66

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Amor Derrotará a Crise

3. No planeta, existe um povo “estranho” que foi criado durante a primeira crise. O princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, com base no qual este povo foi criado, todo mundo gosta, mas ninguém pode compreendê-lo.

Sobre as leis, não há nada mais a acrescentar. Elas falam por si, pois são visíveis em sua própria natureza e parecem ensinar não a impiedade, mas a piedade mais verdadeira no mundo. Elas não fazem os homens se odiarem, mas incentivam as pessoas a comunicar o que elas têm entre si livremente; elas são inimigas da injustiça, cuidam da justiça, banem a ociosidade e a vida cara, e instruem os homens a se contentarem com o que têm, e a serem laboriosos em sua ocupação; proíbem os homens de fazer a guerra a partir de um desejo de obter mais, mas tornam os homens corajosos na defesa das leis; elas são inexoráveis ​​em punir malfeitores; elas não admitem nenhum sofisma de palavras, mas sempre são estabelecidas pelos próprios atos, cujas ações nós já propomos como manifestações mais certas do que o que está contido apenas por escrito: em cuja conta eu sou tão ousado a ponto de dizer que estamos nos tornando os professores de outros homens, com o maior número de coisas. (Flávio Josefo, historiador judeu, Contra Apion)

Esta nação tem uma identidade nacional e autoestima; não perde o ânimo e trabalha, e quer viver como os outros, em estreita amizade fraterna com todos”. (Maxim Gorky, escritor soviético)

A eles nós devemos a ideia de igualdade perante a lei, tanto divina como humana; da santidade da vida e da dignidade da pessoa humana; da consciência individual e também da redenção pessoal; da consciência coletiva e, portanto da responsabilidade social; da paz como um ideal abstrato e amor como o fundamento da justiça, e muitos outros itens que constituem a mobília moral básica da mente humana. Sem judeus poderia ter sido um lugar muito mais vazio. (Paul Johnson, jornalista inglês e historiador popular, A História dos Judeus)

4. Antissemitismo – uma aversão às pessoas “estranhas” – é um fenômeno que não tem explicação racional.

“Basta se ver como um judeu num sonho para fazer o assunto mais alegre tremular de pavor e enviar maldições impotentes ao destino” (Mikhail E. Saltikov-Shchedrin, 1826-1889, um dos maiores satíricos da Rússia).

O antissemitismo está contido nos genes. Cientistas alemães descobriram que o nível de antissemitismo em alguns estados da Alemanha não mudou ao longo dos séculos.

O maior percentual de sentimentos anti-judaicos hoje – é compartilhado por 30-38% da população – é notado onde os pogroms mais fortes ocorreram nos séculos XIX e XX, e em 1938 (7Kanal, Israel).

O ano de 2012 foi chamado no relatório: o “ano de violência sem precedentes contra os judeus na França”. Houve 614 incidentes antissemitas, em comparação com 389 desses casos em 2011 (7Kanal, Israel)

No The New York Times: “O Que Os Judeus Devem Ao Mundo”


Meu segundo artigo, “O Que Os Judeus Devem Ao Mundo”, foi publicado no The New York Times dia 10 de outubro de 2014:

O Que Os Judeus Devem Ao Mundo

Por: Michael Laitman

Comprando Nosso Próprio Céu

O dia mais sagrado do ano para os judeus é o Yom Kippur (Dia do Perdão), quando eles jejuar e oram. Uma parte essencial da oração é ler o livro do profeta Jonas. Curiosamente, muitos judeus praticantes acreditam que comprar o privilégio de ler o livro vai torná-los bem-sucedidos para o resto do ano.

Naturalmente, apenas os mais ricos na comunidade podem se dar ao luxo de competir por isso. As quantias variam de acordo com a riqueza da comunidade, e em alguns casos, o privilégio é vendido por bem mais do que meio milhão de dólares.

Decifrando o Código

O que as pessoas não estão cientes, no entanto, é a verdadeira razão pela qual o livro de Jonas é tão importante. Os Cabalistas determinaram que essa leitura é a mais importante do ano, porque ela detalha o código para salvar a humanidade, e isso, aos olhos dos Cabalistas, é mais importante do que qualquer coisa.

A história de Jonas é especial porque fala de um profeta que primeiro tentou se esquivar de sua missão, mas finalmente se arrependeu. Outro aspecto especial da história de Jonas é que a sua missão não era para advertir o povo de Israel, mas para salvar a cidade de Nínive, cujos moradores não eram judeus. À luz do atual estado precário do mundo, nós devemos dar uma olhada mais atenta nesta história e o seu significado para cada um de nós.

Tome Jeito ou Saia Daqui

Deus ordena Jonas a dizer ao povo de Nínive, cujos habitantes se tornaram muito maus uns aos outros, para corrigir as relações entre si se quisessem sobreviver. No entanto, Jonas caiu fora de sua missão e foi para o mar, num esforço de escapar da ordem de Deus.

Como Jonas, nós judeus temos fugido de nossa missão nos últimos 2000 anos. No entanto, não podemos nos dar ao luxo de continuar evitando-a. Nós temos uma tarefa que foi passada para nós quando Abraão nos uniu numa nação baseada no amor ao próximo, e é nosso dever dar o exemplo de unidade para o resto do mundo. Abraão queria unir toda a humanidade, mas na época ele só conseguiu estabelecer um pequeno grupo. (Para saber mais sobre isso, veja o meu artigo, “Quem É Você, Povo de Israel”, publicado dia 20 de setembro de 2014, no The New York Times).

Esse grupo, ou seja, o povo de Israel, ainda deve se tornar um modelo para o mundo. Rav Avraham Itzhak HaCohen Kook (o Raiah), o primeiro rabino-chefe de Israel, coloca isso poeticamente em seu livro, Orot Kodesh (Luzes Sagradas), “Visto que fomos arruinados pelo ódio infundado, e o mundo foi arruinado conosco, vamos ser reconstruídos pelo amor infundado, e o mundo será reconstruído conosco”.

Dormindo no meio da Tempestade

Na história, a fuga de Jonas de sua missão através do navio fez o mar rugir e quase afundou o navio. No auge da tempestade, Jonas foi dormir, desprendo-se do tumulto e deixando os marinheiros se defenderem sozinhos. Aos poucos, eles começaram a suspeitar que alguém entre eles foi a causa da tempestade. Eles tiraram a sorte e descobriram que era Jonas, o único judeu a bordo.

De muitas maneiras, o mundo de hoje é semelhante ao navio de Jonas: ele se tornou uma aldeia global, como se todos nós estivéssemos no mesmo barco, e o mar que nos rodeia está furioso. E os marinheiros – toda a humanidade- estão culpando os judeus a bordo por todos os seus problemas.

Como Jonas, nós estamos dormindo. Embora nós estejamos começando a despertar para a existência do ódio contra nós, ainda temos que perceber que não realizar a nossa missão, assim como Jonas, é a razão para o ódio. Se não acordarmos logo, os marinheiros nos lançarão ao mar, como fizeram com Jonas. Nas palavras do Rav Yehuda Ashlag, autor do Comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar: “Cabe a nação de Israel qualificar a si mesma e o resto das pessoas no mundo… evoluir para assumir este trabalho sublime de “amor ao próximo” (“O Arvut” [Garantia Mútua]).

Chamado para Despertar

Os marinheiros no barco de Jonas fazem uma tentativa desesperada de acalmar o mar, e por ordem de Jonas, o jogam ao mar. Uma vez que ele está na água, a tempestade se acalma, mas uma baleia vem e engole Jonas. Durante três dias e três noites, ele faz uma introspecção em seu abdômen. Ele implora por sua vida e promete realizar a sua missão.

Como Jonas, cada um de nós carrega internamente algo que está atiçando o mundo. Nós, o povo de Israel, carregamos um método para alcançar a paz através da conexão. A unidade é a própria raiz do nosso ser. Este DNA é o que nos torna um povo, e hoje é preciso reacendê-lo, porque onde quer que vamos, esse poder inexplorado está desestabilizando o mundo à nossa volta, para nos obrigar a unir.

A unidade entre nós vai inspirar, mesmo obrigar, o resto das nações a seguir o exemplo, assim como a separação vigente entre nós projeta a separação de toda a humanidade. Esta é a razão para todos os nossos problemas, incluindo o anti-semitismo. Quando nos unirmos, vai dotar a humanidade com a energia necessária para alcançar a unidade em todo o mundo, onde todas as pessoas vivem “como um homem com um coração”. Assim, a única questão é se nós assumimos nossa responsabilidade, ou preferimos ser jogados ao mar, apenas para acordar posteriormente para realizar nossa tarefa.

Na verdade, se quisermos acabar com os nossos problemas e nos livrar do antissemitismo, se quisermos transformar o julgamento em misericórdia e ter uma vida segura e feliz, temos que nos unir e, assim, dar um exemplo de unidade para todas as nações. É assim que vamos trazer paz e tranquilidade ao mundo. Caso contrário, o ódio das nações em nossa direção vai continuar crescendo. Agora nós podemos ver por que as pessoas estão dispostas a pagar muito para ter o privilégio de ler o livro de Jonas no Yom Kippur.

Eu gostaria de concluir este ensaio com outra citação do Rav Kook (o Raiah): “Qualquer turbulência no mundo vem apenas para Israel. Agora nós somos chamados a realizar uma grande tarefa de bom grado e conscientemente: construir a nós mesmos e todo o mundo arruinado junto conosco”(Igrot [Cartas]).

Não Se Deixem Esfriar

Dr. Michael LaitmanNós alcançamos uma conexão absoluta entre nós, e agora estamos começando a sentir que isso está sendo realizado através de nossas ações compartilhadas.

A primeira verdadeira conexão entre nós vai nos dar a sensação do mundo superior. Esta conexão será chamada de dez Sefirot do Kli, e o sentimento compartilhado mútuo que nos preenche será chamado de Luz.

O primeiro Partzuf será criado dentro de nós, formado pelas Sefirot Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut com as Luzes de NRNHY, no qual começamos a sentir o eterno, completo e verdadeiro estado superior. Assim, nós entenderemos que o atual estado em que existimos agora é como um sonho que nos é dado para que possamos ser empurrados, e ao sermos empurrados para longe dele, seremos despertados e começaremos a trabalhar de uma maneira prática.

Para alcançar isso, nós precisamos realizar uma infinidade de atividades. Mas, para a finalidade do surgimento de um desejo de conexão entre nós, o nosso único Grupo de dez ou mesmo um grupo composto por diversos Grupos de Dez, e não basta.

Se quisermos que as nossas necessidades espirituais se desenvolvam constantemente, de modo que nós sejamos obrigados a ansiar um pelo outro e pelo Criador, nós devemos alimentar nossos desejos o tempo todo.

Eles não aparecem dentro de nós por si mesmos; para que eles apareçam, nós devemos sair para os estratos mais amplos do Kli quebrado, ou seja, a toda a humanidade, para tentar encontrar desejos adicionais entre eles. Nós temos que atraí-los até nós, e desta maneira nós cultivamos dentro de nós um desejo de aproximação e elevação.

É proibido que nos esqueçamos disso, caso contrário, vamos definhar. As pessoas que não se encontram em disseminação fora de seu grupo impedem um incentivo e se dirigem para elevação de si mesmas. Elas vão começar a se sentar em seus lugares até perderem a unidade comum geral, e o grupo vai ser dissolvido.

Assim, no movimento de “eu” para “nós”, nós devemos nos lembrar de uma maior disseminação. Esta poderia ser a sabedoria da Cabalá ou a sabedoria da conexão (Educação e Conhecimento Integral). O importante não é como nós a chamamos; o principal é que esta é uma sabedoria sobre a correta conexão e unidade, a restauração do mesmo Kli coletivo, o único desejo que foi quebrado e destruído desde o início, mesmo antes da criação do nosso mundo.

Nós sabemos que os autores do Livro do Zohar, quando eles se reuniam para escrevê-lo num estado de unidade, sempre descobriam tanto ódio dentro de si que estavam prontos para queimar um ao outro. E estes eram grandes pessoas na realização da cabeça do mundo de Atzilut. Desta mesma forma, a quebra do Kli da alma coletiva foi descoberta neles.

Mas eles não tinham outra forma de disseminar além da descrição de suas realizações para nos ajudar com a nossa correção, e nisso estava a sua correção. Desta forma, eles partiram de seu ego e terminaram o trabalho com absoluto amor. Eles conseguiram descrever grandes níveis de elevação no Livro do Zohar.

Se nos voltarmos para outras fontes Cabalísticas, todas falam sobre uma única coisa: questões sobre a conexão e as leis e regras gerais de unidade entre as pessoas em nosso mundo, e depois disso, a unidade entre as almas até a descoberta do único estado corrigido.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 4

A Geração De Buscadores

Dr. Michael LaitmanA pessoa enfrenta muitas perguntas a respeito de como agir, trabalhar e acelerar o seu desenvolvimento, ou seja, acelerar a revelação do Criador. Revelar o Criador, a força que gerencia toda a realidade e a nossa parte nisso, é a única coisa que uma pessoa pode fazer neste mundo.

A fim de conseguir isso, nós seguimos os conselhos de pessoas que já passaram por esse processo e que alcançaram a revelação do Criador. Esta é a razão que nós estudamos a sabedoria da Cabalá, que, por definição, é o método da revelação do Criador aos seres criados neste mundo. Tudo o que nós temos a fazer é cumprir e implementar o que os Cabalistas dizem.

É claro que, quanto mais próximo um Cabalista está do nosso tempo, mais útil é o seu conselho para nós, porque ele nos entende melhor, uma vez que vive o mesmo estilo de vida é e como nosso contemporâneo.

Assim, nós começamos a estudar o sistema que inclui não só o sistema de ocultação entre nós e o Criador, mas também o sistema onde os Cabalistas estão, aqueles que atingiram o Criador. Eles revelaram o Criador durante a sua vida neste mundo, o que significa que eles removeram a ocultação.

Eles não estão mais nesse mundo, mas os frutos do seu trabalho não são perdidos, e ao usá-los, nós podemos desenvolver um sentido especial e reconhecimento acima dos nossos sentidos físicos comuns e mente.

Nossa percepção física do mundo é ainda mais limitada do que a dos animais. Todos os animais podem sentir um tsunami quase três dias de antecedência e fugir para as montanhas. Só os humanos não suspeitam de nada. Nós sequer sentimos a natureza e estamos mais longe em comparação com todos os animais. No entanto, não se trata da existência do corpo físico, mas da nossa atitude para com a força superior.

O desejo de alcançar a força superior desperta apenas no homem e mesmo isso não acontece com todos. Porém, em cada geração, desde a existência da humanidade. há pessoas em quem tal necessidade de revelar o Criador desperta e preenche este desejo.

Além de revelar o Criador, elas também nos deixam seus escritos por meio de livros, cartas e artigos. Cada uma escreve em seu próprio estilo sobre como remover a ocultação, o sistema de ocultações, e como usar o sistema.

É porque ele não é revelado de uma só vez e não totalmente, mas progressivamente. Assim, nós temos que passar por certas ações. Os Cabalistas nos dizem como ajudar uns aos outros a fazer isso se houver pessoas na nossa geração com o mesmo desejo de revelar o Criador.

Houve muitas gerações de Cabalistas desde o primeiro homem (Adão), que foi o primeiro Cabalista a alcançar o Criador e que removeu a ocultação. Nós podemos usar o seu legado, e além de seus escritos, também podemos usar a sua ajuda.

Quando nós entramos num sistema onde o Criador está presente, mas invisível, nós podemos usar a ajuda de Cabalistas que já tenham completado a Sua revelação. Eles estão ativamente incorporados dentro deste sistema e o mantêm num determinado nível de revelação e realização, aproximando-nos e ajudando-nos a ser incorporados dentro dele.

Nós só precisamos atingir a sensibilidade e o reconhecimento necessário para revelá-lo para que possamos utilizar o sistema corretamente, com a ajuda dos Cabalistas.

Nós também temos que realizar todas as suas recomendações neste mundo. Na nossa geração, há muitas pessoas que querem revelar o Criador. Nós estamos vivendo um momento especial quando há permissão para revelar a sabedoria da Cabalá a todos. Qualquer um que queira revelar o Criador pode ir e revelá-Lo.

Assim, nós temos uma oportunidade única. Se nos unirmos na nossa busca pelo Criador, será como procurar juntos por alguém que está perdido na mata. Todos nós podemos sair juntos, muitas pessoas, e procurar por toda a floresta. Todo mundo pode ir e gritar: “Ei, onde você está?!”, Assim, ajudando um ao outro, acabaremos por encontrar o que está perdido.

Da mesma forma, nós podemos procurar o Criador juntos. Tal busca coletiva é muito mais fácil do que procurar individualmente. Na verdade, é impossível encontrar o Criador sozinho, mas, juntos, vamos fazer isso de forma rápida e fácil.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

A Sociedade Do Futuro

Dr. MIchael LaitmanO processo revolucionário em que estamos participando começou com o Big Bang e continuou através de uma conexão cada vez mais forte: de partículas fundamentais a átomos, de átomos a moléculas, de moléculas a estruturas cada vez mais complexas, até o surgimento do corpo humano, incluindo o sistema cognitivo, o sistema nervoso, e sistemas adicionais. Alguns deles não são conhecidos e alguns não são entendidos por nós.

Em geral, esse processo evoluiu em duas direções: extensão e conexão.

Tudo aspira à conexão, e somente os seres humanos, suas sociedades e sua natureza, recebem uma forma oposta. Numa sociedade, nós nos tornamos cada vez mais conectados. No entanto, por outro lado, nós nos opomos uns aos outros, porque o ego nos separa. Como resultado disto, não podemos construir uma sociedade coesa baseada na ajuda mútua, de acordo com o princípio de cada organismo vivo, inclusive o nosso. Em vez disso, construímos algo muito estranho, e nossa sociedade torna-se como um câncer que, finalmente, se devora e morre.

Basicamente, nós não sabemos o que fazer. Estudos científicos das forças e mecanismos que nos movem descobriram que não temos possibilidade de evitar uma terceira guerra mundial e o caos. Os cientistas sabem disso e escrevem que não há solução real para esse caminho de desenvolvimento, e o que resta é apenas submeter-se à misericórdia do processo que nos leva em direção a um futuro desconhecido.

Nós estamos destruindo o planeta, esgotando os recursos naturais, e fazendo com a natureza e a ecologia o que quer que nos agrade. Tudo isso não é porque isso veio até nós, mas porque não sabemos como construir sistemas que consistem de opostos que se conectam numa única estrutura. Essa união de opostos é precisamente a lei essencial de sistemas complexos.

Aqui, nós chegamos à sabedoria da Cabalá. Este problema surgiu inclusive há 3500 anos na antiga Babilônia. Por um lado, os seus habitantes eram muito próximos uns dos outros e dependiam uns dos outros. Por outro lado, não podiam se suportar. Eles se odiavam e sentiam repulsão mútua. E não havia nada que pudessem fazer sobre isso, a própria estrutura da sociedade era tal que estava devorando a si mesma.

Foi então que um homem sábio chamado Abraão descobriu que a transição para um novo nível de desenvolvimento estava escondida aqui. Basicamente, não havia nada de especial nesse estado. Assim como a transição do nível inanimado para o vegetal, ou do vegetal para o animal, também é a transição do nível animal para o nível falante. Esta transição exige que nós atinjamos o poder de conexão entre opostos, de modo que eles possam estar conectados e formar um sistema completamente harmonioso. Apesar das polaridades, apesar do ódio e da rejeição entre nós, nós podemos utilizar uma força única, uma rede única, a fim de alcançar o equilíbrio entre ambas e construir uma vida.

Nós realmente não entendemos o significado deste passo. Nós não entendemos o que é a fonte da vida e como dois opostos podem se conectar. No entanto, é precisamente as polaridades absolutas entre positivo e negativo que formam o átomo, um sistema estável no qual eles são opostos e ainda se conectam simultaneamente.

Para continuar, de acordo com esse princípio, combinações cada vez mais complexas são construídas, possuindo a capacidade de evoluir. Positivo e negativo são combinados entre si, a fim de atrair o que é útil para o desenvolvimento e o equilíbrio entre eles, e para repelir o que é prejudicial para esse equilíbrio. Assim, por meio de absorção e de repulsão, a vida é criada. Há um desenvolvimento cada vez mais complexo, até que haja a necessidade da construção de um novo sistema que os Cabalistas chamam de sistema espiritual. Em outras palavras, ele é mais elevado do que os sistemas que nos são familiares.

Abraão descobriu que existe uma lei universal na natureza que abrange todos os sistemas, que os mantém e desenvolve. É possível chama-la de poder da Luz, o poder do Criador, o poder superior. No entanto, ele tem um objetivo: manter todas as partes da realidade em harmonia e conexão mútua.

É possível atrair e usar essa força mesmo agora, quando queremos subir para o novo nível e nos tornar um sistema. Com isso, nós despertamos a força universal, e construímos o equilíbrio tão esperado entre nós.

Na Cabalá, a lei que Abraão descobriu é a chamada de lei da equivalência de forma. Se eu sou pessoalmente atraído à força única de equivalência de forma, nessa medida eu desperto sua influência sobre mim e ela constrói a conexão entre eu e outras pessoas a quem sou atraído. Ela constrói entre nós um sistema harmonioso e equilibrado entre todas as partes.

Abraão descobriu a camada mais profunda dessa lei geral integral da natureza, que já era conhecida e a qual ele chamou todos os babilônios a se juntar a ele.

Maimonides, filósofo do século XII, disse que Abraão escreveu uma série de livros e fez um grande trabalho de disseminação para que as pessoas oudessem entender o que ele descobriu e que ele estava falando especificamente sobre uma lei da natureza que não se deve opor. É assim que nós evoluímos, sem possibilidade de escapar de seu fluxo, da tendência natural ao equilíbrio, conexão e harmonia.

No nível inanimado, vegetal e animal, nós chegamos ao equilíbrio espontaneamente, sem liberdade de escolha. No entanto, no nível falante, isso já não tunha êxito, porque nós precisamos participar conscientemente na construção do equilíbrio e de um sistema humano universal. Cabe a nós entender, reconhecer, querer se esforçar e optar por tentar organizar corretamente a fim de avançar.

Então, graças a esses esforços, nós despertamos a força universal singular da natureza, que é o Criador, a Luz. Não importa como você a chama. Em resposta aos nossos esforços, ela vai nos influenciar e realizar a ação correta de conexão em nós. Isto é o que Abraão ensinou às pessoas.

A história posterior é conhecida. Algumas pessoas ouviram e compreenderam o método por um tempo, mas depois, e apesar de tudo, se retiraram do processo. É impossível construir um sistema harmonioso e equilibrado, se todo o resto da humanidade está quebrado. É por isso que nós chegamos à situação atual, onde a crise babilônica da separação retornou.

Por que especificamente hoje? Isso ocorre porque a humanidade, da mesma forma que naquela época, está descobrindo que está conectada num sistema universal. Nós estamos fechados dentro de um sistema, uma sociedade, uma família, sobre a face da Terra, e estamos todos ligados uns aos outros.

Hoje, nós não precisamos lutar. Basta romper as conexões com alguma nação e esta não vai suportar o isolamento. Armas modernas são as mesmas clavas bárbaras primitivas numa forma sofisticada. Ninguém precisa delas num sistema global que é como uma aldeia global. Hoje, as conexões comerciais, industriais, financeiras e logísticas determinam tudo. Se você cortar estas artérias para uma nação, é como desconectar algum órgão do corpo. É claro que ela não vai sobreviver sozinho.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia, na Mesopotâmia, o berço da humanidade, quando ela se tornou uma sociedade. A mesma coisa está acontecendo hoje.

Os Cabalistas, alunos de Abraão em todas as gerações, falaram sobre isso e inclusive fizeram um cálculo numa linha do tempo de acordo com a lei do desenvolvimento humano para compreender que a humanidade iria retornar à mesma situação. A lei de unificação começou a ser esclarecida no final do século XIX, e de acordo com todos, chegou a esclarecimento no final do século XX. Mais precisamente, os Cabalistas escreveram sobre isso como sendo desde o ano de 1995.

Esta é a situação atual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá em 1975-76, eu não acreditava que isso iria realmente acontecer. No entanto, houve na realidade uma transição muito forte, e de repente havia uma conversa sobre um sistema unificado, uma humanidade unificada, uma aldeia global e uma dependência absoluta mútua, etc.

Junto com isso, o mal da natureza humana foi revelado mostrando o quanto nós somos opostos uns aos outros e não estamos prontos para nos conectar de forma correta. Afinal, apesar das oposições entre nós no nível inanimado, vegetal e animal, a força universal nos conecta de tal forma que as polaridades são transformadas num dipolo que nos conecta e nos mantém em equilíbrio e harmonia.

No entanto, no nível falante, nas relações humanas entre nós, cabe a nós despertar em nós a influência da força universal e participar do equilíbrio entre positivo e negativo, entre os dois extremos. Isso exige de nós um trabalho específico.

Em primeiro lugar, cabe a nós compreender e reconhecer a situação em que nos encontramos e continuar a investir esforços compartilhados, a fim de construir o ambiente certo. Na Cabalá, esses esforços são chamados de elevar MAN, ou seja, fazer um pedido de conexão. Com isso, nós despertamos a influência da força universal sobre nós que nos conecta num sistema e em harmonia com toda a sociedade humana.

Isto é certo para o atual momento histórico. Hoje, a sabedoria da Cabalá, a ciência que Abraão descobriu, foi aberta diante de todo mundo. Isso porque todos nós devemos utilizar o sistema que foi criado e começar a usar corretamente as condições que foram criadas para a construção da sociedade do futuro. Caso contrário, a humanidade corre o risco de ser destruída.

Assim, os Cabalistas, as pessoas que estão envolvidas com este problema e sua solução, nos advertem sobre a verdade da nossa situação e do nosso futuro. Eles nos dizem que, de qualquer forma, nós estamos chegando a um equilíbrio coletivo. No entanto, se não despertarmos a força única da natureza que traz a nossa unificação e a conexão correta entre nós, então ela será revelado como o poder único que nos conecta e reúne, mas sem a nossa inclinação e desejo. Nesse caso, nós teremos que obedecer a essa lei contra a nossa vontade, e isso vai nos levar às situações muito desagradáveis ​​através de desastres, epidemias e guerras.

Esta é uma força boa, pois conecta a totalidade do sistema em um. No entanto, se nos opomos a ela, nós despertamos em nós mesmos a influência de forças opostas que atuam sobre nós como desastres.

Os Cabalistas tentam levar esse conhecimento a toda a humanidade e ensiná-la como chegar ao entendimento correto de conexão, despertando em nós uma atração em direção a ela, e de acordo com nosso desejo, estimular a descoberta da força única sem despertar desastres. Como necessidade, nós chegaremos mais perto do correto estado singular integral e avançaremos da forma mais agradável e desejável. Tal esforço é o que é exigido de nós.

Os problemas mais difíceis hoje estão sendo descobertos na sociedade humana, apesar de tudo de bom que existe no mundo. O avanço científico e tecnológico atingiu o seu pico, mas eles não se atrevem a mostrar um pouco dessa tecnologia moderna para a humanidade. Caso contrário, as pessoas não precisarão trabalhar e não haverá qualquer necessidade de se esforçar.

Basicamente, nós já saímos para um novo nível de desenvolvimento, mas ainda não estamos prontos para realizá-lo por causa da nossa incapacidade. Nós temos as ferramentas em nossas mãos, mas não estamos prontos para integrá-las corretamente no novo nível, porque a nossa abordagem não é integral, ou seja, a nossa estrutura interna não é integral. Pelo contrário, somos egoístas, e nossa tendência é estarmos distantes um do outro e não nos conectarmos em harmonia.

Como resultado, nós olhamos com temor para o estado futuro da humanidade unida, e não sabemos o que fazer com sete bilhões de seres humanos que não vão trabalhar. Não temos qualquer conceito de outra forma de existência e sobre uma conexão diferente entre nós enquanto subimos para outro nível de percepção, para diferente vida e maneira de viver.

Há uma infinidade de surpresas escondidas por trás da nova situação, mas ainda não estamos prontos para digeri-las, porque a nossa percepção não é integral.

A principal coisa no sistema integral é renunciar à visão individualista do eu contra o mundo. Em vez disso, eu devo adquirir uma percepção integral e ver uma imagem completa onde todos nós estamos conectados e completando um ao outro. Só então eu descubro o estado futuro em que a humanidade deve existir, e, assim, entendo e sinto essa vida que é esperada num momento propício.

Cabe a nós alcançarmos essa percepção, e é isso que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Da Convenção no México 01/08/14, Lição 1