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Não É O Sábio Que Aprende

Laitman_165Quando nós lemos os livros de Cabalá, somos capazes de atrair a Luz Superior que Reforma. Por isso, é muito importante na hora da aula manter a intenção correta em todos os momentos, lembrando o que se quer com todos e qualquer palavra que é lida.

Pode ser que eu não entenda nada nessas palavras sobre o próprio assunto. Eu vim para a aula e ouvi que era necessário abrir um livro. Eu o abro, leio e não entendo nada, porque as coisas escritas lá são completamente novas para mim. Mas isso não é importante, eu penso só na minha intenção: O que eu quero alcançar ao sentar e estudar?

Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 155, que os Cabalistas também projetaram seus livros para pessoas que ainda não estão em níveis espirituais e não entendem o que está escrito. Mas, precisamente graças ao estudo dos textos que elas não entendem e não por uma questão de entendimento, mas para receber a Luz, elas avançam.

É dito: “Não é o sábio que aprende”. Durante a aula, é importante decidir que eu não aspiro ao conhecimento. “Conhecer” significa conexão, subir ao nível adequado. “O Estudo das Dez Sefirot” fala sobre níveis tão altos que vai levar um longo tempo para eu alcançá-los.

Mas eu exijo a Luz que Reforma, o poder superior que vai me influenciar, corrigir, elevar, purificar e conectar. Eu peço que ela diferencie entre os desejos que são possíveis de corrigir e os desejos que são impossíveis de corrigir dentro de mim, de modo que ficará claro para mim o que devo trabalhar.

Isso ocorre porque existem tais desejos e pensamentos que valem a pena que eu os distinga e não toque. E outros, pelo contrário, devem ser despertos e descobertos. Por meio deles, eu posso me comunicar com o grupo e com o Criador.

Da mesma forma, eu preciso descobrir de que forma é possível ajudar o grupo: não é pelos meus desejos, mas pelos desejos dos amigos. Então eu me volto ao Criador e peço especificamente força em relação a esses desejos, para levar a Luz que Corrige para o grupo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 01/11/14, Lição 4

O Único Ritual Do Cabalista

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há rituais na sabedoria da Cabalá?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá não há rituais! Ela não está envolvida com qualquer coisa ligada ao mundo material, nem ao corpo físico de uma pessoa.

A sabedoria da Cabalá consiste no trabalho interno de uma pessoa, o qual é direcionado à conexão e unidade com os outros e, através desta correção, à descoberta do Criador. Não há ações externas nisso, mas uma ajuda mútua pelo trabalho espiritual bem sucedido. Este é o trabalho num grupo, o trabalho num Grupo de Dez (chamado de Minyan), encontros de amigos, refeições compartilhadas, etc. Em outras palavras, todos os tipos de atividades externas que possam nos ajudar a chegar mais perto uns dos outros são bem-vindos.

Aqui é possível ver imediatamente a diferença entre um Grupo Cabalístico de Dez e um Minyan de pessoas reunidas numa sinagoga que não está se movendo em direção à aproximação, mas simplesmente vem para orar. Elas não têm uma tarefa compartilhada para criar um todo único e descobrir o Criador entre si.

Enquanto que para nós, a conexão num Minyan, um Grupo de Dez, é uma atividade espiritual onde tentamos nos conectar num único conjunto, a imagem de uma unidade chamada Adão (homem), de modo que a nossa única imagem elevada acima do ego e a conexão de todos entre si seja construída acima da característica de doação, assemelhando-se ao Criador.

A partir desta unidade entre nós, do coração comum, nós elevamos o nosso pedido ao Criador para que Ele seja revelado em nosso desejo unificado, nosso coração unificado. Isso é chamado de uma oração Cabalística, um Minyan Cabalístico, um grupo e um ritual.

De KabTV “Contos” 22/10/14