Textos na Categoria 'Crise'

Pode-se Aprender A Reconhecer O Mal?

504Pergunta: Não é segredo que todas as formações sociais foram substituídas, desapareceram ou desmoronaram. Como a nova forma da sociedade futura se preservará e se desenvolverá ainda mais?

Resposta: Eu acho que isso acontecerá com base em uma completa renúncia aos estados passados com a ajuda do chamado reconhecimento do mal, quando as pessoas começarem a entender que é impossível continuar existindo como antes. Elas estarão no limite entre desaparecer ou mudar a si mesmas. Então elas experimentarão a transformação.

O reconhecimento do mal é uma força que se preserva e se protege. Toda a sociedade reconhecerá o mal, aprenderá a entendê-lo e transmitirá esse entendimento uns aos outros.

Pergunta: O reconhecimento do mal pode ser aprendido e transmitido?

Resposta: Claro. Basta ensinar, mostrar e explicar o que é o mal e até que ponto ele existe em cada objeto.

Quando uma pessoa começa a sentir de onde vem o mal, nessa medida ela começa a odiá-lo. O reconhecimento do mal preserva a sociedade e não permite que ela retroceda.

Pergunta: Qual é a energia que impulsiona uma pessoa em direção ao seu desenvolvimento? Afinal, o que não avança, retrocede.

Resposta: O fato é que uma pessoa não pode ficar no mesmo lugar, ela deve se desenvolver. A sociedade se desenvolve, as pessoas se desenvolvem, as crianças nascem, tudo flui. Portanto, uma pessoa e a própria sociedade se esforçarão para se desenvolver constantemente.

Mas o principal é o reconhecimento do mal no egoísmo e o fato de que é impossível continuar existindo assim. Esse sentimento de impossibilidade protegerá contra a regressão e avançará.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 24/06/22

Cooperação É Melhor Que Baionetas

600.02Pergunta: Há uma categoria de pessoas que estão prontas para ajudar os outros, os doentes e os desfavorecidos, por exemplo. Mas elas são movidos principalmente pelo medo de que isso possa acontecer com elas. Isso significa que o altruísmo não funciona neste caso?

Resposta: Não importa. Uma pessoa entende que, se fizer ações altruístas, ficará bem. Esta é ainda uma forma mais desenvolvida de egoísmo.

Pergunta: Então não é ruim quando uma pessoa tenta ajudar alguém?

Resposta: Claro que não é ruim. É melhor se oferecermos algo um ao outro – mesmo que todos estejam oferecendo algo que é mais agradável, mais lucrativo e mais seguro para ele – ainda é melhor do que ficar com baionetas o tempo todo e se eriçar uns contra os outros. O que há de bom nisso?

É melhor chegar a algum tipo de acordo mútuo, mesmo que seja egoísta, e cooperar, em vez de apontar baionetas um para o outro.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. O que o Criador Quer”, 03/11/09

“O Mundo Está Piorando Ou É Apenas Nossa Percepção?” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “O Mundo Está Piorando Ou É Apenas Nossa Percepção?”

Se acompanharmos as notícias de hoje, veremos um mundo prestes a desmoronar, como se estivéssemos vivendo o pior momento de todos os tempos. Portanto, somos capazes de acreditar que nossos avós estavam certos, desejando “os bons velhos tempos”.

Abundam indicadores sombrios – ondas de calor extremas e incêndios violentos na Europa e nos Estados Unidos, a América sangrando entre um tiroteio em massa e outro, a inflação atingindo máximos históricos a ponto da recessão parecer provável, a interminável guerra russa na Ucrânia continuando a causar ondas de choque em todo o globo.

Grã-Bretanha e Itália enfrentam instabilidade política. O Sri Lanka afundou diante dos olhos das pessoas enquanto seus líderes fugiam do país. O tranquilo país do Japão viu o assassinato de seu ex-primeiro-ministro à luz do dia.

Por mais chocante que tudo pareça, nada mudou tanto no mundo. A principal mudança foi no acúmulo de informações e conexões das pessoas no mundo. Antigamente saíamos em passeios a pé para ouvir o que estava acontecendo na cidade vizinha e chacoalhávamos dentro de um navio por dois meses para conhecer um país distante.

Em períodos posteriores, comprávamos passagem de trem de alta velocidade ou pegávamos aviões para pousar em um continente distante para conhecer outras realidades e pessoas. Agora sem levantar da cadeira e apertando uma tecla estamos lá, no coração do mundo. Em menos de um segundo, toda a realidade colorida, barulhenta e movimentada se desdobra diante de nós, surpreendendo-nos com sua crescente influência.

Ouvimos e vemos, sentimos, admiramos e respondemos a tudo o que acontece com todos em todos os cantos em tempo real. A comunicação entre nós exige que absorvamos um fluxo intenso de informações que consumimos como viciados.

Quantas vezes alguém lê um livro e vai a um amigo para compartilhar: “Olha, que livro bom eu li!” Estamos em um mundo que é só notícias que não fomos feitos para absorver, compromissos que não podemos tolerar. Como consequência, as pessoas estão ficando mais doentes física e mentalmente.

Os laços infinitos formados entre nós são frios, planos e alienados. Eles não têm profundidade, calor ou identificação. Eles não têm simpatia e vontade de se aproximar, e não levam em conta que somos um. Se o mundo parece cheio de crises, são os laços entre nós que estão rompidos.

Os laços físicos entre nós se tornaram fortes e rápidos, e assim deveria ser, mas precisamos nos ajustar interna e emocionalmente a isso. Precisamos inserir calor dentro desses laços que nos fortalecerão e nos conectarão em vez de nos separar. Você pode desligar um pouco as notícias, abrir um livro proposital, conversar um com o outro e sentir um ao outro.

Em vez de correr com os olhos no monitor e absorver fragmentos de informação, podemos obter uma imagem real da realidade quando olhamos para a criação como integral, sabendo que ela tem direção e propósito. Toda a realidade, passada ou presente, tem um único propósito: fazer-nos perceber que somos um, como a natureza, e entender que somente através de nossa garantia e interdependência mútuas poderemos superar qualquer dificuldade. Quando alcançarmos essa perspectiva, a percepção do mundo que vemos finalmente chegará a um belo equilíbrio chamado paz.

Obrigação De Viver Em Paz

183.01Hoje vivemos em um mundo de interconexões globais. A guerra na Ucrânia ressoa em todo o mundo e em tudo o que fazemos, desde comprar pão, acender gás no fogão ou ligar o carro. Esse conflito afeta a todos pessoalmente, mesmo que você esteja fisicamente muito longe dele. Recebemos um sentido real do significado da paz global e da dependência mútua.

De que forma dependemos uns dos outros? Podemos dizer em tudo! Quase todos os países dependem de outros nas áreas de alimentos e indústria. Na última década essa dependência já se tornou total. Se ainda não percebemos isso, teremos que experimentá-lo da maneira mais prática nos próximos anos.

Portanto, devemos pensar seriamente sobre o que estamos fazendo. Afinal, quem ignora sua conexão com os outros, mesmo que imperceptível à primeira vista, parece estar dando um tiro no próprio pé.

Ainda não percebemos que estamos em um sistema completamente fechado. Assim que uma corrente se rompe, atinge os países que dela dependem, depois os outros países que dependiam deles, e depois outros países; então esse problema se espalha até cobrir toda a humanidade ao redor do globo.

Mas o fato é que não queremos reconhecer essa dependência mútua. Estou disposto a reconhecer a dependência da minha família e, bem, talvez até certo ponto do meu país. Mas por que devo levar em conta os interesses de outros Estados e povos estrangeiros, às vezes até hostis?

Eu não quero isso! Mas não há outra maneira. Vemos que tudo está organizado na Terra de forma a revelar nossa dependência mútua para nós e nossa obrigação de estarmos conectados uns com os outros. Afinal, ninguém é capaz de fornecer nem mesmo o essencial para si mesmo sem uma uma comunicação adequada e gentil com todos os povos do mundo, com todos os países. É um milagre como de repente nos encontramos em um mundo redondo e integral.

Nessa situação, aprendemos o quanto somos dependentes uns dos outros; ninguém pode se considerar livre, pois depende de todos. Um país corta o fornecimento, o que causa uma reação em cadeia e interrupção do fornecimento em um país após o outro e, como resultado, todos morreriam de frio e fome, sem carvão, aço, metais raros, petróleo, gás, remédios – as coisas mais vitais. A humanidade simplesmente não poderá existir se continuar no mesmo espírito.

A dependência mútua tornou-se total e temos que admitir isso. Essa é a principal característica do mundo moderno e de nossa geração. Se quisermos sofrer menos, precisamos falar mais sobre isso e esclarecer. Desta forma, chegaremos à paz, ao progresso e ao apoio mútuo. Toda a humanidade ao redor do mundo se tornará uma comunidade, um povo, então será impossível começar uma guerra em qualquer lugar, com qualquer pessoa.

Devemos finalmente acabar com as guerras, conflitos e atitudes hostis e reconhecer que todos têm a obrigação de garantir a paz uns aos outros.

De KabTV, “Mundo”, 12/07/22

Dentro De Uma Rede De Comunicação Ao Vivo

214Pergunta: Antigamente, quando não havia câmeras de vídeo, tudo era apenas gravado. Por exemplo, as gravações que você fez enquanto ouvia o Rabash ainda fazem sua parte. E não importa o tempo, elas ainda fazem parte da experiência humana. Até que ponto as gravações que você fez com o Rabash desempenharam seu papel?

Resposta: Em geral, eu aproveitei ao máximo há muito tempo. Eu as escrevi muitas vezes em livros, em vários posts, e as contei em lições. Elas já estiveram em todos os lugares.

Em princípio, não há mais nada para baixar de cima. Há uma quantidade infinita de informação sensorial e mental lá em cima, mas você não pode trazê-la para baixo; você tem que subir até isso. Eu espero que aconteça desta forma.

Comentário: Você escreveu muitos materiais. Tudo o que você distribuiu e ainda distribui, em princípio, também está sendo registrado. Não importa se é usado ou não, mas é registrado.

Minha Resposta: Isso é gravado e entra no sistema. Eu vejo as consequências disso. O que eu posso dizer hoje vai aparecer em algum lugar em alguns meses. E se não em meses, em alguns anos.

Você provavelmente se lembra de quantas entrevistas diferentes eu tive com grandes pessoas, tanto na América quanto em Israel, onde tentei convencê-las de que há uma crise no mundo. Dois ou três anos antes de acontecer, conversei com ganhadores do Prêmio Nobel de economia e disse a eles que uma crise logo iria estourar. Eles ficaram surpresos: “Sem crise. Nada vai acontecer”. E veja o que temos agora.

O tempo passa muito rápido. O que estamos dizendo hoje já está entrando nessa rede. A rede de comunicação entre todos se torna mais viva. Portanto, eu acho que há uma grande esperança de que o mundo consiga sua correção por meios pacíficos e não por guerra atômica.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. O Computador mais Poderoso do Mundo”, 08/10/09

Não Podemos Fazer Sem Dor

508.1Nas Notícias (Financial Times): “’Startup japonesa quer causar dor na vida real no metaverso’

“A tecnologia da H2L replica a sensação do toque usando estimulação elétrica para manipular os músculos do braço e imitar as sensações…

“’Sentir dor nos permite transformar o mundo metaverso em um mundo real, com maiores sentimentos de presença e imersão’, disse Emi Tamaki, executivo-chefe e cofundador da empresa com sede em Tóquio.”

Pergunta: Você gosta dessa ideia?

Resposta: Em princípio, é claro, controlar uma pessoa com dor é algo tão antigo quanto o mundo.

Pergunta: Mas criar realidade, metarealidade, como se levasse uma pessoa dessa dor para outra dor? Com dor de novo?

Resposta: Naturalmente. Não podemos ficar sem ela. Caso contrário, não podemos nos definir — onde estamos, quem sou e se existo. Se você remover as sensações de dor de uma pessoa, tudo desaparecerá.

Estou sentado em uma poltrona agora. A poltrona me pressiona, sinto dor, pressão. E a pressão é boa para mim. Mas isso é, em princípio, uma pequena dor.

E se eu passar de um certo limiar de dor, começo a sentir que é desagradável para mim. Então eu tenho que me afastar desse objeto, dessa fonte.

E assim sou controlado em todos os lugares e em tudo: do frio e da fome, do calor, da pressão, de tudo! Foi assim que fui conduzido primitivamente da dor à não dor em todas as dimensões, em todos os relacionamentos.

Pergunta: Então você acha que o que eles estão fazendo é certo? É necessário introduzir a dor mesmo na realidade virtual?

Resposta: Caso contrário não será uma realidade, mesmo virtual.

Pergunta: Você está sempre falando sobre a passagem de uma pessoa para as esferas espirituais, para o mundo espiritual. Há dor aí?

Resposta: Sim, claro. Se há um sentimento de “mais e menos”, então há dor e prazer. A dor de estar longe do Criador e o prazer de estar mais perto Dele. É muito simples. Mas, em princípio, os parâmetros são os mesmos.

Pergunta: Podemos dizer que esta é a raiz de todas as dores em nosso mundo: meu afastamento do Criador ou minha proximidade?

Resposta: Sim, claro.

Pergunta: E o que estamos passando aqui neste mundo é o nosso afastamento do Criador?

Resposta: Sim, ela nos ensina como podemos nos aproximar Dele.

Pergunta: E todas essas guerras malucas, são todas da mesma esfera?

Resposta: Sim, claro. Inevitavelmente. Esta é a única maneira de ensinar uma pessoa.

Pergunta: Como podemos fazer com que tudo isso se transforme em dor diferente em nosso mundo?

Resposta: Em nosso mundo, podemos fazê-lo de forma muito simples. Cada um de nós tem que se colocar em uma direção muito clara. Se me aproximo dos outros e, através deles, do Criador, tenho que imaginar isso como prazer. Se me afasto da conexão com os outros e, portanto, do Criador, sinto dor. Esse é o estado que eu preciso chegar. Isso será chamado de revelação do relacionamento espiritual.

Pergunta: Em princípio, esta é uma maneira de revelar o Criador, o que significa o desaparecimento gradual de guerras, sofrimentos, tragédias, por assim dizer, de mim, deste mundo?

Resposta: Eu nem penso nisso. Penso em como posso me aproximar dos outros e, através deles, do Criador, para que seja meu prazer.

Pergunta: Então revele o segredo, por favor, como obter prazer na conexão com os outros?

Resposta: Pergunte ao Criador, não há mais nada. Não há outra ação que irá ajudá-lo.

Pergunta: Só existe oração neste mundo para que eu possa me aproximar dos outros e assim me aproximar do Criador. Talvez haja outra maneira?

Resposta: Não, você não pode. Não vai adiantar muito aqui. Você estará girando como se estivesse em uma frigideira, mas não vai a lugar nenhum.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 07/04/22

O Amor É Uma Coisa Poderosa

025.02Comentário: Os locais de injeção supervisionada de drogas foram abertos na cidade de Nova York. Aqui os viciados em drogas podem legalmente injetar drogas e procurar ajuda de um médico.

Basicamente, o modelo deles é que, se você ainda vai usar drogas, deixe-nos ensiná-lo a fazê-lo com segurança. É o que dizem os organizadores.

Estamos falando de administração intravenosa de drogas pesadas. As pessoas não precisam se esconder, não serão presas. Você pode tomar um banho, lavar suas roupas. E tudo é grátis. Como você gosta dessa solução de não banir, não colocar na cadeia e não pegá-las?

Minha Resposta: Proibições não têm efeito. Todos os tipos de punições não têm efeito. Apenas amor.

Pergunta: Isso significa que, ao permitir que elas façam tudo isso, podemos explicar algo lentamente a elas, falar sobre algo?

Resposta: Elas até deixarão essas drogas por você, pelo fato de você fornecer a elas essas condições. Elas sentirão sua atitude em relação a elas. Isso remove metade, ainda mais, dos motivos para tomar uma injeção.

Pergunta: Será que é assim que podemos resolver o problema mundial das drogas?

Resposta: Não, você não pode resolvê-lo tão facilmente. Para isso, precisamos reconstruir a sociedade. Mas à medida que a sociedade se torna cada vez mais gentil, compreendendo e aceitando todas as pessoas corretamente, todos os problemas negativos desaparecerão.

O amor é uma coisa poderosa, você só precisa despertá-lo corretamente. E o corpo nos dará uma reação. Não imediatamente, mas se houver grandes grupos de pessoas com essa abordagem comum, você verá o que acontece. As pessoas vão lutar com unhas e dentes por um governo que as trate dessa maneira: com amor.

Pergunta: Como podemos desenvolver um governo que trate as pessoas com amor?

Resposta: Isto é somente através da Cabalá. Para que uma pessoa entenda a natureza, estude-a sobre si mesma, o quão impossível e difícil isso é, o quanto ela pode influenciar a si mesma através dos outros. Este é um processo.

Pergunta: Você acha que o caminho para o amor que você irradia pelo outro é somente através da sabedoria da Cabalá? Por que a Cabalá está envolvida em irradiar amor?

Resposta: Porque a própria Cabalá é a ciência do amor, a ciência do Criador, de Sua influência, atitude para com a criação, para com uma pessoa. Até agora ela está sendo estudada por pequenos grupos aqui e ali, as massas ainda não entendem nada. Mas quando isso entrar na massa, no riacho, explodirá tudo com amor! A forma como um deslizamento de terra desce das montanhas.

Será uma força enorme. Não há nada mais alto, maior ou mais forte do que esse amor.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”. 09/06/22

O Que Nos Falta Na Vida

600.02Em geral, quanto maior a compreensão, maior a ilusão; quanto mais inteligente, menos são (George Orwell, 1984).

Pergunta: Em princípio, pessoas inteligentes e mentalmente desenvolvidas que alcançaram certas alturas na hierarquia humana estão no comando do desenvolvimento humano. O que falta às pessoas inteligentes para que tudo seja bom?

Resposta: Amor. A mente só pode ser equilibrada pelo amor. Se não houver amor por outras pessoas, essa mente traz destruição.

Pergunta: Como posso adicionar amor? Onde apanhá-lo?

Resposta: Essa é uma tarefa enorme. Essa é a única coisa que nos falta em nossa vida. Todos precisam trabalhar nisso. A tarefa mais importante é que as pessoas comecem a se aproximar com um sorriso, com amor. É muito difícil.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 24/06/22

“A Má Vontade Está Queimando A Terra – Literalmente” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “A Má Vontade Está Queimando A Terra”

Chamas do incêndio florestal do Ponto de Vilomara, em 17 de julho de 2022, vistas de Sant Fruitós del Bages, Barcelona, ​​Catalunha, Espanha.

A atual onda de calor na Europa está queimando a Terra e matando seus moradores. Até agora, de acordo com a ABC News e outras fontes, “também houve mais de 1.000 mortes relacionadas ao calor na Espanha e em Portugal”, sem contar o número de mortos na França, Itália e mais está chegando à medida que a onda de calor se aproxima do Reino Unido. Pior ainda, estamos apenas em meados de julho; há muito tempo para mais ondas de calor virem. Segundo os cientistas, a menos que reduzamos a emissão de gases de efeito estufa, as ondas de calor ficarão ainda mais quentes e mais frequentes. Elas podem ou não, mas de qualquer forma, somos nós que determinamos o que acontece.

Precisamos entender que estar no topo da pirâmide da criação significa que tudo o que fazemos escorre pela estrutura, de cima para baixo. Quando atinge o fundo, o nível inanimado da realidade, a partir do qual tudo cresce, muda-o. Se exalamos má vontade, isso cria mudanças negativas em todo o sistema, que se manifestam em eventos climáticos e geológicos cada vez mais extremos.

Em outras palavras, quando as relações humanas ficam desequilibradas, tudo fica desequilibrado. Quando nossas relações se tornam extremas, tudo se torna extremo; quando nos tornamos violentos, tudo se torna violento. A cada verão, as ramificações da ligação entre nossas relações e nosso mundo se tornam mais extremas, até que reconheçamos que tudo o que existe, existe em um sistema conectado e hierárquico e que quem está no topo determina o estado do resto do sistema.

Não é como se antes fôssemos pessoas melhores do que somos hoje. É simplesmente que havia menos pessoas e, portanto, menos elementos que exalam má vontade.

Além disso, as relações entre as pessoas no passado eram menos tóxicas do que são hoje. Embora haja menos guerras hoje do que nunca, os níveis de suspeita e alienação entre as pessoas estão subindo vertiginosamente, a ponto de as pessoas não poderem mais confiar em seus próprios familiares. Como resultado, as guerras entre países são mais raras do que nunca, mas as taxas de divórcio, violência doméstica e violência na comunidade estão em alta.

Até a internet, que inventamos supostamente para conectar as pessoas, está sendo usada para abusar, enganar e explorar as pessoas. A Internet prova que tudo o que criamos, usamos contra os outros. Quando há um elemento tão negativo em um sistema, e esse elemento está no topo do sistema, como o sistema inteiro não pode dar errado?

Portanto, se quisermos que o tempo esfrie, o nível do mar baixe e as tempestades diminuam, devemos esfriar o fogo e acalmar as tempestades entre nós. A preocupação mútua, a responsabilidade mútua, ou ao menos o conhecimento de que somos dependentes uns dos outros, são necessários para restaurar o equilíbrio em nosso mundo em todos os níveis, desde o chão que pisamos até o ódio em nossos corações.

“Para Tratar Viciados Em Drogas, Construa Uma Sociedade Que Os Cure” (Times Of Israel)

Michael Laitman, no The Times of Israel: “ ara Tratar Viciados Em Drogas, Construa Uma Sociedade Que Os Cure”

Nos últimos cinco anos, houve um aumento de cinquenta por cento no número de sem-teto em Israel. Um dos problemas surpreendentes dos sem-teto é que, mesmo quando têm alojamento e condições de vida adequadas, muitas vezes preferem a rua à habitação, porque só aí encontram drogas e álcool. É como se o vício os estivesse tirando de casa, para a rua, e longe da esperança de uma vida decente.

Uma vez que alguém é viciado em drogas, é quase impossível reverter sua situação. As drogas são tão tentadoras para os viciados que não há praticamente nada que possa se opor a elas.

A solução para os problemas dos viciados não está no nível pessoal, mas no social. Se uma sociedade tem uma âncora forte que pode erguer essas pessoas e transformá-las em uma parte construtiva da sociedade, elas podem ter uma chance. Lamentavelmente, não vejo tal âncora na atual sociedade israelense; ela não tem nada a oferecer aos viciados.

Pior ainda, no momento, não vejo uma sociedade em Israel. Uma vez que construamos uma sociedade, podemos construir uma sociedade para moradores de rua e viciados em drogas, prostitutas e todas as outras pessoas desfavorecidas do país.

Por sociedade, não me refiro a instituições ou regulamentos. Sociedade significa pessoas que se sentem conectadas umas às outras, que sentem um vínculo e apoiam umas às outras. Uma sociedade significa pessoas que se levantam de seus assentos para se encontrarem. Se tivéssemos essas pessoas, poderíamos construir algo.

Quando você traz um viciado em drogas para tal sociedade, ele vê como as pessoas vivem, o que elas querem, quais são seus objetivos, seu futuro e o que as satisfaz. Então, em vez de se concentrar em sua situação pessoal, os toxicodependentes podem ver esperança, e isso os vitalizará e acalmará sua necessidade incessante de fugir da realidade por meio das drogas.

Em certo sentido, fará com que os viciados fiquem “viciados” na vida social e não nas drogas. Uma sociedade onde as pessoas cuidam umas das outras tem um poder tão magnético que as pessoas que se aproximam dela não conseguem se desconectar dela. Os toxicodependentes que chegam a tal sociedade rejeitam as drogas que usam para se desligarem da realidade porque isso os desconecta da “poção da vida” que sentem à sua volta.

Portanto, se quisermos resolver problemas como falta de moradia, toxicodependência e prostituição, não devemos nos concentrar nas vítimas, mas na sociedade ao seu redor. Essa sociedade determinará se elas serão curados ou permanecerão aflitas.