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Nove Pessoas Obrigam A Décima

laitman_938_03Pergunta: Se durante o workshop alguém se desprende da direção comum, como é possível influenciar esse amigo gentilmente?

Resposta: Em primeiro lugar, se alguém do grupo de dez de repente “viaja” para algum lugar, todo o grupo de dez tem culpa nisso. Isso é o que vocês devem sentir.

Vocês devem convergir fortemente entre vocês e tentar influenciá-lo de tal forma que ele voltará a entrar em sua conexão e unidade. Primeiro de tudo, é possível fazer isso mesmo sem palavras, através de um exercício: sugerir que todos cantem juntos alguma coisa ou mudem de assunto para algo mais próximo a esta pessoa. Em suma, é necessário despertá-la de alguma forma, juntá-la mais à discussão e conectar mais o grupo de dez.

Se vocês têm um grupo de dez sério, essa pessoa, mesmo com hábitos mais nocivos, não pode deixá-lo. Vocês a seguram, como que com a ajuda de um ímã. Por outro lado, se vocês a deixarem ir, mesmo aqueles que queriam estar numa conexão permanente não serão capazes de mantê-la. Aqui, o esforço de todos os dez é obrigatório.

Vocês podem, através de seus esforços, manter essa pessoa em tal estado que ela não será capaz de fugir para nenhum lugar, que isso não lhe interessa. Ela estará sob sua influência o tempo todo.

Aqui a precisa lei da física está agindo. Portanto, lembrem-se: não relaxem, sejam como um todo. Então, ela não vai escapar para lugar algum, pois nove pessoas obrigam a décima.

Vocês devem usar corretamente os desejos uns dos outros dirigidos à meta: eu quero recebê-los dos amigos, eu quero me agarrar a eles, estar em seus desejos. Além disso, eles podem ser pequenos ou grandes, isso é não importa. Mas se o meu amigo tem desejos como estes, eu preciso deles; eles são obrigatórios para mim. Estes são desejos que minha alma carece de modo a descobri-la.

Por sua vez, eu mostro ao amigo meu anseio para que ele esteja ligado a mim. Eu estou ligado a ele, ele está ligado a mim e dessa forma a conexão é criada gradualmente.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Um Encontro Entre Duas Energias

laitman_939_02O método espiritual é construído sobre o conhecimento da Shevirah (quebra) do desejo coletivo, de sua queda e descida da característica altruísta de reciprocidade. Desde o início, essa característica era um desejo coletivo, mas quando a Luz Superior entrou nele, ele foi quebrado.

Mas através de suas características positivas de amor, conexão e anseio pela unidade, a Luz concedeu desejos egoístas completamente opostas a esse desejo. Conclui-se que, hoje, nós somos completamente contrários e opostos à Luz.

Todas as características que nós descobrimos e continuamos a descobrir dentro de nós começarão a ser reveladas em nós como cada vez piores. Isto porque, quando avançarmos, já teremos conhecimento, habilidade, experiência, poder, unidade e ajuda mútua, e assim, desejos cada vez mais egoístas e brutos vão ser revelados em nós.

Tudo o que é revelado em nós é contrário ao poder da Luz unificante, ao que precisamos ser. Nossas melhores intenções, bons impulsos, tudo o que foi e tudo o que é, é descoberto como oposto ao nosso estado corrigido.

Por enquanto, não podemos dizer qual será o estado corrigido porque não temos os sentimentos adequados e a inteligência apropriada.

Eu não consigo sentir o meu estado corrigido a partir do estado não corrigido porque eu preciso me conectar com os outros num determinado grau, e, assim, uma inteligência e desejo espiritual aparecerão dentro de mim, ou seja, que o meu estado correto será revelado tanto no coração e na mente, ou seja, tanto nos desejos e nas intenções. Eu vou ser capaz de fazer alguma coisa. Mas agora, eu ainda não estou nele.

Portanto, o problema é este, a pessoa nunca pode se corrigir sozinha. Não importa o quanto ela tente, é impossível saltar sobre sua cabeça! A única coisa que se pode fazer é pedir. Quando nós ansiamos pelo próximo estado, o nosso desejo, o nosso pedido ao Criador, atrai a influência da Luz Superior sobre nós. A energia negativa que despertamos atrai a energia positiva da Luz para nós. Desta forma, somos corrigidos.

Tudo acontece de acordo com as leis físicas claras. Não há encantamentos, magia ou orações aqui que sejam aceitos pela sociedade. A oração é um desejo que sai do coração de modo que o Poder Superior será revelado com a intenção correta em relação aos outros em conexão e amor.

Quando parece que estou pedindo pelos outros (pois eu sou basicamente um egoísta e não posso pedir por eles, mas quero ter um desejo como este), este pedido preliminar, ou seja, este desejo negativo, ainda atrai a Luz Superior, a energia positiva.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 2

Da Ignorância Absoluta À Outra Realidade

Dr. Michael LaitmanBaseado no conhecimento da quebra do desejo geral e através do método de sua correção posterior, nós construímos todo o nosso trabalho em grupo, em Convenções, em grupos de dez, e muito mais. Tudo é construído sobre o estudo do material, como foi quebrado durante a Shevira (quebra) e de que maneira está conectado sob a influência do poder da Luz.

Ao aceitar a orientação e conselho dos Cabalistas, que foram escritos numa forma psicológica que está mais próxima de nós, nós aprendemos como nos comportar, de que maneira de nos conectar num grupo, para apoiar os amigos e atingir estados nos quais prometemos apoiar uns aos outros na nossa aliança.

A existência desta aliança, a intenção precisa encontrada nela, é chamada de Arvut, onde cada um de nós está pronto para ser um fiador a um amigo.

Especificamente através deste trabalho, nós começamos a ver que não podemos corrigir a nós mesmos. Antes de nós está um mundo imenso, mas verifica-se que só parece como se fosse enorme para nós porque está fragmentado e ampliado pelo nosso ego, e no momento em que começamos a juntá-lo, vemos que se trata de uma massa única, uma força unificada.

Nós começamos a compreender que o mundo não é como descrevemos a nós mesmos. Tudo o que vemos ao nosso redor é um reflexo de nossas características internas. E mesmo que nos pareça que isso é completamente irrealista e até mesmo imaginário, todas as pessoas, edifícios, o universo, e tudo o que existe no universo é um reflexo das minhas características internas: inanimado, vegetal, animado e falante.

Os quatro níveis de minhas características internas (inanimado, vegetal, animal e falante) são quatro diferentes níveis de Aviut (espessura do desejo). Os desejos número um, dois, três e quatro trabalham dentro de mim de tal forma que eu os imagino sob a forma de imagens.

No entanto, quando uma pessoa trabalha não só com a força de separação, mas também com a força de conexão e unificação, ela imediatamente começa a entender que isso é realmente assim, que, basicamente, o nosso mundo é um universo ilusório (com que muitos físicos já estão inclinados a concordar), e que há uma infinidade de universos que se interpenetram entre si, e a totalidade da criação é apenas uma espécie de holograma ou matriz. O que a sabedoria da Cabalá escreveu cerca de 3000 a 4000 anos atrás – o que Adam HaRishon viu mais de 5700 anos atrás – os físicos finalmente estão falando hoje.

Portanto, nós precisamos chegar ao nosso primeiro nível de espiritualidade tão rapidamente quanto possível, e então não teremos mais problemas. Nós vamos começar a entender como tudo é organizado. A principal coisa é que o primeiro nível é realmente o mais difícil. E depois disso já teremos habilidades; haverá uma compreensão do que está acontecendo.

No entanto, agora, da ignorância absoluta, nós devemos entrar em outra realidade. Por isso, os Cabalistas reduzem tudo a ações simples. Eles não falam sobre questões elevadas, porque não há ninguém para conversar sobre isso. Eles não falam sobre algum tipo de ação inteligente com intenções internas, com esclarecimentos internos, porque não sentimos isso ainda.

Nenhum de nós sente que incluímos todos os mundos dentro de nós mesmos, de que o homem é como Olam Ein Sof (o Mundo do Infinito). Quando uma pessoa atinge Olam Ein Sof, alcança tudo. No final, um sistema multifacetado de mundos surge, no qual todos nós somos todo o sistema incluído um dentro do outro.

Assim, os Cabalistas não falam sobre isso porque tudo é muito confuso e não fornece nada. Eles simplesmente nos aconselham o que fazer, e com base nisso nós seguimos todas as leis e regras gerais de comportamento num grupo que estudamos, a fim de reunir e juntar o grupo. Esta é a coisa mais importante.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Um Comprimento De Onda Comum

Dr. Michael LaitmanNo Estudo das Dez Sefirot ele explica de onde veio a Shevirah (quebra) do desejo coletivo e sua correção – isto é, unificação e conexão – por que elas são assim, embora, em princípio, estas leis sejam muito lógicas e, em geral, as entendamos com a nossa natureza física. Nós temos que tentar compreendê-las em nossos workshops pela imersão, ao sermos incluídos um no outro, concordando com o que o amigo diz. Concordar significa ir junto com o que ele diz. Eu navego em seu comprimento de onda e penso como ele. Eu não tento justificar ou julgar suas palavras, não!

Eu estou junto com ele em seus desejos e pensamentos. Ele diz uma frase e eu estou dentro esta frase como se fosse minha. Isto é tão importante que eu tento adivinhar o seu pensamento e desejo de tal forma que se ele parasse, eu poderia continuar e sair exatamente com o que ele diria. E assim é com cada um de nós.

Nós nos sentimos como completamente iguais, nem maiores e nem menores do que outros. Pois apenas iguais se conectam e são encontrados em comunicação mútua. Então é assim que nós nos dirigimos.

Nós tentamos ajudar tanto uns aos outros que desde o início do workshop até o seu final eu sigo a mim mesmo cada momento para que nenhum de meus pensamentos e nenhum dos meus desejos contradiga a discussão, de modo que não sejam supérfluos ou estranhos com o que estamos envolvidos agora. É preciso tentar estar afastado do mundo inteiro, tanto quanto possível, estar fervendo só entre nós, para discutir tudo o que está acontecendo conosco e o que mais podemos acrescentar para atrair a revelação da Luz Superior sobre nós.

No momento em que eu vejo que alguém não está envolvido no assunto, está desconectado, se afasta da direção – talvez ele tenha alguns problemas pessoais – eu me esforço em ajudá-lo a voltar ao nosso fluxo. Cada um que se afasta do comprimento de onda comum torna-se uma perturbação para todos. Isso afeta tanto homens quanto mulheres.

Alguém que sai do âmbito do workshop de alguma forma e está fora dos nossos desejos e pensamentos perturba todos. Mas ele se perturba muito mais. Isso porque ele está num sistema unificado e está criando uma perturbação dentro dele; é um órgão que não está funcionando corretamente e está atraindo sobre si uma influência negativa de todo o sistema. Portanto, nós temos que tentar ser componentes positivos de um Kli da alma coletiva.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Evolução Do Método Desde Adão Até Os Nossos Dias

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá trabalha apenas no reino das leis físicas. Não há nenhuma complexidade, misticismo ou religião nela. Nós estudamos a lei mais essencial da criação, que é a descoberta da força superior, a energia mais elevada. É mais elevada porque, de acordo com a sua categoria, inclui dentro dela todo o resto das forças.

Assim como todas as ciências estão empenhadas em descobrir as características da natureza, a sabedoria da Cabalá também está envolvida na descoberta, mas apenas de sua característica essencial, que é essa força universal.

Nós estudamos de que maneira ela é revelada em nosso mundo e como os Cabalistas conseguiram descobri-la através de seu desejo de compreender que o mundo é fragmentado e deve estar conectado em completa harmonia. Através de seu anseio pela harmonia do mundo, eles começaram a entender que o poder de unificação está faltando em nosso mundo.

A primeira pessoa que descobriu esta força 5774 anos atrás, foi Adão, que entendeu que o mundo existe graças a uma força única e singular que une todos os componentes da criação.

O próximo grande Cabalista foi Abraão. Ele não descobriu apenas A Força Superior e sua revelação, como Adão e dez gerações de estudantes que vieram depois dele, mas o movimento, a evolução da natureza. Abraão compreendeu a razão para a evolução que necessariamente levou Adão a descobrir a força superior, a revelação da força dentro dele de se transformar para se tornar como ela, ou seja, para subir ao mais alto nível de realização e desenvolvimento.

Todos os níveis, inanimado, vegetal, animal, e especialmente humano, que existe dentro das três categorias anteriores, são direcionados para isso, a fim de levar a humanidade à necessidade de se unir sob a influência de duas forças opostas.

Uma delas é a força egoísta, negativa, que afasta as pessoas umas das outras. A segunda é a força positiva, altruísta, que pode ser revelada para ajudar a unir todos.

Quando estas duas forças são gradualmente reveladas cada vez mais, a pessoa começa a trabalhar. Ela as encerra em si mesma, muda, e compreende a sua reciprocidade. Ao estar entre elas, ele as manipula como duas rédeas ao construir a si mesmo, e, assim, sobe cada vez mais até a realização completa das duas forças dentro dele.

Este é todo o desenvolvimento do homem, a sua evolução. Isso é especificamente o que Abraão descobriu, e por isso seu método é evolutivo. Ele foi descoberto durante a crise que a humanidade experimentou na antiga Babilônia.

As próximas gerações de Cabalistas descobriram mais profundamente a espiritualidade. Primeiro de tudo, a Shevirah (quebra) de um desejo humano num número imenso de desejos particulares que existem em cada um de nós, e como conectá-los, foi descoberta.

Nós ainda não sentimos isso, não vemos o desejo interior de cada um, de que forma é possível usá-lo, em que tipo de combinação, nem como ver esse padrão dentro do qual estamos conectados ao completar um ao outro. Cada um de nós é versátil, e em cada aspecto de nossa natureza multifacetada e suas características, seus gostos, deve-se conviver com os outros de forma muito precisa.

Acontece que um sistema n-dimensional foi criado onde cada um preenche a todos de forma absoluta e ninguém pode estar fora deste sistema. Só então, quando todos os fragmentos egoístas separados começam a ansiar pelo outro e a se conectar, eles vão começar a procurar por si mesmos dentro deste sistema.

Ao se mover em direção um do outro, com dificuldade, eles se encontram, usando a força superior geral. Nós nos voltamos a ela para que ela execute estes movimentos em nós. Nós queremos nos aproximar, mas não sabemos como. Sob a influência da força superior, nós começamos a perceber e entender isso. E o que é exigido de nós, em suma, é um desejo de que podemos criar juntos um no outro ao mostrar um exemplo do quanto queremos essa proximidade e unidade.

À exceção de um desejo e anseio de unificação, nós não precisamos de nada. A força superior executa a segunda metade do trabalho, razão pela qual isso é chamado de meio-shekel. Isso significa que eu tenho que dar a primeira metade, e o Criador dá a segunda metade. Do meu lado, só anseio e desejo são necessários, e que esse desejo vai ser certo num determinado grau. E será certo se eu mantiver as regras de comunicação no grupo. Então nós vamos atrair a força de unificação e ela vai terminar o trabalho, nos infectar e ser descoberta dentro de nós.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Ser Atraído Apenas Ao Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tentei de várias maneiras trabalhar com o ego, e até agora ele é muito forte dentro de mim. Como a pessoa pode trabalhar com a bajulação, o oportunismo, a hipocrisia?

Resposta: Nós não trabalhamos com o ego. Nós só trabalhamos no sentido positivo. Deste modo, o lado negativo muda gradualmente para o lado positivo. Sob nenhuma circunstância nós perdemos tempo em algo negativo e não choramos que temos muitos atributos que não são bons. Isso deveria nos incomodar o mínimo!

Esse é o trabalho da Luz. A Luz virá e corrigirá tudo. Meu problema é atraí-la para mim. Mas se eu me sentar, chorar e me bater, nada virá disso. Nós só podemos atrair a Luz começando a elevar em importância os atributos através dos amigos, através do atributo da unidade, mostrando a todos que o queremos.

Assim, o nosso trabalho não está em aprender sobre meus maus atributos, saboreando-os, chafurdando neles e chorando amargamente: “Veja como eu sou mau!” Essa é a pior coisa a fazer. Ao fazer isso, nós estamos culpando o Criador por nos fazer assim, uma vez que tudo o que acontece vem Dele.

Pelo contrário, quando nós ansiamos pelo bem e começamos a entender e nos tornar conscientes de que todo o mau está simplesmente inscrustado e que parece que vale a pena para nós subir sobre ele e inclusive ansiar pelo bem, então tudo isso se torna muito necessário e importante. Mas isso é apenas quando ansiamos pelo sentido positivo!

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Como Se Pede Pelos Outros?

Dr. Michael LaitmanPergunta: De qual estado nasce a oração? É de dentro da absoluta escuridão, quando eu não tenho entusiasmo e entendo que não consigo me conectar com os amigos, ou deve haver algum entusiasmo sobre esta unidade e conexão, ou eu devo chegar ao extremo dos limites de minha capacidade, quando não consigo conectar com ninguém, e daqui surge a intenção?

Resposta: Nem um, nem outro. Oração é o desejo que é inserido no sistema, acarretando movimento em seu interior. Como resultado disso, o sistema é alterado e reconstruído, e você sobe um nível mais alto. Pode ser que você não sinta isso, mas você começa o avanço. Uma operação como esta no sistema só pode existir quando você pede pelos outros.

Pergunta: Mas eu sou um egoísta. Como posso pedir pelos outros?

Resposta: Você tenta mecanicamente, fingindo como se estivesse pedindo pelos amigos. Esteja imbuído com isso, que eles estão ao seu redor. Até mesmo suas experiências serão mecânicas e falsas; isto não importa. Acima de uma mentira como essa, que é chamada de “receber para mim mesmo”, Lo Lishma (não em Seu nome), a Luz virá toda vez e começará a corrigi-la. Na verdade, não é mentira; pelo contrário, é o seu verdadeiro estado. Mas se você, como uma criança, tenta brincar de estar no estado certo, você vai crescer adequadamente.

Da Convenção em St. Petersburg 18/09/14, Lição Preparatória 2

Acoplado Ao Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu estive em Sochi por dez dias e vi como os amigos trabalhavam duro, como abelhas recolhendo o néctar das flores. Eu quero transmitir tudo isso não só para o grupo de dez, mas a todos! No entanto, parece-me que eu não posso fazer isso, é difícil para mim. Como eu faço para superar este medo, o que eu faço com ele?

Resposta: Este é um medo bom; preocupação com os outros é muito útil. Mas, ao mesmo tempo, isso deve ser em conjunto com a atitude correta para com o Criador.

Nós devemos trabalhar juntos com Ele como parceiros; isso é o que está faltando. Isto ocorre quando nós damos metade e Ele dá metade. Nós damos o nosso desejo, a nossa deficiência, e Ele dá o seu poder de correção para essa deficiência. Portanto, nós devemos sentir que estamos juntos com Ele numa única dança, num único movimento, ligados com Ele o tempo todo.

A sabedoria da Cabalá coloca você diante do Criador e começa a mostrar de que maneira você pode doar a Ele, de que maneira Ele doa a você, porque não há mais ninguém além de nós dois. Isto é o que está faltando em nossa preocupação, em nossa ansiedade e apreensão, para sentir que estamos juntos nisso com o Criador. Experimente a sensação de que estamos trabalhando juntos com Ele, como um casal.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Buscar O Diálogo Correto Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante anos nós temos vindo estudar Cabalá. Nós compreendemos o nosso caminho, nos esforçamos pela propriedade de doação, mas, no último momento, surge o medo de como combinar recepção e doação, ou seja, o medo diante da propriedade de doação. Eu entendo que isso deve ser feito não só para mim mesmo, mas em prol do Criador. Como podemos não temer isso?

Resposta: Quem lhe dá esses sentimentos? Quem controla seus sentimentos e sua mente? Quem está dentro de você e faz com que você tenha essas percepções? O Criador. Portanto, fale com Ele, na medida em que Ele aperta o controle em você, e configura seu aparelho sensual e pensante por meio de certa excitação.

Por qual motivo Ele está fazendo isso? Se você começar a se conectar com Seu trabalho e começar a explorar o que Ele faz com você e com que finalidade, você vai começar a sentir o Criador e a si mesmo como parceiros.

Afinal, Ele produz tudo, não em você, mas em seu suposto desejo, que Ele também criou e sobre o qual está trabalhando agora, causando certos distúrbios dentro dele. De acordo com estes distúrbios, você tem que encontrar a resposta correta do que você gostaria que Ele fizesse; ou você concorda que Ele faz algo que deseja, mas ensina a você como se relacionar corretamente com Ele. Comece a buscar o diálogo correto com o Criador.

No entanto, se você começar a fazer isso e não tomá-lo por meio do grupo, não vai ser o Criador, mas apenas as suas conclusões psicológicas, emocionais e mentais. O Criador está dentro do grupo de dez. Este é o problema de todos os psicólogos e outros pesquisadores que não conseguem entender onde Ele esconde.

Pergunta: Você disse que o desejo pela propriedade de doação se manifesta por um momento, e depois nós o perdemos, voltamos a senti-lo por um momento, e o perdemos novamente. A fim de sentir nossa união, nós devemos desejar tudo isso junto em um segundo?

Resposta: Um desejo coletivo de curto prazo não vai nos ajudar. Nós precisamos acumular certo potencial por certo tempo para que a nossa tensão seja correta. Isso é chamado de “mundo, ano, alma” (Olam, Shana, Nefesh). Ou seja, apesar de todas as transformações que estamos vivenciando, se dirigirmos isso corretamente para o objetivo, nos unirmos, encontrarmos o ponto superior entre nós, e nos aderirmos a ele, então nós acumulamos gradualmente a tensão necessária e a revelação do Criador ocorre.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Sozinho Num Mundo Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que um grupo de dez amigos é um Partzuf espiritual. Como eu posso ver dez Sefirot entre dez “burros?”

Resposta: A palavra “burro” (Hamor) deriva da palavra hebraica “matéria” (Homer). Trabalhando num grupo de dez, você verá que destes dez burros (matérias), você é o mais baixo. Malchut e todas as outras nove Sefirot são categorias superiores e puras de doação. Você é o único egoísta não corrigido.

Você vai descobrir que a matéria de todos os nove burros está realmente concentrada em você. Isso significa que você “é o maior burro com um enorme ego e todos os outros diante de você não são pessoas, mas anjos, na categoria de amor e doação. Você vai entender que ninguém no mundo precisa ser corrigido, exceto você, e que todos os outros estão totalmente conectados com o Criador! Apenas você é a parte não corrigida da criação. Você deve olhar mais de perto e vai descobrir isso.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2