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Expondo Seu Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós completamos os cursos do Centro de Educação e começamos o trabalho em grupo. Eu vejo a deficiência dos meus amigos, mas ainda não há um sentimento de resistência. Por quê? Será que é porque não estamos tentando o suficiente para conectar?

Resposta: É verdade! Você respondeu sua pergunta. Se você não ansiar pela unidade, você não vai sentir a rejeição. Que razão há para revelar-lhe seus atributos quebrados negativos, se você não tem qualquer preparação para isso?

Em primeiro lugar, o grupo não é coesivo na forma correta. Em segundo lugar, parece que ainda não há um entendimento de como essa união é importante. Assim, o que está acontecendo com você agora ainda não são os atributos que necessitam de correção, embora possa haver alguma fraqueza e rejeição.

Pergunta: Como é possível melhorar este trabalho, a fim de realmente sentir a rejeição pela qual podemos trabalhar de uma forma mais intensa?

Resposta: Realize nossas instruções. Não há mais nada.

Pode ser que você realize todas as atividades, participe dos workshops, estude, se reúna, mas o faz de uma maneira formal, sem anseio por uma conexão com o outro. Isso significa que, inconscientemente, você está se guardando da cooperação mais interna e unida.

Aqui na Convenção há pessoas que não são capazes de superar este obstáculo, não são capazes de “expor” seus corações. Exponha-o, retire o revestimento externo e descubra-o. Não tenha medo disso!

Você tem medo de que eles vão apunhalá-lo e causar algo muito sensível e desagradável. Não tenha medo! Cautelosamente, com medo, tente expô-lo. Não pode ser de outra maneira, se quisermos nos tornar um só coração. Nós precisamos remover e retirar este revestimento externo de cada um dos corações.

Da Convenção em São Petersburgo 12/07/13, Lição 2

Como Nós Podemos Considerar O Que Alcançamos?

Dr. Michael LaitmanDurante a Convenção, nós tivemos a sensação (sentimento) de que estávamos num vaso geral e todas as diferenças entre nós desapareceram, todas as diferenças entre as pessoas foram simplesmente apagadas. Todos tinham certas sensações pessoais, mas somente no nível físico, corporal, uma sensação de doença ou fome, mas, acima dela havia uma sensação geral de conexão.

Mas essa sensação de conexão não foi esclarecida. Nós simplesmente sentimos que estávamos juntos. Agora, quando a Convenção acabou, nós temos que assimilar essa sensação de união, a fim de expandi-la e adicionar a mente, o entendimento e os discernimentos a ela. Isso é chamado de Sefirot, que nós temos que começar a “contar” – “Lispor” (da mesma raiz em hebraico), e examinar com detalhes precisos. Então, nós vamos ver como podemos realmente trabalhar corretamente com os novos vasos.

Isto só é possível adicionando-se ao nível anterior e ascendendo ao nível seguinte. A partir do próximo nível nós seremos capazes de “contar” o nível anterior. Esta é a única maneira de fazê-lo, a partir do estado que a pessoa se encontra. No estado atual, a pessoa não pode alcançar tal Sefira (contagem), uma vez que ela precisa das dez medidas que estão prontas e ser capaz de contar de Malchut a Keter e de volta.

Este nível está sendo formado agora, e nós ainda não podemos digerir, contar ou explicá-lo em detalhes. A principal coisa agora é tentar manter o que alcançamos e não estar satisfeito com isso, para que a descida venha do desejo de alcançar mais!

A descida não deve estar em nossa sensação, não como resultado da perda da agradável sensação que tivemos durante a Convenção que já se foi. Nós alcançamos a sensação do atributo de doação e agora queremos mantê-lo acima da rotina diária que vai nos afastar dele, dia após dia.

Nós podemos usar os vasos que descobrimos agora como um padrão, como um parâmetro, e podemos começar a estabelecer medidas claras em nós, que são chamadas de Din (julgamento), misericórdia, linha média, dez Sefirot de Keter a Malchut e de volta através da Luz de Retorno, e diferentes níveis de Aviut (espessura). Nós podemos começar a comparar quais vasos são desenvolvidos, onde a maçã está vermelha e madura e onde a maçã é pequena e verde. Entretanto, não é uma escolha consciente, assim como a escolha de uma criança, mas nós vamos entender o que e por que nós escolhemos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

A Convenção Que Nunca Vai Acabar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois da Convenção, por que não houve a sensação de que ele tinha terminado e nós voltamos calmamente para casa?

Resposta: De fato, não havia nenhuma sensação de que a Convenção tivesse acabado, e é por isso que é muito importante manter-se neste estado. Nós precisamos lembrar o estado que havia lá, se esforçar por ele. Mas não porque nos sentimos bem nele, mas porque não queremos perder a sensação de doação aos outros que conseguimos lá.

Nós queremos permanecer na mesma sensação. Nós precisamos distinguir claramente: uma agradável sensação ou a sensação de pertencer a um todo unificado. Esta é uma diferença enorme! Eu não me importo se me sinto bem ou não. Eu não quero depender dos meus sentimentos, mas ficar apenas em doação, dando, e pertencendo; nadar nesta corrente única, para onde quer que ela me leve, como na corrente da vida.

Nada mais é necessário! Basta manter essa sensação de pertencer ao grupo mundial unificado, ao vaso comum. Este sentimento de pertencer deve ser sentido dentro de nós, de modo que nenhum distúrbio possa nos separar. Isso manterá a aliança. Se estes conceitos forem impressos em nós, as “cartas de trabalho”, nós seremos capazes de revelar o tema mais profundamente, num nível mais interno.

E aqui não importa em qual grupo a pessoa esteja, em que lugar, em que cidade. A correção também deve ser feita aqui. Portanto, não há nenhum sentimento de diferença.

Eu sugiro abrir uma página na internet chamada “A Convenção que Nunca Termina”, onde todo mundo vai ser capaz de compartilhar brevemente suas impressões e apoiar outros, postar trechos de artigos e clipes. Todo mundo pode visitá-la uma ou duas vezes por dia durante cinco minutos e verificar se está no mesmo sentimento de união. Assim, nós vamos apoiar uns aos outros para sentir que pertencemos a esse desejo comum, ao estado de unidade, no qual fomos capazes de permanecer por um longo tempo.

Nós o captamos bem, e é por isso que não temos nenhuma sensação de que estamos partindo. Nós saímos sem despedidas e lágrimas, e isso é muito bom. A separação no nível físico não é relevante em relação à conexão espiritual que cada um alcançou e, assim, ele não sente por dentro que está partindo. Isto é muito importante.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

Um Homem De Sentimentos E Um Homem De Fé

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é a concentração interior, porque a realidade externa não muda, não importa o quanto nós esperemos por isso. A realidade é definida apenas por sua percepção dentro de nós e depende inteiramente das propriedades de uma pessoa. A pessoa muda, e por meio dessa realidade, que antes ela sentia em seus cinco órgãos sensoriais, ela vê outras conexões em nosso mundo, uma nova realidade, a presença da força superior. Gradualmente, essa força se torna enorme, controlando tudo e apoiando toda a realidade.

Mas agora nós não vemos nem notamos isso. Esta é a única coisa que muda na medida em que esta realidade terrena desaparece completamente com a morte do corpo e só a realidade espiritual permanece. Tudo depende de como nós mudamos de uma pessoa “que sente” para uma pessoa “que crê” (“de fé”).

A diferença entre os dois tipos é determinada pelos instrumentos com os quais trabalhamos. Se nós percebemos a realidade com o desejo de desfrutar, isso é chamado de uma pessoa “que sente”, e se percebemos no desejo de doar, então isso é chamado de uma pessoa “de fé”. Mas ambos os tipos implicam sensações. A fé também é uma sensação única na Luz Refletida, no desejo destinado à doação, em vez de recepção.

A sensação de distanciamento do Criador demonstra que a pessoa recebeu instrumentos mais sensíveis (Kli) para medir a sua atitude para com o Criador. Apenas alguns dias atrás, na Convenção, nós nos sentimos mais conectados uns aos outros, de tal forma que uma pessoa desaparecia dentro do sentimento de nossa comunidade. A força geral e a inspiração a mantinham, permitindo-lhe parar de sentir a si mesma.

Mas isso pode acontecer com qualquer entusiasmo quando muitas pessoas, unidas por uma ideia, opinião, pensamento, propósito e razão, se reúnem e, assim, sentem sua unidade. Como o nosso estado difere dos outros? É para torná-lo diferente dos estados que estamos agora que nós recebemos a sensação de descida, de distanciamento do estado de Luz. Nós sentimos que perdemos algo neste estado para que ele pudesse permanecer.

Nós mesmos não somos capazes de mantê-lo; isso exige a presença de uma nova força, uma nova realidade, que está acima de nós. Este sentido de afastamento significa a expansão dos nossos desejos, as ferramentas de percepção, para uma nova profundidade e largura, um aumento da sua sensibilidade interior, bem como a obtenção de uma força externa mais poderosa.

Assim, nós vemos que não podemos lidar com isso. Nós estamos aparentemente imersos num vasto mar de sensações deixadas pela Convenção, que está gradualmente arrefecendo e, em breve, irá congelar completamente. Nós não podemos parar isso. A tendência é clara, mas não está claro como resistir a isso.

Primeiro de tudo, você precisa entender que essa tendência é natural e você deve tentar se proteger dela, para parar, para lutar com esse resfriamento, tanto quanto possível, mas apenas para aguçar a sua sensação deste distanciamento, tentando reter a sensação de calor anterior, tanto quanto possível!

Apesar de todos os nossos esforços, nós podemos ver que não somos capazes disso. Nós iremos verificar o nosso estado, comparando como ele está mudando dia após dia, e vamos entender que a nossa inspiração está gradualmente desaparecendo. Às vezes, os pensamentos de unidade vêm, mas desaparecem imediatamente. E o estado atual está ainda mais distante do que estava ontem.

Porém, sentindo a nossa separação do grande Rei, a pessoa precisa entender que não significa a verdadeira alienação, mas simplesmente o Criador aumentando o seu grau de sensibilidade ao estado, aumentando o seu desejo quantitativa e qualitativamente. Então a pessoa sente que lhe falta algo no mesmo estado.

Na verdade, nós ainda estamos no mesmo estado, porque nada desaparece na espiritualidade. Porém, em cada estado sucessivo, nos falta a nossa unidade e a presença do Criador em maior medida.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

O Juramento De Lealdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos formar na prática uma união dentro do grupo de modo a permanecer no mesmo sentimento de pertencer à unidade geral?

Resposta: Mas todos nós queremos avançar! Nós chegamos a uma nova sensação na Convenção; não é à toa que nos preparamos muito para isso e reunimos muitos amigos leais. Quase não havia pessoas que vieram por acaso e se alguém apareceu, ele desapareceu na atmosfera geral.

E agora todos nós estamos interessados ​​nessa união para continuar o que temos alcançado. Se todo mundo quer manter o mesmo sentimento de pertencer a um todo em que aspiramos a encontrar a propriedade comum de doação, então a força superior está presente internamente. Por enquanto ela está escondida, mas vai se manifestar de forma gradual, de forma clara, e vai brilhar. Isso vai acontecer! Nós já estamos descobrindo a área em que ela deve ocorrer.

Uma união é diferente de esforços simples com os quais nos comprometemos. Agora que eu sinto que pertenço à unidade coletiva, eu me comprometo a mantê-la, como se o jurasse fidelidade ao meu povo, à minha terra natal. Nós sentimos que pertencemos ao nosso país e isso nos obriga a ser fiel. A mesma coisa acontece aqui.

Na verdade, nós já formamos essa união e agora só precisamos fortalecê-la, assiná-la. A assinatura significa que você não pode recuar de suas obrigações, mesmo por um momento. Você promete que, independentemente de quaisquer novas situações e distúrbios, você vai manter a lealdade à unidade coletiva. Isso é chamado de assinar um pacto.

Você vai ser jogado de um estado a outro, mas vai manter seu contrato graças ao poder do Criador. Apesar de não estarmos revelando Ele ainda, e é por isso que não sentimos que tudo depende Dele, nós devemos ser apoiados pelo medo de perder o que conseguimos; este é o único laço que nos une. Então, vamos ser capazes de nos aproximar da doação e vamos entender que o Criador é o fiador da nossa união.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

Como Preencher A Lacuna

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há momentos em que você se sente fortemente impressionado e entusiasmado, e precisa passar isso aos outros. Mas há momentos em que isso não funciona: alguém está numa descida, outro está ativo e parte, e a diferença não para de crescer.

Resposta: Isso é realmente uma coisa boa! Quando todo mundo está num estado de ascensão é ruim. Ainda assim, nós receberemos tais estados. Se pudéssemos ver todos ao nosso redor desde dentro, em vez dos corpos, para ver alguns outros parâmetros, nós veríamos que todo mundo está subindo e descendo. Mas estes saltos são totalmente diferentes e todos estão mutuamente conectados.

Pergunta: Mas como nós podemos apoiar um ao outro de modo a não aumentar a diferença e piorar ainda mais os estados de descida?

Resposta: Sorriam um para o outro, apoiem-se por seus desejos.  Deem o seu melhor para investir todos os seus esforços nisso. Não há nada mais que eu possa desejar a vocês ou sugerir neste caso. Vocês devem mostrar aos outros que o seu coração está aberto para eles. É assim que vocês irão convencê-los e vencê-los.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 1

Nós Já Estamos No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanA descida acontece apenas porque não podemos manter o estado anteriormente alcançado, uma vez que sempre há uma carga do coração. Nós não recebemos essa carga do coração porque nos é mostrado misericórdia de cima.

Mas não é bom se a carga do coração for consequência dos problemas materiais externos. Afinal de contas, a partir de agora nós podemos permanecer apenas no trabalho espiritual e interpretar todos os distúrbios materiais desagradáveis ​​como espirituais.

Nós não vamos ver nada material nestes distúrbios, mesmo os golpes mais graves. De repente, eles vão começar a tomar uma forma tão fantástica; a coisa mais importante é nos manter no mesmo nível. Se persistirmos em ficar na mesma altura acima de todos os distúrbios, vamos começar a entrar neste grau mais profundamente.

Nós já subimos para um novo grau e agora precisamos nos afastar dele, para ver as dez Sefirot nele, novas propriedades. Então, de repente, vamos ver que somos capazes de permanecer neste estado e estar no mundo espiritual! Nós já tocamos esse estado na forma externa.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

A Luz Da Confiança

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção, houve uma agradável sensação de confiança em nossa sensação de pertencer à unidade. Agora nós temos que nos separar da agradável sensação do sentimento de pertencer, mas a confiança deve permanecer neste caso?

Resposta: A confiança é a Luz que nós temos que garantir para nós mesmos. Ninguém pode sentir confiança apenas devido a si mesmo; ela vem apenas de fora. Esta é a confiança do bebê que descansa nos braços da mãe. Toda a sua confiança é de pertencer ao superior.

Garantia mútua, inclusão mútua, confiança e conexão, tudo isso se une num estado comum, numa iluminação. Então nós vamos aprender a dividir esses sentimentos em três linhas. Em diferentes estágios, nascimento, amamentação e crescimento acontecem de maneiras diferentes. Nossa dependência do superior e nossa atitude para com a mudança de grupo, como no grau superior ou naquele onde você está. Se a força superior se manifesta no grupo, nós já a atribuímos a nós mesmos, à nossa alma.

Tudo está dentro do grupo, de modo que não precisamos filosofar muito. A coisa mais importante para nós agora é dar um passo à frente que vai mudar a nossa vida. Tudo depende se somos capazes de entrar mais profundamente no grau atingido ou retrocedemos, e então vamos precisar de muito tempo para voltar ao mesmo estado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

A Vida Continua Na Órbita Da Convenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a preparação para a Convenção, todos tinham uma data definida para que pudéssemos acelerar, concentrar todos os nossos esforços. Depois disso, todo mundo se voltou para o seu projeto e esse esforço comum, visando a um ponto, não é sentido. Como podemos alcançar a aceleração em relação ao mesmo ponto?

Resposta: Eu acho que nós somos velhos o suficiente e não precisamos definir uma data como um guia para nós mesmos. É um nível infantil se podemos nos concentrar num único dia.

Dia significa um estado. E à medida que nós avançarmos ainda mais, teremos que manter este estado numa altura maior e com maior firmeza, até a eternidade. Por enquanto, nós recebemos sentimentos agradáveis ​por estar nesses estados, de modo que a nossa força egoísta material nos ajuda a nos manter neles. O nosso egoísmo ainda suporta essa unidade, porque nós estamos no início do nosso desenvolvimento.

A principal coisa agora é tornar este estado permanente e sentir que pertencemos a todo o nosso grupo mundial. Tente separar este sentimento e associar esta condição com todos os acontecimentos da sua vida; em qualquer situação, você só precisa se manter dentro de nossa unidade. Nós precisamos ficar no mesmo estado em que estávamos durante a Convenção, junto com todos, e trazer toda a sua vida dentro dela. Todas as atividades diárias: lições, trabalho, casa, família, todas as situações que acontecem precisam ser trazidas para a área da Convenção e continuar em sua órbita.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

Um Processo Em Vagas

Pergunta: Como avalia o estado grupo mundial? O que nos falta e o que precisamos fazer para desenvolvermos um ataque conjunto focado?

Resposta: Na minha opinião, vocês já sentiram sobre vós mesmos que quando vocês aprendem dentro do grupo com seriedade e firmeza, tentando reunir forças para lidarem com as pessoas, com os amigos e com a aprendizagem corretamente, com o mundo inteiro em geral, então subitamente vocês sentem algum tipo de confusão, uma desordem inexplicável, tudo se escapa das vossas cabeças e nada está conectado. Vocês não sabem onde estão, alguma coisa está acontecendo que não está clara.

Alguns dias passam, talvez uma ou duas semanas, dependendo de qual a parte do percurso no qual a pessoa se encontra (no início isto poderá ir até ter até dois meses e possivelmente ainda mais) e depois disso estes estados tornam-se compactados. Eles tornam-se cada vez mais curtos, mas apesar de tudo isso, a cabeça sente uma confusão.

E então subitamente tudo se torna claro, esclarecido e organizado. Vocês aprendem num novo nível, com maior compreensão e sentimento, e novamente tudo progride suavemente e bem.

Há um processo cumulativo de suas intenções, ações, aprendizagem e de repente vocês entram novamente num vórtice interno inexplicável, vocês não se conseguem concentrar mental e emocionalmente. Vocês estão completamente perdidos e, de repente, após alguns dias ou talvez algumas horas ou semanas, tudo fica esclarecido. Este é o processo.

Baal HaSulam escreve que, quando ele estava num estado como esse, ele não se aplicava nos livros , não tentava ler ou aprender muito. Ele precisava abastecer-se internamente com tudo, reorganizar e digerir tudo dentro de si mesmo para que a Luz o levasse para outro nível e lhe transmitisse determinados elementos para que ele pudesse começar a entender, a ver e a sentir tudo de forma diferente.

Pessoalmente, penso que uma pausa como esta é fundamental, e, aliás, isto é muito vulgar na vida cotidiana. Eu me lembro que quando eu estava estudando, tivemos um professor que era assistente e que nos disse para irmos ao cinema à noite e vir de manhã fazer o exame. E ele estava certo. Isso realmente ajuda, pois torna-se possível serem organizados e não absorverem apenas o que está escrito nos livros.

Do Congresso de S. Petersburgo 11/07/13 , “Lição Preparatória”