Textos na Categoria 'Convenções'

A Diferença Entre Descida Espiritual E Não Espiritual

Dr. Michael LaitmanA principal coisa é não se mover a partir deste ponto: “Hoje, nos reunimos aqui”. Hoje é o momento em que precisamos trabalhar para não perder o que conseguimos antes, mas só expandir. Esta é exatamente a situação que surgiu agora, depois da Convenção. Nós precisamos nos preocupar em continuar e adicionar aos nossos ganhos, em vez de esperar quando somos jogados para baixo mais uma vez e quem sabe quando seremos capazes de ressuscitar.

Todo o nosso grupo mundial do Bnei Baruch deve se manter pelo menos no mesmo nível. Nós queremos preservar o que temos alcançado, e se você não é capaz de ficar na mesma altura, então você não está nos desejos de doação, mesmo no menor grau.

Nós devemos por todos os meios permanecer no estado alcançado e não cair. A descida deve estar na realização do fato de que é necessário adicionar à subida anterior; não é suficiente para nós! Nós temos que subir para uma nova subida. E se descermos, nunca subiremos ao palácio do rei.

É necessário distinguir cada subida como maior doação, que é adicionada gota a gota: cada vez um pouco mais de doação, conexão e sentimento de unidade. Depois que chegamos a esse acréscimo em doação, nós temos uma descida baseada no sentimento de oportunidade de subir ainda mais. Ou seja, nós mesmos despertamos o amanhecer e, assim, avançamos.

Todas as descidas que recebemos até o momento nos jogaram para baixo do nível alcançado, fazendo-nos cair. Elas eram incorretas, descidas não espirituais. A descida espiritual deve ocorrer em relação aos valores anteriores. Se, no passado, de alguma forma nós imaginamos a doação, agora vemos que a doação é muito mais. Assim, o estado que temos alcançado nos parece como uma descida.

Claro, isso só é possível com o apoio do grupo. Digamos, eu ganhei US$ 1.000 e estou muito feliz. Então, de repente, eu vejo que alguém ganhou US $ 2.000, e não me sinto mais em ascensão, mas em descida. Da mesma forma, nós precisamos tratar o que alcançamos: todo mundo deve ver em seu ambiente que é possível atingir mais, uma doação ainda maior! Não deve haver qualquer descida; há sempre uma oportunidade de adicionar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Rabash

Vamos Redobrar Nossos Esforços Agora!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós experimentamos grande alegria da unidade que foi alcançada entre os amigos durante a Convenção em São Petersburgo e das Convenções Espelho. Agora, o pensamento de perdê-la é assustador. Como podemos manter essa unidade?

Resposta: O medo de perder o sentimento de unidade que foi alcançado é uma coisa muito boa, mesmo que seja um medo egoísta. Ele protege a pessoa.

Não há um estado fixo na espiritualidade e há constantes mudanças, assim como num corpo vivo, onde há processos contínuos acontecendo. Portanto, a questão é como podemos avançar. A fim de preservar o estado anterior, nós temos que avançar constantemente, o que significa fazer constantemente esforços adicionais. Isso é essencial, inclusive para preservar o estado anterior. Se quisermos superar o estado anterior, nós temos que acrescentar um esforço elevado ao quadrado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/07/13, O Zohar

Há Vida Na Superfície Da Terra!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Tudo o que você diz depois da Convenção já é percebido de uma forma totalmente diferente, como uma nova realização. Por outro lado, existe o medo de perder isso, já que exige grande poder manter o que temos alcançado e isso só pode vir como resultado de nossa unidade. Como podemos aumentar o apoio mútuo entre nós?

Resposta: Ultimamente, nós passamos por muitos estados, por muitas mudanças, e experimentamos situações difíceis. Embora elas sejam facilmente esquecidas por causa do apoio do grupo, a essência dessas mudanças é muito significativa. Além disso, temos feito grandes preparativos para a Convenção. Foi simplesmente um sabor do Alto que nós tivemos na Convenção em Krasnoyarsk antes da Convenção de São Petersburgo e eu queria que todos invejassem aqueles que participaram dela.

E realmente aconteceu. Todo mundo queria alcançar o mesmo estado de unidade e como sentiram tristeza por não tinham sentido isso, levaram a preparação com muita seriedade. É por isso que nós alcançamos o que temos alcançado. Eu não acho que as Convenções espelho fossem diferentes, a julgar pelo que eu vi na tela e na própria Convenção.

Foi a primeira vez que eu vi pessoas terminando a Convenção feliz como se não estivessem prestes a dizer adeus. Elas não precisaram abraçar todo mundo e chorar, como se costumava fazer no passado. Ninguém veio reclamar para mim que seria difícil voltar para casa. Eu saí e ninguém sequer percebeu. É um sinal muito bom.

As pessoas sentiram que suas vidas estão no grupo, na conexão geral, enquanto eu só vim e o despertei de fora. Eu explico como construir e organizá-lo, mas a vida em si é cumprida dentro do grupo. Não sou eu quem faz a Convenção, mas vocês por si mesmos. Vocês se tornaram tão independentes e isso é muito importante, e por isso têm tido estes novos sentimentos e avançado para um novo estado.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 16/07/13, O Zohar

A Chave Para A Unidade

Dr. Michael LaitmanDiz-se que somos uma sombra do Criador, o reflexo dessa força: a propriedade de doação e amor. Ou seja, com base nesses desejos, nas deficiências que são reveladas em nós, podemos imaginar a partir da manifestação das nossas propriedades egoístas como invertê-las, mudá-las, transformá-las no oposto.

Naturalmente, nós não somos capazes de fazer isso sozinhos, mas as nossas intenções, nossos esforços em atrair a Luz Circundante, nos levam para frente. Neste caso, cada um de nós é, por um lado, um professor, e, por outro lado, um estudante em relação a seus amigos. Vamos lembrar o que o rabino Yossi disse, que ele não poderia deixar seus alunos porque não seria nada sem eles. Tudo o que ele revelou, revelou porque trabalhou com eles. E assim somos todos nós.

É por isso que interagimos dessa forma. Por um lado, nós mostramos aos outros como eles devem trabalhar, ansiar por doação e amor, ou seja, todo mundo é um professor em relação ao outro. Por outro lado, todo mundo é um estudante em relação ao outro, porque se coloca abaixo dos outros e, portanto, pode receber inspiração, intenção e sensação de todo mundo. Existindo nessa interação, nós chegamos à igualdade, na mesma linha.

Não há igualdade na natureza; nós somos totalmente diferentes e temos diferentes conjuntos de propriedades. Não há uma única pessoa que seja igual aos bilhões de pessoas. E quando nós, sem prestar atenção às nossas inclinações e propriedades naturais, começamos a agir dessa forma: primeiro baixando a cabeça diante dos outros, e depois, ao contrário, mostrando como trabalhar entre nós, então nos tornamos iguais uns aos outros. Esta é a chave para a unidade, o movimento em direção a ela.

Desta forma, nós criamos a condição onde o Criador é revelado: a grande força unificada da natureza que conecta toda a natureza. Esta é uma força global, integral, que começou a se expandir a partir do Big Bang e que construiu a nossa matéria na camada mais baixa do universo, e que devemos trazer de volta à unidade. Esta é a missão do ser humano.

Em princípio, uma é pessoa diferente da natureza inanimada, vegetal e animal apenas pela sua capacidade de avaliar a falta de unidade na natureza, que começa a ser manifestada agora e é a fonte da crise global universal.

Crise não significa quebra, mas o nascimento de algo novo. É sua propriedade, e este é o seu verdadeiro significado.

Da Convenção em São Petersburgo 12/07/13, Lição 1

Mudando A Nós Mesmos, Nós Estamos Mudando O Mundo

Dr. Michael LaitmanO nosso papel é entender que há uma e apenas uma natureza global, e nós somos os únicos que precisamos conectá-la através da integração mútua, através de nossas intenções. Portanto, o conceito de “Não há outro além dele” é derivado da unidade da natureza; não há nada além do sistema que inclui tudo dentro dele.

E ele nos parece como separado porque também estamos separados e, portanto, não vemos o mundo como ele é, mas o vemos de acordo com a condição em que cada pessoa o sente apenas individualmente dentro de si. A razão pela qual o mundo nos parece como separado, distante, pode ser encontrada na falta de conexões mútuas; isso é descoberto cada vez mais a cada dia que passa, devido ao fato de que nosso ego está crescendo constantemente. Além disso, sua aceleração está crescendo exponencialmente. Nós vemos como todos os anos, a cada mês, a cada semana, e mesmo todos os dias, como tudo no mundo está mudando muito rapidamente. E essa mudança está acontecendo especificamente porque as mesmas mudanças estão acontecendo em nós. O mundo é sentido apenas individualmente. Portanto, o método pelo qual o mundo é sentido corretamente deriva disso. Se mudarmos nossas características, vamos mudar a forma como o mundo é sentido.

Atualmente, já foi feito muito trabalho sobre este assunto por filósofos, psicólogos e físicos. Os cientistas estão começando a se aproximar da consciência de que o mundo depende de nossos sentimentos subjetivos, embora eles sejam todos iguais. Enquanto todo mundo sente o mundo de forma diferente, todos eles o sentem da mesma maneira através de nossas características egoístas. Se nós as corrigíssemos de modo que as características se tornassem opostas, certamente iríamos sentir o mundo de forma diferente: como ligado de forma integral e mútua. Daqui deriva uma das premissas do nosso método: “Não pense em como corrigir o mundo…”. Com estas palavras, queremos dizer a humanidade. Nós não corrigimos o mundo, mas sim a nós mesmos. Portanto, nós começamos a sentir não só o mundo, mas também a nós mesmos dentro dele, completamente diferente. Em última análise, o nosso movimento a partir do estado atual, chamado de “nosso mundo”, para o estado futuro, chamado “mundo do infinito”, é em sua totalidade uma correção interna de como sentimos o mundo, e não mais do que isso.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 1

Descobrindo O Método Da Vida

Dr. Michael LaitmanUma carta: “A Convenção em São Petersburgo foi tão incrível. Era simplesmente uma imagem do mundo futuro, como se eu finalmente despertasse para o mundo real. Eu fiquei muito triste no final, já que não podia dizer adeus e o mundo inteiro parecia escuro ao mesmo tempo. Em seguida, no avião eu comecei a ouvir novamente as palestras da Convenção, o que me reviveu. Era como se a palestra durante a Convenção tivesse feito entalhes em meu coração e, em seguida, quando você ouve uma segunda vez cada palavra é revelada e executada internamente.

As palestras foram certamente incríveis. Cada palavra contém o método da vida e como a pessoa deve encontrar a felicidade e um sentido na vida…

Eu acho que esse milagre aconteceu visto que era um espaço tão homogêneo, milhares de pessoas, mas na verdade nenhuma delas estava lá por acaso e você sabe que não importa de que modo você cegamente estendeu a sua mão, você vai encontrar uma mão estendida para você em todos os lugares e um coração aberto… É simplesmente uma sensação incrível!”

Resolução De Problemas Pela Intenção Correta

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer com todas as interrupções que nossos amigos em todo o mundo encontram agora: um está se divorciando, outro teve seu dinheiro roubado, outro sofreu um acidente de carro, e outro foi hospitalizado? Como podemos trabalhar com esses problemas?

Resposta: Não há nada que possamos falar sobre o nosso caminho espiritual, exceto ser paciente e estudar de forma gradual e sistemática, e ao mesmo tempo resolver os problemas aos poucos, no ritmo normal.

Você deve sempre sentir que está fazendo isso, já que é o Criador que apresenta esses problemas. Quando você os resolve, você é ao mesmo tempo incorporado na força da natureza, que, assim, lhe dá a oportunidade de resolver todos os problemas do mundo em qualquer momento, e de manter a intenção correta.

Não há nada além disso. Eu estou dizendo isso porque já passei por isso. Já passei por alguns momentos difíceis, quando tive problemas jurídicos e econômicos muito graves e complicados. O Criador transforma as coisas em torno de modo que você não vai saber o que fazer.

Nesse caso nós devemos simplesmente nos encolher e resolver os problemas junto com Ele, quando entendemos que “não há outro além Dele”. Ele nos faz lidar com esses problemas, como nós fazemos com as criancinhas (sabemos que só aprendemos com problemas), e você os resolve.

Quando você os resolve corporalmente, você está constantemente mantendo a intenção correta de que tudo que você recebe vem Dele. Assim você realiza um diálogo com o Criador e está constantemente mantendo a intenção, esta inclinação. Além disso, existem os amigos, o estudo, e tudo mais. Esta é a única maneira de ver as coisas! Só não se afaste! A diferença já é o resultado de um desvio da direção inicial.

A principal coisa é manter constantemente a intenção correta, em silêncio e com calma, e agir apenas na medida em que você pode mantê-la. Você vai ver que há uma solução para tudo. De repente, tudo se acalma como se você derramasse água sobre uma chama: a água é despejada e tudo fica calmo.

Da Convenção em São Petersburgo 11/07/13, “Lição Preparatória”

Quatro Passos Para Esclarecer O Caminho Da Luz

Dr. Michael LaitmanExiste o caminho do sofrimento e o caminho da Torá (a Luz). O mundo inteiro está se movendo pelo caminho do sofrimento, e nós estamos nos movendo pelo caminho da Torá. No entanto, o caminho da Torá é também dividido no caminho do sofrimento e no caminho da Torá. Se uma pessoa não é capaz de despertar o amanhecer e o amanhecer é obrigado a despertá-la, então ela avança pelo caminho do sofrimento. Ou seja, ela desce para a escuridão da noite, expondo-se a golpes materiais e espirituais, e permanece nesta descida até sair de lá. Neste caso, isso também é chamado de caminho do sofrimento. No entanto, ela está sofrendo no caminho do desenvolvimento espiritual ao invés do desenvolvimento material habitual.

Em contraste, há o caminho da Torá, quando a pessoa se move para obter os desejos do ambiente. Neste caminho, há também uma divisão no caminho do sofrimento e o caminho da Torá. Entrando no caminho da Torá, a pessoa precisa passar pelos quatro estágios do HaVaYaH interno, e depois ela entra no verdadeiro e claro caminho da Luz. Lá, nós já estamos subindo direto pelo feixe de Luz.

Até lá, você precisa passar por muitos esclarecimentos do que se trata o caminho da Luz. Diz-se sobre isso, que se você for digno, o seu trabalho vai ser feito à custa dos outros. Isso não significa que você se aproveita deles, como é feito em nosso mundo, mas você realmente usa os vasos prontos que o Criador preparou para Sua revelação e os colocou em seus amigos.

Agora, na véspera da Convenção em São Petersburgo ou de qualquer outra Convenção no futuro, nós precisamos entender que as nossas ferramentas espirituais estão nos outros. A preparação determina tudo, porque nós queremos avançar pelo caminho da Luz (Achishena), à frente dos golpes que se aproximam de nós por trás: problemas materiais e espirituais, várias descidas e desprendimento, e perda de interesse.

É falado sobre esse caminho na Torá – sobre as pessoas que não ouvem Moisés – que, todo o tempo havia desentendimentos, atritos, disputas e confrontos entre elas a um ponto tal que Moisés diz ao Criador, “Deixe-me em paz. Eu tenho a língua presa e não posso falar com eles. Eles não me entendem! Eles não vão acreditar em mim!”.

Logo depois de sair do Egito, no deserto, eles constantemente tinham problemas e argumentos. Moisés ficaria feliz em se livrar de sua missão, mas, por outro lado, ele sempre protege as pessoas, isto é, os amigos. Moisés é um exemplo para cada um de nós, mostrando como a pessoa deve ser em relação aos outros: cuidar e dizer-lhes tudo o que você tem em seu coração para despertar os outros e para fortalecer seu caminho.

É assim que todos devem se comportar em relação aos outros. Por um lado, você deve ser grande em relação ao grupo, o doador, dando-lhes tudo o que você tem – inspiração, alegria, grandeza da meta – como Moisés, líder do povo. Por outro lado, não existe um homem mais modesto do que Moses. Ou seja, você se torna o menor do maior. Este é o exemplo da atitude em relação ao grupo que a Torá nos dá.

Se você se encontrou neste estado, não acredite que seja possível se esforçar e não encontrar. Você deve encontrar o desejo adequado para a revelação do Criador. O desejo é seu dever e a revelação vai acontecer imediatamente. O Criador, a Luz superior, está apenas esperando para a sua menor equivalência de forma com Ele para se tornar imediatamente revelado em seu vaso.

Ele já está dentro de você. Como se diz: “Eu sou o Criador, eu habito em você e em todos os seus pecados”. Ele já está aqui. Apenas revele Sua primeira manifestação, o primeiro HaVaYaH!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/06/13, Shamati # 117

Estrutura E Princípios De Uma Nova Sociedade

Dr. Michael LaitmanComo será a sociedade do futuro?

Não há muito escrito sobre isso. Nós vamos descobrir isso aos poucos, por conta própria, ao construí-la e moldá-la. Os princípios descritos por Baal HaSulam deixam claro que será uma sociedade de pessoas iguais, de acordo com o mesmo princípio que atua no grupo, onde todos são iguais, todos são amigos.

Amigo ­(chaver em hebraico) vem da palavra “conexão” (chibur em hebraico). Literalmente, significa “entrar” uns nos outros, complementar-se ao contribuir com os nossos desejos e pensamentos. Nesta condição, nós estamos unidos. É por isso que a nossa única preocupação deve ser de como “reabastecer” outros.

Quando nos reunimos em “Grupos de Dez” para workshops, nós tentamos implantar este princípio. Nós só devemos complementar um ao outro, nunca discutir, e de modo algum “ser inteligente”. A única coisa que precisamos fazer é satisfazer nossos amigos e prestar apoio mútuo. Não há espaço para mais nada.

Isso esclarece os princípios de uma vida comunitária que Rabash fala. Este é um princípio que deve ser colocado no núcleo do grupo que estamos construindo. Não é aceitável quando um amigo machuca ou prejudica os outros. Para construir a sociedade do futuro, nós devemos primeiro construí-la entre nós, para que ela se torne um exemplo para os outros. Ela deve se basear exclusivamente na assistência mútua; não pode haver quaisquer “truques sujos”. A carta do grupo deve refletir isso.

No entanto, Baal HaSulam escreve que a sociedade, não o grupo, mas a sociedade como um todo, só pode ser construída depois que as pessoas sobem a este nível de desenvolvimento, tornam-se prontas para desistir de seu egoísmo, e criam um novo tipo de relações sociais no futuro. Nós precisamos levá-las a esta condição. Portanto, antes de tudo, é muito importante para nós agir extensivamente e abrir cursos abertos sobre educação integral sempre que possível.

Ao fazer isso, nós vamos criar uma sociedade de iguais, uma sociedade onde cada um vai tomar tanto quanto precisa e trabalhar para o bem de todos. Cada um vai receber tanto quanto necessita para a existência normal e o resto será redirecionado para criar as mesmas condições para todos no mundo.

Nada além das necessidades básicas será produzido. No entanto, não se trata de contrair ou de reduzir a produção de produtos de consumo a um mínimo! Não, nós estamos falando de condições normais de vida humana que não devemos ultrapassar. Não é nenhum segredo: se nós saímos do equilíbrio com a natureza, nós começamos a destruí-la e, por fim, na prática, destruímos a casa que nós vivemos.

Os princípios de construção da sociedade do futuro são muito simples. Nós sentimos fisicamente estes princípios quando estamos com nossos grupos. Aos poucos, conforme o avanço dos grupos e seus “satélites” (grupos não-Cabalísticos de pessoas envolvidas na educação integral), novas comunidades estendidas surgirão. Aos poucos, elas vão expandir seus “territórios”, estabelecer suas regras, começar escolas e outros estabelecimentos. Aos poucos, eles se tornarão mais conectados.

Por outro lado, este processo também pode ser dirigido de cima. Nós fazemos tentativas de cima, uma vez que qualquer crise começa a partir do topo e desde para baixo; tudo se deteriora desde a cabeça. Nós vemos que muitos países estão em situações totalmente desesperadas e acreditamos que, mais cedo ou mais tarde, os seus governos vão entender que existe um sistema de conhecimento que pode corrigir as pessoas, permitindo-nos corrigir nossa civilização.

Vamos esperar que isso fique claro antes que muito sangue seja derramado.

Resumindo: se quisermos avançar pessoalmente, isso só é possível se nos expandirmos. Se um grupo para de se expandir, se não se “amplia”, ele para de avançar. E isso não é porque não haverá novas pessoas entrando; nós só temos que trabalhar com o resto da população com o melhor de nossa capacidade. Para isso, antes de tudo, nós temos que nos organizar e preparar. É por isso que é tão importante se engajar na metodologia da educação integral.

Alguns de você a consideram um fardo, útil ou inútil, ou mesmo prejudicial. Mas este não é um fardo, é a mesmo Cabalá, o mesmo tipo de organização da sociedade, ou melhor, fragmentos da alma, numa única alma de acordo com o princípio do “ama o próximo”. Não há nada de novo aqui; é apenas uma explicação de todas as leis de conexão que existem entre nós. Essas leis são esclarecidas numa linguagem humana normal e são evidentes a todos, não apenas para os Cabalistas. Só isso, nada mais.

Mesmo nossos grupos estão seriamente empenhados em estudar e se concentrar nas partes da sabedoria da Cabalá que são mais fáceis de implantar. Da mesma forma, nós ensinamos aos outros as regras que são mais fáceis para eles aplicar à realidade.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 4

Amor À Luz Do Despertar Dos Desejos

Pergunta: Amor significa amizade, e amizade significa amor. Porque é que existe amor entre pais e filhos, mas não há nenhuma amizade?

Resposta: Basicamente, hoje em dia, não existe nenhum. Nós estamos num estado tão elevado de egoísmo quando os filhos e os pais não sentem amor um pelo outro. Nós não somos os culpados, e é exatamente assim.

Hoje em dia, muitas coisas estão mudando na humanidade. As pessoas não querem ter filhos, não querem criar uma família. Há aqueles que concordam em ter uma família, mas não querem ter filhos, pelo contrário, querem ter filhos, mas não querem ter uma família. Em geral, tudo não está certo.

Na minha juventude, tudo era um pouco diferente, e agora eu olho para os jovens e não o entendo. Eles têm uma natureza completamente diferente. É uma mudança brusca de geração, aceleração de tempo, e até mesmo mudanças maiores estão à nossa frente.

O fato é que há um aumento dos desejos que ainda não são expressos em nós de forma clara, mas estão separados do grau anterior, isto é, nós estamos nos afastando cada vez mais do mundo animal. Em outras palavras, a natureza humana, o egoísmo humano, manifesta-se cada vez mais em nós. Portanto, nós nos desprendemos do nível animal anterior, e perdemos os instintos naturais que visam criar uma família e filhos. Eles adquirem um caráter nominal.

Tudo isso nos leva à correção. Enquanto isso, as pessoas estão se movendo sob a influência dos novos desejos que são despertados nelas, que elas vão começar a reconhecê-los como prejudiciais. Como podemos corrigir isso? Somente corrigindo a nossa intenção, trabalhando nos erros.

Da Convenção em São Petersburgo, “Lição Preparatória”