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Sob O Chicote Do Egoísmo Universal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que, especificamente, nós precisamos trabalhar em nós mesmos dentro de um grupo? Por que não podemos trabalhar em nós mesmos através da interação com o mundo exterior?

Resposta: Em primeiro lugar, temos de trabalhar entre nós em um grupo, ao invés do mundo exterior, porque os Cabalistas recomendam isto. Por que eles recomendam isto especificamente? É porque, juntos, precisamos criar um desejo comum, que terá qualidades semelhantes às qualidades do Criador, e então seremos capazes de revelá-Lo.

Se eu abordasse uma pessoa na rua e lhe dissesse, “Vamos nos amar”, ela poderia pensar que eu sou gay. Na realidade, a qualidade do amor é a qualidade do Criador. É Sua principal qualidade que se revela diante de nós. Eu preciso atingir esta qualidade de uma forma ou de outra. Como eu faço isso? Somente ficando com pessoas que me entendem.

Então, isso significa que nós devemos unir nossos desejos, sentir-nos uns aos outros como se estivéssemos juntos, como um todo. O egoísmo universal comum empurra-nos nessa direção.

A globalização, a interconexão que está sendo revelada, os golpes da natureza, tudo isso nos move em uma direção, nos obriga a ficar mais próximos, a “amontoar-nos” como pequenos animais que não têm onde se esconder. Todas as desgraças que estão prestes a se abater sobre nós nos forçarão a nos aproximarmos. Devemos nos tornar mais próximos interiormente, em vez de simplesmente nos aglomerarmos em um só território.

A Natureza irá trabalhar de forma sistemática; ela vai bater em um só lugar. É por isso que precisamos “nos amontoar” com as pessoas que nos entendem e, juntos, criar um desejo comum. Assim que o criarmos, este será o grupo transformando-se em um só coração, um desejo. Então, conforme a nossa unificação, vamos sentir o Criador: a manifestação da Luz de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, e Yechida entre nós.

Todas as almas estão incluídas entre si em todo o mundo, mas sendo parte delas, nós já nos unimos e deixamos passar toda esta Luz através de nós. Agora, ela gradualmente flui sobre as outras almas, e elas também começam a despertar. De repente elas começam a sentir que temos um tipo especial de realização. E as pessoas vão se sentir atraídas por nós. Vamos senti-las regozijando.

Mas para que isso aconteça, primeiro você precisa realizar uma condição especial, de modo que haja Luz em você. É por isto que você não pode trabalhar com outras pessoas que não possuam isso. Isto flui como resultado da correção dos mundos, e a Cabalá formula isso. Por quê? Porque esta é a lei da natureza.

Nós precisamos começar com os desejos não corrigidos que estão mais próximos da Luz. Ao corrigi-los, podemos utilizá-los para descer a um nível abaixo, até os desejos que estão menos corrigido. À medida que os corrigimos, descemos até os desejos ainda menos corrigidos. Estamos constantemente indo de um trabalho mais fácil para um mais difícil. É desta forma que evoluímos em nossas vidas. Nós resolvemos todos os problemas de forma gradual, do simples ao complicado. Esta é a lei da natureza.

Da Lição 2 em Moscou, 16/01/2011 “A Oração De Muitos”

Rússia E Europa: No Caminho Para A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanA fim de estar em equilíbrio com a natureza, é necessário consumir de forma inteligente, o que significa consumir apenas o que for necessário, dependendo das necessidades de cada pessoa. O Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “Paz no Mundo” e em outros artigos.

No entanto, esta prática não pode ser imposta através do terror. Isso só pode acontecer através da educação!  No entanto, em sua época, revolucionários russos tomaram um caminho diferente, abandonando o princípio da educação.

Além disso, isto estava ocorrendo em um país subdesenvolvido, com a maioria da população acostumada a viver em condições praticamente feudais até o dia de hoje. Hoje, o povo da Rússia, que é gentil e de bom coração, ainda concorda com as condições feudais que existem atualmente na Rússia. Este não é um país capitalista, mas um país feudal, com os mesmos costumes, estrutura, corrupção, e todas as suas relações sociais. É o feudalismo.

Pode nos causar estranheza: “Mas como isso pode acontecer? Em uma sociedade moderna? Isto já não é coisa do passado? No Ocidente, o feudalismo já não existe há mais de 300 anos”. Correto, no Ocidente ele já não existe há 300 anos, mas na Rússia, ainda existe. Ou seja, cada pessoa ainda concorda com isso. As pessoas ainda não evoluíram acima desse nível.

Apenas uma pequena parcela da população, cerca de 10-20%, não tolera estas condições, enquanto todos os demais concordam em viver com elas. Eles não se importam em ter um patrão, em se submeter a ele, sem lei e ordem, onde tudo pode ser comprado e vendido, e onde os ricos são poderosos e têm regalias. As pessoas concordam com isto! É por isso que ainda é considerado um nível feudal do desenvolvimento social.

Sem dúvida, Marx não acreditava que este tipo de país tentaria implementar a sua idéia. Ele praticamente apresentou a Cabalá sob a forma de leis econômicas. Mas o egoísmo do império pós-União Soviética é completamente diferente. Esse egoísmo é feudal e ainda não está pronto para um desenvolvimento sério.

No entanto, quando trabalhamos com cada pessoa individualmente ou com os nossos grupos na Rússia, vemos um resultado surpreendente, porque as pessoas têm pontos no coração. Elas são muito receptivas e com metas específicas.

A pergunta é: será a sociedade capaz de entender que tem que se unir, mas não através das leis criadas pelo regime soviético? A união tem que acontecer através de leis, onde todos são iguais, conscientes, e se unem conscientemente. O povo da Rússia não se une conscientemente. Será que eles chegarão a isso, serão capazes de fazê-lo? Na verdade, isso é uma pergunta.

Portanto, nossos grupos na Rússia são muito queridos por nós. Eu pessoalmente conheço esta nação muito bem, porque que cresci lá e minha língua nativa é o russo. Mas será que podemos olhar para a Rússia como um país que tem a capacidade de concretizar facilmente os princípios Cabalísticos? Isso é algo que eu não sei.

Por outro lado, na Europa, apesar do fato das pessoas serem muito diferentes da imagem Russa, tudo o que elas têm que fazer é superar certa oposição externa, certa casca ou invólucro. Depois disso, tão logo esta idéia penetre no pensamento delas, elas perceberão que isso é verdade e serão capazes de realizá-lo dentro de si através do seu desenvolvimento.

Na Rússia, é fácil aproximar-se de alguém. Mas na Europa é muito mais difícil! Entretanto, eu acho que se penetrarmos dentro dos indivíduos na Europa, eles encontrarão as forças e habilidades dentro de si para se unir. Seu coletivismo consciente surgirá.

Por outro lado, na Rússia o coletivismo não surgirá, apesar disso. Lá a sociedade não está desenvolvida coletivamente. Acho que ainda não é capaz de fazer isso.

No entanto, apesar de todas estas suposições, nós temos que desenvolver a Cabalá e divulgá-la em toda parte. Naturalmente, há um grande limite nos países que outrora eram socialistas. Mas isso não deve nos deter. Não devemos nos deter nem um momento pensando onde é mais fácil e onde é mais difícil, por que e como. Devemos trabalhar, e isso é tudo. Eu nunca faço nenhuma estimativa. Nós não sabemos o que é melhor e o que é pior, e como tudo irá ocorrer.

A partir da terceira aula na Convenção de Berlim em 28/01/11

Karl Marx E A Cabalá

Dr. Michael LaitmanKarl Marx percebeu muito bem todas as conclusões Cabalísticas e manifestou-as bem abertamente, mas, ao mesmo tempo, de modo confuso para as pessoas pequenas, como Lênin e seus companheiros. O Baal HaSulam escreve sobre isso.

As obras originais de Karl Marx indicam claramente que ele supunha que quando as pessoas começarem a trabalhar com seu egoísmo, elas vão perceber que isso é impossível. Tecnicamente, isso é o que as pessoas na Rússia sentiram quando começaram a construir o socialismo depois da Revolução. Mas elas seguiram um caminho que Karl Marx definitivamente nunca pensou que fosse acontecer: o caminho da força.

Quando você está definindo uma condição de “amor ao próximo”, você não pode impor essa condição: a lei através da força. Esta foi uma invenção russa. Isso nunca pode existir!

Mas os Bolcheviques transformaram tudo dessa maneira, e no final criaram o terror e mataram quarenta milhões de pessoas. Ainda assim, isto não levou a nada. Você não pode alterar artificialmente a natureza humana, de acordo com o seu próprio caminho, especialmente por meio da força. É impossível. Ao se referir à natureza, será que você pode realmente fazer alguma coisa contra ela?

Esta ideologia do chamado “amor ao próximo” foi sempre imposta através da força até os anos finais do regime soviético, até que as pessoas tinham ficado completamente decepcionadas com tudo. Parecia bonito por fora, mas entendíamos que não era nada, a não ser o terror por dentro.

Karl Marx assumia que as pessoas perceberiam a necessidade de se juntarem e entenderiam que não há lugar para a exploração, que o capitalismo é corrupto, que a socialização dos meios e resultados da produção é necessária. Nós vamos chegar a isso de qualquer maneira. A crise mundial está levando a isso. Nós não podemos evitar isso.

Karl Marx escreveu todas essas condições Cabalísticas como leis econômicas: todas as pessoas devem ser compensadas pelo seu trabalho apenas com o que elas precisam para existir em nosso mundo. Isto se refere a qualquer coisa que seja necessária para cada pessoa existir normalmente: um apartamento, um emprego, uma família, férias, aposentadoria, saúde, educação infantil, tudo o que alguém precisa no nível do nosso mundo, na nossa sociedade humana normal. Cada pessoa deve ter isso.

Mas tudo além das necessidades torna-se propriedade pública. E ela só deve ser usada em benefício da sociedade, e apenas na medida necessária para essa sociedade. Só então estaremos em equilíbrio com a natureza.

Lição 3 da Convenção de Berlim 28/01/2011

O Problema Comum De Sete Bilhões De Pessoas

Dr. Michael LaitmanNós pensamos que cada um tem seus próprios questionamentos, seus próprios problemas. “Eu quero alcançar a espiritualidade, e eu não ligo para o resto do mundo. Às vezes eu penso neles, mas, essencialmente, o que importa? Onde está o mundo, e onde estou eu?”.

Obviamente, esta é uma resposta egoísta normal. Mas o que se pode fazer? Temos apenas uma escolha: pense o quanto estamos fortemente conectados uns com os outros. A Cabalá diz que todos os seres humanos estão interconectados. Nós já sentimos isso, e hoje estamos mais ou menos conscientes disso.

Infelizmente, ainda não temos quaisquer resultados com relação a isto. É evidente que tanto governos quanto indivíduos, não importa quão inteligentes sejam, não conseguem mudar e continuam vivendo dentro de suas cascas pessoais e egoístas. Mas o problema é realmente global e pode ser resolvido somente se estivermos conectados.

A sabedoria da Cabalá diz que todos nós somos indivíduos separados, ligados por vários tipos de conexões. É um sistema enorme, pesado, muito intrincado e multifacetado, composto por sete bilhões de partes interconectadas.

Nesse sistema, eu posso sentir meu “eu” dentro de mim, e então sinto o nosso mundo. Ou, eu posso sentir o que está fora de mim: as outras partes, os laços entre eu e todos os outros. Nesse caso, eu perceberei o mundo superior fora de mim.

Ele é considerado superior porque eu sou regido por aquilo que é fornecido a mim de todo mundo. Tudo o que ocorre em mim acontece porque os laços de todas as sete bilhões de partes vêm ao meu encontro.

Então, como vamos resolver o problema atual que a Natureza nos impõe? Parece que temos de encontrar uma conexão benevolente entre nós, porque é o sistema inteiro que nos envia todos estes sinais preocupantes.

Isto requer que nós transcendamos a nós mesmos e comecemos a sentir o espaço circundante. Fora de mim, existe o mundo do Infinito. Assim, todos nós temos que sair e experimentar o campo que vive entre nós. Ninguém pode senti-lo dentro de si.

Lição 2 Convenção de Berlim  28/01/2011

A Alma É O Que Eu Doei

Dr. Michael LaitmanAo sair das minhas sensações e tentar entrar nas de outra pessoa, eu não interfiro em suas qualidades egoístas, mas entro em contato com o que ela ainda não é: com sua alma, com o seu potencial espiritual. Eu não satisfaço a sua parte egoísta, corporal, mas em vez disso, eu crio nela a minha imagem espiritual (Partzuf) nela.

Na verdade, a minha alma é tudo que eu posso preencher nos outros. A alma não reside na pessoa. “A alma” é o desejo, e o desejo não é matéria, não pode ser pesado em balanças. Ela é um campo de ação, uma força, a força do desejo que eu direciono aos outros, enquanto conecta-se e permanece neles como um registro, como uma informação que eu coloquei dentro deles, desejando satisfazê-los.

Meu desejo é espalhado entre todas as almas, os desejos individuais e comuns das pessoas. No início, eu não estou ciente disso, e só mais tarde, quando eu ascender aos níveis espirituais mais elevados, posso começar a reparti-lo ativamente. Assim, tal anseio para fora cria a alma humana.

O corpo morre, pois é um mero organismo animal que não tem substância. O que importa é o quanto de mim eu consegui transferir para os outros com meus desejos. Não são as ações que são necessárias aqui, nem dinheiro ou força, mas apenas desejos. Afinal, o desejo é a maior força do mundo. É a única coisa que faz uma pessoa interagir com outra.

Assim, o papel do amigo no grupo é definido por aquilo que cada um vai depositar nos outros. Queira eu goste ou não, o que os outros plantam em mim começa a me influenciar. A crise global revela a nossa interconexão egoísta; da mesma forma, estamos interligados em nossas almas.

Falando de uma forma geral, a alma é algo coletivo. Há uma só alma, um ser humano, um Adão. E nós, suas partículas, ainda não compreendemos que estamos completamente ligados uns aos outros, como partes do seu organismo espiritual, o sistema espiritual.

Portanto, o impacto de cada um nos demais é direto, natural e evidente, de um ponto a outro. Se entendermos isso, ganharemos uma grande oportunidade de influenciar seletivamente as pessoas: atrair, empurrar, elevar e ajudar a todos. Se empregássemos este princípio, daríamos definitivamente um enorme salto para frente.

Se cada membro do grupo, seja homem ou mulher, perceber isso, então, com seus anseios interiores, eles podem elevar-nos agora. Isso depende apenas de nossos desejos internos, ou seja, da intenção. A intenção é um desejo não realizado que ainda está para se tornar verdadeiro. É a força mais poderosa do universo.

Nós vemos isso no exemplo do nosso mundo: quanto maior a força física, menos tangível ela é. Quem consegue sentir a força da interação atômica? E, no entanto, ela pode produzir a explosão de um enorme poder com dois quilos de matéria. Ondas e emanações intangíveis desempenham um papel muito importante em nossa vida. E a força do pensamento, a força do desejo são as maiores de todas.

Portanto, a chave no nosso caminho são as nossas intenções: o quão corretamente podemos formá-las e conectá-las mutuamente. Isto significa que cada um de nós se esforça para viver no outro, sair de si mesmo, seu corpo, e começar a sentir a alma.

É uma sensação incrível quando a pessoa não está presa ao seu corpo material. Tendo saído dele, ela começa a tratá-lo como um “consorte animal”: um cavalo, um burro, uma vaca, um cachorro, e assim por diante. Ela cuida de seu corpo, mas absolutamente não se associa com a vida dentro desses “mamíferos”. Ela já  sente que a vida se passa fora deles, no enorme campo de força da mente suprema.

Lição 4 da Convenção de Berlim 29/01/2011.

Vivendo Nos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel do amigo no sistema integral?

Resposta: O papel do amigo é enorme e inestimável. A pessoa ascende na medida em que ajuda os outros a se unir. Ela nunca trabalha para si diretamente, mas sempre através dos outros.

Em nosso mundo, eu sempre persigo meu próprio objetivo: eu me posiciono e todos os outros a fim de calcular o que é melhor para mim. Mesmo depois de dez pessoas, o benefício ainda tem que voltar pra mim.

No mundo espiritual, este não é o caso. Lá, eu calculo o quanto eu posso contribuir para os outros, de modo que isto permaneça neles, não em mim. Meu “eu” egoísta acaba finalmente morrendo, e o que eu investi nos outros (como se fosse no banco, exceto que seria na conta dos outros e não na minha) continua. No final, quando eu ascendo acima do meu “eu”, tudo que eu investi nos outros se torna meu. É como se eu vivesse neles, como uma mãe que vive em seus filhos, os quais ela cuida.

O mundo espiritual é fundado neste atributo materno: na doação, no amor, passando de mim para fora. Como resultado, nós começamos a nos ver vivendo nos outros, e esse estado é percebido como eterno e completo. Ele não é determinado pelo meu próprio estado de existência, incluindo o meu corpo. O corpo pode até morrer, mas “eu” já vivo em outros desejos, outras qualidades.

Da Lição 4 da Convenção de Berlim  29/01/2011

Percepção Da Realidade: De Newton A Cabalá

Dr. Michael LaitmanNós vivemos em um mundo bastante confuso. E as pessoas se perguntam sobre onde elas vivem, onde elas existem. Geralmente, nós não fazemos essas perguntas ao longo do curso de milhares de anos. Nós pensamos que o mundo em que vivemos é este mundo. Esta concepção é chamada de “percepção do mundo de acordo com Newton”.

Depois, à medida que nós avançamos em nosso estudo da natureza, descobrimos que outros seres, que são diferentes dos seres humanos, percebem o mundo de outras maneiras: cobras o percebem sob a forma de pontos de calor; cães o percebem como uma nuvem de cheiros; abelhas o percebem dividido em vários setores, e assim por diante. Em outras palavras, cada ser percebe o mundo de maneiras diferentes e é orientado de acordo com suas sensações. E isso não nos impede de existir em uma única dimensão, onde todos percebemos o mundo de formas totalmente diferentes.

Depois, surgiu um paradigma diferente. Einstein veio e provou que tudo é relativo: tempo, espaço, movimento, e que não há nada absoluto. Em outras palavras, a nossa percepção da realidade é apenas nossos hábitos, e nós podemos percebê-la de uma forma completamente diferente.

Se tivéssemos que nos mover a uma velocidade muito rápida, se tivéssemos que orbitar em torno de grandes massas celestes, o tempo e o espaço se tornariam deformados, e nós sentiríamos, veríamos e perceberíamos a nós mesmos de maneira totalmente diferente. Esta é a percepção da realidade de acordo com Einstein, que é a teoria da relatividade: Tudo é relativo ao homem. O próximo cientista, Hugh Everett, provou que o mundo que percebemos em relação a nós, isto é, que depende de nós, praticamente não existe; nós o construímos em nossas sensações.

Então surgir a sabedoria da Cabalá, a qual foi ocultada por quase 6.000 anos, e estava sempre escrito em seus livros que nem nós nem o mundo existem como nós o percebemos; tudo é apenas relativo aos nossos sentidos. Se mudássemos os nossos sentidos, o mundo mudaria.

Em outras palavras, de acordo com a teoria de Einstein, há um observador e o objeto de observação. Segundo a teoria de Hugh Everett, há um objeto e um observador, ambos mudando constantemente, e nós somos capazes de perceber algo intermediário entre eles. Mas nós também podemos perceber “exigindo” (por exigência), de acordo com nossas qualidades internas. É disso que fala a Cabalá.

Por que precisamos de todo esse conhecimento? Nós precisamos dele para que possamos, finalmente entender onde nós vivemos, o mundo em que existimos. Surgiram filmes como “Matrix” e “What the Bleep Do We Know” (Quem Somos Nós?), que transmitem concepções e idéias de que a dimensão que percebemos através dos nossos sentidos físicos não é a dimensão em que vivemos.

Nós temos visão, audição, paladar, olfato e tato. Nós percebemos o que se enquadra no âmbito destes cinco sentidos. A nossa imagem do mundo é baseada nisso.

Mas se nós tivéssemos que começar a nos separar destes sentidos, a imagem do mundo  começaria a diminuir e desaparecer. Em outras palavras, o que percebemos não é o que atualmente existe fora de nós, mas nossas reações, nossas influências internas, as chamadas “perturbações” em relação às coisas que não entendemos.

Mas, que mundo nós perceberíamos se nos libertássemos dos nossos cinco sentidos? Este é o local onde a Cabalá vem e nos diz como podemos nos elevar acima desses cinco sentidos e começar a perceber o mundo de forma diferentes, complementar. Nós podemos começar a perceber a natureza, o mundo, do jeito que ele existe fora de nossos corpos, fora de nossos cinco sentidos, além do mundo onde existimos agora em nossos corpos como qualquer organismo vivo.

Nós temos um princípio dessa percepção, também chamado de “ponto no coração”. Esse não é nem um coração nem um ponto nele. Isso é simplesmente um nome para um sentido rudimentar e adormecido que temos. Nós podemos desenvolver e usá-lo a fim de começar a perceber o mundo que podemos imaginar fora de nossos corpos.

Assim, a Cabalá fala sobre o mundo que existe na realidade fora de nós, fora de nossos cinco sentidos, fora do fluxo de informações que entra em nós. É por isso que é chamada de “Cabalá” (“recepção”), um guia para a aquisição de uma percepção verdadeira da realidade atual.

Da Palestra Pública em Berlin 27/01/2011

Alfabetização Ambiental

Quando ouvimos notícias ambientais na televisão e no rádio, nós precisamos entender que as pessoas confundem a causa e o efeito, não vêem o fim. Seu objetivo é equilibrar tudo a fim de retornar a um estado confortável. Mas a perspectiva da Cabala sobre isto é completamente diferente.

Quando falamos sobre o retorno do mundo a um estado bom, nós não perseguimos o mesmo objectivo como o resto do mundo. Nós entendemos que a força externa da Natureza criadou especificamente a situação atual de acordo com um programa específico. Cabalistas anunciam isto e nos deram prazos muito precisos, mesmo prevendo o ano real de ocorrências. Zohar menciona acontecimentos 1.800 anos antes que eles realmente acontecessem.

O problema não é a contaminação do meio ambiente. Como poderia cabalistas terem conhecimento específico, a este respeito? O objetivo do programa da Natureza não é para nos contaminar ou limpar de alguma coisa. E é por isso que não vai ajudar a investir dinheiro em medidas de combate à poluição. É o mesmo que fazer novas leis contra o roubo e uso de drogas. Sabemos que isso não ajuda. Ao encarcerar pessoas as separamos da sociedade, mas você não pode ensiná-las assim. [Leia mais →]

Não Há Desenvolvimento Sem Mulheres

Acerca das mulheres, tudo é avaliado pelo grau em que o desejo de estar juntas e suportar ou cercar a parte do sexo masculino. As mulheres têm que fazer pressão sobre os homens . Este é o seu papel. Elas devem agir assim verdadeiramente, sem estar constrangida. As mulheres dependem dos homens do grupo, e isso depende deles. Os homens do grupo não vão avançar sem as mulheres.

A inclinação do sexo feminino é primária, enquanto a inclinação do sexo masculino é secundária. É assim que funciona na natureza. Se não fosse pelas mulheres, os homens passariam a vida inteira jogando futebol. No entanto, a inclinação feminina obriga a criar uma família, trabalhar, voltar para casa, e arranjar alguma coisa. Tudo isso é o desejo feminino, e não o masculino. Um homem não tem nada disso. Ele é como uma criança toda a vida.

É por isso que as mulheres têm de se organizar logo e colocar mais pressão e influência sobre os homens. E os homens têm que entender isso. Somos adultos e temos que usar nossa natureza, tanto feminina como a masculina, a fim de atingir a meta. A meta é atingída mutúamente. É como o nascimento de um bebê novo que pertence a ambos. [Leia mais →]

Participação das Mulheres é Crucial

Pergunta: Se a realização do mal ocorre devido à falta de unidade, então como é que uma mulher experimenta esta realização se ela não tem nenhum trabalho prático na unificação? Como exatamente ela deve sentir a unidade?

Resposta: É exatamente como dentro de uma família. Como explicar a vida da família inteira em detalhes e o que significa a relação entre o marido e a esposa?

Um homem e uma mulher são duas imagens que compõem toda a humanidade, e juntos eles têm que criar a imagem de uma única alma. Por isso, o grupo deve ser constituído de peças masculinas e femininas, que devem unir-se um com o outro no seu trabalho e apoio mútuo.

Nunca deve haver qualquer insistência, se um marido ou uma esposa não desejam participar dele. Não há coerção em espiritualidade, portanto, não deve haver qualquer tipo de pressão. Mas no grupo a ajuda mútua de ambos os lados deve assemelhar-se a dinâmica simples da família. [Leia mais →]