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Cuidado Com Filósofos “Sabichões”

Baal HaSulam , “A Sabedoria da Cabala e Filosofia”: Filosofia gosta de preocupar-se com a Sua Essência e provar que regras não se aplicam a Ele. No entanto, a Cabala não tem nada a ver com isto, pois como podem o inatingível e o imperceptível serem definidos?

Os Cabalistas falam muito sobre a Sua iluminação na realidade, ou seja, todas aquelas iluminações que eles realmente alcançaram, tão validamente como uma realização tangível.

Os Cabalistas atingem uma luz abstrata quando se reveste em vasos e se transforma de uma forma teórica numa estrutura tangível ao manifestar-se em nós como diversas características nossas.

É dito que “nós não definimos por nome ou palavra aquilo que não alcançamos“. Alcançamos tudo o que há ao analisá-lo nos nossos vasos de receção. Eles são os nossos “olhos “, a nossa visão , o canal através do qual percecionamos o mundo . Apenas na condição de que conhecemos um determinado fenómeno é que podemos explorá-lo até ao nível em que imergimos nele. Assim, avançamos. Há um princípio rígido: “Nós Te conheceremos pelos Teus atos. ” É por isso que sempre confiamos na nossa perceção dentro dos nossos vasos, desejos. As nossas reações internas a eles são, de fato, a Luz.

Do mesmo modo, reconhecemos a eletricidade não pela sua essência, mas de acordo com os seus resultados. Algo que flui através de fios e gera vários fenómenos. Tudo o que vemos são os resultados. Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “A Essência da Sabedoria da Cabala“. Coisas reais são encontradas até mesmo na realidade corpórea diante dos nossos olhos, mas não temos nem percepção nem imagem da sua essência. Assim é com a eletricidade e o ímã, chamado de “fluidum “. No entanto, quem pode dizer que esses nomes não são reais, quando viva e satisfatoriamente conhecemos as suas ações? Nós não poderíamos estar mais indiferentes ao fato de que não temos a percepção da essência do próprio sujeito, nomeadamente da eletricidade em si.

Nós sempre exploramos as consequências de diversas categorias essenciais, ao invés de lidar com as categorias em si. Eu não tenho nenhuma ideia do que é o sujeito que eu olho, na verdade, mas eu sei como ele age.

Tudo que eu faço é verificar as minhas sensações e reações: Algo parece negro para mim, outras coisas sólidas, alguns são longos, e certas coisas eu consigo provar ou cheirar. A realidade é composta de minhas reações internas a impactos exteriores, em vez de os fatores que os causam per se. Portanto, fenómenos que diferenciamos são realmente os efeitos que a exterioridade provoca em nós.

Por que os filósofos se recusam a admiti-lo? A resposta é que vai obrigá-los a se tornarem cabalistas e a estudar a Sabedoria da Cabalá, a fim de explorar a espiritualidade. O bom senso indica que eles não sabem ou entendem nada e não têm nada a dizer. Realmente, o que se pode dizer se a pessoa não vive na espiritualidade, nem sente os seus vasos, desejos?

Não devemos abordar a Cabalá com uma mente humana normal, não estamos ainda na dimensão que a Cabalá descreve. Nós podemos fantasiar sobre o que está no interior da Terra e imaginar vida em outros planetas dado que essas coisas estão pelo menos de alguma forma entrelaçadas com as nossas sensações. No entanto, elas não têm nada em comum com a espiritualidade . Além disso, não temos qualquer ligação com o mundo espiritual: a nossa realidade material que vemos é absolutamente separada da imagem que é criada em nossas mentes. Como podemos deliberar sobre algo com o qual não temos qualquer contato?

Esta é uma das razões pelas quais a sabedoria da Cabalá esteve escondida da humanidade ao longo de milénios. Cabalistas temiam “espertalhões”, que só tendem a filosofar sobre os temas que estão relacionados com a Cabalá.

Também se aplica aos filósofos que valorizavam a Cabalá, como Reichlin , Goethe, Pico Della Mirandola e outros. Mesmo essas pessoas não entenderam nada na grande sabedoria, nem podiam perceber o conhecimento universal geral que está para além das disciplinas tradicionais que provêm da Cabalá. O que eles proclamaram foi, na verdade, nada senão filosofar . Alguns filósofos abordaram a Cabalá com análise crítica que se baseia numa abordagem subjetiva, outros admitem a sua importância, embora nenhum deles a entendesse. Sua posição carece de racionalismo que é muito necessário. No entanto, a verdade será revelada em breve, estamos muito próximo disso.

A Passagem Pelos Mundos

É impossível inventar algo que não existe na natureza. Talvez não haja análogo no material do qual ele foi construído ou no mesmo nível, mas deve existir. Tomamos todos os exemplos e analogias a partir do que já existe na natureza; não podemos inventar algo que seja  totalmente novo.

É fundamentalmente impossível. Há apenas um novo ponto em toda a criação: algo a partir do nada (Yesh MiAyin). Todo o resto, exceto este “ato inicial de criação” (Genesis Maase) é uma conseqüência da reunião do vaso com as propriedades da Luz em diferentes conexões. Assim, podemos tomar um exemplo só a partir dos atributos existentes e criar formas paralelas.

Tudo o que nós construímos em nosso mundo, o que significa em nossos sentimentos egoístas, é chamado de “este mundo”, e há exemplos para isto na natureza. Se queremos continuar o nosso desenvolvimento, estudando a sabedoria da natureza, temos que desenvolver uma nova percepção que está focada na doação. Então, nós também podemos satisfazer os exemplos para doar por nós mesmos.

Nós não podemos receber exemplos de atributos superiores deste mundo material, e assim todo o progresso científico termina na fronteira entre o nosso mundo e os mundos superiores. Mesmo antes que a ciência tenha se esgotado, o nosso desejo material de receber chega a um beco sem saída e chega ao fim. Nosso desenvolvimento termina em certo ponto, pois não podemos encontrar novos exemplos que queremos implementar neste mundo.

Mais importante, nós perdemos o desejo de buscá-los, a fim de inventar coisas novas e, assim, avançar no nível material. Estamos em um ponto de transição, na iminência da revelação de novos desejos espirituais.

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Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 21/08/13, Escritos do Baal HaSulam

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O Complicado Caminho Do Alcance Da Divina Simplicidade

Empatia Como Meio De Correção

Dr. Michael LaitmanOpinião (de DailyMail): “Cientistas americanos transformaram pessoas em vacas usando programas de realidade virtual com o objetivo de convencê-las a comer menos carne”.

“O Laboratório de Interação Virtual Humana da Universidade de Stanford permite que as pessoas pisem nos cascos de uma vaca para uma experiência surreal”.

“O software hi-tech sujeita seres humanos a serem virtualmente picados com bastões elétricos e finalmente arrastados para um abatedouro virtual”.

“O pesquisador Jeremy Bailenson espera que os participantes achem a experiência tão comovente que simpatizem com o gado e optem por comer menos carne como resultado”…

“Não é a primeira vez que pesquisadores têm utilizado a tecnologia da realidade virtual para tornar as pessoas conscientes do seu impacto sobre o meio ambiente”.

“Indivíduos que virtualmente cortaram árvores disseram que pensaram mais tarde na experiência, e reduziram seu consumo de papel”…

“O Laboratório de Interação Virtual Humana foi concebido para ‘aproveitar o poder emotivo da empatia’ e embora utilize tecnologia moderna, a teoria não é nova”.

“Pensa-se que santuários de animais são muito mais bem-sucedidos, pois não só resgatam animais de fazenda, mas incentivam as pessoas a interagir com eles”…

“O mesmo acontece com este último experimento. Os cientistas disseram que tornar-se os animais no mundo virtual e pisar em seus cascos foi uma extensão natural dessa idéia e uma nova maneira de incentivar as pessoas à empatia”.

Meu Comentário: No nosso caso, afirma-se simplesmente: “Ame o teu próximo como a ti mesmo”, ou seja, todas as mudanças em nós mesmos devem ser baseadas na compreensão de nós mesmos, na nossa atitude para com nós mesmos. Tudo o que uma pessoa precisa fazer é uma experiência em si mesma. É por isso que a sabedoria da Cabalá é chamada de parte interna (oculta) da Torá.

“Falsas Memórias Plantadas No Cérebro”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Sydney Morning Herald): “A falsas ou enganadoras memórias são comuns na vida cotidiana, mas os pesquisadores descobriram que é relativamente fácil gerar falsas memórias de palavras e imagens em seres humanos”…

“Agora, os cientistas do Riken-MIT Centre for Neural Circuit Genetics no Instituto de Tecnologia de Massachusetts dizem ter criado uma falsa memória em um camundongo, fornecendo pistas detalhadas de como essas memórias podem se formar em cérebros humanos”.

“Steve Ramirez, Liu Xu e outros cientistas, liderados por Susumu Tonegawa, informaram nesta quinta-feira na revista Science que induziram camundongos a se lembrar de que estão recebendo choque num local, quando na realidade, o choque elétrico foi provocado num local completamente diferente”.

“Neste nível de atividade cerebral, disse ele, ‘a diferença entre um rato e um ser humano é muito pequena’. A parte do cérebro na qual as memórias são formadas é uma área do hipocampo chamada giro denteado, o qual é semelhante em camundongos e seres humanos”.

“Tonegawa disse que, como os mecanismos de formação da memória são quase certamente similares em camundongos e humanos, parte da importância da pesquisa era ‘fazer as pessoas perceberem ainda mais do que antes como a memória humana é falível’, particularmente em casos criminais quando tanta coisa está em jogo”.

Meu Comentário: Tudo pode ser modelado numa pessoa, tudo o que acontece em nosso mundo, exceto a experiência espiritual, porque ela não é registrada no cérebro, na mente, nos desejo e pensamentos para “receber”, mas sim na propriedade de  “doação”: na alma.

Mudando A Nós Mesmos, Nós Estamos Mudando O Mundo

Dr. Michael LaitmanO nosso papel é entender que há uma e apenas uma natureza global, e nós somos os únicos que precisamos conectá-la através da integração mútua, através de nossas intenções. Portanto, o conceito de “Não há outro além dele” é derivado da unidade da natureza; não há nada além do sistema que inclui tudo dentro dele.

E ele nos parece como separado porque também estamos separados e, portanto, não vemos o mundo como ele é, mas o vemos de acordo com a condição em que cada pessoa o sente apenas individualmente dentro de si. A razão pela qual o mundo nos parece como separado, distante, pode ser encontrada na falta de conexões mútuas; isso é descoberto cada vez mais a cada dia que passa, devido ao fato de que nosso ego está crescendo constantemente. Além disso, sua aceleração está crescendo exponencialmente. Nós vemos como todos os anos, a cada mês, a cada semana, e mesmo todos os dias, como tudo no mundo está mudando muito rapidamente. E essa mudança está acontecendo especificamente porque as mesmas mudanças estão acontecendo em nós. O mundo é sentido apenas individualmente. Portanto, o método pelo qual o mundo é sentido corretamente deriva disso. Se mudarmos nossas características, vamos mudar a forma como o mundo é sentido.

Atualmente, já foi feito muito trabalho sobre este assunto por filósofos, psicólogos e físicos. Os cientistas estão começando a se aproximar da consciência de que o mundo depende de nossos sentimentos subjetivos, embora eles sejam todos iguais. Enquanto todo mundo sente o mundo de forma diferente, todos eles o sentem da mesma maneira através de nossas características egoístas. Se nós as corrigíssemos de modo que as características se tornassem opostas, certamente iríamos sentir o mundo de forma diferente: como ligado de forma integral e mútua. Daqui deriva uma das premissas do nosso método: “Não pense em como corrigir o mundo…”. Com estas palavras, queremos dizer a humanidade. Nós não corrigimos o mundo, mas sim a nós mesmos. Portanto, nós começamos a sentir não só o mundo, mas também a nós mesmos dentro dele, completamente diferente. Em última análise, o nosso movimento a partir do estado atual, chamado de “nosso mundo”, para o estado futuro, chamado “mundo do infinito”, é em sua totalidade uma correção interna de como sentimos o mundo, e não mais do que isso.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 1

O Mecanismo Do Intelecto Coletivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como funciona o mecanismo do intelecto coletivo do grupo? Parece que nas conexões integrais corrigidas, emoções coletivas aparecem e sua saída é o intelecto coletivo. Que lugar os sentimentos individuais de uma pessoa têm nisso?

Resposta: Eu acho que no nível da rede geral, de acordo com a forma como os sistemas integrados analógicos operam, tudo está interligado, o sentimento de individualidade desaparece, e cada um sente uma rede coletiva compartilhada. Essa é encontrada numa ordem superior de magnitude. Não é apenas a soma de todas as peças individuais, mas sim a revelação da integralidade, quando as pessoas se elevam acima de si mesmas, de modo a coexistir dentro desta rede coletiva compartilhada. Em última análise, cada pessoa se insere em todos e todos estão incluídos em todos. No entanto, isso não é o principal. A principal coisa é o próximo nível, onde as pessoas especificamente começam a sentir esta integralidade. Elas vivem dentro dela.

Há algo em comum: a associação integral superior, onde não existe um único indivíduo, mas todos criam um todo coeso, a imagem única de um grupo ou sociedade. Isso é sentido por todos que já foram indivíduos e se elevaram, a fim de se unir com todos. Neste estado, as pessoas experimentam uma realidade completamente diferente.

Isso é algo que podemos assumir e que já tem sido falado na física quântica, ou seja, eventos que se fazem sentir fora do corpo humano, fora de suas limitações, eventos que estão fora do tempo, espaço e movimento. Este é o nosso próximo nível.

Isso ocorre porque, quando falamos sobre o nosso mundo, estamos simplesmente falando sobre a natureza inanimada, vegetal e animal. Nós não incluímos Adam (ser humano) nisso, porque supomos que ele se encontra acima de todos os outros níveis. No entanto, de que forma Adam é superior? Será que ele tem a capacidade de agir sobre seus instintos? Não, ele existe dentro de seus instintos e desejos.

Quanto mais nós conseguimos nos desenvolver egoisticamente, mais descobrimos o quanto nossos instintos egoístas, pressões e os genes internos nos controlam.

Portanto, até o momento, nós não podemos excluir a pessoa do mundo animal. Pelo contrário, vemos que não importa o quanto nós gostamos de considerar o ser humano como superior, no entanto, ele retorna a este mundo. Somente a partir do nível onde é possível perceber por meio da unidade é que nós vamos subir para o novo nível de existência, mais qualitativo, e, tanto quanto parece, o pensamento da criação é projetado especificamente para levar a pessoa a isso.

Ultimamente, nas áreas de fronteira da ciência nós descobrimos as limitações dos nossos sentimentos, de nossas capacidades de pesquisa, e até mesmo de nossa compreensão dos processos, e esta limitação é muito grave. Não podemos avançar. Nós encontramos alguma coisa, e não estamos preparados para descobrir mais nada. Nós só podemos falar de algo de forma especulativa. Mais tarde, a natureza se fecha diante de nós, porque nós a sentimos apenas como indivíduos.

No entanto, se sairmos para um nível integral, podemos vê-lo diretamente na forma em que ele existe, e não na forma que o indivíduo, o pesquisador, o sente, pois quando eu saio de mim mesmo na cooperação mútua integral com os outros, eu saio “de mim mesmo”, das minhas limitações de tempo, espaço e movimento, de tudo o que é encontrado dentro do meu corpo, dentro dos meus cinco sentidos. É como se eu entrasse num novo sentido integral. Eu existo dentro dele, e toda a minha psicologia já se encontra acima das minhas limitações. Lá, eu finalmente serei capaz de entender a nova física do mundo.

De KabTV “A Sabedoria das Massas” 06/05/13

Além do tempo e espaço

Nas Notícias ( do JSpace ): “Os físicos sabem há muito tempo que as partículas quânticas podem influenciar umas às outras, independentemente de qual for a distância entre elas, um fenômeno que Einstein ironicamente chamou de “Ação fantasmagórica à distância “. Agora, cientistas do Instituto de Física da Universidade Hebraica de Racah provaram que essa regra vale para partículas quânticas que nem sequer existem, ao mesmo tempo.

“A observação de Einstein, chamada de “Entrelaçamento”, descreve o princípio da incerteza da mecânica quântica. Partículas quânticas de fótons de luz, chamadas de Fótons, existem em uma névoa de incerteza, e pode ser polarizadas horizontalmente, verticalmente ou  intrigantemente, em ambas as direções. No entanto, o momento que uma partícula for testada para a polarização, a incerteza cai e o fóton está polarizado em apenas uma direção.

“O entrelaçamento ocorre quando existem dois fótons. Cada um pode ser polarizado em uma das três direções, mas as ligações unem a polarização destas partículas, mesmo quando elas são indeterminadas. Assim, quando o primeiro fóton é tido como “desmoronado” em uma polarização vertical, a segunda, simultaneamente, desabou na horizontal, não importando a distância. [Leia mais →]

O Equilíbrio Elimina Contradições

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar para a humanidade a razão de todas as contradições existentes? As pessoas não estão sequer interessadas ​​na pesquisa do “Bóson de Higgs” a “partícula de Deus”, realizada no Grande Acelerador de Hadron do CERN. As últimas descobertas afirmam que qualquer instabilidade pode fazer o mundo inteiro e toda a massa desaparecer a qualquer momento. Como você pode explicar isso aos seus alunos?

Resposta: Não há nada de ambíguo nisso, já que eu considero o mundo como duas forças: positiva e negativa, doação e recepção. Não importa a forma como as denominamos. Estas duas forças constroem o universo inteiro, e não apenas este mundo, mas até mesmo os reinos que são muito mais elevados do que o nosso e que não sentimos com nossos cinco sentidos materiais animais.

Para desenvolver este padrão de percepção e observar o mundo através da recepção e doação, nós temos que subir a este nível. Nós ainda estamos na fase egoísta elementar de recepção, o que significa que tudo o que fazemos é consumir tudo o que nos rodeia. A Torá nos diz que temos que doar: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Se conseguíssemos equilibrar a recepção e a doação, e atingir o equilíbrio, nós perceberíamos que o nosso mundo desaparece entre esses dois estados e a dimensão superior (o mundo das forças) surge para nós.

De KabTV “A Crise Global”, 19/03/13

Instalando Novos Programas Dentro De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas aulas, palestras e livros, você fala sobre certo estado de equilíbrio da humanidade. Mas, ao mesmo tempo, você enfatiza que o mundo inteiro é encontrado dentro da pessoa. Como é possível combinar essas coisas por alguém que, por exemplo, não estuda com você e não tem nenhuma possibilidade de receber uma explicação de você?

Resposta: Quando nós mergulhamos no mundo do ponto de vista da psicologia de alto nível e da física, nós começamos a ver que isso funciona de forma bem diferente.

Na Internet, há uma grande quantidade de material sobre este assunto. Sociólogos, psicólogos e cientistas já estão começando a entender isso. As pessoas entendem que este mundo não é o que vemos em nossas mentes, em nossos cinco sentidos, mas é outra coisa. Então o que é? É possível sentir mudando nossos órgãos de percepção, nosso programa de pensamento?

Para isso, não é necessário nascer de novo. Basta permanecer a mesma pessoa. Assim como nós podemos instalar alguns programas no nosso computador, também podemos instalar alguns programas em nós. No entanto, nós precisamos estudar. Se a pessoa quer vir até mim como estudante e ser incluída na nossa estrutura de estudos, ela vai gradualmente adquirir esse sistema.

De KabTV “Crise Global” 19/03/13

O Que Podemos Esperar Quando Temos Os Olhos Vendados?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós falamos tão pouco sobre coisas boas, e muito sobre problemas e dificuldades que encontramos no caminho espiritual?

Resposta: Eu acho que os problemas que encontramos são uma coisa boa. No nosso caso, nós não iriámos nos voltar para encontrar o Criador se não fosse por esses “problemas”, como os chamamos.

Eu sinto que tais problemas são doces, pois caso contrário meu “animal” nunca se voltaria na direção do Criador. Na verdade eles podem me assustar e me preocupar, e podem até ser uma ameaça à minha vida, mas tudo vem para me dirigir a Ele.

Em caso afirmativo, o que há de errado nisso? Seu corpo físico é que experimenta os sentimentos desagradáveis. Portanto, não se identifique com ele, comece a formar o ser humano em você que “monta” o animal corporal.

Em geral, o mundo espiritual baseia-se em superar a inclinação ao mal. É impossível escapar disso. A humanidade tem tentado fazê-lo ao longo da história, com a ajuda de várias religiões, crenças, estruturas sociais, leis, ciência e tecnologia.

Tudo isso foi realmente uma tentativa de fuga, uma busca por outros meios de melhorar nossa qualidade de vida e abandonar o caminho ao Criador. Mas esses meios causam uma falha ainda maior; no final, nós ficaremos sem nada. Por exemplo, há poucos dias a ONU recomendou a utilização de insetos como alimento para lutar contra a fome. Aqui está: o futuro do mundo…

Em suma, somente pela revelação do mal é que nós podemos ser direcionados à meta, pois é assim que podemos escolher o que considerar como mal. Eu posso me sentir mal quando meu amor próprio “reclama” de desconforto, ou posso me sentir mal, pois ainda não adquiri minha alma, a conexão com os outros, e com o Criador como parte dela. É exatamente onde reside o nosso livre arbítrio.

É impossível escapar disso, não importa quais argumentos você traga. A Providência superior age sem pedir o meu consentimento. Agora eu tenho que aceitar e mais tarde eu vou entender isso.

De qualquer forma, a espiritualidade é construída sobre o desejo corrupto por prazer. Por isso, não podemos deixar de falar sobre isso; afinal, diz-se: “Eu criei a inclinação ao mal”. A “Torá”, ou o método de correção, é necessário exatamente por esse motivo, e é exatamente quando um pouco de mal é revelado entre nós, quando já queremos nos unir, mas ainda não sabemos como: de que forma, em que princípio, isso vai nos “colar” juntos, e como realizar esta união.

Assim, nós exigimos que a Torá se manifeste em oposição ao mal que é revelado, mas é um mal “doce”. Nós começamos a entender que não temos o poder de enfrentá-lo por nós mesmos, que precisamos da ajuda da força superior, e que o mal está na ruptura da conexão entre nós. Nós simplesmente devemos, queremos lutar para nos conectar, “como um homem em um só coração”. Nós podemos chamar de “mal” o que está acontecendo, mas na verdade não é mal, mas a oposição ao Criador, Suas “costas”. É tudo Ele.

Isso significa que não lutamos entre as garras do mal e o Criador, já que sentimos que o bem e o mal são ambos Ele e são as faces da Sua atitude. Às vezes, um pai sorri para o seu filho, e às vezes dá-lhe um olhar duro, evocando assim diferentes reações na criança, à medida que ela forma sua percepção.

Pergunta: Por um lado, me é mostrado o lado negativo, e por outro lado, me é mostrado o que vou receber no final…

Resposta: Você vai passar o ponto de ruptura, a quebra, como resultado da qual você de repente sentirá prazer em doar. A Luz virá e despertará você para amar os outros. Em seguida, você irá doar a eles e sentirá prazer infinito.

Afinal, é o seu ego que limita você e que está parando você dizendo: “Você pode ir até aqui e não mais do que isso”. Você luta com ele para expandir os limites da doação. Se não houvesse nenhum ego, você iria participar na doação da mesma maneira que se envolve em receber agora, simplesmente porque acha que doar é agradável.

Portanto, para ter certeza que é amor verdadeiro, e não artificial, ele é construído sobre o desejo de receber, para que você possa ser neutro, livre de receber e de doar. Então, você realmente trabalha, realmente controla a satisfação de toda a humanidade e executa a missão do Criador, não tomando nada para si mesmo, sem ter contato com a negatividade da qual você tem que fugir ou com a positividade que poderia trazer-lhe prazer. Este é o momento da eternidade numa pessoa, o ponto médio na escala do bem e do mal.

Pergunta: O que significa “para nos trazer prazer”?

Resposta: É um significado diferente, novo. Eu escolho o prazer para que ele não dependa de mim e eu não dependa dele.

É impossível explicar, ilustrar ou desenhar. Trata-se de um sentimento, e se você tentar tocá-lo com sua mente atual, é uma abordagem errada. Afinal, você não permite que seu coração se abra.

Não é por acaso que falamos de um jogo como a principal ferramenta para o nosso avanço. Se você se coloca fora do jogo, você fica apenas com queixas. Você pode diminuir o valor de tudo na vida por uma atitude desrespeitosa, e agora?

Nós precisamos nos unir, e para fazer isso nós trabalhamos em grupos. Por que grupos? Porque é como nós permitimos que a Luz nos influencie pelo menos um pouco. Nós podemos subestimar a conexão entre os amigos e o que ela pode atrair. Mas por nossos esforços mútuos, nós lhe damos a importância e o apelo, e solicitamos novamente um pouco da Luz que Reforma através disso.

Quem realmente precisa da doação? Ninguém. Mas ainda assim, nós falamos sobre ela, e a Luz Circundante responde a isso e está pronta para aceitar a nossa “mentira”.

É assim que nós nos desenvolvemos e não há outra maneira. É sempre a partir um estado egoísta de Lo Lishma (não para si mesmo) que alcancemos a intenção altruísta de Lishma (para si mesmo). É impossível formar a criatura de outra forma.

Quanto às queixas, o ego sempre desempenha o papel de acusador, mas os sofrimentos acabarão por quebrá-lo. Você não será capaz de ditar suas condições ao Criador. Ele irrita você de propósito para estimulá-lo, e há apenas uma resposta para isso: subjugar-se ao grupo.

Você deve entender que o seu ego é totalmente “quadrado” e que você não vai conseguir nada com sua ajuda. Enquanto você olhar para a realidade através do prisma do amor próprio, você não vai ver nada. Todos os mundos estão ocultos de você; o sistema da Providência superior está fora de sua vista. O que pode ser aberto para você se seu ego filtra todas as chamadas do Criador? Você pode reivindicar a demonstração de qualquer coisa quando na sua frente está uma venda impermeável?

É por isso que os Cabalistas nos dão conselhos sobre como agir neste estado. Se não usarmos seus conselhos, os problemas nos ajudarão a ficar sábios.

Não há nenhum propósito em sentir ressentimento de que algo está oculto de você. Você não tem meios para ver a verdade; somente na união nós podemos ver a liderança do Criador e estar cientes do que está acontecendo.

Mas com a condição de que essa compreensão e esse sentimento não vão jogá-lo fora da pista. Afinal, quando você finalmente obtiver esta oportunidade, você não vai realmente querer sentir e compreender, a fim de evitar um “suborno”.

Você vai dizer ao Criador, “Não revele nada para mim”. Caso contrário, eu vou perder meu livre arbítrio e vou me transformar num “anjo” e descer para o nível “animal”. Eu prefiro ser um ser humano que se esforça e comete erros do que um “animal sagrado” que não tem livre arbítrio. Apenas no nível humano eu posso expressar a minha atitude e só lá eu existo.

Você vai querer colocar Masachim (telas) sobre a Luz, temendo não resistir às suas tentações. Afinal, os guardas que não permitem que você entre no palácio do Rei o mantém afastado, não por sofrimentos, mas por golpes de abundância, que são muito mais fortes e são revelados a você como um amor que o enlouquece. É muito mais difícil colocar uma Masach sobre ele do que sobre os problemas da inclinação ao mal.

Hoje ela realmente ajuda você a entrar em contato com o Criador. O sofrimento foca você na meta. Portanto, diz-se, que o Faraó aproxima os filhos de Israel do Criador. Depois, haverá outros obstáculos e eu vou entender suas reclamações. Afinal, os golpes da Luz são muito mais difíceis. Mas não importa o que aconteça, você sempre vai querer a luta entre estas duas forças opostas, já que apenas entre elas você pode determinar sua independência.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/05/13, O Zohar – Introdução