Textos na Categoria 'Ciência'

Os Filhos Do Universo, Parte 3

Laitman_013_03Hoje nós estamos levantando um pouco o véu sobre a matéria escura e outros fenômenos, mas não os sentimos; o resultado é calculado a partir dos dados que coletamos, postulando o que falta neles.

Mas nós não sabemos a fonte das forças que operam na natureza, a essência da sua ação, e as relações entre elas. O simples fato de sua existência nós percebemos como uma consequência, e não como uma certeza.

O ponto principal é que tudo o que podemos aprender, estudar e alcançar é descrito em nossos cinco sentidos, porque no final de uma cadeia de experiências e pesquisas há um ser humano com seus cinco sentidos, com a sua mente e seus sentimentos, com a sua imaginação e sua capacidade de construir modelos específicos e transformá-los num modelo geral do universo. Até agora, é claro, todos esses modelos e resultados de suas pesquisas são muito limitados.

Basicamente, nós não sabemos nada, como uma pequena tartaruga que sai de seu esconderijo e se arrasta por alguns passos num intervalo que ultrapassa gerações. Na verdade, ela não está muito longe do arbusto debaixo do qual se sentava com a cabeça sob seu casco. E ela não sabe de nada.

Além disso, avançando gradualmente, ela não vai descobrir nada. Não importa o quanto nos desenvolvamos em nosso estado atual, não vamos descobrir nada qualitativo. Nós podemos coletar uma enorme quantidade de fatos e dados, mas não conseguiremos processar e estudá-los para que possam retratar o quadro geral para nós.

Isto porque, a fim de realizar uma verdadeira pesquisa sobre nós mesmos, nós temos que passar para um nível superior, para uma mente e coração superior, em outras palavras, não depender dos três eixos do tempo e do espaço e da mente e coração que temos hoje, mas ascender sobre eles e ver tudo sob uma luz diferente, como se nós não fôssemos mais seres humanos deste planeta. Então, vamos alcançar as pessoas e saber compreender quem elas são.

Para isso, nós precisamos de uma nova ciência. Não é por acaso que os cientistas hoje já reconhecem o fato de que a ciência tradicional está em crise. Por quê? Afinal de contas, nós temos ferramentas suficientes, sabemos como construir enormes estruturas complexas, enviamos telescópios em órbita da Terra e os nossos microscópios e aceleradores penetram partículas.

Bilhões são investidos em pesquisas científicas, mas, no final, os benefícios de tais estudos acabam sendo uma ilusão, de tal forma que nós inclusive zombamos os cientistas que parecem estar satisfazendo sua curiosidade natural à custa do contribuinte.

Não levamos a ciência a sério como costumávamos, especialmente quando a nossa essência, nosso ego, arruína todos os seus frutos. Afinal de contas, nós usamos a ciência para dominar um ao outro e para lucrar em detrimento do outro. Por isso é realmente quase impossível encontrar qualquer fruto bom nesta árvore.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/02/14

O Kit De Ferramentas Da Luz

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá, em contraste com outras sabedorias, investiga a matéria interna mais elevada, o desejo que está no nível humano.

Desejos nos níveis inanimado, vegetal e animal aparecem para nós neste mundo. Nós podemos investigar, entender e usá-los. Ao investigá-los, nós criamos uma ciência.

Mas não há ciência que investigue o desejo no nível humano. A psicologia tenta chegar a isso, mas sem sucesso. Por quê? Porque o investigador deve estar num nível superior ao objeto, o sujeito, que está sendo investigado.

Sendo uma pessoa neste mundo, eu posso explorar a matéria inanimada (física, química e afins), vegetal (botânica) e animal (biologia, zoologia, etc.). Afinal, eu estou num nível superior.

No entanto, a matéria do nível humano, o nosso mundo interior, não pode ser investigada a partir do nosso nível. Assim, a psicologia e a psiquiatria são desprovidas de uma base sólida, real e científica.

Mas, com a ajuda da sabedoria da Cabalá, nós podemos criar esta base, e graças a isso, podemos investigar de forma mais verdadeira e objetiva todo o resto das camadas inferiores dos níveis inanimado, vegetal e animal. Por enquanto, nós temos a oportunidade de levar em conta os erros nas investigações da natureza desses níveis inferiores, onde fazemos as distorções geradas pela nossa própria natureza humana.

Portanto, a sabedoria da Cabalá é especificamente uma ciência no sentido pleno da palavra, e é muito mais precisa do que outras ciências, pois com ela nós investigamos a substância da criação, o desejo de receber, nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, e usamos um aparato exclusivo chamado Luz Superior.

Quando os físicos estudam a matéria num acelerador de partículas, eles induzem colisões e observam os resultados.

Conosco é a mesma coisa: a Luz vem e faz uma colisão, ou seja, ela realiza um Zivug de Hakaa (acoplamento de golpe). Primeiro a colisão é feita e depois o acoplamento. Com a ajuda deste experimento, nós analisamos e aprendemos sobre o que está acontecendo no encontro entre o desejo de receber e o desejo de doar, entre o Criador e a criação.

Do Congresso em Los Angeles 02/11/14, Lição 3

Os Filhos Do Universo, Parte 2

Dr. Michael LaitmanNós não podemos dizer que uma pessoa conhece a si mesma, sem mencionar a humanidade em geral. Como resultado, nós não podemos conhecer este mundo, que é a totalidade de todos os níveis: inanimado, vegetal, animal e humano.

Nós não podemos, principalmente porque não nos conhecemos. Nós temos que admitir o fato de que até mesmo a psicologia não é uma ciência no sentido verdadeiro. A essência de uma pessoa sempre permanece um enigma para nós. Nós vemos o resultado e as consequências dos diferentes processos em nós mesmos por nossas reações a algo e as estudamos de uma forma muito limitada, na medida em que somos dependentes e tendenciosos em nossas avaliações.

Além disso, nós somos impotentes quando queremos ascender a um nível mais elevado – aquele que nos criou – e até mais alto até o plano da criação. A julgar pelos diferentes acontecimentos e por nossa própria experiência pessoal enquanto avançamos, nós vemos que todas as forças da natureza estão num sistema que é completo e integral. Estas forças operam de acordo com certos processos e são operadas de acordo com um determinado plano geral sobre o qual não sabemos nada, mas que estamos incluídos.

Porém, a naturezas inanimada, vegetal e animal cumpre o plano instintivamente, pelo comando das ordens da natureza, enquanto nós, junto com a sensação de que estamos envolvidos nisso, temos a sensação de termos nossas próprias ações.

Se nós pudéssemos abordar o estudo da natureza com base nesses dois sentimentos, talvez pudéssemos alcançar algo. Mas a ciência em geral não está envolvida na investigação do nível humano, porque não temos meios reais para medi-lo.

Consequentemente, nós só observamos o que está acontecendo, e essa é a essência de nossos estudos. Nós observamos, coletamos dados e estabelecemos um sistema de conhecimento científico. Além disso, nós podemos usar as nossas modestas opções para influenciar os vários fenômenos e estados da natureza inanimada, vegetal e animal, assim como o homem, e observar a reação que nos permite entender alguma coisa.

Mesmo se ignorarmos o fato de que todas as nossas observações e estudos são baseados em nossa percepção subjetiva, os resultados ainda são um resumo que, em essência, nos dá pouco. Afinal, eles são produto de nossos cinco sentidos limitados.

Ao estudar a flora e a fauna, nós podemos ver o alcance da nossa percepção, mas estes resultados são incertos, nós os comparamos com nós mesmos e não com o padrão atual. Nossa visão tridimensional, a batida do nosso pulso, o movimento do sol e da lua que mede um dia, eras geológicas e a idade do universo, todas as medidas são muito subjetivas.

Assim, o nosso desejo de conhecer o universo não é realmente muito sério. Uma pessoa é como uma criança que atribui capacidades realistas para si mesma. No final, nós usamos apenas as forças da natureza que podemos alcançar. Nós as coletamos e apresentamos em desenhos simples e as usamos de acordo com as nossas capacidades.

Nós não diferimos muito do homem pré-histórico que usava uma vara para construir ou destruir. Nossas varas são um pouco diferentes: aceleradores de partículas, observatórios, etc., mas o princípio é o mesmo. Nós somos como bebês que querem tocar em tudo e colocar em suas bocas, mas estamos apenas em outro nível.

Nós sequer estamos conscientes de como somos limitados. Aqui e ali, nós descobrimos que a natureza é muito mais ampla e profunda, mas não sabemos para onde e como se expande. Nós não conseguimos penetrar nas dimensões superiores ou sair da nossa estrutura tridimensional: as coordenadas de tempo, espaço e movimento.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Filhos Do Universo, Parte 1

laitman_739Pergunta: Vamos sair para o espaço aberto, para o universo que realmente nos deu a vida. O universo é o sistema da criação que é feito de matéria e energia. Ele engloba o mundo que conhecemos, incluindo o espaço e o tempo.

O universo é dinâmico, e de acordo com a teoria do Big Bang, ele está se desenvolvendo de um ponto de partida e está se expandindo gradualmente. Processos universais têm bilhões de anos de idade e estão sujeitos às leis que a ciência moderna estuda. No conjunto, o que podemos extrair do que sabemos sobre o universo?

Resposta: Em primeiro lugar, ao estudar algo, nós temos que determinar a essência dos pesquisadores. O pesquisador é uma pessoa que também é parte da natureza, do universo, do sistema global.

Nós devemos entender as ferramentas de pesquisa que temos; isso manifesta o nosso primeiro erro: vamos supor que nós podemos estudar a natureza objetiva.

Mas, por enquanto, como já dissemos, nós somos parte dela, e uma parte bastante defeituosa e subjetiva. Nós valorizamos e elogiamos o que é bom para nós, e, por outro lado, subestimamos e menosprezamos o que é ruim para nós. Tudo isso acontece em nosso inconsciente.

Além disso, nós somos muito limitados em nossas sensações, sentimentos e sentidos; não sabemos onde eles falham e quando nos enganam. Nós não podemos perceber os erros que cometemos em nossos atributos analíticos e nossas habilidades de esclarecer e comparar as coisas. Isso não está em nosso poder, porque não temos os critérios para examinar as coisas e simplesmente não temos nada com que comparar a nossa mente e sentimentos.

Se estivermos prontos para ao menos reconhecer nossas limitações, é uma coisa boa. A partir daí, nós entendemos que não há nada de absoluto na nossa percepção e que nunca saberemos e obteremos o absoluto. Mesmo que possamos investigar alguma coisa, é só os níveis abaixo de nós: inanimado, vegetal e animal. Eles não são tão desenvolvidos como nós e, portanto, nós podemos estudá-los de alguma forma.

Por outro lado, não podemos estudar a nós mesmos. É porque tudo é alcançado apenas a partir de um nível mais elevado. Esta é a única maneira de podermos atingir a raiz, e, consequentemente, não conhecemos a nós mesmos, porque a nossa raiz, a fonte, o plano, está num nível mais elevado do que nós. As razões subjacentes à nossa essência permanecem inatingíveis.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Muitas Coisas Existem Neste Mundo

laitman_202_0Pergunta: Eu li seus materiais e fiquei surpreso com a questão do desenvolvimento do ego e os estágios intermediários entre os níveis inanimado e vegetal (coral), vegetal e animal (“cão do campo”), animal e humano (macaco).

Muitos se perguntam o que é o “cão do campo”? É um esquilo no deserto de Arava ou outro tipo de esquilo? Afinal, você está se referindo a um animal vegetativo. Você poderia apresentar um nome científico exato, de preferência em latim, se possível?

Caso contrário, vai parecer ingênuo e ridículo, e não há qualquer subcategoria científica. As crianças na escola aprendem que o macaco também é um animal. Enquanto o macaco é semelhante ao ser humano, ele pertence aos animais, mas pode constituir uma espécie de ponte para as pessoas. Todos estes materiais devem ser apresentados através de editoração científica.

Resposta: Eu vou deixar a busca por confirmação científica das palavras do ARI para você. Ele era um grande Cabalista que atingiu o mundo superior e de lá descreve a sua estrutura na linguagem dos ramos, que é o resultado do nosso mundo.

O que ele quer dizer exatamente, eu não me atrevo a discutir, mas estou certo de que se ele escreveu a partir de sua realização das raízes superiores, uma planta-animal, como o “cão de campo”, existe, embora ainda que não tenha sido descoberto pela ciência ou conhecido com esses atributos.

Eu também não sei exatamente a que tipo de macaco de nossos ancestrais evolutivos ele se refere. Os cientistas tentam testar qual deles é o mais próximo de nós, mas eles também podem cometer erros.

Eu só trago as palavras do ARI cuja opinião é correta, sem qualquer sombra de dúvida. Por outro lado, o homem irá gradualmente descobrir todas as raízes superiores de dentro de sua realização espiritual e, consequentemente, os ramos correspondentes.

Opinião (EP Fridman, Primatologia Interessante): Um homem tem vinte e três pares de cromossomos, e os macacos superiores têm vinte e quatro pares. No entanto, não se deve pensar que os outros macacos, incluindo os mais inferiores tão distantes do homem em sua estrutura cromossômica, determinam uma grande semelhança entre os tipos de homem e muitos tipos de macacos inferiores.

No entanto, entende-se que a maior similaridade de cromossomos é determinada entre o homem e o chimpanzé, em até 98%. Existe uma menor semelhança entre os outros tipos de macacos em comparação com o homem e o chimpanzé.

De acordo com os principais sinais básicos de semelhança entre o homem e o macaco, de acordo com cromossomos e sistemas genéticos, o mais próximo é o chimpanzé e o gorila. Depois deles vem o orangotango e, depois disso, o gibão.

A semelhança entre o homem e os macacos não pode ser comparada com o resto dos animais de acordo com a estrutura e os atributos de muitos hormônios. Na cadeia da hemoglobina do gorila, há um total de duas substituições de aminoácidos. O bioquímico Zurkerkendal, comentou: “O gorila é considerado justificadamente como um homem anormal, ou o homem é considerado um gorila anormal”.

Ebola É O Vírus Do Desequilíbrio

Dr. Michael LaitmanPergunta: A epidemia de Ebola está ameaçando o mundo, colocando a humanidade na fronteira entre a vida e a morte. De onde vem o vírus e o que podemos fazer para pará-lo?

Resposta: A epidemia de Ebola tem atraído a atenção de todo o mundo, mas, na verdade, existem muitos problemas com os quais temos que lidar que são tão graves.

Todos os problemas decorrem do desequilíbrio na sociedade humana. É difícil distinguir quais dos problemas que estamos causando provocam guerras e trazem doenças, tsunamis ou erupções vulcânicas.

Há muitos fatores naturais que podem ser mais prejudiciais para a humanidade do que o vírus Ebola. Os especialistas, por exemplo, preveem uma grande erupção vulcânica na Califórnia. A atividade vulcânica está em constante crescimento lá e uma erupção etá muito próxima.

Se isso acontecer, a cinza pode cobrir todo o céu, de tal forma que não seríamos capazes de ver o sol. A temperatura cairia para menos 50 graus Celsius ou até menos 70 graus. Não está claro como seríamos capazes de sobreviver em tais condições.

Nós estamos num sistema e seu desequilíbrio atingiu uma linha vermelha crítica que evoca as forças negativas na natureza. Tudo depende do nível e tipo de desequilíbrio que nós provocamos. Ninguém está nos punindo de propósito desta forma, e essa é, na verdade, a resposta natural do sistema. Se o sistema está em desequilíbrio, ele nos atinge.

No entanto, nós podemos chamar isso de castigo, uma vez que em níveis anteriores no passado, nós nos desenvolvemos por golpes que nos empurraram para frente. A Idade do Gelo é um exemplo disso. Baal HaSulam diz que, quando o planeta Terra foi formado, passou por várias fases alternadas de aquecimento e resfriamento e cada período durou cerca de 30 milhões anos até que a crosta da Terra sobre a qual a vida poderia existir fosse criado em cima deste vulcão gigante.

Sempre houve processos extremos na superfície da Terra, mas eles se acalmaram e trouxeram a terra a um estado de equilíbrio, de modo que as formas de vida poderiam aparecer. A diferença de temperatura entre o inverno e o verão é cerca de 20 graus, no máximo, o que é uma diferença insignificante em comparação com o que aconteceu neste planeta antes dele atingir um estado de equilíbrio, quando a temperatura poderia subir para 2000 graus e cair para 50 ou 200 graus abaixo de zero.

O equilíbrio foi alcançado em certas condições em que podemos existir. A vida proteica pode existir graças a um equilíbrio da temperatura na terra, nos oceanos e no solo.

Na medida em que o homem se desenvolveu, ele subiu acima de todo este sistema. Todas as partes da natureza estão conectadas a um sistema: a atmosfera, os oceanos e os continentes. A terra não existe de acordo com as leis dos Estados e nações que são divididos por fronteiras, mas como um planeta com uma ecologia e processos naturais coletivos, gerais. As pessoas que vivem neste planeta hoje perturbam o equilíbrio.

Este sistema não tem a intenção de nos punir, mas reage de acordo com as nossas ações, de modo que nós recebemos o que merecemos dele. É claro que ele nos bate por perturbar o equilíbrio em nosso nível humano. Como fator negativo causando desequilíbrio, a humanidade recebe um contra-ataque.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

A Sabedoria Da Cabalá É Uma Investigação Científica Numa Base Experimental

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam fala sobre a sabedoria da Cabalá como sendo “uma pesquisa científica numa base experimental” (no artigo, “A Paz”), por isso é correto, é realmente assim. A sabedoria da Cabalá tem a mesma abordagem que toda ciência neste mundo. O que difere é o objeto que eu investigo e as ferramentas que uso. Mas as regras e os princípios gerais são idênticos, sendo o principal deles: “Um juiz só tem o que seus olhos veem” (Baba Batra 131a).

Alguém poderia vir e me convencer de que vermelho é preto. Mas eu vejo que isso é vermelho, e por isso eu escrevo em minha pesquisa que é vermelho. Isso significa que eu acredito só no que eu vejo. Um pesquisador diz uma coisa, um segundo diz outra coisa, e, por fim, isso é compilado em algum tipo de conhecimento que todos aceitam. Em princípio, todas as ciências se baseiam em dados estatísticos. Esta abordagem demonstra as conclusões numa base experimental, tornando possível reunir todos os dados e chegar a algum tipo de regra geral.

Porém, na sabedoria da Cabalá, não há métodos estatísticos onde um cientista faça muitas experiências e, por fim, decida que este parece ser o resultado. Se algum dos dados é descoberto por um Cabalista, isso já é um fato absoluto, de acordo com seus Kelim e seu nível.

Isto é assim, mesmo que o próximo nível e os próximos Kelim revelem isso como tendo sido um erro e a verdade seja revelada. Então, no próximo Kli e nível isso será revelado como um erro, e no próximo como verdade. Isso é sempre o que acontece durante a transição de um nível para outro.

Portanto, não há verdade absoluta, a não ser o que você está investigando atualmente. Você investiga o Criador como um absoluto, até que Ele é revelado.

Pergunta: Você diz que a sabedoria da Cabalá é baseada na experiência pessoal. Então, o que a “fé nos sábios” significa em sua realização?

Resposta: Isto é o que é aceito em qualquer ciência regular. Se você é aluno de um grande cientista, eles o respeitam também. Você já pertence à sua escola. Isso significa que está claro quem você é, ou seja, quem o formatou, quem o transformou num cientista. Isso é chamado de professor.

E na sabedoria da Cabalá isso é ainda mais importante, pois o aluno recebe toda a Luz, todo o poder de cima para baixo através do professor, e é sempre assim que isso continua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Declínio da Babilônia, Parte 6

Comentário: Como resultado da espiral mundial da história voltamos a um “impasse babilônico”. Acontece que os judeus trouxeram todo o mundo para esta condição porque eles desempenharam um papel importante no progresso científico e tecnológico. Assim, eles realçaram o processo.

Resposta: O grupo de Abraão manteve contato direto com a força superior, a energia positiva da natureza e o equilíbrio com a natureza composta de forças binárias básicas (mais-menos, a absorção separação, etc.). Sem esse contato, a filosofia, ciências diversas e numerosas tendências de desenvolvimento, que foram trazidas a este mundo pelos judeus, nunca teriam aparecido.

Se não fosse o grupo que foi conectado com a espiritualidade, neste momento, a humanidade já teria expandido-se em quantidade, mas não em qualidade. Seu progresso não seria baseado na sua realização espiritual. Temas como geografia, história, biologia, zoologia, ou quaisquer outros ramos científicos que exploram este mundo material, não teriam surgido.

Isto não é sobre os judeus, mas sim sobre a sua ligação com a força positiva que lhes permite vincular “aspectos positivos e negativos” e respeito à natureza como um sistema.

A ciência é um estudo sistemático da natureza a nível inanimado, através de disciplinas como física, química, cosmologia e astronomia. Os níveis vegetativo e animado são estudados por meio da biologia, zoologia, botânica e outros. A ciência estuda o inanimado, o vegetal e o animal da natureza, enquanto que a psicologia explora o comportamento humano.

Assim, se formos ainda mais fundo, vamos encontrar os judeus que lançaram todas as ciências. A propósito, filósofos religiosos medievais que estudaram estas questões escreveram que os antigos gregos aprenderam os conceitos básicos, de sua filosofia, da cabalá, e como bem sabemos, todas as outras disciplinas resultam da filosofia.

Pergunta: Então, todo o potencial científico e tecnológico diz respeito à conexão de duas forças principais, o positivo e o negativo. Isto foi transmitido à humanidade através do grupo de Abraão, não é mesmo?

Resposta: Sim. É assim porque o conhecimento humano deriva de um estado de equilíbrio com a natureza. A condição para o equilíbrio com a natureza é a noção de “amar o próximo como a nós mesmos”. Ela ocorre com a condição de que ambas as forças positiva e negativa estão em equilíbrio, permitindo, assim, à terceira, a força superior da natureza, chamada o Criador surgir entre elas.

No entanto, somente os cabalistas são capazes de perceber esta força. O equilíbrio pode ser entendido através da metodologia que os judeus, o povo de Israel, revelaram ao resto do mundo.

Assim, é bastante natural que, no final, somos nós quem devemos ser culpados por tudo o que acontece no mundo. No entanto, ainda precisamos das ciências, porque elas fazem o seu trabalho. De forma alguma elas nos levam ao mundo superior, a fonte e meio de governança deste reino material. Elas só exploram esta realidade física. Ainda assim, as ciências aceleram nosso crescimento e nos fazem sentir decepção na nossa capacidade de alcançar a espiritualidade, ficando no nível material.

Hoje, a ciência atingiu um beco sem saída e agora não há espaço para mais progresso científico. A penetração científica na matéria é puramente mecânica. Além disso, não há nenhum sentido em qualquer desenvolvimento das ciências. Nosso avanço é egoísta, é a base de tudo o que fazemos, e é nosso desejo de sentir o melhor que pudermos. Vemos que como um meio para melhorar a vida, atualizar o mundo, e melhorar a sociedade, a ciência não lida com esta tarefa direta. Pelo contrário, ela nos faz sentir ainda pior. Então, por que precisamos dela? Quanto menos sabemos, melhor dormimos.

[143153]

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/8/14

 

A Ciência Do Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência ou não?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência divina, uma ciência do mundo superior, e não uma ciência regular. Ela funciona com outras ferramentas, não como biologia, física ou anatomia. Esta é uma ciência que é diferente de todas as ciências do mundo pois usa diferentes ferramentas e métodos.

Embora, basicamente, a sua meta não seja muito diferente. Isso ocorre porque na ciência regular a pessoa também está inconscientemente procurando o Criador, a origem da vida. A partir deste desejo ela recebe um impulso pela investigação científica. Ela sente satisfação em alcançar algum tipo de verdade.

Talvez esta verdade seja o oposto da verdade, mas isso não importa. A ciência tem uma centelha divina nela, e isso é o que atrai o cientista. O problema é que essa centelha cativa a pessoa e se veste em seu ego de modo que é difícil extraí-lo.

No entanto, em virtude dessa centelha, os cientistas são grandes fanáticos de sua ciência. Eles estão prontos a se sacrificar por sua causa, a conduzir ensaios clínicos em si mesmos, e a praticá-los dia e noite. Basicamente, eles estão correndo atrás da centelha que está submersa no ego, na “Klipa“.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 47

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Células – Comunistas

A matéria viva, embora materialmente insignificante na biosfera, energicamente age nela em primeiro lugar. (Vladimir Vernadsky, Pensamento Científico como um Fenômeno Planetário)

O insignificante filme da vida basicamente escravizou toda a Terra. Como isso pôde acontecer? Poderia ser que os elementos separados da matéria viva não estão apenas unidos, mas também interagem ativamente um com o outro?

Cada membro tem o seu próprio interesse pessoal. A essência da evolução é que os elementos individuais que têm interesses pessoais tornem-se unidos num único corpo, e comecem a agir no interesse público. (Elisabet Sahtouris, “A Biologia da Globalização”)

Assim, a evolução está caminhando para a unificação. A questão é: quando esse processo “social” começou?

A capacidade das células de se mover ativamente e interagir umas com as outras, de acordo com certas regras, permite que os cientistas hoje falem sobre “comportamento social” das células. Provavelmente, algo como a cooperação descrita de células semelhantes aconteceram em nosso planeta cerca de 4 bilhões de anos atrás, no limiar do surgimento de vida. (Eugene N. Panov, Fuga da Solidão)

Parece que essa capacidade de interagir, ou mais precisamente de cooperar, que apareceu de algum lugar, expressa a essência da diferença entre a vida e o inanimado.

Por fim, a nosso ver, a coisa mais importante é que as células não simplesmente interagem. Juntas, eles cuidam de todo o corpo e trabalham para o bem comum, deixando para si apenas o que é necessário para a vida. Na verdade, seu trabalho ilustra um conhecido princípio comunista – “De cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo suas necessidades”. (Karl Marx, A Crítica do Programa de Gotha)

Mesmo auto-sacrifício não é estranho para elas.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA) descobriram o auto-sacrifício em nível celular.

Acontece que as células-mãe de levedura dão suas mitocôndrias para filhos e fazem isso tão abnegadamente que, no final, elas morrem.

Nós podemos resumir isso. As células tendem não apenas a se unir – elas buscam a cooperação. Como resultado desta atividade, as células sobem ao próximo nível da escala social – o nível dos organismos.