Textos na Categoria 'Casamento'

O Adaptador Das Relações Familiares

Dr. Michael LaitmanPergunta: A primeira condição para se estabelecer uma conexão num casamento é a capacidade de sentir o outro. Como podemos desenvolver a capacidade de sentir o outro e seus desejos como meus?

Resposta: Se eu quero amor e uma atitude positiva entre duas pessoas para cobrir todos os nossos pecados mútuos, todas as más qualidades, eu preciso descobrir o que meu parceiro gosta, o que ele quer, e o que ele espera de mim.

Primeiro eu tenho que descobrir em mim a necessidade de doar ao outro. Então eu tenho que responder à pergunta: O que eu posso dar a ele, como posso fazê-lo feliz? Esta nova necessidade me obriga a verificar o que ele quer e o que ele espera.

Nós temos que discutir isso para que cada um seja capaz de se expressar livremente e revelar seus sentimentos a seu parceiro, seus desejos mais secretos e como cada um quer receber sinais de amor do seu parceiro. Cada um deve ajudar o outro a compreender a si mesmo para sentir e começar a viver no outro. Eles têm que sentir os desejos do outro como seus, como se as satisfações que eles fornecem a esses desejos estivessem em si mesmos.

O amor chama-se unidade, e é alcançado pela incorporação no outro. Eu subo acima dos meus desejos e aparentemente restrinjo-os, e não os utilizo para meu próprio prazer. Agora, em vez dos meus próprios desejos eu quero absorver os desejos do meu parceiro: O que ele quer, o que ele ama?

Eu quero sentir os desejos do outro dentro de mim, para que eles preencham o lugar onde meus próprios desejos estão. Isso significa que eu coloco os desejos do outro acima dos meus e suprimo os meus. Agora eu trabalho e invisto todas as minhas forças para que os desejos do outro se tornem parte de mim e comecem a viver em mim. Por isso, eu quero construir a sua imagem dentro de mim.

Eu calculo como eu posso doar a ele. Eu faço esses cálculos internamente, trabalhando com a imagem que foi criada dentro de mim, com todas as suas necessidades, desejos, anseios e esperanças. Tendo construído esta imagem em mim e trabalhado nela, agora eu sei como tratar o outro.

Nós fazemos todo esse trabalho mutuamente, discutindo coisas. Nós ajudamos um ao outro a perceber a imagem do outro, como se diz: “Cada um deve ajudar o seu amigo”. Assim, a pessoa começa a subir acima de sua própria natureza para a natureza do outro. Isso é chamado de “ajudar contrária”, já que ajudamos um ao outro a construir essas imagens dentro de nós: eu construo a imagem de minha esposa dentro de mim e ela constrói a imagem de seu marido. Agora, cada um inclui duas imagens dentro de si: a sua própria e a de seu parceiro.

Estas imagens constantemente mudam e se tornam mais claras, refletindo cada vez mais seus próprios atributos. Por fim chegamos a um estado em que sabemos como nos relacionar com o outro. Eu me conecto a ela através de sua imagem que está em mim e ela se conecta a mim através da minha imagem que está nela. Assim, nós alcançamos a conexão.

Os objetos espirituais (Partzufim) são dispostos de acordo com o mesmo princípio. Antes do Partzuf Galgata gerar o Partzuf AB, ele cria o Partzuf AB dentro dele. Se o Partzuf AB quer se conectar a Galgalta, ele faz isso através do Partzuf AB interno que está em Galgalta.

Isto significa que cada Partzuf tem que construir internamente algum tipo de adaptador, a fim se conectar ao outro Partzuf. Este adaptador reflete com precisão o Partzuf externo ao qual ele se conecta, mas é só no anterior. Em uma mãe há naturalmente a imagem da criança e assim ela entende intuitivamente como tratá-la.

Em termos fisiológicos, o útero é um adaptador que usa todas as reservas do corpo fornecendo tudo o que embrião precisa. Após o nascimento, há a fase de assistência e os cuidados externos com o bebê, mas isso é sempre realizado pela imagem da criança que está na mãe.

Diz-se que o homem foi criado “à imagem de Deus”, o que significa de acordo com o modelo especial da (imagem) superior que o pai e a mãe espirituais (o Partzuf Aba ve Ima) dão ao inferior. De acordo com a mesma equivalência de forma, é também possível conectar um ao outro; de outro modo não haverá nenhuma conexão.

É o mesmo em tecnologia: nós sempre temos que construir um adaptador, de modo que dois corpos diferentes se comuniquem. Numa parte deve haver uma saída que se adapta à entrada na outra parte. Se a entrada e a saída coincidem, os corpos podem se conectar.

Se entendermos como isso funciona e soubermos como estabelecer tal adaptador, sem dúvida alcançaremos a correta conexão mútua. Portanto, nós devemos constantemente continuar este trabalho, a fim de melhorar estes sistemas.

Da “Discussão sobre a Nova Vida”, 16/07/12

Sobre As Reclamações Das Mulheres

Dr. Michael LaitmanPergunta: Muitas vezes acontece na família desposa ter muitas queixas contra o marido, mais do que ele tem contra ela…

Resposta: Sempre foi assim, uma vez que é típico da natureza feminina se sentir insatisfeita. Aqui, o casal não deve olhar para o equilíbrio. O que é natural não deve ser condenado nem elogiado.

É claro que uma mulher sente maior insatisfação. 90% das queixas vêm dela, enquanto o homem geralmente é limitado a uma simples frase: “Apenas deixe-me em paz”.

È assim que nós somos, e com esses atributos precisamos complementar um ao outro. A partir disso, fica claro que o homem e a mulher têm papéis diferentes.

Que parte deve o homem fornecer? Uma vez que a mulher está pronta para fazer tudo para ele, para manter a conexão e fornecer tudo o que ele precisa, tudo o que ela quer é a sua atenção. Essa é a natureza feminina. Assim, o homem é obrigado a mostrar constantemente uma atitude honesta e natural, que seja calorosa e preocupada. É um trabalho difícil para o homem embora seja muito fácil para uma mulher. Quando o homem presta atenção à mulher, ela tem “combustível” para qualquer esforço.

Portanto, o homem deve expressar a bondade, e isso é difícil para ele, e a mulher deve alterar muitas coisas, o que é fácil para ela se ela sente a atitude correta dele.

Estes são os resultados das raízes espirituais e não há nada que possamos fazer sobre isso…

Da “Discussão sobre uma Nova Vida” 16/07/12

Modelo Das Relações Familiares

Dr. Michael LaitmanNós experimentamos a vida nas relações familiares em nossa conexão com o outro. Nós não estamos falando de coisas externas aqui, nem sobre eu e minha esposa, mas sobre como conectamos as imagens de nossos cônjuges que existem em cada um de nós com as imagens de nós que os nossos parceiros têm. Estas imagens recíprocas se unem na medida em que se tornam um todo no final. Nós estamos mudando o tempo todo, e por isso devemos continuar a trabalhar nestas imagens um do outro, desenvolvendo-as e desenvolvendo seu relacionamento.

Atualmente, nós já nos ligamos inconscientemente uns com os outros desta forma. Digamos que quando você está falando com seu chefe, você cria a imagem dele dentro de você, e com base nesta imagem, você escolhe o que dizer a ele. Apenas numa família nós queremos estar conscientes desta conexão para poder gerenciá-la e torná-la boa.

Na verdade, nós já estamos agindo desta forma. Adaptadores semelhantes trabalham na natureza, em tecnologias e biologia. Sem eles, seria impossível manter o elo entre nós. Mesmo se estivermos conectados de uma maneira errada, nossos laços ainda suportam a mesma forma.

Em outras palavras, eu tenho que criar uma imagem da minha esposa dentro de mim; reciprocamente, ela tem que me ajudar, criando a minha imagem dentro dela. Este é todo um processo, porque nenhum de nós sabe ou entende bem a si mesmo o suficiente e não entende seu parceiro. Nós temos que gradualmente discutir e esclarecer todas as questões potenciais que existem entre nós.

As mulheres geralmente se queixam que seus maridos não falam com elas, não prestam atenção a elas, e não mostram muito interesse nelas em geral. Todas as suas queixas podem ser imediatamente satisfeitas. As queixas das mulheres são verdadeiras e corretas, uma vez que correspondem às necessidades espirituais que existem da parte feminina, Nukva, em relação à parte masculina.

As imagens do nosso parceiro são compostas de seus desejos e aspirações, de seus hábitos, percepções, opiniões e atitudes. Nós temos que nos comportar como atores que desempenham papéis especiais, e para esta tarefa, nós entramos na imagem interna do personagem que atuamos. Seu corpo físico continua o mesmo, mas todo o seu mundo interior de pensamentos, desejos e hábitos se veste de uma nova maneira. É para isso que devemos nos esforçar.

E quando você se construir desta forma, você vai entender o mundo interno de seu parceiro. Você vai olhar para o mundo como se através dos olhos dele e perceber através de seus hábitos e suas qualidades naturais. Você vai começar a ver o mundo através deles, vai entender melhor o que ele espera de você, e ver claramente que tipo de ligação com eles você é capaz de fazer. Em outras palavras, vamos realizar uma pesquisa profunda do sistema que se opõe a nós, em vez fazer uma análise superficial; nós vamos perceber isso internamente, vestindo-nos nele. Nós vamos construir um tampão, um adaptador, entre nossos cônjuges e nós. As esposas vão fazer o mesmo em relação aos seus maridos. Geralmente, as mulheres lidam com isso com muito mais facilidade do que os homens, já que os homens são construídos mais primitivamente do que as mulheres; portanto, as mulheres entendem melhor os homens, e não o contrário. As esposas conhecem seus maridos muito melhor, já que é concedida às mulheres a capacidade de ver seus maridos da maneira correta pela natureza.

Da “Discussão sobre uma Nova Vida” 16/07/12

Uma Conversa Silenciosa Contínua

Dr. Michael LaitmanPergunta: A criação de um novo tipo de relação familiar é um processo que desenvolve gradualmente a conexão entre nós. Como isto começa?

Resposta: Tudo começa com o curso de educação integral. Ele oferece uma explicação de nossa natureza e nossa união com esclarecimentos sobre a rede geral que nos conecta, a liberdade de escolha, o nosso egoísmo perpetuamente crescente, e o sistema em que todos têm que ajudar um ao outro. Temos que aprender a ouvir nossos amigos, a fim de sermos inspirados por eles, admitirmos a importância da anulação pessoal e reconhecermos a importância da inclusão no outro. E a forma mais importante para avançarmos são os workshops, onde sentamos juntos, dois de nós (face-a-face) ou em pequenos grupos, e discutirmos coisas tentando sentir o processo e descobrir formas de construí-lo.

Há certo processo que define a estrutura dos nossos workshops; o professor deve nos conduzir através dele. Ele deve constantemente acrescentar perguntas e trazer novos temas para discussão. Ele é o único que nos conduz passo a passo, etapa por etapa, e, gradualmente, permite-nos desenvolver nossos desejos, pensamentos e aspirações. Nós estamos diante de uma situação em que não temos outra escolha senão reconhecer certas qualidades dentro de nós e compará-las com o que as outras pessoas veem em nós. Nós também temos que ter consciência de como tratamos as mesmas qualidades nas outras pessoas e buscar meios de nos elevar acima de nossas críticas.

Temos que estudar cuidadosamente a nós mesmos; no entanto, a principal coisa é aprender a superar nossas reivindicações. Eu continuo tentando muitas vezes e finalmente alcanço! Você já viu um gato que está se preparando para dar o bote? Se ele quer saltar do chão para cima da mesa, ele se flexiona várias vezes, como se estivesse tentando, e só então ele salta. Da mesma forma, temos que fazer os exercícios e depois pular.

Cada workshop tem uma parte teórica, mas o principal é a discussão, durante a qual ficamos nos conhecendo melhor. Aprendemos com nós mesmos e trazemos nossas dúvidas, problemas e momentos difíceis que nunca traríamos de outra forma por causa da nossa masculinidade. Um homem (Gever) é aquele que supera (Mitgaber) a si mesmo em vez de seguir seus instintos. Um herói (Gibor) é aquele que conquista sua predisposição egoísta.

Portanto, nós temos que perceber nossas fraquezas, e o que significa o verdadeiro herói: aquele que as supera. Na vida normal, quando as pessoas estão discutindo, brigando e gritando umas com as outras, elas parecem crianças pequenas. Cada uma parece querer demonstrar que grande egoísta ela é. Em nossos workshops, nós demonstramos claramente que somos os heróis, já que a palavra “herói” (Gibor) tem a mesma raiz da palavra “superar, vencer” (Hitgabrut).

Temos que falar sobre isso de forma aberta e direta. Graças a esse trabalho mútuo vamos realmente começar a sentir um ao outro. E nunca mais haverá tais censuras, como as que as mulheres fazem frequentemente a seus maridos: “Por que você nunca fala comigo!”. Seu marido nem terá que falar com ela, uma vez que em nossos workshops nós vamos aprender a sentir um ao outro internamente. Uma poderosa comunicação interna será iniciada entre nós.

É como pessoas que vivem juntas há muitos anos. Por exemplo, eu vivo com minha esposa há 45 anos e agora não precisamos falar muito. A conversa não é mais uma necessidade, mas sim uma tradição. Se fôssemos recém-casados, eu teria que falar muito com ela. No entanto, depois de tantos anos juntos, nós nos conhecemos tão bem que nos comunicamos internamente.

Os mesmos resultados podem ser alcançados através dos workshops que conectam as pessoas. Se nos elevarmos além dos assuntos familiares e falarmos dos problemas do mundo, do meio ambiente, da sociedade, dos países em que vivemos, e de todo o planeta, todos eles derivam da conexão incorreta entre as pessoas.

É disto que a economia e as finanças estão sofrendo. Em alguns lugares as pessoas estão morrendo de fome e em outros lugares há pessoas obesas jogando fora excedentes de comida. A razão para tal estado das coisas são as conexões erradas e a falta de igualdade. É por isso que é claro para todos que se conseguirmos corrigir os problemas familiares e ir além deles, vamos alcançar o sucesso.

Da “Discussão Sobre a Nova Vida” 12/07/12

Por Que Não Somos Um Bom Partido Um Para O Outro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: No curso das discussões sobre educação integral surgiram questões sobre as relações familiares, porque as pessoas estão cansadas de problemas domésticos e sentem que não precisam de famílias. Como pode ser explicado a uma pessoa que ela precisa de uma família? Qual é a vantagem de formar este tipo de relação para o desenvolvimento de uma pessoa?

Resposta: Há algum tempo as pessoas viviam muito primitivamente: nós não deixávamos nossas cidades, nossas relações pessoais, bem como o sexo era primitivo – não exigíamos nada.

Hoje, as pessoas mudam em poucos anos ou mesmo mais freqüentemente. Nós não estamos satisfeitos com as mesmas coisas de antes. Se eu me casei com uma garota que gostava e que realmente me agradava nos meus vinte anos, então, em meus trinta anos eu já não gosto dela. E nos meus cinquenta e sessenta eu já não gosto da segunda mulher. O que pode ser feito? Nós sentimos que nossos pontos de vista diferem e não é culpa de ninguém.

Esta é a turbulenta evolução interna que estamos experimentando hoje, e esta é a rapidez com que estamos mudando.

Por esta razão, ninguém deve impor às pessoas a idéia de um casamento prolongado, especialmente devido à duração da vida atual. Um sério sistema de incentivos deve ser inventado num casamento para que as pessoas possam ver um claro benefício para se manterem casadas, uma vez que têm que substituir os hábitos, responsabilidades, incompatibilidades físicas e morais com o parceiro com quem passaram dez ou quinze anos. Como isso pode ser feito?

Deve haver uma ideia superior, algo superior ao nosso mundo, uma recompensa que só poderia ser obtida dentro de um casamento.

De KabTV “Construindo um Ambiente Social” 24/09/12

Os Homens Não Gostam De Sentir A Tristeza De Outra Pessoa

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Associação Americana de Psicologia): “Os homens gostam de saber quando a sua mulher ou namorada está feliz, enquanto as mulheres realmente querem que o homem em sua vida saiba quando elas estão chateadas, de acordo com um novo estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia”…

“‘Pode ser que para as mulheres, ao ver que seu parceiro está chateado, isso reflita algum grau de investimento e envolvimento emocional do homem no relacionamento, mesmo durante tempos difíceis. Isto é consistente com o que se sabe sobre a insatisfação que as mulheres muitas vezes experimentam quando seu parceiro torna-se emocionalmente retraído e desligado em resposta ao conflito’, disse o principal autor do estudo, Shiri Cohen, PhD, da Harvard Medical School”…

“A satisfação do relacionamento foi diretamente relacionada à capacidade dos homens de ler corretamente as ‘emoções positivas do seu parceiro feminino. No entanto, ao contrário das expectativas dos pesquisadores, as mulheres que entenderam corretamente que seus parceiros estavam chateados durante o incidente em vídeo eram muito mais propensas a ficar satisfeitas com seu relacionamento do que se entendessem corretamente que o parceiro estava feliz. Além disso, quando os homens entendiam que a sua parceira estava com raiva ou chateada, as mulheres relatavam estar mais felizes, embora os homens não. Os autores sugerem que ser compreensivo com as emoções negativas do parceiro pode parecer ameaçador para a relação para os homens, mas não para as mulheres”.

“Os resultados mostram também que quanto mais os homens e mulheres tentam ser compreensivos com os sentimentos do seu parceiro, mais felizes eles são. Os autores sugerem que essa pesquisa deve encorajar os casais a apreciar melhor e comunicar os esforços um do outro para serem compreensivos”.

Meu comentário: É comprovado que a comparação entre os sexos é impossível. Eles não são nem opostos, ou seja, iguais e opostos; eles não estão em níveis comparativos. Isso ainda será descoberto pela ciência. Portanto, nós devemos tratá-los como entidades incomparáveis.

Harmonia Entre Um Homem E Uma Mulher

Dr. Michael LaitmanPergunta: Cada aspecto da vida de uma pessoa deve ser examinado através da dinâmica de desenvolvimento dos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal e a saída para um novo nível chamado de “humano”. Como você vê essa dinâmica nas relações integrais desenvolvidas entre um homem e uma mulher?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que entender que um casal, um homem e uma mulher, tem que participar junto no estudo da educação integral, revisar os mesmos materiais, experimentar os mesmos processos, compreender e interiorizar o método de incorporação mútua. Assim como os casais do mundo animal (o macho e a fêmea, a prole, o rebanho, etc.) mutuamente se entendem instintivamente, do mesmo modo temos que fazer as pessoas entenderem o que significa estar em harmonia com a natureza e entre si. Isso significa entre os dois parceiros, entre eles e seus filhos, entre o casal e seus pais e outros parentes.

Nós enfatizamos bastante o fato de que as pessoas têm que se completar, como no grupo. No geral, é um grupo mútuo, e se cada membro compreende sua fraqueza e como completa o outro, então nós podemos ver uma harmonia interessante na natureza, que não podemos encontrar entre um homem e uma mulher de nenhuma outra forma. Isso significa que eles não “entram” na estrutura um do outro, mas completam essas estruturas, de modo que, no final, exista uma fronteira muito interessante pela qual eles se conectam com prazer.

Um campo de prazer é criado, do tipo “Yin e Yang”, onde a conclusão é harmoniosa e sábia. Tudo isto acontece de modo que eles possam organizar um pequeno grupo pessoal próprio. Visto que o seu objetivo é criar uma harmonia geral coletiva, eles formam um grupo estável, já que todos os outros grupos podem mudar. Nós enfatizamos o fato de que eles devem estudar juntos e ler o mesmo material, pelo menos um pouco, 15 minutos por dia, se tiverem tempo. Eles não devem abusar desta oportunidade de estudarem juntos. Eles devem ter tempo para descansar um do outro e de seu grupo. Eles têm que processar o material e ficar só um pouco.

Mas, para fazer isso, eles têm que revisar o material juntos. Isso realmente aproxima as pessoas. Além do mais, isso é muito útil para o estudo e como se relacionar com uma criança, para que ela seja incluída no sistema integral. Mais tarde, a divisão de diferentes tarefas é realizada quando cada um entende a sua parte e não há conflitos de uma parte com outras.

Em geral, as pessoas estão tentando pensar na sociedade integral, apesar de toda a sociedade em torno delas não ser ainda integral. Ainda assim, se elas tentam se comportar de forma integral, e dividem as tarefas e oportunidades tanto quanto podem, elas realmente começam a sentir que algo é criado entre elas, como uma criança que cresce delas, algo que é comum e coletivo, que criou esse ser humano que mais tarde se dividiu em Adão e Eva.

Da Discussão sobre Formação Integral 05/03/12

Família: A Neutralidade Para Completar a Compreensão Mútua

Pergunta: Há dois tipos de família tradicional. O primeiro tipo é a chamada família, educada, agradável, sabe-se que é costume se conter; conter seus sentimentos, emoções e pensamentos : A fim de manter a paz na família, a pessoa não expressa tudo o que ela pensa. O outro tipo é uma família onde as pessoas expressam suas emoções, sentimentos e coisas com as quais elas não estão satisfeitas. A mulher constantemente aponta falhas do homem; ela bica e reclama o tempo todo.

Qual é a maneira certa de agir? As pessoas deveriam restringir-se ou não, expressar-se ou direcionar a energia do casal em direção a integralidade?

Resposta: Eu acho que essas questões devem ser resolvidas em um grupo. Um grupo de educação integral, que cuida da participação de uma pessoa em comunidades sociais também deve examinar essas questões. Em um grupo como este, as pessoas têm oportunidades diárias para corrigir suas atitudes e relacionamentos com as outras.

Eu acho que a resposta é muito simples. As pessoas devem se permitir ser mais honestas e se abrirem para a extensão de seu avanço na educação integral, e elas vão continuar a abrir-se, pois continuam a completar mutuamente uma à outra. Quando eu sinto que o meu parceiro não me completa, ele não me entende e eu ainda não o entendo. Eu não sei como me abrir. Eu não sei como agir nessas situações.

Continuamos um pouco neutros, mas assim que somos capazes de introduzir no nosso contato mútuo qualquer dos nossos recursos internos, tais como desejos, necessidades, pensamentos e hábitos – fazemos. É necessário fazer uma pessoa sentir que a interação integral é mais importante.

Assim se torna uma possibilidade em qualquer nível, você imediatamente incluí seus desejos, pensamentos, necessidades, fraquezas, e qualquer coisa nele. A principal coisa é dar-lhe o objetivo de unir, e o que é isso. Então, uma pessoa torna-se seu próprio psicólogo.

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De uma palestra sobre educação infantil Integral 3/5/12

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Diz-se na Bíblia que a mulher foi criada a partir da costela de um homem. A palavra hebraica original para “costela” significa tanto costela quanto sombra.

Isto é, uma mulher é criada como um reflexo de um homem, e por esta razão, ela deve ajudá-lo e dar a aprovação e conselhos de acordo. Como também está escrito: “Ouça a mulher.”

A mulher deve ser mãe, dona de casa, uma mulher no comando. Ela tem que sentir que a família é o seu domínio, e que o marido é responsável por tudo o que está fora do domicílio.

Um homem deve obedecer a sua esposa totalmente em assuntos relacionados à sua família comum, e ela deveria obedecê-lo quando se trata de resolver todas as outras questões. Este é o caminho em que devem apoiar um ao outro, de modo que a sua parceria corresponderia ao versículo bíblico que diz que ela existe como sombra do marido.

Se não houver nenhuma sombra, então não há sol. É uma alegoria que pode ser desenvolvida a partir de um ponto de vista interessante psicológico. Quando um homem e uma mulher coexistem desta maneira, o sol brilha sobre eles e eles se desenvolvem.

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De uma palestra sobre educação infantil Integral 5/3/12

 

Um Momento, Fique Parado!

Dr. Michael LaitmanAo discutir problemas conjugais com sua esposa, é importante falar honestamente, sem manter nada em segredo ou sofrer silenciosamente. Nós não “fechamos” nossos ouvidos, pelo contrário, continuamos abertos ao diálogo e nos abrimos ao nosso parceiro.

No entanto, ao mesmo tempo, não fazemos uma lista de falhas ou desejamos recordar o mal. Está escrito a respeito dessas falhas: “O amor irá cobrir todas as transgressões”. Nós só as expomos durante uma conversa, quando ambos falam sobre si e seu parceiro. Como consequência, uma “pilha de lixo” cresce entre nós, e temos que superá-la. Se olhássemos um ao outro enquanto estivéssemos em lados opostos deste lixo, só veríamos o lixo, não o nosso parceiro. Então, o que vamos fazer?

Nossa única chance é nos elevar acima dessa sujeira. Ao mesmo tempo, não fazemos promessas ao longo da vida. Além disso, sabemos que de fato essa pilha vai se tornar ainda maior na próxima vez que falarmos. Naturalmente, ela cresce de um dia para outro; essa é a vida. É por isso que nós vamos precisar desta avaliação crítica mais de uma vez.

Ainda assim, uma vez que colocamos tudo sobre a mesa, passamos a um exercício oposto, elevando-nos acima da “roupa suja”. Eu quero amar o meu parceiro do jeito que ele aparece acima dessa pilha, quando eu olhar para ele com olhos limpos e livres de críticas. Para fazer isso, é como se deixássemos a mesa onde todo o lixo está empilhado. Agora, eu vejo a minha esposa de uma maneira diferente, como eu a vi quando decidi unir o meu destino ao dela. Agora eu quero parar em nosso melhor momento, quando ela era minha perfeição absoluta, e este exercício nos ajuda a seguir em frente.

No entanto, não basta subir acima da sujeira. Como esta abordagem nos torna mais fortes, nós dizemos um ao outro como ela é perfeita e como eu sou perfeito. É como se estivéssemos cobrindo o lixo com uma cobertura de chocolate, massa doce com camadas de creme, sorvete, etc. Toda a amargura permanece dentro, mas há unidade fora: nós damos acabamentos um ao outro; dizemos um ao outro sobre as qualidades maravilhosas do nosso parceiro, as virtudes únicas de sua personalidade. Aqui nós podemos falar sobre as coisas mais sagradas, fazendo-as parecer perfeitas. Isso nos afetará para melhor e com certeza vai mudar todo o espectro da nossa relação, incluindo a nossa relação sexual.

Portanto, nós realmente trabalhamos no nível da psicologia e do raciocínio; nós temos uma competição honrada, sem brincadeiras, tornando-a profunda e sincera. Nós elogiamos um no outro aquilo que queremos revelar como opostas à crítica que tínhamos no início. Isto já não é uma discussão de crítica, mas uma análise positiva. É desta forma que nos tornamos mais fortes em nossas boas intenções de um para com o outro.

Então começa a fase seguinte, que é a prática. Ações apoiam as intenções e, de certo modo, as valida. É por isso que vamos passar para a próxima fase da discussão: “O que a minha mulher quer de mim e o que quero dela?”. Aqui, cada parceiro revela todas as suas aspirações para com o outro: começando com o básico, coisas essenciais e terminando com coisas pessoais e íntimas. Ao mesmo tempo, tentamos sentir os desejos de nosso parceiro, seus desejos e expectativas.

Assim, o momento de agir vem, nós nos tornamos um todo. E isso leva ao próximo exercício que vamos falar mais tarde que é desenvolver o mesmo tipo de atitude em relação a cada pessoa no mundo…

Da Conversa n º 34, “Uma Nova Vida”, 12/07/12