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Comece Uma Nova Vida!

laitman_629_1Pergunta: Por que nós queremos explorar um ao outro e estamos dispostos a pisar nos outros apenas para que isso seja melhor para nós?

Resposta: Porque senão não sentimos que usamos o mundo. Somente através da exploração dos outros podemos ter êxito; essa é a nossa natureza egoísta.

Ter êxito de outra maneira, onde ajudamos os outros, é a natureza do mundo superior, o nível superior, a dimensão superior. Nós não somos capazes de fazer isso porque agimos somente dentro de nossa natureza do mal, do desejo egoísta. Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”; isto é o que está em nós.

Pergunta: Toda a minha vida eu aprendi que todos nós usamos um ao outro, e assim vale a pena aprender a se comportar assim. E agora você me pede para transformar completamente toda a minha formação anterior. Como eu posso fazer isso, se isso é completamente ilógico?

Resposta: Não é ilógico, mas tente aprender sem mudar nada em sua vida. Apenas estude! De repente, você vai descobrir que se abre uma porta para um mundo totalmente novo que não funciona de acordo com o princípio da recepção, mas de acordo com a lei de doação.

Então, de repente, você revela um poder e possibilidades ilimitados. Afinal, através da exploração dos outros, a pessoa é sempre limitada, porque cada um quer explorar os outros. Mas quando nós trabalhamos com todos na doação mútua, somos ilimitados.

E assim nós vamos para o espaço chamado Olam Ein Sof, o mundo do Infinito, um mundo perfeito e eterno, porque ninguém rouba e ninguém toma do outro; pelo contrário, complementa as deficiências dos outros.

Essa é uma forma totalmente diferente da existência material; é a matéria espiritual. Isso é chamado espiritual, mas, na verdade, essa é a nossa substância e podemos alcançar isso, e a vida se revela diante de nós em sua perfeição.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 18/11/15

Um Grande Milagre Aconteceu Aqui

laitman_570Pergunta: Por que é um costume girar um dreidel (pião de quatro lados) em Chanucá com o acrônimo das letras hebraicas das palavras “um grande milagre aconteceu aqui” nele, e ver em que letra vai cair?

Resposta: O dreidel girando é a nossa vida. Nós giramos e giramos a nossa vida e, por fim, percebemos que só quando todos nós girarmos em torno de um eixo comum é que vamos chegar a nossa realização e nossa meta.

Pergunta: A nação de Israel está terrivelmente dividida hoje. Em torno de qual eixo você recomendaria que todos nós girássemos: da direita, da esquerda, religioso ou não-religioso?

Resposta: É dito, “o amor cobrirá todos os pecados’, que se refere à divisão entre nós e o ódio e a rejeição que sentimos um em relação ao outro. Diferenças permanecerão e é realmente acima delas que todos nós nos conectamos e unimos. Nós giramos em torno dessa unidade, e esse é o nosso eixo comum.

Vamos esperar que nós, o povo que vivem em Israel, sejamos um exemplo de unidade aos judeus do exterior e até mesmo para os judeus nos EUA que estão começando a se afastar de Israel. Vamos atrair todos eles para nós através da nossa unidade.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15

“A Coisa Mais Assustadora Sobre O Estado Islâmico? Seu Lado Amável E Gentil”

laitman_222Nas Notícias (Reuters): “Os ataques em Paris trouxeram a brutalidade da casa do Estado Islâmico para o mundo ocidental. Antes, na semana passada, os relatos de atrocidades do grupo eram chocantes, mas mais fácil de descartar, acontecendo muito além das fronteiras europeias. O mundo expressava indignação, mas em grande parte assistia como o grupo jorrava a propaganda de recrutamento descrevendo a escravidão sexual, a tortura brutal e o assassinato de seus cativos. Esses incidentes são horríveis, mas ofuscam uma ameaça mais traiçoeira a longo prazo: o lado amável e gentil do Estado Islâmico.

“Milhares de pessoas amantes da paz vivem em áreas ocupadas pelo Estado islâmico e são alimentadas com uma corrente constante de propaganda positiva: os membros do Estado Islâmico alimentam os pobres, organizando sorvetes sociais, carnavais e concursos de cabo-de-guerra. O Estado Islâmico está tentando – e em algumas áreas tendo êxito – na conquista de corações e mentes. Se nada for feito, o seu apoio público vai crescer, tornando o grupo mais difícil de derrotar a longo prazo e dando-lhe o espaço que necessita para realizar futuros ataques como os de Paris e Beirute.

“Charlie Winter, do grupo de reflexão (think tank) Quilliam de luta contra o extremismo, realizou um estudo mensal da propaganda do Estado. Winter descobriu que – ao contrário do que vemos na mídia ocidental – mais da metade da propaganda do Estado Islâmico mostra pessoas realizando atividades cotidianas de uma forma pacífica e normal.

“De muitas maneiras, o grupo serve como um governo funcional nas áreas que controla, oferecendo serviços prestados anteriormente pelos regimes da Síria e do Iraque. Ele coleta impostos, coleta o lixo, administra escolas, licenças de casamento, oferece segurança, e até mesmo emprega ex-burocratas do governo para garantir que tudo corra bem. Na província síria de Deir ez-Zor, o Estado Islâmico emitiu regulamentos para proteger os recursos naturais e o meio ambiente, sugerindo que o grupo está se estabeleceu para o longo prazo. Alguns cidadãos sírios sob controle do Estado Islâmico afirmam que os esforços do grupo ajudaram no retorno de algum sentido de normalidade em suas vidas, um indulto bem-vindo da esgotante guerra civil.

“Um morador de uma cidade controlada pelo Estado Islâmico disse à revista Time que ele originalmente se opunha ao Estado Islâmico, mas mudou de ideia depois que o Estado Islâmico pagou pelo casamento de seu irmão, forneceu-lhe combustível e ajudou a consertar a casa de seu vizinho. O Estado Islâmico também controla cuidadosamente o que aqueles sob seu controle podem ler e ouvir: mídia externa e mensagens anti-Estado Islâmico são proibidas. Isso é terrível. Se tivesse tempo suficiente, esse público cativo poderia, por fim, determinar que o duro sistema de leis do Estado Islâmico valesse a pena o verniz de paz e da normalidade, e cresceria para apoiar o grupo. Essa é a clássica Síndrome de Estocolmo, mas numa escala muito maior e muito mais devastadora.

“Existe um precedente para tal transformação. Na década de 1990, o Talibã ganhou um considerável apoio público, estabelecendo a lei e a ordem num Afeganistão caótico. Grupos como o Hamas e o Hezbollah usaram atos de caridade e programas de assistência social para passar de grupos marginais violentos à entidades políticas com o apoio de grandes faixas da população. Ambos os grupos têm dedicado tempo e recursos significativos para seus braços de bem-estar social, que apoiam escolas, bibliotecas, clínicas médicas, orfanatos, ajuda alimentar e ligas esportivas. Por volta de 2006, o Hamas tinha apoio suficiente para conseguir uma vitória decisiva nas eleições parlamentares da Palestina. Até 2008, o Hezbollah tinha ganhado o controle de mais de um terço dos assentos do gabinete do Líbano.

“É assustador imaginar que Estado Islâmico possa finalmente seguir essa trajetória. Apesar do Estado Islâmico rejeitar a democracia, se ele continuar a mobilizar o apoio público através de obras de caridade e governança, ele poderia se entrincheirar na sociedade e ser muito mais difícil de derrotar. Mesmo o tratamento draconiano do grupo às mulheres pode não ser suficiente para bloquear o apoio do público. Por exemplo, as mulheres no Afeganistão antes gostavam muito mais da liberdade do que hoje – elas usavam roupas modernas, iam à universidade e trabalhavam em ambientes profissionais. O Talibã pôs um fim nisso, mas grande parte do público estava disposto a ver os direitos das mulheres diminuído em troca de menos violência. A história está prestes a se repetir na Síria.

“A coalizão internacional contra o Estado Islâmico investe recursos significativos para combater a propaganda negativa do grupo, mas uma atenção insuficiente é dada ao desbancar mensagens positivas do grupo. Agora é hora de resolver esse problema. Em poucos anos, pode ser tarde demais”.

Meu Comentário: Eu acho que, sem dúvida, o mal vai ganhar se ele não for exposto como um meio de controle, não sobre a vida, mas sobre a alma de uma pessoa. Pois o Daesh (Estado Islâmico) quer almas, fé, obediência ao Islã em todo o mundo, em troca do que ele está pronto para proporcionar às pessoas todos os confortos da vida.

E a necessidade de decidir é criada aqui; o que importa na vida de uma pessoa e por qual caminho a humanidade vai seguir: vender-se por comida como uma besta ou elevando-se a importância do espírito acima de confortos animais.

Chanucá 2015: Uma Luta Existencial

Laitman_631_4Comentário: Durante a cerimônia de acendimento das velas de Chanucá no Muro das Lamentações, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse: “Israel é uma tocha na escuridão. Uma grande escuridão nos rodeia e aqui em Jerusalém, na nação de Israel, nós elevamos o milagre da independência da humanidade, em honra da humanidade, pelo direito do povo de Israel de viver livremente na sua terra e na sua cidade, a mesma cidade que os Macabeus libertaram. Essa luta continua mesmo em nossa geração. Em cada geração eles se levantaram para nos eliminar e em cada geração o Santo, Bendito seja Ele, nos salvou de suas mãos, desde que nos apegamos à bandeira e tocha, e até mesmo à espada de Israel “.

Meu Comentário: Chanucá é uma batalha dos apoiadores da união do povo judeu como uma ideologia e como o único meio de nossa salvação. Especificamente através da unidade, o poder superior é despertado em nós, e Abraão criou o povo judeu exatamente através da unidade na antiga Babilônia, de modo que a nossa existência depende da nossa unidade. Mas quando nos separamos, nos dispersamos, e nós já vimos isso por 2000 anos, especialmente em nosso tempo. Benjamin Netanyahu pode reivindicar qualquer coisa que queira, mas até hoje, em Israel não há nenhuma nação ou povo. De acordo com a definição natural e histórica, o povo e a nação só podem existir quando estamos unidos por uma única ideologia, um único objetivo, uma compreensão da nossa existência e seu significado.

Assim, o milagre de Chanucá aconteceu. Isso é o que aconteceu na história e é isso que deve acontecer agora, mas isso não está acontecendo porque não estamos unidos.

Nós precisamos entender por que estamos conduzindo guerras intermináveis ​​com escudo e espada na mão em vez de segurar uma Menorá de sete braços na nossa mão e trazê-la ao mundo. A Menorah simboliza a unidade do povo de acordo com a ideologia do “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Mas nós não temos essa unidade.

Não temos tal política; não há nenhuma ideologia como essa e não há educação do povo como essa que coloque o objetivo de fornecer a educação do método de união. Ela não existe em lugar algum: nem na vida privada ou na sociedade.

Judeus de diferentes países, com diferentes visões de mundo, convivem em Israel, e de forma alguma eles se consideram um povo único, unido. Eles podem dizer: “Nós somos um povo”, mas seu sentimento vem do fato de que estão cercados por inimigos que os forçam a se defender. E neste estado de autodefesa, eles se sentem como um povo. É especificamente o inimigo que os une e não um desejo interior pelo outro. Por isso, é graças aos nossos inimigos que nos pressionam que ainda existimos; sem eles não teríamos sido um povo judeu há muito tempo. Se eles parassem de nos pressionar externamente, deixaríamos de existir como povo.

Isso é um paradoxo! Pois, por outro lado, pareceria que se uma pressão fosse aplicada, todo mundo fugiria em todas as direções. Não! Aqui eles não vão fugir. Aqui, como ovelhas, eles se amontoam para escapar dos lobos.

Porém, será que essa é a única maneira que podemos existir como um só povo e ainda transmitir a ideologia da nossa unidade ao mundo inteiro, que é tão necessária agora?

Portanto, não devemos apenas ter um escudo e uma espada, mas também a consciência de que estamos lutando pelo bem da unidade. Assim, o escudo e a espada se tornarão a Menoral de Chanucá.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 08/12/15

A Fórmula Simples Do Milagre De Chanucá

laitman_936Pergunta: Como é possível que um pequeno jarro de óleo suficiente para um dia tenha durado oito dias? Afinal, você não disse que não há milagres?

Resposta: Não foi um milagre, porque quando nos movemos para o próximo nível, outras leis operam lá. Não é possível que um pequeno jarro de óleo queime durante oito dias. Nós vemos isso inclusive em nosso mundo. À medida que nos desenvolvemos, aprendemos a extrair energia de fontes que anteriormente éramos incapazes de usar, ou usamos as fontes conhecidas de forma mais eficiente, com uma nova qualidade. Quem teria pensado que um quilograma de certo material, como por exemplo o urânio, poderia ser mais eficiente energeticamente do que uma montanha de carvão?

Pergunta: Então, qual é o segredo aqui? Como pode um pequeno jarro de óleo ser feito para queimar por oito dias?

Resposta: Isso acontece graças à nossa conexão. Nós adicionamos nossa união integral a essa energia de combustão, em vez da energia de uma pessoa.

Ao nos unirmos, ascendemos do nosso fechado mundo mortal, delimitado pelas três coordenadas de tempo, espaço e movimento, para o mundo do Infinito. Não é apenas um aumento de oito vezes, como no milagre de Chanucá; nós subimos para um mundo Infinito.

Eu sou um cientista, eu quero saber, devido a que podemos multiplicar nosso mundo até as dimensões infinitas? É somente através da nossa conexão. Dessa forma, cada um se torna mestre de todo o mundo integral em vez de um único ponto. Eu me conecto com sete bilhões de pessoas, e você também, e ele também, e também cada um de nós. Portanto, ao invés de estar sozinho, eu estou com sete bilhões, e cada um deles está conectado com todos os sete bilhões.

Nós estamos conectados, aumentando ao mesmo tempo o poder da nossa unidade. Qualquer um que alcance a intensidade da conexão, se conecta com aqueles que também estão conectados com os sete bilhões, e assim nós multiplicamos nosso poder infinitamente.

Finalmente, nós nos tornamos uma esfera com um número Infinito de conexões e cada conexão obtém a unidade de energia e a compreensão mútua de vida. É assim que ascendemos ao mundo do Infinito.

Essa é uma simples fórmula matemática. Portanto, não é um milagre. O milagre está em apenas uma coisa: que um judeu comum que ouve sobre isso agora vai querer tentar implementar essa unidade pelo menos um pouco.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15

A Vela De Hanukkah, Um Símbolo Da Luz

Pergunta: Por que queimar velas é o símbolo de Hanukkah? Nós também acendemos velas em outros feriados, e acender velas é basicamente parte de muitas culturas.

Resposta: Uma vela é um símbolo da luz, um símbolo da força física e espiritual que nos enche e nos ajuda a sentir que estamos além dos limites deste mundo, no espaço ilimitado.

Esquecemos o nosso corpo e não sentimos que ele nos limita, é como se nós estivéssemos flutuando no ar.

Pergunta: Por que é um costume adicionar uma vela cada dia de Hanukkah de modo que haja, em última análise, oito velas?

Resposta: Eu recebo uma nova Sefira a cada dia que passa, um novo nível espiritual de Malchut a Biná. Hanukkah não é o fim do nosso desenvolvimento ainda, mas apenas parte dele. Esta é a razão porque é chamado de “Hanukkah”, decorrente das palavras hebraicas “estacionar” e “aqui”.

É assim que atingimos parte do mundo espiritual, uma parte relativamente pequena disto, livre da interferência dos “gregos” dentro de nós e interligados. Então, há outra parte da correção de Hanukkah para Purim. Em Purim, alcançamos o fim completo da correção e ganhamos o controle de todo o mundo. [Leia mais →]

O Milagre De Chanucá, Parte 2 – O Milagre Deve Acontecer!

laitman_944Pergunta: O que simboliza o milagre do feriado de Chanucá?

Resposta: Se nós estamos conectados uns com os outros, descobrimos um sistema chamado “alma” entre nós, no qual se revela a força superior. Esse sistema é eterno, e quando o descobrimos, nos sentimos conectados com o fluxo da vida eterna e permanente. Nós já não morremos, mas existimos num mundo eterno e perfeito.

Após o primeiro milagre – o qual é chamado de êxodo do Egito e que nos revelou a realidade eterna e perfeita que existe além da nossa visão física e temporal – de repente o nosso ego retornou e nos escravizou. O ego nos fez voltar novamente para o corpo bestial, de modo que só esse mundo infeliz é visto por ele.

Aqui acontece uma luta entre nós para restaurar a nossa conexão construída de acordo com o método de nosso patriarca Abraão, tornando-a ainda mais forte. Se nos conectamos, nos elevamos acima das forças do mal e entramos novamente na consciência do mundo superior, que é eterno e perfeito. Isso se chama a guerra dos Macabeus contra os gregos (helenistas).

Os gregos são essas forças dentro de nós que nos separam. Por exemplo, a força de rejeição entre eu e você, entre todos os judeus na terra de Israel, nos obriga a brigar, cortar a frente dos outros nas estradas, e se esforçar em ter sucesso à custa dos outros. Essa força estranha está localizada entre nós; portanto, vamos extirpá-la, destruir e removê-la, conectar e nos transformar como um homem em um só coração.

A força dos gregos não nos deixa sentir que estamos perto uns dos outros, prontos para ajudar uns aos outros. É contra a unidade do povo de Israel. Os “gregos” são as forças de separação entre nós e não pessoas que viviam na Grécia. Se começarmos a lutar com essas forças do egoísmo, podemos alcançar o sucesso com a ajuda da força superior que nos possibilita derrotá-los e unir.

Quando nos unimos, nós sentimos que um milagre aconteceu, e nós são preenchidos com a Luz Superior, com maior vida espiritual. Toda a nossa vida anterior sobre esta terra era apenas para implementar esta ascensão espiritual interno.

Pergunta: Será que tudo isso depende apenas de nossas relações mútuas?

Resposta: Apenas disso. Toda a Torá fala apenas disso, da nossa unidade. Vamos fazer um exercício como esse em Israel: ao longo dessa semana de Chanucá, vamos ser um pouco mais amáveis para com o outro e esperar um milagre.

O milagre deve acontecer! De repente, um salto para um novo nível vai acontecer, e para além deste mundo, nós vamos começar a sentir o mundo superior no qual também existimos, mas não percebemos com nossos cinco sentidos. É possível sentir o mundo superior apenas com a condição de que nos unimos entre nós.

Pergunta: O que é o mundo superior?

Resposta: É uma nova realidade que se faz sentir aqui e agora. Agora, nós estamos vivendo simplesmente numa área geográfica, e, depois, o próximo nível nos é revelado.

O milagre de Chanucá é um símbolo disso, que nós podemos atingir alguma Luz em nossas vidas que nos faz avançar e nos possibilita ver o mundo de ponta a ponta, enchendo-nos com alegria eterna aqui e agora. A chave para tudo isso é se unir pelo menos um pouco.

Este pequeno jarro de óleo é essa Luz que chega às nossas vidas se conectamos com outras pessoas.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15

O Renascimento Do Nível Espiritual

laitman_925A Torá, “Números” 20:27-20:29: Moisés fez conforme o Senhor ordenou. Eles subiram o monte Hor à vista de toda a congregação. Moisés tirou as vestes de Aarão e as colocou em seu filho Eleazar. E Aarão morreu no alto do monte.

Depois disso, Moisés e Eleazar desceram do monte, e, quando toda a congregação soube que Aarão tinha morrido, toda a nação de Israel chorou por ele durante trinta dias.

A morte falada na Torá – a morte de Aarão, Miriam, Moisés, ou de outras almas que alcançam o Criador e que são as bases do sistema geral da alma do homem – significa uma subida, não o desaparecimento do corpo. O corpo é o nível corporal de uma pessoa e não há nada para lamentar.

No mundo espiritual, se o sistema chamado Aarão completou o seu papel, Aarão morre porque não precisa mais se corrigir; ele está completamente corrigido para se aderir ao sistema comum da alma de Adão. Isto é chamado de morte.

O que nós consideramos no nosso mundo como um acontecimento trágico é uma grande alegria no mundo espiritual. Está escrito que os “… justos, que, na sua morte, são chamados viventes”.

Comentário: Mas aqui diz que “toda a nação de ​​Israel chorou por ele durante trinta dias”.

Resposta: Eles choraram porque ele não estava mais com eles, mas foi incorporado no estado geral, de modo que não podiam contar com ele especificamente. Eles são privados do apoio e da comunicação física, visível, mas, é claro, todo o sistema chamado Aarão permanece. É um enorme subsistema da liderança na alma geral do homem, mas não no mesmo nível em que as pessoas estão. Essa é a razão deles chorarem por ele, mas por um tempo muito limitado.

Nós lamentamos a morte por sete dias; em seguida, no serviço memorial após trinta dias, e depois uma vez por ano, não mais do que isso. Há dias especiais de visitar o cemitério: sete dias após o enterro, depois de trinta dias, e depois uma vez por ano no dia em que a pessoa faleceu. A razão é que a morte é o renascimento do nível espiritual que está totalmente separado do corpo que está enterrado. Baal HaSulam costumava dizer que ele não se importava onde seu saco de ossos seria enterrado.

Nos tempos antigos, 2.500 a 3.000 anos atrás, antes do exílio da terra de Israel, os mortos eram colocados numa caverna e cercados por um ano. Em um ano, as cavernas eram abertas e tudo o que restava dos corpos deteriorados era juntado num recipiente, selado e colocado numa caverna comum. A tradição de enterrar os cadáveres no chão apareceu mais tarde.

Hoje, nós sabemos os lugares de muitos enterros antigos em várias regiões como a Síria, o Iraque, o Irã, e assim por diante, uma vez que a terra de Israel era muito mais ampla naquela época do que hoje. Por exemplo, Moisés e Aarão estão enterrados no outro lado do rio Jordão.

Muitos dos túmulos dos antigos Cabalistas que viveram mais de 2.000 anos atrás, antes da destruição do Templo, estão localizados na Galileia. O ARI, o maior Cabalista do século XVI, os listou. É assim que eles foram descobertos.

O ARI andou entre os campos de Safed e o Monte Meron onde o Rabi Shimon foi enterrado e apontou os túmulos dos sábios. Em seguida, as lápides com os nomes dos Cabalistas foram colocadas nas sepulturas.

O ARI sentia quem e onde cada um foi enterrado porque a raiz e o ramo estão conectados. Mesmo que o corpo não seja uma parte espiritual do ser humano, ele ainda está relacionado de alguma forma com o componente espiritual e sofre junto com ele. Assim, o ARI foi capaz de localizar com precisão a conexão e localizar os locais de sepultamento. Desde então, monumentos para grandes Cabalistas podem ser visto na Galileia.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 01/07/15

Por que A Hora Da Nossa Morte Não É Conhecida?

Laitman_080Pergunta: Por que a hora da nossa morte é escondida de nós?

Resposta: É muito bom que ela seja escondida, porque eu tenho que alcançar um estado onde não me importa em que momento na minha vida, na minha existência bestial, eu vou ser separado do corpo físico.

Eu devo alcançar um estado onde vou viver na alma e não no corpo, por isso não faz nenhuma diferença para mim se eu existo num corpo ou não. Se eu continuar a existir dentro dele, é apenas para que de alguma forma eu doe ainda mais à humanidade, ao mundo.

Portanto, não faz diferença para mim em que momento vou ser separado do corpo. Eu estou simplesmente no controle do governo superior, e pronto.

Da Lição de Cabalá em Russo 01/11/15

O Milagre De Chanucá, Parte 1 – Você Acredita Em Milagres?

laitman_572_03Pergunta: Nós estamos celebrando Chanucá para comemorar o milagre que ocorreu durante a guerra dos Macabeus, quando o jarro de óleo forneceu óleo suficiente para acender a Menorá por oito dias em vez de apenas um. Você acredita em milagres?

Resposta: Não, eu não acredito em milagres. De acordo com a sabedoria da Cabalá, um milagre é um assunto científico sério, não como nós o percebemos em nosso mundo. A força superior não faz milagres e não faz nada que seja sobrenatural e que ultrapasse os limites de “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”.

Todos os milagres são apenas em relação a nós. O sistema funciona de acordo com leis rígidas que operam tudo, desde o princípio da criação até o seu fim. Nós temos que aprender essas leis e, assim, os fenômenos que encontramos no sistema não vão parecer milagres para nós.

O primeiro milagre, por exemplo, é o milagre do êxodo do Egito. As pessoas queriam se conectar, mas não conseguiam fazê-lo porque uma força as separava. Essa força é chamada de Faraó, seu egoísmo.

Elas queriam ser como um homem em um só coração, como Abraão lhes havia ensinado na antiga Babilônia, de modo que o amor cobrisse todos os pecados, mas seus esforços foram em vão. Depois de sete anos de saciedade, vieram sete anos de fome, até que houve um milagre que lhes permitiu escapar do Egito e do domínio do Faraó.

A mesma coisa está acontecendo hoje na era do avanço tecnológico, quando começa o desenvolvimento acelerado da tecnologia, cultura e educação. Em primeiro lugar, parece que ela nos oferece oportunidades sem precedentes e todos aspiram ao sonho americano: uma carreira maravilhosa, ciência, e a promessa de revelar todos os horizontes.

Mas, de repente, descobrimos que atingimos um estado totalmente diferente do que foi sonhado. O sonho americano estourou como uma bolha, e o mundo inteiro se encontra numa banheira de hidromassagem que nos arrasta mais e mais profundamente para o fundo. Esse é o fim dos sete anos de saciedade e o início dos sete anos de fome.

Eu também senti como se estivesse vivendo nos sete anos de saciedade nos anos 60 e anos 70, quando acreditava que os horizontes estivessem abertos diante de mim. Mas depois eu descobri que a ciência na qual estou envolvido não fornecia quaisquer respostas às minhas perguntas sobre o sentido da vida e o propósito da vida.

Assim, os sete anos de fome começaram e eu comecei a procurar uma maneira de reviver a mim mesmo, a procurar o sentido da minha vida, o propósito de vida e o que poderia dar aos meus filhos. É assim que encontrei a sabedoria da Cabalá, e isso é um milagre, assim como o milagre do êxodo do Egito.

Um milagre é quando uma pessoa que não tem nenhuma maneira de descobrir o sentido de sua vida numa maneira comum, de repente recebe uma Luz especial, uma força extraordinária, que brilha sobre ela, abre o seu coração e a mente, e revela que essa vida tem um objetivo e que ela faz parte de um processo especial.

Esse milagre que abre uma nova vida para ela é chamado de êxodo do Egito, e isso tem que acontecer na vida de todos, até certo ponto.

A pessoa escapa do Egito, de seu egoísmo, ao adquirir o atributo de doação, a força de conexão e unidade, e começa a implementá-lo. Mas, depois, seu egoísmo entra em erupção novamente e ela precisa novamente de um milagre, a fim de superar o egoísmo, e dessa vez é o milagre de Chanucá.

Pergunta: Como eventos que ocorreram em tempos antigos, como o exílio no Egito e no tempo da guerra dos Macabeus, estão relacionados com o nosso tempo?

Resposta: É dito: “as ações dos pais são um sinal para os filhos”. Isso significa que o que aconteceu com nossos antepassados ​​também vai acontecer com cada um de nós.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15