Textos arquivados em ''

Uma Bandeira – Símbolo De Uma Ideia

laitman_610_2Cada acampamento das doze tribos de Israel tinha sua própria bandeira. Degel (Bandeira, Estandarte) vem da palavra “Geulah” (Redenção) e “Ledaleg” (Salto), pois o povo de Israel saiu para o deserto para se deslocar de um nível para outro.

Quando elas começavam a se mover, levantavam uma bandeira acima delas, um símbolo da meta que foi colocada diante delas. É impossível avançar sem isso; deve haver uma motivação mais séria!

No trabalho espiritual, uma bandeira simboliza a ideia de elevação acima do nosso ego, a dissociação absoluta e total desapego do ego, usando-o intencionalmente em prol da doação. Assim é também no mundo físico.

Para uma nação, a bandeira é o símbolo de uma ideia, como uma raiz e o ramo. Tudo o que existe no mundo espiritual se reflete em nosso mundo, e a pessoa age dessa maneira apesar de si mesma, sem saber de onde isso está vindo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

Convenção Do México – “Um Coração Para Todos”, 17 – 19.07.15, Lição 4


Lição No. 4: Amor dos Amigos

Amor dos Amigos como Condição para Subir a Escada Espiritual

1) “E o homem perguntou-lhe, dizendo: ‘Que procuras’ “[…], ou seja, “Como posso ajudá-lo?” “E ele disse: ‘Eu procuro meus irmãos’. ” Por estar junto com meus irmãos, ou seja, por estar em um grupo onde há amor dos amigos, eu serei capaz de subir a trilha que leva para a casa de Deus.

Esta trilha é chamada de “um caminho de doação”, e este caminho é contra a nossa natureza. Para ser capaz de alcançá-lo, não há outra maneira, exceto o amor dos amigos, pelo qual todos podem ajudar o seu amigo. (Escritos do Rabash, “Amor dos Amigos”)

2) Eu estabeleci para vocês condutas pelas quais vocês podem ainda esperar e não voltar para trás. E a única mais especial sobre elas é a adesão aos amigos.

Eu sinceramente prometo que esse amor é capaz. Portanto, deixe-me lembrá-lo a validade do amor dos amigos, apesar de tudo, neste momento, pois é sobre isto que o nosso direito de existir depende, e sobre isto que nosso sucesso próximo por vir é medido.

Portanto, afastem-se de todos os compromissos imaginários e ajustem seus corações em pensar pensamentos e elaborem táticas adequadas para conectarem verdadeiramente seus corações como um só, de modo que as palavras, “Ama teus amigos como a ti mesmo”, literalmente se tornará realidade em vocês, e serão limpos pelo pensamento do amor cobrirá todas as transgressões.

Testem-me nisto e comecem verdadeiramente a se conectarem no amor e então vocês verão “o paladar vai provar”. (Escritos dos Baal HaSulam, “Carta No. 47”)

3) Quando vários amigos se reúnem, cada um tem apenas uma pequena quantidade desta força, que é melhor sair d amor próprio, mas eles não tem força suficiente e a importância da doação, para se tornarem independentes e sem ajuda de fora. Portanto, todos estes indivíduos anulam a si mesmos uns perante aos outros.

No mínimo em teoria, juntos eles terão força para amar o Criador, todavia eles são incapazes de executá-lo. Entretanto, cada um se juntando à sociedade, eles criam um único corpo. Se, vamos dizer, este corpo é constituído de dez pessoas, este corpo tem dez vezes mais força do que uma única pessoa.

Esta é a condição que quando eles se unem, cada um pensara que ele agora esta se juntando com o propósito de anular seu amor próprio, ou seja, que ele não deverá pensar a respeito de como vai preencher seu próprio desejo, mas, ao contrário, cada um deverá pensar tanto quanto possível a respeito do amor aos amigos. Somente desta maneira uma pessoa será capaz de receber o desejo e a necessidade que é preciso alcançar o novo atributo, chamado desejo de doar.

Portanto, do Amor dos Amigos ela é capaz de obter o Amor do Criador, isto é que seu desejo é doar contentamento ao Criador. Resulta que esta é a única maneira pela qual ela pode ganhar o entendimento que a questão da doação é tão importante e necessária, e que ela era capaz de obtê-la somente através do amor dos amigos. (Escritos do Rabash, Volume 1, “Sobre o Amor dos Amigos”)

4) É a respeito do tempo que nós começamos a avançar em direção ao nosso objetivo sagrado como os poderosos homens fortes. É sabido que a estrada asfaltada que leva ao objetivo é o amor dos amigos, pelo qual uma pessoa muda para o amor do Criador. E em matéria de amor, é por meio de “Compre para ti um amigo.” Em outras palavras, por meio de ações, se compra o coração de um amigo. E mesmo se ele vê que o coração de seu amigo é como uma pedra, isto não é desculpa. Se sente que ele é adequado para ser seu amigo no trabalho, então ele deve comprá-lo através de ações.

Cada presente que ele dá ao seu amigo … é como uma bala que faz um buraco na pedra. E, embora a primeira bala apenas arranha a pedra, quando a segunda bala atinge o mesmo local, já faz um entalhe, e a terceira faz uma cavidade.

E através das balas que ele dispara repetidamente, a cavidade se torna um buraco no coração de pedra de seu amigo, onde todos os presentes se juntam. E cada presente torna-se uma centelha de amor até que todas as centelhas de amor se acumulam na cavidade do coração de pedra e se tornam uma chama.

A diferença entre uma centelha e uma chama é que onde há amor, há revelação aberta, o que significa uma revelação a todos as pessoas em que o fogo do amor está queimando nela. E o fogo do amor queima todas as transgressões que uma encontra ao longo do caminho. (Escritos do Rabash, Vol 2, “Carta No. 40”)

5) E você deveria perguntar: “O que uma pessoa pode fazer se ela sente que tem um coração de pedra em relação ao seu amigo?”…

O conselho é muito simples: A natureza do fogo é que quando esfregando pedras umas contra as outras, um fogo começa…

Então, através do desgaste dos corações, mesmo dos mais fortes, cada um trará calor das paredes de seu coração, e o calor inflamará as centelhas de amor até que vestimenta do amor se formará. Então, ambos serão cobertos sob um cobertor, ou seja, um único amor circundará e envolverá os dois, pois é sabido que Dvekut [adesão] une dois em um.

E quando a pessoa começa a sentir o amor de seu amigo, alegria e prazer começam imediatamente a despertar nela, pois a regra é que uma novidade entretém. O amor de seu amigo para ela é uma coisa nova para ela, porque sempre soube que ela era a única pessoa que cuidou de seu próprio bem-estar.

No entanto, no minuto em que ela descobre que seu amigo gosta dela, isto evoca dentro dela alegria imensurável, e agora pode deixar de cuidar de si mesma, uma vez que o homem pode trabalhar duro apenas quando sente prazer. E uma vez que ela está começando a sentir prazer em cuidar de seu amigo, ela naturalmente não pode pensar em si mesma. (Escritos do Rabash, Vol 2, Carta No. 40)

6) Sabedoria e discernimento sobre como servir ao Criador vem através da unificação entre nós no amor de amigos… para estar conectado um com o outro em amor e em um único coração, e servir o Criador em unidade… e nós devemos nos unir uns com os outros, e estarmos trancados no coração de cada um, e tornarmos “um feixe”, para servir o Criador com todo o coração. (Maor VaShemesh [Luz e Sol], “Os Segredos de Rosh Hashanah”)

7) “O Criador é Um e Israel são um”, e, portanto, eles estão aderidos ao Criador, porque é agradável estar em adesão um com o outro, e quando será isso? Quando Israel está reunido e aderido em perfeita unidade, eles são considerados como um só, e o Criador habita entre eles, que é Um. Este é o significado do verso, “e vós estais aderidos”, ou seja, que vocês estão aderidos em cada um e se unem fortemente uns com os outros.

Então, com a ajuda do Criador, vocês estarão aderidos uns com os outros, e o Criador habitará no meio de vocês, que é, “Vós todos estais vivos”, quando eles estão unidos como um só. Assim, é bom e agradável para estar aderido uns com os outros, e o Criador habita no meio deles como Um. (Moshe Chaim Efraim, “Uma Bandeira sobre o Acampamento de Efraim”, Parashat VaEtchanan)

Convenção Do México – “Um Coração Para Todos”, 17 – 19.07.15, Lição 3


Lição No. 3: A Sociedade como o Meio para Alcançar a Escada Espiritual

1) O homem inteiro significa que a pessoa já alcançou o degrau da ‘Torá, Israel e o Criador são Um’. Por esta razão, alcançar a Face da Shechinah é certamente muito importante, uma vez que a meta é alcançar este degrau.

Entretanto, com o objetivo de alcançar a Face da Shechinah deve existir primeiramente uma preparação, assim a pessoa estará pronta para isto… e somente quando a pessoa trabalha em direção do amor aos outros, é capaz de alcançar adesão com o Criador. (Escritos do Rabash, Volume 1, “Qual a Vantagem do Trabalho sobre a Recompensa”)

2) Mesmo que nós vejamos que existem duas partes na Torá: A primeira – Mitzvot entre homem e Deus, e a segunda – Mitzvot entre homem e homem, ambas são a mesma coisa… Portanto, quando uma pessoa completa seu trabalho em amor e doação para seu amigo e chega ao mais ponto mais alto, ela também completa seu amor e doação para o Criador.

Neste estado, não ha diferença entre as duas partes, porque tudo que esta fora do corpo de uma pessoa, ou seja, seu próprio intersse é julgado igualmente – tanto para doação sobre seu amigo ou doar contentamento sobre seu Criador.

Isto é o que Hillel Hanasi assumiu, que “Ama teu amigo como a ti mesmo” é a meta final na prática. Isto porque é a forma mais clara para a humanidade. Não nos devemos nos enganar com açõs, pois elas estão prontas perante aos olhos de uma pessoa. Nós sabemos que se precedemos as nossas próprias necessidades, isto é doação.

Por esta razão Hillel não define a meta como “E tu amarás o Senhor teu Deus com todo o tu coração, com toda tua alma e com toda a tua força porque este é o significado das palavras ‘como a ti mesmo’”.

Afinal de contas uma pessoa certamente ama a si mesma com todo seu coração e alma e força, mas em relação ao Criador, uma pessoa talvez possa se enganar, e com seu amigo está sempre espalhado perante seus olhos. (Escritos do Baal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor das Criaturas”)

3) O amor é algo que é dado para o coração, e o coração não concorda com isso por natureza. O que então uma pessoa pode fazer para que o amor aos outros toque o coração?

É por isso que nos foram dadas as 612 Mitzvot: elas têm o poder para induzir uma sensação no coração. No entanto, uma vez que é contra a natureza, esta sensação é muito pequena para ter a capacidade de manter o amor dos amigos de fato, mesmo que ele tenha uma necessidade para isto…

O conselho para uma pessoa ser capaz de aumentar a sua força na regra, “Ama teu amigo”, é o amor dos amigos. Se todo mundo está anulado ante ao seu amigo e se mistura com ele, eles se tornam uma massa, onde todas as pequenas partes que querem o amor aos outros se unem em uma força coletiva que consiste de muitas partes. E quando ela tem grande força, ela pode executar o amor aos outros.

E então ela pode alcançar o amor de Deus. Mas a condição é que cada uma se anulará perante a outra. No entanto, quando ele está separado do seu amigo não pode receber a parte que receberia de seu amigo. Assim, todos devem dizer que ele não é nada comparado ao seu amigo. (Escritos do Rabash, “De Acordo com O Que É Explicado sobre Ama Teu Amigo como a Ti Mesmo”).

4) Aqueles que concordaram entre si em se unir em um grupo entenderam que não há grande distância entre eles no sentido que eles entendem a necessidade de trabalhar no amor aos outros. Por esta razão, cada um deles será capaz de fazer concessões em favor dos outros, e eles podem se unir em torno disto. (Shlavey Hasulam, “Faça para Ti um Rav e Compre Para Ti Um Amigo – 2”)

5) O amor aos amigos é construído na base do amor aos outros, pelo qual eles adquirem o amor do Criador, é o oposto do que é normalmente considerado amor aos amigos. Em outras palavras, amor aos outros não significa que os amigos me amarão. Ao contrário, sou eu que devo amar aos amigos…

Uma vez que a pessoa deseja alcançar Dvekut (adesão) com o Criador, chamada de equivalência de forma, ou seja, não pensar em seu próprio benefício… a pessoa precisa revogar o seu próprio mérito, e toda a vida que deseja será somente em consideração de sua habilidade de trabalhar para o benefício dos outros, começando com o amor aos outros, entre homem e homem, até o amor do Criador.

Além do mais, aqui esta um lugar onde a pessoa pode dizer que tudo o que faz não é por interesse próprio, uma vez que através da razão, os amigos são aqueles que devem amá-la, mas ela supera sua razão, vai acima da razão, e diz “Não vale a pena viver para mim mesmo”.

E embora a pessoa não está sempre em um degrau onde é capaz de falar assim, isto é, apesar de tudo o propósito do trabalho. Portanto, ela já tem algo para responder ao corpo. (Escritos do Rabash, Vol 1, “O Que Procurar na Assembleia de Amigos)

6) Existe uma força especial na adesão com os amigos. Uma vez que pontos de vista e pensamentos passam de um para outro através da adesão entre eles, cada um se mescla com a força do outro, e através disso cada pessoa do grupo tem a força do grupo inteiro. Por esta razão, embora cada pessoa é um indivíduo, ele contém a força do grupo inteiro. (Shlavey Hasulam, A Necessidade do Amor dos Amigos)

7) Para estar integrado um no outro, cada pessoa deve anular-se perante os outros. Isso é feito por cada um vendo os méritos dos amigos e não suas faltas. Mas quem pensa que ele é um pouco maior do que os seus amigos não pode mais se unir com eles. (Shlavey Hasulam, Finalidade da Sociedade – 2)

8) Cada estudante deve enaltecer as virtudes de cada amigo e tratá-lo como se fosse o maior da geração. Então o ambiente o afetará como um ambiente suficientemente grande uma vez que a “qualidade é mais importante do que a quantidade”. (Escritos do Rabash, Vol 1, “O Que Procurar na Assembleia de Amigos)

9) Cada estudante deve sentir que ele é o menor entre todos os amigos, e então ele será capaz de receber a apreciação da grandeza de todos. Isto é assim porque o maior não pode receber do menor, muito menos ficar impressionado com suas palavras. Somente o inferior é impressionado com a apreciação do maior. (Escritos do Rabash, “Sobre a Importância dos Amigos”).

10) Uma pessoa deve revelar o amor em seu coração para com os amigos, uma vez que, ao revelar ele evoca os corações de seus amigos em direção aos amigos, para que eles também sintam que cada um deles está praticando o amor dos amigos. O benefício disto é que desta forma, uma pessoa ganha força para praticar o amor de amigos com mais força, uma vez que a força do amor de cada pessoa está integrada uma com as outras. (Escritos do Rabash, Vol 1, “Sobre o Amor dos Amigos”)

11) Faca o que puder e a salvação do Senhor está a um piscar de olhos. A coisa mais importante perante você é a união dos amigos. Esforce-se nisto cada vez mais e mais, porque isto pode recompensar todas as faltas. (Escritos do Baal HaSulam, “Carta No. 10”)

Convenção Do México – “Um Coração Para Todos”, 17 – 19.07.15, Lição 2


Lição No. 2: A Fundação Para O Estabelecimento Da Sociedade

A Necessidade De Um Bom Ambiente Que Permita Que Eu Avance Ao Longo Da Escada Espiritual

1) Está escrito sobre isto, “Ó Senhor, a porção da minha herança e da minha taça; Tu mantiveste meu lote. Tu colocaste a minha mão no bom destino, para dizer, ‘Isto tome para você'” […]

Agora você pode ver verdadeiro significado de suas palavras. É certamente verdade que o próprio Criador coloca a mão da pessoa no bom destino dando a ela uma vida de prazer e contentamento dentro da vida corpórea que é preenchida com tormentos e dores, e vazia de qualquer conteúdo. …

E a escolha de uma pessoa refere-se somente ao fortalecimento. Isto é porque há certamente um grande esforço aqui antes que uma pessoa purifique seu corpo para ser capaz de manter a Torá e Mitzvot corretamente, não para seu próprio prazer, mas pata trazer contentamento para seu Criador, que é chamado de Lishma (para Seu Nome). Somente desta maneira que uma pessoa é dotada com uma vida de felicidade e prazer que vem com a manutenção da Torá.

Entretanto, antes que uma pessoa chegue a aquela purificação há certamente uma escolha para se fortalecer no bom caminho por todos os meios e táticas. (Baal Ha Sulam – “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”).

2) Uma pessoa não pode se elevar acima de seu círculo. Portanto, ela deve se apegar em seu ambiente. E não há outro conselho para ela, a não ser através de muito trabalho e Torá. Por esta razão, se ela escolhe para si um bom ambiente, ela poupa tempo e esforços, uma vez que é atraída de acordo com seu ambiente. (Baal HaSulam, Shamati Artigo 235. “Elevar-se”)

3) Embora cada uma tenha “sua própria fonte”, as forças são reveladas abertamente somente através do ambiente em que a pessoa está. …

Portanto, Rabbi Yosi Ben Kisma corretamente assumiu que se ele tivesse que abandonar o bom ambiente que tinha escolhido e caísse num mau ambiente, numa cidade onde não houvesse Torá, não somente seus conceitos anteriores seriam comprometidos, mas também todas as forças ocultas em sua origem, as quais ele ainda não havia revelado em ação, permaneceriam ocultas. Isso porque eles não estariam sujeitos ao ambiente correto que seria capaz de ativá-los. Somente na questão da escolha do ambiente é que o governo do homem sobre si mesmo é medido. (Baal HaSulam, “A Liberdade”)

4) Entretanto, inicialmente existe liberdade para o desejo escolher tal ambiente, como livros, e tais orientações que transmitem para ela (pessoa) os bons conceitos. Mas se uma pessoa não quer fazer isto, mas está desejosa de entrar em qualquer ambiente que aparece para ela e ler qualquer livro que caia em suas mãos…

Por consequência, ela será compelida a conceitos corrompidos, que farão com que ela peque e se condene. Ela será certamente punida, não por causa dos seus pensamentos e ações egoístas, nos quais ela não tem escolha, mas porque não escolheu estar em um bom ambiente, porque nisto existe definitivamente uma escolha.

Por esta razão, a pessoa que se esforça continuamente em escolher um ambiente melhor é digna de louvor e recompensa. Mas aqui, também, não é devido a seus bons pensamentos e ações, quem vêm a ela sem escolha, mas pelo seu esforço de conquistar um bom ambiente, que lhe traz estes bons pensamentos e ações. É como Rabbi Yehoshua Ben Perachya disse “Faça para ti um Rav, e compre um amigo”. (Baal HaSulam, “A Liberdade”)

5) Nossos sábios disseram: “Faça para ti um Rav e compre um amigo”. Isto significa que uma pessoa pode criar um novo ambiente para si mesma. Este ambiente a ajudará a obter a grandeza de seu Rav através do amor dos amigos que apreciam o Rav. Através das discussões dos amigos sobre a grandeza do Rav, cada um deles recebe a sensação de sua grandeza. Portanto, doar para seu rav se tornará recepção e motivação suficiente em tal medida que trará a pessoa a se engajar na Torá e Mitzvot Lishma.

Eles disseram sobre isto, “A Torá é adquirida por quarenta e oito virtudes, por servir aos amigos e pela meticulosidade dos sábios”. Isto é assim porque além de servir o Rav, a pessoa precisa da meticulosidade dos amigos, e também da influência dos amigos, de modo que eles a afetarão para obter a grandeza de seu Rav. Isto é assim porque obter a grandeza depende inteiramente do ambiente, e uma única pessoa nada pode fazer. (Baal HaSulam, “Um Discurso Para a Conclusão do Zohar”)

6) Se uma pessoa não tem nenhum desejo e anseio pela espiritualidade, se ela estiver entre pessoas que tem um desejo pela espiritualidade, se ela gosta destas pessoas, ela também, tomará a força delas para prevalecer, e o desejo e aspirações delas, embora pelas suas próprias qualidades (da pessoa), ela não tenha estes desejos e vontades e o poder de superar. Mas, de acordo com o encanto e a importância que ela atribui a estas pessoas, ela recebe novos poderes. (Baal HaSulam, Shamati 99, “Ele Não Disse Ímpio ou Justo”).

7) Cada um deve tentar trazer para a sociedade um espírito de vida e esperança, e infundir energia para dentro da sociedade. Portanto cada um dos amigos será capaz de dizer para si mesmo, “Agora eu estou começando o trabalho com uma lousa limpa”. Em outras palavras, antes que ele viesse para a sociedade ele estava desapontado com o progresso no trabalho de Deus, mas agora a sociedade o preencheu com vida e esperança.

Portanto, através da sociedade, ele obteve a confiança e a força para superar, porque agora sente que pode alcançar a plenitude. E todos os seus pensamentos – que ele estava enfrentando uma alta montanha que não podia conquistar, e que estes são verdadeiramente obstáculos formidáveis – agora sente que eles (obstáculos) não são nada. E ele recebeu isto tudo da força da sociedade porque todos tentaram inculcar um espírito de encorajamento e a presença de uma nova atmosfera na sociedade. (Rabash, “O que Procurar na Assembléia dos Amigos”)

8) “Na multidão do povo está a Glória do Rei”, resulta que quanto maior o número do coletivo, mais efetivo é o poder do coletivo. Em outras, eles geram uma forte atmosfera sobre a grandeza e importância do Criador. Nesta ocasião, o corpo de cada pessoa sente que tudo o que ela deseja fazer é para a santidade – ou seja doar para o Criador – como uma grande sorte, que ela foi privilegiada em estar entre pessoas que foram recompensadas em servir o Rei.

Na medida em que a sociedade considera a grandeza do Criador com seus pensamentos durante a assembléia (reunião dos amigos), cada um de acordo com seu degrau, cria a importância do Criador em si. Portanto ela (pessoa) pode caminhar o dia inteiro no mundo da alegria e felicidade. (Rabash, “A Agenda da Asssembléia 2”)

O Segredo Dos Livros De Cabalá

laitman_526Pergunta: Se não há palavras na espiritualidade, como os Cabalistas transmitem as suas realizações uns aos outros e escrevem livros?

Resposta: Os Cabalistas usam o que chamamos de linguagem dos ramos. O mundo espiritual é a raiz, e com isso nós percebemos alguma marca corpórea em nossos sentidos corporais, que é chamada de ramo.

Portanto, nós podemos descrever fenômenos espirituais mesmo em nossa linguagem, usando palavras deste mundo, porque há um resultado, um ramo no mundo corpóreo para tudo o que existe no mundo espiritual.

Suponha que existam dois Cabalistas. Como posso dizer-lhe sobre o mundo espiritual, se a consciência espiritual e a realização são pessoais? Eu sinto certa imagem, uma forma, um grande mundo, uma realidade infinita que me é revelada em todos os meus sentidos em todas as direções, em todos os eixos, e você sente alguma coisa, também. Como podemos comunicar e compartilhar nossas impressões?

A solução é, na verdade, estar aqui em nosso mundo, em nossos corpos físicos. Esta é a razão pela qual nós podemos usar nossos corpos para nos comunicar uns com os outros para escrever textos e transmitir informações até mesmo por pistas ou um olhar. Esta é a razão de nós usarmos nossa linguagem corporal.

No mundo espiritual, por exemplo, existem forças chamadas uma cadeira, uma mesa, uma xícara, ar, uma parede, uma janela, e assim por diante.

Nós usamos esses nomes em nosso mundo, mas ao usá-los, nos referimos à essência interna do conceito no mundo espiritual. Eu digo “uma janela”, mas me refiro a uma janela que existe no mundo espiritual, enquanto você entende que me refiro à janela. Eu digo “a janela está aberta”, e você entende qual é o significado de uma janela aberta no mundo espiritual, embora eu transmita a ideia para você usando palavras corpóreas.

É assim que os Cabalistas falam, e é assim que eles escrevem seus livros. Isso é chamado de linguagem dos ramos que é aceita por todos os Cabalistas. Esta é a linguagem em que a Torá está escrita, mas as pessoas comuns não sabem disso, porque os Cabalistas a escreveram a fim de falar um com o outro sobre o mundo espiritual, enquanto as pessoas pensam que é sobre o nosso mundo. Este é o segredo da Torá.

Pergunta: Acontece que quando você lê os livros de Cabalá, as palavras não significam nada para você, a menos que você compreenda o seu significado duplo.

Resposta: Correto. Eu li apenas estas palavras porque conheço a linguagem, mas não entendo mais do que alguém que não sabe hebraico. Além disso, se uma pessoa não sabe hebraico, é ainda melhor, já que ela não fica confusa e não imagina coisas diferentes sobre o nosso mundo.

De KabTV “Encontros com a Cabalá” 07/07/15

Criando Um Desejo Comum

laitman_571_02A Torá, “Números”, 10: 1-3: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e para a partida dos arraiais. E, quando as tocarem, então toda a congregação se reunirá a ti à porta da Tenda da Congregação.

O ouro é o desejo de receber, e a prata é o desejo de doar. Portanto, o som das trombetas de prata que exige a conexão é certo para o povo.

Soprar a trombeta significa juntar todos os atributos de uma pessoa e uni-los. O problema não é corrigir um atributo ou outro, mas conectá-los entre si. A principal coisa é conectá-los num esquema, num desejo unificado.

Você consegue imaginar tentando juntar e montar um corpo humano de acordo com as células, os átomos, e até mesmo de acordo com o DNA e RNA, etc., uma quantidade infinita de conexões mútuas e seu trabalho mútuo? É impossível criar tal sistema!

Nós, por outro lado, devemos fazê-lo. Nós temos que criar a matéria viva fora de nossos desejos mortos, fora da matéria inanimada, da mesma forma que aconteceu há bilhões de anos, antes que o processo evolutivo começasse, quando o nível vegetal surgiu do nível da natureza inanimada e, depois, o nível anima, e depois o homem. Nós temos que reunir tudo isso e amarrá-lo em conjunto para que um desejo vivo surja, um que possa estar no Templo, o que significa em algum contato com o Criador ao se assemelhar e ser igual a Ele.

Pergunta: Por que está escrito: “Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás…”?

Resposta: Deve haver um desejo que seja único e unido, especialmente se for dado de cima. Nós não temos o direito de quebrá-lo em pedaços. O Criador é um, e, portanto, tudo o que se origina e descende Dele é dado como um para todos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/15

Educação Espiritual Para O Povo De Israel

laitman_938_03Hoje, nós estamos gritando para o mundo: “Dê-nos liberdade. Deixe-nos em paz. Por que vocês estão vindo atrás de nós com boicotes? Por que somos odiados por todas as organizações internacionais? Nós queremos ser como todo mundo’.

Aparentemente, o mundo responde: “Não, vocês não são como todo mundo. Nós não podemos nos relacionar com vocês como com todos os outros”.

Nós temos orgulho de termos avisado com antecedência a população Palestina sobre os ataques da força aérea de Israel, enquanto eles, por outro lado, atiram em nós do jeito que querem, sem avisar. Por que o mundo inteiro não os condena do jeito que nos condena? Porque, inconscientemente, eles entendem nossa singularidade!

Pode ser que a humanidade esteja passando pelo ódio sem total consciência, mas a princípio, tal abordagem é real e legítima.

Pergunta: O que precisamos fazer agora quando as nuvens estão se acumulando contra nós?

Resposta: O que é imperativo é uma grande onda de educação que irá cobrir todo o povo de Israel. Nós precisamos explicar às pessoas o que somos, quem somos, onde fomos criados, por que todo mundo nos odeia, e assim por diante.

Eles devem entender o centro, o núcleo de sua criação e o propósito de sua existência. Ninguém em Israel sabe porque ele existe como um Judeu, e porque existe o povo de Israel e o Estado de Israel.

Olhe o que está acontecendo no governo e em todos os níveis! Nós temos que introduzir o método integral na sociedade. Caso contrário, este não é um povo, nem um governo; não é ninguém e nada.

Em outras nações há um objetivo instintivo: nós precisamos viver, trabalhar, e existir juntos. Nada lhes é exigido além da sobrevivência nas circunstâncias em que se encontram.

Não há queixas deles sobre a natureza superior, ao passo que para nós, pelo contrário, a natureza nos rodeia fortemente. Nós estamos no centro de todo o resto das nações, e todas elas são como lobos rosnando e mostrando os dentes para nós. Nesse meio tempo, a força única da natureza as detém com rédeas para que possamos, finalmente, nos reorganizarmos, e se não fizermos isso, os lobos serão libertados de suas correntes.

De KabTV “A Última Geração” 14/06/15

Ocultação É Bom

Laitman_011A Torá, “Números”, 9: 22-23: Se era para dois dias, um mês ou um ano, que a nuvem permanecia a pairar sobre o Tabernáculo, os filhos de Israel acampavam e não viajavam, e quando ela partia, eles viajavam.

Na ordem do Senhor eles acampavam, e na ordem do Senhor eles viajavam; eles cumpriam o mandado do Senhor, pela palavra do Senhor por intermédio de Moisés.

A nuvem é bom. É uma bênção que tornou possível trabalhar na ocultação. O Criador escondeu a Si mesmo, tornando possível para nós trabalhar sob Sua asa.

Então, nós não precisamos do próprio Criador, mas apenas da Sua ocultação, de modo que sob ela, seria possível desenvolver a nós mesmos para nos assemelhar a Ele, e se nos assemelhamos a Ele por essa ocultação que Ele criou para nós, então esse é o crescimento verdadeiro e correto.

Para alcançar a revelação do Criador, é necessário absorver todas as características da nuvem em nós. Ela deve entrar em mim, estar dentro de mim, porque a ocultação deve existir dentro de cada desejo meu. É necessário trabalhar nisso!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/15

Filmes Sobre A Realidade Espiritual

Pergunta: De acordo com a sabedoria da Cabalá,  cada pessoa percebe a realidade do seu próprio jeito?

Resposta: Todos nós fomos criados com cinco sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato. Com a ajuda deles nós absorvemos algumas informações e dentro de nós é moldada a forma de algum tipo de realidade. Se tivéssemos outras características, nós perceberíamos a realidade de forma diferente. Quando a sabedoria da Cabalá nos desenvolve, ela começa a nos mostrar que a realidade é relativa.

E aqui nós estamos realmente nos aproximando da teoria de Einstein, que fala sobre a realidade ser relativa, que tempo, espaço e movimento são termos relativos. Então nós começamos a entender o que estava acontecendo na criação do universo: no início não havia espaço, então ele foi formado; ele começou a ser preenchido, o movimento apareceu nele, e assim o tempo foi criado.

Nós evoluímos como resultado destas condições: tempo, espaço e movimento.

Em contraste com os físicos que estudam esses conceitos a partir de suas observações e pesquisas sobre a realidade circundante, na Cabalá nós os alcançamos através da pesquisa interna.

Nós começamos a sentir como as percepções de tempo, espaço e movimento são alteradas em nós e quanto elas podem ser alteradas. Acontece que nossa realidade é relativa e depende da pessoa que a percebe. Ela percebe a realidade de acordo com suas características.

Isto é, não estamos vendo o mesmo filme. Cada um é impressionado do seu proprio jeito; e cada um vê um filme diferente. Este é o lugar onde começa o domínio em que apenas aqueles que entram no mundo espiritual entendem do que isso está falando.

Pergunta: Quando você entra no mundo espiritual, você vê o mesmo filme que outra pessoa também vê?

Resposta: Não. Cada um tem outro mundo; cada um tem outro poder superior que nós chamamos de Criador, e da mesma forma, cada um difere em sua percepção do mundo e do Criador, as forças que movem toda essa imagem.

Pergunta: Qual é a diferença entre uma pessoa comum e aqueles que estudam a ciência da Cabalá em termos de percepção da realidade?

Resposta: A pessoa comum percebe a realidade apenas com seus cinco sentidos corpóreos. Portanto, sua percepção é muito dependente do corpo e ela entende que, se o corpo morre, tudo desaparece.

Mas isso não é assim para os Cabalistas. Eles percebem a realidade dentro de um sistema paralelo adicional, que é o que eles desenvolvem dentro de si. Esse sistema é chamado de “alma”, que também tem cinco sentidos: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin, e Malchut.

Com este sistema nós podemos perceber a realidade que podemos mudar, ao contrário da realidade inanimada do nosso mundo, que escapa às mudanças tanto como uma criança e um adulto veem a mesma coisa. Enquanto que a realidade que é percebida com os cinco sentidos adicionais se move e é mutável, como um vento em relação aos objetos inanimados, e por isso é chamado a realidade espiritual (“espiritual” – Ruchnit, da palavra, “vento” – Ruach).

Pergunta: Aqueles que se encontram neste sistema espiritual veem a mesma coisa?

Resposta: Não. Cada um vê de acordo com seu estado, de acordo com seu nível. Mas para todo mundo é entendido que uma única realidade é revelada, só que cada um percebe, vê e sente a sua própria maneira. Mas quando se desenvolve dentro dessa realidade de acordo com 125 níveis, cada pessoa em cada nível descobre a mesma realidade que aqueles que também passam por este nível descobrem.

De KabTV “Encontros com a Cabalá” 07/07/15

Amor Eterno

laitman_934Pergunta: O nome do Criador é amor, que nos fala sobre Ele. Quando amamos, nos tornamos semelhantes a Ele. Quando morremos, desaparecemos e não podemos mais amar. O amor do Criador é eterno ou não?

Resposta: Não há nenhuma morte, mas uma mudança em nossa percepção da realidade, da percepção através do corpo, aparentemente como se através de um corpo físico, para uma percepção direta no desejo chamado de alma.

Quando adquirimos a conexão com a alma junto com essa percepção, nós transcendemos suavemente para a próxima forma de percepção. A conexão com a alma é adquirida através do nosso amor pela humanidade. Mas isso não é o que se entende por amor agora, em nosso egoísmo; isso está fora de nós mesmos, fora do egoísmo. A Cabalá ensina sobre o amor, e ele e o Criador são percebidos (no grupo de amigos).