Textos arquivados em ''

Pessach E A Noite Do Êxodo

Dr. Michael LaitmanO início deste post está em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

A maturação do atributo de Moisés numa pessoa e na nação nos leva a um confronto direto com o Faraó. A Torá descreve esses estados como as dez pragas do Egito, as dez pragas do ego, com a demanda: “Deixa meu povo ir”. Eles se desenvolvem no contexto da impotência e, ao mesmo tempo, da necessidade desesperada de se libertar .

A Hagadá nos diz sobre esta noite interna: “Como essa noite difere de todas as outras noites?” No Egito, nós tivemos que sair do atoleiro do amor-próprio e nos voltar e mover rapidamente para cima, ainda sem qualquer poder de se unir, mas com o poder de escapar.

Todo mundo tenta escapar das perseguições, das disputas e conflitos internos. Assim, nós nos encontramos mais longe do Egito até chegar ao Monte Sinai, onde podemos concluir o que começamos.

É assim que o Faraó, o ego, nos leva a um novo nível de amor. No final, toda a humanidade terá que subir a este nível, mas nós somos os primeiros a fazer isso. É o laboratório da nação judaica, uma fase essencial na sua formação.

Como Conquistar O Coração De Um Homem

Laitman_201_01Pergunta: Eu gostaria de perguntar sobre como conquistar o coração de um homem, como posso comprar o seu coração?

Resposta: A mulher começa ao deixar o homem compreender que ela o ama, admira-o por ser grande, inteligente e um herói. Ela encoraja-o como uma criança pequena.

Uma criança e um homem adulto são exatamente o mesmo quando se trata disso. Eles devem sempre receber a sensação de que são fortes, grandes e inteligentes. Os únicos no mundo!

Assim, a mulher o amarra a ela, como um filhote de cachorro com uma coleira. Ele vai segui-la aonde quer que vá, porque precisa de sua admiração como um sopro de ar. É assim como você amarra um homem.

Além disso, ela começa a domá-lo gradualmente, ensinando e mostrando-lhe de formas diferentes o que ela gosta e o que não gosta. Ele está constantemente interessado em obter a confirmação de que ela o incentiva, ama e aprecia. Assim, ele deve entender que vai receber tudo isso somente se a tratar do jeito que ela gosta; eu estou revelando todos os segredos para você agora…

A mulher começa a transmitir ao homem suas impressões sobre ele com base na forma como ele se comporta em relação a ela. Assim, ela ensina como tratá-la, mostrando-lhe o que lhe agrada, o que, em troca, invoca ações de parte dela que serão agradáveis a ele.

Pergunta: Como posso fazê-lo se sentir bem e ao mesmo tempo não anular a mim mesmo? Como posso fazê-lo sentir que ele é o rei, enquanto eu sou a rainha?

Resposta: Isso é muito difícil e prestativo. Um homem não quer uma rainha ao seu lado. Ela precisa apreciá-lo sem quaisquer condições prévias, como uma mãe trata o filho. A mãe sempre ama e aprecia seu filho, independentemente de como ele se comporta.

Se uma mulher diz a um homem que ele é grande, ele é realmente grande e não com a condição de que ela é grande. Se ele é inteligente, não é porque ela é inteligente. Sua apreciação dele tem que ser independente, mas ninguém vai dizer a ele as palavras que ela lhe diz e por isso ele vai estar vinculado a ela.

Então ela começa a definir as condições. Se ele faz algo errado, ela já mostra sua insatisfação e seu rosto entristece. Ele é muito sensível ao estado de espírito dela, uma vez que quer ver cada vez a sua apreciação e sentir que é um homem, macho, e se não for forte, então inteligente e se não for inteligente, então, um herói.

Se ela lhe mostrar que ele a entristece com sua atitude e, portanto, não pode apreciá-lo, e expressar sua impressão como ele está acostumado, ele vai começar a procurar uma maneira de ganhar a sua admiração, a fim de continuar a receber seu contínuo louvor.

Um homem precisa de elogios mais do que uma mulher. É assim que você o faz se acostumar  com a boa e correta atitude. Então, ele realmente se acostuma com isso e trata a mulher do jeito que ela quer, e de acordo com o que ela gosta – tratamento, respeito e valorização adequados. Na verdade, ele não a aprecia, mas sim a sua atitude em relação a ele. É assim que compramos o coração de cada um e essa é a única coisa que precisamos.

Portanto, nós não precisamos de nada especial com antecedência para que o amor floresça numa família. Nós simplesmente precisamos nos sentir bem ao estar um com o outro, ao se ver, se tocar, comer a comida que o outro preparou, cortejar um ao outro. Tudo o resto é estabelecido como resultado de um jogo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/06/13

Como Um Feixe De Juncos

Like a Bundle of ReedsComo um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Posfácio

A humanidade merece estar unida numa única família. Nessa altura todas as discussões e a má vontade que derivam das divisões das nações e suas fronteiras cessarão. Contudo, o mundo necessita de mitigação, através da qual a humanidade será aperfeiçoada através das características únicas de cada nação. Esta carência é o que a Assembleia de Israel complementará.

– O Rav Kook, Orot HaRaaiah [Luzes do Raaiah], Shavuot, p. 70

Não foi fácil escrever este livro. Eu escrevi dezenas de livros, mas nenhum foi tão emocionalmente exigente ou intelectualmente desafiante. Durante muitos anos até então, eu conheci a tarefa que se encontra perante nós, mas sempre hesitei acerca de escrever diretamente aos meus irmãos Judeus. Não desejo ser percebido como condescendente ou arrogante, e ser tediosamente enfadonho ou repreensivo não está propriamente na minha lista de “coisas a fazer”.

Todavia, os meus estudos de Cabalá com o Rabash ensinaram-me que a direção na qual o mundo está se movendo está alinhada para acabar em mutilação. Foi por isso que o pai do Rabash, o Baal HaSulam, bem como seu filho, estavam mais propensos a circular a sabedoria oculta como uma cura para o crescente egoísmo da humanidade que qualquer outro Cabalista anterior.

Baal HaSulam estava ansioso com a crescente interdependência global no princípio dos anos 1930, quando poucas pessoas no mundo sequer estavam conscientes do processo. Ele sabia que isso conduziria a uma crise insolúvel se a humanidade não apoiasse essa dependência mútua com garantia mútua, que a natureza humana não seria capaz de tolerar o contraste entre interdependência e aversão mútua.

Ao mesmo tempo, até na fase inicial da nossa globalização, Baal HaSulam percebeu que o processo era irreversível, que porque somos partes de uma única alma, um único desejo, estamos naturalmente conectados. Ele também sabia, como todos os sábios citados neste livro, que a meta para a qual fomos criados não foi para que as pessoas fossem estranhas e odiosas, mas para se conectarem e se unirem através da qualidade de doação.

Hoje vemos quão certo ele estava. Nós estamos desesperadamente conectados de forma enferma, e veementemente rancorosos acerca disso. Nossos sistemas sociais, tais como a economia, saúde e educação, assumem que a má vontade é a base das relações humanas, e desta forma cada entidade cobre  a si mesma através de regulamentações, legislações e solicitadores.

Mas este modus operandi é insustentável. Como as boas famílias assumem a boa vontade entre membros da família, todos os membros da humanidade têm que aprender a confiar uns nos outros.

Contudo, como demonstrado no decorrer do livro, como nossos egos evoluem constantemente e enfatizam nossa singularidade em vez de nossa união, nós precisamos de um método para nos ajudar a alcançar a união acima de nossa disparidade, sem suprimir ou anulá-la. Esse método está enraizado no património espiritual de nosso povo, e é a dádiva dos Judeus à humanidade, a salvação que todas as nações esperam dos Judeus.

A dádiva que pode ser entregue através da sabedoria da Cabalá, através da Educação Integral, pelo meio que Baal HaSulam sugeriu em A Nação, ou por qualquer outro meio que renda uma mudança fundamental na natureza humana da divisão para a união, da animosidade para a empatia e preocupação. Se alcançarmos essa união, então quanto mais diferirmos na nossa personalidade, mais forte e quente será nosso laço. Como Rabi Nathan Sternhertz o descreveu, “Depende principalmente do homem, que é o coração da Criação, e do qual tudo depende. É por isso que ‘Ama teu próximo como a ti mesmo’ é a grande klal [“regra”, mas também “coletivo”] da Torá, para incluir nela união e paz, que é o coração da vitalidade, persistência, e correção do todo da criação, pelas pessoas de visões diferentes sendo incluídas juntas em amor, união e paz”. [i]

Certamente, a beleza de nosso povo está na sua união, sua coesão. Nossa nação começou como um grupo de indivíduos que compartilharam um desejo comum: de descobrir a força essencial da vida. Nós descobrimos que ela era, numa palavra, “amor”, e nós a descobrimos porque desenvolvemos essa qualidade dentro de nós. Essa força de amor nos uniu, e no espírito do amor, procuramos compartilhar nossa descoberta com qualquer um que o quisesse.

Com o tempo, perdemos nossa conexão, primeiro uns com os outros, depois com a força que havíamos descoberto através de nosso laço. Mas agora o mundo precisa que reacendamos esse laço, primeiro entre nós, e posteriormente entre toda a humanidade.

Nós somos uma nação privilegiada, uma nação com a dádiva do amor, que é a qualidade do Criador. Receber esta dádiva é a meta para a qual a humanidade foi criada, e nós somos o único canal pelo qual este amor pode fluir a todas as nações. Desde a aurora da humanidade, “nunca tão poucos deveram tanto a tantos”, para parafrasear as palavras de Winston Churchill. Contudo, nunca tão poucos foram capazes de dar tanto a tantos.

Certamente, como Baal HaSulam diz, “Cabe à nação Israelita qualificar a si mesma e a todas as pessoas do mundo… a se desenvolverem até que tomem sobre si mesmas essa obra sublime do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação, que é Dvekut [equivalência de forma] com Ele”. [ii]

[i] Rabino Nathan Sternhertz, Likutey Halachot [Regras Sortidas], “Regras de Tefilat Arvit [Oração da Noite]”, Regra n.4.

[ii] Rav Yehuda Leib HaLevi Ashlag (Baal HaSulam), Os Escritos do Baal HaSulam , “O Arvut [Garantia Mútua]”, item 28 (Instituto de Pesquisa Ashlag, Israel, 2009), 393.

No Exílio Da Conexão

Laitman_119Pergunta: A pessoa deve sentir a escuridão do Egito como um estado intolerável, para que queira sair dele. O que ela deve fazer para não escapar simplesmente da sensação desagradável, mas aceitar o domínio do Criador?

Resposta: De acordo com a nossa natureza, não somos capazes de permanecer num estado desagradável, a menos que não tenhamos escolha: se alguém me pressiona e me abraça. Eu quero fugir, mas não posso, então eu permaneço na condição desagradável. Isso pode ser físico, quando alguém me segura para me dar uma injeção, por exemplo, como fazemos com os bebês. Ou a sociedade pode me pressionar, e, assim, não tendo escolha, eu faço o que é exigido de mim. Ou seja, eu estou numa condição em que sofro, mas estou sendo pressionado e não posso escapar.

Por natureza, eu fujo de qualquer coisa que não gosto. Este é o desejo de desfrutar. Se eu sinto inclusive “um grama” de desconforto, eu quero ficar longe dele. No entanto, existem diferentes circunstâncias imperiosas, problemas e cálculos que me forçam a continuar a sofrer, sem ter escolha, não porque quero, mas por causa da pressão que é colocada em mim. Esta pressão é chamada de exílio; eu estou sob pressão e permaneço nesse estado e sofro.

Você está pedindo o oposto: Como posso sentir um sofrimento maior para que possa sentir que estou na escuridão egípcia, em tão grande mal, de modo que queira sair disso? Assim, parece não haver problema se eu me coloco num estado de sofrimento.

Mas eu não posso alcançar tal estado de sofrimento; ele deve ser justificado de algum modo: por pressão da opinião pública ou por uma causa que ilumine de longe, como um presente ou uma recompensa. Se eu sou o desejo de receber, não posso causar dano a mim mesmo, a menos que receba uma recompensa que exceda a pressão que experimento ou os esforços que faço em troca. Como posso chegar a sentir o exílio no Egito?

Em primeiro lugar, eu alcanço o exílio no Egito em diferentes maneiras que não estão relacionadas à espiritualidade. Isso significa que não inflijo dor a mim mesmo ou vivo uma vida dura. Não consigo fazer isso. O Egito deve ser um estado muito especial para mim, onde eu sofro porque não posso me conectar com as outras partes quebradas da alma única porque o Faraó nos domina. Esse estado me pressiona e não há nada que eu possa fazer. Eu não posso me livrar de sua presença na conexão entre nós, apesar de todos os meus esforços. Isso é chamado de Egito, quando eu estou pronto para dar qualquer coisa para matar o faraó, para tirá-lo do meu sistema, ou para elevar-me acima dele.

Há muitos discernimentos internos aqui: dentro dele, fora dele, por que é dito “Deixa meu povo ir”, por que é impossível ser livre no Egito, como vamos sair do Egito, e porque nós tomamos os vasos e só o Faraó permanece no Egito? Na verdade, nada permanece no Egito, exceto o Faraó. Tudo o resto é levado para fora do Egito. Esses desejos morrem lá ou são retirados.

Todas essas definições não têm nada a ver com sofrimentos terrenos, mas se referem a uma coisa só: à conexão entre nós, a fim de descobrir o Criador nela e, assim, agradá-Lo. Afinal, o Criador quer que o descubramos. Portanto, nós devemos trabalhar continuamente nesse ponto no grupo e sentir que a única coisa que falta é a conexão. Se você simplesmente quer sair do seu ego (e, talvez, isso seja realmente o que você quer), é apenas porque isso lhe traz muitos problemas. Assim, você tenta mudar o pequeno ego para um ego maior, mais sofisticado, mas ainda quer trabalhar para o Faraó.

Trabalhar fora do Faraó só é possível se você anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo do Criador e, portanto, agradá-Lo quando você assume Sua forma e deseja se parecer com Ele. Você deve examinar este ponto com cuidado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

No Serviço Do Criador

laitman_572_03A Torá, “Levítico” 1: 1 – 1: 2: E chamou o Senhor a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta (sacrifício) ao Senhor, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado e de ovelha.

Nós precisamos suprir todos os desejos (inanimado, vegetal, animal e falante) em benefício da sociedade de uma forma completamente altruísta, sem qualquer doação para nós mesmos, direcionando todos os nossos objetivos e pensamentos à preocupação com os outros, da mesma forma que uma mãe só pensa no bem-estar de seu filho.

Se uma pessoa consegue dirigir-se de tal maneira, ela transfere parcialmente o seu desejo do lado da recepção para o lado da doação. No entanto, este é um trabalho muito longo numa sociedade, num grupo, com o estudo do sistema que atrai a Luz da correção.

Vamos supor que eu tenha desejos dentro de mim com os quais já havia tentado receber benefício próprio, tirando partido dos outros, e agora com esses desejos eu estou trabalhando com um determinado sistema onde a Luz doa a mim e altera esses desejos de receptores (egoísta) para o benefício de doar (altruísta). No entanto, este não é o altruísmo do nosso mundo, embora seja como podemos chamá-lo, porque não temos outras palavras.

Na verdade, é doação e amor absoluto para com os outros, sem qualquer benefício para si. Quando uma pessoa começa a trabalhar neste nível, ela “se sacrifica”, o que significa que ela desprende as partes de seu desejo e os transfere para o serviço altruísta dos outros.

Desejos de todos os níveis participam disso: inanimado, vegetal, animal e falante. Além disso, os níveis inanimado, vegetal e animal servem ao homem, como em nosso mundo, e os do nível falante (homem) servem ao Criador . Dentro do homem estão todos os desejos inanimado, vegetal e animal, e ele os eleva em seu trabalho para a completa doação e amor, sem o Egito e sem receber uma recompensa.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/11/13

O Bom E O Mau Faraó

Laitman_115_05Pergunta: O que é o bom Faraó que recebeu os judeus?

Resposta: Nós temos que examinar este conceito no que diz respeito a uma pessoa.

Nós acreditamos que o ego nos leva para a frente: civilização, expansão e crescimento. “Vamos voar para as estrelas, atingir e saber tudo, descobrir! Nós, nós, nós!” Esta é um bom egoísmo saudável. É essencial, pois caso contrário, não nos desenvolveríamos.

Se não fôssemos pacientes com uma criança, por exemplo, e continuamente a limitássemos, ela não se desenvolveria. Por isso nós constantemente lhe permitimos desenvolver, mesmo egoisticamente, não importa como, e quando ela chega a certa idade, digamos 13 anos, começamos a ensiná-la a limitar-se.

Não vamos esquecer que até essa idade a pessoa está imersa apenas em sua inclinação ao mal, e a partir de 13 anos de idade em diante, o bem pode aparecer sob a influência da educação. A idade de 13 anos é um termo relativo. Baal HaSulam fala sobre isso na “Introdução ao Livro do Zohar“.

Eu me lembro que o meu filho, que estudou em escolas religiosas, costumava dizer: “O que você quer de mim? Eu tenho apenas 9 anos, espere até que eu tenha 13 anos”.

Isso é chamado de sete anos de saciedade, quando a nação está satisfeita com tudo. Nós tentamos nos unir e, a princípio, tudo vai bem. O ego é paciente conosco, dizendo: “Cooperem, tudo é bom, tudo está certo”. Então disputas e conflitos começam a emergir  entre nós.

Isso também é o que acontece com as pessoas que estão em amor, quando elas começam a viver juntas, ou nas relações internacionais: “Agora vamos trabalhar juntas e fazer certas coisas e conseguir alguma coisa! Nós, nós, nós, nós!” Tudo está bem; o egoísmo é bom e tudo é maravilhoso e, de repente, algo negativo se infiltra desde dentro. Não importa o que façamos, um obstáculo aparecerá; o mau Faraó surgirá.

Quando você começa algo, você deve saber que se você executar ações que não levam ao equilíbrio entre o bem e o mal, com a ajuda do amor e da conexão mútua, utilizando o método da sabedoria da Cabalá, o que parece atraente e encantador em primeiro lugar, mais tarde irá matá-lo. O anjo da morte atrai e seduz, dá-lhe uma gota de veneno e você está morto.

Esta é a razão que você deve olhar para o ponto de equilíbrio entre as duas forças, do bem e do mal, em todos os lugares, em todas as ações.

De KabTV “Uma Conversa Sobre Pessach” 18/03/15

Pessach É Uma Festa Especial

Pergunta: Como podemos adquirir a força chamada Moisés? Afinal de contas, você diz que isto não existe na natureza.

Resposta: Moisés (da palavra hebraica “Moshech” – puxar) é o atributo que desperta em nós e nos eleva do fundo do Monte Sinai até o cume, ao cume do ódio geral. Quando uma pessoa sobe acima dele, ela atinge o Criador que está no cume da montanha.

É impossível transpor esta montanha; temos de escalá-la. É assim para todo o mundo. Hoje, toda a humanidade está no sopé do Monte Sinai, cercada pelo enorme ódio que nos separa. Mas, ao mesmo tempo, o método chamado a Tora é revelado. A Torá é a Luz que Reforma no cume da montanha.

Não temos de fazer nenhum esforço especial, e não há nada a temer. Quando adquirimos o enorme ódio, estamos na base da montanha, onde recebemos o método pelo qual gradualmente podemos subir, ao complementar e ajudar mutuamente um ao outro. [Leia mais →]

Pessach Mostra-nos Que Não Há Espaço Para A Separação

O início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

O Grupo de Abraão mudou-se para Canaã. O ego então cresceu de uma geração para a seguinte, mas o principal era manter a conexão geral, a irmandade espiritual.

Mais tarde, as disputas e conflitos cresceram a tal ponto que os filhos de Jacó, mesmo os irmãos, não poderiam superá-los. Este processo é descrito na Torá como o início da fome. Os irmãos vendem José como escravo no Egito, (Mitzrayim), que simboliza a própria natureza do mal (Yetzer-Ra). Quando eles caíram do nível do amor fraterno, eles encontraram-se sob o domínio do ego, o Faraó.

A princípio esta dominação era boa: O Faraó elevou José e a vida estava cheia de prazeres diferentes, mas depois as coisas mudaram e as pessoas começaram a sentir que benefícios e prazeres corporais não eram tudo na vida.

Eles sentiram uma deficiência para uma conexão espiritual, a que o Faraó, é claro, opôs-se e resistiu. Agora, todos os esforços do ego não eram para permitir-lhes manter mesmo um pouco de unidade interna.

Parecia que não havia nenhuma maneira de sair, mas na verdade é o desespero que gerou a força que os puxou para a Unidade – Moisés. Ele foi criado na casa do Faraó, o ego, e, portanto, pronto para enfrentar o rei do Egito. Esta centelha que manteve a essência da alma judaica vive em cada um de nós. É o ponto de vista geral, inclusive de um mundo unido em que não há espaço para a separação.

[156351]

Material Relacionado:
Pessach: Irmãos Em Espírito
Pessach É Um Lembrete Do Futuro
Contos: Cruzar A Fronteira Egípcia

Como Um Feixe De Juncos — Viver Num Mundo Integrado, Parte 7

Like a Bundle of ReedsComo um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Capítulo 10: Viver Num Mundo Integrado

Um Mundo Integrado Exige Educação Integral

Nosso Privilégio, Nosso Dever, Nosso Tempo

Uma última coisa precisa ser mencionada a respeito da educação de adultos, jovens e crianças. Nenhuma forma de Educação Integrada terá sucesso se ela visar melhorar somente nossas vidas materiais. Embora esta seja uma meta desejável, ela não será alcançada sem um profundo entendimento de que toda a humanidade está avançando para uma era de interconexão e interdependência porque essa é a Lei da Natureza.

As pessoas não precisam chama-la de “Criador”. Não há necessidade de alguém aspirar a alcançar um nível superior, mais profundo, mais amplo de percepção, a menos que seja sua vontade. Contudo, as pessoas terão que saber que a equivalência de forma, ser como a Lei da Natureza, ou seja, interconectado, nos impulsiona para adaptarmos nosso modo de vida correspondentemente.

Aqueles que dispõem o currículo e desenham os programas de estudo terão que ser como descrito, ou seja, Cabalistas. Dito isso, os estudos de Cabalá nunca serão mandatários porque somente aqueles que desejam transformar a si mesmos, dedicar a si mesmos ao serviço dos outros, e genuinamente desejam adquirir a qualidade de doação se devotarão a esta vocação.

Certamente, tal transformação social é uma tarefa robusta. Todavia, nós Judeus já fomos anteriormente transformados, e quer esteja dormente ou desperta, a reminiscência dessa transformação existe dentro de todos nós. A nenhuma outra nação foi dada a tarefa de redimir a humanidade, como aos Judeus, e a nenhuma outra nação foram dadas as ferramentas inerentes para fazer isso. É nosso chamado, é nosso privilégio, é nosso dever e é nossa hora. É a partir desse sentido de compromisso que o método sugerido de educação foi concebido.

Pode soar como um método um pouco ortodoxo, mas suas fundações estão profundamente enraizadas dentro de nossa história e dentro de nossas almas, e seus “princípios” foram testados com sucesso por outras doutrinas. Ele terá sucesso se nos unirmos, e ele fracassará se não o fizermos. Como nossos sábios disseram, “Grande é a paz, pois até quando Israel idolatra, mas há paz entre eles, o Criador diz, ‘É como se eu não conseguisse governa-los porque há paz entre eles’”. [i]

Eu gostaria de terminar com uma referência às palavras de Baal HaSulam no fim da sua “Introdução ao Livro do Zohar”. Ele conclui sua introdução com uma afirmação de que se Israel levar a cabo sua missão e trazer felicidade ao mundo através da união e aquisição da qualidade de doação, as palavras do Profeta Isaías se realizarão, e as nações se juntarão a nós e nos ajudarão na nossa missão. Como Baal HaSulam cita, “Assim diz o Senhor Deus: Eis que levantarei a minha mão para os gentios, e ante os povos arvorarei a minha bandeira; então trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros’” (Isaías 49:22).

[I] Midrash Rabah, Bereshit (Gênese), Porção 38, Parágrafo 6º.

Uma Paz Inquieta Que Vai Dilacerar A Economia Global

Dr. Michael LaitmanOpinião (Mark Leonard, diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores): “Em 1914, a ordem econômica do mundo entrou em colapso porque as suas mais poderosas nações entraram em guerra. Um século mais tarde, as grandes potências são avessas ao derramamento de sangue – e perversamente, esse poderia ser o gatilho para outro desmoronamento da economia mundial.

“Os governantes enviaram uma vez a cavalaria quando queriam redesenhar o mapa. Agora, o campo de batalha principal é econômico. Em muitos teatros, as sanções têm tomado o lugar de ataques militares. Competir nos regimes comerciais está se tornando tão importante quanto alianças militares. O historiador americano Edward Luttwak chama isso de uma competição de geoeconomia, definida pela ‘gramática do comércio, mas a lógica da guerra’.

“As negociações comerciais também se tornaram uma arma econômica. Com o desaparecendo das esperanças de um acordo global, um labirinto de negociações comerciais bilaterais e regionais está ocorrendo. Mas ao invés de ligar o mundo num único sistema, fortes jogadores regionais estão tentando criar mercados fechados com acesso preferencial para suas próprias empresas, em detrimento dos Estados mais fracos.

“Uma teoria otimista, uma vez declarou que empresas multinacionais tornariam nações outrora hostis mais dependentes umas das outras, e que isso as tornaria uma força para a paz. Governos, observou-se, tinham um interesse esclarecido em garantir regras previsíveis e abertas que permitiriam às empresas prosperar, sem ser impedidas pelas fronteiras políticas.

“Mas o aumento das tensões entre as grandes potências está transformando esses momentâneos cavaleiros do mundo corporativo em peões. As instituições multilaterais, que deveriam ser as vigilantes benignas de uma nova era de cooperação em que todos ganham, estão se tornando um campo de batalha para a competição geopolítica”.

Meu Comentário: Não pode ser de outra forma, já que o mundo está se desenvolvendo através do desenvolvimento do egoísmo, de modo que o mal está empurrando o mundo para frente. Assim, ser otimista significa não conhecer a base para o desenvolvimento do mundo. Está escrito: “Eu criei o egoísmo e criei a Torá para a sua correção”, e sem o conhecimento da correção do egoísmo pela sua força oposta, nós temos apenas uma força negativa no mundo, que o controla e empurra para a destruição.