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O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 8

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein, “Princípios Fundamentais da Teoria Integral”

A humanidade não controla o auto-desenvolvimento.

Novos desejos que estão mudando o tempo todo é o que motiva o progresso humano.

Um programa oculto de desenvolvimento social gere a espécie humana.

Nosso desenvolvimento avança em etapas.

Quantidade ensina sobre a qualidade. Quanto mais fases existem, maior o resultado final.

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Não Há Outro Meio De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, Israel tem um problema externo, ataques aéreos constantes, e por outro lado, no seio do povo, há uma divisão em muitas facções e direções. Todo mundo puxa para o seu lado e odeia os outros. Como esta separação interna afeta nossa segurança externa?

Resposta: A razão é a mesma: não há unidade entre nós. Então, é claro, há uma divisão entre nós, e nós não concordamos com o outro.

Apenas uma pequena parte da população tem conhecimento da necessidade de unidade, do método de unidade. Todo o resto não sabe disso ainda, e eles não estão muito interessados ​​em ouvir sobre isso.

Portanto, não é surpreendente que haja tal desunião e divisão no seio da nação. Todo mundo se preocupa com a forma de obter benefícios pessoais com essa situação. Há apenas um motivo: a falta de conexão.

Assim, nós devemos parar de culpar esses inimigos externos que nos cercam em todas as fronteiras, bem como os inimigos internos, ou seja, o nosso egoísmo que nos separa e nos faz odiar uns aos outros sem motivo. Você só tem que começar a trabalhar contra isso. Não há outro meio de correção.

De KabTV “A Missão do Povo de Israel”, 08/07/14

Um Círculo Fechado De Bondade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em nosso mundo, nós usamos o dinheiro e o poder militar para mudar as coisas. Como podemos mudar o sistema espiritual?

Resposta: O sistema muda quando o inferior está adaptado ao superior. Israel está no meio e deve adaptar as nações do mundo à força superior. Isto significa que Israel deve descer para conectar as outras nações com o nível superior, fechando este círculo.

Este tipo de adaptador é feito quando organizamos um grupo ou uma mesa redonda no meio. Nossa missão é atrair as nações do mundo para tais discussões e mesas redondas, e trazê-las para a forma do superior, o que significa para a força do amor e doação. Nós temos que aproximá-las o máximo possível da força superior, da doação, ao torná-las semelhante a ela.

Se uma pessoa sai para as nações do mundo e as organiza num círculo, elas assumem uma forma que se assemelha ao superior. Este círculo é feito de várias pessoas (digamos dez) que se unem igualmente, na medida em que cada uma vê a outra como mais elevada do que a si mesma.

Tal estrutura redonda se assemelha ao nível superior, e de acordo com a lei de equivalência de forma, o círculo inferior e o nível superior são conectados de acordo com a semelhança e a equivalência entre eles, através de Israel, que trouxe essa capacidade de adaptação e equivalência. Assim, as duas partes começam a se sentir, e a Luz superior é derramada do Alto através de Israel para o círculo inferior.

Quanto mais nós expandimos este círculo e criamos círculos mais idênticos que se conectam, mais a força superior pode ser revelada. Então Israel pode se tornar o tubo através do qual a Luz que Reforma derrama de cima para baixo e influencia todo o mundo, todos os círculos. É assim que Israel vai cumprir a sua missão de levar a Luz às nações do mundo.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 18/06/14

Começar De Novo A Cada Dia

Dr. Michael LaitmanSe eu sinto que não tenho nenhum desejo, nenhum anseio, nenhuma força para me mover, e não posso fazer nada, eu tenho que ser incorporado ainda mais nos amigos, mesmo que eu não tenha vontade de fazer isso, e então eu vou receber esse desejo deles.

Nós vivemos numa realidade chamada “este mundo” em que podemos realizar ações que nos trazem o desejo de fazer isso, mesmo se não temos o desejo num primeiro momento.

Isso é chamado de um desejo sem um desejo. Eu simplesmente chego a uma refeição coletiva ou um evento de disseminação para ajudar os amigos. Não importa se eu faço isso para sentir o seu respeito ou para me orgulhar de que estamos fazendo algo importante.

Eu posso dar diferentes explicações egoístas, desde que possa estar incorporado nos amigos. Eu absorvo o seu desejo, mesmo quando apenas nos sentamos e tomamos uma cerveja juntos. Graças a isso, o meu desejo muda e eu já posso começar a realizar pequenas ações que estão relacionadas com a conexão entre nós. Eu recebo dos amigos seus desejos, pensamentos, intenções, despertares e o sentimento da importância do caminho espiritual.

Portanto, este mundo é o nível mais importante de todos. É fora do mundo espiritual, mas nós começamos todos os estados, todos os níveis, a partir deste mundo.

Quando eu estava perto do Rabash, eu costumava imaginar como esse homem que estava sempre tão feliz, alegre e inspirado com olhos ardentes, por vezes caía num estado em que se sentía totalmente morto, especialmente na parte da manhã, quando acordava, se levantava e caminhava em volta, olhando para tudo atônito, sem entender o que estava acontecendo.

Ele estava totalmente desconectado da espiritualidade. No entanto, nós somos tão pequenos que não temos nada a perder, e nosso distanciamento da espiritualidade é tão pequeno como a nossa conexão dele.

Rabash costumava se mover lentamente. Sentava-se para uma xícara de café que eu tinha preparado para ele. Eu costumava ler uma passagem do “O Estudo da Dez Sefirot” para ele, geralmente a partir do capítulo 16, que fala sobre Adam HaRishon e os mundos de BYA, e daí ele gradualmente despertava e começava a subir.

Nós devemos entender que todos os níveis, até o fim da correção, começam a partir do zero absoluto do nosso mundo, como Rabi Shimon que caiu no estado de Shimon do mercado, e é deste nível zero que devemos crescer até a altura do fim da correcção.

Nós devemos coletar material, o que significa desejo por este nível, a partir do estado em que estamos fora do mundo espiritual, inserindo-o cada vez de novo. É assim que funciona.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 22/06/14

Passos Condensados

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado do termo “tempo”?

Resposta: O tempo é o número de ações que devemos realizar para atingir um objetivo pré-determinado, que é o estado do fim da correção em que estamos todos conectados num sistema chamado Adão (um ser humano).

O tempo de evolução é certo número de mudanças que temos que fazer. Nós podemos acelerar o tempo, nos preparando para passar por essas mudanças de forma mais condensada. Não podemos ignorar essas estapas, mas elas podem ser bem condensadas.

Suponha que eu me preparo em casa para poder perceber e compreender uma lição do professor na escola, enquanto o meu amigo se prepara muito mais, lendo materiais extras e, assim, pode compreender cinco aulas de uma só vez. Isto significa que ele acelera o tempo e salta por cima dele.

Ele não pula as etapas. Só parece assim, já que nós não vemos que uma ação pode incluir muitas ações. O tempo é medido pelo número de ações, seja longo ou curto, uma vez que no mundo espiritual não existe tempo astronômico ligado às revoluções dos planetas ao redor do sol.

Nós não podemos saltar por cima das etapas, mas podemos condensá-las. É impossível saltar ou pular etapas, porque então você não iria realizar as correções necessárias, mas podemos nos preparar para isso para que essas correções sejam condensadas numa só. Tudo depende da nossa preparação: da nossa disponibilidade em ouvir, perceber e se juntar a um esforço ainda maior.

Isso só é possível através da conexão com os amigos. Se eu me conecto aos amigos, o meu vaso se torna maior, e pode incluir mais, e então eu posso perceber muitas ações de uma só vez, já que todas essas ações são ações de conexão, e se eu avanço em direção a elas por mim mesmo, posso atrair mais Luz.

No entanto, se eu avanço com o ritmo natural da evolução (“em seu tempo”), eu devo esperar até que esteja desperto para cada ação e, então, eu respondo. Eu encurto o tempo apenas correndo em direção à conexão.

Os conceitos de prazer e sofrimento mudam de acordo com o meu progresso e se eu valorizo ​​a Luz da conexão que está vestida em mim como a coisa mais desejável, e isso também depende da influência do ambiente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Não Há Nada A Invejar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós desejamos naturalmente receber a Torá como algo bom, que “supostamente” devemos receber?

Resposta: E quem disse que a Torá, o método de correção, é percebido como bom?

É dito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero”. Por um lado, o Criador criou o mal, e por outro lado, um “tempero” contra ele, a força da correção. Mas o que há de bom nela? O que há de bom se eu tenho um carro danificado que precisa ser corrigido?

Olhe para o mundo. Quem tem inveja do povo judeu, porque eles receberam a Torá? Exceto as pessoas que são atraídas para o propósito da criação, para a correção, os outros podem trazer uma variedade de definições da Torá, e ninguém nomearia a Luz que Reforma. Ninguém vai dizer que a essência da Torá é a correção do mal em si mesmo e que é preciso mergulhar nesse processo.

Nossa definição da Torá como a Luz que Reforma parece não prenunciar nada de bom. Nós estamos falando da força de correção, que confronta todo o mal que deve ser revelado em nós. A revelação do mal é sempre muito desagradável, desconfortável e não gentil. Isso é algo terrível: uma doença grave e uma cura para ela.

Não é por acaso que as crianças passam por algumas doenças que irão garantir a sua imunidade continuada. Nós precisamos experimentar todos os estados no caminho, descobrindo o mal em cada um, sofrendo com isso, e depois corrigindo.

Portanto, quem precisa disso? Na definição correta dessa palavra, o termo “Israel” não promete vida doce para ninguém. Se você olhar para a história do povo judeu, não há nada a invejar. Apenas um punhado de pessoas no mundo está ligado a Israel para compartilhar seu destino. Talvez elas possam ter herdado sua atração das Reshimot (reminiscências) das tribos perdidas.

É difícil esperar um afluxo maciço lá onde estamos trabalhando contra o egoísmo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/14, “Unidade do Povo”

O Mundo Como Um Filme De Ficção Científica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se Israel é o engenheiro responsável pelo bom funcionamento do sistema mundial, o que eles devem saber para fazer o seu trabalho?

Resposta: Israel tem que saber tudo sobre o sistema – sobre a força que gerencia o sistema e o sistema em si – a fim de conectá-lo corretamente com a força superior.

A força superior é o próximo nível acima de nós, e logo abaixo dela está Israel, e abaixo dela, o resto do mundo. Existem três níveis, e é assim que se parece o sistema.

Israel recebe ordens da força superior e transmite para baixo, adaptando-as para esta transmissão e agindo como uma cabeça em relação ao corpo.

Israel tem que se conectar com as nações do mundo e sentir o que lhes falta, e, em seguida, elevar a sua solicitação ao superior, que é chamado de MAN, uma oração. Depois eles têm que se adaptar corretamente para que a força superior seja capaz de se propagar de cima para baixo da melhor maneira possível.

Isto significa que Israel tem de agir primeiro e isso irá invocar o processo seguinte, onde a força superior vai começar a agir.

Este sistema inclui toda a realidade: os nossos desejos, pensamentos e sentimentos. Toda a nossa vida muda, incluindo a nossa percepção da realidade e como sentimos isso. O mundo se torna um lugar diferente, como num filme de ficção científica.

Nós começamos a ver as forças que atuam no mundo e os sistemas que estão por trás dele. Este mundo se torna um teatro, guiado e ativado nos bastidores. Assim, nós percebemos o sistema de controle. A forma externa só é necessária para que possamos nos conectar ao sistema interno.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 18/06/14

Um Técnico Responsável Pela Obra Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu gostaria de ter uma definição científica de qual é o papel único da nação de Israel no sistema geral. Que forças agem aqui?

Resposta: A nação de Israel é a parte da realidade que avança em direção ao objetivo da criação em condições especiais. Em contraste com todas as outras partes da criação, cada passo que eles fazem para frente só pode ser feito de acordo com seu livre arbítrio.

O resto da natureza (inanimada, vegetal, animal) e as nações do mundo avançam de acordo com as leis fixas da natureza que operam sobre elas, independentemente de seu desejo. Elas devem avançar, enquanto a nação de Israel deve consentir e entender cada passo que fazem. Elas não podem avançar a menos que aceitem um determinado passo e queiram isso.

Mas, como resultado, Israel começa a entender e sentir como eles avançam, e descobre a força que ajuda a avançar e para onde eles estão indo, a que forma de existência, em que tipo de mundo, e para qual estado. De acordo com esse entendimento, Israel muda a si mesmos, sua forma e sua atitude para com as outras partes da realidade e em primeiro lugar para as outras nações.

Toda a realidade é um sistema respiratório, vivo, o que significa um sistema que está constantemente mudando à medida que avança em direção a um objetivo final. Israel, porém, é a parte especial do sistema que serve como um adaptador de conexão, como um elo, um coordenador entre as forças que controlam o sistema e as partes que não podem entrar em contato com essas forças por si só, uma vez que não têm livre-arbítrio.

Portanto, Israel tem a obrigação de cuidar do resto do sistema e servir como elo entre as forças da providência superior e a natureza inanimada, vegetal e animal, e as nações do mundo.

Pergunta: Portanto, Israel é o técnico responsável pelo funcionamento de todo o sistema?

Resposta: Sim, mas até mesmo Israel deve mudar, porque caso contrário eles não sabem como cuidar do sistema. Eles precisam crescer constantemente: em sua consciência da força superior para invocá-la para cuidar do sistema, em seu reconhecimento de todas as outras partes do sistema, da natureza, e das nações do mundo, e em se comunicar com elas, porque eles são o elo entre elas.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 18/06/14

Uma Teia De Aranha Dos Desejos Aprisionados

Dr. Michael LaitmanSe uma pessoa se cansa e perde o interesse em seu trabalho, se ela se sente impotente e pensa que esse caminho não é para ela, isso significa que ela não aprendeu a aproximar de si suas partes separadas, atualmente espalhadas pelo mundo. Ela não sabe como agarrar os vasos vazios onde pode receber um preenchimento.

Afinal, ela é como uma aranha no centro de sua rede que pega os desejos de outras pessoas nessa rede, que se tornam parte de sua alma…

É muito importante entender que, uma vez que devemos constantemente sentir e ansiar estar incorporados com os amigos e absorver todos os seus desejos, eu sou como um egoísta que sempre olha em volta com olhos grandes e ávidos pelo que mais eu posso receber dos amigos, o qual é um despertar, a importância da meta e conexão!

Eu constantemente os invejo. Eu não os desrespeito, mas realmente acho que eles escondem algo de mim. Eu estou certo de que cada um deles tem algo valioso para mim, e que de outra forma não teriam o direito de existir e eou nem sequer os veria. Se eu identificar que alguém existe, isso significa que ele é uma deficiência que eu preciso para completar a minha alma.

É assim como todos devem considerar seu amigo. Por isso, é dito que todos se destinam a me servir, e com isso eu quero servir o meu Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 22/06/14

A Abordagem Sistemática Da Sabedoria Da Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: A educação integral não é apenas jogos ou encontros agradáveis. Pelo contrário, é um método poderoso, tolerante e sistemático. O que é necessário para que possamos parar de procurar soluções para os problemas apenas no nível individual isolado onde nunca encontramos uma solução, mas abordarmos os problemas em conjunto, de forma sistemática?

Resposta: O método da conexão é um programa único para descobrir a verdadeira realidade através do desenvolvimento de nossos sentidos. Nós não temos as ferramentas para a compreensão da realidade. Fisicamente, nós temos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) que trabalham em intervalos específicos. Se ampliássemos nosso campo de visão de menos a mais infinito, poderíamos ver uma imagem diferente, e então isso já não seria apenas chamado de “visão”, pois nós perceberíamos o mundo nas faixas de infravermelho e ultravioleta, além das frequências habituais.

A audição também é em ondas, como tudo o que sentimos. Suponha que fosse possível ampliar o alcance das ondas sonoras de zero a frequências mais altas, sem limite. Então, nós descobriríamos fenômenos mais maravilhosos os quais ainda não estamos conscientes. Afinal de contas, nós percebemos o que entra na faixa de frequências que sentimos, e, se o fenômeno está fora da nossa faixa de frequência, não o vemos ou ouvimos. Nossos sentidos da visão e da audição simplesmente rejeitam fenômenos como estes.

É interessante que a maioria dos neurônios em nosso cérebro pertençam ao sentido do olfato. Todo o cérebro está envolvido em células responsáveis ​​pelo sentido do olfato. Aparentemente, antigamente o sentido do olfato era uma função importante, como é com cães, onde ele é mais importante do que ouvir e até mesmo ver. No entanto, no curso da evolução humana, o sentido do olfato perdeu sua importância. Além disso, o sentido do paladar é mais limitado nas pessoas. Um cão só precisa tocar na comida para determinar imediatamente se ela está estragada. Um laboratório inteiro está trabalhando num cão que lhe dá resultados imediatos. No entanto, um ser humano não é capaz disso. Então, ele é obrigado a enviar amostras para um laboratório e esperar uma semana pelos resultados. Nos temos que treinar cães para trabalhar em aeroportos para encontrar drogas ou dinheiro pelo olfato.

Isto significa que os humanos carecem de sensações. Mas, mesmo se tivéssemos que desenvolver visão, audição, olfato, paladar e tato, e nos abríssemos a todas as frequências, ainda captaríamos apenas uma pequena fração da realidade, porque por trás de todos os sentidos, está o nosso desejo dentro do qual nós percebemos a realidade. A quantidade de desejo determina a intensidade da nossa percepção.

O problema é que o nosso desejo é muito pequeno. Quanto eu quero ver, ouvir, sentir, e provar? Só um pouco. Isto é, a percepção é limitada não só pela gama dos sentidos, mas também pelo desejo de que está por trás de todos eles.

No entanto, a principal limitação é que o nosso desejo possibilita que nós percebamos apenas o que interessa a ele, e não prestemos atenção ao que não interessa o nosso ego. Portanto, nós não vemos a realidade que está à nossa frente.

De tudo o que está na minha frente, eu só vejo a pequena parte em que estou interessado ou que é útil ou prejudicial para mim. Mas se algo não tocar o meu desejo desde o ponto de vista de ser bom ou ruim, eu simplesmente não vejo ou percebo isso.

Fora de mim, poderia haver infinitas fontes de influência, mas elas não me interessam. Eu não quero dar atenção a elas, portanto não as descubro. Eu não as sinto, e vivo como se elas não existissem, e, por enquanto, elas me influenciam sem meu conhecimento, assim como a radioatividade.

A única solução é mudar para uma forma diferente de percepção, não egoísta. Em outras palavras, cabe a mim perceber não o que é interessante ou prejudicial para mim, mas abrir-me a toda a realidade que está à minha frente, sem saber o que é.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 20/06/14