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Vocês Estão Partindo Agora!

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, “Isto é para Judá”: Aquele pão, que nossos pais comeram no Egito.

Hagadá: “A Mitzva de comer Matza foi dada aos filhos de Israel mesmo antes deles partiram do Egito, com respeito ao futuro êxodo, que era para ser com pressa. Disso resulta que a Mitzva de comer Matza foi dada a eles enquanto eles ainda estavam escravizados…”.

A Mitzva de comer Matza foi dada com antecedência porque o Êxodo do Egito aconteceu de repente, com pressa. De repente, veio a ordem: “Em outro momento vão!”; “E o pão, como é que é possível partir sem pão”?

Assim, a Mitzva foi dada com antecedência para preparar tudo para que no momento do Êxodo, da fuga, teríamos tudo o necessário. Mesmo agora nós estamos fazendo isso porque estamos muito felizes com isso, que todas as redenções acontecem de repente. Portanto, nós sempre temos esperança de que a cada momento a redenção possa vir.

Da mesma forma que lhes disseram no Egito: “Vocês estão partindo agora!”, isto é o que eles vão nos dizer hoje; na verdade, em pouco tempo haverá uma proclamação e todos vamos partir. Nós vamos começar a subir para o nível da redenção. Por isso estamos tão felizes em comemorar este feriado, lembrando este milagre a cada ano.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Estejam Prontos Para Fugir A Qualquer Momento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós deixamos o Egito com pressa? É possível sair sem terminar todos os esclarecimentos?

Resposta: A pressa é quando eu não sei a princípio que estou me aproximando da redenção. Mesmo que a cada momento eu me dirija para querer sair, apesar disso, a saída acontece de repente. Isto é porque ela acontece de acordo com um cálculo de Cima, de acordo com as relações entre Luzes e Kelim (vasos).

Portanto, eu não posso prever isso desde o início. Isto não está sob meu controle. Eles não me dizem todas as condições que devem ser realizadas em mim para criar o estado ideal para o próximo nível chamado redenção.

Isto não é conhecido por mim desde o início. Eu busco cada vez mais, mas ainda estou no escuro. Eu não sei o que exatamente é doar neste nível superior. Portanto, isso é chamado de fugir às pressas.

É tão agradável para nós celebrar esta salvação súbita, precisamente porque esperamos que isso virá a qualquer momento.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Revelar O Criador Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Vayakhel), 37:10, 37:17, 37:25, 38.8, 38.9: E ele fez uma mesa de madeira de acácia… E ele fez a Menorah (candelabro) de ouro puro… E ele fez o altar do incenso de madeira de acácia… E ele fez a pia de cobre… E ele fez o pátio…

Tudo é muito simples. A correção espiritual é feita das partes internas para as partes mais externas e termina na unidade completa das pessoas num desejo geral: se conectar entre si para descobrir o Criador entre elas. Tudo isso é a obra de Bezalel.

A Torá descreve nossos desejos, os quais são revelados pela unidade do atributo que deve ser revelado em nós como o Criador.

Em cada fase nós vemos este atributo do Criador, o atributo de amor e doação, a força imaterial que não tem imagem e que preenche toda a criação. Primeiro ela é revelada em nós na forma de imagens que entendemos, até que realmente chegamos a um estado em que podemos percebê-la além de todas estas imagens como a Luz Geral. Isto acontecerá no final de correção.

Nesse meio tempo, nós a descobrimos em certos atributos, em certas ações dentro de nós, como se uma indução fosse dirigida a nós e executássemos ações de doação que chamamos de revelação parcial do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 07/10/13

Mudar Para Um Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que Bezalel, a quem o Criador encheu com espírito e sabedoria divina, aparece em nosso mundo?

Resposta: Essa não é uma pessoa. É a união de pessoas que descobrem seus atributos espirituais!

Não há pessoas, animais ou ouro, nem Tabernáculo, nada. Nós estamos falando das quatro fases do nosso ego que estão nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza. Por exemplo, ouro, pedras preciosas, etc., são atributos revelados no nível da natureza inanimada; madeira, acácia e linho simbolizam os atributos do vegetal. Lã e tudo o que tecemos são os atributos no nível animal, e também há atributos humanos.

Na natureza humana também há diferentes níveis que nós vemos de acordo com a hierarquia da humanidade.

Bezalel refere-se aos atributos mais sublimes em nossa correção, quando podemos estar completamente sob a sombra do Criador, o que significa em total adaptação a Ele. Assim como a sombra segue uma pessoa, nós também temos que seguir Seus movimentos, e só então vamos entender como podemos corrigir tudo apropriadamente.

Quando o desejo de se conectar e unir aparecer em nós e nós começarmos a cumpri-lo, vamos descobrir o atributo de Bezalel em nós.

Nós podemos chegar a isso de duas maneiras: ou avançando por grandes sofrimentos, quando não há outra escolha, ou realizando a unidade num pequeno grupo de pessoas que podem incorporar isso de alguma maneira e ser um exemplo para toda a humanidade da mudança para um novo mundo. Convidamos a todos a participar da segunda forma e, assim, minimizar os sofrimentos. Eu espero que possamos ser capazes de explicar isso ao mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 07/10/13

O Êxodo Do Egito No Século XXI

Dr. LaitmanPergunta: Em que forma externa é preciso hoje descobrir a “saída do Egito”?

Resposta: Êxodo significa alcançar uma nova consciência, conhecimento, pensamento ou desejo. Uma pessoa se eleva internamente. Isso é chamado de redenção. Ela começa a ver que o mundo inteiro está conectado. Trata-se de uma preparação para a redenção, e hoje a humanidade já está começando a se tornar ciente disso.

Todos nós estamos conectados, quer queiramos ou não. É completamente oposto ao nosso desejo. Por um lado, a maioria dos cientistas, políticos e economistas falam sobre o mundo sendo um sistema conectado. Eles simplesmente veem que esta é a forma como ele é, mas não sabem o que fazer com ele. Como nós vamos cortar essas conexões que não queremos?

Este fato está sendo descoberto cada vez mais e nós vemos que esta conexão trabalha contra nós. Nós queremos quebrar essas conexões, mas isso não vai nos ajudar. É assim que descobrimos o domínio do Faraó, e assim nenhuma escolha será deixada para nós, exceto concordar que a nossa conexão vem da natureza.

Pela primeira vez na história, a humanidade está começando a ter consciência de que é gerenciada pela natureza e se encontra dentro dela e não acima dela. A pessoa vai entender que a natureza a ativa e gerencia, e não que ela gerencia a natureza. Esta é uma mudança no paradigma, na ideologia geral que existe na humanidade.

Pela primeira vez na história, nós precisamos baixar a cabeça e reconhecer que somos como toda a natureza inanimada, vegetal e animal. Nós também somos animais ativados pela natureza, e  temos que fazer alguma coisa com nós mesmos: mudar a nós mesmos.

A humanidade ainda terá que chegar a uma consciência e concordância de que é preciso mudar a nossa natureza que foi intencionalmente criada contra a natureza integral coletiva. A conquista e o reconhecimento do nosso verdadeiro estado serão chamados de “anos do exílio do Egito”.

No início, parece que é bom estar no exílio, totalmente tolerável, e no final, torna-se claro que é muito ruim e que devemos mudar. Então, nós precisamos trabalhar nesta mudança, e nós vemos o quanto ela é impossível e inatingível. Então, o Faraó será revelado a nós como o poder do mal. Vamos querer fugir dele, mas não estaremos prontos. Este é um longo caminho a percorrer.

Eu acho que nós, aqueles que são atraídos à correção, vamos passar por este processo como os nossos antepassados, e todo o resto da humanidade vai passar por isso por meio da integração mútua e apoiando o nosso trabalho. Eles não vão precisar passar por todas estas etapas, pois não pertencem a Israel, mas ao desejo de receber, que é chamado de “nações do mundo”. Por isso, eles não precisam realizar grandes correções. Eles vão receber tudo se juntando a nós.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Erro Mais Comum

Dr. Michael LaitmanO erro mais comum é “devorar-se” sobre seus defeitos, e isso pode continuar por anos se não estivermos preparados para nos livrarmos disso através da garantia mútua. Para fazer isso, é necessário uma pressão do grupo para influenciar minha mente e livrar minha cabeça da preocupação pessoal, da preocupação com o que fiz, que tipo de danos causei, que tipo de pessoa ruim eu era, e que erros eu fiz.

Esta é uma Klipa que assume o controle da pessoa, e somente com a ajuda da garantia mútua é possível se libertar dela. O grupo deve me influenciar para que eu possa parar de pensar em mim mesmo, para que ele me obrigue a pensar nele.

Todos nós passamos pelos mesmos estados, não simultaneamente, mas um após o outro. Porém, todos temos que passar por isso. Se você vê que um amigo está se devorando e se culpa por suas deficiências, você precisa lhe dizer que não há nada do que se desculpar. Ao contrário, ele deve estar preocupado com o grupo. O vaso espiritual é especificamente dentro do grupo e não em si mesmo.

Em geral, com respeito a tudo o que aconteceu no passado, é necessário dizer: “Não há outro além Dele”, e tudo aconteceu de acordo com uma decisão da supervisão superior. Até este momento, eu não fiz e não decidi nada e, a partir deste momento, “Se eu não fizer, quem fará por mim?”.

No entanto, a pessoa sozinha não está preparada para sair desses pensamentos. A Klipa sempre a atrai para esse mesmo pântano, em arrependimento e remorsos, e em níveis mais elevados a condição é muito pior. Somente o poder do ambiente pode fortalecer a pessoa e mantê-la acima de todos os cálculos. Caso contrário, ela vai cair na Klipa e sofrerá severamente por muito tempo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 27/03/14

O Que Exatamente Deve Ser Corrigido?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma pessoa que vive em sociedade tem vários tipos de conexões: no trabalho, na família, e assim por diante. Qual é o tipo de conexão que ela deve corrigir?

Resposta: É compreensível que nós tenhamos que trabalhar e manter boas relações na família. No entanto, a correção principal é entre os amigos no grupo. Através do grupo você obtém a Luz Circundante. Você precisa corrigir a conexão com aqueles com quem você está construindo a Divindade.

Pergunta: Porém, eu entro em contato diário com apenas algumas pessoas, enquanto o resto não estão incluído na minha esfera. Como eu posso corrigir a minha conexão com todo mundo? Daí resulta que cabe a mim corrigir algo que eu ainda não senti?

Resposta: Você deve pedir e orar para sentir a conexão com todos os nossos amigos em todo o mundo. Eu preciso ver as pessoas com quem estou construindo a Divindade, o lugar para a descoberta do Criador. Quem são as pessoas com quem compartilhamos uma parte importante na descoberta do Criador? Eu acho que estes são todos, pois de outra forma o Criador não os teria trazido aqui.

O Criador me deu essas pessoas como um grupo, de modo que eu quero me conectar com todos, nem mais nem menos. Eles sempre vão me dar o número ideal de amigos, de acordo com condições externas que não entendemos. Eu não sou responsável por isso, e assim, aceito como é. O Criador traz eles para mim, e cabe a mim pensar sobre como construí-los numa rede de conexão mútua. Esta é a conexão espiritual e a conexão material, conforme necessário, a fim de construir a Divindade em conjunto com eles.

Cabe a nós nos conectarmos com uma preocupação mútua pelo outro, de modo que cada um vai ajudar a todos. Esta é a forma como construímos o centro do grupo entre nós, uma conexão mútua, uma preocupação de acordo com as leis do “Ama o teu amigo como a ti mesmo” e “aquele que ora por seu amigo recebe primeiro”. Se agirmos desta forma, uma rede que assume a forma de doação mútua é descoberta entre nós.

Mesmo que essa doação seja egoísta (Lo Lishma), ela atrai a Luz que Reforma. Não importa que ainda não tenhamos a intenção de doar. A principal coisa é que ansiamos em alcançá-la. Nós queremos que o Criador seja descoberto por meio da conexão entre nós, porque ansiamos em conhecer, entender, sentir Ele, sair para o mundo superior.

Nossa intenção é incorreta e egoísta, mas nós estamos conectados. Em nosso estado, nós ainda não estamos prontos para não pensarmos no benefício pessoal. Isso é chamado de Lo Lishma. Portanto, a Luz que Corrige nos ilumina à distância, embora estejamos quebrados. A principal coisa é que o nosso grupo se torna semelhantes a Ele, ou seja, que construímos a conexão entre nós.

Pergunta: No entanto, o que exatamente eu tenho que corrigir em relação aos amigos?

Resposta: O que deve nos unir é a preocupação mútua em descobrir o poder superior na conexão entre nós, ou seja, doação e amor. Preocupação mútua é o desejo compartilhado pelo Criador. O desejo pelo Criador não é encontrado em qualquer um de nós, mas é encontrado entre nós. Ele não existe; cabe a nós construí-lo. Não há vaso! Existem apenas os desejos pessoais de cada um, mas não há nenhum desejo compartilhado chamado Divindade.

Pergunta: E com relação à correção das minhas características, das minhas qualidades?

Resposta: Apenas a conexão com os amigos requer correção. Não há nada a corrigir em mim; eu sou uma besta aqui e uma besta não pode ser corrigida. Você já tentou se conectar com alguém e descobriu o seu ego. Você já entrou no Egito? Se alguém só lhe incomoda, isso não está conectado ao trabalho espiritual.

Só se eu me esforçar numa conexão com outras pessoas para chegar à conexão entre nós chamada Arvut – dentro da qual a nossa preocupação em descobrir o Criador, a característica de doação e amor, é descoberta – então vou sentir como odeio todo mundo e não estou pronto para me conectar, e isso é o que tenho que corrigir.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 27/03/14

“Felicidade: Lições De Uma Nova Ciência”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Richard Layard, Professor Emérito Lord Layard, economista do Partido trabalhista britânico, atualmente trabalhando como diretor de programa do Centro de Desempenho Econômico da Escola de Economia de Londres): “‘Há um paradoxo no cerne de nossas vidas. A maioria das pessoas quer mais renda e se esforça para isso. No entanto, conforme as sociedades ocidentais ficaram mais ricas, seu povo não se tornou mais feliz’. Layard é um dos muitos a propor este paradoxo. Ele é muitas vezes referido como o ‘Paradoxo de Easterlin’, nomeado depois que o economista Richard Easterlin demonstrou exatamente isso para os cidadãos dos países desenvolvidos com bem-estar suficiente para prover pelo menos as necessidades básicas de cada pessoa”. …

“Não só comparamos a nossa renda com a dos outros, também definimos uma norma para a nossa renda com base no que nos acostumamos. Quanto mais dinheiro ganhamos, mais dinheiro pensamos que precisamos. Este fenômeno é chamado de ‘habituação’ ou ‘adaptação’. Isso pode ser comparado com a construção de uma tolerância por álcool ou drogas. Layard chama isso de ‘A Esteira Hedônica’: para manter o mesmo nível de felicidade, precisamos continuar correndo.

“Richard Layard (2005) argumentou que sete fatores são fundamentais para a felicidade. Além disso, ele usou pesquisas como a Pesquisa Social Geral do EUA para estabelecer (pelo menos para os EUA) cinco fatores em algum tipo de ordem de importância. Dois outros fatores foram vistos como centrais, mas não poderiam ser classificados devido à falta de evidências.

“Relações familiares. Em quase todos os estudos, as relações familiares e nossa vida privada próxima são “mais importantes do que qualquer outro fator que afete a nossa felicidade”.

“Situação financeira. Como já vimos, a nossa posição financeira individual é importante – especialmente quando estamos à margem da pobreza – mas, além disso, ser pobre está em segundo como uma importante fonte de felicidade a longo prazo frente a qualidade das relações familiares próximas.

“Trabalho. Há evidências consideráveis ​​de que precisamos sentir que estamos contribuindo para a sociedade em geral. Layard comenta, ‘Trabalhar fornece não só a renda, mas também um significado extra para a vida’. Ele continua: ‘É por isso que o desemprego é um desastre: ele reduz a renda, mas também reduz a felicidade diretamente, destruindo a auto-estima e as relações sociais criadas pelo trabalho’.

“Comunidade e amigos. Como já vimos, escritores como Lane enfatizam bastante o companheirismo. No entanto, é também claro que a qualidade das comunidades em que participamos têm uma forte influência sobre a forma como nos sentimos. Se não vivemos e agimos em comunidades e grupos em que há um sentimento de confiança e que pertencimento, então há uma série de evidências que mostram o impacto sobre a nossa capacidade de ser feliz. …

“Saúde. Em estudos as pessoas frequentemente citam a saúde como um importante contribuinte para a felicidade. …

“Liberdade pessoal. A felicidade também depende da qualidade dos sistemas políticos, econômicos, legais e sociais em que atuamos. Há alguma evidência de que as pessoas que vivem em sociedades estáveis ​​e pacíficas nas quais elas têm uma voz e uma capacidade de seguir os seus interesses (quw não prejudica os outros), e nas quais as instituições são responsáveis, ​​serão mais felizes.

“Valores pessoais. A felicidade das pessoas depende de seu ‘eu interior’ e filosofias de vida. ‘As pessoas são mais felizes se são capazes de apreciar o que têm, seja o que for, se não se comparam sempre com os outros, e se educam seus próprios estados de espírito.” (Fonte: infed)

“A sociedade moderna precisa desesperadamente de um conceito de bem comum em torno do qual possa unir os esforços dos seus membros. Aqui está o conceito certo. Nós queremos aumentar a felicidade geral e nos comprometemos com esse fim”.

Meu Comentário: É claro que esta é uma meta maravilhosa. Mas primeiro é necessário perceber que a felicidade só é possível para além do nosso egoísmo, não nele e nem suprimindo-o. É por isso que nós precisamos de um método para sair do egoísmo, o método da Cabalá, ou melhor, a Luz, a força de doação e amor, que se manifesta quando esse método é implantado.

Um Adaptador Entre O Sistema De Santidade E O Sistema De Impureza

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 12: Você descobre que esse objetivo ainda é negado da perspectiva dos Partzufim de Kedusha (Semblantes de Santidade). Isso ocorre porque não há nada lá do espaço vazio, que é a completa forma de recepção, onde ocorreu o Tzimtzum. Portanto, nenhuma correção será aplicada a ele, uma vez que não existe na realidade.

Além disso, certamente não há nenhuma correção aqui da perspectiva da Sitra Achra, embora esta tenha um espaço vazio, uma vez que ela tem um interesse completamente oposto, e tudo o que ela recebe morre.

Por isso, é apenas o ser humano neste mundo que precisamos. Na infância, ele é sustentado e apoiado pela Sitra Achra, herdando os Kelim do espaço vazio a partir dela. Quando ele cresce, se conecta à estrutura de Kedusha através do poder da Torá e Mitzvot de dar satisfação ao seu Criador.

Deve haver um adaptador que leve os desejos de um lugar para outro. Este adaptador é chamado de Adão (ser humano), que uma vez está incorporado no sistema de Sitra Achra recebendo os desejos dele, e uma vez está incorporado no sistema de Santidade. Assim, ele se move do sistema de impureza para o sistema de Santidade, até que acumula os dois sistemas dentro dele.

Há o sistema puro e o sistema impuro dos mundos sobre os quais se diz: “Deus lhes fez um oposto ao outro”, e a pessoa está entre estes dois sistemas. A própria pessoa não tem nada. É apenas a parte do meio da Sefira Tiferet que é totalmente neutra, um anjo. Uma vez ela está incorporada no sistema de impureza e toma desejos dele, depois se move para o sistema de Santidade e os corrige. Depois, ela se move novamente para o sistema de impureza e toma novos desejos, e mais uma vez se move para o sistema de Santidade e os corrige.

Assim, ela continua até transferir todos os desejos de um sistema para o outro. É como o exemplo que o Rabash dá quando o médico o proibiu de beber uísque e ele costumava mergulhar um pedaço de bolo no uísque e o comia até que o copo de uísque estava vazio, e dizia: “Eu não bebo uísque, eu como bolo”.

É assim que transferimos os desejos de um lugar para outro e esse é todo o nosso trabalho. Claro, nós precisamos aprender como fazer isso, como evocar a Luz que Reforma e acumular a necessidade por ela, sendo alimentados pelo sistema de impureza. Esta é a forma como o sistema funciona.

Vamos esperar que fique claro para nós que só temos que nos corrigir e trazer o mundo à forma perfeita quando esses dois sistemas polares deixarem de ser opostos um ao outro e se tornarem um.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Ladrão Honesto

Dr. Michael LaitmanUm vaso só pode receber seu material, o desejo de desfrutar. Caso contrário, não há criação. Mas esta criatura faz ações de doação como o Criador, com a intenção a fim de doar, mas ela doa por meio do seu vaso receptivo.

Ou ela recebe a fim de doar ou não recebe nada em seus vasos, apesar de todo o seu desejo de receber, e isso é chamado de grau de sua doação.

Por exemplo, eu sou convidado para alguma festa onde estão usando talheres caros feitos de ouro e prata. Eu venho para a festa e o anfitrião me diz: “Eu sei que você é um ladrão, mas peço-lhe para se conter. Quero muito que você esteja aqui esta noite, por isso estou pedindo que você seja um homem. Você deve saber que eu acredito em você, não faça nada vergonhoso!”.

Eu chego e toda a noite não posso comer nem mesmo uma migalha, não posso sequer provar uma colher de sorvete ou um gole de vinho. Isso é porque eu tenho medo de que se eu pegar algum utensílio na minha mão, não vou ser capaz de me conter e vou colocá-lo no bolso.

Assim, eu não como nada toda a noite, não bebo nada, não toco em nada e só passeio entre todos. Mas eu fiz um esforço para estar no mundo espiritual e mereço uma recompensa pelo meu esforço. Ou seja, nós começamos contendo a nós mesmos e não tocamos em nada.

Mas este é um trabalho muito difícil, porque eu estava com fome e sede, e lutei com o meu desejo de receber de roubar algum utensílio! Era um bem tão valioso, que um utensílio roubado seria suficiente para um ano inteiro de uma boa vida sem pobreza. Se roubarmos um pouco de espiritualidade, é possível existir bem no mundo físico…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 23/03/14, Escritos do Baal HaSulam