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O Poder De Subir Pelo Método De Abraão

congress-ahziv_17Pergunta: Se quisermos usar o exemplo de Abraão, sobre o que devemos falar com as pessoas?

Resposta: Suponha que nós organizamos um instituto chamado “Abraão”. Após o nome da abordagem e a ideia, nós começamos a difundir esta filosofia, esta percepção, e o objetivo da vida em seu nome. Portanto, nós precisamos reunir uma quantidade suficiente de pessoas para sair da atual Babilônia moderna, assim como eles saíram da antiga Babilônia. Isso significa que é necessário alcançar uma força especial entre a parte que está separada do ego e depois subir.

Nós exigimos um poder que vai nos levar para cima. Se eu tenho um pequeno balão cheio de hélio, ele não pode me levantar. Mas se eu tomar um grande balão com um diâmetro de vinte metros, ele vai me levantar.

Pergunta: Quando nos encontramos com as pessoas, como vamos fazer isso para que este balão de hélio levante seu ponto no coração?

Resposta: Basta divulgar essa ideia entre todos, como Abraão fez em seu tempo. Com isso, nós atraímos pessoas e elas vão começar a despertar e aprender conosco. Não há nenhuma obrigação que todos concordem conosco. Eles vêm, experimentam isso -alguns saem e outros ficam.

Pergunta: Essa disseminação é ativa ou passiva?

Resposta: Parece que Abraão disseminou sua ideia ativamente, já que Ninrode, o rei da Babilônia na época, expulsou-o da cidade, já que não conseguia concordar com Abraão.

Da Lição Diária de Cabalá 10/04/14, Conversa sobre Disseminação: Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Quantas Centelhas São Necessárias?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós ansiamos pelo Criador e queremos descobri-Lo, por que é tão importante sair e trabalhar na unidade de toda a nação?

Resposta: É nosso dever pois quem pertence à nação corpórea de Israel tem centelhas dos níveis espirituais que atingiu no passado. Nós já passamos o exílio no Egito, construímos dois templos, o primeiro e o segundo, e estávamos em contato com o Criador.

Portanto, essas centelhas existem e nós precisamos delas para atingir a potência necessária para avançar para cima. Abraão não podia sair da Babilônia por si mesmo. Ele precisava levar as pessoas com ele, a fim de cumprir o objetivo da criação. O objetivo é cumprido entre as pessoas, e, portanto, nós precisamos de um grande poder.

Qual é a quantidade de centelhas que precisamos? Que poder geral nós precisamos a fim de sair do ego e começar a sentir a influência da força superior? Eu não posso dizer. Nós vamos executar uma ação totalmente nova que nunca foi realizada antes.

É dito que deve haver 600 mil almas, mas não sabemos o que isso significa. Pode ser um milhar, centenas de milhares, 600 mil ou 6 milhões de pessoas. É impossível saber agora que o número de pessoas deve ser, já que 600 mil é um poder que existe no nível de Arich Anpin, na grandeza que precisamos despertar.

Da Lição Diária de Cabalá 10/04/14, Conversa sobre Disseminação: Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Desagradável, Mas Necessário Tolerar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a descida chamada de Shaar haTuma (Portões de Impureza) é expressada?

Resposta: Tudo depende do que nós pensamos que seja uma descida. No começo, no primeiro portão de impureza, eu simplesmente vejo que eu não tenho poder, não quero fazer nada e perdi o gosto pela vida.

Enquanto que no portão 10 ou 15, eu perco o desejo de aprender, de estar conectado com os amigos, de realizar atos de doação e de estar envolvido em disseminação; eu perco a fé no que está escrito nos livros dos Cabalistas. Eu simplesmente quero me deitar e ficar longe de tudo ou ficar bêbado e passar o tempo sem fazer nada.

No entanto, junto com isso, eu começo a entender que estes não são os meus estados; ao contrário, eles vêm de uma fonte externa. Eles passam por mim intencionalmente para que eu possa consolidar a minha relação com a Fonte, com o Criador e com o que Ele faz.

Então eu digo a Ele, “Faça o que você quiser! Você pode criar a escuridão em volta de mim, mesmo que isso seja bom! Quando está escuro eu não quero nada, e isso é melhor do que correr atrás de prazeres. Mas junto com isso, dê-me a possibilidade de estar consciente de Você, daquele que cria essa escuridão para mim”.

Isso significa que o Criador torna o coração do Faraó pesado. Aqui eu começo a diferenciar entre o meu desejo, a condição que é sentida nele, e o Criador, que organiza tudo isso para mim. Isso já é uma separação interna, uma encruzilhada.

É assim que continuamos a trabalhar e a escuridão não se dissipa. Pelo contrário, nós passamos por 49 portões de impureza e chegamos à escuridão do Egito. No entanto, graças ao êxodo do Egito, a escuridão deixa de ser escuridão. Nós mudamos a nossa relação com a escuridão.

Na verdade, nós estamos na mesma condição o tempo todo, só muda a nossa percepção dela. É como se eu colocasse outros óculos e visse o estado de forma diferente, avançando cada vez mais, ao passo que o próprio estado não mudou. Nós estamos imersos na Luz do Infinito.

No entanto, um ponto de partida é dado a nós, a fim de sentirmos o mundo que vemos agora dentro da Luz do Infinito. E as mudanças dependem do que eu acho que é bom e ruim. Na verdade a nossa substância é o desejo de receber e cabe a nós decidir o que é bom ou ruim em relação a ele.

Se mudarmos a percepção da realidade, a nossa relação com ela, o mundo inteiro é diferente. O que foi odiado se torna amado. Imagine que um grande homem vestido com uma túnica branca se aproxima de uma criança pequena, pega uma seringa ameaçadora, e lhe dá uma injeção dolorosa. Como a criança deve se relacionar com suas ações?

Mas quando nós crescemos, entendemos que o monstro de branco não é um demônio cruel, mas um médico que tem que me dar uma injeção e é para o meu próprio bem. Isto é desagradável, mas deve ser tolerado.

A realidade não muda, é completa; nós temos que mudar. Em nossos dias, isto é o que o mundo tem que entender. As mudanças que resultam do desenvolvimento interno do ego acabaram. Nós desenvolvemos o nosso ego até o fim. Ele atingiu o seu ponto máximo e não mais espaço para se desenvolver no mundo físico.

Nós chegamos ao limite além do qual temos que começar a mudar o nosso relacionamento. Assim, nós estamos num ponto muito original: o ego não tem onde se desenvolver, pelo contrário, ele começa a se deteriorar e nos derrubar. Na verdade, ele não quer mais nada da vida. Portanto, se quisermos avançar, isso só é possível com o desejo de doar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/14, Shamati # 54

Um Achado No Desejo Comum Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso agradar o Criador, se não O sinto?

Resposta: É por isso que nos é dado o grupo e toda a humanidade. É dito: “Eu habito no meio do meu povo”. Se eu tentar agradar a humanidade, o meu grupo, ao sair de mimm mesmo e entrando neles, eu vou sentir o Criador.

O Criador é sentida no centro do grupo. Quando agimos no grupo descobrimos algo comum em seu centro: um desejo comum onde descobrimos o Criador. É porque o Criador está no ponto mais interno e Seu vaso é o desejo comum: nossas intenções comuns e o desejo comum do grupo. A fim de ser atraídos a Ele, nós precisamos construir uma outra camada mais externa, que é o mundo inteiro.

É impossível trabalhar apenas no que diz respeito ao Criador, já que Ele está escondido. Mas se eu estou incorporado no grupo e constantemente invisto nele, de tal forma que no final quero me dar ao grupo e fundir-me nele, eu descubro o Criador dentro dele, porque já atingi os atributos que correspondem a Ele em alguma forma.

Da Lição Diária de Cabalá de 04/03/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Rumo À Vitória Da Globalização

Dr. Michael LaitmanOpinião (Stanislav V. Borzykh, PhD, professor adjunto de filosofia na Universidade Estadual de Arquitetura de Tomsk, membro da Sociedade Filosófica Russa): “A globalização baseia-se nos princípios da liberdade, abertura, disponibilidade, mudanças e igualdade. Isso, por sua vez, implica a existência de certa plataforma universal que satisfaça todas essas condições. Tal plataforma, ou mais precisamente a reciprocidade é a própria globalização.

“Consequentemente, globalização é o processo global de estabelecer um regime de reciprocidade. A globalização é a plataforma, na qual um novo mundo, desconhecido para nós, vai crescer no futuro. Só podemos resolver uma questão: qual será a escolha da humanidade – envolver-se numa era de globalização, ou não”?

Meu Comentário: Na verdade, a questão não é se envolver ou não se envolver, porque este desenvolvimento da civilização é programado pela natureza. A questão é: nós devemos entrar neste desenvolvimento obrigatório voluntariamente — pelo método da educação e formação integral, a sabedoria da conexão, acompanhando o ritmo com as forças negativas da natureza que causam esse desenvolvimento, e neste caso, transformando-as em positivas — ou por sermos teimosos e permitindo que as forças convincentes (negativas) do nosso desenvolvimento nos dirijam “com a vara para a felicidade”?

Puf!

Dr. Michael LaitmanPergunta: A partir desse momento, quando começou a preparação para o feriado de Pessach, um peso muito forte no coração, uma luta interna foi sentida. Por que é tão difícil para mim?

Resposta: As dificuldades estão sendo adicionadas a você, perturbações. Você precisa vencê-las e não pode. Qual é a razão para o fracasso?

Comentário: Se eu luto neste estado, sinto como estou afundando ainda mais no domínio do ego.

Resposta: Por que você luta com as perturbações externas, como Don Quixote com os moinhos de vento? Você não está trabalhando em absoluto no lugar que é necessário. Todos os seus poderes devem ser concentrados somente na conexão com os amigos. Se você também tiver perturbações com isto, este é um sinal de que você está agindo sozinho. Mas se você estiver trabalhando em conjunto com os amigos, então entre vocês deve haver Arvut, que torna possível para vocês se elevarem juntos superando seu problema comum e geral.

Agora, com todo o grupo, nós estamos num período único antes do feriado de Pessach, a raiz espiritual que é o Êxodo do Egito que desceu ao nível físico e foi impresso aqui. Nós também pertencemos a este nível físico e já pertencemos à sua raiz espiritual de certa forma, porque ansiamos deixar essa servidão egoísta.

Ainda não sabemos exatamente se é o mesmo Faraó, se este é o mesmo Egito, mas já tocamos um pouco nele. Nós já pertencemos à “próxima geração” e, portanto, obtemos o peso do coração de Faraó, acima do qual devemos subir para a conexão entre nós. A subida é chamada de conexão extra.

Se nos esforçamos e convergirmos cada vez mais fortemente, nós podemos alcançar isso. Nossa próxima posição precisa ser a personificação real de um homem com um coração, e este já é o estar diante do Monte Sinai. Agora podemos dar este salto. Nosso problema é apenas que não localizamos o lugar certo para o esforço, e não vemos que ele se encontra entre nós.

O lugar entre eu e o amigo é a nossa deficiência comum, nosso anseio comum pela descoberta do Criador. Nós produzimos, construímos e estabilizamos o Criador, o poder da doação e amor, dentro da conexão entre nós, na conexão de nossos desejos e anseios. O Criador não existe sem nós. Nós precisamos restaurar e estabilizar o Kli quebrado, para que ele seja conectado.

Quando nós completamos quantitativa e qualitativamente toda a extensão desses esforços, de repente, há um “Puf!” e todas as peças estão ligadas no caminho certo para um Kli completo no qual o Criador é descoberto. Mas nada sai disso até chegar o último momento, quando tentamos conectá-lo, quando tudo está organizado em seu lugar, e quando, com o nosso desejo, adquirimos a forma de doação. Então a Luz será revelada dentro dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/14, Escritos do Rabash

Dar Satisfação Aos Outros Dá Satisfação Ao Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu peço pelos desejos dos outros como se fossem meus, eu preciso ter a intenção de dar satisfação ao Criador e não apenas fazer o bem para as pessoas?

Resposta: Você pede a possibilidade de dar-lhes satisfação, apesar do fato de que estes desejos são como os seus próprios, porque com isso você está dando satisfação ao Criador. Você não pode dar satisfação ao Criador diretamente, pois Ele não tem nenhuma deficiência. Assim, você dá satisfação a todo o mundo, e o Criador recebe prazer com isso.

Há um território que é o mundo inteiro, com exceção do seu ponto. Há um grande círculo, que é a alma toda, e você está fora do círculo com seu ponto e está pedindo por eles. Trazendo o Criador para este círculo, Ele está feliz por poder doar a todos eles. Segue-se que você está trazendo o Criador para a doação e com isso, dá satisfação a Ele.

Você reza para as coisas irem bem para as pessoas, e com isso pretende dar satisfação ao Criador. Isto é porque o Criador é perfeito e não tem nenhuma deficiência além da doação, e você possibilita que Ele faça isso. Mas o Kli não se encontra Nele; ele está dentro de Sua criatura, dentro de toda a humanidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/04/14, Escritos do Rabash

Um Escravo Livre

Dr. Michael LaitmanNão é difícil para o Criador controlar completamente as criaturas. Este é o poder de Elyon (superior), sobre o qual é dito, (Isaías 44) “Eu sou o primeiro, e eu sou o último“, o único que ativa e gerencia tudo. O único problema é como levar as criaturas à liberdade de escolha, à independência. Cabe às criaturas mesmo assumirem o controle, já que a liberdade e independência não podem ser dadas de Cima.

Como isso é feito? Não sabemos o que são a liberdade e a independência. Se nos escondemos de alguma sensação desagradável, supomos que estamos livres dela, e quando deixamos de estar sob pressão ou domínio de alguém, pensamos que nos tornamos independentes. Mas isso não é verdade.

Se nós temos esse desejo, em primeiro lugar precisamos de um desejo e uma necessidade de independência e liberdade. E este é um problema. Como pode haver algo livre numa criatura que é o produto das forças particulares que a produziram?

Se não há nenhuma independência, não há nenhuma criatura. Há apenas uma substância proteica que existe de acordo com leis claras e definidas e está sob a influência de várias forças que a desenvolvem e apoiam, trazendo vida e morte. No entanto, dentro de tudo isso, ela não tem nenhuma independência.

Se você olhar para as vidas de todas as pessoas, parece óbvio que elas não decidem nada sozinhas. Onde elas podem ter uma oportunidade para um desejo independente?

Este é o problema, se é possível dizer, do Criador ao criar a criação. Pois uma criatura é alguém que adquire o poder da independência. Ela se separa do Criador. Mas como isso é possível? E se ela não se separar como ela vai chegar à independência?

Portanto é importante para nós passar pela sensação de exílio, não uma vez, mas um exílio que vem e vai várias vezes num nível mais interno, o tempo todo. O primeiro exílio, se ele pode ser chamado de exílio, foi o exílio Babilônico. O segundo exílio é o exílio do Egito, o terceiro é o exílio da Pérsia, e o quarto e último é nosso exílio.

Nós alcançamos esses exílios através do nosso trabalho interior quando chegamos ao reconhecimento da nossa dependência, e sabemos como nos tornar independentes. Na verdade, nossa parceria, nossa adesão com o Criador, depende da nossa independência. Caso contrário eu não posso ser um parceiro.

Da mesma forma, quando se diz que eu sou o servo do Criador, esta não é a mesma escravidão em que estive no início. Eu me torno um servo do Criador a partir de um estado e nível completamente independentes. O nível de servo baseia-se em manter um estado que se opõe a Ele, isto é, liberdade absoluta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/14, Escritos do Rabash

O Incorruptível Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa sentir que ninguém no mundo é capaz de ajudá-lo?

Resposta: Nós precisamos descobrir que somos nada sozinhos, zeros que são gerenciados cem por cento pela Luz. A Luz influencia o desejo, o desejo desperta e é atraído para a Luz. Isto é o que acontece em nós egoisticamente.

Mas nós precisamos mudar a direção para que a Luz não influencie o desejo para que o desejo não inflame e não siga a Luz. Quero construir uma barreira (Machsom) entre eles, fazer uma restrição sobre o meu desejo para que ele não seja exposto à influência direta da Luz, para que ele não me obrigue a correr atrás da Luz como uma besta.

Eu não quero ser um servo corrupto. Eu não concordo em estar em submissão, escravizado pela Luz sem meu próprio exame e decisão, fazendo tudo o que ela me mandar. É como se eu olhasse para o meu desejo e a Luz de fora e visse como eles se comunicam. Eu não faço nada em absoluto, não tenho o direito de falar e decidir.

Antes que a Luz influencie o desejo, não estou pronto para fazer ou ver qualquer coisa. Isto é chamado de psicologia porque eu aprendo como meu corpo e desejos são despertados pela influência do prazer, que é a Luz.

Se não quero estar num estado assim, isso significa que eu sinto a escravidão. Eu adquiro um ponto independente de exame, a posição de um juiz, um investigador, e vejo que não existo nesta imagem. O Criador me deu um ponto no coração, e a partir disso, eu posso seguir meu coração, meus desejos, minhas características; eu posso ver quanto sou gerenciado de Cima. A Luz pode me influenciar da forma que quiser, e eu farei tudo.

Há um período de reconhecimento do mal, onde eu vejo, entendo e gostaria de resistir a essa influência, para me tornar uma barreira à Luz, um mecanismo que reflete e envia a Luz de volta e não a deixa passar para o desejo. Não quero que meu desejo seja inflamado pela Luz o tempo todo. Eu quero ser o mestre do direito de falar, a independência que o meu ponto no coração exige. No entanto, eu vejo que não estou pronto para fazê-lo.

Estas são as etapas do reconhecimento do mal, 400 anos de exílio. Exílio significa ser escravizado pelo nosso ego, que é chamado de Faraó, Haman.

Se eu chegar a um estado onde não concordo com a Luz influenciando meu desejo, eu dou à luz a uma oração. A oração deve ser na direção correta e ter suficiente intensidade. Ela deve ser de acordo com uma forma, condições e grau que resultam apenas da minha conexão com o ambiente.

Eu vejo do meu ponto no coração que não sou capaz de ser o adaptador entre a Luz e o desejo e de decidir nada. Assim eu vou a um grupo porque quero fortalecer o ponto no coração.

Eu estou unido com o grupo, desejando aumentar o ponto no coração, ter mais forças para permitir que ele fique como uma tela entre a Luz e o desejo de prazer. Mas eu vejo que não sou capaz de fazer isso num grupo e não quero me conectar com eles.

Disso resulta que eu não tenho a capacidade de proteger meu desejo da influência da Luz, e estou entregue à supremacia absoluta da Luz e do prazer como um animal que está sob o controle do desejo egoísta. Do lado do desejo de doar, eu quero entrar num grupo, mas não sou capaz; há essas duas linhas.

O sentimento de exílio é construído com dois componentes. Por um lado, os Egípcios têm controle sobre mim, isto é, que eu dependo completamente da influência da Luz sobre o desejo. Por outro lado, eu não sou capaz de me conectar com o meu povo, estar integrado em um grupo. Tudo se resume a isto; os filhos de Israel são separados no Egito e não podem se unir como um. Os Egípcios, que são o desejo geral por prazer, têm controle sobre eles. Em última análise, este desejo torna-se insuportável sem uma gota de esperança. Só um milagre pode nos salvar!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/04/14, Escritos do Rabash

Uma Remota Estação De Passagem

Dr. Michael LaitmanSe uma meta é inatingível, eu me esqueço dela. É dito, “uma pessoa não cobiçará a filha do rei”, só um príncipe pode se casar com ela. E se eu não sou um príncipe e não tenho chance, por que eu deveria lamentar toda a minha vida sobre algo que é inatingível? Meu desejo de receber, que é um desejo de prazer, não vai me deixar sofrer. Portanto, há muitas coisas no mundo que eu não vejo de forma alguma, não estão no meu campo de visão. Inconscientemente, eu acho que elas são inatingíveis, então não aparecem na minha mente. Há pessoas para quem o desejo de se casar com a filha do rei queima por dentro porque elas têm a chance de alcançar isso com a ajuda de todos os tipos de truques. E se eu não tenho chance, estou calmo.

Então, quanto mais nos elevamos, mais sofrimento e problemas sentimos porque nos tornamos mais dignos de realizações, grandes recompensas e satisfações. Então uma pessoa está sempre num dilema: ou melhora, muda, avança (e este é um caminho longo), e paga caro por isso, ou para de se sentir mal e isso desaparece do seu campo de visão como se não existisse. A escolha está nas mãos delas!

Portanto, há pessoas que dizem, “Não há escolha” e continuam no caminho espiritual, e existem aquelas que dizem, “Não há escolha”, e voltam para a existência materialista. Ambas dizem, “Não há escolha”, mas a questão é a que se referem?

Pergunta: Mas nós não temos nenhum conceito do que é a doação! Existe algum tipo de indicação de onde podemos começar?

Resposta: Certamente que há, este é o esclarecimento entre os amigos. O Criador não é revelado em qualquer matéria sublime. Ele cria problemas para você em sua vida diária para que você primeiro aprenda com eles, que você não é capaz de mudá-los. Você não tem controle sobre a situação. Existem mil fatores diferentes e eles também não determinam nada, só servem a um poder que organiza toda a bagunça para você. Este poder é o oposto da conexão, o oposto do amor e isso é o que você deve esclarecer. E então acontece que cabe a você localizar a conexão e o amor, só para esclarecer sobre o que eles dependem. Eles dependem de um poder que existe fora de você.

Você chega à conexão com os outros e vê que isso não têm êxito, e você invoca o poder que pode influenciar a conexão e corrigi-la. Este é um método muito simples e prático; não existe nada fora disto.

Nós pensamos que é necessário trabalhar e estudar muito, construir cidades, organizar o mundo, mas nada é necessário! Só temos que começar por organizar as relações entre nós e subir.

Mas, em vez disso, nós descemos do trem cedo demais em alguma estação remota onde não há nada mais que lixo fedorento e bandidos que estão vagando. De repente, você é deixado nesta estação para sempre e lá é onde você será enterrado. Esta é a nossa vida em vez de fazer tudo rapidamente e subir! A principal coisa é começar a fazer tudo juntos e nos conectar constantemente cada vez e mais e não relaxar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/14, Escritos do Rabash