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Quando O Ponteiro Se Move

Dr. Michael LaitmanDo livro, Luz do Sol, Dicas de Rosh Hashaná: É necessário aderir e estar conectado com os outros e estar fechado um dentro do outro nos corações de todos, para que possamos ser uma união, servindo o Criador de todo o coração.

Não há nada parcial na espiritualidade, ou seja, três, sete ou nove Sefirot. Deve haver dez Sefirot porque não sentimos menos do que dez, sentimos apenas uma medida completa. É como uma máquina onde dados são reunidos e, de repente, o medidor salta. Como um relógio que conta segundos internamente, e quando um minuto inteiro é reunido, o ponteiro de repente salta para a próxima divisão.

É exatamente assim como o nosso trabalho acontece. Isso porque até chegarmos à Malchut nós podemos trabalhar e passar por vários estados inconscientemente. Uma pessoa pode dar voltas e começar a fazer uma infinidade de coisas, mas ela deve esperar até “entender”. Isto é, ela deve passar por um determinado número de ações até que se torna difícil para ela, e ela não sabe o que fazer consigo mesma, e depois disso, de repente, ela “entende” o que está fazendo! Isto é, ela deve atingir a saturação, uma medida completa.

Portanto, quando nos reunimos, nós devemos “respeitar e estar conectados com os outros e estar fechados um dentro do outro nos corações de todos, para que possamos ser uma união, servindo o Criador de todo o coração”, ou seja, é necessário descobrir uma medida completa do desejo. E isso é um problema, porque parece que estamos subindo uma montanha, e cada vez caímos, repetidamente. É assim até que uma quantidade de esforço se acumule, uma série de experiências seja reunida, num montante total. Como Baal HaSulam escreve na Carta 19: “No entanto, ‘o tempo vai fazer o que a mente não faz’. O Criador conta todos os estímulos e recolhe-os na medida completa, que é a medida da dureza para o dia pretendido”.

Da Lição Preparatória para a Convenção de Arava, 30/01/14

O Verso Da Concorrência Irrestrita

Dr. Michael LaitmanOpinião (Jag Bhalla, empresário e escritor): “‘A competição gera eficiência’, é pregado como se fosse uma lei da natureza. Mas a própria natureza ensina uma lição diferente. A competição biológica pode criar custos tolos, e uma desgraça coletiva. O ‘Wedge de Darwin’ mostra por que, e nos lembra o ponto do ser humano. Nossas competições, e a lógica míope dos mercados livres, não precisam ser burros como árvores.

“Robert Frank cunhou ‘Wedge de Darwin’ para descrever situações em que incentivos individuais divergem das metas coletivas (às vezes até arriscando um castigo coletivo). Wedge de Darwin aplica-se a toda uma classe de problemas onde decisões racionais supostamente locais agregam-se mal (ver a falácia da composição do mercado). Estas incluem a tragédia dos comuns, jogos de Dilema do Prisioneiro, e o equilíbrio Nash. Neles, usar a lógica míope de auto-maximizar termina mal para todos. Mas abordados como problemas de ação coordenada, com monitoramento e fiscalização, os resultados podem ser guiados para benefício de todos. Os mercados livres não são aptos para tal mudança coordenada de agente cruzado, complexa e simultânea.

“Benefícios da competição surgem das limitações que ela cria. Restrições inteligentes e respostas criativas a elas, podem funcionar melhor do que o que emerge da competição irracional ‘natural’. O truque humano não é a auto-organização, é a outro-organização. Nós coordenamos uma equipe de sobrevivência por 10.000 gerações. Nossas escolhas agora são deixar o poder dos mercados ser burro como árvores, ou orientar suas competições para melhores resultados”.

Meu Comentário: O mundo está se tornando integralmente interconectado. É impossível desenvolver um plano de acordo com as nossas capacidades distintas. É impossível planejar todos os serviços de comunicação, a sociedade, a indústria, etc., calculando tudo, e gerenciando tudo como um único organismo. Este era um objetivo inalcançável para os comunistas, porque eles se relacionavam com a sociedade como um único sistema, criado por seus métodos singularmente forçados.

Agora, a comunidade humana está se tornando parte integral, não através da nossa escolha ou da unificação forçada como num campo socialista, mas como resultado do nosso desenvolvimento natural. A solução para o problema da sociedade interconectada pode estar apenas em levá-la a uma forma integral predeterminada.

Em primeiro lugar, nós temos que perceber que não somos livres: nós estamos no sistema da administração superior da natureza. Em seu desenvolvimento, a humanidade avança no caminho do desenvolvimento inconsciente, como uma criança. Esta fase termina em nosso tempo. A fase do desenvolvimento humano consciente terminou em nosso tempo. Desde o fim do século XX veio a fase em que temos que estudar a lei da natureza e segui-la. A natureza se manifesta como um sistema integral global e obriga-nos como humanidade a igualá-la.

Nós só podemos cumprir esta condição se reeducarmos as pessoas, através da mudança de nossas relações egoístas para altruístas.

Flutuar Junto Acima Da Água

Dr. Michael LaitmanConvenção de Educação Integral, Workshop 1: O que é a garantia mútua? Por que a garantia mútua é o meio para atingir o Criador, para a revelação do Criador, para ascender a Ele? Por que essa é a única maneira em todos os 125 níveis pelos quais o nosso ego se desenvolve? Nosso ego sobe e nós subimos acima dele pela garantia mútua entre nós.

O ego continua subindo e nós subimos ainda mais acima dele pela garantia mútua entre nós. Isto significa que não há outro meio, nenhum outro estado que tenhamos que alcançar, exceto a garantia mútua.

É a garantia mútua entre nós que inclui todas as condições segundo as quais nós podemos alcançar uma equivalência de forma com o Criador. A garantia mútua nos leva à equivalência de forma com Ele, e assim Ele é revelado.

Quando nos desprendemos de nós mesmos e alcançamos o sentimento de “nós”, de garantia mútua, nós nos encontramos num volume totalmente diferente, num nível diferente, numa dimensão diferente. Não há nada mais pessoal, e a sensação do corpo e deste mundo desaparecem. É como se eu mudasse para um novo espaço vazio onde existe apenas a minha preocupação com o grupo, e lá eu atendo os desejos e as aspirações dos meus amigos.

Assim, nós chegamos à verdadeira garantia mútua: o sentimento da cúpula comum acima de nós, o sentimento de um novo espaço onde descobrimos as aspirações de cada um que estão focadas no grupo, na unidade, no que há entre nós. Então, se essa garantia mútua é formada corretamente, a necessidade de recorrer à força superior, estar em contato com ela, desperta. É na garantia mútua que nós descobrimos o desejo de subir a esta força e permitir que ela nos deleite e esteja em contato conosco.

Isto ocorre naturalmente de acordo com a progressão descendente. Tudo nasce de cima para baixo, e é na mesma ordem em que o movimento de baixo para cima é evocado em nós. As Reshimot (genes informativos) que estão em cada nível são reveladas gradualmente e, de repente, nós sentimos um grande espaço, de tal forma que temos que acrescentar a nossa aspiração de reciprocidade com a força superior.

Assim, o equilíbrio correto, as relações corretas entre nós, no nível da garantia mútua quando subimos acima do nosso ego, geram o desejo pela força superior em nós: para deleitá-la, para que esta possa ser revelada em nós, para estar conectado a ela. Quando nós estamos conectados, a garantia mútua entre nós e essa força são formadas.

Mas é um processo gradual. Nós atingimos certo nível de garantia mútua ou não: nós podemos ter parado, podemos tê-lo abandonado, talvez um de nós tenha caído e não sentimos isso. Em geral, quando chegamos a este estado, ou não, na medida em que paramos no cumprimento da garantia mútua, visto que algo nos interrompe, um novo nível de ego, que é inferior ao que nos encontrávamos, imediatamente emerge em nós.

Mas nós temos que subir de acordo com a descida. Nós caímos novamente e subimos mais uma vez. O nível do ego que se revela nos faz sentir a necessidade de estreitar a garantia mútua entre nós. Nós provavelmente não temos sido sensíveis o suficiente em cumpri-lo, ou podemos não tê-lo cumprido completamente. Talvez tenhamos cumprido completamente, o que significa que temos que subir ainda mais alto.

A subida ocorre de duas maneiras:

  • Pelo caminho do sofrimento, quando o ego adicional é revelado antes de termos realmente cumprido a garantia mútua entre nós, porque nós paramos, deixamos de cumpri-lo, ou por qualquer outro motivo.
  • Pelo caminho do “eu vou apressá-lo”, quando cumprimos a garantia mútua entre nós e subimos ao próximo nível de acordo com a nossa realização.

De qualquer forma, o novo nível de ego que se revela em nós, os novos desejos egoístas, a repulsa, a fraqueza e as descidas são todos para nos estimular e nos elevar a um nível superior.

Como nós agimos num estado de descida usando a garantia mútua entre nós? Como é que o estado de garantia mútua nos ajuda a cumprir a descida corretamente?

Se nós assinamos um acordo de garantia mútua, subimos acima do ego, se começamos a sentir ainda que por um curto tempo que estamos conectados num nível superior, acima do nosso mundo, sentindo admiração e aspirando avançar, e de repente um dos nossos amigos cai, nós temos que entender que não é só ele que caiu, mas que nós recebemos um sinal de que temos que começar esta nova subida junto com ele.

Em outras palavras, o próprio amigo não é o problema, mas o fato é que um novo desejo egoísta despertou na garantia mútua entre nós e isso nos ajuda a subir ainda mais.

O que nós devemos fazer se um de nós cai? Nós temos que descer a ele, ao seu nível, falar com ele em sua língua como se concordássemos com ele. Nós temos que manter o nível entre nós e, ao mesmo tempo descer com ele e se conectar a ele. Afinal, quando nos conectamos com ele, podemos elevá-lo.

Então, quando ultrapassamos o nível em que estávamos, nós podemos continuar a subir. Graças à nossa descida ao amigo, nós podemos subir ainda mais alto do que o estado em que estávamos antes de ter descido até ele. Isto significa que temos que considerar qualquer descida de um amigo como uma oportunidade que nos foi dada de Cima para uma nova subida para garantia mútua.

Quando nós chegarmos a tal estado acima de nós, nos conectarmos a ele, subindo e descendo juntos, respirando juntos, vamos construir uma Masach (tela). Nós somos como um pistão que sobe e desce na medida em que bombeamos cada vez mais desejo de nossos atributos egoístas para os nossos atributos altruístas.

É assim que funciona. Quando um amigo cai, nós subimos e descemos com ele. A mesma coisa acontece quando todo o grupo passa por um estado semelhante. Esta é a nossa ação contínua.

Se conseguirmos manter a intenção de deleitar o Criador com a nossa conexão, como bons filhos em relação à sua mãe, um estado em que nos conectamos e trabalhamos em conjunto é chamado de bola de framboesa, e, talvez, também possamos chamá-lo de uma “boia”.

Nós temos que estar constantemente neste estado. Constantemente! Flutuar para frente, para trás, não importa onde passamos; nós temos que estar constantemente conectados; temos que cair e nos levantar juntos. Além disso, nós temos que estar constantemente com o Criador, tanto em nosso estado mais inferior e em nosso estado mais elevado.

No seu conjunto, este é o método. Tudo o resto são casos particulares deste método. No momento em que nos conectamos e encontramos a conexão com o Criador pelo menos até certo ponto, no momento em que subimos e descemos juntos, essa é a base para tudo.

Portanto, o que significa flutuar acima da água? Como podemos estar nesta boia sem importar de que maneira estamos nos movendo? Esta flutuação é chamada de Arca de Noé. É onde a ascensão espiritual começa. No momento em que você cria isso, o resto seguirá.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Um 02/02/14, Workshop 1

Nove Etapas No Caminho Para A Unidade, Ponto 7

Dr. Michael LaitmanEm Preparação para a Convenção Integral

A Importância da Nossa Missão no Mundo

1. Toda a humanidade, toda a natureza, após a quebra está se dirigindo para a unidade. E nós somos os únicos que estão estudando a ciência da unidade, a sabedoria sobre como atrair outra força alternativa para nos ajudar a apressar a unidade.

Toda a Educação Integral equivale a isso, ensinar a pessoa a se conectar com os outros o mais rapidamente possível. Até agora não havia nenhuma necessidade para este método, e agora ele está começando a ser procurado.

Nós somos como um pavio, toda a humanidade abaixo de nós é como o azeite, e acima está a Luz do Infinito.

Assim, se nos transformarmos num canal, tudo vai ficar bem. Ainda está para ser revelado em nós que, se não conectarmos o superior, o intermediário e o inferior em três linhas, não poderemos agir.

Nós precisamos da conexão com a força superior para que ela passe por nós aos outros, para aqueles que estão passando pelo desenvolvimento com a finalidade de elevar o inferior à descoberta do superior. É assim que nós trabalhamos; nós estamos o tempo todo dando voltas em torno deste círculo fechado: de baixo o desejo é renovado, e de cima a Luz chega.

2. No trabalho com aqueles que estão mais abaixo, é importante certificar-se que o sentimento precede o intelecto. Teoricamente é impossível ensinar a sabedoria da unidade para o público em geral; é impossível transmitir sabedoria às pessoas antes do sentimento. Elas vão fugir.

Nós mesmos estamos prontos para tolerar esta sabedoria porque temos um desejo, um ponto no coração. Sem esse desejo também fugiríamos.

É necessário empregar e ativar os participantes, fornecer-lhes impressões, reuni-los para workshops, desenvolver e expandir a sua percepção, compreensão e sentimento para despertá-los para esclarecimentos a fim de que eles sejam expandidos internamente e descubram um espaço dentro deles que começará a ser preenchido com todos os tipos de detalhes: “grupo”, “eu”, e assim por diante.

Quando nós reunimos participantes para discutir questões num workshop, eles gradualmente se formatam de acordo com o modelo integral do mundo e tomam decisões de forma integral, através da anulação do eu, através da bola de framboesa. Eles constroem uma mini-realidade geral compartilhada num grupo onde há um ponto central, e Kelim (desejos) desejam se conectar na auto-anulação, em reciprocidade, em garantia mútua (Arvut), a fim de descobrir o Criador. Neste grupo de dez existe um modelo de toda a realidade.

Preparação para a Convenção Integral, Nove Etapas no Caminho para a Unidade, Ponto 7

A Principal Coisa Numa Reunião É A Unidade Geral

Dr. Michael LaitmanDo livro Luz e Sol pelo Rav Kook: A principal coisa numa reunião é a unidade geral, quando todo mundo pede uma coisa: encontrar o Criador.

Se nos unirmos em prol de um objetivo: encontrar o Criador, que é revelado dentro da nossa unidade, esta é a conexão correta. Esta é a principal coisa que precisamos alcançar. Nós já estamos no caminho para isso, tendo feito uma série de ações e preparativos. A reunião de hoje é apenas preparação.

Nós estamos constantemente nos aproximando deste estado, e isso depende de como como podemos reduzir este caminho e alcançar a primeira conexão mínima onde o Criador será revelado no grau de Nefesh de Nefesh de Nefesh. Isso é exatamente o que precisamos, e vai ser o nosso primeiro grau espiritual.

Existem 125 graus no total, e o primeiro grau de Nefesh de Nefesh de Nefesh corresponde a Malchut do mundo de Assiya. Nós queremos subir a ele e dentro dele revelar o Criador como um vaso cheio de Luz. Um vaso é todos os nossos desejos conectados entre si. E uma única Luz é o Criador, a Luz do mundo do Infinito que preenche todo o universo, mas revelada apenas na medida do nosso grau de Nefesh de Nefesh de Nefesh. No entanto, isso já significa a nossa entrada na escada espiritual.

Portanto, “a principal coisa numa reunião é a unidade geral, quando todo mundo pede uma coisa: encontrar o Criador”. Nós queremos nos conectar com força suficiente e qualitativamente, de modo que através da nossa unidade, ou seja, da auto anulação e inclusão mútua, nós alcançamos o poder e a forma que nos permite revelar a Luz Superior de acordo com a equivalência das nossas propriedades. Assim, no interior do vaso que revelamos o Criador, nós seremos capazes de compreender a Luz Superior, de senti-la.

Da Lição de Preparação para a Convenção de Arava, 30/01/14

Os Dois Polos Da Unidade

Dr. Michael LaitmanQuando eu sinto que me falta o desejo correto, eu preciso pedir por ele. Isso é chamado de “oração antes da oração”: eu oro a fim de despertar um pedido em mim pelo Criador, o desejo certo que eu não tenho no momento.

Agora, pelo contrário, eu preferia comer e tirar uma soneca, mas eu peço para ser despertado, eu quero sentir o vazio dos meus atuais pensamentos e acima deles despertar para a doação, amar e sentir satisfação com isso. O pedido em si, o voltar-se para o Criador, é o meu “alimento”, me enchendo de vitalidade. Você vê, desta forma eu estou ligado ao Criador, e não preciso de mais nada. Portanto, como eu poderia dormir agora?

Pergunta: Mas se eu não quero mais dormir, então eu não anulei este desejo dentro de mim, e não me elevei por cima dele?

Resposta: Agora eu estou precisando de outra realização. Eu amo o outro e quero doar a ele. Meu desejo anterior não desaparece; ele queima dentro de mim como antes, mas neste momento eu estou envolvido com a doação.

Não há nada que eu possa fazer sobre isso; na espiritualidade eu sempre tenho dois desejos, dois sentimentos. Por um lado eu sinto o meu vazio interior que não quero preencher como de costume, e por outro lado, eu quero ficar acima dele com o desejo de doar. Eu devo ter esse vazio como o meu “corpo”, que é o que eu tenho contido. Sem ele, eu não seria capaz de avançar.

A questão é como é possível sentir esses dois desejos ao mesmo tempo? O Tzimtzum (restrição) foi projetado para isso: eu assumo o controle sobre o desejo, apesar de seu poder, e acima dele construo um Masach (tela) com a intenção de doar e uma aspiração ardente por ela.

Esta é a dualidade que é descoberta na espiritualidade, e nós temos que nos acostumar com isso. Um dos seus exemplos mais proeminentes é dito na Torá: (Gênese 21:12) Em Isaac será a tua descendência considerada, o Criador diz a Abraão; e depois disso Ele ordenou-lhe que sacrificasse Isaac, na terra de Moriá, (Gênese 22:2) e oferece-o lá em holocausto. Como integrar estas duas determinações contraditórias?

Baal HaSulam escreve na Carta 51: uma pessoa não pode analisar o corpo e a alma como dois sujeitos. Ao contrário, ela é composta pelo Criador como uma só, ou seja, como um sujeito, e, portanto, a percepção espiritual é difícil para ela, realmente como dois opostos que são impossíveis de vestir num único sujeito. Apesar de tudo, nós temos que interiorizar este princípio, compreendê-lo um pouco, caso contrário, simplesmente não vamos sobreviver.

E se é ruim para mim hoje, se eu estou cansado dos meus esforços inúteis, perco a direção e prefiro tirar um cochilo, se o vazio me domina, o desespero, a impotência, e a vida começam a me surpreender com surpresas desagradáveis, por um lado, eu devo superar os problemas que são enviados a mim e vê-los não como obstáculos, mas como salvação. Você vê, sem eles eu não sentiria a necessidade do Criador, da ajuda do Criador.

Portanto, é necessário manter esses dois pontos juntos, estar em Bina e Malchut simultaneamente, e avançar desta forma. A pessoa deve ser “dividida” em duas: num único corpo (desejo de receber) e numa única alma (a intenção de doar). Ela requer esta divisão. No entanto, o desejo não desaparece, não é anulado, e eu vou precisar trabalhar nele o tempo todo. Dentro dele habita o vazio, e acima dele brilha a meta que eu quero alcançar. Assim, a “cabeça do Partzuf” faz o cálculo certo, apesar dos “murmúrios do estômago”.

No entanto, ambos devem ser percebidos pelo receptor, visto que são para a alegria da festa, continua Baal HaSulam. É precisamente entre estes dois polos onde a felicidade é encontrada. Através da nossa discussão de hoje sobre o contraste perpétuo entre eles, nós construímos os alicerces para a futuro Masach.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/01/14, Escritos do Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar“

O Esquema Caro

Dr. Michael LaitmanTodos nós nos tornamos integrados um com o outro. Todos os nossos pensamentos estão no outro. Não importa como nós os expressamos, nós ainda experimentamos os mesmos estados internamente. Quais, não importa.

Nós estudamos a sabedoria da Cabalá de cima para baixo, do mundo do Infinito ao nosso mundo, e aqui, na Convenção sobre a educação integral, a passamos de baixo para cima, discutindo como subir do nosso mundo ao mundo do Infinito.

É tudo uma metodologia, a mesma em todos os níveis. A diferença está apenas no entendimento, na profundidade das soluções às questões que possam surgir. Mas elas são resolvidas da mesma forma: por uma maior unidade entre nós, a integração com o outro, que conecta os círculos mais amplos da humanidade a nós, e, naturalmente, junto com isso, um anseio ainda maior pelo Criador. Isso é tudo.

Eu estou muito feliz que tenhamos encontrado este breve e simples esquema, porque poderia ser difícil de expressar. Agora, nós chegamos ao estado em que, aparentemente, tivemos êxito e ele está na nossa frente numa forma compacta.

Nós ainda teremos que aprender bem, colocá-lo dentro de nós mesmos, de modo que todos sintam: ‘É assim que eu tenho que trabalhar, e tudo vai correr bem”.

Nós vamos começar a trabalhar em todo este esquema internamente, começaremos a perceber tudo através dele.

Em geral, felicitações a todos! Obrigado.

Da Convenção de Educação Integral, Segundo Dia 03/02/14, Workshop 3

Corações Conectados

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira nós somos incluídos nas subidas e descidas dos amigos?

Resposta: Nós queremos nos unir e ser incluídos nos sentimentos dos amigos, de modo que nos anulamos tanto quanto nossos corações estão prontos para isso. Nós queremos pegar uma lixa e esfregar o nosso coração para que ele seja mais sensível aos outros, queremos fazer algo com ele para que ele não seja tão opaco. Se eu estou ligado ao coração do amigo, eu adquiro tudo o que está em seu coração: todas as suas subidas e descidas, tudo o que ele fez no passado, tanto as coisas boas como as coisas ruins.

Na verdade, não importa se elas são boas ou ruins, pois eu adquiro a intensidade. O Criador dispôs as coisas ruins para o amigo desde o início. As coisas boas poderiam acontecer com ele no caminho do sofrimento ou no caminho da Torá, e elas passam por cima dele. Eu posso adquirir, receber, toda essa experiência. Foi especificamente para isso que houve a quebra dos desejos, para que todos pudessem fazer a sua pequena parte do trabalho e nós pudéssemos enriquecer um ao outro através da integração mútua.

Nós não entendemos o que é um nível espiritual. Ele não é tão alto que seja impossível de alcançar, mas apenas se tomarmos todo o histórico de cada um do outro. Através da minha inclusão com o amigo, eu adquiro todas as encarnações pelas quais ele passou, toda o caminho pelo qual a sua alma passou, em que ele desceu do mundo do Infinito (Olam Ein Sof) e foi destruída junto com a minha alma. Depois disso, nós passamos por uma infinidade de encarnações juntos, e agora nos encontramos para estar ligados um com o outro.

Após a quebra da alma coletiva, as almas foram divididas e distanciadas umas das outras. Elas passaram por um longo processo de mudança, passando pela Babilônia e o resto dos ensaios. Agora que elas finalmente chegaram à conexão, eu posso receber tudo o que o resto passou e experimentou ao longo da história, e, portanto, me tornar um Kli completo que inclui o mundo inteiro dentro dele. É assim que como é para cada um de nós, e ninguém incomoda o outro! Esta é a unificação do Kli integral.

É completamente sem importância se o amigo sente isso ou não. Se eu me subjugar e me conectar a ele, eu recebo o seu esforço, a sua conexão, tudo o que está nele.

Da Lição de Preparação para a Convenção de Arava, 30/01/14

Imunidade Ao Facebook

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Marketwatch): “O Facebook pode acabar perdendo uma grande parte de seus 1,2 bilhão de usuários em três anos, diz um estudo da Universidade de Princeton, que citou uma ‘dinâmica semelhante a uma doença’ na próxima desgraça da rede social.

“O estudo, realizado por dois candidatos a Ph.D. em Princeton, Joshua Spechler e John Cannarella, criou uma comoção ao especular que a maior rede social do mundo pode perder ‘80% de sua base máxima de usuários’ entre 2015 e 2017. …

“Eles sugerem que o Facebook é uma ideia, uma moda que, como uma doença, pode se espalhar – e, finalmente, desaparecer. Eles citaram a ascensão e queda do MySpace.

“‘Ideias, como as doenças, têm demonstrado se espalhar de forma contagiosa entre as pessoas antes de finalmente morrer’, escrevem eles. …

“Se o modelo de doença se mantiver, ele sugere que o Facebook terá de evoluir/mutar, a fim de começar uma outra curva ou ele vai morrer. Ele tem que ultrapassar o ciclo de imunização”.

Meu Comentário: Com o seu plano, a natureza nos leva ao objetivo final, à forma da unidade, à equivalência com ela. Só desta forma, os futuros meios de comunicação integrais irão sobreviver e prosperar.

De Acordo Com As Instruções Do Criador

Dr. Michael LaitmanConvenção de Educação Integral, Workshop 1:Não devemos esquecer que a cada segundo, cada um de nós irá experimentar saídas do estado de unidade e retornará a ele novamente.

Na verdade, é graças a essas saídas e retornos que cada um de nós e todos juntos iremos gradualmente começar a sentir o nosso espaço comum, até que isto se torne permanente, até que nós habitemos nele de forma permanente. Nós temos que fazer isso o mais rápido possível.

Nós temos que alcançar um novo estado no nosso grupo, na conexão entre nós, pela elevação acima do nosso ego, através da conexão em garantia mútua, e como se sacrificando-nos por ela. Mas, na verdade, isto não é auto-sacrifício.

Simplesmente, acontece que eu prefiro os desejos e o objetivo do grupo, mais que os meus próprios, apesar de entender que não há nada pessoal aqui. São todos os conselhos e instruções do Criador para cada um de nós: Ele nos dá diferentes endurecimentos do coração, obstáculos, problemas, etc., de modo que sejamos capazes de ascender acima de tudo isto.

Todo mundo tem seus próprios problemas e experimenta-os à sua maneira, mas temos que recolher todos eles, rejeitá-los e ascender ao nível de garantia mútua.

Lá nós nos conectamos e alcançamos a conexão corretamente. Nós começamos a sentir a necessidade de ascender a um nível mais elevado, ao Criador. Nosso próximo nível é o Criador.

Assim, nós precisamos avançar. Quando alguém cai, nós temos que responder imediatamente e pegá-lo. Nós temos que manter, constantemente, todos flutuando com a cabeça acima da água, até que nos tornemos como um flutuador, e, assim, constantemente ascendemos, ascendemos, ascendemos. Isto se refere a homens e mulheres, a todos pessoalmente. Neste estado nós realmente completamos todo o trabalho.

Há três partes no Partzuf: HBD, HGT eNHY. Assim, nos níveis inferiores, eles são preenchidos em maiores detalhes, mas não há nada de novo, apenas cada vez maiores revelações dos mesmos princípios.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Um 02/02/14, Workshop # 1