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Como Escapar Da Solidão?

Dr. Michael LaitmanComentário: Muitas vezes, a frustração e a depressão são causadas por um medo profundo e distinto de estar sozinho neste mundo, privado de conexão com os entes queridos. Em outras palavras, há uma base sólida sobre a qual construímos os relacionamentos familiares.

Independentemente do fato de que nós podemos não precisar um do outro como antes, o declínio evidente das tradições familiares, a disponibilidade de parceiros sexuais, as portas que costumavam estar fechadas no passado estão agora amplamente abertas, e apesar do fato de que os parceiros familiares têm significativamente menos em comum nos dias de hoje, ainda há algo intrínseco em nós: o medo existencial primordial da solidão que muitos experimentam hoje.

Resposta: No entanto, as pessoas são menos propensas a encontrar uma resposta para esse medo no casamento. A confiança mútua e o apoio mútuo não estão mais associados com uma família contemporânea. O medo existe, mas as soluções ainda não são visíveis.

Por todos os meios, é melhor estar com alguém ao invés de ficar sozinho. Pessoas com muita “bagagem” sentem que os seus parceiros dependem delas, pois entendem que são responsáveis ​​por eles, pelo menos devido a hábitos que foram construídos no passado. Nós somos apenas pessoas.

No entanto, ao mesmo tempo, eu não acho que o medo de estar sozinho mantenha as pessoas dentro de uma família boa e fiel. Esta “teoria” não precisa ser provada por contradição, nem pode ser resolvida escondendo-se as desvantagens negativas. Tudo o que realmente precisamos é sermos positivos.

Pergunta: A psicologia declara que não nos apegamos a alguém apenas por causa do medo; pelo contrário, nós estamos buscando uma ligação, uma unidade interna mais profunda. No entanto, não há dúvida de que muitas pessoas são movidas pelo medo. Este é o lugar onde começa o processo, embora seja bastante óbvio que a conexão correta não venha dele. Pelo contrário, o medo dá origem a outros fenômenos, muitas vezes nos impedindo de quebrar as conexões que eram inerentemente defeituosas.

Vamos falar de uma situação em que as pessoas se esforçam em estabelecer relacionamentos, mas não sabem o que fazer. A pergunta é: Por onde começar?

Normalmente, vários métodos oferecem às pessoas meios de autoexploração que lhes permitem conhecer a sua natureza: “Que parte de mim eu posso dedicar para me conectar com o meu parceiro?” Depois de fazer esta pergunta, se faz uma “lista”: “O que eu espero do meu parceiro e da nossa vida em comum?” Então, quando a pessoa compreende o que quer e espera, ela pode ser configurada num tipo particular de relação. Este exercício é muito comum nos dias de hoje. Ele está correto?

Resposta: Eu presumo que ele é popular não só hoje. Sempre foi assim: pessoas calculavam a sua contribuição e a contribuição de seus parceiros em sua vida comum. Casamenteiros de todos os tipos sempre se comunicaram desta forma e ajudaram os jovens e seus pais a “fazer bons negócios”. Na verdade, tudo se tratava de negócio. Ambos os cônjuges em potencial eram egoístas e deviam sobriamente justificar se valia a pena viver juntos. Seus sentimentos em relação ao outro eram apenas um dos muitos componentes desta fórmula. Suas emoções tinham um “poder de compra” e eram incluídas em uma equação geral.

Esta abordagem é correta? Acho que não. Claro, ela funcionou por algum tempo, mas nós mudamos drasticamente. Nós não sabemos exatamente o que queremos hoje, e, especialmente, não sabemos o que vamos querer amanhã. Além disso, nossa psicologia é, em grande parte, pervertida por um enorme efeito externo que nos empurra de um lado para o lado com restrições e permissões artificiais, benefícios imaginários e perdas.

Cada “moda”, cada “mudança de estação” nos muda completamente do lado de fora, além de todas as mudanças internas que atravessamos. É por isso que o nosso cálculo das vantagens e desvantagens da nossa futura vida familiar em potencial pode estar errado. Só se definirmos um valor superior como objetivo e concordar com certo desafio, com um objetivo que nos eleva acima das interrupções que acontecem tanto na sociedade como dentro de nós, só então a sociedade e as suas células, os jovens casais, não só sobreviverão, mas prosperarão.

De KabTV “A Nova Vida” 06/09/13

Família No Século 21: Atualização

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há menos coisas em comum entre nós hoje; antigas tradições comunitárias desaparecem gradualmente. Parece que o mundo está repleto de muitos relacionamentos, “costurado” com redes avançadas de comunicação… No entanto, a verdadeira plataforma de interligação e unidade desapareceu.

Em que base nós podemos construir uma “infraestrutura” comum? O que une as pessoas, principalmente no nível da família, enquanto os antigos tipos de conexões entram em colapso?

Resposta: Esse é o problema. Anteriormente, o vínculo natural entre nós se baseava em três fatores, três necessidades básicas: comida, sexo, família. Mas hoje, tudo mudou.

Primeiro de tudo, alimentos preparados está prontamente disponível em todos os lugares, a minha futura esposa não precisa saber cozinhar. Então, ao ficarmos solteiros nós adicionamos um grande e gordo “positivo” à nossa existência.

Além disso, o sexo é totalmente acessível e disponível para todos hoje. Além disso, nós somos criados com esse espírito. Mesmo se quisermos manter uma relação sólida e permanente, o mundo nos confunde com seus padrões, o tempo todo nos lembrando do quanto nós “perdemos” se mantivermos as abordagens “à moda antiga”. Portanto, o nosso ambiente atrai um grande “negativo” na “caixa da família”.

Em terceiro lugar, a simples noção de “família” nos assusta, uma vez que impõe obrigações e nos “encarcera” na prisão de responsabilidades infinitas.

Como consequência, é óbvio que nós temos que criar um modelo de uma estrutura familiar diferente, que não se baseia mais em imagens irreais de garotas modestas com tranças usando vestidos longos. A família patriarcal desapareceu, juntamente com a disposição doméstica de três gerações mantendo uma família tradicional com um grande quintal, galinhas e uma horta. A nova família está logo ali, a qual, aparentemente, deve adquirir uma forma muito diferente.

Na família nós vemos um pedaço, uma pequena célula do sistema global. Nós ensinamos as pessoas a manter uma relação como a conexão universal correta que corresponde à natureza; isso é necessário para a sobrevivência nessa sociedade contemporânea. Nós devemos chegar à reciprocidade mútua e à unidade, como no exemplo de um sistema unificado, um único mecanismo, um organismo vivo capaz de se equilibrar, controlando a sua vida e cuidando de sua saúde em geral. É assim que funciona um organismo biológico saudável, e este é um modelo de como a sociedade humana deve se comportar. Nós devemos aprender com estes exemplos e aproximá-los do nosso nível de existência.

Nós temos que tratar a “célula” familiar de acordo com este princípio. Nós devemos tratá-la como parte de um “corpo” comum. Ela tem dois polos opostos, um homem e uma mulher que estão conectados e representam uma unidade social básica. A educação integral vai mostrar às pessoas que somos obrigados pela natureza a nos unir e nos mostra que a unidade é a única atitude correta que podemos exercer na vida.

Quando as pessoas perceberem e sentirem isso, a opinião pública vai mudar: ficará claro que o casamento é necessário para o relacionamento e para as unidades familiares que compõem a sociedade, que também serão como uma grande família. O mundo inteiro vai ser como uma grande família. Esta é a única maneira de alcançar o sucesso genuíno, nos livrar da frustração e do desespero, resolver os problemas opressivos, e entrar num novo período, numa vida nova, sem precedentes.

Este é o único método possível. Nós não podemos ter sucesso por nós mesmos ficarmos presos a uma abordagem pessoal limitada. Tudo o que fazemos deve ser parte de uma preocupação comum sobre como tornar a nossa sociedade uma única família. Eu repito: a opinião coletiva desempenha um papel-chave aqui. Ela vai obrigar os jovens a se conectar como casais corretos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 06/09/13

A Oposição Essencial

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu me relaciono com o Criador com respeito e admiração. Ele é grandioso em minha imaginação, enquanto os amigos, os “outros”, entre os quais Ele se revela, são o oposto. É como se nós baixássemos o nível. Eles parecem menos importantes. Como nós vamos resolver este problema? Como eu faço para aumentar o valor aos meus olhos da “eletricidade” que já foi revelada no Kli mundial, a unidade, no fundo da grandeza de sua origem?

Resposta: Como dizem os sábios, você não pode mostrar aos filhos que o seu amor por elas é absoluto. Isso só vai estragá-las. Os pais que mostram amor incondicional aos seus filhos levam seus filhos aos círculos (Igulim) em vez das linhas retas (Yosher), em vez da lei, a misericórdia em vez de justiça, e isso não é bom.

Portanto, nós simplesmente não conseguimos imaginar que o Criador é bom e faz o bem. Ele se oculta atrás de pontos de vista muito específicos e rígidos do relacionamento conosco que nos parecem que vão desde o pouco amável ao bastante cruel.

Nós precisamos levar em conta os dois extremos, os dois lados da mesma moeda. Por um lado, Ele é bom e faz o bem, e por outro lado, eu o acho ruim. Portanto, como eu posso ligar esses dois extremos opostos?

O objetivo da criação é beneficiar Suas criaturas, e isso é alcançado de acordo com as correções que as criaturas fazem, e apenas no final do desenvolvimento. Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “A Essência da Religião e seu Propósito”. Se eu adotar essa abordagem, se eu perceber isso durante meu processo de investigação, então eu vou entender porque tudo está organizado desta forma. Eu entendo que o Criador é como um pai amoroso. A partir do amor, Ele deve pressionar o Seu filho, a fim de levá-lo ao bem.

Especificamente, a ideia aqui é como identificar claramente o problema, a contradição entre o Criador, que é bom e faz o bem e os problemas de nosso mundo, pois eu vejo que os problemas estão apenas aumentando, tornando-se mais agudos e pressionando mais e mais fortemente a humanidade. Até recentemente, era como se os tempos fossem bons, e todos esperavam um futuro brilhante e bom, o “sonho americano”, mas hoje, isso não serve mais como referência, e em breve ficaremos felizes por não viver lá.

Por que precisamos dessa oposição, dessa contradição? Este conflito é projetado especificamente para criar dissonância interna em mim: Como pode ser que o poder da natureza, o bom que faz o bem, o poder absoluto além de todas as limitações, nos encerra neste tipo de catástrofes graves?

Eu começo a examinar e a investigar este conflito e busco uma solução para o problema. Talvez o Criador não exista, e tudo esteja à mercê da natureza cego, e eu tenho que lutar contra isso.

No entanto, esta abordagem não resolve o problema. Afinal de contas, o Criador e a natureza são a mesma coisa. Segue-se que eu não mudei nada. Eu só mudei as palavras, mas ainda enfrento o mesmo problema sem solução. A condição ainda está em curso e cada vez pior. De qualquer forma, eu devo procurar uma saída.

Portanto, em última análise, eu só posso resolver este conflito se entender que não preciso mudar nada, exceto a mim mesmo, e aqui está o ponto-chave: nós precisamos mudar a nós mesmos, ou não? Nós adoramos todos os tipos de ações físicas, ações que foram escritas, e esperamos que elas nos tragam tudo de bom, ou nos corrigimos, e a partir destes nossos Kelim corrigidos, vai ser bom para nós?

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/13, Shamati # 3 “A Questão da Realização Espiritual”

A Meta Do Ser Humano

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Ensino da Cabala e sua Essência”: E a coisa mais importante em toda essa realidade diversa é a sensação dada aos animais de que cada um deles sente a sua própria existência. E a sensação mais importante é a sensação intelectual, dada somente ao homem, pela qual a pessoa também sente o que ocorre em outra: as dores e confortos.

De toda a criação, o ser humano é o mais desenvolvido em relação aos seus desejos. Como podemos saber sobre eles? Isto está de acordo com os seus movimentos e ações, as quais constituem essencialmente a expressão da seu desejo interior.

Veja que bagunça o ser humano faz no mundo. Por outro lado, os animais não mudam nada, mas apenas se movem, a fim de satisfazer seus desejos, e com o nível vegetal, não há sequer desejo suficiente para se mover. Portanto, segue-se que o ser humano é motivado pelo maior desejo. Ele quer mudar o mundo e a si mesmo e não apenas mover-se e crescer. É para isso que ele usa os poderes encontrados dentro dele.

Assim, o ser humano é o centro da criação, a criatura que foi desenvolvida no final da criação e para a qual foi desenvolvida toda a criação. Portanto, nós devemos entender: toda a realidade do inanimado, vegetal e animal se destina a servir o ser humano e para ser útil para ele para atingir a meta.

Qual é a meta? O ser humano deve chegar a esse poder superior que o criou. Ele está escondido do ser humano como resultado da lei de equivalência de forma, e a pessoa deve mudar a si mesma, a fim de alcançar a semelhança de propriedades de acordo com a lei de equivalência de forma, e ela vai revelar plenamente esse poder que a criou. Esta identificação e aproximação é chamada de adesão, que se manifesta como a conexão completa. Isto é o que o ser humano deve alcançar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/13, Escritos do Baal HaSulam

O Trabalho No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o método do trabalho interno? Como eu posso me sentir grato ao Criador e alegre quando sérias interferências e até mesmo golpes continuam vindo? Como posso verdadeiramente justificá-Lo sem me enganar?

Resposta: Se a pessoa está sozinha, não há nada que ela possa fazer. Ela não consegue entender e esclarecer seu estado corretamente e alcançar a decisão certa se não o fizer através do grupo. Ela não tem ferramentas, instrumentos que analisam as coisas com as quais ela pode fazer isso.

O grupo é a única fonte através da qual ela pode entender corretamente os problemas e questões que surgem de cima, de baixo, de fora ou de dentro, e ver todos esses estados corretamente, o que significa que eu chego a uma determinada solução e então eu atuo. Eu só posso agir por meio desse mecanismo.

Eu não posso pensar em mim. Se eu estou sozinho, eu sempre penso de dentro do meu ego quebrado. Portanto, eu devo transmitir meus pensamentos através deste instrumento, através desta massa chamada de grupo, e só então vou ter a oportunidade de ouvir corretamente as perguntas e responder corretamente a tudo o que acontece comigo.

Apenas o ego governa dentro de mim, em minha mente e coração. Eu nunca consigo resolver nada corretamente. Eu digo isso com base na minha experiência pessoal. Eu preciso constantemente do grupo, dos amigos, dos meus alunos, que podem estar num nível mais baixo do que eu, mas isso não faz diferença. Afinal, eles são muitos, e só quando eu passo os pensamentos e desejos que vêm a mim, ou que quero me expressar através deles, eu posso ter certeza que faço algo certo. Isto é exatamente como eu trabalho e não de outra maneira.

Quando eu venho para a aula, eu não sei qual é o assunto e não me importo. Se eu não sentir o grupo, incorporar nele, e passar todas as perguntas e respostas, toda esta análise, através de vocês, eu nunca vou ser capaz de agir corretamente, porque o meu ego ainda não está completamente corrigido. Novos atributos egoístas que são revelados em mim me guiam a cada momento, e vai ser assim até o fim da correção.

Portanto, tudo deve ser transmitido por meio do grupo, assim como os estudantes do Rabbi Shimon, que escreveram O Livro do Zohar, transmitiram todos os estados que tinham passado somente através do grupo e em cada nível, transformando-os do ódio absoluto ao amor absoluto.

Há apenas uma resposta para suas muitas perguntas: resolvam tudo e transmitam tudo através do grupo, incluindo o que vocês ouvem e o que vocês querem dizer. Não são vocês que querem dizer alguma coisa, mas nós. Não são vocês que querem ouvir, mas nós. Então, vocês vão conseguir fazer as coisas corretamente.

Não há nenhum outro instrumento! Vocês não tem o direito de ouvir usando seus próprios ouvidos, de sentir em seus corações e ver através de seus olhos; esta é a forma como os animais sentem e veem o mundo. Vocês fazem tudo em conjunto, o que significa que existe o conceito interno do grupo dentro de vocês. Vocês discutem tudo junto, e também se consultam mutuamente.

Todos os dias, exceto para a aula, eu participo de forma concisa de reuniões de grupo com 5 a 10 minutos de duração. No entanto, a aula é também uma reunião do grupo para mim. Eu sinto as pessoas. Eu tento me conectar a elas e senti-las. Você acha que você está apenas entre algum público sentado diante de um professor durante a aula? Se assim for, por que deveríamos nos reunir em primeiro lugar?

O tema da aula não é tão importante, mas sim o fato de que nos reunimos aqui como um. Os alunos do Rabi Shimon escreveram sobre o quão difícil era se reunir durante a aula e quanto eles se odiavam e não conseguiam olhar para o outro, e depois, gradualmente, por seu trabalho em si mesmos, eles atingiram o estado de amor! Vocês conseguem imaginar de que nível inferior a tais alturas incríveis!

Nós ainda estamos muito longe do estado do ódio verdadeiro que eles sentiam e mal conseguiam se conter de queimar um ao outro e, assim, conseguiam chegar ao amor sobre o qual nos escrevem no Livro do Zohar.

O que é o Livro do Zohar e a Torá? O que os Cabalistas realmente revelam? Eles revelam o que podemos revelar nos conectando. O que é a escada espiritual? Trata-se dos níveis de uma conexão cada vez mais forte de um vaso que existia antes da quebra. É a reconstrução deste vaso de volta à mesma forma, mas pelos seus próprios esforços. Juntar todos os desejos, todos os pensamentos do grupo, em um todo é a correção.

Gradualmente, nesta correção, nessa conexão entre nós, em algum momento, o Criador vai começar a ser revelado. Primeiro inconscientemente, e através de alguns impulsos interiores e movimentos cada vez mais claramente. O Criador não tem imagem. Ele será revelado na conexão entre vocês, na medida em que vocês se conectarem.

Devemos constantemente nos lembrar disso e desenvolver a ideia, e então seremos bem sucedidos. Se você continua rejeitando essa ideia, você está desperdiçando seu tempo e energia.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

O Dalai Lama

Dr. Michael LaitmanOpinião (Sua Santidade o 14º Dalai Lama ): “Todas as grandes religiões do mundo, com sua ênfase no amor, compaixão, paciência, tolerância e perdão podem fazer e promover valores internos. Mas a realidade do mundo atual é que estabelecer ética na religião não é mais adequado. É por isso que estou cada vez mais convencido de que chegou a hora de encontrar uma maneira de pensar na espiritualidade e na ética para além da religião”.

Meu Comentário: A ocultação do Criador, o poder do amor que gere o mundo, é devido ao nosso egoísmo, que é o oposto da propriedade do Criador e, portanto, não O sente. A revelação do Criador só pode acontecer como resultado de uma mudança da nossa natureza egoísta (“tudo para si mesmo”) para a natureza altruísta (“tudo para o bem dos outros”, de acordo com o princípio: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

A chamada para a mudança de uma pessoa é encontrada em todas as religiões, mas elas não conseguem executá-la, porque a nossa natureza só pode ser alterada sob a influência do Criador, a Luz da Ohr Makif , sobre ela. A Cabalá permite isso (veja o artigo do Baal HaSulam, “A Essência da Religião e Seu Propósito”). Este artigo também fala sobre ética…

Sinais De Sucesso E Fracasso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os sinais de sucesso ou de fracasso no trabalho interno, e qual é a sua revelação em nossas sensações e no trabalho externo?

Resposta: Nós não podemos dizer o que está em nosso favor e o que não está, porque, por enquanto, nós agimos a partir do nosso ego, querendo que tudo funcione exatamente da maneira que queremos, sem quaisquer problemas. É um desejo egoísta natural.

No entanto, devemos entender que isso é realmente impossível. Apenas grandes problemas, sofrimentos, interferências e esclarecimentos podem nos tirar do ego. Todas as perguntas que vocês me fazem se referem principalmente a este estado.

“Por que temos problemas no grupo, na família? Por que encontramos diferentes interferências quando começamos a nos envolver na disseminação, na educação integral? Nós não sabemos o que fazer!”.

Claro, essas questões surgem porque devemos corrigir tudo isso. Elas surgem ao longo do caminho. Você as vê como obstáculos externos? Elas não são externas nem estranhas, mas são suas interferências internas que são reveladas agora.

No entanto, vocês não devem prestar atenção a elas. Vocês devem trabalhar apenas na conexão, apesar da influência dos impedimentos e golpes externos. Vocês devem deixá-los e se envolver na unidade interna. Esta é a única maneira que vocês vão superá-los.

Quanto aos sinais de sucesso ou fracasso no trabalho interno, se vocês anseiam por conexão e unidade, apesar das interrupções – ou, na verdade, graças a elas – é um sinal de sucesso. No entanto, se vocês de repente começam a se afastar um do outro, então não há nada de bom nisso.

Vocês simplesmente não entendem como tudo isso funciona. Nós devemos nos concentrar corretamente, de modo que vocês vão sentir interrupções o tempo todo, em todas as direções, vocês vão ser espancados por seus novos atributos e sentimentos. É impossível conseguir sem eles, porque esta é a matéria que vocês devem corrigir e acima da qual devem sempre subir.

Suponha que alguém aja contra vocês ou diga algo que não seja objetivo e seja desagradável; suponha que alguém queira deixar o grupo, ou que vocês tenham um sentimento pessoal de descida. Esses são todos os atributos acima, que vocês devem imediatamente unir. Então, esses atributos serão preenchidos em vocês e se tornarão parte de seu estado corrigido. Então, quando vocês acrescentarem um pouco mais dessas ações a este estado, já será capazes de se aproximar da Machsom (barreira).

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

Uma Luta Que É Tanto Física Como Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: As interferências na disseminação é um sinal do nosso avanço correto? O grande entusiasmo que recebemos após essas ações é um sinal de sucesso?

Resposta: A sua unidade e conexão acima dos obstáculos é um sinal de sucesso. Ao mesmo tempo, você não tem que considerá-los como obstáculos, mas como forças que devem ser corrigidas, uma vez que estes são os seus problemas internos, que você vê como externos, e se relaciona com eles de forma incorreta.

No entanto, isso não significa que você deve perdoar a todos por tudo. Você deve trabalhar internamente as interferências que são reveladas conforme você tenta se conectar, enquanto externamente, você de alguma forma deve se livrar delas. Você não deve beijar as mãos de seus inimigos sob quaisquer circunstâncias, pensando que eles o levam para a espiritualidade. Ao nível deste mundo, você deve trabalhar exatamente como todo mundo. Se, ao mesmo tempo, você consegue se livrar das interferências que surgem, então você deve fazê-lo. Você não deve deixar que as pessoas pensem que podem tirar vantagem de você. No entanto, tudo isso depende das condições externas.

Além disso, tudo deve ser feito com cuidado para não manchar a boa reputação da sabedoria da Cabalá. Nós devemos considerar as circunstâncias de cada momento e decidir como agir da melhor maneira possível. No entanto, em qualquer caso, devemos agir de todas as formas possíveis.

O rei David, por exemplo, que escreveu o livro de Salmos, reinou por 40 anos e lutou por 40 anos, mas a sua guerra era tanto espiritual como física.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

Obrigado Pela Minha Inveja De Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a inveja num grupo? Como é que uma pessoa trabalha com inveja dos amigos?

Resposta: Esta condição vai continuar por um tempo, porque a inveja, uma das principais características egoístas, é corrigida ao longo de vários níveis. Portanto, ela não vai desaparecer rapidamente e você deve trabalhar com ela metodicamente.

Porém, trabalhar especificamente nela e não matá-la, não anulá-la, porque graças à inveja, você avança. A inveja é simultaneamente a motivação e a interferência. Ela não deixa você descansar e você tem que usá-la corretamente.

Se eu estou com inveja, eu me esforço em avançar, e se eu sigo em frente, eu sou grato por esta característica em mim e por meu amigo despertar a inveja em mim. Tudo depende de como eu torno a conquista da meta a coisa mais importante. Se a inveja me ajuda a alcançar a meta, por que eu odeio essa característica? Pelo contrário, eu preciso saudá-la. Eu estou contente pelo amigo despertar essa característica em mim. Caso contrário, eu ficaria tão subdesenvolvido como antes.

Pergunta: A inveja, como tudo na natureza, tem seus prós e contras. Eu entendo que o negativo é recepção e o positivo é doação.

Resposta: O negativo é quando você quer destruir a inveja, e o positivo é quando ela pode ajudá-lo a subir.

No momento em que você estiver com inveja, você deve avançar com a ajuda desta inveja: aprender mais, mostrar mais. Se você não quiser eliminar a pessoa que provoca a inveja em você, mas sim, agradecer-lhe internamente por desenvolver este sentimento em você, então você avança.

Pergunta: Como é que um Cabalista se comporta quando sente inveja dos outros em relação a ele?

Resposta: Ele tenta reprimir a inveja com o amor. Acima de toda revelação negativa, ele constrói o amor, como um pai por seu filho. Portanto, como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”, e ele tem a força para construir isso a partir da conexão no grupo.

Pergunta: Em outras palavras, quando sinto ódio, eu imediatamente anseio pelo centro do grupo?

Resposta: Se você estivesse no centro do grupo, você não iria sentir ódio, mas como você o sente, é sinal de que agora uma parcela maior de ego é revelada em você até o ódio ardente, como acontece com os alunos de Rabi Shimon. Ele o empurra para fora do centro do grupo, e você tem que forçar a ação sobre si mesmo, sobre os outros, para reunir novamente todos juntos no centro.

Se você sente uma inveja ardente, é sinal de que todos vocês carecem de amor.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

Que Resultado!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é mais importante na disseminação: o ato em si ou o seu resultado?

Resposta: A resposta não depende de nós, depende da ação em si. A ação é o efeito da influência da Luz Superior, primeiro através de seus esforços no centro do grupo e, em seguida, através de seus esforços no trabalho com o público.

Você trabalha com esses dois pontos. Se no começo você tenta entrar no centro do grupo para encontrar o Criador lá, e trabalha dentro deste centro, então você se conecta com esta fonte; você a preserva dentro de você. Depois você vai ao público se conectar com ele; você lhes faz perguntas, dá explicações, e constantemente pensa em como passar a Luz Superior a eles para que eles acordem, a fim de que eles a sintam. Talvez agora, mesmo inconscientemente, implicitamente, ela comece a agir sobre eles.

Sua intenção de passar, como um condutor, a Luz Superior da fonte, do centro do grupo onde o Criador é revelado, para o grupo externo, é chamada de ato, a propagação da Luz na rede entre todas as almas.

Se você fizer isso, os resultados não dependem de você. Deixe-os serem revelados, nem mesmo com a primeira tentativa, mas a partir da segunda ou terceira vez. Você vai ver como isso funciona.

Você vai ver isso de acordo com a forma como as pessoas começarão a mudar, como o público vai sentir fome por essas reuniões na medida em vão ansiarão em vir e, novamente, se conectar: ​​”Aqui há mais calor! Aqui sou recarregado, enriquecido, energizado!” Eles vão sentir isso internamente. Eles vão precisar disso como oxigênio. Esse é o resultado.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 20/10/13