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“Cientistas Rezam? Einstein Responde A Pergunta De Uma Menina Sobre Ciência x Religião”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias: (de Brainpickings): “Uma garota de Nova York chamada Phyllis escreveu uma carta para o grande Albert Einstein em 1936:

“‘Igreja de Riverside

19 de Janeiro de 1936

Meu caro Dr. Einstein,

Nós levantamos a questão, ‘Os cientistas rezam?’, em nossa classe da escola dominical. Isso começou perguntando-se se poderíamos acreditar na ciência e na religião. Nós estamos escrevendo aos cientistas e outros homens importantes para tentar ter a nossa própria pergunta respondida.

Nós nos sentiremos muito honrados se você responder a nossa pergunta: Cientistas rezam, e rezam para quê?

Nós estamos no sexto ano, na classe da Srta. Ellis.

Respeitosamente,

Phyllis’”

“Apenas cinco dias mais tarde, Einstein escreveu de volta — não é adorável quando gigantes culturais respondem à sincera curiosidade infantil? — e a resposta dele fala com a mesma qualidade espiritual da ciência que Carl Sagan exaltou décadas mais tarde e Ptolomeu o fez milênios antes. Seis anos antes, Einstein tinha explorado esse assunto, numa linguagem muito mais complicada e uma retórica desconcertante, em sua lendária conversa com o filósofo indiano Tagore.

“’ 24 de Janeiro de 1936

Querida Phyllis,

Vou tentar responder à sua pergunta da forma mais simples possível. Aqui está minha resposta:

Os cientistas acreditam que cada ocorrência, incluindo assuntos dos seres humanos, é devido às leis da natureza. Por conseguinte, um cientista não pode ser inclinado a acreditar que o curso dos acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou seja, por um desejo manifestado sobrenaturalmente.

No entanto, devemos admitir que nosso conhecimento real destas forças é imperfeito, e assim, no final das contas, a crença na existência de um espírito final repousa sobre uma espécie de fé. Tal crença continua generalizada mesmo com as atuais realizações na ciência.

Mas também, todos aqueles que estão seriamente envolvidos na busca da ciência tornam-se convencidos de que algum espírito se manifesta nas leis do universo, que é muito superior àquele do homem. Desta forma a busca da ciência leva a uma sensação religiosa de um tipo especial, que é certamente bastante diferente da religiosidade de alguém mais ingênuo.

Com cordiais saudações

A. Einstein’”.

Meu Comentário: Aqui está uma visão verdadeiramente Cabalística da existência da força superior no mundo, que não deve ser adorada, mas revelada.

Rígida Hierarquia Da Justiça

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Mishpatim), 23:2: Não seguirás a maioria para fazeres o mal; ao testemunhar num processo, não per­vertas a justiça para apoiar a maioria…

Estar do lado da maioria sempre nos “suborna”. As pessoas sentem-se poderosas quando ficam com a maioria. Isso está implantado em nós pela natureza.

Neste caso, a pessoa é “subornada” por uma abordagem diferente: “Eu preciso disto para disseminar a Cabalá, para corrigir o mundo, já que a maioria das pessoas vai me ouvir e vou corrigi-las. No entanto, para começar, eu tenho que estabelecer contato com elas e, de alguma forma, tornar-me semelhantes a elas”.

Eu apoio essas coisas em meus alunos, porque um professor tem que se preocupar com seus discípulos. Constantemente eles tentam persuadir-me que esta atitude é correta. Eu concordo com eles, mas então eu “volto atrás” (os engano) a fim de ensiná-los a trabalhar corretamente. O contato vai acontecer por todos os meios.

A maioria tem que “curvar-se” a um indivíduo. Na espiritualidade, tudo é delineado pela individualidade, não pela maioria.

Pergunta: Em outras palavras, você não é um fã da democracia?

Resposta: Não há nenhuma democracia em absoluto! O mundo é organizado de “cima para baixo”, do líder para as massas. As massas têm que seguir o líder. O líder tem que aspirar ao Criador. O líder é aquele que está debaixo do Criador. Nós vemos onde a democracia nos leva. Eu espero que as pessoas finalmente entendam que uma hierarquia rígida de justiça tem que emergir.

Leis que atuam na natureza são chamadas de justiça. Não é algo que nós “inventamos” por nossa conta, mas sim algo que podemos aprender e receber da natureza.

Toda a hierarquia que foi feita pelo Criador, a Luz Superior, representa a justiça. Se aos nossos olhos não for assim, então isso significa que temos que alterar nossas propriedades. Quando nós conseguirmos mudar a nós mesmos, nós vamos concordar com esta noção. Quando estivermos de acordo, vamos ver que ela é a verdadeira perfeição.

De Kab TV “Mistérios do Livro Eterno”, 24/06/13.

A Missão Do Primogênito, Dos Levitas E Dos Sacerdotes

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Mishpatim), 22: 28 – 22: 29: Não retenham as ofertas de suas co­lheitas. Consagrem-Me o primogênito de vocês e­ a primeira cria das vacas, das ovelhas e das cabras. Durante sete dias a cria ficará com a mãe, mas, no oitavo dia, entreguem-na a mim.

As famílias de antigamente tinham muitos filhos e o primogênito recebia treinamento especial: eles eram ensinados e preparados para sua vida futura. Dar o primogênito ao Criador significa dedicar-lhe a intenção de ansiar pelo Criador. O primogênito era dado aos Levitas e aos sacerdotes que serviam por todo o país no ensinamento das pessoas, na administração, etc. Assim, havia a necessidade de servir e prover-lhes para que eles fossem capazes de servir e prover às pessoas. É um tipo de ordem política.

Eles eram médicos, juízes, professores e educadores, o setor que serviu às pessoas. Então cada família dava aos Levitas e aos sacerdotes um dízimo ou o primogênito para que eles pudessem viver, ensinar e educar as pessoas. Eles não tinham nenhuma propriedade própria.

O que havia de tão bom nisso? Eles não podiam acumular capital e uma fortuna. Você pode imaginar os atuais trabalhadores civis não tendo nenhuma propriedade própria, vivendo apenas do que recebem do povo? Nada mal!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13

Veja Quão Saboroso É!

Dr. Michael LaitmanA lei é muito simples, nós não conseguiremos conhecer nossa raiz se não chegarmos a uma forma que é oposta ao Criador. É impossível conhecer algo se não temos uma deficiência por isso. Primeiro temos que construir o vaso, o desejo, a revelação da deficiência. A revelação da deficiência tem que ser oposta à próxima realização.

É um princípio muito simples, mas não conseguimos aceitá-lo, já que queremos receber algo, sentir o prazer internamente, e nos esquecemos que não temos a deficiência pela espiritualidade. Só a deficiência natural é evocada em nosso mundo, e cada criatura sente a necessidade de viver e desfrutar. Assim, nós normalmente não nos preocupamos com a deficiência. Somente quando um determinado problema surge de repente nós entendemos como ele é complicado. O médico diz a um paciente que ele tem que comer alguma coisa, mas o paciente está sem apetite e ainda não consegue engolir um pouquinho.

Em nosso mundo as deficiências geralmente são reveladas por si e nós só temos que tentar satisfazê-las e alcançar o que está faltando. Na espiritualidade, é exatamente o oposto. Primeiro temos que adquirir uma deficiência pela espiritualidade e depois não há nenhum problema em satisfazê-la. Em nosso mundo, nós perseguimos prazeres, enquanto na espiritualidade, temos que perseguir a deficiência pelo prazer. O prazer é abundante, já que a Luz Superior está num estado de repouso absoluto.

Este é um princípio muito importante, uma vez que fazemos um grande esforço para tentar alcançar a satisfação. No entanto, não pensamos na satisfação, mas na deficiência correta! Nós trabalhamos a fim de preencher a deficiência que já temos, mas nós devemos compreender o fato muito simples de que precisamos alcançar a deficiência para receber a deficiência correta e não a satisfação. É um ponto muito importante.

O Criador preparou infinitos tesouros para nós, mas nós nem olhamos na direção certa. É como tentar convencer uma criança de que você preparou muitas iguarias para ela, diferentes pratos deliciosos, mas ela não quer nem vê-los, já que tem certa ideia, pensa em outra coisa e nem ouve você chamá-la.

Nós estamos nos comportando da mesma maneira agora. Portanto, a nossa meta é querer o que o Criador preparou para nós e, assim, vamos receber tudo! Mas todas as nossas orações são apenas que Ele deveria nos dar mais e mais! Estes são os pedidos de uma criança que não entende nada. O que mais Ele pode nos dar? Toma, tudo está diante de você! Por que você está pedindo outra coisa se o Criador já serve tudo em sua boca? Só engula. Mas nós estamos confusos e olhamos para o outro lado.

A mudança psicológica, da procura por prazer pela procura por uma deficiência, é chamada de transição de Lo Lishma (não em Seu nome) para Lishma (em Seu nome). Somente depois que nós começamos a nos preocupar em doar ao Criador pelo bem Dele, pelo bem dos seres criados, nós entendemos que precisamos de uma deficiência e não de uma satisfação. É um momento muito importante.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/13, Escritos d Baal HaSulam

O Templo Em Seu Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que o Templo está “localizado” no coração humano. O que isso significa?

Resposta: O Templo é o centro da conexão das pessoas. Ele nos ensina a unir e contém as propriedades que demonstram como tudo deve ser realizado.

Por que nós usamos a frase “a destruição do Templo” em vez de dizer a “destruição do país”? Dizemos isto porque o Templo era uma base espiritual, um lugar onde o processo de unificação tinha parado. Isso aconteceu setenta anos antes que o templo fosse destruído.

Setenta (70) anos representam 7 Sefirot, 10 anos em cada Sefira. A nação desceu gradualmente estas etapas até atingir Malchut: Hesed, Gevura, Tifferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut… Aqui ocorreu a destruição do Templo (quebra da unidade). Isso era bem conhecido com antecedência.

Isso significa que as pessoas pararam de trazer sacrifícios genuínos ao Templo, ou seja, aqueles que levam à unidade. Elas começaram a enfatizar: “Fui eu quem fez o sacrifício”. O “eu” (nosso egoísmo) é algo que interfere e destrói todos os Templos. É a causa da destruição.

De TV Kab “Mistérios do Livro Eterno,” 04/03/13

Em Prol Do Objetivo Final

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que temos que trabalhar no grupo com a intenção de nos conectar com os amigos ou vamos nos conectar graças à oração coletiva, pelo bem de todos?

Resposta: Não é o trabalho que nos conecta, mas o desejo de se conectar e de se encontrar dentro do Criador. É porque a conexão entre nós (quando estamos no topo da pirâmide da humanidade) satisfaz o Criador.

Mas esta pirâmide pode subir ao Criador se juntarmos todas as partes da criação: a natureza inanimada, vegetal, animal, e falante. Isso é realmente o que a nossa intenção deve ser e esta é a imagem que devemos ter em mente.

Isso significa que o Criador tem que ser o nosso objetivo e o nosso foco e, juntos, nos conectamos dentro Dele. Todas as outras partes que já estão corrigidas, os Cabalistas de todas as gerações anteriores, também se juntam a nós.

Nossa intenção deve ser agradar o Criador. Este é o nosso objetivo final e a razão para todas as ações que realizamos agora. O objetivo da nossa vida é atingir essa isso e nós dedicamos toda a nossa vida a isso. Para atingir este objetivo, nós utilizamos todos os meios necessários: o público e a disseminação. Através deles, nós esperamos atingir a meta e estamos prontos para fazer tudo: amar os outros, reunir e corrigir as almas despedaçadas.

Mas isso já é o resultado. Se fizermos disso nosso objetivo, o resultado será o comunismo, o socialismo, como na Rússia, ou o nacional-socialismo, como na Alemanha. Portanto, nós devemos primeiro nos concentrar no Criador, pois sem Ele não precisamos de nada; nós odiamos todos e somos repelidos por todos. Não devemos nos iludir, não somos almas gentis e altruístas, mas sim os maiores egoístas que não se importam com nada. Apenas o objetivo de agradar o Criador nos obriga a nos voltar ao público e nos preocupar com eles.

Nós não precisamos esconder isso. Não há necessidade, é claro, de divulgar isso, pois as pessoas não vão entender, mas não há necessidade de escondê-lo, já que não somos altruístas ou almas gentis e não nos oferecemos para melhorar a vida das pessoas, porque nos foi dado este desejo, este anseio. Elas deveriam saber que nós não nos importamos com elas, assim como elas não se importam conosco e nem com mais ninguém. Mas não há nenhuma escolha; o sistema geral, a Natureza, nos constrange. Nós temos que confiar em alguma base racional, e não em vagas fantasias nobres.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Como Sentir A Alma Coletiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: O estado do meu grupo é semelhante ao que adquirimos com a “Tela”? A “Tela” é o estado do grupo?

Resposta: Quando eu afasto de mim o meu ego, o meu “eu”, e quero participar de um grupo com toda a minha intenção, então eu atinjo meu estado corrigido. Se cada um de nós faz a mesma coisa, então nós começamos a criar o que é chamado de “grupo”.

Esta intenção compartilhada é a soma de nossas intenções (Kavana), é chamada de “Neshamah” (alma). Ela é totalmente sua.

Ao disseminar o método integral, 99% da humanidade vão começar a sentir esta alma através de você. Tudo o que se encontra acima de você é o grupo, incluindo os Cabalistas das gerações anteriores e todos os que são verdadeiramente maiores do que você. E tudo o que se encontra abaixo de você é os 99% da humanidade. E você se torna o condutor entre o nível superior e inferior.

Pergunta: É possível dizer que no exato momento em que eu começo a sentir que a informação está passando por mim a elas, o grupo começa a ser criado? É como se eu fosse responsável por aquelas pessoas a quem eu dissemino, e elas entrassem automaticamente no estado de grupo?

Resposta: Elas estão conectadas a você, tornam-se uma parte do sistema do mundo geral, mas não de forma consciente, mas como criancinhas. Lentamente, com o grau de sua participação nisso, elas atingem a consciência, o sentimento da alma coletiva.

Da Convenção de Estocolmo “Alegria na Unidade” 30/08/13, Lição 2

O Criador Em Cada Objeto Em Nosso Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que é possível ter a sensação de que, através da cooperação com outra pessoa, eu estou dando satisfação ao Criador?

Resposta: Para isso, nós precisamos imaginar que por trás de cada amigo, por trás do grupo, encontra-se o Criador, que “não há outro além Dele”, e que todos os nossos relacionamentos são de fato com Ele e não com qualquer outra pessoa, e apenas a imagem do mundo me confunde.

As pessoas estão sentadas na minha frente agora. Eu preciso sentir que estou ligado a elas; estou ligado ao Criador. Quanto mais eu me comporto em relação a elas de uma forma mais limpa e direta, mais forte eu me anulo em relação a elas, mais forte eu me anular em relação ao Criador. Por outro lado, quanto mais eu tento doar-lhes corretamente para levá-las a esse estado, mais vou ser mais parecido com o Criador. Ou seja, eu preciso me relacionar com elas como se elas fossem maiores do que eu (superiores) ou menores do que eu (inferiores), e eu mesmo sempre me encontro no meio, entre estas e aquelas.

No final, tanto isso como aquilo, esta é a minha relação com o Criador. E isso é o que é dado a mim para que eu possa ver a Sua relação no que diz respeito a nós através dos outros, que é projetado dessa maneira para que seja mais fácil para nós nos acomodarmos a trabalhar com elas. Tudo depende da nossa motivação.

Da Convenção de Estocolmo “Alegria na Unidade” 30/08/13, Lição 2

Nenhum Lucro Em Detrimento Do Outro

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Mishpatim), 22:24: Se emprestarem a alguém do meu povo, a algum necessitado que viva entre vocês, não cobrem juros dele; não emprestem visando lucro.

A pessoa não precisa lucrar às custas dos outros. Tudo deve ser medido e pesado precisamente de acordo com a quantidade que cada um está preparado para dar a alguém e tirar dele, pois, no final, todos nós precisamos chegar à conexão mútua e integridade.

Portanto, todas as leis que falam sobre as relações entre as pessoas são baseadas na conexão com uma matéria espiritual completa, ou seja, um todo harmonioso mútuo. Suponha que você está trabalhando para mim como jardineiro e eu trabalho para você como carpinteiro: deve ser uma remuneração totalmente igual. E foi dito precisamente, “Vá e ganhe a vida um do outro”, isto é mútuo. Portanto, todos nós fomos criados com características diferentes.

Assim, eu não posso lucrar com você e você não pode lucrar comigo. Em vez disso, só podemos trocar a nossa produção. Disso derivam todo o resto das principais leis que teremos no futuro, nós e toda a humanidade. Estas são as leis da igualdade absoluta, alocação e salários iguais, um padrão de vida igual onde não há diferenças entre as pessoas: ricas ou pobres, sortudas ou azaradas, e assim por diante.

Pergunta: No entanto, a frase: “Se emprestarem a alguém do meu povo”, é susceptível de provocar uma atitude negativa sobre os judeus.

Resposta: Isso está falando sobre conceitos espirituais, sobre leis espirituais.

A Torá não fala sobre relações entre as pessoas em nosso mundo, mas apenas da maneira como as pessoas anseiam por equivalência de forma com o Criador através da conexão entre elas, criando uma característica comum geral semelhante à característica de doação do Criador e descobrindo-O dentro desta característica interna. Portanto, diz-se: “meu povo”, ou seja, cada pessoa que anseia por esse objetivo, sem qualquer conexão à sua origem.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13

Todos Têm Seu Próprio Mundo

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Mishpatim), 22:17: Não deixem viver a feiticeira.

A pessoa é um mundo inteiro, e é como se o mundo se refletisse nela. Se falarmos sobre o mundo interno de uma pessoa, uma “feiticeira” não é nada além do seu próprio atributo. Cada um de nós quer acreditar em alguma coisa, nós arrastamos alguma coisa atrás de nós desde a nossa infância e até mesmo certas tendências sombrias, conceitos e crenças das profundezas dos tempos primordiais.

Isso realmente não tem lugar no mundo. De acordo com a Cabalá, o mundo é totalmente corporal, e até mesmo a espiritualidade do mundo é corporal, assim como todo o mundo. Nós temos que encarar isso de uma maneira totalmente realista. O que quer que nós alcancemos é o que podemos trabalhar. Portanto, nós temos que levar em conta apenas as leis, os atributos que descobrimos.

Os Cabalistas descobrem atributos ainda mais profundos do que os cientistas o fazem. Eles trabalham com esses atributos e realizam experiências, testes, análise e síntese. Todo esse conhecimento é acumulado de uma geração para outra; cada geração examina e avança, descobre a natureza ainda mais profundamente.

Portanto, não há espaço para quaisquer religiões ou erros, uma vez que a atitude para com o mundo tem que estar de acordo com esta importante lei e o estudo, que é “um juiz tem apenas o que seus olhos podem ver”, o que significa que não há outros meios de realização. Portanto, não devemos falar sobre as diferentes religiões e crenças.

De acordo com a Cabalá a “crença” se refere ao atributo de doação, quando uma pessoa se esforça e se eleva acima do seu atributo egoísta de receber e atinge o atributo de doação. Assim, uma “feiticeira” é a pessoa que acredita em fenômenos não naturais que são totalmente irrealistas. Nós falamos de uma realidade que se repete e que pode ser estudada por pessoas diferentes em tempos diferentes, o que a torna apenas um fenômeno científico, que pode ser comprovado, ou seja, um fato. Nós só nos baseamos em fatos!

Pergunta: E se alguém lhe pede para provar e demonstrar-lhe.

Resposta: É impossível provar ou mostrar nada. Se eu não vejo bem e não tenho óculos e você me diz que há um armário lá, eu posso acreditar em você? Afinal, eu não posso provar.

Isso significa que eu tenho que adquirir certos atributos com os quais posso provar ou contradizer o que você diz. Nesse caso, eu ouço coisas que realmente não existem para mim. Assim, para cada pessoa o mundo existe apenas na medida em que ela o alcança.

Pergunta: Será que isso significa que você conta e explica a uma pessoa que ela deve verificar tudo por si mesma e não acreditar em você?

Resposta: Não. Eu não imponho esta imagem a ela! Eu não digo a uma pessoa o que ela deve alcançar, já que agora ela não será capaz de vê-la de qualquer maneira, já que ela não sabe o que é um armário se ela nunca viu um. Eu explico como alcançar e expandir as fronteiras de sua realização.

Somente aqueles que se dedicam a Cabalá, cujo nome vem da palavra “receber”, expandem-se e recebem mais e mais conhecimento. Ela só fala sobre o desenvolvimento de novos meios de realização de uma pessoa com o qual ela já alcança tudo por si mesma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13