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Trabalhar Ou Filosofar?

A espiritualidade não é alcançada pelo trabalho na mente, como é dito: “sabedoria entre as nações: acredite; a Torá entre as nações: não acredite”. Isso significa que a Luz que Corrige não está entre elas. Por isso, elas são chamadas de as nações do mundo, e não de Israel ainda. Este é o foco de todo o debate: ​​Quem alcança o Criador e quem não alcança? O que é realização?

À medida que adquirimos vasos de doação e da sensação neles, alcançamos o Criador, o que significa os fenômenos que ocorrem nos nossos vasos de doação. É impossível alcançar qualquer outra coisa, exceto por um sentimento nos nossos vasos. O simples desejo inicial de receber se expande e adquire uma nova ordem. Antes, ele se espalhou em muitas partes contraditórias que sentiam a si mesmas como Israel e as nações do mundo, parentes e estranhos distantes.

Tudo isso pertencia ao meu desejo de receber, mas parecia todo um mundo que está ao meu redor em diferentes formas. Meu papel é o de conectar tudo isso em um só, coletar todas as peças e anexá-las a mim, tratando-as com amor. Eu tenho que entender que tudo foi dado a mim para me corrigir, o meu ponto no coração, com o qual eu adquiro a intenção correta em relação a todos os meus inimigos, aqueles que me odeiam e estranhos, enquanto eu começo a percebê-los como partes da minha alma. [Leia mais →]

Não Se Deixe Levar Pela Opinião Do Seu Ego

A Torá, “Êxodo”, 23:01: “Não admitirás falso boato, e não colocarás a tua mão com o ímpio para seres uma testemunha falsa”.

Essa lei da Torá, que é sobre a luta de uma pessoa com seu mal interior, ecoa no espírito do Livro do Salmos.

“Não admitirás falso boato, e não colocarás a tua mão com o ímpio” significa que você não deve apoiar o ego que vive dentro de você e é a sua natureza. Assim, eu faço uma distinção entre o meu eu verdadeiro e 0 meu eu egoísta e mal.

Meu verdadeiro eu é baseado em sua contrariedade, no sentimento do Criador, que eu começo a identificar com o Criador, enquanto o meu eu egoísta cresce constantemente. A diferença entre eles consequentemente cresce: eu posso determinar os meus atributos negativos em relação ao objeto espiritual (o Criador) de forma mais clara e, portanto, o meu pedido se torna mais forte e refinado.

“Ser uma testemunha falsa” significa se curvar à opinião do meu ego, visto que quando ela cresce, ela apresenta tais argumentos lógicos para uma pessoa que é simplesmente impossível refutá-los por nossa mente simples. Nesse caso, a conexão entre as pessoas torna-se muito significativa, a conexão entre a pessoa e o ambiente certo, pois, caso contrário, ela se afasta do trabalho espiritual.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/06/13

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As Tentações Da Linha Esquerda

Quando uma pessoa não está fortemente conectada ao ambiente certo, ela começa a se afastar do trabalho espiritual, uma vez que a linha esquerda é tão tentadora!

Estas não são apenas tentações físicas que distraem você temporariamente, que você pode trabalhar fora e voltar para o trabalho espiritual, mas também são tentações como controle, riqueza, respeito, honra e conhecimento.

Você provavelmente pode imaginar que, se as pessoas que estudam a sabedoria da Cabalá foram autorizadas a receber grande riqueza, é duvidoso que alguém poderia resistir a esta tentação. Se a elas foram dados palácios, iates, e um exército de servos, precederiam a qualquer outro desejo que possam ter. Esta é a forma como uma pessoa simplesmente sofre uma lavagem cerebral. Ela se transforma em um animal numa gaiola dourada.

Também pode ser-lhe dado o controle ilimitado. Suponha que alguém lhe diz: “Precisamos de você para ser o presidente do mundo. Queremos uma pessoa para gerenciar tudo. Qualquer coisa que você deseje será imediatamente realizada no mundo, através de toda a hierarquia humana”. Ao mesmo tempo, não se trata da correção do mundo e das pessoas, mas da evolução tecnológica comum.

O que pode parar uma pessoa? Nada. [Leia mais →]

Vacinação Espiritual

O nosso trabalho espiritual de acordo com o método que recebemos ao estudar a Cabalá é semelhante ao de uma vacina médica contra uma doença, quando é “dado” um pouco de doença a um corpo saudável é: o corpo produz anticorpos e consegue resistir à doença.

Da mesma forma, o nosso desejo é vacinado contra o egoísmo: nós revelamos o seu mal com antecedência antes de sua plena manifestação. Isso é feito por meio do trabalho em grupo, chamando a Luz superior que corrige, na qual gradualmente descobrimos as nossas propriedades egoístas como o mal. E uma pessoa não segue o caminho do sofrimento do egoísmo para a saúde, a qualidade de doação e amor ao outro, mas ao restringir o seu egoísmo com antecedência, trabalhando contra ele no grupo e estudando, sob a influência de OM, ele dirige-se para a meta, semelhança com o Criador, ou seja, a revelação do Criador dentro de si, por um curto caminho de Achishena, enfrentando a doença em sua pequena manifestação dentro de si mesmo, de forma voluntária.

A humanidade precisa reconhecer o seu egoísmo natural como uma doença. A Natureza mostra seu defeito em nós mesmos. Longo sofrimento é necessário para identificar a doença e como curá-la.

A Cabalá oferece um caminho curto e agradável para a correção em vez deste caminho longo e cruel. Mas, mesmo antes, ainda na fase inicial de seu desenvolvimento, é preciso reconhecê-lo como o mal, de que nos precisamos de livrar, perceber a necessidade de sermos vacinados, ou seja, passar por isso com uma pequena dose e nunca ficar doente de novo, para nos tornarmos saudáveis, construirmos uma nova vida.

A essência da disseminação é explicar gradualmente às pessoas qual é a causa dos seus problemas, a nossa natureza egoísta, e como curá-la através do método de uma simples “vacinação”.

Tudo Começa A Partir Do Grupo

Nós precisamos construir o nosso trabalho de acordo com uma organização precisa.

1. Não consigo voltar-me para o todo, para o público em geral, sem antes estar incluído no grupo (grupo de dez).

2. Só após estar incluído nele é que recebo a Luz Circundante (Ohr Makif).

3. Depois disso eu influencio o todo, as pessoas, o que chamamos de “educação”.

4. Unimo-nos a eles.

5. Eu trago-os a todos ao grupo, o que é chamado de trazer as “Nações do Mundo” a “Israel”, e todos merecem descobrir o Criador.

Do grupo eu transfiro para o todo (←) e do todo de volta para o grupo (→) e, por meio da Luz Circundante recebemos Luz Interior (Ohr Pnimi). Porque agora temos um Kli, um desejo de receber, juntamente com a intenção.

Estou encontro-me simplesmente no meio, executando a ação. Eu trabalho num grupo com Galgalta ve Eynaim (GE), e com o público, que é AHP, e eu fico no meio do Terço Superior (1/3) de Tifferet onde há livre escolha.

Portanto, se eu não estou incluído num grupo, não tenho por onde começar. Cada um dos meus passos deve começar a partir desta inclusão e esta é a acção mais importante e o fundamento de todas as acções. Se houver inclusão então é possível continuar a actuar; se não houver inclusão então é impossível continuar. Pois após isto eu ajo, não com minhas próprias forças, mas especificamente através do poder da inclusão mútua que recebi do grupo, graças à submissão. O meu poder individual é egoísta e só através de anulação do meu ego, por meio da inclusão entre os amigos (1), posso receber deles o poder de doação e com a sua ajuda eu dirijo-me ao público em geral (2).

E então eu trabalho com isso também de acordo com a forma como o fiz com o grupo de dez. A minha inclusão na sociedade é como a inclusão com o meu bebé a quem eu quero dar tudo de bom. Eu não sou condescendente, ao invés curvo a cabeça perante o público com amor.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Conversa sobre os grupos de Dez

A atitude Misericordiosa De Um Pai

Pergunta: Quando é que um aluno se torna próximo de você como um filho?

Resposta: Quando ele se torna um assistente absolutamente leal, e para ele, quando o meu estado se torna mais importante do que o seu estado. Isso é chamado de “escravidão espiritual”.

Só então poderemos falar sobre se nós estamos perto, que é chamado de adesão (Dvekut). É porque agora toda a sua vida é dedicada a cumprir a minha missão. Então, ele “entra” em mim e segue este caminho. Isto é chamado de aderência: GE da parte inferior entra no AHP da superior. Esta não é uma única ação, mas o trabalho continua.

Em geral, as tentações como o respeito, a glória, alcançando alguma coisa neste mundo, e a existência do eu egoísta é muito típico de estudantes talentosos e são muito perigosos. Eles acham diferentes justificações para suas ações, mas não há justificação para isso.

Portanto, há estudantes que eu conscientemente trato friamente, de forma distante, rejeito-os, e mostro uma certa hostilidade e desconfiança em relação a eles de propósito, apesar de acreditarem que eu realmente os trato friamente.

Eu trato-os como um pai que mostra ao seu filho que ele não o trata com misericórdia, e que ele deve estar em guarda . Há aqueles que são repelidos por isso, enquanto outros continuam a seguir. O justo segue este caminho, entende a atração certa nesta rejeição como eles tentam se aproximar do professor , enquanto o ímpio foge.

O Criador nos leva por um caminho idêntico. A atitude do professor é simplesmente revelado mais claramente a seu aluno. Afinal, é o trabalho do professor transmitir a atitude do Criador ao seu aluno de uma forma mais explícita.

De “Segredos do Livro Eterno” de KabTV 24/06/13

Na Base De Todos Os Mundos Superiores

Pergunta: É possível alcançar o desejo correto para a espiritualidade sem ter que encontrar quaisquer problemas no mundo corpóreo?

Resposta: Não há problemas corporais. O mundo corporal não existe separado do mundo espiritual. Tudo pertence ao mundo espiritual. A forma corpórea que sentimos agora só parece corporal, uma vez que a percebemos sem a intenção certa , o que deve ser estabelecido por nossos próprios esforços . Nascemos simplesmente assim com os desejos quebrados.

O sentimento no vaso quebrado, sem qualquer intenção independente e só de acordo com o plano de desenvolvimento , é chamado o mundo corpóreo. Isto significa que a corporalidade é o que eu sinto, sem fazer qualquer esforço. A fim de sentir a espiritualidade, eu tenho que me concentrar duma determinada maneira, e só então eu serei capaz de senti-lo. Essas ações são chamadas de correções.

Nosso mundo é, na verdade, a base de todo o sistema do mundo espiritual. O sistema dos mundos superiores é revelado na forma de conexões adicionais entre todos os elementos da realidade. Esta rede é chamado os mundos superiores.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 12/08/13 , Escritos de Baal HaSulam

Trabalhar Com Grupos De Dez: Um Permanente Limiar De Compreensão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Grupo de Dez não está suficientemente conectado, como é possível adicionar mais conexão a ele?

Resposta: Haverá mais conexão num Grupo de Dez, se eu usá-lo para me anular.

Em geral, eu preciso usar o mundo inteiro para isso. Pois o mundo foi criado para mim: os amigos, o Grupo de Dez, toda a humanidade, tudo o que está acontecendo, toda a imagem que está compreendida na minha consciência, que se divide em inanimado, vegetal, animal e humano. Toda a minha compreensão da realidade é projetada por mim para que eu transforme a minha compreensão da realidade numa força, no Criador, em “não há outro além Dele”.

Agora, toda a minha compreensão da realidade é dividida aos meus olhos em quatro fases (inanimado, vegetal, animal e falante) e em bilhões de partes, só porque o meu desejo de receber foi quebrado. Especificamente, esta quebra desintegrou o mundo em partes separadas e, assim, oculta a força única. O meio mais útil que me possibilita compreender esta força é o grupo.

O grupo deve se unir e tomar certas medidas para proporcionar a todos a oportunidade de sentir tal unidade, o que significa a conexão. Quanto mais as pessoas se conectam, mais nós subimos de nível para nível. Cada um dos níveis que nós compreendemos primeiro é uma forma fragmentada, dispersa, quebrada e, após isso, nós a trazemos para o conceito de um único todo.

É assim que eu termino o nível atual e posso subir para o próximo nível onde recebo novamente um ego adicional, um desejo de receber adicional. Então, eu vejo novamente uma imagem confusa do mundo, que é caótica e despedaçada de um extremo ao outro do mundo e, novamente, eu preciso coletar e reunir suas partes, atribuindo-lhes uma força de acordo com os princípios de “Israel, a Torá e o Criador são um”, “Não há outro além Dele”, “O Bom que faz o bem”.

E é assim que nós sempre avançamos, passo a passo. A fim de tornar todo este processo mais fácil para mim, eu me encontro num pequeno grupo, num Grupo de Dez. No nosso grupo há várias centenas de pessoas, e é impossível estar conectado a todas; é como se você quisesse estar conectado com o mundo todo. A pessoa não compreende mais do que dez “imagens” reais; é assim que somos construídos. Não é por acaso que em várias línguas primitivas há uma contagem até dez e depois disso vem a definição abrangente de “muitos”.

Mas, basicamente, isso não é primitivo, mas sim o resultado do nosso entendimento. Na verdade, tudo o que é mais do que dez, mesmo que seja quinze e mesmo que seja um milhão, não faz diferença para mim, porque isso transcende os limites da minha compreensão. Por exemplo, se nós despejamos num copo mais do que ele pode conter, não importa o quanto mais, mesmo se derramamos algumas gotas ou alguns metros cúbicos, é a mesma coisa.

Portanto, nós dividimos a nossa sociedade em Grupos de Dez, onde vai ser fácil para a pessoa ser incluída no seu ambiente, para se dedicar aos amigos, para se preparar para um estado onde ela se dedicará ao mundo inteiro, isto é, se dedicará ao poder superior, ao Criador. Sobre isso, diz-se, “Eu me sento entre o meu povo”; é assim como nós preparamos nossos Kelim, é assim que isso se expressa de seu lado.

Mas isso não significa que eu pretendo ficar encerrado dentro do meu Grupo de Dez, ficar isolado dentro dele e ignorar o resto. Uma abordagem como esta já é uma  Klipa – uma casca. Porque, se antes eu era um simples egoísta, agora eu quero me beneficiar, com o meu desejo de receber, da conexão com os outros, da minha devoção a eles. Especificamente neste caminho as forças “sugam” a doação. Neste caso, diz-se, “A dispersão dos ímpios, isso é bom para eles e bom para o mundo. É bom para eles, para que eles não estejam em Klipa, e é bom para o mundo, porque eles não virão para o mundo inteiro com seu método”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Conversa Sobre os Grupos de Dez

Juízes E Príncipes

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 22:27: “Você não deve amaldiçoar um juiz, nem deve amaldiçoar um príncipe em seu povo”.

A pessoa que está num estado interno de livre arbítrio tem uma linha direita e uma linha esquerda, uma diante da outra, e deve conectar ambas, sem anular a linha esquerda, uma vez que a linha esquerda é o julgamento (Din), enquanto a linha direita é misericórdia (Hesed).

A pessoa tem que entender que o juiz e todos os que lidam com restrições o fazem para o seu próprio bem e para o seu avanço. Portanto, ela deve aceitar cada julgamento, entendendo que esta é a forma como deve se comportar e avançar.

Ao mesmo tempo, ela não deve ter pensamentos críticos nem pensar que a decisão é injusta. O juiz tem sempre razão. Isso é provavelmente porque os juízes do passado não eram tão corruptos como são hoje.

Um príncipe é o governador do Criador: é a força que se revela e move você para frente; é a maior força em seu estado atual, para que você, sob nenhuma circunstância pense que não é o representante do Criador, que o controla internamente. É sempre o criador que é ocultado desta forma (neste caso, a imagem de Moisés). Assim, cada vez você deve imaginar que está sozinho com Ele.

Pergunta: Portanto, por que as pessoas amaldiçoam Moisés o tempo todo?

Resposta: A Torá fala sobre como a pessoa corrige o seu ego, e como no processo de correção há constantes descidas, subidas, desacordos e maldições. Assim, a história da Torá parece muito chata.

Embora diferentes eventos sejam descritos, todos eles são muito semelhantes e de acordo com o mesmo padrão, os heróis de cada história, na verdade, passam pelas mesmas situações. Eles tentam fazer algo, mas não conseguem, e há argumentos, problemas e algumas explosões, então há a punição, e depois tudo desaparece e passamos para o próximo evento, e tudo se repete. Toda a Torá se refere a esses estados específicos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13

As Formigas Sob A Carga Da Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é basicamente o desejo de receber, a criatura, “algo do nada”, que significa zero, nada, absolutamente nada. O único caso em que uma ação pode ser atribuída ao desejo de receber é se o desejo opera graças à força da Luz, a força de doação que recebe do Criador.

Até então, ele permanece “do nada”, o que significa que nada vem dele. Mas se ele recebe o poder da Luz e opera graças a este poder, torna-se “algo”. Por isso, é chamado de “algo do nada”. Mas é só esse tipo de trabalho que transforma o desejo em “algo” e sem o qual ele é “nada”.

É um conceito. Não só o desejo não existe, mas não há nada que possamos falar, uma vez que ele não pode responder ou agir de qualquer forma por conta própria. Algo pode ser transmitido através dele, mas ele por si só é “nada”.

Assim, “algo do nada” é “algo” no “nada”. Se algo do Criador é revelado na matéria do desejo zero, então já é “algo do nada”. A partir deste ponto o ser humano já pode se desenvolver. Sua origem do “nada” é a adição mais importante, uma vez que, por si só, fora de sua escolha pessoal, com a ajuda do poder que recebeu do Criador, da centelha do ponto no coração, ela recebeu algo da mente e do coração e transformou o “nada” em “algo”.

Portanto, como a criatura, que é “nada”, recebe o ponto de “algo” do Criador? Nós não sabemos isso. Mais tarde, quando nós subimos os níveis espirituais, o alcançamos.

Há pessoas que sentem o início de “algo” em seu “nada” e querem satisfazer essa centelha. Esta é satisfeita através da conexão com outras centelhas, o que só é possível pela superação do ego que as separa. A matéria do desejo egoísta de desfrutar está entre elas, ou seja, a rejeição, e ao superá-la, elas se conectam numa grande centelha que tem que atingir um determinado tamanho, de modo a assemelhar-se à  Luz, assemelhar-se a “algo”.

Isso significa que também há “algo” em nós e que está em exílio, no cativeiro em poder das cascas (Klipot).  O nosso livre arbítrio, a ação que pode libertar a centelha para o trabalho, está ajudando outro desejo da pessoa a superar a inveja, acima do hiato entre nós. Isso não acontece por si só, mas pelo estudo, com um guia e com o trabalho no grupo. Nós não entendemos o mecanismo dos acontecimentos, mas passamos por eles e isso já cria uma ligeira iluminação. Ela decorre das ações corporais, uma vez que não temos nenhuma intenção ainda, mas ainda agimos em conjunto em diferentes áreas, e essa conexão atrai a Luz Circundante no nível de Nefesh.

Portanto, nós começamos a satisfazer a nossa centelha, o ponto no coração, através de um trabalho mecânico simples. Mais tarde, no entanto, quando terminamos este trabalho, nós começamos um tipo mais esclarecido de trabalho, uma vez que já realizamos certo papel no que diz respeito ao grupo, somos incorporados na conexão mais consciente, e entendemos por que e por qual razão.

Agora eu tenho que tomar uma decisão a respeito de como continuar, quais os passos a tomar e quais evitar. Primeiro eu simplesmente me fundi e agora há ações sérias que tenho que explicar: Como e com que propósito eu me conecto com os amigos? Por que eu deveria superar o meu ego? O que devo pagar pela conexão e o que eu deveria fazer com ela?

Se eu adquiro o poder da conexão, a força de doação, eu não a utilizo para o meu próprio benefício. Eu me conecto com o grupo, a fim de me juntar a eles para receber a força de doação dos amigos acima da minha anulação, e agora eu sou como uma formiga, levando essa força para os outros. Mais tarde eu volto ao grupo e recebo uma nova carga dos amigos, uma nova carga de doação, e mais uma vez passo-a aos outros.

Isso significa ser um elo, e é aí que reside o meu livre arbítrio. Esta é a única coisa que eu posso escolher. Eu continuo uma formiga e não exijo mais nada. Apenas me dê o poder de realizar este trabalho, para me anular perante o grupo e perante o público externo.

Por que eu faria isso? Eu faço isso porque assim dou satisfação ao Criador, porque levo a mensagem e o método de se aproximar Dele ao grupo e às pessoas de fora. Eu tomo suas deficiências, estou incorporado no grupo e, com isso eu elevo uma “oração coletiva”, pelas pessoas de fora.

Não há nada que possamos orar no grupo, uma vez que estamos num estado de Hafetz Hesed. O Criador quer eles e não nós. Ele inseriu uma centelha dentro de nós e agora nós podemos orar em grupo, para que Ele nos dê forças para trabalhar com o público em geral, a fim de dar-Lhe satisfação.

Eu contunamente volto ao grupo com os desejos externos, elevo uma oração, recebo a força de doação, e a passo ao público. Este é o meu trabalho, e quando eu o executo, eu purifico os vasos ou os elevo acima do Parsa, formo os mundos de BYA até o mundo de Atzilut. Assim, uma e outra vez, eu realizo o meu livre arbítrio em relação a cada novo discernimento.

Portanto, na Noite de Unidade em Gaash nós sentimos a necessidade de conexão entre nós; nós construímos a intenção de ter o poder de sair ao público em geral, a fim de cuidar deles e servi-los. Com isso nós queremos trazer-lhes um pouco daquilo que dá satisfação ao Criador. A fim de fazer isso nós precisamos da força e é por isso que nos conectamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/08/13