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A Europa Está Pronta Para A Integração?

Dr. Michael LaitmanOpinião (M. Yevgeny Primakov, político e diplomata russo, acadêmico, membro da Academia de Ciências da Rússia, serviu como ministro das Relações Exteriores da Rússia, primeiro-ministro da Rússia): “A Europa mostra que a integração não pode existir sem estruturas supranacionais. Agora, na UE como um todo, as coisas estão ruins, mas eu não acho que isso vai levar ao fim da UE. Há uma maior necessidade de estruturas supranacionais, nas quais os países passam alguma soberania.

“Essas estruturas nacionais gerenciam o ambiente bancário, o processo orçamentário de todos os membros desta união. Se isso não existir, a integração não vai se aprofundar. É importante que todos os países da UE entendam que precisamos de estruturas supranacionais. Mas a UE se expandiu muito rápido – você não pode aceitar muitos países no processo de integração de uma só vez; eles afundam a união”.

Meu Comentário: O problema não está na velocidade de entrada na união supranacional, mas na preparação dos seus membros em potencial para a integração, e isso só é possível após a implantação do curso de educação integral nesses países para as massas. Qualquer união vai quebrar sem alterar as relações entre as nações.

Aumentando A Sensibilidade Da Nossa Percepção Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos adquirir a abordagem integral no que diz respeito ao mundo inteiro, a toda à realidade?

Resposta: Imagine que você conta para alguém sobre o seu local de trabalho, sobre o lugar onde você vive, e sobre o mundo em geral. Você não é obrigado a fazer nenhum esforço especial, já que é a sua vida, e você sente que o mundo é seu. Você o “respira” e pode passear nesta imagem interna mentalmente e descrevê-la em palavras.

Nós também devemos ver a imagem interna do mundo integral na qual podemos discernir todos os detalhes e a conexão entre eles. As mesmas regras operam aqui. Há estados onde eu posso seguir a conexão geral entre certos fenômenos, mas os detalhes da cooperação mútua ainda não estão claros, já que eu ainda não entrei nesta área. Eu vejo certas partes em linhas gerais e elas são relativamente compreendidas, mas quando se trata de partes individuais, há problemas e eu não estou certo sobre o que está acontecendo.

Este é o processo no qual eu penetro cada vez mais fundo e descubro mais sutilezas. É como se eu voasse numa nave espacial para a terra ou verificasse a escala de um mapa na internet até que eu “aterrissasse” numa determinada parte.

Mas também há exceções: em nosso mundo nós vemos áreas maiores, mas menos detalhes, e quando nos aproximamos, nós vemos mais detalhes, mas uma área menor. Na espiritualidade, no entanto, não é assim. Lá, tanto as características de quantidade e de qualidade da imagem do mundo aumentam gradualmente. Eu englobo todo o sistema ao mesmo tempo, incluindo seus atributos separados, porque neste sistema cada detalhe inclui todos os outros detalhes.

Por esta maravilhosa “patente” espiritual eu vejo o quadro geral e cada um de seus detalhes como um, exatamente o mesmo.

Pergunta: Como eu posso me tornar mais integral? Como eu posso aumentar a sensibilidade desta percepção em mim?

Resposta: Peça por isso. Não há outro meio. Não importa o que você faça, adicione um pedido por isso que seja o mais claro possível e você vai ver como funciona.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/13, Escritos do Baal HaSulam

A União Que Nos Liga Para Sempre

Dr. Michael LaitmanDo Artigo do Rabash “Vós Estais Hoje, Todos Vós”: … Este é o significado do que está escrito: “Vós estais hoje, todos vós”, isto é, tudo o que você passou, todos os estados que experimentou – estados de Gadlut ou estados de menor Gadlut, que foram considerados mais ou menos intermediários. Você pega todos esses detalhes e não compara um grau com o outro, porque você não se importa com qualquer recompensa, mas somente em fazer a vontade do Criador.

Isso significa que então o Criador faz um pacto (aliança) com ela. Em outras palavras, justamente quando a pessoa aceita a Sua obra sem nenhuma condição e concorda em fazer o trabalho sagrado sem qualquer recompensa, o que é chamado de “rendição incondicional”, este é o momento em que o Criador faz um pacto com ela.

… Quando duas pessoas percebem que se amam, elas fazem um pacto entre si: que seu amor permanecerá para sempre.

Em cada nível, a pessoa experimenta um estado de confusão e impotência. A pessoa passa por esses estados quando não percebe exatamente para onde deve ir e como avançar.

De repente, nós sentimos que não somos capazes de fazer o menor movimento, nem entendemos por que nossa vitalidade e espírito sumiram. Nós lemos, mas não vemos nada comparado com o que vimos ontem ou no dia anterior. Às vezes, nem nos lembramos do que aconteceu ontem ou no dia anterior. Nós nos tornamos desconectados.

Em outras palavras, nós passamos por vários estados de aproximação e distanciamento da espiritualidade. Parece-nos que a nossa união com o Criador funciona melhor à distância, de modo que lembramos dos bons estados quando os tempos ruins vêm, continuando assim a esperança de que em breve tudo vai melhorar e voltar ao normal.

No entanto, não é assim. A união é de uma natureza qualitativa, e não quantitativa. Na verdade, não se trata de nossos estados. Em algum momento, nós conseguimos nos unir com o Criador não por causa de um bom estado em que estamos ou porque queremos manter a nossa unidade em nossa memória quando passamos por estados de baixeza, mas sim porque a nossa conexão O deixou feliz e nos tonou semelhantes a Ele. Portanto, para nós não faz diferença que estado nós atravessamos: bom ou ruim. Bons estados podem ser ainda mais confusos para nós do que ruins.

Pelo menos enquanto estamos em estados ruins, o nosso egoísmo nos empurra para frente e nos obriga a procurar alternativas, obrigando-nos a agir. Quando um bom estado acontece, ele nos acalma e nos preenche de forma que não procuramos outras opções. Nós somos incapazes de mudar a menos que algum desejo insatisfeito nos desperte. Neste ponto, nós temos que lembrar a união que criamos e puxar esse desejo do passado para o presente, a fim de continuar o nosso progresso.

Portanto, esse “acordo” nos protege não apenas de deficiências em nossa ligação, mas ajuda a deixar o Criador feliz acima de todos os tipos de sensações amargas ou doces. Nossa união tem várias condições que se aplicam a cada estado em particular.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/13, Escritos do Rabash

O Fim Da Era Do Consumo Desenfreado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vemos que os Estados Unidos aplicaram enormes esforços a fim de resolver a situação no Oriente Médio e esforços financeiros (impressão de dinheiro) para estabilizar o sistema atual. Mas como parece, isso não está conectado de forma alguma em mudar o próprio homem.

Resposta: Não está conectado porque eles não entendem o que precisam fazer. Eles não conhecem o plano da natureza. Eles não têm noção do sistema de integralidade, e, portanto, todas as suas tentativas trazem e só trarão desenvolvimentos cada vez maiores da crise. As tentativas são produzidas porque estaremos quebrando a natureza em vez de corrigir a nós mesmos para nos igualar. Este é o seu erro.

Pergunta: Mas, de acordo com a percepção do homem moderno, o próprio homem é um sistema fechado e é impossível fazer qualquer coisa com ele. O que é possível é usar isso de alguma forma, como um comprador, e fazê-lo funcionar bem.

Resposta: Já é impossível fazer tudo isso. Você não pode fazer deles compradores. Primeiro de tudo, estas relações são completamente diferentes do que eram anteriormente. Em segundo lugar, os desejos numa pessoa mudam não só em quantidade, mas também em qualidade. Hoje, é difícil fazer as pessoas serem consumidores desenfreados, mesmo que você exija isso delas através de todos os meios de comunicação e relações públicas. Aos poucos isso está acabando, pois as pessoas mudam, uma vez que se desenvolvem, evoluem.

Durante muitos milhares de anos, nós fomos percebendo nossos desejos infinitos. E depois, nos últimos 50-60 anos, eles nos ensinaram a construir uma sociedade de consumo desenfreado: eu trabalho, compro, jogo fora, e novamente trabalho, compro e jogo fora. Para quê? Para que os dólares sejam recolhidos na conta bancária de alguém.

Isto agora está terminando. Você não pode exigir que um homem trabalhe, compre e jogue fora, e volte a trabalhar, comprar e jogar fora. Ele começou a se cansar disto. Seu ego começou a ser processado, como tudo é processado na natureza, e para mudar qualitativamente. Nossas próximas necessidades são encontradas em outra área.

A pessoa já está cansada de servir a seu corpo e correr de loja em loja procurando o que viu ontem na TV. Hoje, desejos mais significativos despertam nela. Nós estamos nos movendo lentamente em direção ao próximo nível. A questão é: “Por que existimos?”. E este é o próximo nível de desenvolvimento.

E aqui você não pode satisfazer as pessoas com novos trapos ou os mais recentes telefones. Você não pode, porque há um tempo de produção através de todos os meios.

De KabTV “Através do Tempo” 17/3/13

Publicidade, Consumo E Desemprego…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, as necessidades do homem moderno por novos desejos foram despertadas e, por outro, as pessoas ainda querem comprar um iPhone 5, descansar o máximo possível e trabalhar menos. Porque surge algo novo e a pessoa ainda corre atrás de prazeres materiais?

Resposta: Estes não são desejos imediatos próprios da pessoa. Em vez disso, são resultado da influência da publicidade e não mais do que isso. É uma espécie de perseguição coletiva; vender e vender para nós o tempo todo caracteriza os nossos tempos. Hoje, a publicidade é toda uma indústria que equivale a 60% a 70% do custo de cada produto, ou seja, grandes quantidades de dinheiro. O problema não está na produção de algo, mas sim na sua venda. Isto acaba se tornando cada vez mais desprezível com o passar dos dias e acabará por explodir.

Mas a questão não é nem a publicidade ou o desaparecimento e surgimento desses desejos. O principal é o surgimento de uma imensa crise de desempregados; pessoas que perderem seus postos de trabalho não poderão encontrar outro emprego. Portanto, elas devem ter algum tipo de pensão. Se você não lhes der uma pensão, os milhões de desempregados vão simplesmente “devorar” você.

Eles dizem que 1 a 2% dos trabalhadores de toda a população mundial seria suficiente para nos fornecer tudo o que precisamos para nossa existência: vestuário, alimentação, habitação e outros. Existem muitas novas tecnologias que não podemos sequer começar a imaginar. Eles as estão escondendo de nós intencionalmente porque alguém está se beneficiando disso. Mas, se descobríssemos que já estamos tecnologicamente preparados hoje para qualquer necessidade, a humanidade estaria completamente liberada do trabalho.

Disso resulta que a crise é descoberta de duas formas. Por um lado, toda a motivação para o trabalho desapareceu, porque questões mais internas surgiram na pessoa: “Para quê? Pra que serve toda a minha vida?”. Ela faz cada vez mais perguntas relevantes para o próximo nível de existência, que explicam o significado da vida. Isto sempre acontece durante a transição de uma criação para a outra.

Por outro lado, o problema do desemprego foi criado e abrande gradualmente todo o  mundo, incluindo China e Rússia. Portanto, já não haverá a necessidade de fazer alguma coisa, de decidir alguma coisa, porque milhões liberados do trabalho vão se sentar em casa e começar a descer ao nível da “besta”. Se não começarmos a nos envolver com a educação deles e reeducá-los, eles não vão se transformar no próximo nível para os seres humanos, eles simplesmente irão se transformar em “homens selvagens”. Uma pessoa que não está ocupada com alguma coisa, para inclusive de pensar e se retira.

Aparentemente, será necessário prover um pouco os desempregados, para que possam viver em paz e tudo ficará bem. Nossas indústrias estão preparadas para atender a todos no que for necessário. Isso não é problema. A ideia é que, como estas pessoas vão se tornar totalmente amorfas, a imagem humana inteira vai desaparecer com elas, pois sem obrigações, sem trabalho, sem interesses, a pessoa simplesmente “desmorona”.

De KabTV “Através do Tempo” 17/3/13

Você Não Compra A Espiritualidade, Nem A Aceita À Força

Dr. Michael LaitmanRabash, “De acordo com O Que é Explicado A Respeito do ‘Ama a teu Próximo como a Ti Mesmo’”: Se cada um é anulado perante o seu amigo e se confunde com ele, ambos se tornam uma única massa, onde todas as partes pequenas que querem o amor ao próximo se unem numa força coletiva que consiste de várias partes. E quando a pessoa tem uma grande força, ela pode executar o amor ao próximo.

Então ela pode conseguir o amor de Deus. Mas, a condição é que cada um irá se anular diante do outro. No entanto, quando ela está separada de seu amigo, ela não pode receber a parcela que deveria receber do seu amigo.

Assim, cada um deve dizer que não é nada comparado ao seu amigo. É como escrever números: Se você escrever primeiro “1” e depois “0”, é dez vezes mais. E quando você escreve “00” é cem vezes mais. Em outras palavras, se seu amigo é o número um, e o zero o segue, considera-se que a pessoa recebe do seu amigo 10 vezes mais. E se ela diz que é duplo zero em comparação ao seu amigo, ela recebe do seu amigo 100 (cem) vezes mais.

No entanto, se for o contrário, e ela diz que seu amigo é zero e ela é um, então ela é dez vezes menos do que o seu amigo: 0,1. E se ela pode dizer que ele é um, e ela tem dois amigos que são dois zeros em relação a ela, então ela é considerado cem vezes menos do que eles, o que significa que é 0,01. Assim, o seu grau diminui de acordo com o número de zeros que ela tem dos seus amigos.

Se eu quero receber algo de alguém em nosso mundo, eu tenho que pagar de volta por isso ou tomá-lo à força, como o grande toma do pequeno. Neste caso, quanto maior eu sou, mais eu posso extorquir o outro e receber mais dele. É assim como as coisas ocorrem no mundo corpóreo, quando falamos sobre a recepção no desejo de receber.

Mas se é sobre receber poderes espirituais, isso funciona de acordo com uma lei oposta. Quanto mais importante eu considero o meu amigo e maior eu o vejo, mais eu posso receber dele.

Eu não consigo receber nada de alguém que seja igual a mim, já que ele está no mesmo nível que eu. Mas se ele é até mesmo um pouco maior do que eu, eu já posso receber alguma coisa dele, e quanto mais eu o elevo, mais posso receber.

Não tem nada a ver com o amigo em si, mas apenas com a forma como eu o trato com respeito a mim. É como os alunos do Rabi Yossi Ben Kisma, que não tinham ideia de como o professor trabalhava com eles. Ele se via como relativamente menor do que os seus alunos e por isso recebia poderes espirituais através deles.

Tudo depende de quão grande o seu amigo é aos seus olhos. Quanto maior ele é, mais eu posso receber a força de doação dele. Mas se é sobre receber poderes egoístas, então se trata de um princípio diferente, de acordo com o qual, quanto maior eu sou, mais eu posso extorquir o outro para satisfazer o meu ego.

Assim, o poder espiritual que você receberá do meio ambiente depende só de você: se é 1.000 ou 0.001. Nós temos que estar num grupo de dez que esteja trabalhando em conexão e onde cada um esteja, de alguma forma, conectado ao desejo de doar, como os alunos do Rabino Yossi Ben Kisma. Mas isso é suficiente, já que tudo depende de você e o quanto você domina a si mesmo!

Você nunca terá o poder para avançar se você não receber poderes do ambiente. Portanto, a regra de dominar a si mesmo diante dos amigos, mesmo por ações físicas, é o meio mais eficiente para avançar. Não devemos pensar que os Cabalistas nos falam sobre isso só para estabelecer boas relações da mesma maneira que ensinamos as crianças no nosso mundo a se comportar moralmente, uma vez que esta abordagem é oposta à sabedoria da Cabalá.

Nós fazemos isso apenas para receber a força de doação da Luz, do Criador, através dos outros. Já que eu me domino, a Luz pode fluir em mim através do amigo. Se eu tratar os outros como se eles fossem realmente maiores do que eu, eu vou receber o poder de doação através deles. É o suficiente para tratá-los com a intenção a fim de doar e nas relações entre nós eu vou começar a sentir o Criador e serei capaz de satisfazê-Lo. Através da doação aos amigos, eu vou ser capaz de sentir como posso alcançar a doação ao Criador. Ela será revelada a mim através da imagem do grupo que eu vou ver na Luz da minha doação. Assim, a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo” é o principal objetivo do nosso trabalho, que é um sentimento constante de humildade para com os amigos, e, consequentemente, nós construímos os poderes de doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/13, Escritos do Rabash

O Outro Como Garantia Contra Cometer Erros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Nós não devemos nos confundir com as ações, pois elas são definidas diante dos nossos olhos. Nós sabemos que se precedermos nossas próprias necessidades, isto é a doação. Por essa razão, Hillel não define a meta como “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e toda a tua alma e com todas as tuas forças”, porque eles são realmente a mesma coisa.

É assim porque a pessoa deve também amar o amigo com todo o seu coração e com toda a sua alma e com toda sua força, porque esse é o significado das palavras “como a ti mesmo”. Afinal, a pessoa certamente ama a si mesma com todo o coração, alma e força, mas no que diz respeito ao Criador, ela pode se enganar; e com um amigo, isto está sempre diante de seus olhos.

Foi-nos dada uma grande ajuda e uma oportunidade valiosa para fazer a transição entre o desejo de receber e o desejo de doar neste mundo, ou seja, de um estado onde constantemente vemos a realidade corporal, o desejo de receber corporal e todas as fronteiras que ele nos descreve. Em vez das tentativas de trabalhar com um atributo que está separado de nós, que é o desejo de doar, nós podemos trabalhar com o que realmente descobrimos, com o que podemos alcançar e sentir, que é como o outro companheiro nos parece.

Em outras palavras, o mundo espiritual que está oculto de mim aparece diante de mim numa forma corpórea, e eu estou em contato com ele. Isso me permite mudar a minha atitude para com o que eu vejo e sinto ao cooperar mutuamente com o outro. Juntos, nós podemos alcançar tais correções para que, através do mundo corpóreo, em sua profundidade, eu encontre o mundo espiritual.

Na verdade, a atitude para com os outros e a atitude para com o Criador são a mesma coisa, mas se parecem duas coisas diferentes, elas na realidade são a mesma coisa. Quanto mais nós descobrimos a espiritualidade, mais vemos que está  totalmente “vestida” na corporeidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Chegar Ao Centro Do Universo Como No Buraco De Uma Agulha

Dr. Michael LaitmanRabash: “Venha ao Faraó – 2”: Por esta razão, não devemos subestimar a importância do trabalho no amor dos amigos, pois com isso a pessoa vai aprender a sair do amor próprio e entrar no caminho do amor ao próximo. E quando ela completar o trabalho do amor dos amigos, ela será capaz de ser recompensada com o amor do Criador.

Nós devemos saber que há uma virtude em amar os amigos: a pessoa não pode se enganar e dizer que ama os amigos, se de fato não os ama. Aqui ela pode examinar se realmente tem o amor dos amigos ou não. Mas com o amor do Criador, a pessoa não pode examinar a si mesma para saber se a sua intenção é o amor do Criador, ou seja, que ela quer doar ao Criador, ou o seu desejo é receber a fim de receber.

Você precisa treinar para avaliar o sucesso do seu progresso espiritual, com o quanto você acha que ele depende da relação com o ambiente. O ambiente não é apenas um meio do nosso avanço em direção ao Criador, mas precisamente no seu interior, dentro da nossa conexão homogênea e unificada com o outro, completamente como iguais, vamos encontrar o Criador.

Se toda a nossa atenção é dirigida ao centro da unificação, nós começamos a entender que este ambiente é Shechiná, Malchut do mundo de Atzilut, o ponto central da criação, no qual o nosso avanço, o nascimento espiritual e o crescimento devem ser realizados. Toda a vida espiritual só é percebida no centro de grupo. Dependendo de quão poderosa é a unificação que nós somos capazes de alcançar, tanto em quantidade como em qualidade, nós podemos medir a nossa subida na escada espiritual e corrigir toda a realidade a partir da nossa alma.

Todo o trabalho está na preparação, de modo que com a ajuda da Luz que Reforma nós alcançamos a sensação de que dependemos totalmente e recebemos a vida só a partir do ponto de nossa conexão com o outro, que é o centro de todo o universo. Este é o ponto que nós descobrimos como o “buraco da agulha”, e a força comum de conexão e amor, isto é, o Criador, é revelada nele.

Nós nos tornamos os ajudantes, amigos da Shechiná e do Shochen; o Criador é revelado. Tudo é só lá. A principal coisa é entender que todos os acidentes e problemas são causados ​​pela falta de conexão correta entre nós e concentrar todas as nossas respostas e esforços no fortalecimento da nossa conexão neste ponto central. Quando uma pessoa se liga ao ambiente desta forma, esta ligação se torna mais sensível, enérgica e incondicional; ela já começa a avançar corretamente para a revelação da Shechiná, tornando-se sua parte inseparável.

Da Preparação para a Diária de Cabala Lição 06/06/13

Verificando A Bússola Em Cada Etapa

Dr. Michael LaitmanTodas as nossas ações devem ser direcionadas para a correção final. Caso contrário, esta ação é imperfeita. Nós buscamos sempre o final e nesta base considerarmos todos os estados.

Em seu tempo, Abraão mandou enviados para os países orientais. Os patriarcas tiveram que lidar com Agar e Ismael (que representam a linha à direita), com Esaú (representando a linha à esquerda), e com Labão e outros personagens (simbolizando várias propriedades). Tudo isso foi necessário para introduzir detalhes específicos de percepção que serão manifestados no final das gerações. As guerras com Amaleque, com as nações que viviam na terra de Israel, não foram limitadas por esse “lugar” – ou seja, parte do desejo – acima do que foi necessário subir e superar naquele momento. Não, tudo visava inicialmente à correção final. Todos os esforços são acumulados e gradualmente adicionados ao todo.

Os patriarcas perceberam as preparações necessárias para receber a Torá, e assim a preparação continuou pelo caminho da correção do povo de Israel, com a mesma intenção, para estar pronto para corrigir o mundo.

Há mais cálculos do que parece. Todas as etapas pelas quais Israel tem atravessado são causadas não só pelas necessidades do seu desenvolvimento, mas também pela sua finalidade: tornar-se o meio de correção para o mundo. Essas pessoas receberam a Torá não só para se corrigir, mas também para estar prontas para ajudar o mundo mais tarde.

Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo, “A Entrega da Torá” e “A Garantia Mútua”. Tudo está interligado e o fim da ação está inato no plano original, e é por isso que devemos manter o curso ao Infinito (Ein Sof).

Afinal, a cada degrau da escada espiritual, a uma resolução cada vez maior, com maior definição; nós alcançamos o mundo do Infinito, um sistema analógico redondo e integral, onde tudo está interligado. Seja um feto no ventre da mãe, um bebê, uma criança, um adulto, nós sempre estamos falando de um sistema perfeito, que tem todas as peças necessárias. É apenas que alguns deles são incorporados num desenvolvimento potencial, enquanto outros já foram formados.

Realmente não importa o que está diante de nós: um “gene espiritual” (Reshimo) no qual o mundo está escondido ou o mundo inteiro. Eles são a mesma coisa. É que primeiro nós alcançamos a Reshimo, e depois ela se abre em nossa percepção.

Portanto, o sistema é sempre perfeito. É o mesmo Infinito. Ele só é revelado dependendo da pessoa que o alcança. É por isso que ao querer atingir a espiritualidade, eu devo imaginá-lo completamente corrigido. Caso contrário, eu não o alcanço através do meu desejo, eu não pretendo doar.

O cálculo é o seguinte: no estado corrigido, eu doo ao Criador. Para isso, eu devo preparar os vasos de recepção, ou seja, as “nações do mundo”. Para isso, eu tenho que me preparar para estar conectado a eles. Assim, estendendo a linha do fim até o começo, eu começo qualquer ação.

Por outro lado, se em todas as minhas ações eu não busco a correção do mundo, a fim de trazê-lo para o Criador, se eu esqueço que Ele é revelado e desfruta precisamente o desejo do mundo, se eu não permeio minhas ações totalmente com doação, então eu não faço nada. Assim, eu sou como um plugue que obstrui o caminho de todos e que representa as forças de impureza.

A cada passo, nós devemos criar esta imagem mental, esse cálculo, constantemente adicionando a ela e expandindo-a. Em primeiro lugar, eu calculo beneficiar a mim mesmo, depois a minha família, depois a minha cidade, o meu país, e, no final, toda a humanidade. Como o Baal HaSulam escreve, hoje nós somos todos uma família. Portanto, eu poderia me isolar do mundo? Nesse caso, eu não estou me dirigindo à doação.

Assim, cada vez, na medida das minhas forças, eu preciso imaginar toda a cadeia até o fim. Isso é suficiente para me tornar semelhante à Luz e atraí-la à correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Da Fé À Verdade

Dr. Michael LaitmanNós devemos ansiar em realmente ver o amigo como o maior em nossa geração, realmente senti-lo “dentro da razão”, como se fosse a verdade e não como parece ao desejo de receber de uma pessoa. O desejo de receber sempre quer se sentir bem e confortável e, por isso, instintivamente, reduz tudo à sua volta, de modo a estar “no topo”. A coisa mais importante para ele é governar.

Assim, aceitar o pensamento sobre a necessidade de se conectar com os amigos como um meio para se chegar à conexão com o Criador só é possível na “fé acima da razão”, uma vez que, certamente, não vemos as coisas como elas realmente são. É somente de acordo com esta menor condição externa (de que uma pessoa anseia pelo mesmo objetivo e está pronto para aceitar todas as condições necessárias para avançar em direção a ele), que começamos a nos relacionar com o outro como um amigo, como um meio de conexão com o Criador.

De acordo com estes sinais externos, nós decidimos começar a trabalhar na nossa atitude em relação a essa pessoa. Se ela está pronto para trabalhar junto nós descartamos todas as outras exigências do nosso ego e nos aproximamos dessa pessoa e nos conectamos a ela para realmente descobrir a conexão entre nós, não só na “fé acima da razão”.

Na medida em que realmente nos comunicamos, nós abordamos a construção do vaso espiritual em que o Criador é revelado. A conexão pode ser “razão acima” quando eu não vejo que o amigo “vale a pena”, mas eu ainda me conecto a ele. Eu a utilizo como um meio, que é chamado de tempo de preparação, quando eu respeito os amigos não porque vejo que eles são ótimos. De acordo com os meus sentidos, eu sinto que sou maior do que eles, mas eu trabalho acima dos meus sentidos, não concordo com eles, e imagino que os amigos são maiores.

A fim de passar do estado de “fé acima da razão” para o estado de “dentro da razão”, o que significa respeitar verdadeiramente os amigos, eu tenho que corrigir os vasos, a minha percepção. A correção dos vasos é quando começamos a trabalhar com a conexão entre nós, apesar do fato de que sabemos o oposto. Nós estabelecemos uma sociedade onde todos impressionam os outros com o sentimento da grandeza do grupo e do objetivo.

Ao trabalhar em conjunto, nós atraímos a Luz que Reforma, e, no final, passamos da “fé acima da razão” para a “fé dentro da razão”, e, assim, continuamos a subir. Os níveis seguintes são mais difíceis, é claro. Primeiro, os amigos pareciam bastante razoáveis, tendo algo bom e algo ruim. Quando eu tinha que trabalhar “acima da razão”, eu podia facilmente fazer isso e aceitá-los como iguais, como parceiros ao longo do caminho espiritual e até mesmo como o maior em nossa geração. Seu objetivo parecia importante, e eles pareciam bem.

Mas então veio o endurecimento do coração e eu comecei a ver as diferentes falhas neles; tornou-se difícil aceitá-los como grandes e ver o Criador por trás deles, entusiasmar-se com o fato de que não presto atenção em ninguém, exceto os amigos que se tornam a coisa mais preciosa para mim. Assim, cada vez se torna mais difícil, até que eu consigo superar essas interrupções e preencho a minha medida.

Então, todos os meus esforços de trabalhar “acima da razão” voltam-se para “dentro da razão” e se tornam o vaso correto onde ocorre a primeira revelação do atributo de doação, ou seja, que a pessoa é preenchida com a sensação do Criador dentro dela. Assim, a “fé acima da razão” é um processo gradual, à medida que subimos de um nível para o outro, mas quando construímos o nosso vaso nós temos que ansiar por tê-lo dentro da razão, tanto quanto pudermos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Rabash