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Amarre-se Ao Grupo Como Um Navio Ao Cais

Tie Yourself To The Group Like A Ship To A PierPergunta: O que significa abrir-se ao impacto do ambiente?

Resposta: Pode Malchut influenciar a si mesma? Ela muda apenas sob impacto de fora. Cada qualidade afeta outras características externas, forças e propriedades, e assim, ela muda seu estado. É impossível para qualquer Sefira ser alterada sem mudar todo o sistema de dez Sefirot em geral.

Por alguma razão, nós pensamos que podemos fazer algo por nós mesmos. Se, por exemplo, eu quero fazer uma dieta, eu preciso de uma influência externa que vai me ajudar a mantê-la. Eu removo todas as tentações ao meu redor para que não haja doces nas proximidades. Eu crio um novo calendário, e assim por diante. Ou seja, eu devo organizar todos os fatores externos – inanimado, vegetal, animal e humano, para que eles tenham o efeito desejado sobre mim. Eu penso apenas nas condições a minha volta.

Eu faço um contrato, no caso que vou mudar em um momento, e então os termos do contrato me mantêm no mesmo estado. Para fazer isso, eu faço um acordo com a pessoa que vai me influenciar ou apoiar nos níveis inanimado, vegetal e animal. Não importam quais sejam essas forças. A principal coisa é que elas me mantêm no estado desejado.

Eu cheguei a certo estado e quero que ele seja permanente, e a partir dele sou capaz de avançar ainda mais. Portanto, eu preciso reforçar esse estado, corrigi-lo, como um navio que derruba a âncora para evitar a deriva da costa ou se amarra a um cais. Eu sempre preciso de apoio externo de todos os quatro tipos: inanimado, vegetal, animal e humano.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/13, Escritos do Rabash

Humanidade = 1

Humanity = 1Pergunta: A humanidade é uma imensa rede onde os seres humanos estão de alguma forma ligados uns com os outros. Se uma pessoa estudar corretamente o método de educação integral e atuar dentro dos círculos, isso vai se tornar seu estilo de vida. Como é que esses círculos integrais se transformam numa rede global?

Resposta: Esta nova consciência social começará a ser revelada através de todos os meios de comunicação e até mesmo por boatos: nas fábricas, nas escolas, e assim por diante. O próprio sistema vai começar a ser descoberto aqui e ali, a partir da conexão geral no seio da sociedade, exatamente como cogumelos que brotam da terra após a chuva.

No entanto, por enquanto, eu não posso imaginar como isso vai ser encerrado numa única rede. Eu me acostumei a falar por experiência prática. Nós não recebemos uma fórmula pronta. De qualquer forma, nós teremos que unir os grupos de dez pessoas em grupos de cem pessoas, os grupos de cem pessoas em grupos de milhares, e assim por diante. Nós precisaremos trabalhar na conexão entre eles, até que todo o grupo de dez seja como uma única pessoa. Depois disso, digamos, dez grupos de dez vão se conectar em centenas, e centenas vão se conectar em milhares, e assim por diante. De qualquer forma, deve haver ações de unificação.

É assim que eu vejo este processo, pois é impossível criar uma pequena parte do sistema integral total, se não for um grupo de dez. E a conexão entre os grupos de dez deve ser feita de acordo com o mesmo método, mas, apesar de tudo, este já estará em outro nível.

Quando os grupos de dez começarem a se conectar, haverá um novo resultado qualitativo, e as centenas é um novo resultado que é ainda mais qualitativo, e assim por diante, até o estado ideal, quando toda a humanidade se torna integral, ou seja, igual ao número um potencial.

De KabTV “A Sabedoria das Massas” 06/05/13

Nós Temos Que Estar Num Estado De Trabalho

Dr. Michael LaitmanApós a recente Convenção em Nova Jersey, nós sentimos certa confusão, certa distração, e uma incapacidade de se concentrar. Eu entendo que tivemos vários dias de esclarecimentos muito ativos e sentimentos fortes, mas devemos transcender tudo isso.

Há o estado interno da pessoa e o estado de trabalho, no qual devemos nos manter ao nos conectar acima de todos os estados que já passaram, a fim de atrair a Luz que Corrige. Se esperarmos que as coisas se desenvolvam por si mesmas, nós só iremos adquirir uma mente animal, mas se agirmos como um grupo e atrairmos a Luz que Corrige, a Luz virá de Cima e nos dará a mente espiritual superior.

Estes são dois níveis diferentes, com uma perspectiva totalmente diferente. É a perspectiva do animal ou a perspectiva do homem (Adão), similar ao Criador. Nós devemos escolher agora através dos olhos de quem queremos olhar a realidade. Se nós simplesmente sentarmos e esperarmos, sem desejar a concentração do grupo interno, vamos voltar à vida animal, à perspectiva animal.

Nós não devemos ter medo de deixar todos os nossos sentimentos e contas anteriores, e esperar apenas a Luz que Reforma, não importa qual estado ela nos traga. A principal coisa a fazer é nos esforçar na atração da Luz. Portanto, vamos nos esforçar e focar nisso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/05/13, O Livro do Zohar

Debaixo Do Monte Até O Topo

Dr. Michael LaitmanRabash, “Qual é a Preparação para a Recepção da Torá”: Como para o Senhor, diz-se: “e o Senhor desceu sobre o Monte Sinai, no topo do monte”. E quanto ao povo, diz-se: “e eles se reuniram debaixo do monte”. E nós devemos compreender o que significa um “monte”. “Monte” (Har) se origina da palavra “dúvidas” (Hirurim), que é a mente de uma pessoa.

Se nós aceitamos esta mensagem em nossa mente, isso significa que o Criador está no topo do monte, ou seja, que Ele age dessa forma e nós sentimos e concordamos que não temos escolha e que devemos receber a Torá. É porque depois que nós entendemos que a inclinação ao mal nos prepara para o enterro, nós devemos receber a Torá, ser salvos da morte, desta vida condenada.

Portanto, onde está o nosso livre arbítrio, se somos naturalmente forçados a receber a Torá? A própria inclinação ao mal, que é o nosso desejo de desfrutar nesta vida, deixa-nos esta escolha. Mas isso é chamado de recepção?

Assim, quando nos reunimos na base do monte e descobrimos a nossa inclinação ao mal, e em oposição a ela revelamos a Torá, é um começo. Nós entendemos claramente que começamos a viver sob estas condições. Agora, à medida que a inclinação ao mal é revelada em cada passo que damos, nós temos que decidir: por que isso foi revelado, por que eu preciso disso, e como isso pode ser corrigido usando corretamente a inclinação ao mal e a Torá que foi dada para a sua correção? Nós podemos subir ao nível do Criador, para o topo do monte?

Esta é a preparação para a recepção da Torá, mas ainda é apenas a preparação e não a sua realização. Aqui nós ainda agimos em caso de necessidade: há uma revelação que não nos deixa muita escolha. Nós vemos que temos uma inclinação ao mal e um meio de corrigi-la, a Torá, e se nos recusarmos a aceitá-la, este será o nosso local de sepultamento. Caso contrário, nós não temos nenhuma chance de ser salvos desta vida, que é pior que a morte, e por isso, naturalmente, a pessoa aceita a condição que lhe é dada.

O livre arbítrio surge mais tarde em cada passo que a pessoa dá ao longo do caminho, quando nós começamos a cumprir a Torá durante os quarenta anos no deserto. Todos esses anos de peregrinação já são os verdadeiros níveis da recepção da Torá, pelos quais subimos cada vez mais, até chegar ao topo do monte.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/05/13

Tornar A Humanidade Mais Saudável

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na homeopatia, há um componente terapêutico que é muito difícil de entender, uma vez que ainda não chegamos a um estado em que podemos senti-lo. No entanto, ele pode ser desenvolvido no curso de estudos e seminários integrais, onde as pessoas ficam mais próximas umas das outras e adquirem tendências semelhantes em seus desejos.

Resposta: Ela sempre foi muito popular em todos os países e culturas. Hoje, existem inúmeras pessoas que acendem velas, realizam várias ações diferentes, e acreditam no que elas fazem. Eu não estou falando de charlatães que simplesmente ganham dinheiro com essas crenças, mas sim de pessoas que sentem essas coisas, acreditam nelas, e as praticam.

Há vários anos, houve uma grande feira de terapias alternativas em Israel, onde uma variedade de pedras, pingentes, amuletos e velas com aromas específicos foram demonstrados… Tudo o que você desejar!

É incrível o que a nossa civilização conseguiu inventar! As pessoas realmente acreditam nisso. Mas este não é o anúncio de algumas clínicas ou centros de tratamento. As pessoas sempre foram atraídas para esses tipos de coisas. No entanto, apenas um grupo que interaja internamente de forma correta e consiga se elevar acima do seu próprio egoísmo, apenas um grupo que se conecte contra sua repulsa recíproca natural, só tal grupo pode ser transformado num detector sério e motivador, numa ferramenta de pesquisa, com a ajuda da qual somos capazes de realmente localizar causas autênticas de eventos, vibrações e sensações particulares.

Pergunta: Qual será o objetivo unificado de tal grupo?

Resposta: O objetivo é tornar outras pessoas saudáveis, apenas isso. Esse grupo está em equilíbrio com a natureza, enquanto que o resto da humanidade fica desequilibrado, arruinando o equilíbrio geral. Como resultado, esse grupo sente um desejo enorme de tornar os outros mais saudáveis.

No final, todos vão perceber que se não “consertarem” a saúde de toda a humanidade, ou se falharem em influenciar os outros de uma forma positiva, não ficarão saudáveis, uma vez que todos fazem parte de um sistema. Nós sentimos essas coisas em todos os níveis, toda a humanidade está interligada. Assim, um evento ruim que acontece num lugar imediatamente viaja para outras áreas. Até que todo o sistema seja corrigido, ninguém será capaz de se recuperar de doenças.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/04/13

Força Integral E Suas Expressões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há quatro interações fundamentais conhecidas na física: forte, fraca, eletromagnética e gravitacional. É possível dizer que estas quatro interações são as expressões individuais da força (interação) integral?

Resposta: Sim, ao nível da matéria inanimada estas são expressões da força integral, o que lhes resume no nível inanimado. É Keter em relação ao resto das Sefirot.

Pergunta: Você está falando dos quatro níveis: matéria, energia, informação e interação (na forma espiritual, ou seja, na forma de doação mútua, amor). Em que nível a força integral age?

Resposta: A força integral, o Criador, é vestida em seu desejo integral único (resumido). Você o construiu a partir de seus desejos egoístas individuais, anulando seus desejos egoístas individuais por meio da aspiração à garantia mútua, a fim de alcançar a revelação do Criador nele.

Equilíbrio Entre As Pessoas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma pessoa tem um problema de saúde e vai ao médico, ela recebe uma receita para determinado medicamento e, em seguida para outro, depois outro, e assim por diante. O princípio da integralidade está baseado no fato de que a doença é a sábia resposta natural do corpo aos atos errados de uma pessoa; se a pessoa muda, ela não precisa depender da medicação. Este princípio foi utilizado pela medicina chinesa antiga, que se preocupava com o equilíbrio do corpo de uma pessoa, entre a pessoa e a natureza, entre ela e outras pessoas, e entre a pessoa e ela própria. Então, como podemos chegar a um equilíbrio entre a pessoa e a natureza?

Resposta: Em primeiro lugar, as pessoas devem aprender os princípios da educação integral. Elas devem saber o que o significa o homem, a natureza e o equilíbrio entre o homem e a natureza, o que significa uma sociedade, o equilíbrio entre a pessoa e o ambiente social que a rodeia, e sobre o equilíbrio com a sociedade, com a família, e consigo mesma.

Tudo isso é a educação integral, e inclui um grande conhecimento. Basta, no entanto, ensinar à pessoa a base para a compreensão dessas categorias, sem entrar em grande profundidade, de modo que ela vai entender o que deve fazer.

Depois disso, nós devemos realizar workshops e cursos de formação onde as pessoas vão aprender o que significa realmente o equilíbrio com o ambiente. Este equilíbrio é construído sobre o princípio simples dos vasos comunicantes: em cada sociedade, há penetração mútua quando as pessoas se conectam. Assim, se numa área há excesso de temperatura, pressão, ou outros parâmetros, eles penetram nos lugares onde existe uma falta disso, de acordo com o tamanho, o volume, a força, e a intensidade. Estes processos de penetração mútua ocorrem até que o equilíbrio absoluto em todas as áreas da sociedade seja atingido.

Isso acontece em todos os níveis da natureza: mental, psicológico, físico, intelectual, entre outros.

Portanto, todo o nosso treinamento é baseado na noção de permitir que as pessoas entrem em contato com o mundo ao seu redor dessa forma, mas, primeiro, não com a matéria inanimada, vegetal e animal, mas com outras pessoas.

Se a pessoa entra no nível do equilíbrio correto entre ela e os outros, então, ele naturalmente a equilibra de forma automática e em sua relação com o ambiente. É porque a comunicação de uma pessoa com outros é o melhor e mais eficiente meio para a autocorreção, para a mudança e o controle pessoal em relação aos outros, e assim por diante.

Assim, nós obtemos a imagem mais precisa e as opções que a pessoa tem para doar de forma mais eficiente aos outros. Portanto, todos os nossos programas de educação integral são baseados na cooperação mútua entre as pessoas e não na cooperação de uma pessoa com a natureza ou consigo mesma diante do espelho como uma espécie de psicanálise interior. Isso é alcançado apenas entre as pessoas.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Combustível Egoísta Por Um Propósito Altruísta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Porque a Torá não foi dada a eles antes que todos de Israel respondessem se tomariam para si a Mitzva (mandamento) de amar aos outros na medida completa, expressa nas palavras: “Amai ao amigo como a ti mesmo” (como explicado nos Itens 2 e 3). Isso significa que todos em Israel tomariam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que na medida impressa nele para cuidar de suas próprias necessidades.

Esta condição parece clara. No entanto, toda a realidade está oculta aqui, tudo o que a vida pode nos dar. E uma vez que existe apenas uma condição diante de nós que deve ser mantida, “E amarás ao amigo como a ti mesmo”, tudo o que acontece na minha vida pessoal, com relação a mim mesmo, a minha família, ao ambiente próximo e distante, a humanidade, ao mundo, tudo o que aconteceu comigo até este momento, deve ser direcionado apenas a uma única meta. E a cada momento eu preciso verificar: será que eu tenho vivido para alcançar o amor ao próximo?

Se eu começo a me avaliar, é compreensível que a cada momento surjam muitos questionamentos: “Por quê? Para quê? Como uma coisa está ligada a outra? O que eu ganho com isso?”, etc. Rejeição e resistência vão crescer, mas se eu realmente quero esclarecer o que deve ser esclarecido e corrigido, então tudo vai ser considerado de acordo com um único critério, de acordo com a frase: “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Está escrito que esta é uma grande regra na Torá. Em outras palavras, este é o princípio que inclui toda a realidade, todas as minhas encarnações, e, em geral, tudo o que existiu. Portanto, a pessoa que está pronta para aceitar este princípio como base, como uma vara de medição para sua vida, está pronta para aceitar a Torá, o método de correção. Você vê, toda a Torá é projetada apenas para perceber este princípio.

Por outro lado, a pessoa que não se orienta nessa direção, não precisa da Torá. Ela pode lê-la, estar interessada nela como um historiador, ou usá-la de alguma outra forma. Ao longo da história, todo mundo já vagou por ela como lhe convinha. Dito isto, a verdadeira Torá é revelada a mim, me move, e abre o caminho diante de mim com a condição de que eu aspire ao “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Desta forma, eu começo à distância, da maior resistência, de uma absoluta falta de entendimento, do lugar mais distante, até que, gradualmente, começo a entender que isso é importante, que isso está ligado a toda a realidade, ao mundo, a todas as outras pessoas e ao meu ego. Eu começo a me interessar por este princípio, pelo menos de uma forma egoísta, com a esperança de ganhar algo com isso. Então, eu já tenho algo no que me agarrar; esta expressão se torna importante aos meus olhos, porque eu vejo isso como um meio para receber prazer, o conhecimento de si mesmo, uma oportunidade de começar algo novo. E mesmo se essa conexão não estiver organizada como eu gostaria, e passa pelo lado inverso, isto ainda é uma conexão, e é muito importante.

Um estado como este é chamado de “Lo Lishma“, e é um nível elevado onde já estou mantendo o princípio do “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”, e através dele, o amor pelo Criador, que pode ser encontrado no outro, na comunidade, como está escrito: “Eu vivo no meio do meu povo”. Portanto, tudo é para mim, exceto a intenção.

Em primeiro lugar, do meu “saudável” e materialista desejo egoísta, eu entendo este princípio fortemente; então, é possível falar sobre a intenção. Primeiro de tudo, é necessário construir uma relação saudável, como está escrito: “Educar os jovens de acordo com a sua maneira”. E quanto mais cruel o seu desejo de realizar-se, melhor, porque então você pode abrir o caminho diante dele e explicar a ele do que depende o progresso.

Em geral, todos os passos que levam tanto à pureza quanto à impureza estão sujeitos à mesma dependência e encontram-se no mesmo caminho. Apenas a relação é diferente. Sobre isso está escrito: “O Criador fez isso oposto aquilo” (Eclesiastes, 7). Nós usamos os mesmos Kelim tanto para ações egoístas quanto altruístas, e apenas em intenção essas ações são opostas.

Diante de mim está o sistema das minhas relações com o grupo. Eu me entrego a ele e através dele ao Criador, que está dentro dele. Eu quero me aderir a Ele e, assim, me encher com toda a Luz do Infinito. Esta é a abordagem desejada, útil e imperativa.

Se eu começo a me confundir com considerações supérfluas, eu só reduzo o meu desejo mesmo antes que ele cresça, para que eu possa ter algo a corrigir. A pessoa corrige apenas o que é descoberto por ela, e ela não deve ter vergonha ou ficar tímida por causa de suas aspirações espirituais egoístas. Isto é normal. A principal coisa é ter certeza, que, especificamente no sistema chamado de “grupo”, eu vou revelar o Criador.

Em geral, este sistema inclui toda a realidade, e mesmo que ele agora me pareça estar dividido, mais tarde eu vou ver que tudo está incluído dentro dele. Então, é importante ver o estado real, mesmo que nesta fase seja para o meu próprio benefício.

Este é o começo da auto-anulação; isso me coloca diante de questionamentos eternos: “Como eu posso ser incorporado no sistema? Como é que eu desfruto-o?”. Então, a Luz que Reforma age sobre mim. O sistema é construído de tal forma que o lado posterior da parte superior encontra-se no lado da frente da parte inferior, e, por conseguinte, mesmo se eu penso em subir egoisticamente, a parte superior aperfeiçoa meu defeito e me dá um remédio para o meu ego. Afinal, esse ego é direcionado para “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, “A Garantia Mútua”

O Adaptador Entre Eu E O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Além da oração, o que ajuda a pessoa a “cortar o seu ego em pedaços” repetidas vezes?

Resposta: A questão em si é incorreta. Não há outro meio que não a oração. A oração é a conclusão de todas as etapas corretas de investigação, quando se tornou claro que eu não tenho nada mais em que confiar já que sou essa criatura, sou o resultado das forças superiores. A única coisa que me resta é voltar à origem de onde tudo se desenvolve em mim. Esta é uma origem que me domina cem por cento.

As regras do sistema não estão sujeitas às alterações. Então, se eu sou o seu produto, o que posso fazer? Meu cérebro só me ajuda a entender que estou habilitado. A partir daqui, ele pode me dar um conselho prático: “Vire-se para o Criador”.

É isso aí. Que outras possibilidades pode haver? Distúrbios e atritos entre nós não vão ajudar, pelo contrário, vão destruir todo o sistema, e até mesmo isso é apenas aos nossos olhos. Porque, na verdade, nós não subtraímos ou adicionamos nada, nós simplesmente não realizamos uma única ação em todo este mundo físico que nos foi dado.

Portanto, vamos parar de nos comportar como teimosos e pensar sobre o que podemos realmente fazer. Tudo o resto, de uma forma ou de outra, não vai produzir nada. Somente a oração permanece.

Mas como deve ser a forma da oração? Como é que se eleva este pedido sobre a correção de Malchut que quer adquirir a característica de Bina? Em relação a isso, nós precisamos trabalhar. Se já existe uma força que age dentro do sistema operacional, ele deve ser ativado. Para mim, uma possibilidade como esta existe: despertar, pedir essa força, na medida do desejo do nível de Adam dentro de mim.

Por outro lado, se eu não despertá-la, eu não estou conectado com ela e permaneço no nível animal. Neste caso, ela atua sobre mim diretamente, de cima para baixo, sem a minha participação.

Eu recebi o ponto no coração, de modo que possa chegar à pergunta certa e aumentar o meu pedido. Mas primeiro eu preciso verificar e preparar tudo o que é necessário, para esclarecer o que depende de mim e o que não, onde eu me encontro, e como organizar o meu pedido para que ele atinja a meta e seja influente.

Você percebe que o que o carrega é um sistema de leis que não estão sujeitas a alterações, desprovido de inteligência e emoção. Mesmo que você entrasse de cabeça antes que ele, isso não ajudaria. Isso significa que eu preciso construir minha estrutura de forma correta, e isso é chamado de “existência” de baixo para cima, dentro das dez Sefirot da Luz de Retorno. E mesmo se eu ainda estivesse clamando de acordo com o meu entendimento sobre todos os mecanismos do que está acontecendo, apesar de tudo isso, dentro do meu clamor tudo deve estar disposto corretamente.

Para isso, a Luz superior me dá um ambiente preparado na medida certa para desenvolver o meu clamor. Se eu me relaciono com o grupo como um Kli que está pronto para transmitir o seu clamor incerto, construído a partir do desejo, mas ainda sem forma, como uma criança, então este clamor vai adquirir a forma correta. Isso fará com que seja possível alcançar a fonte, a força que age dentro da criação.

Em resposta, esta força desce sobre mim novamente através do ambiente. Caso contrário, eu não estaria pronto para receber a Luz e ela simplesmente me queimaria. Basicamente, a Luz superior influencia a minha conexão com os amigos na medida em que sou leal a eles. Ela influencia o lugar onde nos conectamos, coordenados com ela, já que somente lá eu estou adaptado a ela.

Portanto, é necessário que haja um pedido de minha parte que passe pelo ambiente, tornando possível para eles ouvi-lo. E por parte do Criador a Luz também chega através do ambiente, adapta-se a mim, para que eu possa ser capaz de aceitar, sentir e entendê-la.

Segue-se que o ambiente é um adaptador mútuo nos dois sentidos, entre eu e o Criador. Tudo se passa dentro deste sistema chamado de “grupo”, “povo”, ou mais corretamente, alma.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua

Uma Pedra Contra A Outra

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 40: E você deve perguntar: “O que a pessoa pode fazer se sente que tem um coração de pedra em relação ao seu amigo…”.

O conselho é muito simples: a natureza do fogo é que quando se esfrega uma pedra contra a outra, acende-se um fogo… E só quando ambos têm a intenção de dar um presente, e não por caridade, por meio do esgotamento dos corações, mesmo dos mais fortes, cada um vai extrair calor dos muros do seu coração, e o calor vai incendiar as centelhas de amor até uma vestimenta de amor se forme. Então, os dois vão ser cobertos por uma manta, ou seja, um único amor os cercará e envolverá, pois é sabido que a Dvekut (adesão) une dois em um.

Quando a pessoa começa a trabalhar num grupo, ela não sente repulsa pelos outros. Mas assim que ela sente a necessidade de se conectar com os amigos, já que este é o meio para atingir a meta, o vaso para a revelação do Criador, e através desta conexão ela alcança a doação e adesão, só depois é que estes outros são chamados de “amigos” e não antes. É neste momento que os problemas começam. Essas pessoas não parecem mais estranhas: todas assumem uma determinada cor, uma forma, e tornam-se versáteis e cheias de emoções diferentes.

Os amigos evocam nela emoções muito complexas e não é fácil se conectar com eles. Ela não quer se conectar com eles. Ela não quer abraçá-los e sentar-se à mesma mesa com eles para uma refeição ou para dançar juntos. Diferentes pensamentos ruins a vencem no que diz respeito às suas relações com os outros e ela começa a sentir que é muito difícil se conectar com eles.

Quanto mais ela compreende a necessidade de se conectar, mais distante e irreal isso lhe parece. Novas interrupções são cada vez mais evocadas. É sobre este tipo de trabalho que a Torá nos fala, primeiro na história de Abraão e Isaac, e depois sobre Jacó, os filhos de Jacó e José. Por fim, este trabalho torna-se o exílio no Egito, quando a pessoa sente essa distância terrível dos outros, que é impossível ignorá-la, e é impossível se conectar.

Quanto mais a pessoa tenta superar o seu ego e se conectar com os outros, menos ela consegue. Ela experimenta “sete anos de saciedade” e “sete anos de fome”, no que diz respeito à conexão, uma vez que toda a guerra contra a inclinação ao mal refere-se apenas à conexão. Depois, há as pragas do Egito, as pragas do Faraó, que forçam a pessoa a finalmente entender que somente a Luz superior pode ajudá-la.

Ela decide que não pode viver mais sem o amor absoluto, que vai quebrar o seu coração e os cacos do seu coração irão penetrar o coração dos seus amigos. Esta é a única coisa que ela quer e nada mais que isso. Assim, ela começa a trabalhar no amor que não se transforma imediatamente no amor verdadeiro, mas começa a partir de algumas conexões preliminares, mas esta é, pelo menos, certa conexão.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/05/13