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Hipersensibilidade Que Transborda Para Além Das Fronteiras Deste Mundo

Pergunta: Como eu posso me tornar mais sensível ao fato de que sou um componente do sistema integral?

Resposta: Esta sensibilidade se desenvolve quando a  pessoa tenta  dedicar cada vez mais atenção à sua conexão com o grupo. Ela verifica se vê os amigos, seus filhos amados, se tem doces pensamentos sobre eles, e se quer sentir o seu sofrimento como se fosse a sua dor real, física.

A pessoa deve tentar aumentar sua sensibilidade, sua atitude, e decifrar o conceito “como a ti mesmo”. Isso não é fácil, já que uma pessoa consegue fazer isso por um momento, e, então, no momento seguinte, ela já cai e é separada deste sentimento, visto que o nosso ego não quer sofrer por todo o mundo. No entanto, a pessoa ainda avança hora após hora.

A Masach (tela) que ela adquire a ajuda a compartilhar o sofrimento de todos e, ao mesmo tempo, justificar o Criador e se alegrar. A Masach espiritual funciona dessa forma, dá resistência à pessoa sem diminuir sua sensibilidade para com o sofrimento. Graças a isso, ela pode experimentar sentimentos muito profundos que podem ser bons e ruins. [Leia mais →]

Renascer Repetidamente

Conforme subimos 125 níveis espirituais, retornamos a um estado “embrionário” repetidamente, em níveis mais profundos e superiores. Esta é a escada especial, na qual cada nível de autoanulação tem a sua própria forma, com as suas características únicas.

E é por isso que o embrião submete-se à mudanças constantes durante o seu crescimento, até que se torna semelhante ao superior, na sua autoanulação, completando assim a primeira etapa. Nesta etapa, o inferior está realizando apenas sua primeira autoanulação: ele aceita como perfeito tudo o que o superior faz, manda, ou diz a ele, mesmo que possa parecer para o inferior que é contra ele, que é repulsivo para a sua mente e sentimentos.

Então, quando termina a fase de concepção, ele realmente começa a anular-se ao construir a cabeça do seu Partzuf. Ele nasce com a cabeça voltada para baixo, ou seja, da autoanulação, e começa a levantá-la, isto é, a aceitar a ideia do superior em vez da sua própria. Em outras palavras, agora ele trabalha ativamente contra a sua própria mente e sentimento, e não só anula a si mesmo, mas verifica com o superior a cada passo. [Leia mais →]

Amando O Pai Difícil

Suponhamos que eu magoei alguém. Ele pode amar-me de volta em vez de sentir ressentimento e ódio em relação a mim? Para quê? Talvez eu seja maior e mais inteligente. Ou talvez ele me ame uma vez que pelos golpes eu o quero trazer para o bem, para algo especial e sublime?

Por exemplo, eu pressiono o meu filho pequeno a estudar para que ele cresça mais esperto e se torne um “grande homem.” Ele agora pode não gostar e pode querer ir brincar, mas eu obrigo-o a estudar.

Em resposta, ele não me ama, pelo contrário, ele me odeia. No entanto, mais tarde, como resultado de meus golpes ele cresce mais inteligente e graças ao estudo desenvolve-se internamente. Eu o forço a desenvolver-se, e com o tempo ele entende que eu o faço para o seu próprio bem. Sim, eu pressiono-o e forço-o a seguir o caminho difícil, mas isso não significa que eu não o ame, como ele pensava anteriormente. Não, eu faço-o desta maneira, porque eu quero o que é melhor para ele e eu sofro ainda mais do que ele por causa da minha dureza, mas simplesmente eu não tenho outra escolha

Então, o Criador também não tem outra escolha: Esta é a única maneira que Ele pode criar o ser criado. Só então, à medida que ele se desenvolve, ele irá se voltar para o Criador não por causa dos golpes ou os prazeres que vêm d’Ele, mas de um modo propositadamente diferente, entendendo que o Criador o desperta a esforçar-se e ascender, a atingir o eterno, a vida perfeita, para vir para a compreensão eterna, e para alcançar a um nível novo e especial.

Quando ele alcança isto ele já tem dois tipos de natureza:

1. Os sentimentos de prazer e sofrimento que vêm do Criador.

2. E acima deles, um novo amor que ele sente pelo Criador, invés do ódio que sentia anteriormente

É desta forma como o ser criado se torna independente da sua natureza inicial e recebe uma segunda natureza.

Neste mundo às vezes eu também quero que as pessoas me amem, não porque eu sou bonito e bom, mas que elas me amem só como eu sou, mesmo que eu as trate mal. Eu quero que tu me ames e me valorizares, apesar de eu te tratar com dureza e te causar dor. Eu quero que tu me ames não por causa do modo como eu te trato a ti e aos outros, mas por causa de quem eu sou.

É um pouco como o jogo que o Criador brinca connosco quando Ele estabelece relações diretas connosco e, ao mesmo tempo nos permite focar numa outra “linha direta.” É como a relação que vemos entre pais e filhos, quando os pais amam as crianças, embora elas lhes causem grandes problemas e preocupações. É dito: “O amor cobre todos os pecados”.

Assim, podemos entender o jogo que o Criador joga connosco. Todo o nosso trabalho envolve transcender o corpo que só sente prazer ou dor e estabelecer a atitude certa para com o nosso Mestre, que nos ensina a transcender o nosso “animal”, e a apreciar a sua essência: Porque é que Ele faz isto e para quem? Ele o faz apenas para o nosso bem.

É dito que Ele sofre mais do que nós, uma vez que Ele tem de se esconder e tem de submeter a nossa parte “animal” a diferentes sofrimentos. Ele faz isso para que possamos transcender este nível (o nível animal) e tornarmo-nos seres humanos, sublimes, eminentes, maduros e desenvolvidos. Ele quer que nós apreciemos sua atitude de acordo com sua essência e não de acordo com a forma como ele nos evoca a transcender o “animal”, ignorando os prazeres e os sofrimentos que Ele nos envia intencionalmente, e ver tudo tendo em mente que tudo está direcionado ao objetivo.

Em termos Cabalísticos significa que realizamos uma restrição (Tzimtzum) sobre o sentimento “animal” de prazer ou dor, apontando apenas para o objetivo, ou seja, realizamos Zivug de Hakaa (acoplamento por golpe) acima de todos os prazeres corporais, a fim estar apenas em doação mútua com o Criador, independentemente de todos os meus prazeres e sofrimentos “animais”. Este é já um nível diferente, mais alto, no qual eu estabeleço a minha conexão com o Criador de acordo com o quanto nós pensamos acerca desta conexão, do objetivo único, do estado especial.

Voltando ao exemplo do pai e filho: Quando o filho já entende porque o pai o trata com dureza e força-o a estudar, ele transcende os sofrimentos e sobe para um novo nível de relacionamento com seu pai, já que ambos se preocupam com o seu sucesso. Graças a isso, eles estão em unidade, em adesão e, em uma intenção comum; eles estão conectados e entendem-se um ao outro. Este é já um nível espiritual, a unidade de espírito, apesar da dor e das limitações que o filho tem experimentado do seu pai no nível corporal.

Estes dois níveis são essenciais, pois caso contrário o pai e filho não vão ser capazes de estabelecer uma conexão real, pessoal, interna entre eles. Sem a conexão espiritual , estarão á conectados apenas por aquilo que recebem um do um outro, que está no “nível animal”, onde o ser criado é, sem dúvida, dirigido pelo Criador e permanece dependente para sempre. Este exemplo explica claramente a base da nossa conexão com o Criador.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 10/05/13

Nada Pessoal

Pergunta: Na educação integral, atribuímos sistematicamente aos casais exercícios de unidade. Mais tarde, quando eles se reúnem, descobrimos que todos os casais compreenderam o exercício de maneira diferente.

Resposta: Muito bem! Deixe-os discutir o assunto e complementarem-se uns aos outros. Isso será muito interessante, porque agora cada um deles será capaz de compreender as outras pessoas na rua e em outro lugar qualquer. Eles se tornarão psicólogos de topo.

Comentário: Mas é aqui que isto pára, as pessoas restringem-se a elas mesmas, porque nós ensinamos-lhes que é proibido partilhar experiências pessoais.

Resposta: Aqui não há nada de pessoal. Uma pessoa eleva-se acima de si mesma.

O que é pessoal é ir ao médico e dizer-lhe que me dói o estômago e que tenho o intestino solto, desculpem-me por dizer isto. E aqui eu digo: “Eu estou extremamente irritado e eu odeio-o.” É a mesma coisa, mas num nível diferente. O que existe de anti-natural, de pessoal e humano acerca disto?

Uma pessoa recebeu tudo isto da natureza. Só no nível corpóreo, é que ela recebeu problemas com intolerância alimentar, e aqui ela também recebeu os mesmos problemas com “intolerância alimentar”, mas no nível espiritual, sendo incapaz de tolerar outra pessoa. Aqui não é um pedaço de carne que ela não é capaz de tolerar, mas seu parceiro. É a mesma coisa! E devemos transformar-nos muito naturalmente de dentro para fora em cada caso.

É por isso que nós nos elevamos acima de nós mesmos e aprendemos sobre nós, esta é a autoanálise real. É exatamente isto o que precisamos de alcançar, caso contrário, não saberemos como nos conectarmos entre nós. Todos nós precisamos de ser esse tipo de psicólogo, e até mesmo mais do que um psicólogo normal.

Começamos a descobrir que nós e a sociedade somos um único sistema organizado: como entrar nele, como o construir, e como ser interconectado. Devemos de sentir onde a natureza destinou um nicho para cada um de nós, como nós temos que comunicar uns com os outros.

Aqui não podemos fazê-lo sem que gradualmente nos comecemos a abrir para as outras pessoas.

De uma palestra sobre educação integral, 04/04/13

Uma Oração Visando O Futuro

Pergunta: O que deve ser a minha oração, MAN, no grupo de dez?

Resposta: A oração, MAN, depende do estado em que você se encontra. Você pode estar pedindo algo deles e eles podem estar pedindo algo de você, e assim agem mutuamente uns em relação aos outros. Ou vocês já podem estar conectados e juntos pedem ao superior que está no grupo de dez.

Você diz: “O Criador está na conexão entre nós” Esta conexão entre nós é o útero da mãe, é ZAT (a sétima inferior) de Bina, o nosso superior. Não há outro superior que o nosso grupo conectado. Mas ainda não estamos conectados, e assim dirigimo-nos ao nosso futuro, conectados, e da forma corrigida que é o nosso próximo nível, mais elevado. Voltamo-nos para esta e para o Criador que está escondido nela. Isto significa que a oração, MAN, pode ser dirigida a partir de cada um de vocês para os outros ou de todos vocês para a vossa futura forma superior.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/13, TES

Uma Convenção Que Nos Leva À Eternidade

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), “O Propósito da Sociedade” (parte 1, 1984): E é por isso que nos reunimos aqui, para estabelecer uma sociedade onde cada um de nós segue o espírito de doar ao Criador. E para conseguir a doação ao Criador, nós devemos começar com a doação ao homem, o que é chamado de “amor ao próximo”.

Graças a isso, nós seremos capazes de doar ao Criador, a força geral de doação. Isto é o que nós chamamos de atributo pelo qual nos elevamos acima do nosso ego.

A doação mútua é o amor ao próximo. Se eu amo alguém, eu quero dar-lhe tudo e ter certeza de que ele se sente bem. É como se eu estivesse constantemente nele e eu me vejo apenas como um meio para doar-lhe, o que me ajuda a superar a mim mesmo.

Esta é a razão da criação de um mundo tão grande, com tanta gente nele. Isso nos permite reunir e criar um grupo onde pela conexão mútua entre nós todos serão capazes de transcender o seu ego e ver que têm os meios para adquirir uma segunda natureza: a doação. Na verdade, isso é o que chamamos de saída do ego, do seu sistema limitado.

E, por outro lado, ter orgulho que o Criador nos deu a chance de estar numa sociedade onde cada um de nós tem apenas um único objetivo: que a Divindade habite entre nós.

Nosso objetivo é que a revelação do mundo superior nos preencha. Isso é chamado de “a revelação da Divindade”, que ocorre especialmente entre nós. Cada um de nós é um egoísta, mas quando nós saímos da nossa natureza e começamos a nos elevar acima de nós mesmos, uma grande força coletiva é criada entre nós, cheia de doação mútua. Nós temos certeza de que alcançamos essa força mútua quando doamos mutuamente um ao outro, e nossa preocupação é chamada de garantia mútua.

Todos nós sentimos o mundo superior nesta força geral. Aí nós descobrimos as forças de todas as pessoas que viveram antes de nós e que vivem neste mundo junto com a gente, de todas as pessoas que superam a si mesmas e vivem num estado eterno.

Esta força geral é uma alma coletiva. Não existem almas individuais separadas, mas uma só alma para todos. Mas nela todos sentem o mundo eterno em diferente profundidade e largura, na medida em que se elevam acima do seu ego.

Nós passamos por subidas e descidas ao longo desta estrada que atraem diferentes estados onde o mundo eterno parece estar mudando. A verdade é que ele não muda, como se diz: “A Luz está em repouso absoluto”. Mas nós sentimos como se ele mudasse, uma vez que estamos realmente mudando. Nosso ego está se transformando o tempo todo, nós o superamos de diferentes maneiras, e, consequentemente, a imagem do nosso mundo e os sentimentos que experimentamos são muito dinâmicos.

Assim, nós podemos avançar até que tudo seja totalmente revelado e este é o fim da correção. Todas as pessoas no mundo devem chegar a isso. Mesmo que os corpos mudem, nossas partes espirituais permanecem as mesmas. Os corpos nos separam do sentimento geral em indivíduos, mas se nós deixamos o corpo, imediatamente sentimos um mundo e nós mesmos como um só. Isso é precisamente aonde estamos indo.

Os esforços que fazemos na Convenção dependem de nós. Nós podemos experimentar este estado eterno por alguns minutos. Pode ser temporário ou desaparecer, mas o fenômeno real vai permanecer e vai nos atrair para frente com força, nos ajudando a superar as fases futuras.

Se nós realmente fizermos grandes esforços, então, para além deste mundo, vamos sentir o mundo espiritual e viver em dois mundos. Tudo depende de nós. Se nós pudermos inicialmente pensar nisso e estivermos nos preparando para isso, então quem vier à Convenção vai se juntar a nós e vamos todos avançar juntos.

Portanto, vamos esperar a revelação do mundo superior, que devemos sempre ver como o objetivo que é alcançado pela nossa unidade.

E, embora ainda não tenhamos alcançado esse objetivo, isto é, não sentimos o mundo superior através da saída do nosso ego, nós temos o desejo de alcançá-lo. E isso também deve ser apreciado por nós.

É verdade que nós recém começamos, mas esperamos atingir o objetivo, e isso deve ser apreciado por nós. Cabe a nós, e depende dos nossos esforços. Diz-se: “A pessoa pode comprar o seu mundo em uma hora”. Se as pessoas, que são parte de um grupo, realmente desejarem superar a si mesmas, elas realmente vão sentir esta subida.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 05/10/10

“Como A Rosa Entre Os Espinhos”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Criador me envia pensamentos “espinhosos”?

Resposta: Do artigo do Rabash “O Que Significa a Rosa Entre os Espinhos no Trabalho”: O Zohar diz: “Como a rosa (lírio) entre os espinhos, tal é a minha amada entre as jovens”. O Criador quis tornar Israel como sua forma acima, de modo que haverá uma rosa sobre a terra como a rosa superior que é Malchut, e a rosa que tem um aroma e é selecionada de todas as outras rosas do mundo é a que cresce entre os espinhos.

Uma rosa pode crescer e florescer somente se cresce entre os espinhos. É impossível crescer sem os espinhos. Os espinhos são as forças que nos ajudam a avançar. Caso contrário, nós adormeceríamos pacificamente em nosso desejo de receber e nunca desejaríamos subir acima dele.

Os espinhos são as forças do movimento que nos empurram para frente e nos ajudam a avançar enquanto nós aspiramos ao descanso, satisfação e prazer. Eles aparecem quando não há escolha, quando a pessoa desrespeita a opção de avançar por seus próprios esforços e tenta descansar o tempo todo, justificando-se, sentindo que faz o suficiente e que está tudo bem.

Então, sua obstinação e sua preguiça gradualmente se acumulam até que um espinho grave aparece. Em seguida, ela começa a gritar e avançar. Todo mundo vai concordar, julgando pela sua própria experiência, e dizer que isso é exatamente o que acontece, às vezes mais e às vezes menos. Esta é a forma como a pessoa aprende que deve encontrar a força para avançar por si mesma e não esperar pelos espinhos. Mas ainda haverá espinhos, já que é impossível ter êxito total sem eles.

Da 1ª parte da  Lição Diária de Cabalá 03/05/13Escritos do Rabash

Seu Meio Shekel

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que uma pessoa só deve apresentar seu “meio shekel” no trabalho e o Criador acrescenta a outra metade?

Resposta: O meu “meio shekel” significa que eu tenho que trazer o vaso, a deficiência, enquanto que o preenchimento vem do Alto. Essa deficiência é necessária a fim de adquirir a força de doação. Se a minha deficiência for correta, eu vou receber a outra metade.

Porém, nós geralmente preparamos o desejo de receber para o nosso próprio bem e gritamos: “Dê-me! Dê-me!”. Então dizemos: “O Criador não nos dá nada! Ele deve estar errado e todo este método não funciona”.

Nós não estamos cientes do fato de que o nosso vaso é realmente destinado ao que o Criador não dá. Ele só nos dá um vaso de doação, a Luz que Reforma, que é a única coisa para a qual você pode pedir. Se você realmente pedir isso, você vai receber.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/05/13, Escritos do Rabash

Credores

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: O rabino Akiva descreve dois tipos de pessoas: as primeiras são do tipo “loja aberta”, que consideram este mundo como uma loja aberta, sem um lojista. Ele diz sobre elas, “O livro está aberto e a mão escreve”. Ou seja, apesar de não ver que há uma conta, todas as suas ações são, no entanto, escritas no livro, como explicado acima.

Nós existimos num sistema geral, e o influenciamos através de todas as nossas ações. Não importa o que eu penso ou o que faço, tudo influencia imediatamente o todo, do qual sou parte integrante.

Isto é feito através da lei do desenvolvimento impressa na Criação contra a vontade da humanidade, onde as obras dos próprios maus necessariamente instigam as boas ações…

Como isso é possível? Como pode um ato mau me corrigir e gerar boas ações? O caminho do sofrimento existe para este propósito. Se eu gero uma série de problemas, se eu não mantenho a direção do objetivo da criação, a fim de julgar a mim mesmo e o mundo inteiro à escala de mérito, então minhas más ações e metas opostas trazem o sistema para tais distorções que, como resultado, me influencia como a fonte do mal e me obriga a mudar o meu estado e se torna uma parte boa e útil.

Isso significa que, no final, os meus maus atos certamente irão voltar para mim duas vezes mais forte que o dano que causei ao sistema e vai me forçar a mudar para melhor.

O caminho do sofrimento é indesejável. Ele é prolongado e contínuo, já que todos os meus atos passam pelo sistema até que este responda. Isso leva tempo, mas certamente vai acontecer, uma vez que o sistema não muda.

Portanto, meus maus atos certamente irão me influenciar e, no final, me corrigir. No entanto, eles me só corrigem para que eu possa entender que sou um fator negativo no sistema geral e, portanto, sinto-me mal. Ele não me muda ou corrige. Diz-se sobre isso: “O próprio Criador coloca a mão da pessoa na boa sorte e diz-lhe: ‘Escolha isso por si mesmo’”. Eu sou apenas trazido ao lugar onde posso escolher, mas o sistema não escolhe nada para mim. Ele só me leva à decisão que eu tenho que fazer boas ações.

“As pessoas do segundo tipo são chamadas de “aquelas que querem tomar emprestado”. Elas levam o lojista em consideração, e quando tomam alguma coisa da loja, apenas o tomam como um empréstimo”.

Então, de onde é que vêm essas pessoas boas e inteligentes? Tal como o primeiro tipo, elas também têm sofrido, já que nenhuma recebe qualquer tratamento especial, e a mesma força de bem e de mal existe em todos nós. Se a sua inclinação ao mal é grande, nesse sentido, você tem suficiente inteligência, sabedoria e persistência. Assim, no fim da correção, nenhuma vai sentir que está desprovida em relação aos outros, mas sim que cada um tem seus próprios atributos especiais e que eles são compatíveis uns com os outros, enquanto que na relação ideal eles são iguais.

Há pessoas que passaram por grandes dificuldades nesta ou numa vida anterior e tornaram-se mais sábias, não em suas mentes, mas em sua interioridade. Elas já têm a preparação interior que lhes permite compreender que estão num sistema geral e que devem ser atenciosas com todos, pois não há outra maneira. Isso vale a pena, já que sofrerão menos desta forma.

Elas querem curar o sistema ou até mesmo amarrá-lo ao Criador, dependendo do seu nível atual, o qual, por fim, é determinado pelo nível de dor que elas experimentaram. Assim, não é de se admirar que, relativamente, a nação de Israel sofra muito mais do que as outras. Isto é determinado pelas condições do sistema geral.

“Elas prometem pagar ao lojista o preço desejado, ou seja, alcançar o objetivo através disso”.

Este é o preço. Eu peço, exijo que o Criador me dê uma mente, sentimentos e o poder de fazer exatamente o que Ele exige de mim. Eu vou me esforçar, vou conseguir me convencer, e então, vou ver que realmente vale a pena se comportar precisamente dessa maneira. Nesse meio tempo, eu avanço sob a pressão dos golpes que recebo, mas depois, aos poucos vou mudar meu ponto de vista, à medida que reconsidero o que está acontecendo e não vou avançar “sob pressão”, mas pela singularidade que está na doação, no amor ao próximo.

Assim, eu peço um empréstimo. Eu peço ajuda, o que é chamado de elevar MAN, um pedido de correção, à medida que quero preencher o desejo do superior. Isso sempre requer uma subida acima da razão. Eu tomo uma decisão que não é baseada em meus desejos egoístas, mas nos desejos que estão acima deles.

As do primeiro tipo, cuja dívida é recolhida pelos coletores do desenvolvimento, pagam sua dívida sem saber, mas as ondas de tempestade vêm sobre elas, através do forte vento do desenvolvimento, e as empurra por trás, forçando-as a dar um passo à frente.

Assim, a sua dívida é recolhida contra a sua vontade e com grandes dores pelas manifestações das forças do mal, que as empurram por trás. Mas as do segundo tipo pagam sua dívida, que é a realização consciente do objetivo, por vontade própria, ao repetir as ações que aceleram o desenvolvimento do sentido de reconhecimento do mal.

É claro que elas recebem a força positiva que as puxa para cima em direção ao objetivo, mas são elas que despertam como se realmente avançassem de acordo com o seu próprio livre arbítrio.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/05/13, “A Paz”

Todos São Iguais No Grupo

Everyone Is Equal In The GroupPergunta: Às vezes, um grupo forte começa a bloquear uma pessoa que é líder e organizadora, uma vez que tenta torná-la igual a todos os outros. O que devemos fazer neste caso?

Resposta: No passado, as pessoas costumavam dizer: “Se a cabeça se destaca, deve ser retirada”.

Um grupo não pode e não deve permitir que a cabeça de alguém esteja acima dos outros. Todo mundo é igual, em tudo! O grupo se refere à igualdade, e não deve haver dúvidas aqui.

Se você perceber que há uma pessoa com qualidades especiais em seu grupo, uma pessoa que tem habilidades especiais, tais como trabalhar sob pressão, ter paciência, desejo, e assim por diante, dê-lhe algo para fazer fora do grupo. Teste-a com isso, e, em seguida, leve-a para fora do grupo. Deixe-a se envolver-se em algo externo, separada do grupo, de forma que não exista nenhuma fofoca ou problemas no grupo. No entanto, enquanto a pessoa está no grupo, ela não deve se destacar. É também uma espécie de teste para ver se ela tem a força de vontade para se conter constantemente para que o grupo seja homogêneo.

Fale com ela separadamente: “Apesar de você se destacar, olhe e aprenda com os outros. Esta é a sua missão. Você tem que se comportar como os outros, e em circunstância alguma acima deles. Esta é a única maneira que você pode se expressar. Este não é o lugar para derramar o seu coração”. Assim, ela vai treinar a si mesma.

Pergunta: Quando ela deve ser levada para fora do grupo, se não consegue ser igual a todos, mas ainda tenta ser?

Resposta: O grupo não pode tolerar quaisquer tentativas. Se ela consegue controlar a si mesma, deixe-a no grupo, mas deixe-a desenvolver suas habilidades organizacionais. No entanto, se ela não tem capacidade de organização, mas só gosta de fazer barulho, então ela vai gradualmente se acostumar a não estar no grupo. Há pessoas que não podem aceitar isso e que pensam como crianças: “Como eu posso me sentar junto com os outros”? Essas pessoas devem ser retiradas do grupo.

Da Palestra sobre Educação Integral 04/04/13