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O Lugar Para O Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa sente quando está recebendo a Torá?

Resposta: Ela sente que a sua atitude para com os outros está mudando. Ela começa a entender que, exatamente em relação com os outros, ali no meio, entre eles, está o lugar para o novo mundo, novos estados, novos desenvolvimentos acima num nível superior.

Ao estabelecer uma conexão mútua, nós formamos entre nós o terceiro fator: o superior. Esta é a alma, é o Criador que revelamos. Esta é a parte superior do mundo, que não reside em lugar algum, mas precisamente entre nós na forma da linha média.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Educação Ou Domesticação?

Dr. Michael LaitmanPergunta: No processo de educação integral, a sensibilidade dos nossos cinco sentidos irrompe. No entanto, a pessoa ainda tem que voltar para o mundo real, onde precisa de certa proteção, uma vez que ela continua lidando com várias situações negativas. Como nós podemos ensinar as pessoas a lidar com o mundo para onde regressam depois de concluírem os estudos integrais?

Resposta: Após o curso de estudos integrais, as pessoas vão se relacionar com este mundo de uma maneira diferente e percebê-lo de forma diferente. No entanto, não devemos ensinar as pessoas exatamente como elas devem se relacionar com o mundo ao seu redor. Em vez disso, nós temos que mudar as pessoas. Se as pessoas reconhecerem as mudanças internas, elas vão considerar este mundo de forma diferente.

Em geral, nós estamos dando conselhos errados para os nossos filhos quando lhes ensinamos para não bater em alguém, para não lutar, para não amaldiçoar. Não é uma educação. É como domesticar animais. Nós devemos mudá-los internamente para que seja impossível deles baterem, xingarem ou brigarem. É por isso que precisamos passar por uma transformação interna e subir ao próximo nível, ao invés de simplesmente seguir um sistema de proibições.

Este é o vício de uma educação e formação moderna que orienta as pessoas como elas devem se relacionar com a vida e o mundo. Tudo o que precisamos fazer é elevar a pessoa. O resto virá naturalmente.

O mesmo se aplica à ciência e às artes. De forma prática, não existe qualquer necessidade de ensinar nada. Se nós sentimos os outros como a nós mesmos, nossos sensores começam a abrir. De repente, a pessoa entende desde dentro como produzir sons musicais agradáveis, por exemplo. É a educação mais natural. Tudo o que nós precisamos é elevar os outros e fazê-los se conectar com o resto da natureza, ao contrário do seu egoísmo inato.

Baseado nisso as pessoas se “expandem”, se abrem e se tornam um com o ambiente. As pessoas não precisam de nada, exceto isso. Nesse caso, ninguém pode nos fazer mal, nem vamos estar causando quaisquer contradições ou problemas para os outros. As pessoas sempre vão se sentir bem, uma vez que vão ficar em harmonia com o programa de criação. Elas nunca vão provocar quaisquer tipos de impactos negativos. Não importa onde estamos, sempre haverá uma atmosfera positiva e benevolência em torno de nós.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/04/13

Substituição Para A Dependência Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde as pessoas podem encontrar força para fazer a transição para a motivação integral? Nós costumamos falar da crise e de outros problemas, o que nos empurra para a unidade, mas talvez haja um toque suave ou uma transição em fases para o sistema integral?

Resposta: Na verdade, isso não pode ser feito mecanicamente. Esta é a primeira vez que a natureza se expressa muito nitidamente como uma única lei de um único sistema em relação à humanidade.

Nós chegamos a um estado em que crescemos egoisticamente. Nós temos nos desenvolvido como egoístas ao longo de muitos anos, e, desta forma, a natureza estava nos empurrando para frente.

É por isso que em vez de exibir a integralidade, a rede de conexão comum sempre mostrou sua interdependência egoísta: um queria ganhar mais dinheiro, ter uma vida melhor, outro queria governar, conquistar alguém, e assim por diante. E nós percebemos todas essas coisas. Esta rede de conexão sempre aparecia entre nós, e à medida que ela manifestou através da comunicação humana, novas nações e continentes se juntaram a ela, mas nada disso era integral. Não havia nenhuma dependência mútua entre elas.

Considerava-se que quando eu conquisto alguém, este se torna dependente de mim, e vice-versa, e isto se aplica a tudo: arte, ciência, tecnologia, guerra e política. O egoísmo sempre nos controlou de uma forma simples e direta. Eu pressiono e recebo o que preciso.

Esta rede consiste de uma combinação de forças egoístas que estavam numa luta constante entre si, desta forma; elas controlavam nações, a humanidade e a civilização num certo grau.

No entanto, a partir do século XX, uma dependência completamente diferente começou a se manifestar: especificamente a dependência entre essas forças, e não simplesmente uma inclinação para estar uns contra os outros que força a humanidade a combater sem piedade. De repente, nós começamos a entrar em sintonia com o outro de alguma forma.

Acontece que você não pode simplesmente destruir uma pessoa, porque ao fazê-lo, você destrói uma parte de si mesmo, um potencial do seu próprio desenvolvimento e existência. Em outras palavras, nós descobrimos uma forte necessidade de cada nação em cada elemento da rede comum.

Isto pode ser muito bem visto utilizando o exemplo da ecologia. O que nós receberíamos se destruíssemos as moscas? Qual seria a consequência da destruição dos lobos? No entanto, esta não é a forma como as coisas costumavam ser. Acontece que nós não tínhamos tanto poder sobre a natureza. Nós não tínhamos a capacidade de fazer com ela o que quiséssemos.

Principalmente, não havia integração. Não havia manifestação de qualidade dela. Nós só começamos a descobrir esta mútua dependência no início do século XX. Vladimir Vernadsky começou a escrever sobre isso naquela época.

A integralidade está aumentando e continuará a se manifestar. É por isso que precisamos pensar sobre como podemos ajudar a humanidade a perceber isso.

De KabTV “A Sabedoria das Massas” 06/05/13

Quando As Massas Se Tornarão Sábias?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A força motriz da evolução é a descoberta da rede global da humanidade. Nos últimos anos, esta descoberta tornou-se expressa numa forma interessante chamada de “sabedoria das massas” ou “crowdsourcing”, quando as pessoas se conectam não apenas para falar, mas para produzir um determinado resultado. Isto é, esta é uma verdadeira conexão que produz alguma coisa. O resultado desta conexão está sempre num nível mais elevado do que a soma das suas partes.

O que é a inteligência coletiva, a sabedoria das massas? Porque a inteligência do grupo é maior do que a inteligência de uma pessoa?

Resposta: A inteligência coletiva começou a se manifestar apenas recentemente.

Em princípio, a rede coletiva que nos conecta sempre existiu entre nós. O universo inteiro tem sido considerado pelos filósofos, físicos, e muitos outros investigadores da natureza, como um todo. Como pode o universo não ser um todo unificado se ele nasceu de um ponto e gradualmente começou a se estender?

Na natureza, não há caos, ele só pode existir na nossa mente. Quando examinamos a natureza, vemos leis claras que agem nela, e se não vemos essas leis até o fim, de forma geral ou específica, isso só reflete a nossa falta de conhecimento. Quanto mais descobrimos sobre a natureza, mais descobrimos a conexão absoluta que existe nela.

Essa conexão existe em todos os níveis da natureza. O indivíduo e a sociedade não são exceção. Eles são um produto da natureza. De certo modo, nós não criamos isso e nos tornamos assim, embora desejássemos pensar que somos totalmente independentes. Pelo contrário, quanto mais avançamos, mais as leis da evolução da sociedade humana nos são reveladas. Nós vemos como essas leis são objetivas. Nós não podemos fazer nada sobre elas, só podemos especificar os fatos.

Portanto, a rede que liga a parte inanimada, vegetal, animal e humana da natureza, é uma só. No nosso tempo, a última parte da natureza, a mais desenvolvida, está sendo revelada. A sociedade humana está começando a descobrir que também está incluída numa rede global, integral, e esta rede é tão interconectada que se nós vemos as coisas através dela, podemos ver que é mesmo impossível imaginar a liberdade de escolha de uma pessoa. Nós podemos ver que não há nada de acidental aqui, e assim por diante.

Tudo está incluído com precisão absoluta neste programa de evolução que nos mostra a interdependência absoluta entre nós e, à medida que o descobrimos, entendemos que estão incluídos dentro dele, e ele nos obriga a agir em conformidade.

De acordo com pesquisas da física, uma pessoa que está olhando para algo que está acontecendo no espaço exterior ou dentro do microcosmo traz a si mesma a este evento, e, portanto, este evento está sujeito a alterações. Este fenómeno também demonstra a dependência total entre os diferentes níveis, neste caso, entre o ser humano e os níveis inanimados da natureza.

Esta rede de completa dependência mútua foi descoberta por nós gradualmente, e, assim, ela desenvolve a humanidade, levando-a a sua integração. No momento em que esta rede for descoberta, nós devemos corresponder a ela. Caso contrário, conforme o grau de nossa falta de equivalência com ela, na medida em que diferimos dela, nós experimentamos todos os tipos de problemas, que, em geral, chamamos de crise.

Portanto, pela primeira vez, nós chegamos a uma crise de longo prazo, que já dura há décadas. Os primeiros que viram isso a perceberam cerca de cinquenta anos atrás. Eles eram membros do Clube de Roma, que começou a publicar vários artigos sobre o assunto. Desde então, a crise continuou a evoluir, tornando-se uma crise na família, na educação, na cultura, e assim por diante.

Nós estamos diante de um novo sistema integrado. No entanto, uma vez que somos individualistas, egoístas, não conseguimos nos acomodar a ele. Aqui, são necessárias mudanças dentro do indivíduo. Como essas alterações ainda não ocorreram em nós, a crise vai continuar, é claro. Nós vemos como ela continua a crescer. A rede de conexão entre nós é descoberta mais e mais, mas nós ainda não entendemos o quanto somos diferentes dela. Portanto, ainda é muito cedo para falar sobre crowdsourcing (a sabedoria das massas).

Quando nós nos reunimos, vemos que a soma de todos os nossos esforços e ações é muito maior do que a soma usual. Um tipo diferente de adição é criado aqui. Além disso, esta adição é muito significativa. É como se a sua a sabedoria viesse do próximo nível, como se fosse uma profecia, ou seja, como se estivéssemos vendo um pouco mais, além do tempo, além do que podemos ver, porque através do nosso esforço conjunto, nós entramos numa espécie de equivalência com a rede integral.

Isso está acontecendo entre pequenos grupos de pessoas que ainda são egoístas. Se pudéssemos reunir um grupo que fosse verdadeiramente integral, ou seja, que as pessoas dentro dele subissem para um nível de integração mútua, como é exigido pela rede, então eles se encontrariam em outra dimensão, para a qual a natureza quer nos empurrar.

Afinal de contas, de acordo com a natureza, nós ainda estamos no nível animal da evolução, preocupados apenas com o nosso corpo. Quando nós conseguimos nos preocupar com a inteligência coletiva, a realização coletiva, a nossa existência integral, então conseguimos falar de uma verdadeira sabedoria das massas.

Esta existência integral é a imagem de um ser humano unificado, Adam. Esta não é uma imagem física. Pelo contrário, é uma imagem espiritual, uma reunião supraegoísta de todas as nossas características.

De KabTV “A Sabedoria das Massas” 06/05/13

Veneno Na Ponta Da Espada

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 19: O anjo da morte vem com uma espada desembainhada com uma gota de veneno em sua ponta, a pessoa abre a boca, ele joga a gota dentro, e ela morre.

O anjo da morte é o nosso ego que nos isola e nos afasta da espiritualidade o tempo todo. Obviamente, ele faz isso de acordo com esse método, de acordo com o plano geral pelo qual precisamos avançar. Ele tem que crescer para justificar o seu nome, o anjo da morte.

Atualmente, nós vemos que uma crise mundial foi revelada. A humanidade está gradualmente começando a entender que o problema não está numa economia ruim, nem na família quebrada, mas sim na própria natureza humana. Isso significa que não vamos sair da crise através de uma simples mudança do sistema externo. Finalmente, nós chegamos a um entendimento de que o anjo da morte vive dentro de nós e está nos matando. Nós devemos matá-lo nós mesmos, antes que ele nos mate. Com frequência, ele intencionalmente nos isola cada vez mais da boa vida, para que possamos sentir que temos que matá-lo.

A espada do anjo da morte é a influência da Sitra Achra, chamada de “Herev” por causa da separação que cresce de acordo com a medida da recepção, e a separação a destrói.

A pessoa não está preparada para se abster de utilizar o seu ego. Nós vemos que as pessoas continuam a se comportando egoisticamente, mesmo que saibam que estão prejudicando a si mesmas. No entanto, elas são obrigadas a usar o seu desejo de receber e, finalmente: a pessoa é obrigada a abrir a boca, já que é preciso receber a abundância para o sustento e persistência de suas mãos.

Portanto, nós estamos nos matando de geração em geração, retornando repetidamente a este mundo com um desejo cada vez maior por prazer e, novamente, engolindo aquela gota mortal: No fim das contas, a gota amarga na ponta da espada a alcança, e isso completa a separação até a última centelha do seu espírito da vida.

As pessoas devem finalmente entender que usar o desejo de receber as mata. Não importa o quanto nós ardemos com uma nova esperança de explorá-lo, procurando diferentes formas e tentando superá-lo, apesar de tudo isso, nós entendemos que a nossa natureza está nos obrigando a matar a nós mesmos.

O anjo da morte se mata, mostrando-nos o que está nos fazendo morrer. Ele nos desperta para lutar contra ele. Isso lembra a história do exílio do Egito. No começo, parecia que o Faraó era bom! Com sete anos de fartura, abundância absoluta, parecia que tínhamos conseguido controlar o anjo da morte, e ele estava do nosso lado.

No entanto, no final, nós começamos a sentir os sete anos de fome. Este não era mais o mesmo Faraó. O anjo que nos levou durante toda a vida de repente se tornou cruel. Nós costumávamos pensar que tudo na vida está na nossa frente: com todas as oportunidades do “sonho americano”, vamos continuar progredindo, recebendo mais e mais da vida. Parecia-nos que o mundo inteiro se abria diante de nós para o nosso benefício.

De repente, nós descobrimos que estamos presos dentro deste mundo. Cada dia se torna mais e mais escuro, apertado e horrível, ameaçando nos matar, e por fim, percebemos que o problema não está no mundo. Pelo contrário, está em nós, na natureza egoísta que se encontra dentro de nós e nos inspira a vida, no nosso anjo, ou seja, o nosso poder interno.

Assim, ele está, basicamente, cumprindo o seu papel, como o Faraó que aproximou os filhos de Israel do Criador. Este é o anjo que, por meio da oposição, realiza seu trabalho fiel. Um anjo é uma força da natureza que não tem escolha, uma parte do programa global que age até que, finalmente, sentimos que não temos escolha, e devemos fugir dele.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/4/13, Lição 1

O Cérebro Masculino Não Entende As Mulheres

The Male Brain Doesn’t Understand WomenNas Notícias (do DailyMail): “É algo que muitas mulheres já sabem – e muitos homens descobrirão da forma mais difícil.

“Os homens têm dificuldade em ler as emoções das mulheres.

“Os cientistas pediram para voluntários do sexo masculino para olhar fotos de olhos de pessoas e adivinhar como elas estavam se sentindo.

“Talvez sem surpresa, eles acharam duas vezes mais difícil adivinhar o humor de uma mulher do que de um homem.

“Mas não é simplesmente por falta de tentativa, o estudo mostra.

“Os homens fizeram mapeamentos cerebrais enquanto olhavam para as fotos. Os dados sugeriram uma razão incomum para a dificuldade em ler os sentimentos das mulheres.

“Ao olhar para olhos masculinos, os homens relacionaram o que viram a si mesmos. As partes dos seus cérebros ligadas a antigos pensamentos e sentimentos se ​​iluminaram.

“Eles entendiam o que outros homens sentiam ao relembrar momentos semelhantes em suas próprias vidas – e usando-os para avaliar a imagem, disseram os pesquisadores.

“Mas, quando olharam para os olhos femininos, eles se confundiam.

“Seus cérebros procuravam memórias de quando eles tinham visto outra mulher que se parecia com a imagem.

“Este processo menos pessoal mostrou que os homens acharam mais difícil simpatizar com os sentimentos das mulheres.

“A amígdala é uma parte do cérebro que se acredita ser importante para a empatia com os outros.

“Os cientistas descobriram que ela mostrava mais atividade quando os homens olhavam para um homem, ao invés de uma mulher.

“E pode haver boas razões para que os homens sejam melhores em entender sua própria espécie”.

Meu Comentário: Se essa fosse a única diferença entre nós! Há ainda muitas descobertas pela frente que vão mostrar como somos diferentes, porque viemos de diferentes raízes superiores:  Zeir Anpin e Malchut. Porém, em vez de explorar as diferenças, é melhor se concentrar nas oportunidades de completar o outro. Ou seja, essa combinação vai levar o mundo à felicidade.

Amor: Um Breve Flash Ou Um Fogo Que Nunca Se Apaga?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na vida dos casais, há momentos em que os parceiros experimentam uma sensação de felicidade sem precedentes, suprema, um sentimento que ilumina a rotina com um toque de luz. Quando nós começamos a sentir isso, ficamos empolgados que isso seja possível a todos. Afinal de contas, anteriormente, não achávamos que algo assim poderia existir.

Resposta: Eu acho que para cada casal, se eles construírem a sua relação na emoção e não no cálculo frio, haverá momentos de cumplicidade, como se os parceiros vivessem um dentro do outro, penetrassem o outro, estivessem interligados, quando descobrem uma integração, uma inclusão mútua no outro que não pode ser ignorada. Parentesco, proximidade com o ponto de unidade, os intoxica, e quando este amor se inflama, eles perdem a cabeça.

No entanto, isso vai durar apenas alguns minutos, na melhor das hipóteses por alguns dias e, em casos raros, algumas semanas. Aqui, muito depende de nós, do período pelo qual estamos passando em nossas vidas. Depois disso, a “ilusão” desaparece.

Portanto, de onde vem isso? Vem da natureza, para que possamos nos aproximar e desenvolver uma conexão particular entre nós chamada de família. Sem esses momentos, como animais, nós temos que continuar a nos aproximar de acordo com o “calendário” e depois nos afastar novamente de acordo com as ordens da nossa essência interior. No entanto, uma vez que somos seres humanos, nós temos que preservar nossos relacionamentos por anos, e, portanto, a natureza nos fornece um exemplo de como nós podemos fazer isso.

Ela nos mostra como prolongar este fogo de unificação e integração de modo que ele se torne fascinante, me intoxique, e não me deixe partir, de modo que me obriga a pensar no meu parceiro o tempo todo. Por um lado, ele jorra vida dentro de mim, e por outro, não me deixa voltar para qualquer outra coisa. Ele preenche minha emoção e tira minha mente. O exemplo para isso nós vemos dentro e fora, mas de uma forma ou de outra, ele vem do Alto, brilha fora, e depois sai.

Nós precisamos ensinar as pessoas a capturar momentos como estes, como prolongar a magia, fortalecê-la e desenvolvê-la através da mente. Eu vou alcançar um sentimento que experimentei antes especificamente com a ajuda da mente, mas agora esse sentimento vai ser equilibrado: eu não vou perder a cabeça e ser capaz de viver com ele durante anos, à medida que o desenvolvo e controlo. Ao tornar-se incluído um no outro, meu parceiro e eu não vamos perder a nossa capacidade de falar sobre a infinidade de emoções, mas em vez disso, nós seremos capaz de compartilhar nossas impressões e experiências, medir e discuti-las.

Nós realmente iremos compartilhar com o outro o sentimento que nos preenche de forma mais clara, à medida que ampliamos e nos elevamos cada vez mais acima de todos os acontecimentos da vida e acima do hábito que deixa um gosto agradável em todos os lugares.

Esta é a razão pela qual precisamos anexar a mente, ou seja, o método e os estudos, às emoções. Nós precisamos ensinar as pessoas a amar.

Pergunta: É possível aprender como experimentar o amor?

Resposta: Vamos lembrar o que aconteceu quando os parceiros se viram pela primeira vez. Isso poderia ter acontecido num primeiro encontro casual, ou o contrário, eles poderiam ter se reunido de vez em quando durante um ano inteiro, e mesmo assim, um dia, de repente, sentiram um impulso particular, realmente notaram um ao outro como se uma luz se acendesse em cada um deles.

Por que isso acontece? Nós não sabemos. A própria natureza nos envia momentos como estes. No entanto, sem a atenção necessária do nosso lado, eles desaparecem para onde eles vieram, sem que percebamos.

Só em circunstâncias muito raras é que esse sentimento permanece ao longo do tempo, como se as pessoas tivessem uma tendência para isso ou se já estivessem acostumadas a mantê-lo quando viviam em casa com seus pais. Em geral, o rudimento que a nossa vida anterior deixou em nós é muito importante: será que nós víamos exemplos semelhantes em casa? Será que recebemos a inspiração deles? Depois de tudo, como regra, nós imitamos tudo o que é absorvido da família que nos criou.

No mundo moderno, o divórcio se tornou a norma e até mesmo a regra geral. É difícil encontrar um parceiro que não traia, não desconfie de sua “outra metade”, ou não pense em se separar, muitas vezes suportando esta vida compartilhada sem ter outra escolha.

Portanto, é necessário ensinar às pessoas “cursos de amor”. Não vale a pena confiar nos impulsos espontâneos, acidentais e incontroláveis. Pelo contrário, nós concordamos que vamos gerar amor entre nós mesmos, que vamos valorizar e desenvolvê-lo. Nós não esperamos por quaisquer flashes casuais de fontes desconhecidas. Em vez disso, nós “mandamos” em nós mesmos. Então, não importa o que aconteça ao longo de nossas longas vidas, nós mantemos esse fogo de amor, para que constantemente nos forneça apoio, concedendo-nos uma sensação maravilhosa e segura em todas as etapas do caminho.

Eu já colocaria esse curso na escola, sem esperar que casais confusos procurem ajuda e conselhos quando não sabem como voltar à sensação que tiveram antes, como não se afastar um do outro no final, até que haja uma completa dissolução da família.

Tal como acontece com o resto dos nossos problemas, tudo se refere à falta de educação adequada, à falta de entendimento, conhecimento e habilidade, sem a qual é simplesmente impossível de suportar.

Da Palestra sobre a Nova Vida 30/07/12

Ensinem A Humanidade Sobre A Integralidade

Teach Humanity About IntegralityPergunta: Nós vemos hoje que os especialistas de diversos setores não conseguem administrar e superar os problemas na economia e em outros campos. É possível substituir esses especialistas pela unificação integral em círculos?

Resposta: Sim, é possível, se essas uniões forem construídas por pessoas que entendam o que está acontecendo. Há muito poucas pessoas assim no mundo. Elas devem ser especialistas em educação integral. Basicamente, nós temos que ir até a humanidade e explicar como o mundo é integral e está mutuamente interligado; como nós evoluímos até o momento e em que estado estamos entrando; que a crise geral não é por acaso, e sua solução só pode estar nessa forma e não de outra.

A solução é simples e igual para todos. Vocês não precisam ser grandes especialistas para isso. Basta ensinar as pessoas a se conectar como a natureza, que agora se revela como integral.

Se há um efeito borboleta, e nós realmente vemos isso em todos os nossos movimentos, então é desejável que aprendamos sobre esse efeito e o controlemos, pois ele pode seriamente ameaçar toda a humanidade.

De KabTV “A Sabedoria das Massas” 06/05/13

O Que É Felicidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós nascemos para ser feliz, nós nos esforçamos para isso. No entanto, o sistema em que vivemos é egoísta. O “sonho americano” já passou em nossa sociedade. Basicamente, ele é inatingível, já que para alcançá-lo nós temos que ganhar dinheiro. A fim de ganhar dinheiro, nós temos que trabalhar, e, na sua raiz, o trabalho é escravidão. Em outras palavras, nós fomos transformados em escravos para nos tornar “feliz”. No entanto, não estamos satisfeitos.

A humanidade pode remover este enredo e ser feliz sem ele? Como você descreveria o estado de felicidade?

Resposta: Eu creio que a felicidade só é possível quando nós alcançamos o equilíbrio. Quando as pessoas construírem a correta fusão recíproca, quando sentirem que estão no correto ambiente social, todos os problemas vão desaparecer. Depois que a nossa sociedade estabelecer e promover a homeostase, as pessoas vão sentir que se fluíssem, estando num estado de paz interna e externa. Essa condição vai instigar um estado de felicidade nelas.

Em outras palavras, uma sensação de felicidade surge não porque nós nos satisfazemos egoisticamente, sem pensar no que depois, pois além de cada um de nós, há muitos outros egoístas que querem ser feliz à custa dos outros.

A sensação de felicidade surge como resultado da união. Ela decorre de um sentido de equilíbrio, semelhante a um organismo saudável que está vivo quando seus órgãos funcionam em equilíbrio. Da mesma forma, a sociedade humana deve seguir exemplos da natureza e aspirar a chegar ao mesmo estado. Então, nós vamos perceber qual o objetivo da nossa vida. A sensação que temos ao estar neste estado é a felicidade.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

A Subida No Balão Da Conexão Mútua

A Rise In The Balloon Of Mutual ConnectionPergunta: Como é possível explicar a uma pessoa, que toda a sua vida tem centrado apenas em si mesma, que ela deve se preocupar com os outros? Que tipo de prazer ela terá quando se preocupar com alguém, e será que ela vai ser mais saudável, como resultado disso?

Resposta: Você respondeu à sua própria pergunta: isso vai torna-la mais saudável. Ela não comprará saúde de outra forma. Ela deve tentar!

Por que ela não deveria tentar praticar? Será que ela tem alguma coisa a perder? Ela só vai ganhar ao se preocupar com os outros. Não importa que ela não acredite nela. Deixe-a jogar! Vamos concordar em nos tornar crianças por um mês.

Pergunta: Como é possível superar o ego com a ajuda do jogo?

Resposta: Sob a influência do ambiente. O ambiente precisa jogar, precisa mostrar às pessoas o quanto ele as influencia. A pessoa precisa subjugar a si mesma pelo ambiente, para senti-lo como algo maior do que ela. Ela precisa ouvir constantemente que a conexão entre ela e seus amigos em sua pequena sociedade é a coisa mais importante que tem em sua vida. Junto com isso, todos eles se apegam a essa conexão como a um balão, que os eleva e lhes dá o sentimento da vida superior.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13