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Uma Reação Defensiva Contra Um Mundo Hostil

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma diferença principal, digamos, entre Israel e as sociedades russas é que os israelenses são mais propensos a dizer “sim” a qualquer nova proposta e manifestar interesse nela, enquanto que na sociedade russa, devido à opressão e ao fato de que as pessoas se acostumaram a ser ameaçadas e forçadas pelo mundo exterior, a primeira coisa que as pessoas dizem é “não”. Nós fizemos essas experiências nas ruas.

Resposta: Eu fui à Rússia depois de muitos anos afastado, e a primeira vez que saí, eu fiquei surpreso com a aparência externa das pessoas. Todas as mulheres tinham seus peitos orgulhosamente desfilando na frente delas, enquanto todos os homens estavam escondendo suas cabeças em seus ombros. Esta é uma declaração contra as ameaças pré-existentes de todos os lados.

Eu acho que essa reação só é inerente à sociedade russa, porque eu nunca vi nada parecido em nenhum outro lugar. Eu viajei, pode-se dizer, por todo o mundo; isso não existe em nenhum outro lugar. Esta é uma qualidade muito sombria.

Essa reação defensiva é cultivada a contragosto pelos meios de comunicação para tornar mais fácil para as pessoas sobreviver, defender-se, continuar a existir, prover a si próprias, etc. Nós precisamos entender como abordar isso, porque as pessoas estão cansadas de agressão e não querem ouvir nada com relação à unidade e integração, das quais ouviram em abundância, mas tiveram conseqüências muito infelizes. Então, nós precisamos procurar uma abordagem.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

Escuridão Como Prenúncio Do Renascimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSualm, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 26: Isso significa que o seu excessivo desejo de receber, que já havia sido erradicado e apodrecido no segundo estado, deve agora ser revivido em toda a sua medida exagerada, sem restrições de qualquer natureza , ou seja, com todas as suas falhas passadas. Então, começa-se o trabalho de novo, para converter esse excessivo desejo de receber em apenas “para doar”.

Nós temos que descobrir que o desejo de receber é totalmente ruim, no pior grau. Nós vamos ver não só o tamanho desse mal, mas também sua essência má em sua forma atual, sem a Masach (tela), que é ela é má não só para nós como também para a realização do objetivo da criação. Acontece que o desejo de receber sem Masach não é adequado para a realização da criação e por isso é chamado de “mal” e também “morto”, já que não podemos receber a luz da vida e sentir a força da vitalidade nele.

Quando entendermos tudo isso, chegaremos a uma virada e começaremos a reviver o nosso desejo. Isso é chamado de “ressurreição dos mortos”. Assim, começamos a corrigir o desejo de receber para que ele seja “para doar”. Nós precisamos dessa virada no caminho, para que possamos sentir o desejo corrupto e decidir que desta forma ele está “morto”.

Hoje, o desejo de receber não parece corrupto. O que há de errado em querer desfrutar das coisas que eu amo?

Eu tenho que descobrir todos os desejos dentro de mim e entender que quando eu os aprecio na forma usual, eu me empeço de doar ao Criador. Isto porque doação é quando eu paro de usar os desejos na forma usual e desfruto cada um deles só quando eu doo ao Criador. Eu conecto o meu desejo a Ele para compreender como doar a Ele, de modo que Ele possa usufruir de tal desejo. Só a tal ponto, por tal prazer, quando eu anseio doar ao Criador, que eu atuo: recebendo a Luz dentro de mim para sentir que assim eu doo a Ele.

Assim chegamos às correções. É impossível atingir o estado final (estado três) a partir do estado inicial (estado um), se não houver desejos “mortos” no caminho que são revividos.

Pergunta: Como podemos entender que o desejo está realmente morto e é hora de revivê-lo?

Resposta: É um tipo diferente de trabalho: cada vez eu mato mais e mais dos meus desejos. É impossível saber de antemão que eu atravessei todo o caminho. Parece sempre como se não houvesse para onde avançar, mas no dia seguinte uma nova camada é revelada.

Ontem, por exemplo, chegamos a um pico; nós descobrimos um pouco mais de união, impressão e emoção, sentimos um estado especial que foi o resultado de uma conexão nova e mais forte, que nunca sentimos antes.

Nós conseguimos isso graças à iluminação que foi criada entre nós. Nós a evocamos e ela nos preencheu. Na primeira fase, nós sentimos excitação e euforia, mas a iluminação continua agindo dentro do desejo que conseguimos ligar a ela. Ela expande a sua atividade para as fases dois, três e quatro, e toda a profundidade desse desejo se revela a nós, as novas camadas onde ainda não alcançamos a conexão.

No entanto, hoje nós sentimos tristeza. Se reconhecêssemos que esse peso vem do Criador, que Ele enviou para nós de propósito, e que Ele nos faz sentir sonolentos de propósito, nós poderíamos fazer alguma coisa, poderíamos resistir ao peso.

É verdade que eu me sinto como que adormecido agora e não tenho vontade de fazer nada: mas isso vem do Criador. Ele quer nos desenvolver e está revelando um novo vaso dentro de nós agora. Como você desperta imediatamente para a vida dentro da nebulosidade, dentro desta sonolência, da indiferença e confusão?

Minha sonolência foi causada pela Luz fraca. No momento em que ela fica mais forte, eu vou imediatamente despertar, como uma flor que gira na direção do sol nascente. Não se trata de letargia; nós estamos falando de estados espirituais que são determinadas pelo nível da Luz. A correção dos desejos à meia-noite, antes do amanhecer, não depende do tempo.

Portanto, se nós acordássemos agora para uma conexão mais forte, e se fizéssemos um esforço interno verdadeiramente sério, e não apenas cantássemos canções, descobriríamos que ganhamos graças ao desejo extra que recebemos na Convenção. A questão toda é voltar à vida depois que o primeiro surto de despertar foi substituído pela erupção da espessura escura do ego.

Não importa se a nova subida não parece tão especial quanto a que sentimos na Convenção. Lá nós éramos como crianças e fomos impressionados por desejos puros, limpos – hoje, a nossa reação está se tornando mais profunda e nós entendemos as coisas em vasos “mais espessos”. É assim que se expressa a idéia do “valor oposto das Luzes e vasos”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Um Véu Sobre A Face Do Infinito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 42: Nós agora explicamos os cinco mundos que incluem toda a realidade espiritual que se estende de Ein Sof até este mundo. No entanto, eles são incluídos um no outro, e em cada um dos mundos há os cinco mundos.

Por que os mundos são necessários? O mundo de Ein Sof (Infinito) não basta? Afinal, ele desce de seu nível espiritual que é totalmente “a fim de doar” para níveis gradualmente inferiores de doação chamados mundos de Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya.

No conjunto, trata-se da mesma unidade, a mesma doação mútua, mas num nível inferior. Há as mesmas características e elas se conectam da mesma maneira, mas a intensidade de sua conexão diminui e é transmitida mais fracamente através da rede geral. Assim, os “mundos” são as ocultações de Ein Sof, que cobrem a intensidade de sua unidade e conexão.

De qualquer forma, nós estamos falando apenas de uma realidade. Mais tarde, quando as almas são criadas, quando uma pessoa quer atingir o atributo de doação, ela vai ver e sentir este sistema de acordo com seu estado atual.

E além das cinco Sefirot KHBTM em cada mundo, há quatro categorias espirituais: inanimado, vegetal, animal e falante.

Não há nada além de Luzes e vasos. À medida que os vasos mutuamente se conectam com as Luzes, eles as sentem de forma diferente. Na linguagem dos ramos, nós atribuímos essas maneiras aos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, e lhes damos nomes diferentes. Agora, todos eles são descridos para nós como este mundo.

Por outro lado, não existem “imagens” idênticas no mundo espiritual, onde sentimos os níveis da nossa conexão mútua. Todos os conceitos Cabalísticos pertencem à força espiritual que age dentro de nós. Portanto, nós não temos ilusões em forma de “imagens tridimensionais” que ocupam espaço, têm peso, e assim por diante.

Na espiritualidade, tudo é esclarecido dentro de nós na forma verdadeira, ou seja, na forma de forças. No entanto, a fim de sermos capazes de falar sobre estas forças e sobre os estados do desejo, nós lhes damos nomes e definições tomadas da sabedoria da Cabalá e de reflexões compatíveis em nosso mundo.

De uma forma ou de outra, Ein Sof mesmo está distorcido à medida que a criatura que o observa é corrupta, como está escrito, “a pessoa que desqualifica, desqualifica de acordo com suas próprias falhas”. A percepção da criatura é descrita como 125 graus, embora, de fato, não há nada, exceto Ein Sof. Quando nós falamos dos mundos, do que acontece neles, sempre nos referimos à pessoa que está nesse nível. Quando ela subir para outro nível, ela verá uma imagem diferente.

Assim, nós vemos que tudo é relativo. Há um sistema onde nós estamos e que nós alcançamos. Os mundos não existem realmente, e sua ordem depende da pessoa que a alcança.

Você constantemente determina o seu estado em relação ao mundo de Ein Sof. Ao perceber vinte por cento dele, por exemplo, você determina suas percepções do mundo de Assia. Se você perceber quarenta por cento de Ein Sof, você está no mundo de Yetsirah.

Os mundos também são divididos em graus, mas no geral, você determina o seu estado atual com relação ao mundo de Ein Sof. Só ele existe, e você dirige a sua percepção em direção a ele e descobre a si mesmo num mundo ou outro, em certo nível de ocultação de Ein Sof.

Agora, seus desejos são totalmente corruptos e opostos a ele. Por isso ele é retratado para você na forma deste mundo. Na verdade, agora você também está em Ein Sof, mas inconscientemente, e nesse período de inconsciência as imagens corporais são descritas para você. É por isso que o nosso mundo é chamado de “mundo imaginário”.

O “Povo Escolhido” Têm Uma Responsabilidade Perante O Mundo. Quem Está Disposto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Da minha experiência durante as viagens ao exterior, posso dizer que em relação ao conceito de “povo escolhido”, os outros invejam os judeus e perguntam: “Por que eles, e não nós?”.

Resposta: Quais as vantagens que as pessoas veem em ser o “povo escolhido”? Mais dinheiro? Os judeus são recompensados com um tratamento especial, além do antissemitismo e ódio geral? Alguém gostaria de tomar o seu lugar? Se você olhar do ponto de vista do senso comum, então é melhor não ser judeu.

Só se eu aceito a minha responsabilidade, se sinto que posso realizar uma tarefa especial no mundo, então faz sentido ser um judeu. Caso contrário, qual o motivo?

Deste modo, existe a assimilação, uma incapacidade em aceitar o judaísmo da pessoa, e semelhantes. Se várias organizações judaicas em todo o mundo começassem a falar de forma afetuosa sobre o papel do povo de Israel, levando-os à unidade através do amor, não haveria assimilação em sua escala atual. A pessoa sentiria que uma parte especial que precisa ser percebida é inata nela, que ela é única na história, em toda a realidade, no universo.

Pergunta: Não há o pretexto do orgulho?

Resposta: Há um lugar para a responsabilidade e preocupação pelos outros, mas não para orgulho. Estando profundamente familiarizado com a metodologia, pessoalmente, eu não sinto nenhuma arrogância; eu estou apenas preocupado com a realização de nossa missão.

Diz-se: “O Criador escolheu você”, mas Ele escolheu você para fins de correção. Você tem que trabalhar, você deve cuidar de todo o mundo. E depois de concluir sua tarefa, e todas as pessoas unidas no amor se tornarem uma única entidade, não haverá diferença entre nós. As pessoas vão se unir integralmente numa “esfera” comum que não tem direita ou esquerda, nem superior ou inferior, nem grande ou pequeno. Todo mundo se unirá, semelhante à força superior.

Da “Discussão na Convenção” 05/06/12

Sorvete Para Todos

Dr. Michael LaitmanNós temos que parar de lidar diretamente com o nosso desejo, tentando preenchê-lo através dos diferentes sistemas que criamos. Isso simplesmente não funciona. Funcionou parcialmente por um tempo, ou seja, intencionalmente, a fim de nos deixar alcançar a quebra e o pleno reconhecimento de nossa maldade. Mas agora nós chegamos a um estado em que podemos concluir que não conseguimos mais avançar desta maneira. Nós temos que superar a antiga abordagem, acima das tentativas de preencher a nós mesmos e de gerenciar nossas vidas egoisticamente. Nós nunca teremos sucesso desta maneira e por isso temos que subir para o nível da doação.

Se não subirmos do atributo de recepção para o atributo de doação, não seremos capazes de chegar à sua plenitude. Nós devemos entender que não podemos continuar com a velha forma. A nova abordagem é a seguinte: somente a conexão de todos, não de algum à custa dos outros. Nós só podemos nos satisfazer se nos unirmos.

É como se a Natureza estivesse nos confrontando com uma condição, uma nova lei egoísta que diz: “Vocês podem ter uma vida maravilhosa, todos vão receber satisfação e ser felizes, mas só se vocês forem iguais”. É como uma mãe que diz para seus filhos, “Vocês querem sorvete? Vocês só irão buscá-lo se estiverem conectados e não lutarem. Se não, ninguém vai receber nada”.

É assim que a Natureza nos convida a avançar para a igualdade, para que dentro da igualdade, sejamos capazes de descobrir uma oportunidade ainda maior. O ponto principal não é o sorvete que vocês vão ter quando chegar à igualdade; vocês estão sendo atraídos ao sorvete de modo que alcançarão a igualdade e sentirão que ela é o valor mais alto. Quando vocês comem o sorvete, já o apreciam desde um estado de igualdade e conexão. De repente vocês descobrem que o sorvete que é comido junto quando vocês estão conectados é mil vezes mais saboroso do que o sorvete que vocês comem sozinhos.

Então, o que a Natureza quer? Ela quer que vocês sintam que receberam um vaso novo, um novo desejo que lhes permite descobrir um gosto que é mil vezes maior, NRNHY em vez de Nefesh. Vocês se tornam livre das limitações da vida e da morte e começam a existir num espaço infinito. Vocês alcançam uma nova perspectiva, uma sensação de liberdade ilimitada, livre das limitações que o ego impôs a vocês.

Vocês sentem como é maravilhoso se conectar com os outros. O sorvete era apenas uma desculpa, um gatilho que trouxe as mudanças, a descoberta do novo desejo integral. Este é o processo pelo qual o mundo inteiro tem que passar agora.

Nós estamos passando por este processo de forma consciente, pois entendemos para onde estamos indo. Portanto, nós temos que ajudar o resto do mundo, explicando-lhes que eles não devem mais tentar chegar à conexão da forma antiga. Eles falharam. Vamos tentar uma nova abordagem, uma abordagem muito simples: se nos unirmos, seremos bem sucedidos.

Para outros, será um simples objetivo egoísta: unir para atingir o sucesso. Mas como nós organizamos isso e estamos juntos, através de nós eles receberão outro preenchimento. Os desejos do mundo são “redondos” e os nossos desejos são “em linha reta”. Então, quando eles se conectarem a nós, eles também receberão essa forma reta, como um instrumento musical que preenche seu saco. Afinal, o “círculo” já contém a forma em linha reta que tem a Masach (tela) e trabalha com a Luz. Então, todo mundo vai começar a sentir que é esta forma integral, que dá o preenchimento especial, NRNHY, e graças à nossa conexão, o mundo vai avançar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/12, O Estudo das Dez Sefirot

Não Existem Contas No Amor

Dr. Michael LaitmanDentro de cada nação, se esconde uma força interna que a une. No entanto, os filhos de Israel, como Baal HaSulam explica, não são como o resto das nações que possui essa interligação natural. Se não há amor entre eles, eles se dispersam facilmente. Só o ódio das outras nações os une e os protege da completa assimilação.

Baal HaSulam usa o exemplo de um saco de nozes. Elas estão tão dispostas a se unir que ainda sacodem e batem umas contra as outras, mas o “saco”, ou seja, o antissemitismo, não as deixa cair. No entanto, isso não é amor nem unidade. Então, quanto tempo elas durarão?

É por isso que agora chegou o momento para eles se unirem entre si e não devido à “bolsa” que os envolve, mas baseado no amor e interligação. Então, a pressão externa não será necessária e cessará. De repente, os primos árabes mudarão a sua relação e realmente serão como irmãos para eles. Isso porque o ponto não está na outra pessoa, mas é assim que a governança superior influencia o povo judeu.

Se a nação se fundir, o “saco” deixará de ser necessário, e, desta forma, todas as forças negativas no mundo serão eliminadas, apenas por meio da unidade. Percebendo esta metodologia, as pessoas vão sentir algo que está incutido em sua alma e esquecido há muito tempo.

A semente já foi plantada, e é por isso que o Baal HaSulam escreve que a nação judaica precisa despertar novamente o amor dentro dela, enquanto que, é claro, precisa estar aberta a todos. Quem sabe para onde teriam ido as dez tribos que caíram fora durante o período do Primeiro Templo? Quem sabe onde os seus descendentes estão hoje e quantos são.

De qualquer forma, se o mundo inteiro tem que chegar à mesma unidade, obviamente, a nação judaica está pronta para aceitar todos que a querem. Não existem contas no amor. Aqueles que desejam o mesmo, juntem-se!

Da “Conversa em 06/05/12”

Quando Uma Mulher Resmunga

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós fazemos se as mulheres, cujos maridos já estão trabalhando com educação integral, fazem reivindicações, tais como, “Você vai lá. Você está salvando o mundo enquanto nós estamos vegetando aqui?”.

Resposta: Isso significa que a mulher não recebeu educação integral suficiente. Ela não sente que através de seu sacrifício pessoal, já que o marido não está em casa, pois está estudando, e que tudo repousa sobre seus ombros, ela dá uma contribuição enorme, acima de tudo, para si e para seus filhos. Ela não entende o impacto superior, espiritual, que chega até eles.

Aqui, é importante explicar para a pessoa e dar-lhe a oportunidade de sentir um pouco que a eternidade, a perfeição em que estamos entrando no próximo nível, está inserida na Natureza. Todo mundo fala sobre isso hoje.

Nós precisamos deixar que as mulheres sintam que aqui se encontra a maior recompensa, torná-las participantes daquilo que seus maridos estão fazendo, mas em círculos diferentes, com os filhos, entre as mulheres, e assim por diante. Isso tudo é possível.

Nós estamos em tal transição onde estamos desenvolvendo a metodologia a partir de várias direções. Diante de nós, o mundo inteiro jaz como um espaço inexplorado. Este é o nosso século, a nossa geração; isso é o que ainda temos para fazer.

Psicólogos, ecologistas, economistas e cientistas políticos devem desempenhar o seu papel, todas as pessoas que representam a classe média e acima, que entendem, percebem e sentir as razões por trás do que está acontecendo; em contraste, as pessoas comuns, que não sentem o que está acontecendo, as causas e as raízes, são, portanto, incapazes de fazer algo. Aqui, os intelectuais têm que desempenhar seu papel.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

Como Você Explica Para Uma Mulher Que Seu Marido Está Salvando O Mundo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível dizer que, quando um homem estuda o método integral, ele está salvando o mundo?

Resposta: Claro que é a salvação do mundo, pois senão estaríamos nos dirigindo para um desastre. Acredito que todos entendem isso.

Pergunta: Como pode um homem expressar a importância deste trabalho para a sua família?

Resposta: Eu não acho que um homem hoje possa influenciar uma mulher, sua esposa, e explicar-lhe que o que ele faz é importante. Ela não vai aceitar isso através dele, mas vai percebê-lo através de outros homens. Se seus amigos vão até ela, não aqueles com quem ele costumava tomar uma cerveja, mas seus novos amigos, se falarem com ela ou se ela for a uma palestra ou um curso para mulheres ou algo assim, os outros vão convencê-la, mas eu duvido que o marido possa fazê-lo.

Afinal, ela vê através dos seus olhos. De parte dela, ele tem que sofrer mudanças muito graves em seu comportamento, em sua abertura e na sua atitude para com ela. Se ele falou com ela de uma maneira completamente diferente, olhando em seus olhos e se livrando de todas as armadilhas externas que estavam entre eles, se ele colocar sua arrogância de lado e todas as distorções e hábitos, então ele pode ser capaz de fazer isso. Mas, para isso, o marido tem de estar livre da dominação de sua sociedade “promíscua”. Esta é, naturalmente, um grande problema, já que a pessoa é escrava de seu ambiente.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

A Guerra Contra a Indiferença

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que conta como nossos esforços?

Resposta: O principal esforço está no trabalho contra a sua indiferença, contra o descaso, a sensação de insignificância da doação. A guerra principal e permanente deve ser realizada contra o desrespeito pela doação. Nela, nós sempre temos que olhar para as coisas que nos tornam mais fortes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/07/12, Escritos do Rabash

Sem Espaço Para Erros

Dr. Michael LaitmanSomente um desejo foi criado: receber prazer e deleite. Não há mais nada que possa ser atribuído à criatura. Tudo o resto é a correção da criação, a forma externa que o desejo de receber pode assumir à medida que a Luz o influencia.

Existe o superior, que é doação, e o inferior, que é recepção. O inferior pode receber tal doação do superior, que vai mudar sua forma externa; como um lobo vestido de pele de cordeiro, ele ainda é um lobo! Isso é realmente o que fazemos com o nosso ego, com o mal em nós, tentando dar-lhe uma forma semelhante ao Criador.

Nós devemos entender que tudo acontece dentro do desejo de receber, uma vez que este nos faz encarar o fato de que tudo depende de nós e tudo acontece em nós. Não há nada do lado de fora; toda a realidade está dentro de nós, em nosso desejo de receber.

O desejo sempre permanece um desejo, e eu não devo tentar mudá-lo. Eu não deveria aumentá-lo ou diminuí-lo, torturar-me com jejum ou me bater. Eu só tenho que exigir que o Criador mude a forma do meu desejo e o torne semelhante a Ele.

Não existem outras ações, exceto voltar-se à Luz, pelo que eu posso alcançar uma mudança real. Eu só vou me prejudicar e distorcer a natureza por qualquer outra forma. Como posso fazer algo com meus desejos, sozinho? É até ridículo esperar isso. Se a pessoa age assim, ela distorce sua forma geral, sua percepção, sua compreensão e sua abordagem.

Isto é o que toda a humanidade faz, com a esperança de conseguir algo por ações diferentes, como as revoluções na ciência e na sociedade. Todas as nossas ações até agora, desde o momento em que descemos das árvores, nos tornamos seres humanos, e começamos a nos desenvolver, foram apenas para nos mostrar que todas estas ações foram erradas.

Agora nós estamos à beira de uma mudança, e ao examinar toda a nossa evolução, nós vemos que é o desejo egoísta que nos obrigou a seguir todo este caminho. Tudo o que fizemos até agora foi um grande erro.

Era impossível evitá-lo, uma vez que é impossível avançar sem a revelação do mal. Mas o erro foi na tentativa de lidar com nossos desejos, para limitá-los ou satisfazê-los, e para mudá-los por nós mesmos. Nós sempre esperávamos alcançar uma vida melhor com isso, mas toda vez estávamos errados e recebíamos golpes em vez de prazeres.

Agora nós temos que pesar as coisas: vale a pena ir por esse caminho? Agora é impossível mesmo que queiramos. Nós não seremos capazes de avançar, a fim de continuar corrompendo nosso desejo de receber; não há para onde ir! Todos os sistemas atingiram um ponto final e não podem ser mais preenchidos.

Se continuarmos na mesma direção, a única coisa que podemos esperar é uma guerra mundial como o golpe definitivo. Nós podemos começar por mudanças conscientes ou invocar aflições terríveis sobre nós. Mas todo o processo foi necessário para nos levar ao reconhecimento do mal, a nossa abordagem para corrigir a nós mesmos e o mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/12, O Estudo das Dez Sefirot