Textos arquivados em ''

Devemos Encontrar A Saída

Dr. Michael LaitmanEmbora o método de união no grupo, e a conquista da realidade superior através dele, tenham existido durante mais de 5000 anos, isso nunca foi descrito em nenhuma das fontes. As pessoas não tinham esta necessidade uma vez que o nosso ego não se tinha desenvolvido o suficiente para que exigíssemos a mudança dentro de nós e no mundo. O egoísmo tem de descobrir sua insolvência por si próprio; tem de perceber que atingiu um beco sem saída no seu desenvolvimento, quando nós juntos, globalmente, no planeta inteiro, começamos a sentir que é impossível continuar esta vida.

Apesar do facto de que muitas pessoas e sociedades acreditam que ainda temos um futuro ao qual aspirar e algo para conquistar no nosso desenvolvimento, ninguém pensa sobre isto de forma séria. Enquanto isso, o movimento continua por inércia. Os governos e economistas estão perdidos, mas continuam a insistir que tudo acabará em breve e a vida será normal novamente. Mas, na verdade, todos sabem que não há saída.

Precisamos encontrar esta saída, realizá-la, e tornar-nos um exemplo para todos. Uma vez que hoje em dia existe tal necessidade, o método está a ser igualmente revelado, o qual fora, no passado, transferido de professor para aluno, através de uma cadeia de indivíduos independentes em cada geração até aos nossos tempos. Por isso, o meu professor foi o primeiro na história a escrever sobre o grupo nos seus artigos. Ninguém jamais tinha escrito sobre o trabalho em grupo antes dele. É possível encontrar apenas algumas frases e secções nas fontes antigas de 300, 500 ou mesmo 1000 anos atrás, mas elas são apenas pequenos comentários e nada mais.

O meu professor (Rabash) foi quem primeiro descreveu o trabalho sistemático no grupo, esclarecendo como nos conectar entre nós de forma a criar um órgão sensorial para sentir o estado superior. Tudo começou a partir dessa famosa folha de prata do pacote de cigarros onde ele escreveu o primeiro artigo que começa com as palavras: “Reunimo-nos aqui para estabelecer uma sociedade para todos os que desejam seguir o caminho e método do Baal HaSulam, o caminho pelo qual subir os degraus do homem e não permanecer como um animal…”. E é isto o que nós fazemos.

Da Convenção de Vilnius 23/2/12, Lição 2

100% De Trabalho Espiritual Nas Cadeias Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos trabalhar para que uma ação esteja acima do nosso desejo de receber?

Resposta: É difícil imaginar isso no momento, porque, para nós, mesmo uma ação de doação deve-se ao desejo de receber. Mas isso também é bom e é chamado de “Lo Lishma” (não por causa Dele).

Se eu doo a fim de ganhar mais, este é um ego grande e desenvolvido em nosso mundo. Um egoísta subdesenvolvido simplesmente toma para si, como um assaltante que ameaça com uma arma e leva tudo para si mesmo como o egoísta mais simples e ingênuo opera.

Se o banco rouba de você, aparentemente ajudando-o, dando-lhe um empréstimo, mais tarde você verá que eles tiveram um grande lucro à sua custa, mas isso já é um ego maior e mais desenvolvido. Mesmo durante a história da humanidade, no início houve muitas guerras e roubos e as pessoas tinham que se esconder atrás dos muros da cidade.

Mas depois as pessoas ficaram mais sábias e aprenderam a mentir entre si e a roubar hábil e legalmente. As pessoas já calculam as coisas e percebem que não há nenhuma razão para o uso de armas e derramamento de tanto sangue se isso pode ser feito de forma diferente, fazendo negócios que trarão lucros maiores e mais seguros. No entanto, todos estes cálculos resultam do mesmo desejo de receber.

Mas quando eu alcanço o desejo de doar, minhas ações são chamadas de “Lo Lishma”, porque apesar de eu fazê-las egoisticamente, para mim, eu tento não fazer para mim. Eu simplesmente não tenho escolha, porque estou no exílio, escravizado pelo meu ego, e tenho que ouvi-lo e pensar em mim mesmo.

Às vezes eu quero dar tanto, para se conectar com os outros, mas depois vejo que fiz tudo para mim. Se não fosse meu interesse fazê-lo, eu não poderia fazer nada, nem mesmo pensar nisso. Mas eu já discordo disso e tento fazer pelo menos alguma coisa para doar. É por isso que é chamado de “Lo Lishma“. É 100% trabalho espiritual, porque a pessoa não tem culpa de estar no exílio, sob o domínio do seu desejo de receber.

Ela não tem escolha e deve passar por este processo, desenvolvendo uma velocidade alta o suficiente para atingir uma deficiência completa, um vaso inteiro para doação. Nós ainda temos que agir em “Lo Lishma“, tentando imaginar todos os estados onde a própria doação é “Lishma” (por causa Dele), para realmente tentar física, mental e internamente, com todo o nosso coração (desejo), participar desta ação, forçando-nos a ser incluídos nela.

Mesmo se eu conseguir de alguma forma pensar na doação e tudo o mais for egoísta, eu ainda tentei. Por isso, isso é chamado de “trabalho espiritual”, porque mesmo se eu sei que estou trabalhando para mim, pelo menos externamente, eu faço tudo que posso para agir a fim de doar. É por isso que é chamado de “Lo Lishma“. Já é o trabalho espiritual e não apenas falso altruísmo como vemos em nosso mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

Um Comício Na Lituânia

No próximo sábado (21.04.12), em frente ao Parlamento da Lituânia, ocorrerá uma reunião dedicada à justiça e equidade na sociedade lituana. Os organizadores do comício são políticos respeitados. A nossa equipa lituana também estará participando da reunião e preparou materiais impressos para divulgação.

brosiura_1.indd                                        brosiura_1.indd

Além disso, a equipe espera obter a aprovação para a realização de mesas redondas como uma solução para o problema da equidade, justiça e união.

Por que O Deserto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que a última convenção em Israel foi realizada no deserto? O simbolismo é realmente assim tão importante para os Cabalistas?

Resposta: Nós vimos que isso não interessa e não faz diferença. A primeira vez que fomos lá foi porque temos lá um grupo grande e sério de 40-50 pessoas, que estão espalhadas num número menor de pontos no deserto. Elas vivem em suas pequenas casas no meio do deserto e cultivam para viver, plantando tomates, pepinos, pimenta, figos, bananas e por aí fora.

No deserto praticamente não chove, você tem algumas gotas uma vez por ano no máximo. Por isso, o que nós testemunhámos foi um fenómeno sobrenatural. Mesmo as pessoas que nasceram nessa área e que lá vivem há 40 ou mais anos nunca viram nada como isso. Fora o facto de a chuva ter sido acompanhada por relâmpagos e trovões, que é completamente anormal para o deserto. Nós vemos isso como um bom presságio.

Por que o deserto? Não é o deserto no sentido tradicional. Havia montanhas ali. Essencialmente, é terra vazia, mas não areia.

Curiosamente, existem grandes reservas de água no subsolo: desde agua salgada, como no Mar Morto, até água com concentrações de sal, como num mar ou oceano qualquer, até água límpida, a chamada água doce. Dependendo de onde você perfura a crosta da terra, você pode produzir um tipo de água diferente. Enquanto existe um oceano de água por baixo, acima do solo está o deserto.

É por isso que os habitantes plantam lá frutas e vegetais especiais. Dependendo da concentração de sal na água que eles usam para irrigar suas culturas, eles obtêm um sabor característico. Por exemplo, os figos são muito doces por natureza, mas se você os irrigar com água salgada, eles crescem muito maiores e muitas vezes mais doces porque precisam como que lutar contra a água salgada.

Existe também uma reserva natural onde animais especiais com chifres são criados. Muitas organizações financiam a reserva porque lá são conduzidas experiências genéticas especiais.

Em resumo, é um lugar muito interessante. No deserto você pode realmente isolar-se de distrações exteriores. Já fomos lá várias vezes, e gostámos. Mas desta vez, obviamente, o congresso ultrapassou todas as expectativas.

Penso que o local do congresso e o momento foram bem escolhidos. Devemos todos estar felizes com o que apreendemos. Sentimo-nos como um todo único, e através disso podemos continuar a desenvolver dentro de nós as noções de ver o mundo de uma forma integrada. A partir dali podemos revelar o Criador, de acordo com a lei de equivalência de forma.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/2/12

Aumente O Volume Do Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós temos que olhar o mundo através do prisma do grupo. Em outras palavras, qualquer coisa que nos acontece na vida corporal tem que nos lembrar que devemos retornar ao pensamento sobre os nossos amigos e o grau de união entre nós. Será que eu compreendi bem, que tudo o que acontece é apenas um lembrete? É este o prisma do grupo?

Resposta: Não há lembrete aqui. Você existe num enorme e infinito mundo integral. O Criador criou somente o mundo do Infinito. Tudo o que existe em nosso entendimento e sensações, além do mundo do Infinito, é uma percepção parcial do mesmo mundo do Infinito.

Nós recebemos a grande Luz Circundante (Ohr Makif), a Luz da correção, conforme a nossa capacidade de ir em direção à percepção do mundo integral. Em outras palavras, temos que tentar estar mais perto dela, tentar senti-la como uma Luz geral, eterna e perfeita, como ela realmente é, e não como imaginamos que ela seja. Nós invocamos a iluminação do nível superior sobre nós, na medida dos nossos esforços e, assim, crescemos.

Agora, nós chegamos a um estado em que somos capazes de olhar o mundo e começar a percebê-lo como um todo, e percebemos a nós mesmos como aqueles que o revelam. Isto é necessário.

Por que precisamos de um grupo? Nosso Kli (desejo) comum quebrou apenas para que nós começássemos a juntá-lo com os nossos próprios esforços. Estes esforços evocam a Luz Circundante. Por um lado, a Luz Circundante aumenta a sensação de nossa individualidade, ou seja, o nosso egoísmo cresce (o lado esquerdo, a linha de esquerda). Mas, por outro lado, a Luz nos dá a sensação de união, a revelação da qualidade de doação (o lado direito, a linha direita).

Quando não estamos no mundo do Infinito, mas 125 níveis abaixo dele, ao irmos em direção a ele, pela força, como numa barra elevada, conforme a nossa aspiração, atraímos sobre nós a Luz superior do mesmo mundo do Infinito. Esta Luz aumenta tanto o nosso egoísmo quanto a qualidade de doação: duas qualidades opostas.

Desta forma, você revela o mundo do Infinito 620 vezes maior em seu poder do que antes. Se antes você estava no nível mais baixo (zero), ao atingir o 125º nível você aumenta a si mesmo 620 vezes. Você atinge todas as luzes de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida, você se eleva de Malchut, através Zeir Anpin, Bina e Hochma, à Keter, e assim vai do nosso mundo ao estado do Infinito.

Todas essas sensações não são físicas; elas estão dentro de você. É como se você estivesse inflando um órgão sensorial dentro de você, que inicialmente é apenas um ponto, e é por isso que é chamado de ponto no coração, onde você é incapaz de sentir qualquer coisa. Você gradualmente o infla usando duas linhas opostas: uma linha de recepção e uma linha de doação, os desejos de desfrutar e a intenções de doar.

Você cresce à medida que sobe esses graus conforme a sua intenção de doar e o seu desejo. Assim, tudo depende da nossa pressão, da sua aspiração ao próximo e sempre superior nível.

De KabTV  “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/02/12

Entender E Sentir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho entendido mais do que sentido nesta Convenção. Isso é normal ou eu perdi alguma coisa?

Resposta: Entender sem sentir também é bom. Pelo menos você já viu a união das pessoas, viu a aspiração delas, entendeu que a nossa conquista da realidade se baseia nesta aspiração específica.

Sem a união nós não podemos criar o sensor onde seremos capazes de sentir o mundo superior, o Criador. É exatamente por isso que estamos quebrados e vivemos na parte inferior: para começar a juntar os pedaços do mundo superior. À medida que juntarmos, vamos descobrir e sentir novos elementos do verdadeiro mundo, real e espiritual.

Veremos o nosso mundo ao contrário, como que afastando-se de nós, porque, basicamente, ele não tem nada: é menor do que um ponto. Ele está sob o ponto da linha reta, sob os “pés” do Partzuf de Galgalta. Existe o Sium, ou o fim de todos os Partzufim, e o ponto de nosso mundo é ainda mais baixo, debaixo dele, ou seja, como se ele não existisse. E nós existimos nele, mas é como se fôssemos “inexistentes”.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/02/12

O Líder É O Maior Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem pessoas que já atingiram o quarto nível de desenvolvimento, o nível do Homem? Seriam elas são certos líderes mundiais?

Resposta: Infelizmente, os líderes estão muito longe disso, porque só o maior egoísta pode ser um líder no nosso mundo. Isso ocorre porque o nosso mundo é egoísta e, portanto, a fim de subir até o topo, você precisa ser o maior egoísta com um desejo muito grande.

Há cerca de dois milhões de pessoas ao redor do mundo que estudam o método da educação integral no âmbito do Instituto ARI. Muitas outras diferentes organizações e círculos também estão empenhados nisso.

Eu espero que o ano de 2012 seja um ano especial, pois muitas mudanças estão para acontecer agora, e vemos que a velocidade dessas mudanças está aumentando, particularmente em termos da compreensão e adaptação do sistema integral para a humanidade. Portanto, nós vamos ver grandes mudanças, e eu espero que sejam para melhor.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

Num Círculo Em Volta Do Pilar Da Luz

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar é a principal ferramenta que nos permite sair deste mundo para o mundo superior. Devemos esperar e torcer para que isso aconteça a qualquer momento.

O Zohar age como um mecanismo especial. Podemos estar prontos para entrar na espiritualidade, mas incapazes de atrair a Luz sobre nós mesmos. Ou podemos aparentemente atrair a Luz, mas não estarmos prontos para ela. Este livro é um sistema que cria a correspondência entre o grupo, onde primeiro nos odiamos e, em seguida, nos conectamos. Mas isso também ocorre apenas sob a influência da Luz. Até mesmo para sentir ódio, precisamos sentar-nos juntos diante do livro.

Se a luz não nos influenciasse, nós não sentiríamos tanto ódio para com o outro. Mas quando a Luz é revelada pela primeira vez, de repente compreendemos quão profundamente nos odiamos. Como resultado do trabalho sobre nós mesmos e do uso correto da Luz, podemos transformar o ódio em amor e respeito, e então descobrir o que está escrito no livro.

Estudar a Torá significa descobrir todo esse ódio e nossa incapacidade de nos conectar, a nossa impotência, e, no início, até mesmo a falta de desejo. Devemos descobrir todas as etapas, todos os atributos, e depois mudá-los, descobrindo o que devemos ansiar. Tudo isto é feito apenas com a ajuda do livro.

Isso não significa que temos que aprender o texto de cor e saber o que está escrito lá. Os graus devem se conectar corretamente numa escada, para que o AHP do superior penetre o GE do inferior, e a conexão entre eles abra caminho para os pedidos que se erguem ao alto e para a satisfação que desce do Alto, que é a via para a força superior. Tudo isso é feito por um sistema chamado “livro”: com a ajuda de um livro, um escritor, e uma história.

Aqueles que lêem o livro juntos e querem atingir algo precisam sentir que são iguais. Os sábios do Talmude tornaram o estudo mais fácil para nós, e agora, para termos êxito, não precisamos de quaisquer restrições corporais, como se diz: “Viva a pão e água, durma no chão, e sinta-se com sorte”. Em vez disso, eles prepararam este estudo para nós, através do qual atraímos a Luz que Reforma.

Eles introduziram em seus livros uma influência sobre nós que nos aproxima do “pilar” pelo qual é habitual para orar. Esta é a linha do meio especial, que conecta e equilibra as forças de recepção em nós e as forças de doação que queremos adquirir, conectando tudo isso à nossa solicitação.

Eles conseguiram tornar as coisas mais fáceis para nós através da construção do sistema por suas almas, para completar o sistema espiritual inicial dos antepassados. Agora, podemos nos conectar com eles através de nossos professores: Rabash, Baal HaSulam, e todos os outros Cabalistas ao longo dos tempos, até que possamos atingir os sábios do Talmude e os antepassados. Assim, iremos nos conectar ao “pilar” espiritual.

O Livro do Zohar nos permite conectar com o espaço organizado numa linha (Kav). Mas a fim de receber desta linha, temos que construir um círculo. A parte 2 do Estudo das Dez Sefirot é dedicada a este tema e conta-nos como a Providência superior passa dos círculos para a linha e, como a partir da linha é possível conectar-se aos círculos.

Se quisermos nos juntar á linha dos grandes Cabalistas do passado, não há outra maneira, exceto formar círculos. É como um bebê que está nos braços de sua mãe. A mãe o trata como uma linha: com cuidado e ponderação, sabendo exatamente o que acontece com ele. Enquanto que o bebê se anula totalmente e existe “em círculos”, incapaz de apreciar as ações de sua mãe ou diferenciar que algo está vindo de cima ou de baixo. E isso permite que eles se conectem.

Temos de atuar da mesma maneira. Isso só é possível se mutuamente nos anularmos no grupo e organizarmos o grupo corretamente, conforme instruções do Rabash. Depois, através do livro, do sistema da linha que foi formada pelos grandes Cabalistas que passam a energia espiritual para nós, seremos capazes de receber essa força, mesmo se não soubermos como ela funciona. Vamos deixar a Luz Superior fazer o seu trabalho, e vamos ver o resultado.

Vamos vê-lo da mesma forma que uma criança que cresce sente o resultado de seu desenvolvimento, se saber de onde vem e como se desenvolve. Tudo que é exigido dela é o desejo de crescer. Nós também temos que exigir apenas o desejo correto, ou seja, constantemente temos ansiar por uma maior conexão. Isso indica que nós nos anulamos perante o superior e que nos conectamos a linha.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, O Zohar

A Construção Mágica Da Alma

Dr. Michael LaitmanNós existimos como partes de um sistema, similar aos elementos de um sistema eletrônico. Portanto, tudo o que acontece nos conforma apenas com a forma como todo o sistema atinge o fim da correção.

Diz-se: “Os parias não serão reativados de Mim” e “Tudo vai voltar à sua raiz”. Cada um retorna à sua raiz, e juntos nós retornamos à nossa raiz geral. Mas nós queremos encurtar o caminho, alcançar a meta acelerando o tempo (Achishena), aqui e agora, rapidamente, para compreender e sentir o que estamos fazendo, tanto quanto é possível, a fim de realizar conscientemente essas ações de doação, com compreensão, e não para avançar pelo caminho do sofrimento (Beito, ou em seu tempo).

Há dois problemas. Por um lado, eu tenho que concordar em executar ações de doação. Por outro lado, eu tenho que entender que eu deveria calcular e preparar essas ações altruístas. Estes dois tipos de trabalho são chamados de “trabalho na mente” e “trabalho no coração”, e ambos são opostos à natureza.

Portanto, nós nos esforçamos ao máximo para organizar o sistema correto entre nós, como se estivéssemos conectados, como se nos amássemos, como se nos complementássemos, como se fôssemos engrenagens num sistema geral e estivéssemos conectados com o Criador, a fim de dar-Lhe alegria, e com toda a humanidade, a fim de corrigi-la e trazê-la à mesma ação.

Tudo isso é “como se”. Nós fazemos tudo como se estivéssemos brincando, como uma criança que, tendo reunido as peças da construção, de repente, descobre que ela ainda é um brinquedo. Ela pensou que iria construir um trator, ela deu o seu melhor, reuniu, e daí descobre que não é real, mas feito de plástico e não se move.

Mas em nosso trabalho espiritual, no momento em que construímos esse “modelo”, sabendo que ele é um jogo, mas construindo-o corretamente, de acordo com as exigências dos Cabalistas, a Luz que Reforma influencia-nos imediatamente e o torna real.

Este é todo o truque. Nós só precisamos entender que é assim que funciona. Tentamos reunir as peças, no amor, doação, união, conexão, através da fé acima da razão – não faz diferença como nós chamamos isso em nosso nível. Certamente, tudo é falso. Mas nós tentamos reunir essa construção, e de acordo com os nossos esforços a Luz age e transforma-a numa imagem real.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição 7

A Luz Que Ilumina Por Trás Da Cortina

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a Luz precisa de mim? Eu sou realmente tão importante?

Resposta: Nós não temos a deficiência, o desejo, para descobrir todo o mundo espiritual superior. A Luz não precisa de você; é você que precisa da Luz, de modo que ela irá construir a deficiência correta dentro de você. Quando você realmente desejar doar, você vai descobrir isso.

Agora, nós estamos num mar de Luz, mas não sentimos nada porque não temos a deficiência. No entanto, se eu evocasse sobre mim a influência da Luz, ela iria construir essa deficiência dentro de mim. Então, eu finalmente sentiria o que me falta.

Um exemplo simples: digamos que eu não quero nada na vida. Eu sou indiferente. No entanto, um amigo vem e me convida para fazer uma viagem.

Eu concordo com relutância, e no caminho, passamos por um restaurante. Eu sinto o odor e fico um pouco com fome. Nós entramos no restaurante, e, à medida que nós comemos, como normalmente acontece, o apetite vem com a refeição. Então, eu realmente tenho um apetite de verdade.

Portanto, nós devemos abrir a cortina de forma gradual. Primeiro, nós só “cheiramos” a Luz evocando-a de longe. Depois, nós a provamos. Assim, o vaso é criado dentro de nós.

Eu digo a uma criança, “Prove isso, você vai gostar”. A criança afirma: “Não, eu não quero! Eu não vou prová-lo!”. Eu respondo: “Faça por mim”.

É assim que a Luz cria o vaso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/12, Escritos do Rabash