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A Garantia Mútua É Para O Mundo Inteiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu estou lendo opiniões sobre alguns dos artigos publicados pelo movimento “Garantia Mútua” e muitas dizem que você simplesmente quer expandir seu círculo de adeptos, como se “a Cabalá não fosse mais tão interessante, então agora o Laitman iniciou um novo movimento”.

Resposta: Eu gosto dessas intensas perguntas e objeções, porque eu gostaria que as pessoas compreendessem a minha opinião. A Cabalá é uma técnica de correção do mundo, que funciona em todos os níveis sociais:

  • Há pessoas que estão interessadas em avançar espiritualmente.
  • Há pessoas que estão interessadas ​​em avançar espiritualmente, porque é importante para elas viver em um mundo pacífico, seguro e sereno para elas e seus filhos.
  • Há pessoas que tem muito pouca preocupação com qualquer uma dessas coisas. Elas só estão interessadas ​​em viver uma vida boa e normal, “eu me sinto confortável neste momento, e esta é minha tarefa: manter o conforto e, se possível, aumentá-lo”.

Dependendo dos desejos das pessoas, algumas estão envolvidas apenas em seus assuntos pessoais, enquanto outras estão engajadas na sociedade. Algumas pessoas são atraídas pelo poder, fama, conhecimento e riqueza, o que significa que elas têm maiores exigências em comparação com as de um homem comum. Cada pessoa tem determinadas propriedades e desejos de acordo com a essência que está presente nela desde o nascimento.

Portanto, sendo uma pessoa que estuda a natureza humana e a sociedade, eu não faço nenhuma reivindicação a quem quer que seja, porque eu entendo perfeitamente que as pessoas que estão envolvidas ou interessadas na Cabalá, de fato, chegam à Cabalá. Quanto às pessoas que não têm estas aspirações, não importa quanto tempo eu gaste falando-lhes de Cabalá, elas não chegarão a ela. No entanto, elas perceberão que a garantia mútua é o instrumento que podemos usar para corrigir a crise hoje, mas na esfera interna e pessoal, dentro de nossas famílias, e no nível do país e do mundo.

Isso é o que eu quero que as pessoas saibam. De acordo com o questionamento interno ou a necessidade de cada pessoa, cada uma tomará seu lugar nesta hierarquia de corrigir a si e a humanidade. Portanto, não há nenhuma tentativa aqui de atrair as pessoas para aquilo que elas não responderão. Isso é impossível.

Este não é um movimento político usual, onde as pessoas podem ser seduzidas por algumas metas, dizendo-lhes: “Vamos e conquistemos, vamos tirar a abundancia de alguém e dividi-la entre nós”, e assim por diante. Pelo contrário, este é um movimento que se baseia apenas no acordo conjunto de todos os membros da sociedade, e, portanto, envolve a todos. Em outras palavras, ele está lá para que todos se encontrem sob a garantia mútua no mundo, conforme as propriedades inatas, predisposições e inclinações da pessoa em relação a isso.

A Conexão Entre O Livre Arbítrio E A Moralidade

Dr. Michael LaitmanUm experimento de fisiologia e os seus resultados:

Objetivo: “Terá uma crença no livre arbítrio uma relação com a moralidade? Será que a crença na liberdade fará uma pessoa mais ou menos ética?”

Experimento: “Trinta pessoas foram escolhidas e divididas em dois grupos de 15 pessoas. A um grupo foi dado passagens e afirmações que pareciam atestar que o livre arbítrio não existe. Foi-lhes pedido que lessem os pontos de vista de filósofos e cientistas deterministas que afirmavam que a liberdade era apenas uma ilusão. Uma das passagens lida foi do livro de Francis Crick (Crick juntamente com Watson descobriu a estrutura do DNA), A Hipótese Inacreditável: ‘Você, os seus gostos e desgostos, as suas memórias e as suas ambições, o seu senso de identidade pessoal e liberdade, são de facto não mais que o comportamento de uma vasta reunião de células nervosas e as suas moléculas associadas. Você não é mais que um pacote de neurónios’.

“Assim, a um grupo foi dado para ler passagens “anti-livre arbítrio”. Ao outro grupo foi dado para ler passagens neutras que não diziam nada sobre o livre arbítrio ou a falta dele”.

Teste: “Então, os dois grupos receberam um conjunto de questões matemáticas para ser resolvido num computador. O programa do computador que fazia as perguntas tinha um erro que os estudantes podiam usar para trapacear no teste. Depois do teste os examinadores verificavam os resultados de qual grupo tinha trapaceado mais. Os sujeitos do experimento pensavam que este era sobre capacidades matemáticas, mas na verdade a experiência era sobre quem trapaceava mais”.

Resultado: “Os examinadores descobriram que o grupo recebeu as passagens “anti-livre arbítrio” para ler trapaceou muito mais quando comparado com o grupo que não leu passagens relacionadas com o livre arbítrio”.

Conclusão: “Assim, o estudo sugeriu que uma crença no livre arbítrio torna a pessoa mais ética. A pessoa que acredita no livre arbítrio tende a responsabilizar-se por suas ações. Quem não acredita no livre arbítrio tende a associar a responsabilidade moral ao determinismo: tinha de acontecer dessa forma!

“Assim, os cientistas pensam que podemos não ter livre arbítrio, mas uma crença no livre arbítrio mantérá a sociedade mais ética. Os nossos neurónios cerebrais determinísticos se excitam baseados no seu estado anterior, mas um dos componentes do estado é o nosso sistema de crenças. E tendo acreditado no livre arbítrio no sistema faz com que os neurónios se excitem mais “moralmente” que quando o cérebro não tem esta crença”.

Meu Comentário: A Cabalá pega todos os pontos de vista opostos e combina-os, dizendo que o ser humano não tem liberdade alguma; ele é completamente influenciado pelo ambiente. Contudo, ele pode escolher o ambiente sozinho e assim mudar a si mesmo sob a sua influência. Desta forma, ele pode mudar o seu próprio destino. (Veja o artigo do Baal HaSulam “A Liberdade”)

Sete Bilhões De Membros Da Família

Dr. Michael LaitmanA abordagem da Cabalá é altamente científica. Contudo, não a impomos; nós apenas queremos apontar os factos óbvios do mundo interconectado que são impossíveis de ignorar.

Continuaremos destes factos para as mudanças na natureza humana, porque agora, recebendo uma educação integral, as pessoas começam a pensar em termos de um sistema integral. Anteriormente, elas viam-no e apreendiam-no através do prisma do seu egoísmo, “eu e os outros”, enquanto que agora, uma pessoa começa gradualmente a sentir o mundo através de um prisma que absorve toda a luz visível. Ela não se foca no benefício próprio, mas no bem de toda a humanidade. A sua visão está a tornar-se geral e a sua mente está adquirindo uma forma diferente de pensar. A sua percepção passa através de toda a gente.

Um exemplo pode ser a dona de casa, uma mãe que toma conta dos seus filhos e marido, e da casa, organizando tudo. Ela olha para a vida e para o amanhã não em conexão com a sua personalidade, mas em conexão com sua família. Ela vê a realidade do hoje e do amanhã não como resultado de si mesma, mas como resultado deles.

Se uma pessoa começa a olhar gradualmente para o mundo desta forma, ela sobe para um novo degrau. Um novo sistema de percepção da realidade desenvolve-se nela. Ela não sente a realidade dentro de si mesma de forma pessoal, egoísta, e individual, mas vê como todos a sentem.

Em essência, esta é a regra, “Ame o outro como a si mesmo”. Uma pessoa aproxima-se gradualmente deste estado onde ela está não apenas em confronto com a humanidade e em proximidade com algumas pessoas individuais, mas começa a sentir-se a si mesma dentro deste “pote”, dentro da humanidade, dentro do sistema geral.

Assim, a sua percepção, visão, e forma de pensar e sentir mudam; a sua realidade inteira muda. Ela sai de si mesma e revela uma nova realidade que não sentia antes, uma nova dimensão na sua nova percepção.

Se a humanidade avança em direcção a esta intenção, alcançará o que chamamos o mundo espiritual superior. Isto não é apenas um nome, mas tem tudo a ver com a percepção e a doação, ao invés da recepção para si mesmo.

Além disso, a palavra “doação” não é usada no sentido habitual. É quando eu sinto as coisas em comum com todos nós, e se não me preocupo com todos, não recebo nada para mim mesmo. Hoje, nós começamos a perceber isto, ainda que vagarosamente.

Isso irá custar-nos muita dor e esforço, mas se introduzirmos uma educação global, as pessoas começarão a prestar atenção aos vários exemplos dos filmes, peças de teatro, novelas, programas televisivos e histórias que demonstram que o bem e o mau são considerados apenas em relação à sociedade. Estamos num sistema global onde experienciamos um processo global que é acompanhado por mudanças que nós mesmos conseguimos implementar apenas sob a condição de que comecemos a desenvolver um novo tipo de educação.

Eu falei sobre isto no Conselho Mundial da Sabedoria em Arousa em 2005. Contudo, ainda vemos que as pessoas não estão prontas para isto, apesar de serem incapazes de fugir, e apesar de já estarem à beira do desastre.

Por exemplo, alguns meses atrás a dívida nacional dos EUA excedeu os recursos totais do país. Por outras palavras, mesmo que eles vendessem tudo o que têm, não seriam capazes de satisfazer as suas obrigações. Se eles reconhecerem o colapso e declararem bancarrota, o mundo cairá logo depois deles. Por isso, o mundo está a pedir: “Continuem a jogar. Continuem a imprimir dinheiro como se tivessem algo com que cobri-lo”.

Estes são jogos que estamos a jogar. Esta não é a economia no sentido antigo, clássico. Nós apenas continuamos a avançar com os nossos olhos fechados, confiando na sorte, mais do que realizando a correcção. Não temos outra alternativa senão uma educação integral e já temos consciência disso.

A economia é a linguagem do nosso egoísmo. As nossas relações são construídas no princípio de “você me dá, e eu lhe dou”, no sistema do ganho máximo à custa dos outros. É precisamente na linguagem da economia que nos comunicamos nas nossas interacções egoístas, porque a economia é a essência da nossa união egoísta.

Nós a construimos de acordo com certas regras, e por causa disso podemos existir. Experienciamos a crise neste sistema, primeiro porque as conexões egoístas entre nós atingiram o último estado, e não é mais possível viver desta forma.

Por isso, sob as circunstâncias, eu apelo às pessoas não apenas como Cabalista, mas como uma pessoa comum que se preocupa com o futuro da humanidade. Eu não preciso de nada para mim mesmo. Eu apenas insto as pessoas a olharem para o que está à frente de cada um de nós em igual medida.

Eu não dou conselhos caseiros. Não sugiro teorias feitas por mim, nem proponho qualquer ciência nova, especial. Primeiro de tudo, eu digo: Sejamos guiados apenas pela ciência, porque ela é igualmente reconhecida por todos.

De uma conversa sobre um novo livro em 11/7/11

Não Há Amor Sem Ódio

Dr. Michael LaitmanQuando nós estamos falando de conceitos espirituais, se não houver o ódio no início, não haverá amor mais tarde. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero, porque a Luz nela leva a pessoa de volta à fonte”.

A fonte boa é o amor. Mas ele não pode ser revelado a menos que o mal, o ódio e a rejeição sejam revelados primeiro. Nós devemos nos acostumar com o fato de que o amor e o ódio são sempre revelados e trabalham juntos.

É por isso que nós descobrimos tanto o ódio quanto o amor na nossa sociedade, e devemos entender que um é impossível sem o outro. Nós não somos anjos perfeitos, mantidos no nível inanimado, mas pessoas com todo o nosso egoísmo cruel.

Na medida em que você anseia sentir amor, você descobrirá apenas um ódio maior. Essa é a única forma de você se tornar digno da “saída do Egito” e chegar ao “Monte Sinai”. A montanha de ódio (“Monte Sinai”) é o resultado do nosso trabalho anterior.

A Torre de Babel é apenas o começo; nada foi revelado lá. Portanto, vinte gerações de Adam HaRishon (Adão) até Abraão, sendo as primeiras gerações de Cabalistas, são chamadas de antepassados. Esta é apenas a preparação inicial, porque um forte desejo não foi revelado lá ainda.

A primeira vez que o desejo foi revelado foi na Babilônia, que é onde a ciência da Cabalá se originou. Já havia uma pequena montanha de ódio lá – “A Torre de Babel”, acima da qual era possível subir. A ciência da Cabalá, a ciência da conexão, nasceu lá, e as pessoas que foram capazes de se conectar também surgiram lá. Portanto, ela é sempre revelada acima ódio.

Portanto, não há necessidade de ter medo do fato de que o mundo hoje está revelando ódio. Nós apenas temos que deixá-lo ser revelado de forma natural e preceder o golpe com um remédio, de modo que o ódio seja revelado com entendimento, de forma consciente. E nós temos que estar confiante no fato de que nós temos as instruções precisas de como usá-lo corretamente.

Da lição de 15/08/11, passagens selecionadas no Dia do Amor

Ficar Seguro Pela Assinatura Do Fiador

Dr. Michael LaitmanPrimeiro de tudo, eu tenho que me comprometer na ligação com os outros a fim de revelar a propriedade de doação.  Mas é preciso muito tempo para chegar a essa necessidade, que é chamado de “o tempo de preparação”. Nesta fase, eu revelo o quanto sou incapaz de me conectar com outros, não desejo, e odeio isso.

Aqui é onde eu encontro o ódio. Na verdade, não é ódio por outra pessoa, mas para com a propriedade de doação em si. Rejeitando a outra pessoa estou rejeitando o Criador, Sua propriedade de doação. É por isso que eu tenho que providenciar o apoio do meu ambiente, do amigo com quem quero muito me conectar pedindo sua ajuda: “Eu te odeio, e eu preciso de tua ajuda”. Afinal, há uma força muito especial chamada a “garantia mútua”, como é dito: “Assim ajuda o homem seu próximo”.

É assim que eu consigo o apoio que é depositado na minha conta, já que eu o atraí de outra fonte. E conforme eu alcanço essa garantia mútua, onde eu o apoio e ele me apóia, nós tentamos nos aproximar um do outro e não conseguimos! Então, nós descobrimos que a garantia mútua também não ajuda, porque Aquele que a mantém está ausente. Nós precisamos do Criador como uma testemunha, um fiador que assina o contrato.

É como se nos faltasse o “chefe do banco” e, portanto nossa garantia é inválida. Ela deve ser apoiada pelo capital e o poder. Essa força que pode nos unir é a Luz! E a Luz se revela através da nossa reciprocidade. Isto é o que nos diferencia de todos os outros casos de garantia, tais como entre os criminosos que se uniram para roubar. Afinal, eles não se unem para implementar a doação mútua.

Este é um discernimento profundo que nos mostra porque é que somos capazes de nos perceber desta forma, embora a ligação não ajudasse todos os outros que perseguiram objetivos materiais e não atraíram a Luz que corrigem. Deve haver uma garantia mútua que contém a força do Criador, a força da Luz dentro dela.

Isso é descrito como: “Israel (dirigir-se diretamente ao Criador), a Torá (a Luz da correção), e o Criador são um”. Esta é a única maneira de se conectar: Quando nós (o Criador, o grupo, e eu) estamos juntos. Caso contrário, não vai funcionar. Não haverá uma força que possa engatar o motor, e então nós vamos simplesmente sair da pista. Nós não seremos capazes de examinar a nós mesmos, como se estivéssemos em um circuito de morto sem eletricidade nele.

Mas se trabalharmos de um modo onde um suporta o outro, com o poder do Criador sendo descoberto entre nós, esta é a única maneira de chegarmos ao sistema corrigido, onde o Criador é revelado. É assim que a qualidade de doação é revelada entre as criaturas. Nós criamos vasos espirituais fora de nós mesmos, e dentro deles a Luz (o Criador) é revelada.

Da lição de 15/08/11, passagens selecionadas no Dia do Amor

“Monstros” Financeiros Ameaçam A Democracia

Dr. Michael LaitmanEntrevista com Mário Soares, antigo Presidente de Portugal: “A UE está hoje em crise. Os mercados estão desorientados, assim como aqueles que os governam. Eu chamo-os de monstros e é verdade, eles são monstros. Ninguém sabe de onde vieram ou o que eles querem. Bem, sabemos que eles querem dinheiro e por isso lançam ataques sobre o Euro e, consequentemente, sobre países como a Grécia, Irlanda e Portugal e outros…

“Isso é extremamente grave. Falta-nos uma resposta conjunta, que fosse necessária para a Europa. Para os países ricos como a Alemanha e a Sra. Merkel, que podem estar a pensar que ela pode dar ordens para a Europa, para Germanizar a Europa. Se ela pensa isso, ela está errada…

“Se as coisas continuarem do jeito que estão, será o fim do projeto europeu, não há dúvida. Mas eu acho que haverá uma grande reação. A reação virá do povo. Não é apenas no mundo árabe que as pessoas se revoltam. O perigo é a revolução na Europa. As pessoas podem rejeitar esta Europa e dizer que isso não é a Europa, nós queremos outra Europa. Queremos o diálogo, bem-estar social e respeito uns pelos outros”.

Comentário: A única coisa que pode nos salvar é a compreensão de que estamos vivendo no mundo novo e integral, no qual estamos totalmente interligados e devemos, portanto, considerar todos como um todo, como uma família. Em 1920, o Baal HaSulam escreveu que o mundo inteiro é uma família e se não virmos isso dessa maneira, vamos ser levados a uma guerra mundial em 10-15 anos. E foi isso que aconteceu.

Hoje, a situação se repete, com a diferença de que o tempo está se movendo mais rápido e, portanto, uma guerra mundial poderia acontecer dentro de alguns meses. E ela só pode ser evitada, deslocando a tendência mundial em direção à conexão mútua, percebendo a necessidade de se elevar acima do protecionismo e egoísmo individual, e pensando no modo como as pessoas pensam dentro de uma família sobre todos, sem negligenciar questões, das mais prementes às mais simples. Como em uma família, primeiro pensamos nas crianças e doentes, e depois naqueles que podem esperar por uma solução para seus problemas.

Quanto mais cedo mudarmos a nossa abordagem, vamos sentir imediatamente uma atitude diferente da natureza para conosco, porque nós vamos atingir a equivalência (equilíbrio, homeostase, harmonia) com ela, e todas as nossas ações nessa direção nos levarão à bondade!Vamos aprender com a natureza!

A Garantia Mútua É A Resposta Ao Desafio Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: É difícil acreditar que exista uma organização que, de repente, queira fazer apenas coisas boas sem interesses egoístas, razão pela qual as pessoas naturalmente sentem desconfiança em relação ao seu movimento “Garantia Mútua”. Você pode comentar?

Resposta: Nós não estamos planejando fazer algo de bom para alguém assim à toa, como resultado da bondade do nosso coração, por assim dizer. Isto não é natural para as pessoas – e quem conhece isso melhor do que os Cabalistas! Nós queremos que as pessoas descubram por que a natureza está promovendo essa condição de “criar uma interconexão global e integral”, de ser “como uma família” para nós, e como podemos tornar a nós mesmos, nossa sociedade, nosso governo e nosso mundo equilibrado, harmonioso, seguro e cheio de tudo o que precisamos para levarmos uma existência boa e correta.

Por um lado, isso requer uma explicação e uma educação gradual e paciente. Por outro lado, o mundo está se movendo na direção de um caos maior, que obrigará as pessoas a estar mais atentas na busca de uma saída para a situação, de um instrumento que mude isso. Então, elas descobrirão que a solução que oferecemos na verdade vem das condições da natureza.

Esta não é uma teoria artificial criada por economistas, ecologistas, ou outros especialistas, mas uma que vem das próprias condições da natureza. Portanto, nada sobre ela é nosso. Nós simplesmente a explicamos para as pessoas: Olhe para o que está realmente acontecendo na natureza, como o nosso mundo é construído, como o sistema de interações entre as pessoas é organizado, para onde estamos indo, e como podemos mudar tudo.

Hoje, a própria natureza apresenta este desafio para nós. Se nós revelarmos a crise global e integral, e se revelarmos a nossa interconexão universal de uma forma negativa, então, naturalmente, isso nos levará à guerra, a uma grande luta. Mas se melhorarmos e suavizarmos constantemente essa interconexão, isso nos levará a uma conexão boa, afável e mútua. Esta é a garantia mútua, quando eu sei que dependo de todos e todos dependem de mim, e eu tento criar essa interconexão boa e afável.

Não Tenha Medo Do Seu Medo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a atitude certa que eu devo ter em relação ao medo que experimento agora quando saio para falar com as pessoas sobre a Cabalá?

Resposta: Este medo não desaparece até o fim da correção. Se você ler os Salmos, você vai se surpreender ao descobrir que até mesmo o rei Davi, que estava no mais alto nível espiritual, sentiu medo. Obviamente, não é o mesmo tipo de medo que sentimos, mas o medo de ser ou não capaz de doar, de realizar ou não a ação corretamente. A pessoa tem dúvidas constantes sobre isso.

Cada grau espiritual começa com esses medos e dúvidas. E a mesma coisa serve para nós: tudo começa com medo, repulsa, aversão e apreensão. Isso é Malchut, que revela a falta de tudo dentro dela. Este é o grau da entrada no estado da doação em prol da doação, Bina, Hafetz Hesed.

O estado da doação em prol da doação não é o estado de um herói destemido. Por enquanto a pessoa está apenas se elevando acima do seu ego, acima de tudo, dos medos, e ela só pode doar em prol da doação. E só é possível elevar-se até esse nível de doação a partir do medo e da apreensão, da sensação de que você não tem nada – nenhuma força ou compreensão, mas isso não importa!

O mais importante é elevar-se acima de todos estes medos e aderir-se ao superior, atingindo-se assim a mínima adesão inicial, chamada de estado de “embrião”, três dias da absorção da semente (esperma), acima de todos estas desagradáveis sensações.

Este é o estado de crise, separação e fraqueza que é, na verdade, pior que a morte. Afinal, a morte forneceria algum tipo de fuga, mas aqui não há escapatória. Tudo o que você pode fazer é saltar para cima! Este não é um estado simples.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/08/11, “A Nação”

No Limiar Da Cabalá Prática

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a “Cabalá prática”?

Resposta: A “Cabalá prática” é quando você age na prática e não apenas dentro de si mesmo. No entanto, o trabalho interno é também chamado de Cabalá prática, quando você cria uma intenção, adesão (Zivug) e recepção da Luz em prol da doação. É quando você não apenas lê sobre isso num livro, mas atinge o instrumento de doação chamado “tela” e pode usá-lo para realizar ações práticas.

Você tem a matéria na qual você tem que trabalhar. Este trabalho só é possível com a ajuda de uma tela. Você recebe uma tela em virtude da Luz que corrige. Tudo isso é chamado de Cabalá prática. Não há outras ações práticas além de dar à matéria a forma da doação. O desejo de desfrutar deve adquirir a intenção em prol da doação. Esta é a única ação em operação no mundo.

Além da ciência da Cabalá, nada pode realizar isso, porque esta ciência fala sobre como o sistema geral funciona e como temos que agir dentro dele. Se eu tomo toda esta ciência e começo a realizá-la, isso é chamado de “Cabalá prática”.

É semelhante à forma como existe a física teórica e prática, física aplicada. Na parte teórica, você pode pensar sobre as coisas e pode entendê-las ou não, mas então você chega à realização prática, onde realiza todos os tipos de experimentos, estuda e mede as coisas, e verifica se elas existem de uma forma ou de outra. É semelhante a crianças que brincam a fim de crescer, e uma vez que elas se tornam adultos, elas executam essas ações corretamente na vida real. É para isso que se destina o experimento científico ].

A verdadeira prática já é a realização dos avanços científicos na vida. O mesmo é verdadeiro na ciência da Cabalá. Se você estudar a fim de realizá-la na prática, isso significa que você já está no limiar da Cabalá prática, mesmo que possa levar muito mais tempo para adquirir uma tela e iniciar a realização dessas ações. Ainda assim, de acordo com sua direção e objetivo, já se considera que você está lidando com a Cabalá prática.

A única ação prática que existe na realidade é a adesão com a Luz (Zivug de Hakaa), o grau de equivalência de forma que nós alcançamos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/08/11, “A Nação”

Chegou A Hora!

Dr. Michael LaitmanAmigos, pela primeira vez na história nós alcançamos a realização efetiva da ciência da Cabalá, que se destina ao homem e à correção que a criação tem que passar! Tudo isso agora está em nossas mãos e nós temos que fazer isso, embora possa parecer difícil e até impossível.

Mesmo que ainda tenhamos medo de não conseguir fazer isso, e mesmo que nos sintamos inseguros, não há outro caminho a percorrer – chegou a hora! A realidade está nos obrigando a agir. O lugar da quebra está sendo revelado a nós e nós somos obrigados a realizar a correção.

Apesar de estarmos acostumados a pensar que a Cabalá é um estudo de alguns textos, intenções e ações que não trazem o resultado desejado, mas só se manifestam profundamente nas experiências e sensações de uma pessoa, ao mesmo tempo, nos dias de hoje, nós chegamos a uma situação em que isso também está começando a se manifestar na matéria. Ou seja, tudo o que estudamos e tudo o que estamos tentando realizar na intenção, são coisas que nós também temos que ver como afetando de forma clara a matéria e as ocorrências que acontecem no mundo, no novo equilíbrio de forças, no processo que o mundo está passando.

Nós chegamos à Cabalá prática! É impossível abandonar sua missão e fugir. Se não fizermos o que compete a nós, haverá eventos muito dramáticos esperando por nós e o resto do mundo.

A força que vem para nos ajudar a avançar continuará a agir mesmo se não a usarmos corretamente. Se nós perdermos a oportunidade de usá-la corretamente, pelo caminho desejado, ela nos influenciará a despeito de nosso desejo, de uma forma muito negativa.

Quer queiramos ou não, esta força está agora sendo revelada e ela deve ser expressa em nós. Nós podemos transformá-la em uma tela anti-egoísta e Luz Refletida, conforme nos tornamos semelhantes à doação do Criador. E nada pode ser melhor que isso! Mas se não fizermos isso, a mesma força que nós não transformamos numa tela e intenção, na Luz Refletida e doação, na Luz e bondade, começará a influenciar-nos na forma oposta.

É por isso que o Baal HaSulam diz que ele tinha que publicar o jornal e começar a agir, de modo que todo mundo descobriria que tipo de tarefa estão enfrentando, e poderia realizá-la.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/08/11, ” A Nação”