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Por Todos Os Labirintos Até A Luz Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo físico, eu tenho que ver e desenhar uma linha entre dois pontos para conectá-los. Como eu posso conectar duas almas com a ajuda do texto do Zohar?

Resposta: Eu não sei o que a minha alma é, e sei muito menos sobre o que as outras almas são. Além disso, eu nunca saberei isso. Eu só preciso desenvolver a atitude correta em relação a elas, chamada de “doação”, e pronto.

Eu não tenho consciência de quem eu sou, nem sei quem o meu amigo é. Tudo que eu preciso fazer é amá-lo, e isso é suficiente. Isso significa que eu alcanço a força do Criador, que age entre nós. A minha atitude aberta em relação a outra pessoa, a minha capacidade de amá-la é a força do Criador, a força da doação. Ele é o Criador pois Ele é onipotente, e eu me torno parte Dele.

Nós não sabemos quem é quem agora; isso será revelado mais tarde. Tudo que eu preciso fazer é aceitar as condições à medida que elas vão se revelando. Mas toda a minha atenção deve ir para a conexão, sem contemplar quem eu sou, pois agora eu sou aquele que deve se esforçar em amar os outros.

No entanto, conforme o meu esforço em alcançar o amor e a doação, é que eu conhecerei ainda mais o meu amigo e eu mesmo. Eu só consigo atingir isso se eu amarro ele e eu juntos com amor; assim, nossas almas serão reveladas. Isso só acontecerá sob esta condição.

Portanto, eu deveria me concentrar na atitude correta para com os outros, no ponto onde eu posso exercer o meu esforço, meu desejo, para que ele seja revelado. Mas como eu posso criar e alcançar esse desejo? De onde ele vem? Ele vem do grupo, o lugar onde eu influencio meus amigos e eles me influenciam. Eu tenho que sentir a minha humildade, a fim de receber a importância da meta deles, e o Criador será revelado entre nós.

Assim, eu revelo este ponto cada vez mais, usando a força de uma grama, e todos os mundos se iluminam. Por que eu faço isso? Para alcançar este labirinto inteiro, para passar por ele, aprender todo o programa de criação, e alcançar a sabedoria inteira.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “O Condutor de Burros”

Um Mensageiro Entre Dois Pólos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Porque é que enquanto lemos O Livro do Zohar não temos apenas de nos concentrar em nossa conexão mútua, mas também precisamos ouvir os comentários no Zohar?

Resposta: Primeiro que tudo, se lemos o texto original do Zohar, não temos praticamente por onde nos guiar. Portanto, precisamos dos comentários. Um comentário é uma fonte autêntica, um pouco abreviada, de conexão, quer na forma exterior, no degrau, quer em diversos critérios ao mesmo tempo. Mas ela nos conecta ao original.

O Zohar por si é também um comentário sobre a Torá. A maior parte do Zohar está baseada em citações tiradas da Torá, que ele processa de forma diferente. Será que O Zohar comenta estas passagens em um nível inferior àquele no qual a Torá foi escrito por Moisés, ou não? Não quero discutir isto, mas tal questão surge.

Será que o comentário Sulam reduz o degrau do Livro do Zohar ao torná-lo mais próximo do nosso entendimento? Percebemos pouco disto. Pode ser dito o seguinte: cada comentário inclui dois pontos extremos. No seu ponto mais alto, os autores do Zohar partilham as revelações de Moisés em seu nível; de outra forma, eles não seriam capazes de fazer o comentário.

Mas eles escrevem o próprio comentário tendo o leitor em mente, ou seja, de uma forma simplificada e em um nível inferior da escada espiritual. Afinal de contas, todo o benefício de revelar a Torá recai em usá-la para corrigir o desejo de desfrutar, como descrito pelo verso: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá para a sua correcção”.

Assim, o autor de um comentário tem de permanecer em ambos os níveis: no degrau onde ele recebe a fonte e a um nível inferior ao qual ele deseja passar esta fonte, mas de uma forma mais adequada, ajustada ao degrau do receptor. Este é o objectivo de cada comentário.

Portanto, até agora, nada pode substituir o comentário Sulam, uma vez que por um lado, o Baal HaSulam atingiu o degrau do ARI, tendo por isso recebido a encarnação da alma do ARI e alcançado o degrau dos escritores do Zohar. Por outro lado, ele aproximou O Zohar do nosso degrau, explicando-o nas três linhas, na linguagem da Cabalá, usando as definições de Partzufim, mundos, Sefirot, Reshimot, e por aí fora.

Nós não precisamos de mais nada, exceto tentar actualizá-lo em nós. Contudo, supõe-se que agora o mundo inteiro esteja próximo da transformação das almas. Assim, para tornar O Zohar mais facilmente entendível para as massas, nós limpamos de certa forma o texto do Zohar de vários símbolos que pudessem ser um obstáculo para o leigo, de forma a tornar a própria leitura mais fácil para ele.

Mas nós nunca adicionamos quaisquer comentários nossos e apenas facilitamos a leitura mecânica do texto para ajudar a pessoa a perceber o texto. Nós apenas colocamos certo tipo de “filtro” sobre ele, que extrai dele toda a linguagem Aramaica, assim como referências e várias versões. Isto foi, em essência, o que fizemos com o livro “O Zohar para Todos”. Esperemos que neste formato, O Zohar esteja ainda mais apropriado ao uso para a correcção das almas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/1/11, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “O Condutor de Burros”.

Cabalistas Sobre A Torá E Mandamentos, Parte 17

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

Consequentemente, o que se deve fazer para vir amar o Criador? Para esse propósito nos foi dado o remédio (Segula) de se engajar na Torá e Mitzvot (Cabalá) pois a Luz neles reforma. Há Luz lá, que deixa a pessoa sentir a severidade do estado de separação. E, lentamente, assim como a pessoa tem a intenção de adquirir a Luz da Torá, o ódio pela separação é criado nela. Ela começa a sentir a razão que ocasiona que ela e sua alma sejam separadas e afastadas do Criador. (Somente a parte interna da Torá, a Cabala, é capaz de atrair a Luz que Reforma. Então, a pessoa irá sentir que ela é uma egoísta e irá desejar a correção). – Baal HaSulam, Shamati, Artigo 34, “O Benefício da Nação”

Material Relacionado:
Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 16
Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 15
Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 14

Lutando Com O Ego Com Uma Espada De Papelão

Pergunta: Por que o mundo de Nekudim se quebrou?

Resposta: O mundo de Nekudim fez um erro de cálculo. Ele pensou que ele poderia gerenciar o recebimento de toda a Luz infinita do Final da Correção “para doar”, mas falhou uma vez que inesperadamente começou a sentir auto gratificação. Ele nem mesmo compreendeu que existiam tão profundos desejos nele e, contra eles, tal Luz elevada, tais imensos prazeres.

Rabash demonstrou isso ao contar a história sobre um homem que foi a uma festa de casamento pensando que ele poderia agradar a noiva e o noivo celebrando e dançando com os outros convidados. Porém, depois de alguns drinques, ele eventualmente perde seu senso de realidade e começa a ficar ruidoso à mesa. Assim, ele foi retirado da festa, levado para casa, para sua mulher, e desde então ninguém quis convidá-lo para casamentos.
Agora, ele precisa se corrigir e começar a observar suas ações; em qual estado ele chega à festa e o quanto ele pode beber, o que é somente um pouquinho para homenagear o anfitrião e nunca ultrapassar os limites. Uma história semelhante aconteceu ao mundo de Nekudim.

Ainda assim, nada disso foi em vão. O mundo de Nekudim se quebrou para mostrar ao ser criado o que ele é em comparação com o Criador. De fato, tudo que foi revelado a ele antes da quebra não era real, aparentemente. Nunca antes a criatura foi capaz de ver a essência do seu desejo egoísta quando ficou de fronte da Luz transmitindo prazer. Ela sempre agiu com a intenção de “doar” dada pelo Criador.

O Criador criou a criatura no mundo Infinito, a preencheu com toda Luz Infinita em todos os desejos (Kelim), e lhe deu todas as intenções. Então, a criatura fez uma restrição, quer receber para doar, tudo graças à força da Luz presente nela.
Isso não é difícil de entender: eu sou operado pela Luz, e eu sigo suas ordens. Não sou eu quem atua, mas as duas forças do Criador: o desejo de receber e o desejo de doar. O mesmo pertence à natureza na espiritualidade. O inanimado e o vegetativo, animais santos e anjos, todos são sujeitos a esse mecanismo.
À natureza da criatura é revelada essa primeira vez quando a criatura atua independentemente, que é durante a quebra dos mundos. A criatura faz cálculos baseados na Luz que está presente nela e pensa que ela pode (como sempre fez antes) receber toda a Luz para doar, dessa forma completando a correção.

De repente, acontece que tudo que foi feito antes foi feito pela força da Luz, por sua força de doação que preenche você. Nunca foi sua decisão; simplesmente lhe foi dado no seu nascimento. Agora, pela primeira vez, sua própria natureza vem à superfície.

Assim, depois da quebra, nós já podemos falar de alguma criatura que executa atos independentes. Ela junta seus desejos vazios aos quais falta a tela e diz: “E agora, eu irei fazer eu mesma e receber a Luz neles para doar” é como um tolo e teimoso filho que, ao invés de uma arma real recebida de seu pai, o Rei, decide ir para a guerra com um escudo e uma espada de brinquedo como descreve a fábula.

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Da 3ª Parte da Lição diária de CAbala, 12/1/2011, Talmud Eser Sefirot

Livre-se De Tudo Do Nível Animado

Pergunta: Revelar o mal interior dificulta que a pessoa adquira amor pelos outros?

Resposta: Mas, isso é exatamente o que você está revelando: o mal em relação ao amor e à unificação com os outros. Todo o outro mal pertence ao nível animado. Por exemplo: existem cães que mordem, e há os cães gentis e fofinhos que são animais de estimação. Animais também têm diferentes personalidades. Porém, não estamos nos referindo a um temperamento bom ou mau, mas ao jeito que a pessoa revela o mal verdadeiro quando ela começa a se unir com outras. A verdadeira inclinação ao mal se revela precisamente na rejeição da meta.

Eu me uno com outros para alcançar a meta, o Criador. Nós revelamos o mal somente quando aspiramos à meta. O mal não se revela sem a conexão com a meta. Eu posso ter um temperamento mau, eu posso ter falta de paciência e ser irritável; porém, isso não é chamado “mal” nem pertence à espiritualidade. Mas, quando eu tento alcançar o amor pelos amigos para adquirir o amor pelo Criador e eu descubro o quanto isso me causa desgosto, então o mal é o grau de ressentimento e rejeição. O mal é a aversão à união.

Filtre todas as propriedades humanas e saia do nível animado. Existem “cães”, “coelhos”, e “burros” sentados conosco. Deixe-os todos; não os leve em consideração. Os profetas escreveram em referência a isso: “Eu vim, e não havia homem”. Mal é somente associado com união e aspiração pelo Criador.

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Da 1ª parte da Lição Diaria de Cabala, 11/1/11, “O que é o Pão do Olho mau no trabalho”

Não Entregue Uma Criança Humana Aos Lobos

Primeiro e principalmente eu tenho que ser grato e “abençoar” o fato de que eu tenho a conexão, que eu não sou isolado da governança superior, não importa o que me pareça agora: bom ou mau. A coisa mais importante é que eu tenho o ponto de união: eu sei sobre a existência da Força Superior, a Natureza. Ela é Boa e faz o Bem. Ela tem uma mente e sentimento como nós o entendemos. Ela nos cria e deseja que nos desenvolvamos. Por meio de toda a humanidade, agora mesmo, ela evoca um desejo dentro de mim para me voltar para ela, e eu tenho que ser grato por essa aspiração mesmo que ela me traga desconforto.

Eu trato minha nova inspiração da mesma forma que todos meus outros desejos: eu quero satisfazê-la tão logo seja possível para receber. Porém, esse vazio só será preenchido se eu operar no modo de doação. Esse é um tipo diferente de desejo: ele aprecia somente quando a abundância vem dele, quando ele faz o bem por alguém mais.
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O Que Precisamos Acrescentar À Criação?

Não há nada no universo. OCriador é imutável. Tudo foi feito e concluído imediatamente, e nada está faltando. Nesse caso, o que nós precisamos acrescentar à Criação? Como podemos adicionar a ela?Está  escrito na Torá que quando Deus criou o mundo, “Ele viu tudo que Ele havia feito, e era muito bom”. Ele não viu e soube antes? Ele confirmou que tudo saiu bem somente depois de completar a ação? Por que os sábios falam sobre isso usando essas palavras?
Há somente uma Força que opera no mundo: o Criador. Nós não discutimos o que existiu antes da criação do mundo porque nós percebemos a realidade do ponto de vista da criação. Nós nunca podemos perceber o que precede sua existência.
Nós agimos de acordo com os princípios de “Por Tuas ações, nós Te conhecemos”, e “a pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”. Nós sempre vamos ao Criador (Boreh) das  nossas propriedades internas quando o revelamos, o que é chamado “vem e vê” (Bo-Reh).

Isso significa que isso não se refere a alguma Força sendo revelada, mas ao ser criado revelando essa Força dentro de si. Para esse propósito, à criatura, é preciso dar o sentimento e o entendimento do que ela representa, onde está, quem a pariu e criou, bem como outros detalhes de percepção que refletem seu status. Por essa razão, a criatura experimenta mudanças até que todo bem do Criador seja revelado. Todas essas mudanças vêm do final de uma ação, que está oculta no pensamento inicial. Desde o começo, o Criador deseja que a criatura se torne como Ele e exista no melhor estado possível.

O ponto inicial do Criador precisa se tornar o ponto final da criatura. Uma vez ambos estavam soldados como um, tudo começa a se desenvolver e se abre em relação à criatura.  Somente absoluta bondade vem do Criador. Todos os processos derivam do Seu amor absoluto. Ele já percebe a criatura no seu estado final; porém, todos os graus, forças, e alcances precisam se desenvolver um após o outro na própria criatura. Ela precisa experimentar diferentes estados contraditórios para aprender por si mesma e alcançar o Criador.  A criatura precisa adicionar seu “eu” ao ponto final de igualdade e união com o Criador, e esse “eu” precisa participar completamente no estado perfeito. Por isso está escrito que o estado final difere “620 vezes” do estado inicial. A criatura adiciona todo o seu desejo, entendimento, compreensão, sentimentos, e sensações a ele, e então se torna um justo parceiro semelhante ao Criador.

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Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabala, 1/11/12, “O que é escrito e tu deve retornar aos teus corações”

Vivendo Como Uma Alma

Primeiro, nós temos que desenvolver um relacionamento descrito como “Não faça ao outro o que você mesmo odeia”, seguido por “Ama o próximo como a ti mesmo”. Nós somente precisamos determinar quem é o “outro” (o amigo), quem sou eu, e o que “fazer” significa. Isso tem a ver com as ações da pessoa em relação ao amigo, que tem que adquirir uma forma tangível nesse mundo em toda raça humana.
No final, tais relações irão se aclarar entre todos os humanos, o que pode ser chamado de mundo Infinito, e significarão a correção final (Gmar Tikkun). Aqui, nessa esfera chamada Terra, entre esses corpos animados, nós iremos estabelecer os relacionamentos que se chamarão nossa alma infinita.
Quando alcançarmos esse ponto, nós nos encontraremos em outro mundo. Não haverá mais a necessidade de experimentarmos toda essa materialidade, e ela irá desaparecer de nossa percepção. Mesmo agora, ela existe somente na nossa percepção, enquanto que toda essa realidade é apenas imaginária. Esse é o único propósito de nossa existência na terra. Este é o lugar onde tudo acontece.
Antes da queda do Templo quando as pessoas viviam em alcance espiritual, elas não viviam realmente em outra galáxia ou dimensão, viviam? É verdade, de qualquer forma, que internamente elas viviam em outra dimensão com uma atitude diferente. Porém, junto com isso, esse mundo, a natureza inanimada, vegetativa e animada ainda existia, e todos viviam uma vida normal. Elas criavam gado, administravam propriedades, davam à luz crianças, tinham empregos, e pagavam taxas.

Porém, o relacionamento entre elas era espiritual uma vez que todas viviam em doação mútua e a mantinham com o melhor de sua habilidade. Cada pessoa era importante no nível de sua habilidade de doação. O julgamento era feito baseado no mesmo princípio: do ponto de vista de quanto dano a pessoa trouxe para a sociedade e quão repentinamente seu desejo egoísta se expandiu.

Foi desse jeito que o povo de Israel, a quem Abraão conduziu para fora da Babilônia, viveu até a queda do Segundo Templo. Agora, no grupo, nós temos que atualizar o que a sabedoria da Cabalá nos ensina na prática, isto é, que nossas relações internas devem ser baseadas em amor e união para que possamos viver como “uma só alma”.
Isso não tem nada a ver com a proximidade externa. Nós não precisamos na verdade comer do mesmo prato, viver na mesma casa, e manter uma família coletiva. Isso é sobre relacionamentos internos.

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Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabala, 12/1/11, “A qualidade da sabedoria oculta” – no geral”

Que Tipo De Mudanças Estão Esperando Por Você

Dr. Michael Laitman Pergunta: Quando é que uma pessoa que começou a estudar Cabalá é capaz de dizer que está trabalhando com seus desejos?

Resposta: Quando ela começa a passar por “subidas” e “descidas”. Nesses estados  nós começamos a estudar quão dependentes somos em nossas mudanças internas. E isso é só o começo. É assim que a força superior brinca com você, mesmo que por agora isso esteja acontecendo no plano deste mundo.

É quando você começa a ser jogado de um mundo para outro, sendo por vezes elevado e, por vezes rebaixado. Então, você sentirá como tudo é inconstante.

Imagine que os seus sentidos fossem alterados de tal forma que seus olhos vissem o mundo através de raios-X e que você tivesse radares em vez de orelhas. Que tipo de mundo você sentiria? Você ficaria louco com o excesso de informação que chega até você, toda a gama de ondas, porque você ouviria as pessoas falando aqui e ali, e por toda parte ao mesmo tempo, até mesmo milhares de quilômetros de distância de você. Você poderia ver através das paredes e estaria consciente de tudo o que acontece.

Assim, seu cérebro também teria de estar desenvolvido da mesma forma, a fim de processar este fluxo de informações, bem como seu sistema nervoso. Você seria um ser completamente diferente, e tudo isso apenas se expandíssemos um pouco o alcance de nossa percepção deste mesmo mundo.

No entanto, na Cabalá, nós falamos sobre as qualidades que atualmente nos faltam, em uma abordagem basicamente diferente. Por exemplo, imagine que você começou a sentir as sensações de outras pessoas, vestindo-se em outra pessoa como um fantasma, depois outra e depois uma terceira ….

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/11, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 16

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

A Torá e Mitzvot (correção de si mesmo através do estudo da Cabalá) foram dadas apenas para purificar Israel (para se unir em um único desejo), para desenvolver em nós o sentimento de reconhecimento do mal (egoísmo), impresso em nós ao nascer, que é geralmente definido como nosso amor-próprio, e para alcançar o bom puro definido como o “amor ao próximo”, que é a única transição ao amor a Deus.
Baal HaSulam, “A Liberdade”

Quando a pessoa se empenha na Torá (método de correção do próprio egoísmo inato, e se a pessoa realmente estuda a verdadeira Torá) , ela percebe a verdade, ou seja, a medida do seu afastamento da espiritualidade, e vê que é como uma criatura inferior, que não existe uma pessoa pior na terra do que ela.
Baal HaSulam, Shamati # 56, “A Torá é Chamada de Indicação”