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Há Algo Novo Acima Do Sol!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é dito no Zohar que “Não há nada novo abaixo do sol”? Há algo novo acima do sol?

Resposta: Há algo novo acima do sol, uma vez que a Luz não traz novos desejos (Kelim) para a criatura. A criatura tem de discernir dentro de si, querer, esforçar-se e encontrar novos desejos e carências de realização.

A Luz do sol é a Luz do Infinito. A criação sente a Luz Direta do sol como uma iluminação mínima (Nefesh de Nefesh), e, desta forma, vislumbra novas deficiências dentro de si mesma em oposição à revelação da grandeza do Criador. Isso ocorre através de vários discernimentos de ser oposta à Luz, e do egoísmo ser oposto à doação. Ao fazê-lo , a criatura descobre novas possibilidades de doação. Devido a isso, na Luz de sua grandeza, a Luz anterior de Nefesh de Nefesh (a sensação do Criador) é percebida como “Yechida” infinita da Luz de NRHY.

A revelação desta grande Luz, a grandeza Daquele Que Doa, é a razão para a Luz “acima do sol”. Ela é superior ao conhecimento, desejos e realizações que vêm diretamente do Criador à criatura. Portanto, a Luz do sol é apenas uma centelha de vida, e o resto da criação é construída acima do sol, acrescentando a aspiração do amor ao desejo original.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 5/08/10, O Zohar

Levantando Sua Cabeça

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “Estas são as Gerações de Noé”: Uma pessoa no estado de desejos e pensamentos negativos tem que fazer grandes esforços para superar os argumentos da inclinação ao mal que a chateiam com perguntas bem conhecidas: “quem?” e “o que?”(“Quem é o Criador que eu deveria obedecer à Sua voz?” e “O que este trabalho lhe dá?”). E não há outra maneira da pessoa superá-las, senão através do poder da fé acima da razão.

Em outras palavras, a pessoa não trabalha de acordo com sua razão egoísta definida por seus desejos atuais. Ao contrário, ela age de acordo com a razão de um grau mais elevado, uma doação maior.

Na verdade, se eu obedeço ao meu desejo e a razão que o serve, eu sou chamado de animal que tem sua cabeça (razão) e seu corpo (desejos) no mesmo nível ou altura. Se eu quero ser “homem”, a minha cabeça deve estar acima do meu corpo, isto é, acima do meu desejo. Isso significa que a minha razão deve servir a um desejo maior, isto é, a doação que está fora de mim, ao invés do desejo atualmente dentro de mim.

Hoje, o desejo de doação está fora de mim (“hoje” indica o meu nível atual), mas amanhã (no nível seguinte), ele já estará dentro de mim. É por isso que eu tento servir ao meu próximo com minha cabeça o tempo todo. É assim que eu trabalho para o nível seguinte, e graças a isso eu sou chamado de “homem”, cuja cabeça está acima do corpo.

Esta é a estrutura dos objetos espirituais: GE (parte superior) do Partzuf inferior reveste o AHP (parte inferior) do Superior e faz um cálculo de acordo com o Superior, conectando-se a ele e tentando ser semelhante a ele. Isto é, eu me conecto ao grupo, que serve como AHP do superior para mim, e uso minha razão para servi-lo, em vez de servir aos meus desejos egoístas (AHP), que estão em um nível inferior.

O objeto espiritual superior se divide em duas partes: seu desejo e a Luz dentro dele. O desejo do Superior é o grupo e o ambiente espiritual. Em outras palavras, são todas as partes da alma comum que eu ainda não conectei a mim, e por isso elas são externas a mim.

Mais tarde, tudo se unirá em um desejo e na Luz dentro dele, como está escrito: “Ele e Seu nome são um”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 3/08/10, Artigo, “Estas são as Gerações de Noé”

Notícias De São Francisco

Notícias do Bnei Baruch San Francisco: Após a conclusão do Mega Congresso de Cabala, o grupo de San Francisco transmitiu uma sessão de duas horas na última quarta-feira, em preparação para o próximo semestre do Curso de Cabala.

A transmissão foi extremamente bem sucedida com mais de 620 conexões. Eu espero que essas transmissões da Costa Oeste se tornem regulares, e que sejamos capazes de despertar um número cada vez maior de pontos no coração adormecidos.

Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 15

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabala e Filosofia

No entanto, a compreensão do significado da palavra “espiritualidade” (algo de uma natureza diferente que não seja o nosso mundo material, suas sensações e pensamentos) não tem nada a ver com filosofia. Isso porque, como eles podem discutir algo que nunca viram ou sentiram? No que se sustentam seus fundamentos (investigações e conclusões sobre algo que nunca perceberam)?

Se não houver uma definição que possa explicar a espiritualidade (qualidade de doação e amor) a partir da materialidade (receber e odiar), isso serve apenas aqueles que (alterando sua natureza de recepção para doação) tenham atingido uma coisa espiritual (obtido a qualidade de  doação) e sentido-a (através da qualidade de doação uma nova atitude em relação ao seu ambiente, isto é, o  mundo espiritual). Estes são (somente) os Cabalistas genuínos (já que tais mudanças só são possíveis através da aplicação prática da sabedoria da Cabala); portanto, é a sabedoria da Cabala que precisamos.

– Baal HaSulam, “A Sabedoria da Cabala e a Filosofia”.

Não Espere Pelo Toque Do Relógio Superior

Antes de tudo, vamos agradecer ao nosso ego por nos trazer tais perguntas como “quem” e “o que”. De fato, elas indicam que o Criador, Moisés, e o Faraó se encontraram. O Faraó desafia Moisés: “Quem é o Criador para que eu ouça Sua voz?” Isso é a revelação do ponto de “Moisés” em você, o ponto que vem do Criador até o “Faraó” e incita essas perguntas em você. Tais questões pertencem à dimensão espiritual, não à corporal. Agora, você tem que se mover e as cultivar mais.

Você se lembra como a Torah descreve o que aconteceu como resultado dessas perguntas? Moisés está temeroso, mas não tem escolha. Uma vez após outra, ele vai ao Faraó com o Criador, e o “Faraó” (nosso desejo egoísta) o golpea repetidamente. Assim é como uma pessoa evolui.

O Criador admite que Ele deliberadamente torna mais grosseiro o coração do Faraó, nosso ego. Assim, somos de repente pressionados por vários cálculos egoístas. Nossas fascinações terrenas são renovadas, e sentimos que esse mundo está cheio de potencial. Pensamos que podemos alcançar grande sucesso nele e não entendemos porque fomos deixados para trás. Além disso, onde estão o reconhecimento, a saúde, o poder, e a chance de nos estabelecer nele como os outros fazem?

Mais questões como essas irão aparecer, e seu avanço dependerá somente do ambiente. Nós vemos que, até que todas essas “pragas Egípcias” passem a “nação de Israel” não se torna uma em nós. Isso acontece somente antes do êxodo. Enquanto isso devemos permanecer fortes. Nós podemos receber toda a Luz do Criador, a assistência Superior, somente através do ambiente. Ela não virá de outro lugar.

A Luz vem dos textos Cabalísticos. Porém, se você não estiver conectado ao ambiente espiritual, eles não vai afetar você. Para encontrar o Criador e ir ao Faraó com Ele, você precisa do ambiente e das fontes autênticas.

Assim é como devemos responder a essas questões mesmo antes que elas apareçam em nós. Não espere até que o relógio desperte e as execuções Egípcias comecem. Comece agora mesmo. Ligue-se ao grupo e construa uma fundação sólida para si mesmo. Se o grupo der a você a força, você irá avançar despreocupado com as quedas, e seu veículo irá pular adiante abastecido com essa força.

Uma Vida Para Todos

Pergunta: O que é a unidade entre nós que nós pedimos ao Criador quando lemos O Zohar?

Resposta: Na verdade, não sabemos o que é essa unidade. O que significa unidade? É sermos amigos como em nosso mundo, onde nos conectamos através de interesses comuns, desejos, e buscas, e onde nos alegramos gastando o tempo livre juntos jogando futebol, pescando, bebendo cerveja, ou fazendo ginástica na academia? Ou devemos ser como uma sólida tripulação de submarino onde cada um passou por duros treinamentos psicológicos e está preparado para morrer pelos outros?

Unidade em espiritualidade significa algo totalmente diferente. A vida espiritual que você encontra em tal unidade é coletiva. É semelhante a como são os gêmeos siameses, quando um morre, o outro também morre. Eles só podem viver como um. Não há divisão entre “meu” e “seu”, ou “metade para um e metade para o outro”.

Essa vida comum é chamada unidade espiritual uma vez que tudo que você ganha é através da união com os outros. Você compartilha um “corpo”. Ele é uma vasilha espiritual chamada corpo da alma. Dentro dessa vasilha espiritual está a Luz da alma; ela é uma alma. Se essa unificação se desintegra, o corpo desaparece e a Luz junto com ele. Como resultado, não existe alma ou vida espiritual.

Quando As Questões Do Faraó Nos Subjugam

Pergunta: O que devemos fazer quando as questões do Faraó nos subjugam?

Resposta: Uma pessoa religiosa não sofre com essas questões, ela está contente com o fato de que recebe conhecimento através do estudo da Torah. Porém, a pessoa que estuda Cabalá constantemente verifica: “Por que estou fazendo isso, onde estou, e quando alcançarei o propósito da criação?” Quer dizer, ela existe num constante estado de análise interna.

O ambiente que rodeia essa pessoa também existe dentro das mesmas circunstâncias, dos mesmos escrutínios, e da mesma influência. Além disso, o ambiente não é só composto de pessoas que a rodeiam diretamente, mas de milhares de pessoas por todo o mundo que estudam Cabalá e pensam em uma direção. Elas todas se movem simultaneamente, como se elas estivessem sendo levadas por um vento poderoso ou por ondas de um tsunami que chegam umas após as outras.

Assim, essas questões emergem em cada pessoa: “Quem é o Criador, e por que devo ouvir Sua voz? Por que estou fazendo tudo isso? O que esse trabalho me dá? Isto é, por que estou fazendo tudo isso? É para alcançar a doação? Mas, o que isso fará por mim?”

Essas perguntas vêm do Faraó, nosso ego, e elas são muito justas e corretas. Está escrito que o Faraó é mais esperto que todos, e que grande sabedoria foi acumulada no Egito. O Faraó representa a vasilha espiritual completa, todo o desejo que foi criado pelo Criador. Assim, quando o Criador deseja atrair uma pessoa (Moisés e a nação de Israel) para perto d’Ele, Ele diz: “Vamos ao Faraó!” Onde mais uma pessoa poderia adquirir o desejo de revelar quem ela é? Somente através do Faraó. O Criador diz: “Eu mesmo irei com você”.

É como se eles não tivessem escolha. Eles precisam se voltar para o Faraó, adquirir a força do desejo egoísta uma vez que sem isso o avanço é impossível. Onde mais eles iriam adquirir essa sabedoria? Somente do Faraó, da Luz da sabedoria, a Luz de Hochma que existe nesses desejos.

Assim, é bom que perguntas do Faraó surjam em nós. Nós só precisamos trabalhar com elas.

Cabalistas Sobre A Essência Da Ciência Da Cabala, Parte 14

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre as passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Os comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabalá e Filosofia

Os Sábios da Cabalá também observam a teologia filosófica, e se queixam de que os teólogos filosóficos roubaram a casca superior (conceitos externos gerais) de sua sabedoria, que Platão e os gregos seu sucessores haviam adquirido (adotaram e modificaram através do intelecto humano egoísta) enquanto (superficialmente, sem mergulhar na essência) estudavam com os discípulos dos profetas de Israel.

Eles roubaram os elementos básicos da sabedoria de Israel (como mais tarde outras religiões roubaram os princípios mais importantes da Cabalá) e vestiram um manto que não lhes pertence (religiões vestiram seus mandamentos e propriedades em orações exteriores, costumes, e tradições). E até hoje, a teologia filosófica está sentada no trono da Cabalá, sendo cabelo debaixo sua senhora (autêntica sabedoria universal)…

A Cabalá não pode provar sua (superior) natureza e verdade, e nenhuma revelação será suficiente para que o mundo saiba da futilidade e falsidade da filosofia teológica que tomou seu trono até que se torne aparente (para o mundo). (Porque é somente através da clarificação das ilusões da teologia filosófica, que é oposta à Cabalá, que a humanidade terá a chance de alcançar a essência da Cabalá).

Assim, não houve tal salvação para Israel (isto é, aqueles que aspiram pelo Criador, Israel = “Isra-El” – direto ao Criador), como quando a psicologia materialista apareceu e golpeou (com seus esclarecimentos lógicos e fatos) a filosofia teológica na (inválida e imaginária) cabeça com um golpe mortal.

O Guia Para o Livro Do Zohar: Escalando Os Degraus Do Egoísmo

Extratos do próximo livro, Um Guia Para O Livro do Zohar

Verdade seja dita, nós não tivemos muito sucesso em conectar todas as coisas positivas e negativas ao Criador ou no entendimento de que tudo vem somente d’Ele e somente para o bem de uma meta positiva. Assim, nosso trabalho consiste em pedir a Ele a força para conectar tudo a Ele como a única fonte.

Nosso ego cresce constantemente, se torna mais forte, pior, e cruel a cada vez. Isso nos força a nos virar para o Criador de forma progressiva e frequente para receber continuamente uma força maior d’Ele para superar nosso egoísmo. É assim que nosso ego não nos confundirá, fazendo com que pensemos que existe algo além d’Ele e que Ele não é bom e faz o bem.

Assim, através desse ego crescente nós ascendemos mais e mais alto até que todo o egoísmo que está oculto em nós seja revelado, e alcancemos a completa adesão com o Criador ao nos tornarmos exatamente como Ele.

A Verdade Está Situada No Meio

As ações da pessoa são baseadas nos seus hábitos; ela percebe e aceita somente o que está acostumada. Qualquer coisa além do normal passa por ela sem ser reconhecida. No nosso estado de falta de consciência, nós ignoramos tudo novo mesmo antes que possamos sentir ou perceber, por isso é tão difícil ficar face a face com a espiritualidade.

Vivemos num mundo que escolhemos ao selecionar somente aquilo com que estamos familiarizados e acostumados desde o Mundo da Infinidade que nos rodeia. Para expandir nosso mundo no e através do mundo da doação, precisamos usar a “fé acima da razão” e aceitar os estados de doação, os atributos, desejos, pensamentos, e ações do “mundo oposto”.

Para alcançar isso, nós temos que reconciliar dois estados espirituais opostos dentro de nós: temos que reconhecer que nossa existência egoísta atual (o grau inferior) é oposta à propriedade de doação (o grau superior). E mais, precisamos viver entre esses estados e nos alegrar com a sensação de vazio do estado inferior porque ele nos dá a oportunidade de subir acima dele, ao grau mais alto.

Tais forças descendem a mim através do grupo desde a Luz Superior e me mantém “acima do chão” como um imã. O magnetismo da verdade e da fé (doação) que me ergue deve ser mais forte do que a sensação do egoísmo bestial que me puxa para baixo, para o “chão”.

A verdade, porém, repousa na existência de ambos estados simultaneamente. Viver em cada um deles separadamente é uma mentira. Mesmo se eu estou inteiramente na espiritualidade, é uma mentira. A existência verdadeira está sempre entre dois estados ao mesmo tempo: a sensação da perfeição e da falta, gratidão e prece.

Eu devo me regozijar pelo fato de que eu posso experimentar ambos estados de uma vez e que eu estou em constante transição. Mesmo assim, estou consciente dos obstáculos e me mantenho acima deles pela vontade, como um alpinista que sabe que tão logo se ache fraco, ele irá cair imediatamente para a morte. Esse é o único estado verdadeiro de existência, e nós precisamos nos treinar para fazê-lo nosso estilo de vida e nos regozijar nele.

Consequentemente existe um teste: Somos capazes de viver num estado de alegria a despeito de todas as lutas e insatisfações, sempre, perseverando entre a inspiração e o desespero?