Textos com a Tag 'Amor'

“O Que Significa Amar O Seu Próximo Como A Si Mesmo?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: O Que Significa Amar O Seu Próximo Como A Si Mesmo?

Tanto quanto retratemos a extensão de nosso amor por nós mesmos, precisamos amar os outros da mesma maneira.

Quanto mais nos desenvolvemos, mais percebemos o “ame o seu próximo como a si mesmo” de maneira diferente.

Como o ego humano, o atributo do amor próprio, cresce constantemente em cada pessoa, então quanto mais nos desenvolvemos, mais nos amamos.

Nosso amor próprio deve servir como exemplo de como devemos amar os outros.

O caminho para alcançar o “ame seu próximo como a si mesmo” é, portanto, um caminho que tem um primeiro estágio necessário, definido como “não faça aos outros o que você odeia”. Exercitando não fazer aos outros o que odiamos, aprendemos gradualmente a nos elevar acima do ego que nos separa, desenvolvendo a qualidade de doação acima de nossa qualidade inata de recepção, desenvolvendo nossa prontidão para alcançar o sublime estado de “ame o seu próximo como a si mesmo”.

Em outras palavras, “ame o seu próximo como a si mesmo” não é apenas um slogan agradável, mas um estado de conexão positiva absoluta acima do ego, onde percebemos e sentimos uma realidade completamente diferente daquela que sentimos em nosso ego inato.

Atingir esse estado requer uma sociedade circundante de pessoas dispostas a se apoiar mutuamente para alcançar esse objetivo. Caso contrário, se houver uma falta de concordância entre alguém em uma sociedade assim, em que mesmo uma pessoa permaneça no impulso egoísta natural do amor próprio, isso prejudicará a capacidade de todos de alcançar um estado comum de amor.

“Você Está Ciente De Que O Amor É Tudo O Que Precisamos?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Você Sabe Que O Amor É Tudo O Que Precisamos?

Em uma época em que a divisão social e o ódio estão aumentando, e quando as autoridades e o raciocínio humano não conseguem conter as emoções negativas, o mundo definitivamente precisa mudar para uma forma de amor completa, inclusiva e absoluta.

É comum pensar no amor como uma sensação ilógica que surge aparentemente do nada, e que não há motivo real para se amar.

No entanto, o poder do amor é tudo o que pode nos unir em nossas divisões e nos guiar para um mundo mais positivo.

Estamos desenvolvendo momentos em que sentiremos em nossa carne que o amor é uma necessidade, que, sem amor, a vida se tornará cada vez mais dolorosa e, com amor, chegaremos a uma nova dimensão harmoniosa que nunca experimentamos antes.

Amor Pelos Outros – Proteção Contra Infortúnios

laitman_527.03Pergunta: O amor pelos outros cresce na medida em que a pessoa se ama ou vice-versa?

Resposta: O amor pelos outros cresce à medida que você se esforça por ele. Para realizá-lo, é acrescentado egoísmo, ou seja, amor próprio. Quando você se eleva acima do seu ego, acima do amor próprio, constrói amor pelos outros.

Ao mesmo tempo, sempre há um equilíbrio de duas forças opostas em você. Assim você está sempre em um equilíbrio dinâmico interno.

Pergunta: Se eu amo os outros, eles não vão me machucar?

Resposta: Naturalmente. Na medida em que você ama as pessoas, você estará protegido delas. Mas esse não é o objetivo que você deve perseguir; deve se esforçar para ajudá-las.

“Ame o seu próximo como a si mesmo” é a lei externa global, mais importante, de todo o universo, toda a criação, dos dois mundos: este mundo e o outro mundo.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 19/04/20

Somente O Guarda-Chuva Do Amor Vence A Guerra

laitman_293Há protestos maciços contra o racismo em toda a América, mas precisamos entender que as contradições e os confrontos entre as quatro raças são inevitáveis até cobrirmos com amor todas as nossas diferenças.

Existem quatro tipos de pessoas de acordo com seu lugar de origem: a raça branca (Europeia), amarela (Ásia), negra (nativos da África), e vermelha (povos indígenas da América).

Foi assim que as pessoas foram distribuídas na Terra até que começaram a migrar de um lugar para outro após a descoberta da América por Colombo e outros eventos. Estes quatro tipos correspondem aos quatro níveis de desejo de desfrutar, pois do estágio de raiz, Keter, surgem o primeiro, segundo, terceiro e quarto estágios: Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut.

Os conflitos que surgem hoje entre as raças não podem ser resolvidos por meios corpóreos comuns. Agora mesmo, antes da correção final, mais e mais problemas serão revelados. A Europa também está sujeita a grandes rupturas devido ao problema dos refugiados.

O ódio entre todos crescerá e se espalhará a tal ponto que os profetas escreveram sobre este tempo: “Os inimigos de um homem são as pessoas de sua própria casa”. Isto é, os parentes mais próximos se odiarão porque o egoísmo cresce bruscamente e não permite que as pessoas se tolerem.

O homem não pode mais tolerar nem mesmo a si mesmo. E tudo isso acontece para que possamos fazer correções. Uma correção não é fazer gestos bonitos, ajoelhar-se e pedir perdão. Nada disto vai ajudar, somente o amor que cobre todos os crimes vai ajudar; esta é a única correção.

Há um método que leva à unidade de todas as pessoas, independentemente da cor de sua pele; além deste método, nada funcionará. Estamos entrando agora num período crítico: a pandemia do coronavírus, o aumento do ódio entre todos os povos, e problemas na economia e no comércio. Não há campo onde possamos estabelecer uma vida normal se não usarmos o método de construir a conexão espiritual correta entre nós, o que nos elevará a um novo nível.

Chegou o momento de nos elevarmos; portanto, todos estes problemas estão se revelando agora. Eles revelam a necessidade de um nível mais elevado, pois a conexão correta entre nós é revelada.

O desemprego crescente, as brechas crescentes entre ricos e pobres, crianças e pais, a epidemia de coronavírus, o racismo, os choques entre diferentes tipos de pessoas, muitos fenômenos negativos surgirão que só podem ser resolvidos por um único meio: “O amor cobrirá todos os crimes”. Precisamos da força superior que virá e resolverá todas essas contradições. Fora isso, nada ajudará.

Nesta disputa, não há pessoas inocentes ou culpadas. É o desejo egoísta revelado no homem que é culpado. Se os negros estivessem no lugar dos brancos há centenas de anos, eles não teriam agido melhor. Portanto, não se deve olhar para o passado, mas sim lutar para um futuro bom, para a conexão, para o amor que cobre todos os crimes. Se não o fizermos, então conduziremos guerras sem fim sem vencedores. Afinal de contas, o egoísmo é nosso inimigo comum.

Não devemos olhar para trás em busca de inocentes e culpados, mas devemos apenas seguir em frente e cobrir todos os crimes com amor. O amor é uma conexão mútua sem quaisquer condições. Se não lutarmos por tal amor, então o mundo está feito. Entraremos em um período de terríveis catástrofes que nos ensinará a atitude correta uns para com os outros.

Precisamos olhar apenas para frente, não para trás. Não há razão para mergulhar no passado porque não encontraremos nenhuma solução lá, e os americanos entendem isso muito bem. É impossível estabelecer harmonia entre povos tão diferentes vivendo na América: Afro-americanos, latino-americanos, alemães, ingleses, judeus. Trata-se de uma verdadeira Babilônia. A única saída é começar a aprender o que são conexão e amor.

O amor significa elevar-se acima de todos os crimes. Portanto, se há crimes e ódio mútuo, então temos uma base, uma base, sobre a qual o amor é construído.

O amor deve cobrir todos os crimes, e é bom que eles existam. O Criador preparou o alicerce para que possamos trabalhar, permitindo-nos construir o amor acima dele, no qual revelaremos o verdadeiro Ele, a força superior. Portanto, não adianta lamentar que o Criador tenha criado tal mundo, mas vale a pena agradecer a Ele pelo fato de que agora podemos preenchê-lo com amor.

O mesmo se aplica ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, onde disputas acontecem o tempo todo, como geralmente acontece entre vizinhos. Embora estes povos sejam tão próximos, ainda é impossível estabelecer boas relações.

Isto pode parecer paradoxal, mas quanto mais a humanidade avança, mais educada, mais desenvolvida na ciência e na cultura, mais forte cresce o ódio entre todos, de modo a nos obrigar a construir laços de amor entre todos. Afinal, isto é o que se exige de nós no final da correção.

Portanto, vivemos em um mundo que está ficando cada vez pior. Mas isto não é porque o mundo em si está caindo cada vez mais baixo. É a luz superior que está afetando cada vez mais o desejo de desfrutar que existe no mundo, querendo se aproximar do ser criado. E até que a luz entre no desejo, sua oposição se intensifica, o que revela o mal do desejo egoísta.

Portanto, não há outra solução para quaisquer conflitos inter-raciais ou inter-étnicos. Mais e mais ódio e rejeição serão revelados em todos os lugares, e nenhuma medida ajudará até que o amor cubra todos os crimes. E o amor só pode aparecer a partir de nossa unidade, que construímos de acordo com o método de educação integral.

A América está em fúria, a União Europeia está se desmoronando, mas o Criador tem seu próprio plano geral de correção, que não nos é revelado. Só precisamos fazer nosso trabalho. Não escolhemos com quem nos conectar: precisamos construir conexão e amor comum com aqueles que o Criador nos traz, de acordo com a estrutura da alma comum de Adam HaRishon.

Não depende de nós em que sequência isso acontece. Quando trabalhamos na conexão geral, gradualmente revelamos como todo este sistema é montado em partes. Não somos nós, é o Criador que está jogando, juntando esse quebra-cabeça, e nós só precisamos pressioná-Lo, exigi-Lo e pedir.

Dói ver as relações estragadas entre a Ucrânia e a Rússia. E muitos outros problemas inter-étnicos se abrirão, que de repente surgirão entre os países europeus, assim como na Idade Média. Pensamos que já formamos a União Europeia, um mercado comum, mas este é apenas um mercado no qual não há nenhuma semelhança. Somente o guarda-chuva do amor nos salvará da terceira guerra mundial.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá, 07/06/20, Escritos do Baal HaSulam, “Paz no Mundo”

Dois Tipos De Amor

laitman_565.01Pergunta: Como o princípio “ame o seu próximo como a si mesmo” pode ser cumprido se eu o amo com amor egoísta, mas devo amá-lo de maneira altruísta?

Resposta: De fato, esses são dois tipos de amor. Mas você pode amar outra pessoa mais que a si mesmo se começar a perceber que amar a outra é o mesmo amor, apenas no próximo nível, global, integral, eterno, perfeito. E amar a si mesmo significa que você ama apenas no nível animal.

Portanto, é impossível comparar o amor externo, integral e interno, linear, egoísta. Quando os dois tipos de amor surgem em uma pessoa, ela começa a amar a eternidade, a perfeição e o mundo mais do que seu corpo animal.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 19/04/20

“Como Você Definiria O Amor?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Você Definiria O Amor?

O amor é a qualidade, a força e o desejo de satisfazer os desejos dos outros, que são direcionados da pessoa para fora.

Como é possível satisfazer os desejos de outra pessoa?

É possível se entendermos seus desejos.

Se compartilhamos hábitos, pensamentos e opiniões com outras pessoas, sabemos como preenche-los e expressar nosso amor.

Se não entendermos seus desejos, devemos aspirar a ter desejos semelhantes àqueles a quem amamos, ou seja, construir um modelo interno que corresponda a seus desejos.

Construir um modelo interno através do qual possamos entender os desejos dos outros nos concede a capacidade de dar-lhes satisfação.

Podemos então entender nossos próprios sentimentos quando recebemos o mesmo tipo de realização, para saber como satisfazê-los.

Na sabedoria da Cabalá, esse estado é chamado de “equivalência de forma”. Isto é, ao igualar as qualidades dos outros, alcançamos um estado de unificação, e o amor é a sensação dessa unificação.

O Amor Existe?

laitman_622.02Pergunta: O amor existe?

Resposta: Claro que sim.

O amor é quando eu quero preencher o outro em vez de mim mesmo. Como uma mãe quer preencher seu filho, como um amigo quer dar tudo a outro amigo, como o Criador quer nos preencher, e se seguirmos em frente corretamente, queremos preenche-Lo.

O amor é o desejo de preencher outro.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 26/04/20

Amor E Carinho Em Um Frasco

laitman_527.09Baal HaSulam, Shamati, Artigo 34, “O Lucro de Uma Terra”: “Portanto, é impossível obter algo com total clareza se o seu paralelo estiver ausente. Por exemplo: é impossível estimar e dizer que algo é bom, se estiver faltando o seu oposto, apontando para o mal. É o mesmo com amargura e doçura, amor e ódio, fome e saciedade, sede e saturação, adesão e separação. Acontece que é impossível amar a adesão antes de adquirir o ódio da separação”.

Se quisermos ser sábios e capazes de apreciar qualquer estado, precisamos estar no estado oposto, então podemos apreciar o que temos. Nesse caso, sentimos o medo de perder o que temos, apreciamos o que temos e não o deixamos ir.

Este é o verdadeiro sentimento de proximidade.

Pergunta: Precisamos sentir constantemente essa trepidação?

Resposta: Nós devemos. Amar alguém, mantendo um constante sentimento de ansiedade, medo de perder esse amor, é uma grande habilidade. Caso contrário, esse amor é infantil, sem valor.

Pergunta: Por que não basta simplesmente superar a separação para alcançar o amor, mas devemos odiar a separação?

Resposta: O que significa superar alguma coisa? Você supera e esquece? Não! Então você não sentirá amor, mas apenas um leve sentimento agradável. Dizem sobre isso que “não há ninguém tão sábio quanto o experiente”, que passou por todos os estados e apreciou a alegria do que tem, em comparação com o medo de que também possa perdê-lo, então ele realmente guarda o que tem. Caso contrário, tudo será perdido.

Em princípio, as muitas vidas que nos são dadas são para que possamos acumular experiência, começaremos a apreciar o que temos e encontraremos a verdadeira felicidade. E consistirá no oposto do mau estado. Foi assim que fomos criados; somos seres criados e somos opostos ao Criador.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 15/12/19

In principle, the many lifetimes that we are given are so that we will accumulate experience, will start to appreciate what we have, and will find true happiness. And it will consist of the opposite of the bad state. This is how we were created;  we are created beings and are opposite from the Creator.
[257966]
From KabTV’s “Fundamentals of Cabalá,” 12/15/19

A Quem Se Refere O Mandamento “Ama Teu Amigo Como A Ti Mesmo”?

laitman_528.03Pergunta: A quem se refere o mandamento “ama teu amigo como a ti mesmo”? Refere-se a todos os que estão ao meu redor ou aos amigos da dezena?

Resposta: Em primeiro lugar, refere-se a você pessoalmente. Quando você trabalha na dezena, tenta amar os outros, o que significa que tenta amar seus amigos na dezena como a si mesmo, e as tentativas de tentar obter esse atributo levam todos a um estado chamado alma.

Em outras palavras, quando dez pessoas revelam o atributo espiritual de se conectar como se fossem um corpo comum, o que não é comum, é claro, porque existe o ego entre elas, mas elas tentam se conectar acima do ego, suas tentativas de unir cria um imenso poder potencial.

Portanto, por um lado, o ego é revelado entre eles e, por outro, uma poderosa unidade é revelada. Esses dois atributos coexistem um acima do outro, o que significa que se trata de criar um objeto chamado Partzuf, no qual existe um grande ego e acima dele existe a imensa força espiritual do Criador que o conecta.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 29/12/19

“Por Que Amar Especificamente O Oposto Agora” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Por Que Amar Especificamente O Oposto Agora

(Foto do programa de 7 de junho de 2020, “Perspectivas Globais“)

Numa época como essa, quando o ódio levanta a cabeça feia e enche as ruas de malícia, quem quer falar de amor? Mas se não falarmos dele agora, quando falaremos, quando sentiremos amor? Se não falarmos sobre ele agora e trabalharmos nele, nunca o sentiremos.

O ódio no centro dos eventos desta vez é o racismo. Esse ódio é tão profundo que, para resolvê-lo, precisamos de uma perspectiva totalmente nova da vida.

Por sermos inerentemente egocêntricos, gostamos apenas daqueles que são semelhantes a nós. Quem é diferente de mim, eu instintivamente quero rebaixar, porque isso me faz superior. Com uma diferença tão evidente como a cor da pele, o impulso de rebaixar e geralmente menosprezar o outro entra imediatamente em ação, mesmo antes que eu tenha consciência disso. Esse impulso egocêntrico nos leva a desejar coisas ruins para os outros, demonizá-los e idealizar a nós mesmos. Enquanto permanecermos nessa perspectiva, nunca amaremos verdadeiramente alguém que não seja nossa família imediata e, mesmo dentro de nossas famílias, o amor já estará decaindo.

Mas o que a outra pessoa, aquela que eu odeio, pode contribuir para a humanidade, eu nunca poderei contribuir, precisamente porque sou diferente. Então, se eu amava a humanidade em vez de mim mesmo, eu amaria essa outra pessoa (atualmente odiada), precisamente por causa da capacidade de dar o que não posso. A própria causa do ódio se tornaria a própria causa do amor. E quanto mais diferente essa pessoa fosse de mim, mais amor eu sentiria.

Então, como mudamos nossa perspectiva? Nós pensamos nela. A capacidade de focar nosso amor na humanidade existe dentro de nós. Caso contrário, nem imaginaríamos que tal coisa existisse. Se pensarmos em mudar nosso ponto focal de “eu” para “nós” e tentarmos dar vida a isso, sentiremos que isso é possível, precisamente porque pensamos nisso. E quanto mais pensarmos nisso, mais forte será nossa capacidade de cuidar dos outros.

Se fizermos isso, não precisaremos nos preocupar com o racismo; são exatamente as diferenças entre nós que celebraremos, abraçaremos e amaremos. E agora precisamos mais do que nunca.