Textos na Categoria 'Torá'

Uma Descrição Da Comunicação Espiritual

Laitman_137Torá, Deuteronômio, 25:11 – 25:12: Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar seu marido da mão do que o fere, e ela estender a sua mão, e lhe pegar pelas suas vergonhas, então cortará a mão dele; não a poupará o teu olho.

Na Torá, há coisas que não podem ser explicadas de maneira racional, mas apenas conectando as partes espirituais da alma, os Partzufim, entre si.

E se a pessoa não conhece isso, então todas as descrições corporais da comunicação espiritual parecem contos medievais.

Pergunta: O que significa “quando brigarem dois homens”?

Resposta: Significa que não há linha do meio, uma contradição. Mas isso não é fácil, pois estamos falando dos níveis de Aba ve Ima, Yeshsut. Tudo acontece dentro de uma pessoa.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 02/11/16

O Princípio Do Dízimo

laitman_560Torá, Deuteronômio, 26:12 – 26:13: Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem. E dirás perante o Senhor teu Deus: Tirei da minha casa as coisas consagradas e as dei também ao levita, e ao estrangeiro, e ao órfão e à viúva, conforme a todos os Teus mandamentos que me tens ordenado; não transgredi os Teus mandamentos, nem deles me esqueci.

Você deve dar tudo o que puder aos outros, e o que você não pode dar, deixa você com raiva, porque seu egoísmo não permite que você arranque mais de si mesmo. Portanto, a instrução é dar o dízimo; nada mais é exigido de você. Mas é uma condição difícil.

O dízimo é a décima parte do ganho líquido que você deve escolher e, em vez de usá-lo, você o dá para o uso dos outros por meio do Templo. Por meio do Templo significa uma doação total que não tem relação com você. Isso significa dar ao Criador. Você dá de forma altruísta, sem obter nenhum benefício para si, porque isso é para o Criador.

Pergunta: Isso significa que eu nem sei para onde está indo?

Resposta: Isso não é seu! Você dá e pronto. Digamos que você tem 100 ovelhas, 10 delas você dá, mas não é fácil, como se você cortasse algo de si mesmo. É muito difícil para uma pessoa.

No entanto, o fato é que essa dificuldade sequer é quantitativa, mas qualitativa, porque você deve dar constantemente, apesar do seu egoísmo. Muitas pessoas em nosso mundo fazem várias doações. Uma pessoa entende claramente que é tudo para si! Caso contrário, ela não poderia dar porque todos nós somos egoístas.

No entanto, aqui surge o estado em que você entende que joga fora seu dízimo no vácuo, em um vazio interplanetário. Portanto, ele rompe com uma dificuldade incrível.

Comentário: Às vezes, você diz que, se uma pessoa não entregar esses dez por cento, eles não a farão bem de qualquer maneira.

Resposta: Tudo no nosso mundo acontece desta maneira: se você não dá voluntariamente alguma coisa que precisa dar, isso é tirado de você de forma forçada. Afinal, o mundo deve existir, e existe de acordo com as leis em que se observa o princípio de dar o dízimo. Embora não vejamos e não o conheçamos, ele é tirado de nós. Com isso sofremos, não queremos, não estamos prontos para dar, mas vemos que perdemos.

E tudo isso apesar do oposto, para receber ao dar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/09/16

“Apagarás A Lembrança De Amaleque”

Laitman_155Torá, Deuteronômio, 25:19: Será, pois, que, quando o Senhor teu Deus te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças!

Não se esqueça de que você deve apagar constantemente a memória de Amaleque.

Sob nenhuma circunstância, enfraqueça seu foco, fique sempre em guarda e lembre-se de que Amaleque – a intenção por minha própria causa – pode abordá-lo a qualquer momento, entrar em você em desejos e intenções específicas e roubá-los para si mesmo. Desta forma, ele novamente receberá sustento de você, e você será enfraquecido em seu caminho.

Pergunta: Quando o Criador finalmente dá repouso?

Resposta: Não há repouso.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/11/16

Dois Mil Anos Antes Da Criação Do Mundo

Quanto mais longe nos afastávamos da Torá ao longo da nossa história, mais perto ela estava de nós.

Como a Torá se Tornou um Livro?

“E quando Ele desejou e pensou em criar o mundo e isso foi revelado em um desejo diante Dele, Ele olhou para a Torá e criou o mundo”. (O Livro do Zohar, “Toledot“)

Pense apenas nisso: o mundo sequer existia, mas a Torá já. Ele não olhou para um livro quando criou o mundo. Não foi um livro que foi dado ao povo de Israel no Monte Sinai.

A Torá é um programa de desenvolvimento abrangente, um guia completo para a criação. Esta é a matriz da qual todos nós somos parte. É impossível superá-la ou fugir dela. Mas uma vez, em um determinado momento de crescer que foi predeterminado por ele, nós saberemos sobre ele. Não vamos simplesmente receber informação, mas estaremos conscientes de onde estamos e do que está acontecendo conosco.

É o mesmo com uma pequena criança que após os primeiros anos “inconscientes” começa a entender que está vivendo em um vasto mundo e este mundo requer sua participação. Na evolução do homem, chega um momento em que a matriz o desperta do seu esquecimento infantil. Ele diz adeus ao seu berço e ao berçário, abre a porta, e deixa a sua casa.

Nesse momento, tudo muda: o mundo adquire volume, som, cores e significado. Acontece que a vida é um caminho que tem um objetivo eterno, e podemos avançar conscientemente, através da nossa escolha livre, juntos. Então, não é apenas a matriz que nos impacta, mas nós também impactamos a matriz.

Assim, nós nos tornamos familiarizados com o plano geral e com a força que nos opera. Alguns milhares de anos atrás, a humanidade alcançou esse nível. As pessoas que se chamavam Cabalistas descobriram o único sistema da realidade e começaram a estudar suas leis, a se conectar a ela, e a descrevê-la.

Assim, eles alcançaram a Torá, escreveram livros que refletiam seus atributos e leis e, mais importante, a direção que ela nos mostra. Eles viram a imagem geral e entenderam o processo geral, assim como entendemos as fases gerais do desenvolvimento de um bebê.

“Antes do mundo ser criado, a Torá tinha precedido o mundo em 2000 anos.” (O Livro de Zohar, “Truma”).

No auge da realização do plano, uma nação inteira viveu estando consciente de suas leis em uma realidade que era muito mais ampla do que a nossa. Mas um dia tudo desapareceu. Ela caiu de sua altura, e com isso as esperanças para o mundo inteiro desmoronaram. Então a Torá se tornou meramente um livro, que nos diz como devemos viver na Terra, um livro sagrado especial. Mas nós já esquecemos a estrutura da criação, o método de ascender acima de nós mesmos, a ferramenta para alcançar a unidade no mundo.

A porta foi fechada e voltamos para o berçário onde temos vivido até hoje.

A Interrupção das Altas Frequências

Há 54 Parashot (seções) na Torá, 613 mandamentos, 79.976 palavras, 304.805 letras. Ela é lida nas sinagogas durante o ano de acordo com a Parasha semanal. Ela inclui a história da nação Judaica, de seus líderes, desde os antepassados até Moisés, a torre de Babel, a terra que o Criador tinha mostrado a Abraão, a perambulação no deserto, a escravidão no Egito, o Monte Sinai que estremeceu em chamas e fumaça…

Se lermos a Torá desta forma, se entendermos desta forma, a parte principal está faltando e é uma embalagem sem um preenchimento. Lida desta forma, ela está separada das raízes, projetada em impressão em nossa consciência comum, e é fixada sob o título “Escrituras Sagradas”.

É assim que ela é transmitida através da percepção egoísta do mundo e deixa de ser o plano do nosso desenvolvimento. Não está se movendo, não é atraente, não nos desenvolve; ela não revela novos mundos, e não nos dá o poder de revelá-los, mas sim nos acalma e nos coloca para dormir. Para alguns, pode ser uma tradição; para outros, é uma coleção de leis absolutas da nossa existência corpórea. No passado ela uniu a nação, mas agora a divide, nos separa, e coloca as pessoas em dois lados opostos.

Não, isso não é a Torá, não é a força que muda uma pessoa, que nos tira do nosso ego primitivo que se limita à nossa vida corpórea. No passado ela nos chamou para cima, e agora se tornou um meio de pressão sobre as pessoas, atraindo, exigindo e limitando-as. As pessoas a estudam de cor, verificam-na pelas diferentes descobertas históricas, e minam sua base ideológica. As religiões crescem em torno dela, misticismo e cínicos se reúnem em torno dela, os filósofos a citam, e os cientistas a estudam tentando decifrar o seu código.

Ela se transformou no best seller de todos os tempos e de todas as nações há muito tempo. Aqueles a quem a Torá chama de “proprietários” agitam-na porque não querem pisar sobre o limiar e deixar seu “lar” para algo maior.

“Pessoas pequenas e limitadas vêm indiferentemente nos preenchendo de drogas diferentes e, principalmente, mantêm a droga da vida fora de nossa visão… para sufocar a voz do Criador nos chamando das profundezas da alma e preenchendo todos os mundos: exija-Me e viva.” (Rav Kook).

Quando o grande feriado da doação da Torá chega, nós mais uma vez a rejeitamos, o que nos deixa com o livro novamente. Mesmo que seja especial, mesmo que seja santo, é um livro e não o grande tecido da criação em que estamos tecidos, quer gostemos ou não, um livro, não um mundo enorme, e não um sistema majestoso que nos rodeia, porque para nós foi criado.

Nós a rejeitamos. Por quê? Porque ela vive em doação e nos ensina a mesma coisa.

Veneno na Ponta da Lâmina

“O princípio mais importante de alcançar a Torá é a unidade, como um homem em um coração”. (“Maor Va’Shemesh“)

No Monte Sinai, nos foi dada uma abordagem comum para o sistema geral e fomos autorizados a entrar conscientemente em contato com ela, estudá-lo, explorá-lo, e sermos incorporados nele em nossa mente e sentimentos. O código de acesso é o amor ao próximo, a interface do software é o relacionamento com outros que é baseado em doação. A Torá se destina a revelar o conglomerado de forças que operam sobre nós, nos impactam, e nos permitem estar mútua e efetivamente conectados com elas. Assim, nós usamos a Torá — deixamos o berçário, crescemos e amadurecemos.

A transformação não ocorre em nossas fantasias, não no próximo mundo, mas aqui e agora, ascendendo-se acima do ego, e essa é a razão de ser tão fácil para uma pessoa verificar a si mesma e se ela recebe a Torá como um analgésico ou como uma desculpa. O critério é simples: nós usamos a Torá assim como tratamos uns aos outros, como um medicamento ou um veneno.

A julgar pela situação atual, nós estamos em um impasse, divididos, esmagados, discutindo e aceitando tudo o que é inevitável. Não é a força positiva da Torá que nos acompanha no caminho para o nosso objetivo, mas a negatividade de nossa própria essência, a qual estamos acostumados, mas que é tão destrutiva.

Quando o grande feriado da entrega da Torá chegar, mais uma vez o rejeitamos, o que nos deixa novamente com o livro. Mesmo que seja especial, mesmo que seja santo, é um livro e não o grande tecido da criação em que somos tecidos, quer gostemos ou não, um livro, não um mundo enorme, e não um sistema majestoso que nos rodeia porque foi criado para nós.

Enquanto isso, o mundo está amadurecendo e atinge situações em que não será capaz de gerenciar sem um professor sábio. É apenas em teoria que uma pessoa é capaz de avaliar com sobriedade a situação e chegar à conclusão certa. Na prática, nossos desejos são muito mais fortes do que nós, e mesmo à beira de um abismo, continuaremos com nossos atos infantis. Essa é a nossa natureza.

Os sábios usam a metáfora clara e amarga de ver o anjo da morte com uma gota de veneno na ponta da lâmina de sua espada e o “obediente” homem abre a boca e a engole. É porque não podemos fazer as coisas de outra forma. Mesmo nossa nação sábia caiu nesta armadilha do ego, e parece que mais uma vez está pronta para se dirigir ao “massacre” a julgar pelos conflitos em Israel e entre os judeus no exterior. Para eles, Israel está se tornando uma responsabilidade inútil da qual eles terão o prazer de se desligar de uma vez por todas.

Este resultado é inevitável a menos que aceitemos a Torá, a menos que nos tornemos responsáveis uns pelos outros, apesar da montanha de dúvidas e ódio que paira sobre nós. É aqui que está a nossa livre escolha, já que a Torá, ao contrário do anjo da morte, só trabalha se a quisermos, se a necessitarmos, não apenas em palavras, mas em ações, se a considerarmos como um medicamento para a nossa divisão, como a sabedoria de doação e da correta cooperação mútua com o sistema geral.

Apresse-se para Amar

Nós somos todos diferentes e vemos o mundo de forma diferente. Isso é bem normal. A Torá não exige que ninguém desista de seus princípios e crenças. Não há necessidade de compromissos socialistas artificiais. Ela nos eleva ao nível em que somente os corações e a conexão entre eles permanecem. Então tudo se funde junto.

“Apresse-se para amar, pois a hora chegou”. (Rabbi Elazar Azikri)

Ninguém está certo ou é culpado. Todos nós nos encontramos diante de nosso monte de ódio, em algum momento, enfrentando a necessidade de tomar uma decisão comum. Sua essência é o nascimento do homem, o nascimento de uma nova sociedade, de uma nova atitude para como a vida e o outro. Quando ansiarmos por isso, o sistema irá nos ajudar, nos guiar e responder às nossas perguntas. Mas se não fizermos, ela nos fará enfrentar os fatos que nos são apresentados na ponta da lâmina de uma espada.

Portanto, se a questão é receber ou não a Torá, nós vamos recebê-la. A próxima questão é se apressamos ou não o amor.

Torá – O Sistema De Conexão Entre Criador E Criação

laitman_549_01O Livro do Zohar,Lech Lecha“: Quão amada é a Torá pelo Criador, por meio da qual a virtude do homem é recompensada com a vida no mundo futuro. E cada um que ensina a Torá aos outros é mais importante do que todos os outros.

A Torá é chamada de Luz Superior (Ohr), que age na pessoa que a estuda da forma correta, isto é, que quer alcançar o nível mais elevado na Torá do que aquele em que está agora.

Ela quer se tornar mais altruísta, dar, amar, estar mais conectada com os outros e apoiando a todos. Em outras palavras, quer se tornar como o Criador – amável, completa e portadora do bem.

Se a pessoa se esforça em mudar a si mesma, a Luz superior, chamada Torá, age sobre ela e a empurra para a frente até esse estado. Então ela sente que está mudando.

Naturalmente, nestas mudanças há altos e baixos, uma mudança de todos os tipos de estados, mas de todos eles, a pessoa aprende o quanto a Torá realmente a influencia e age nela.

Primeiro a pessoa deve adquirir os desejos de doar e a fé acima da razão, e depois transcende os limites deste mundo. Este mundo começa a se dissipar como uma miragem porque só existe na nossa imaginação egoísta.

Na Cabalá, o nosso mundo é chamado de “ponto deste mundo” porque não há outro ponto nele. Quando vamos além dos limites do ponto egoísta e o expandimos, começamos a sentir a abundância e o significado da Torá, aderindo à sua Árvore da Vida. E se não for isto, nós permaneceremos na escuridão, dentro de um ponto minúsculo, preto.

A Torá é a Luz do Mundo do Infinito, que de acordo com o programa da criação (HaVaYaH) foi dividida em 620 Luzes, cujo objetivo é agir sobre o desejo corrupto e corrigi-lo. A pessoa deve corrigir o seu desejo com a ajuda desta Luz, e por outro lado, ela mesma deve despertar essa luz.

Ela não pode mudar a si mesma sem a Luz superior, mas a Luz deve ser atraída, e para isso, a Torá também é necessária. Acontece que todo o sistema que conecta a criação com o Criador e o Criador com a criação é chamado de Torá.

“Não Tomarás Em Penhor A Roupa Da Viúva”

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuteronômio, 24:17-24:18: Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Mas lembrar-te-ás de que foste servo no Egito…

A roupa da viúva permanece com ela de seu marido anterior. Ela está apegada a isso, embora já tenha saído dessa alma, do Partzuf, a que ela pertencia como a parte feminina em relação à parte masculina. Isso significa que a roupa que foi deixada para ela é parte da tela (Masach) que fora seu marido.

Afinal, a alma consiste em parte masculina e feminina. A parte feminina é o desejo e a parte masculina é a intenção de doar. Se essa intenção de doar desaparece ou morre, apenas a parte feminina permanece que é chamada de viúva.

No entanto, visto que ela costumava pertencer à parte masculina, há uma determinada tela residual nela e, portanto, ninguém tem o direito de tomá-la. Só se um próximo marido vier, ele vai mudar a roupa dela. Esse é todo o sistema de interações entre a velha e nova intenção sobre o velho e novo desejo. Tudo isso é o ciclo das almas.

Comentário: Você disse uma vez que se uma mulher tivesse vários homens, os genes dos homens anteriores seriam incorporados em seu filho.

Minha Resposta: Na verdade, se uma mulher tivesse vários homens, os genes de todos os homens anteriores são manifestados em seu filho. Portanto, é tão importante que ela seja virgem.

Isso era valorizado em todos os momentos, mas hoje o seu valor já diminuiu, não por causa da libertinagem e do grande egoísmo, mas porque o mundo inteiro chega desta forma à sua convergência e arredondamento.

Não é que o egoísmo interno nos force a sermos tão frouxos, mas por causa do propósito da criação. Uma das razões para isso é que temos que nos tornar plenamente incluídos entre nós e nos unir.

De Kab Tv “Segredos do Livro Eterno” 31/10/16

Todo Mundo É Responsável Por Si Mesmo

laitman_566_01Torá, Deuteronômio, 24:16: Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.

O nível superior é chamado de pai, o inferior é o filho. O superior não pode ser completamente responsável pelo inferior e vice-versa. Eles têm que aderir a certos tipos de conexão para se apoiar, mas só podem ser responsabilizados pela realização de seu próprio trabalho.

Portanto, em um grupo Cabalístico, bem como em qualquer outro lugar, nós entramos em contato uns com os outros, e cada um tem que entender a estrutura de sua responsabilidade. A Torá, por um lado, fala da nossa unidade completa uns com os outros e, por outro lado, como devemos ser responsáveis ​​por nós mesmos.

Eu tenho a responsabilidade de ajudar meus amigos, mas apenas respondo por minhas próprias ações, e não tenho o direito de aprofundar o que está acontecendo dentro de nenhum deles.

Eu sou obrigado a apresentar minha parte do esforço, apoio e interação, porque somos todos partes pequenas de um sistema. Mas eu não sei como a próxima parte vai se desenrolar. Eu só respondo pelo que passo a ela, mas não posso assumir o trabalho do outro. Todo mundo tem seu próprio livre arbítrio.

Pergunta: Como posso determinar minha parte específica no grupo?

Resposta: Você precisa fornecer aos outros o que eles precisam para o seu funcionamento normal. Só isso! É por isso que todos permanecem livres na sua atualização e devem dar aos outros o que têm para a sua atualização.

Existe um sistema de regras onde partes do sistema integral devem estar conectadas entre si para satisfazer as condições de seu bom funcionamento.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/10/16

Abstendo-Te De Fazer O Voto

laitman_554Torá, Deuteronômio, 23:21 – 23:22: Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém, abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti.

Se você realmente deseja estar em contato com o Criador e entender que não há outro além de Ele, você não pode prometer nada com antecedência, não pode contar com sua força e prometer que vai fazer isso.

Como você pode confiar no próximo instante? E se, de repente, o egoísmo acender em você? E agora?

Pergunta: Em outras palavras, eu não devo assinar nenhuma aliança, nenhum documento que digam: “Eu farei isso, tenho confiança em mim mesmo”, pois essa é uma perda notória?

Resposta: Internamente, dentro de você – com certeza! Somente o Criador dirige tudo isso em você. A união com o Criador só pode existir se você habitar completamente nas propriedades Dele.

Se “Não há outro além Dele”, não pode ser de outra forma. Você simplesmente entende que todos os seus pensamentos e ações sempre dependerão apenas Dele, 100%, e não menos.

Pergunta: Então, está sempre dizendo: “Se você inserir o ‘eu’, você é um perdedor”?

Resposta: Você pode inserir o “eu” anulando-o completamente. Essa se torna sua aliança com o Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

Punição Por Ações Más

Laitman_002Pergunta do Facebook: O Criador pune as pessoas por ações más?

Resposta: O Criador não pune ninguém. Ele apenas corrige.

Não há punições na natureza. De acordo com as leis da sabedoria da Cabalá, mesmo em nosso mundo, as punições devem ser muito limitadas. Não há prisão, a pena de morte pode ser decretada uma vez a cada poucas décadas, e até mesmo isso é considerado um evento excepcional.

Não há punições de cima. Existe intenção e apoio quando uma pessoa está sendo empurrada por trás para ações corretas. O erro é a sua punição.

Em outras palavras, o castigo é um tipo de lição: por que você fez isso e o que foi ruim nisso, para que você aprenda para o futuro. Porém, apenas o castigo como punição por algo que você fez não existe.

Não há conexão entre o que você fez e o que obteve. Em vez do que você fez, você simplesmente precisa aprender a agir corretamente. Reaprender é considerado uma punição em nosso mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/11/16

“Lembra-Te Do Que Te Fez Amaleque”

A Worldwide IdeologyTorá, Deuteronômio, 25:17 – 25:18: Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito, como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Deus.

Amaleque (o acrônimo de “Al MenAt LEKabel, intenção “em prol de receber”) é uma intenção egoísta que capta os nossos desejos mais fracos, os rouba e os mata, capturando-os, trabalhando para eles egoisticamente, por si só. Isso é chamado de mortificação dos desejos.

Amaleque atacou o povo de Israel no caminho do Egito para o Monte Sinai, o que significa que começou a atraí-los de volta ao Egito. Em outras palavras, depois de sair do egoísmo, no caminho para a primeira restrição, ascendendo acima do nível egoísta, e recebendo a luz de cima, Amaleque, que está tentando tomar tudo para si mesmo, aparece. Sua tarefa é trazê-los de volta ao Egito, se possível, e se não, pelo menos afastá-los o máximo possível.

Portanto, é necessário lutar constantemente contra ele, porque é a intenção contra o Criador. Amaleque não são desejos egoístas particulares que podem ser corrigidos, se não agora, mais tarde; em vez disso, é a intenção “para si mesmo”, que não pode ser corrigida, e só pode ser revertida. Portanto, ele deve ser morto, e somente então você pode realizar a ação oposta de amor e doação.

Dizem que “não temeu a Deus”. Amaleque, como o Faraó, não tem medo de nada, porque é autorizado pelo Criador a fazer isso. Nisso, Amaleque e o Faraó são iguais.

De KabTV “Segredos Do Livro Eterno” 02/11/16