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“Qual É A Importância Dos Humanos Para A Terra?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Qual É A Importância Dos Humanos Para A Terra?

A importância dos humanos para a Terra é que realmente percebamos o que significa tornar-se humanos e cumpramos nosso papel aqui ao fazer isso.

Tornar-se humano significa ajustar nossa atitude em relação às pessoas e à natureza em todos os seus níveis – inanimado, vegetativo, animado e falante – para que nossa atitude se alinhe com a atitude altruísta originada na natureza.

Em outras palavras, precisamos de amor. Ao aumentar o amor em nossas relações, podemos impedir a propagação do ódio. Ao deixar de adicionar amor em nossas relações, deixamos o ódio abundar e assim descobrimos que nos tornamos cada vez mais desequilibrados entre nós e com a natureza.

O planeta Terra sente as atitudes humanas, sintamos ou não amor, ódio ou qualquer outra coisa. Vivemos em um organismo vivo, que agora está sofrendo.

Para aliviar o sofrimento da Terra e torná-la feliz, precisamos apenas desejar criar uma vida positiva, mútua e equilibrada, que nos tornemos a fonte desse novo equilíbrio, e também traremos equilíbrio ao planeta, à atmosfera, e a tudo o mais na natureza.

Quando alcançarmos o equilíbrio entre nós e com a natureza, experimentaremos uma vida totalmente nova, abundante e perfeita.

Baseado no vídeo “É hora de reavaliar nosso relacionamento com a natureza” com o Cabalista Dr. Michael Laitman e Oren Levi. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

Não Espere Pela Aprovação De Cima

528.01Pergunta: Como uma pessoa pode determinar que a influência pessoal sobre a dezena em garantia mútua lhe dá crescimento espiritual? Como posso avaliar minhas ações?

Resposta: Primeiro, devo agir independentemente do que vejo. Não é o que vejo que importa, mas como posso realmente influenciar meus amigos.

Se eu vir os resultados de minha influência, talvez seja como uma recompensa por meus esforços em vez de ascensão espiritual. Portanto, é melhor não ver, mas agir, como dizem, no escuro. Não espere por uma reação positiva ou por algum tipo de aprovação de cima.

É melhor se nos esforçarmos intencionalmente em uma direção. Então você verá como você começa a receber na qualidade de doação, na qualidade da fé acima da razão. Ou seja, você vai trabalhar e terá ainda mais oportunidades e força para agir.

Da Convenção Internacional “Elevar-se Acima de Nós Mesmos” 09/01/22, “Trabalhar em Responsabilidade Mútua” Lição 6

Dois Sistemas De Equilíbrio

546.02No processo de estudos integrais, as pessoas mudam, tornam-se um pouco mais próximas da conexão umas com as outras. Imbuídas do fato de que a natureza é integral e nós somos um tumor cancerígeno, elas já entendem que não adianta se apegar ao passado e que hoje é impossível gerenciar a vida com os velhos métodos que lhes ensinaram; portanto, tudo no mundo está desmoronando.

Por que temos tanta discórdia na família, no trabalho, entre os países e até na própria natureza? Porque não sabemos nos comportar bem dentro do que se chama sociedade e natureza.

O estado mais confortável que uma pessoa pode ter é estar em equilíbrio com a natureza ao seu redor. Ou seja, existem dois sistemas aqui: um sistema sou eu, dentro de mim, que deve estar em equilíbrio; e ao meu redor, existe o segundo sistema, a natureza, que está em equilíbrio.

Eu induzo a desestabilização nele e, portanto, acontece que ele me dá um feedback negativo e me pressiona. Como resultado, todo o meu sistema interno (saúde, psique, etc.) vai além do normal.

Além disso, afetamos a natureza negativamente; clima, quedas de pressão e tudo o mais depende de nós. Nem mesmo sabemos o que estamos afetando. Existem muitos parâmetros na natureza que são desconhecidos para nós. Mais importante ainda, por causa da evolução, nós mesmos mudamos e alcançamos um estado em que nada queremos. Este é o problema. Para resolver isso, precisamos entrar em equilíbrio com a natureza.

De KabTV, “Através do Tempo”

Por Que Uma Centelha Do Bem O Impede De Vencer

293Nas Notícias (CityinFocus): “Em dezembro de 2012, o atleta espanhol Iván Fernández Anaya estava competindo em uma corrida de cross-country na Espanha. Ele estava correndo em segundo lugar, a alguma distância do líder da corrida Abel Mutai (medalhista de bronze nos 3.000 metros com obstáculos nos Jogos Olímpicos de Londres). Perto da linha de chegada, Iván viu Abel – certo de ser o vencedor da corrida – deter-se cerca de 10 metros antes da linha de chegada. Ele ficou confuso com a sinalização e parou, pensando que já havia completado a corrida.

“Iván estava logo atrás dele e, percebendo o que estava acontecendo, começou a gritar para o queniano continuar correndo, mas Abel não entendia espanhol. Percebendo o que estava acontecendo, Iván se aproximou de Abel e gentilmente o empurrou para a vitória.

“Quando um jornalista perguntou a Iván: ‘Por que você fez isso?’ ele respondeu: ‘Meu sonho é que um dia possamos ter um tipo de vida em comunidade onde nos esforçamos e ajudamos uns aos outros para vencer.’ O jornalista insistiu: ‘Mas por que você deixou o queniano vencer?’ Iván respondeu: ‘Eu não o deixei vencer; ele iria vencer. A corrida era dele’. O jornalista disse novamente: ‘Mas você poderia ter vencido!’ Iván olhou para ele e respondeu: ‘Mas qual seria o mérito da minha vitória? Qual seria a honra dessa medalha? O que minha mãe pensaria disso?’ O mundo fez de Iván um herói, apontando para ele como um ícone do espírito esportivo.

Resposta: Esta é uma resposta! Ou seja, sua mãe aparentemente é uma mãe que o envergonharia por não fazer isso. Isso é educação.

Pergunta: A vergonha que alguém sente, é boa?

Resposta: Significa muito, é claro. Além disso, envolve sua mãe.

Comentário: Este foi quase o fator principal para ele, aparentemente.

Minha Resposta: Sim. Se o atleta olímpico diz que é ótimo!

Pergunta: Por que não vivemos assim? Então, eu li isso e imediatamente tive um sentimento tão caloroso.

Resposta: Claro! Este homem mostrou o verdadeiro Homem interior.

Comentário: Isso é esporte!

Minha Resposta: Sim, sem dúvida! Não o que temos hoje: droga, trapaça, qualquer coisa para ganhar.

Pergunta: Então, você acha que uma grande degradação aconteceu desde 2012?

Resposta: Aconteceu, é claro. Mas ainda assim, você vê, há pessoas que não conseguem fazer isso.

Pergunta: Por que uma pessoa não se ajusta para viver assim? Por que a humanidade não chega a isso?

Resposta: Uma pessoa ainda deve receber satisfação mesmo com isso. Não estamos falando sobre ela ir pela fé acima da razão, doar contra sua natureza e assim por diante. Mas dentro de sua natureza, por meio da educação, ela pode fazer isso de forma que não possa roubar, não possa trair, não possa fazer algo que é contra as pessoas, contra os outros. Educação significa muito.

Pergunta: Você acha que a educação pode conseguir isso?

Resposta: Não na forma que falamos na Cabalá, mas é possível. Pelo menos os valores humanos universais podem ser alcançados pela educação.

Pergunta: Do ponto de vista da Cabalá, essa centelha de bondade e doação existe em uma pessoa? Está aí ou não?

Resposta: Cada pessoa tem. Todos! Absolutamente! Tudo depende apenas do estilo de educação e da intensidade da educação, da capacidade de educar, etc. de modo que seja possível incutir a doação acima da recepção em uma pessoa, para que ela possa até dar sua vida pela vida de outra.

Estas ainda não são qualidades espirituais, mas isso é algo que, claro, seria incomparavelmente melhor, alguns indicadores na sociedade humana em comparação com o que temos hoje.

Hoje tudo é dirigido apenas a mim, alguém amado, querido e único – por todos os meios

Pergunta: E a que leva a educação na Cabalá? Para esta centelha virar fogo?

Resposta: Na Cabalá, isso é muito específico. Ou seja, é preciso convencer a pessoa de que é impossível viver diferente porque tudo é programado pela natureza. E depois, para explicar a ela onde obter essa força sobrenatural da natureza, que deve substituir seu egoísmo.

Comentário: Ou seja, em vez de viver para si, viva para os outros. Você só pode encontrar isso fora de você. Você não o encontrará em si mesmo.

Minha Resposta: Você não consegue encontrar. E a educação não vai ajudar aqui. A educação funciona a nível humano, mas isso está acima do humano.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 05/08/21

Como Começar A Estudar Cabalá?

962.1Pergunta: Recentemente, a pergunta frequentemente feita em seus canais é: “Por onde começar a estudar Cabalá?” As pessoas dizem que existem muitos materiais diferentes na Internet, incluindo vídeos com você. Mas qual é a maneira certa de começar para não se confundir?

Resposta: Eu ainda as aconselharia a entrar em um grupo que está começando o treinamento e se engajar sistematicamente nele. Se elas querem se mover mais rápido, aulas mais intensivas são possíveis em paralelo com esse grupo.

Temos muita literatura, materiais de áudio e vídeo. Mesmo assim, para avançar corretamente, você precisa estar vinculado a algum grupo.

Pergunta: Na verdade, existe uma grande quantidade de material. Uma pessoa pode descobrir por si mesma?

Resposta: Acho que não.

Eu li materiais sobre Cabalá por cinco anos sem nenhuma orientação, passei por muitos professores diferentes. Mas até encontrar meu professor, eu não entendia nada sistematicamente. Tinha um grande nó na minha cabeça e no meu coração.

Somente classes sistemáticas colocam nossos pensamentos em ordem e fornecem uma imagem completa do mundo.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 16/02/21

“Preparem-Se Para Novas Calúnias Envenenadoras” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Preparem-Se Para Novas Calúnias Envenenadoras

No século XIV, uma peste bubônica, também conhecida como Peste Negra, causou estragos em toda a Europa no que se tornou a pandemia mais fatal da história da humanidade, aniquilando quase metade da população da Europa. Naquela época, as pessoas não tinham conhecimento científico ou condições sanitárias para conter a propagação da pestilência, então seu único refúgio contra o desespero total eram os boatos, geralmente fabricados. Um desses boatos era que os judeus haviam causado a doença envenenando deliberadamente os poços.

Os judeus costumavam ser alvo de falsos rumores ao tentar explicar as crises. Desta vez, porém, o resultado foi particularmente doloroso: entre 1348-1351, 350 pogroms contra judeus foram registrados, nos quais nada menos que 210 comunidades foram simplesmente exterminadas. Mesmo anos depois de a peste ter diminuído, pogroms relacionados com a calúnia de envenenamento de poços ainda aconteciam. Em 1370, por exemplo, a difamação desencadeou o massacre de Bruxelas que exterminou a comunidade judaica belga.

A atual pandemia, Covid-19, provavelmente repetirá o padrão. Embora os judeus, e particularmente o Estado judeu, Israel, já tenham sido acusados ​​de causá-la, tais calúnias ainda estão à margem. No entanto, quanto mais a praga atual continua e quanto mais a humanidade se sente desamparada, mais os olhos das pessoas se voltam para os judeus e seus dedos apontam para nós como os malfeitores.

Como então, agora, faremos todos os argumentos razoáveis ​​para provar que não somos os culpados, que não causamos a pandemia. Como então, agora, ninguém vai ouvir. Nesse sentido, o mundo não mudou desde a Idade Média. Se pensamos que as pessoas são mais razoáveis ​​ou civilizadas hoje do que eram naquela época, precisamos apenas olhar para o que aconteceu na Alemanha há menos de um século para perceber que a humanidade é hoje o que sempre foi: inerentemente irracional e sempre disposta a botar a culpa nos judeus.

Mas a humanidade está errada? Se todos nos dizem que somos os culpados, e somos os únicos que pensam o contrário, quem está certo? Porque mesmo que não tenhamos causado a Peste Negra ou a Covid-19, e não o fizemos, com certeza, talvez haja alguma outra falha em nós que desconhecemos e que o mundo não consegue articular, e isso se expressa através de seu pretexto mais conveniente. Talvez seja por isso que o mundo nos culpa não apenas de iniciar a Peste Negra e a Covid, mas de causar todas as guerras, o vírus HIV, todas as crises econômicas e financeiras que já atingiram a humanidade, todas as violações dos direitos humanos, em todos os países, até onde não há judeus e, em geral, de tudo que há de errado com o mundo.

O problema é que não temos consciência do que nossos próprios sábios ensinam. Se fôssemos mais informados, perceberíamos que eles também achavam que tudo o que há de errado no mundo é por causa dos judeus, e que os judeus podem e devem corrigir isso.

Nossos sábios atribuíram todos os nossos problemas e todos os problemas do mundo à nossa falta de unidade e, como resultado, sustentaram que nossa unidade, a unidade do povo judeu, é a cura para tudo.

Por exemplo, o Talmude escreve (Yevamot 63), “Nenhuma calamidade vem ao mundo, senão para Israel”. A propósito, “para” significa tanto “por nossa causa”, para nos ajudar, quanto “por causa”.

Semelhante ao Talmude, o livro Shem MiShmuel escreve: “Quando eles [Israel] são como um homem com um coração, eles são como uma muralha fortificada contra as forças do mal”. O rabino Nathan Sternhertz escreve em seu livro Likutey Halachot [Regras Diversas], que descreve como os judeus devem se comportar, “’Reúnam-se e ouçam, filhos de Jacó,’ precisamente ‘Reúnam-se’, pois ele revelou a eles que o elemento principal da correção é o conselho a se reunir, o que significa que haverá unidade, amor e paz em Israel, que eles se reunirão para falar uns aos outros sobre o propósito final. Assim, eles serão recompensados ​​com a plenitude do conselho, pois Israel e a Lei são todos um na medida da paz e unidade em Israel”. O rabino Simcha Bonim Bonhart de Peshischa escreveu de forma semelhante em A Broadcasting Voice: “Esta é a garantia mútua pela qual Moisés trabalhou tão arduamente antes de sua morte, para unir os filhos de Israel. Todos de Israel são fiadores uns dos outros [responsáveis ​​uns pelos outros], o que significa que quando todos estão juntos, eles veem apenas o bem”.

O livro Bina Le’Itim explica não apenas como a divisão nos fere, mas também como a unidade nos salva: “O fundamento da maldade do malvado Hamã, sobre o qual ele construiu seu pedido ao rei de vender os judeus a ele … é o que ele tinha começado a argumentar: ‘Há um certo povo espalhado e disperso’, etc. Ele lançou sua sujeira dizendo que aquela nação merece ser destruída, pois as regras de separação entre eles, eles estão todos cheios de contendas e disputas, e seus os corações estão distantes um do outro. No entanto, Ele colocou a cura antes do golpe [tomou medidas preventivas] … ao apressar Israel a se unir e aderir uns aos outros, para que todos fossem um, como um homem, e isso é o que os salvou, como no versículo, ‘Vá, reúna todos os judeus’”.

E, finalmente, O Livro do Zohar explica não apenas que nossa desunião causa nossos problemas, mas também causa as piores calamidades do mundo. Na seção Tikkuney Zohar [Correções do Zohar], Tikkun [correção] no. 30, o livro escreve: “Em tal geração”, quando Israel não se corrige por meio da unidade, “todos os destruidores entre as nações do mundo levantam suas cabeças e desejam principalmente destruir e matar os filhos de Israel, como é está escrito, ‘Nenhuma calamidade vem ao mundo, senão para Israel’ (Yevamot 63a). Isso significa que, como está escrito no Tikkunim acima [correções], que [Israel] causa pobreza, ruína, roubo, matança e destruição em todo o mundo”.

Existem inúmeros outros exemplos, mas, lamentavelmente, eles não podem caber todos em um ensaio. No entanto, a imagem é bastante clara. Se nossos próprios sábios e nossos próprios textos nos dizem que somos responsáveis ​​por nosso próprio destino e pelo destino do mundo, que determinamos o que acontece a nós e ao mundo por meio de nossa unidade ou divisão, não devemos isso a nós mesmos e para o mundo pelo menos tentar seguir os conselhos de nossos sábios? Podemos culpar os que odeiam os judeus pelo ódio infundado quando nossos próprios sábios falam de maneira tão semelhante? Acredito que a resposta é clara e a responsabilidade recai sobre nós.

“Quem Venceu O Conflito De Maio De 2021 Entre Israel E O Hamas, E Por Quê?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Quem Ganhou O Conflito De Maio De 2021 Entre Israel E O Hamas, E Por Quê?

Israel pode ter vencido a batalha militarmente, mas está perdendo a guerra pelo apoio do mundo.

A cada conflito entre os dois, a opinião pública se fortalece contra Israel, fazendo-o perder cada vez mais visibilidade no cenário mundial. Israel também pode vencer futuras batalhas militares, mas o mundo se inclinou a favor dos palestinos. Se Israel continuar se concentrando principalmente em sua defesa militar, sem fazer nenhuma mudança importante em um nível ideológico, ele pode esperar uma crescente deslegitimação para atingir níveis onde o mundo desejará sua eliminação.

Como, então, Israel pode ganhar o apoio do mundo?

Israel pode ganhar o apoio do mundo se seu povo compreender que sua força está em sua unidade, e somente em sua unidade. Quando unido, o povo de Israel percebe suas raízes, o fundamento que os tornou o povo de Israel para começar. A unidade do povo de Israel atrai uma força unificadora especial e um exemplo para a humanidade, que por sua vez a faz sentir que há uma razão e um benefício para a existência de Israel. No entanto, quando dividido, como o país parece atualmente, por exemplo, já que não pode nem mesmo formar um governo em eleições múltiplas tendo 120 membros do parlamento espalhados por dezenas de partidos, a divisão e o ódio que se projetam deste pequeno país fazem com que o mundo desaprove-o. Mais e mais pessoas se apegam a uma postura contra Israel para justificar o ódio mais profundo que sentem por nós.

Assim, além de impulsionar os sistemas de defesa militar de Israel, Israel precisa lembrar e educar seu povo que sua força está apenas na unidade. Embora, na superfície, pareça que mais e mais pessoas odeiam Israel porque veem Israel como opressor e abusador dos direitos humanos contra os palestinos, em um nível mais profundo, a razão central para o ódio a Israel é devido ao fracasso do povo de Israel de hoje para viver de acordo com o que os tornou o povo de Israel, para começar: eles se entregam aos seus impulsos, desejos e pensamentos divisivos, em vez de se unirem acima deles. O ódio entre o povo de Israel hoje se projeta inconscientemente na humanidade como um todo, e à medida que a humanidade sente um sofrimento crescente e injustiças percebidas devido à divisão crescente, mais e mais pessoas odeiam o povo de Israel, e o ódio se expressa cada vez mais como ódio pelo Estado de Israel.

O ódio crescente contra nós é um indicador de que precisamos voltar às nossas raízes e à razão de estarmos aqui. Nossa nação foi fundada em princípios de amor, unidade e responsabilidade mútua. Nós nos tornamos uma nação quando aplicamos a lei do “Ame seu próximo como a si mesmo” em nossos relacionamentos acima de nossos impulsos divisionistas. Portanto, por não exercer a unidade acima de nossas divisões, deixamos de viver de acordo com o que nos tornou o povo de Israel, e como resultado, as pessoas ao redor do mundo cada vez mais não sentem nenhuma justificativa para este povo possuir uma terra própria.

A fim de validar nossa reivindicação à Terra de Israel, precisamos reviver nossa unidade. Ao fazer isso, nos tornaremos um canal positivo para a força unificadora se espalhar por toda a humanidade, ou seja, como está escrito, nos tornaremos “uma luz para as nações”. Embora divididos e com ódio uns dos outros, as pessoas ao redor do mundo sentem que projetamos divisão e ódio para o mundo. Elas nos consideram a fonte de todo mal, de todos os problemas de suas vidas. Se assim nos elevarmos acima de nossa divisão e nos unirmos, o mundo nos apoiará, incluindo os palestinos. Se, no entanto, deixarmos que nossos impulsos divisores nos controlem, o mundo acabará nos expulsando desta terra.

Sobre o povo de Israel ser fundado em seguir a lei de “Ame seu próximo como a si mesmo”, o Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) escreve o seguinte em seu artigo, “O Arvut (Garantia Mútua)”.

Todos em Israel são responsáveis ​​uns pelos outros (Sanhedrin, 27b, Shavuot 39). Isso é para falar do Arvut (Garantia Mútua), quando todos em Israel se tornaram responsáveis ​​uns pelos outros. Porque a Torá não foi dada a eles antes que cada um de Israel fosse questionado se concordava em assumir   Mitzva (preceito) de amar os outros em sua plenitude, expresso nas palavras: “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. Isso significa que cada um em Israel assumiria a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada membro da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, não menos do que a medida impressa nele para cuidar de suas próprias necessidades. E uma vez que toda a nação concordou unanimemente e disse: “Faremos e ouviremos”, cada membro de Israel tornou-se responsável por que nada faltará a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Se Você Mudar Sua Intenção, Mudará O Mundo

503.02Pergunta: Você costuma dizer que a vida começa além da barreira, o Machsom. Podemos presumir que o lugar para onde as pessoas vão após a morte está atrás do Machsom?

Resposta: Não. Na Cabalá, uma qualidade é chamada de lugar. Nosso mundo é a qualidade do egoísmo, um lugar onde o sentimos.

Pergunta: Podemos dizer que o cruzamento do Machsom é idêntico à mudança de intenção de uma pessoa?

Resposta: Sim. Isso é totalmente correto. Se antes todas as suas intenções eram apenas para si mesma, por causa de seu egoísmo, quando ela se imaginava no centro do mundo e fazia tudo apenas para si, agora ela coloca o Criador no centro do mundo e faz tudo apenas para Ele. Este é um sentimento completamente diferente.

Pergunta: Como um Cabalista vê este mundo quando cruza o Machsom?

Resposta: O Cabalista vê o mundo como o bem absoluto, como doação e amor que preenche absolutamente todo o espaço, e ele existe nessas qualidades. Sua revelação é a revelação do mundo superior.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 06/02/20

À Beira Da Entrada No Mundo Espiritual

630.1Pergunta: O que significa não remover o egoísmo, mas construir pequenas pontes de conexão sobre ele? Se eu mudar meu foco acima do egoísmo em desenvolvimento, ainda não o estou transformando de alguma forma? Ou apenas me parece assim e ele realmente permanece o mesmo?

Resposta: Na iminência de entrar no mundo espiritual, começamos a sentir problemas em nossa mente e sentimentos. É semelhante à maneira como os físicos descobrem a dualidade da luz: a estrutura de suas partículas ou sua estrutura ondulatória.

Elétrons e fótons se comportam como partículas ou ondas, dependendo se a pessoa os observa ou não. Isso significa que entendemos que não depende de leis físicas, mas das leis de nossa percepção.

Na física, há evidências e testes que indicam que não entendemos totalmente com o que estamos lidando. Embora na física tudo se expresse em fórmulas, em gráficos, no movimento das agulhas de um medidor ou no cintilar de números em uma tela, ainda não entendemos o que realmente está acontecendo.

Nossa mente corporal é construída sobre o egoísmo absoluto e não pode compreender e perceber nada que seja oposto a ela, quando é construído sobre o antiegoísmo. Além disso, não é apenas antiegoísmo, a mera mudança de mais para menos, eu penso de uma forma e você pensa de forma diferente, por um lado da perspectiva do seu ego, e por outro, do meu, da perspectiva de meu egoísmo. Isso não produz nada.

A questão é estar no mesmo objeto, em um desejo em que há dois tipos de sentimento: um que é egoísta e outro que está em contraste com ele, mas ambos existem simultaneamente no mesmo objeto. Há um bom exemplo da Torá para isso, quando o Criador diz a Abraão, “é através de Isaque que sua descendência será contada”, ele é o seu futuro e ele conduzirá a humanidade em direção ao objetivo. E logo depois que Ele acrescenta, leve-o e mate-o, “sacrifique-o ali como holocausto”.

Como esses dois opostos podem coexistir? É claro que há comentários superficiais sobre isso, que por meio da morte ele aparentemente atinge outra vida.

Mas nós precisamos entender que se trata de uma percepção totalmente diferente, de uma matriz diferente, e que os opostos não podem apenas coexistir, mas também se complementam e ainda permanecem opostos.

Quando falamos de opostos, queremos dizer que se um existe, o outro também existe e vice-versa, embora não entendamos como eles existem. Para isso, a luz superior deve descer sobre nós, expandir nossos conceitos, sensações, e quando eles se tornarem espirituais, iremos percebê-la.

Isso é realmente o que estamos tentando alcançar na dezena, ver o mundo em um nível diferente, o que significa com uma mente diferente, com um coração diferente, com uma percepção diferente, com uma consciência e reconhecimento diferentes.

A menos que façamos isso, não podemos fazer nada. Veja o que acontece em Israel antes das eleições, 20 partidos diferentes lutam entre si e estão prontos para se devorarem. Veja o que acontece na Europa e em todo o mundo. Este é apenas o começo. Veremos tais problemas que não seremos capazes de resolver em nosso nível terreno de forma alguma. De jeito nenhum!

A questão é que a providência está nos aproximando uns dos outros, somos incapazes de encontrar um terreno comum porque o egoísmo de cada Estado, de cada nação, está em constante crescimento. Se no passado éramos capazes de nos afastar um do outro de acordo com o egoísmo crescente, agora a providência está nos pressionando, empurrando-nos uns para os outros, e não podemos mudar isso.

Podemos começar a exigir que nossa percepção do mundo seja mudada para uma percepção espiritual verdadeira ou nos levaremos à guerra nos aproximando linearmente. É porque não haverá outro caminho se formos constantemente empurrados para mais perto e, ao mesmo tempo, permanecermos cada vez mais opostos um ao outro.

O Criador opera em nós por duas forças, de dentro e de fora. Por um lado, Ele desenvolve o egoísmo em nós e, por outro lado, Ele nos aproxima cada vez mais. Se antes vivíamos distantes um do outro e nos conectávamos apenas quando necessário, hoje estamos em um quintal comum.

Amanhã estaremos no mesmo apartamento e depois no mesmo quarto. Como vamos conseguir suportar!? Além do mais, a proximidade crescente entre nós está ocorrendo enquanto o egoísmo também cresce internamente em cada um. É por esse meio que o Criador está nos forçando a se voltar para Ele.

Ao mesmo tempo, apenas aqueles que estão no estado certo se voltarão para Ele. Você não pode simplesmente clamar a ele. As pessoas clamam por Ele há séculos, inutilmente.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, precisamos nos reunir em dezenas e criar nelas a atmosfera certa, na qual gostaríamos de encontrar uma solução para o problema: como uma dezena pode se tornar um todo?

O mundo inteiro será dividido em dezenas e assim todos serão corrigidos. Pode parecer que estamos construindo dezenas, mas na verdade não é assim. No futuro, descobriremos que a providência está incutindo todos esses pensamentos, sentimentos e decisões em nós.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 06/02/19

“Usar Ou Não Usar? Essa É A Questão”

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página Do Facebook Michael Laitman 31/10/20

Usar máscara ou não usar máscara? Essa é a questão! Enquanto o mundo luta com a segunda (e às vezes a terceira) onda de Covid-19, os países estão debatendo se, onde e em que situações devem tornar obrigatório o uso de máscaras. As autoridades insistem que as máscaras são vitais para prevenir infecções. Isso é verdade, mas não pelos motivos que naturalmente pensamos. As máscaras não nos protegem dos germes de outras pessoas; elas protegem outras pessoas de nossos germes. Por esse motivo, somente se cumprirmos os regulamentos de uso de máscara, seremos curados do vírus. E no processo, seremos curados da falta de responsabilidade mútua em nossa sociedade.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), “As máscaras podem ajudar a evitar que as pessoas com COVID-19 espalhem o vírus para outras pessoas”. Observe a explicação fornecida pelo CDC: “As máscaras são recomendadas como uma barreira simples para ajudar a evitar que as gotículas respiratórias se propaguem no ar e em outras pessoas quando a pessoa que usa a máscara tosse, espirra, fala ou levanta a voz”. Em outras palavras, o CDC está nos dizendo que as máscaras não servem para nos proteger de outras pessoas, mas para proteger os outros de nós. Simplificando, se todos nos comportarmos como se estivéssemos infectados, iremos eliminar a pandemia em questão de semanas. Curiosamente, o uso de máscara é um ato de bondade, mesmo que apenas queiramos ajudar a nós mesmos.

A natureza, em suas formas sutis, nos ensina que dar é bom para quem dá. Ela abre nossas mentes para o fato de que somos dependentes uns dos outros. Ela nos mostra que apenas se pensarmos uns nos outros, também estaremos seguros. Como relutamos em nos tornarmos doadores ou atenciosos e nos concentramos em nos ajudar, as autoridades nos incentivam a usar máscaras para nossa proteção. Elas estão corretas; máscaras nos protegem, mas apenas se outras pessoas as usarem. Quando as usamos, protegemos os outros!

Quanto mais atentos estivermos às dicas da natureza, mais rapidamente aprenderemos a nos conduzir na nova realidade que ela nos impôs. Nesta realidade, somos dependentes uns dos outros e nos apoiamos. Não podemos viver, mesmo fisicamente, uns sem os outros e, portanto, devemos construir nossos sistemas sociais para atender às necessidades de todas as pessoas. Na nova realidade, não haverá exploração, alienação ou opressão porque elas vão paralisar o agressor. Todo mal que as pessoas causam aos outros voltará para assombrá-las como um bumerangue.

Ainda não está claro se é nessa direção que a natureza está nos levando, mas suas pistas sutis estão nos dizendo para onde estamos indo. A natureza nos trata com bondade; ela nos deixa com uma escolha: aprender rapidamente, curar nosso mundo e conduzir a humanidade a uma nova era, ou permanecer obstinado e aprender a maneira difícil e dolorosa que temos de proteger os outros a fim de nos protegermos.